Caderno de encargos



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SILOPOR – EMPRESA DE SILOS PORTUÁRIOS, S.A.

LEÇA - MATOSINHOS

REPARAÇÃO E REFORÇO DE UMA CÉLULA RECTANGULAR DE
INSTALAÇÃO DE CEREAIS

CADERNO DE ENCARGOS

Estas condições fazem parte integrante do projecto e complementam as Condições Administrativas do Caderno de Encargos



CADERNO DE ENCARGOS

CLAÚSULAS GERAIS



1 – DISPOSIÇÕES GERAIS
Na execução dos trabalhos e fornecimentos abrangidos pela empreitada observar-se-ão as claúsulas do contrato, nomeadamente o presente caderno de encargos, todos os documentos que dele fazem parte integrante, o Decreto Lei 59/99 e a restante legislação aplicável.
O empreiteiro é obrigado à execução da obra em cumprimento do presente projecto e do conjunto de condições nele enunciadas.
A apresentação de variantes à execução do presente projecto é possível no acto do concurso ou entrega do presente projecto à Silopor, S.A..
A apresentação de variantes que envolva uma significativa alteração às técnicas, pressupostos, e conceitos envolvidos neste projecto obrigam à apresentação duma variante integral.
Todos os materiais descritos no projecto podem ser substituídos por outros de qualidade igual ou superior, desde que certificados para este tipo de utilização por laboratórios oficiais e aprovados pelo autor do projecto.
O empreiteiro é obrigado ao conhecimento e cumprimento de todos os regulamentos e documentos normativos aplicáveis que se encontrem em vigor, normas oficiais e documentos certificadores e orientadores ou de homologação provenientes de organismos oficiais nacionais e regionais.
Sem prejuízo do cumprimento de todas as normas e documentos aplicáveis a fiscalização exigirá ao empreiteiro o cumprimento das disposições de projecto e do presente caderno de encargos.
As dúvidas que o empreiteiro tenha na interpretação dos documentos devem ser submetidas à apreciação da fiscalização da obra antes do início do trabalho em causa, sendo o empreiteiro considerado responsável pelas consequências da errada interpretação que porventura haja feito, incluindo demolição e reconstrução das partes da obra em que o erro se tenha reflectido.
O projecto a considerar para a execução da empreitada será o do concurso, podendo ser completado com outros elementos necessários à correcta caracterização da obra desde que atempadamente solicitados pelo director da obra.
A responsabilidade pela correcta execução da obra será sempre do Director da Obra, não reconhecendo a Silopor S.A. qualquer responsabilidade a tarefeiros ou a subempreiteiros, os quais não poderão realizar quaisquer trabalhos sem autorização expressa da fiscalização. Esta apreciará caso a caso o pedido de entrada de subempreiteiros, dependendo a aprovação do curriculum que os subempreiteiros possuam em trabalhos de especialidade.
Será da conta do empreiteiro a reparação e indemnização de todos os prejuízos que eventualmente provoquem no decorrer da obra e até à recepção definitiva desta, nomeadamente os que resultem de falta de segurança, tarefeiros, materiais ou equipamento.

1.2 - REGIME DA EMPREITADA E PAGAMENTOS
A empreitada compreende o conjunto dos trabalhos definidos nas peças escritas e desenhadas do presente projecto, de que este caderno de encargos faz parte integrante.
A empreitada realiza-se em regime de preço global, se outras condições não forem expressas pela Silopor, S.A., sendo mensalmente realizados autos recebendo o empreiteiro em prestações mensais variáveis, em função das quantidades de trabalho entretanto executadas, até à inexistência de saldo a favor do empreiteiro.
Não haverá lugar a adiantamentos ao empreiteiro.
1.3 - TRABALHOS A MAIS, A MENOS E NÃO PREVISTOS
Todas as alterações na qualidade ou quantidade dos trabalhos devem ser formalmente comunicados pelo Director da Obra à Silopor, S.A..
Os trabalhos a mais previamente acordados serão facturados de acordo com os preços unitários que constam da proposta.
Os trabalhos não previstos serão facturados com preços unitários previamente acordados. No caso de não haver acordo sobre os preços, pode o dono da obra optar por realizar os trabalhos em causa em regime de administração directa, sendo os preços compostos com base nos honorários de mão de obra e dos equipamentos vulgares.

