Camaçari, 18 de março de 2013



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PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMAÇARI

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO





OBRA

PROJETO ELÉTRICO DA ESCOLA THOMAZ CAMILO

TÍTULO

MEMORIAL DESCRITIVO/ ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

INDICE


1. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

1.1. OBJETIVO

1.2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

1.2.1. DESCRIÇÃO

1.2.2. NORMAS TÉCNICAS

1.2.3. ENCARGOS DA INSTALADORA

1.3. SUPRIMENTO DE ENERGIA

1.4. DISTRIBUIÇÃO DE FORÇA

1.5. QUADROS ELÉTRICOS

1.6. DETERMINAÇÃO DOS ALIMENTADORES

1.7. ILUMINAÇÃO

1.7.1. NÍVEL DE ILUMINAMENTO

1.7.2. LUMINÁRIAS

1.8. TOMADAS

1.8.1. TOMADAS DE USO GERAL

1.8.2. TOMADAS PARA COMPUTADOR

1.9. EQUIPAMENTOS DE AR CONDICIONADO

    1. ATERRAMENTO E SPDA

1.11. GENERALIDADES.

2. INSTALAÇÕES DE CABEAMENTO ESTRUTURADO

2.1. INTRODUÇÃO

2.2. NORMAS ADOTADAS

2.3. CABEAMENTO HORIZONTAL

2.4. TOMADAS

2.5. DISTRIBUIDOR

2.6. CONDUTOS

2.7. CERTIFICAÇÃO

2.8. SISTEMA TELEFÔNICO

2.9. ATERRAMENTO

2.10. TABELA DE IDENTIFICAÇÃO DOS CABOS ESTRUTURADOS

2.11. GENERALIDADES

3. PRODUTOS: INSTALAÇÕES ELÉTRICAS, MECÂNICAS E TELECOMUNICAÇÕES

3.1. ATERRAMENTO E CONDUTORES DE PROTEÇÃO

3.2. CONDUTORES DE ENERGIA

3.3. CONDUTOS

3.4. EQUIPAMENTOS

3.5. PONTOS DE UTILIZAÇÃO

3.6. QUADROS, DISPOSITIVOS DE MANOBRA E PROTEÇÃO.

3.7. SISTEMA DE AUTOMAÇÃO.

  1. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS



    1. OBJETIVO

O projeto de instalações elétricas da Escola Thomaz Camilo, na Cidade de Camaçari, Bahia, visa à instalação de um sistema confiável para atender aos sistemas de iluminação, tomadas de uso comum, tomadas de uso específico, tomadas para rede de computadores e rede lógica de acordo com pranchas e projetos abaixo relacionados:

E01_Escola Thomaz Camilo_IL_TOM_ 01 a 06_R0

E02_Escola Thomaz Camilo_ALIMENTADORES_ 01 a 04_R0

E03_Escola Thomaz Camilo_REDE LOCAL_ 01 a 04_R0

E04_Escola Thomaz Camilo_SPDA_ 01_R0


    1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS



      1. DESCRIÇÃO

O presente memorial tem por finalidade a construção das Instalações da Thomaz Camilo – CAMAÇARI em boas condições de utilização e funcionamento e de facilidade para se efetuar manutenção.

O projeto elétrico da instalação da escola visa à instalação de um sistema confiável para atender as tomadas de comunicação, rede local, pontos para ar condicionado, os sistemas de iluminação e tomadas de uso geral.



      1. NORMAS TÉCNICAS

Os projetos foram concebidos com base nas normas prescritas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (em especial a Norma NBR-5410:2004 – NBR 14136, NBR IEC 60439-1, NBR IEC 60439-3 e NR-10 do Ministério do Trabalho e Emprego, nas normas das concessionárias de Energia

      1. ENCARGOS DA INSTALADORA

Todos os materiais, equipamentos e serviços necessários à completa execução da obra serão fornecidos pela instaladora.

A instaladora deverá elaborar um cronograma de trabalho para os serviços a serem realizados, que será submetido à aprovação da fiscalização em conjunto com a administração da dependência. Caso a mesma não o aprove, a instaladora deverá apresentar novo cronograma para análise. Só após a aprovação do cronograma os serviços irão ser iniciados.

A instaladora deverá dimensionar sua equipe de pessoal e programar as compras de forma a atender ao prazo previsto para execução da obra.

A instaladora deverá possuir profissional Engenheiro Eletricista ou Empresa que responderá pela instalação do sistema. O