Os rendimentos dos recursos serão os das tabelas do LNEC “informação sobre custos” ou das tabelas “Rendimentos de mão de obra, materiais e equipamentos em edificações e obras públicas” de J.P. Branco.



1.4 - PROGRAMA DE TRABALHOS
O início dos trabalhos conta a partir da data da consignação.
O programa de trabalhos deve definir com clareza as datas de início e fim das diversas actividades, quantidades de mão de obra necessária e sua qualificação, tipos de equipamentos a usar e ainda o plano de pagamentos previsional.
Deverá conter as actividades principais da empreitada, nomeadamente:

- Estaleiro, sinalização da obra e protecção de elementos a preservar;



  • Demolições em paredes;

  • Remoção de armaduras

  • Betonagens;

- Trabalhos de carpintaria de limpos;

- Pinturas.


O empreiteiro deverá cumprir os prazos parcelares do programa de trabalhos, e proceder a todos os ajustes e correcções que se mostrem necessários, o que deverá ser obrigatoriamente registado no livro de obra.
1.5 - VERIFICAÇÃO DOS TRABALHOS
A verificação da conformidade de execução do projecto compete ao dono da obra e seus representantes legais, nomeadamente à fiscalização.

Nenhum trabalho que fique oculto (elementos de reforço de estruturas) deve ser coberto antes da aprovação da fiscalização. O empreiteiro pode ser obrigado a descobrir o trabalho executado para verificação da fiscalização, sendo encargo do empreiteiro os prejuízos daí resultantes.


A fiscalização deverá registar no livro de obra a conformidade das ligações entre paredes e peças de reforço nas condições do projecto.
1.6 - ENSAIOS
Todos os ensaios destinados a verificar a conformidade dos materiais empregues serão encargo do empreiteiro.

Estes ensaios que podem consistir na recolha de provetes de argamassas e betões, e também na extracção posterior de carotes, serão realizados mediante plano de colheita de amostras a definir pela fiscalização.

Os ensaios de betões serão realizados num laboratório oficial de ensaios de materiais.
1.7 – SEGUROS
Para além dos seguros normais obrigatórios, o empreiteiro deverá apresentar seguro que garanta a cobertura de riscos contra terceiros, resultantes da execução da empreitada.
1.8 - LIVRO DE OBRA
Em todas as obras existirá um livro de obra nos termos definidos pela lei.

Nesse livro serão obrigatoriamente registados os principais acontecimentos da empreitada, bem como as ocorrências anormais no decorrer dos trabalhos, nomeadamente acidentes, erros de execução e medidas de correcção adoptadas, resultados de ensaios, dias de suspensão dos trabalhos e os motivos que determinou a suspensão.


O livro de obra servirá também para registar semanalmente a avaliação qualitativa e quantitativa que o director da obra e o representante da Silopor, S.A. faz do andamento dos trabalhos.

Todas as actas de reunião serão obrigatoriamente registadas no livro de obra.

É da responsabilidade do empreiteiro manter o livro de obra em boas condições e no local da obra, acessível para utilização por parte de qualquer interveniente (director de obra, fiscalização ou projectista).
1.9 - GARANTIA
O prazo de garantia é de cinco anos a contar da recepção provisória.

A recepção provisória far-se-á quando o dono da obra considerar que a obra está conforme o contrato estabelecido. Para tal o empreiteiro deverá solicitar ao dono da obra e a equipa projectista para que proceda a vistoria e eventuais ensaios. Nessa vistoria será verificada se a obra está em condições de recepção, sendo obrigatoriamente lavrado um auto, especificando os eventuais defeitos detectados e um prazo para a sua correcção.

No período da garantia o empreiteiro é responsável por todos os defeitos de construção surgidos, e a repará-los sem agravamento do custo da obra.
1.10 - PESSOAL
O empreiteiro obriga-se a colocar na direcção dos trabalhos um técnico de Engenharia Civil.

O empreiteiro, fornecerá pessoal com especialização suficiente nos trabalhos das diversas especialidades, que garantam uma execução perfeita dos diversos trabalhos.

O pessoal alojado em obra deverá satisfazer as condições legais de alojamento de pessoal em obra.

O empreiteiro não poderá iniciar os trabalhos sem fazer prova do seguro de todo o pessoal.


1.11 - INSTALAÇÕES
O empreiteiro designará um local da obra que possa funcionar como escritório da obra. Nesse local deverão estar sempre presentes os projectos, livro de obra e a correspondência oficial que lhe diga respeito.
1.12 - EXECUÇÃO DOS TRABALHOS
Os trabalhos deverão ser executados por forma a cumprirem o projecto e a satisfazerem as características de resistência, durabilidade, funcionamento e perfeição especificados nas condições técnicas, normas oficiais em vigor, especificações do LNEC, ou outros processos propostos pelo empreiteiro e aprovados pela fiscalização.

O dono da obra poderá substituir materiais ou técnicas construtivas no caderno de encargos ou no projecto, por outras, que deverão ser propostas pelo empreiteiro e aceites pelo projectista. Tal aceitação do dono da obra será sempre com o objectivo de não prejudicar a obtenção das características finais especificadas.

A fiscalização poderá rejeitar materiais que não satisfaçam o caderno de encargos, regulamentos, normas e legislação em vigor.
1.13 – DEMOLIÇÕES
As demolições devem ser realizadas de modo a não afectarem a segurança do elemento a demolir e dos elementos vizinhos.
Os produtos resultantes da demolição devem ser retirados da zona da obra, sendo transportados a vazadouro.
No processo de demolição devem ser mantidas as armaduras descritas em projecto.

CADERNO DE ENCARGOS

CLAÚSULAS TÉCNICAS ESPECIAIS


CONDIÇÕES TÉCNICAS ESPECIAIS

1 - MATERIAIS
1.1 - Prescrições Comuns a Todos os Materiais
Todos os materiais a empregar devem ser acompanhados de certificados de origem e dos documentos de controle de qualidade e obedecer ainda a:

  • sendo nacionais, as normas portuguesas, documentos de homologação de laboratórios oficiais, regulamentos em vigor e especificações destas condições técnicas;

  • sendo estrangeiros, as normas e regulamentos em vigor no país de origem, caso não haja normas nacionais aplicáveis.

Nenhum material pode ser aplicado na obra sem prévia autorização da fiscalização.


O Empreiteiro, quando autorizado pela fiscalização, poderá aplicar materiais diferentes dos previstos, se a solidez, estabilidade, aspecto, duração e conservação da obra não forem prejudicados e se não houver alteração, para mais, no preço.
O facto de a fiscalização permitir o emprego de qualquer material não isenta o Empreiteiro da responsabilidade sobre o seu comportamento.
A Fiscalização poderá, sempre que assim entender, mandar proceder a ensaios de controle de qualidade dos materiais, desde que sobre ele haja dúvidas.

Os encargos com estes ensaios serão da conta do Empreiteiro caso os resultados não comprovem a qualidade exigida para os materiais.


1.2 – Aços para Betão Armado
Os aços para betão armado serão do tipo A400 NR, devendo obedecer às normas para o seu fornecimento e aplicação.
1.3 – Inertes
Os inertes devem obedecer, no que respeita as suas características e condições de fornecimento e armazenamento, ao estipulado na NP ENV206 e restantes documentos normativos aplicáveis.
O Empreiteiro apresentará à aprovação da Fiscalização o plano de obtenção de inertes, lavagem e selecção de agregados, proveniência, transporte e armazenagem a fim de se verificar a garantia da sua produção e fornecimento com as características convenientes e constantes, nas quantidades e dimensões exigidas.
Os elementos individuais do inerte grosso devem ser de preferência isométricos, não devendo o seu coeficiente de forma exceder os 20% do peso total:

  • uma partícula é considerada chata quando d/b < 0.5 e alongada quando L/b >1.5, sendo “b” a largura, “d” a espessura e “L” o comprimento da partícula.

A dimensão máxima do inerte grosso não deverá exceder 1/5 da menor dimensão da peça a betonar, e nas zonas com armaduras não deverá exceder 3/4 da distância entre varões.


O inerte grosso deve ser convenientemente lavado.
A areia deve ser convenientemente lavada e cirandada, se tal se mostrar necessário na opinião da fiscalização.
Sempre que a fiscalização o exigir serão realizados ensaios necessários para comprovar que as características dos inertes respeitam o especificado na NP ENV206.
1.4 – Água
A água a utilizar na obra, tanto na confecção dos betões e argamassas como para a cura do betão, deverá, na generalidade, ser doce, limpa isenta de matérias estranhas em solução ou suspensão, aceitando-se como utilizável a água que, empregue noutras obras, não tenha produzido florescências nem perturbações no processo de presa e endurecimento dos betões e argamassas com ela fabricados.

De qualquer forma a água a utilizar será obrigatoriamente analisada devendo os resultados obtidos satisfazer os limites indicados no quadro 1 da especificação do LNEC E372 – Água de Amassadura para Betões. Características e Verificação da Conformidade.


1.5 – Betões
A qualidade mínima do betão a empregar é B25, devendo obedecer às normas para o seu fornecimento e aplicação (Regulamento de Betões e Ligantes Hidráulicos).
1.6 – Madeiras
As madeiras a empregar devem ser bem cerneiras, devidamente secas, não ardidas nem cardidas, sem nós viciosos, isentas de caruncho, fendas ou falhas que possam comprometer a sua resistência e o aspecto final das peças de betão.
Devem ser de primeira escolha, isto é, seleccionadas por forma a que, mesmo os pequenos defeitos, (nós, fendas, etc) não ocorram com grande frequência nem com grandes dimensões, nem em zonas das peças em que venham a instalar-se as maiores tensões.
Devem ser de quina viva e bem desempenadas, permitindo-se em casos a fixar pela Fiscalização, o emprego de peças redondas em prumos ou escoras, desde que tal não comprometa a segurança ou a perfeição do trabalho.
1.7 – Materiais não Especificados
As características dos materiais não especificados serão propostas pelo Empreiteiro à Fiscalização, que se reserva o direito de os não aprovar se entender que não possuem condições de resistência, duração e adaptabilidade aos fins a que se destinam.

2 - MODO DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS
2.1 – Betão Armado
O betão e a armadura deverá ser de classe indicada nos desenhos do projecto.

A verificação da qualidade do betão aplicado será realizada em laboratório oficial, definindo a fiscalização o plano para colheita de amostras.

No caso de ser realizado em obra deve sê-lo por meios mecânicos, sendo aplicado obrigatoriamente com uso de vibradores, pelo que devem existir sempre dois vibradores em obra.

A betonagem só se deverá realizar após a verificação pela fiscalização.

A cofragem deve ser cuidadosamente executada por forma a evitar deformação quando da vibração e que a calda de cimento saia pelas juntas.

A fiscalização pode obrigar a demolição dos trabalhos que não sejam realizados de acordo com as condições anteriores, sendo o empreiteiro obrigado a executar à sua conta a parte da obra demolida.

Serão respeitados os prazos previstos no REBAP para a desmoldagem e descofragem dos elementos.
2.2 – Composição dos Betões
O estudo da composição de cada betão deverá ser apresentado pelo Empreiteiro à aprovação da Fiscalização, com pelo menos 30 dias de antecedência em relação à data de betonagem do primeiro elemento da obra em que esse betão seja aplicado.
O Empreiteiro entregará à Fiscalização amostras dos mesmos inertes utilizados nos estudos dos betões para se poder comprovar a manutenção das suas características no laboratório da obra.
O cimento utilizado será também ensaiado sistematicamente no laboratório da obra, segundo um plano a estabelecer pela Fiscalização, rejeitando-se todo aquele que não possua as características regulamentares ou que não permita a obtenção das exigidas aos betões da obra.
Na composição dos betões poderá o Empreiteiro utilizar, respeitando o disposto na NP ENV206, por sua conta os adjuvantes cuja necessidade se justifique, no intuito de se obter boa trabalhabilidade com a menor relação possível água-cimento.

O Empreiteiro deverá submeter à aprovação da Fiscalização os adjuvantes que pretende utilizar, ficando proibida a utilização de adjuvantes à base de cloretos ou quaisquer produtos corrosivos.


Sempre que a Fiscalização o entender, serão realizados ensaios complementares em laboratório oficial, por conta do Empreiteiro.

2.3 - Preparação dos Betões
O betão será feito por meios mecânicos em betoneiras, obedecendo os materiais que entram na sua composição as condições atrás indicadas, de acordo com as disposições legais em vigor, e sendo cuidadosamente respeitado o artigo 9 da NP ENV206.
Os materiais inertes e o cimento serão doseados em peso para todos os tipos de betões.
A central deverá ter os contadores de água e as balanças devidamente aferidas, para que a quantidade de água e materiais introduzidos em cada amassadura sejam as constantes do estudo aprovado.

Não será permitida a fabricação de misturas secas, com vista a ulterior adição de água.


A consistência normal das massas, a verificar por meio do cone de Abrams ou do estrado móvel, e a quantidade de água necessária será determinada nos ensaios prévios de modo a que se consiga trabalhabilidade compatível com a resistência desejada e com os processos de vibração adaptados para a colocação do betão, sendo verificado à saída da central e no local de aplicação.
A quantidade de água deverá ser corrigida, de acordo com as variações de humidade dos inertes, para que a relação água-cimento seja a recomendada nos estudos de qualidade dos betões.
A distância entre a central de betonagem e os locais de aplicação será a menor possível, devendo ser submetido a aprovação da Fiscalização um plano de transporte em que se enumere o meio de transporte, percurso e tempo previsto desde a confecção do betão até à sua colocação.

2.4 – Betonagem e Desmoldagem
A betonagem deverá obedecer às normas estabelecidas no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado e na NP ENV206, atendendo ainda ao indicado neste Caderno de Encargos e no projecto.
O betão será empregue logo após o seu fabrico, apenas com as demoras inerentes à exploração das instalações. Não se tolerará que o período decorrido entre o fabrico do betão e o fim da sua vibração exceda meia hora no tempo quente e uma hora no tempo frio, devendo estas tolerâncias ser reduzidas se as circunstâncias o aconselharem.
A compactação será feita exclusivamente por meios mecânicos: vibração de superfície, vibração dos moldes e pervibração.
A vibração, será feita de maneira uniforme, até que a água da amassadura reflua a superfície, e por forma a que o betão fique homogéneo.

As características dos vibradores serão previamente submetidas à apreciação da fiscalização, devendo os vibradores para pervibração ser de frequência elevada (9.000 a 20.000 ciclos por minuto).


Após a betonagem e a vibração, o betão será protegido contra as perdas de água por evaporação e contra as temperaturas extremas.

Para evitar as perdas de humidade, as superfícies expostas deverão ser protegidas pelos meios que o Empreiteiro entender propor e a Fiscalização aprovar. Entre esses meios, figuram a utilização de telas impermeáveis e a de compostos líquidos para a formação de membranas também impermeáveis.


Se a temperatura no local da obra for inferior a zero graus centígrados, ou se houver previsão de tal vir a acontecer nos próximos cinco dias, a betonagem não será permitida. Para temperaturas compreendidas entre 0 (zero) e + 5 (cinco) graus centígrados as betonagens só serão realizadas se a Fiscalização o permitir e desde que sejam escrupulosamente observadas as medidas indicadas no artigo 5.10 da NP ENV 206. Se a temperatura, no local da obra, for superior a + 35 (trinta e cinco) graus centígrados a betonagem não será permitida a não ser com autorização expressa da Fiscalização e com rigoroso cumprimento das condições do artigo 5.10 da acima citada Norma Portuguesa.
Para cumprimento do estipulado na alínea anterior, o Empreiteiro obriga-se a ter no estaleiro um termómetro devidamente aferido, devendo proceder ao registo das temperaturas dos dias de efectivação das operações a que se referem os citados artigos, bem assim como as dos cincos dias seguintes.
Cada elemento de construção deverá ser betonado de maneira contínua, ou seja, sem intervalos maiores do que os das horas de descanso, inteiramente dependentes do seguimento das diversas fases construtivas, procurando-se sempre a redução dos esforços de contracção entre camadas de betão de idade diferentes.
As juntas de betonagem só terão lugar nos pontos onde a Fiscalização o permitir, de acordo com o plano de betonagem aprovado. Antes de começar uma betonagem, as superfícies de betão das juntas serão tratadas convenientemente, de acordo com as indicações da Fiscalização, admitindo-se, em princípio, o seguinte tratamento: deixar-se-ão nas superfícies de interrupção pequenas caixas de endentamento e pedras salientes; se se notar presa de betão nas juntas, serão as superfícies lavadas a jacto de ar e de água, e retirada a "nata" que se mostre desagregada, a fim de se obter uma boa superfície de aderência, sendo absolutamente vedado o emprego de escovas metálicas no tratamento das superfícies de betonagem.
Nas juntas onde se sobreponham elementos em elevação, a executar posteriormente, deverão ser, passadas 2 a 5 horas, limpas as áreas a ocupar por esses elementos superiores, tratando-se essas zonas de forma análoga à atrás indicada.
Nas faces visíveis dos elementos em elevação, as juntas só serão permitidas nas secções em que se confundam rigorosamente com as juntas da cofragem.
Nas juntas de betonagem será obrigatório o emprego de cola ou argamassa apropriada, à base de resinas "epoxi", ficando o seu emprego ao critério da Fiscalização.
Se uma interrupção de betonagem conduzir a uma junta mal orientada, o betão será demolido na extensão necessária por forma a conseguir-se uma junta convenientemente orientada; mas antes de se recomeçar a betonagem, e se o betão anterior já tiver começado a fazer presa, a superfície da junta deverá ser cuidadosamente tratada e limpa por forma a que não fiquem nela inertes com possibilidade de se destacar. A superfície assim tratada deverá ser molhada a fim de que o betão seja convenientemente humedecido, não se recomeçando a betonagem enquanto a água escorrer ou estiver acumulada.
Todas as arestas das superfícies de betão serão obrigatoriamente chanfradas a 45 graus, tendo 1.5 cm de cateto a secção triangular resultante do chanfro, quer este corresponda a um enchimento, quer a um corte da peça chanfrada.
Para efeitos de medição, os betões serão considerados pelo volume geométrico das peças executadas.

Considera-se incluído nos preços unitários dos betões todos os encargos com os estudos e controle das características dos betões e seus componentes, fornecimento do laboratório de obra, equipamento e sua manutenção.



2.5 - Controle das Características dos Betões
Durante as betonagens serão realizados ensaios de controle de aceitação dos betões.

Esses controles serão realizados sobre amostras constituídas, cada uma, por, pelo menos, seis cubos por amassadura, ou por cada 20 (vinte) m³ de betão se as amassaduras ultrapassarem este valor.

A juízo da Fiscalização, e depois de para cada tipo de betão se comprovar a sua qualidade, pode o número de cubos de cada amostra ser reduzido para três, voltando a ser de seis se entretanto se verificarem desvios significativos na resistência dos betões.

Em qualquer caso, em cada betonagem serão sempre realizadas três amostras.


Os cubos serão feitos do betão das amassaduras destinadas a serem aplicadas em obra e designadas pela Fiscalização.
Os cubos só poderão ser fabricados na presença da Fiscalização.
Os cubos serão executados, transportados, curados e conservados de acordo com a especificação E255 - 1971 do LNEC.
Deverá ser organizado um registo compilador de todos os ensaios de cubos, afim de, em qualquer momento, se verificar o cumprimento das características estabelecidas.
Todos os cubos serão numerados na sequência normal dos números inteiros, começando em 1, seja qual for o tipo de betão ensaiado.
No cubo será gravado não só o número de ordem como também o tipo, a parte da obra a que se destina e a data do fabrico.
Do registo compilador deverão constar os seguintes elementos:
a) Número do cubo

b) Data do fabrico

c) Data do ensaio

d) Idade


e) Tipo, classe e qualidade

f) Dosagem

g) Quantidade de água de amassadura

h) Local de emprego do betão donde foi retirada a massa para fabrico do cubo

i) Resistência obtida no ensaio

j) Média da resistência dos três cubos que formam o conjunto do ensaio

k) Resistência equivalente aos 28 dias de endurecimento, segundo a curva de resistência que for estipulada pelo laboratório oficial que procedeu ao estudo, tendo em conta a composição aprovada para o betão ou, na falta dessa curva, segundo as seguintes relações:

R 3/R28 = 0.40

R 7/R28 = 0.65

R 14/R28 = 0.85

R 90/R28 = 1.20

m) Peso do cubo

n) Observações
Sempre que forem fabricados cubos, por cada série de seis, ou de três, será preenchido pela Fiscalização residente um "verbete de ensaio", do qual constará o número dos cubos, a data do fabrico, a água de amassadura, o modo de fabrico e outras indicações que se considerarem convenientes. O Empreiteiro receberá o duplicado deste "verbete de ensaio".
Com base no "verbete de ensaio", e para os cubos mandados ensaiar em laboratório oficial depois de a Fiscalização ter fixado as datas em que esses cubos devem ser ensaiados, será entregue ao Empreiteiro um oficio do Serviço Fiscalizador, que acompanhará os cubos na sua entrega ao referido laboratório.

Para o efeito, o Empreiteiro obriga-se a tomar as precauções necessárias por forma a que seja observada a data prevista para o ensaio e a que os resultados dos mesmos sejam comunicados imediata e directamente ao Serviço Fiscalizador.


O controle de aceitação será efectuado para cada tipo de elemento estrutural separadamente, segundo os critérios seguintes:

- número de amostras inferior a 6.

Cada controle de aceitação será representado por três amostras.

Sendo R1, R2 e R3 a resistência das últimas três amostras, médias das resistências dos cubos de cada amostra, e sendo Rmin a menor de todas, considera-se o controle como positivo, conduzindo à aceitação do betão, quando se verificarem ambas as condições:

Rm > (fck + 5) MPa

Rmin > (fck - 1) MPa

em que:

- número de amostras igual ou superior a 6
Sendo R1, R2, ... Rn, a resistência das últimas n amostras consecutivas, médias das resistências dos provetes de cada amostra, e sendo Rmin, a menor de todas, considera-se o controle como positivo, conduzindo à aceitação do betão, quando se verificarem ambas as condições:

Rm ³ ¦ck + l s

Rmin ³ ¦ck - k
em que:

s - é o desvio padrão das resistências do conjunto de amostras.


l e k - são os valores indicados no Quadro seguinte de acordo com o número n de amostras do conjunto.


n

l

k

6

7

8



9

1.87

1.77


1.72

1.67


3

3

3



3

10

11

12



1.62

1.58


1.55

4

4

4



13

14

15



1.52

1.50


1.48

4

4

4



Nos ensaios de consistência, realizados com o cone de ABRAMS, admitem-se, para betões colocados por bombagem consistências até 15 cm e para os restantes consistências até 5 cm.


Serão conduzidos sistematicamente ensaios sobre cubos para determinar a resistência a compressão aos 1, 3, 7, 28, 90 e 120 dias a fim de se poderem planear e controlar devidamente as várias sequências dos trabalhos.
Serão realizados os provetes que a Fiscalização determinar, para determinação dos módulos de elasticidade dos betões com várias idades, e para quantificar os parâmetros de refracção e de fluência reais, valores esses essenciais para a correcta execução da obra.

2.6 – Rejeição de Betões
No caso de a Fiscalização determinar a rejeição imediata dos betões que não satisfaçam o estipulado, poderá, a seu juízo, ser estabelecido um acordo nas seguintes condições:
1 - Proceder-se-á, por conta do Empreiteiro, a realização de ensaios não destrutivos ou a ensaios normais de provetes recolhidos em zonas que não afectem de maneira sensível a capacidade de resistência das peças; se os resultados obtidos forem satisfatórios a juízo da Fiscalização, a parte da obra a que digam respeito será aceite.
2 - Se os resultados destes ensaios mostrarem, como os ensaios de controle, características do betão inferiores às requeridas, considerar-se-ão dois casos:
2.l. - Se as características atingidas (em particular as de resistência aos esforços) se situarem acima de 80% das exigidas proceder-se-á a ensaios de carga e de comportamento da obra, por conta do Empreiteiro, os quais, se derem resultados satisfatórios na opinião da Fiscalização, determinarão a aceitação da parte em dúvida.
2.2. - Se as características determinadas forem inferiores a 80% das exigidas, o Empreiteiro será obrigado a demolir e a reconstruir as peças deficientes, à sua conta.

2.7 - Cimbres, Cavaletes, Andaimes e Estruturas Provisórias Descimbramento
O Empreiteiro submeterá à prévia aprovação da Fiscalização, os projectos das estruturas de sustentação dos moldes necessários para construir as obras segundo os processos indicados nos desenhos de construção. É obrigação do Empreiteiro o fornecimento e montagem de todas as estruturas auxiliares necessárias a uma adequada execução das obras, satisfazendo em tudo as normas em vigor, nomeadamente no que respeita a segurança.
Dá-se liberdade de escolha dos diversos tipos de cimbres e restantes estruturas provisórias, dentro das condições atrás estipuladas, devendo os mesmos ser metálicos e obrigando-se o Empreiteiro a apresentar à Fiscalização os seus projectos para aprovação os quais consistirão na verificação da segurança e no cálculo das deformações, e ainda nos desenhos de construção, de conjunto e de pormenor, em escalas convenientes e devidamente cotados.
Os cimbres, os cavaletes e as restantes estruturas provisórias serão calculados de acordo com o Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios, o Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes e as especificações destas Condições Técnicas.
Todas as peças que forem de madeira, a utilizar eventualmente nas estruturas de suporte e nos moldes serão calculadas tendo em atenção que se não devem exceder as seguintes tensões unitárias:
- Compressão em flexão .......................................................................... 12 MPa

- Compressão paralela às fibras ............................................................. 9 MPa

- Compressão normal às fibras, quando sobre toda a largura ................... 2.4 MPa

- Compressão parcial normal às fibras ..................................................... 3.6 MPa

- Corte .................................................................................................. 1.2 MPa
Admitem-se, para madeiras duras, tensões até 50 % superiores às indicadas, quando devidamente justificadas por ensaios. Nos cálculos deverão ser tidas em conta todas as combinações de acções possíveis mais desfavoráveis, e no cálculo das diferentes peças ter-se-ão em atenção as deformações máximas que podem condicionar o seu dimensionamento, mesmo que as tensões correspondentes sejam admissíveis.
Todos os materiais empregues nos cimbres, cavaletes e restantes estruturas auxiliares de montagem serão pertença do Empreiteiro, uma vez finda a sua utilização.

2.8 - Armaduras Ordinárias
As armaduras, em aço A400 ER, a empregar nos diferentes elementos de betão terão as secções previstas no projecto, e serão colocadas rigorosamente conforme os desenhos indicam, devendo ser atadas de forma eficaz para que se não desloquem durante as diversas fases de execução da obra. Utilizar-se-ão pequenos calços pré-fabricados, de argamassa ou de micro-betão, para manter as armaduras afastadas dos moldes, calços esses dotados de arames de fixação.
As armaduras serão dobradas a frio com máquinas apropriadas, devendo seguir-se em tudo o preceituado no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado.
Todos os encargos para controle das características dos aços, especificamente mencionados, ou não, nestas Condições Técnicas, são da exclusiva conta do Empreiteiro, e consideram-se incluídos nos preços unitários respectivos.
Para efeitos de determinação do trabalho realizado, na medição das armaduras não se incluirá a dobragem e montagem, as sobreposições, soldaduras ou qualquer outro sistema de união, as ataduras e os ganchos, os quais serão considerados já incluídos no preço unitário contratual, e o peso será calculado pela aplicação das tabelas de pesos de varões de aço para betão armado.
2.9 – Trabalhos não Especificados
Todos os trabalhos não especificados neste Caderno de Encargos, que forem necessários para o cumprimento da presente empreitada, serão executados com perfeição e solidez, tendo em vista os Regulamentos, Normas e demais legislação em vigor, as indicações do projecto e as instruções da Fiscalização.
Quando não seja completamente definida a forma da sua inclusão no mapa de medições, estas serão feitas de comum acordo entre a Fiscalização e o Empreiteiro, seguindo-se as normas habituais e consagradas em medições.
CADERNO DE ENCARGOS

DISPOSIÇÕES GERAIS





  1. Peças do Projecto

As peças do projecto são as seguintes:



  1. Peças escritas

Memória descritiva e justificativa

Caderno de encargos

Medições

Estimativa orçamental




  1. Peças desenhadas




N.º Ordem

Desenhos

Designação

Código

1

1/2

Pormenores de betão armado

01-1589/BA

2

2/2

Pormenores de betão armado

02-1589/BA

Trofa, Julho de 2000




Caderno de Encargos


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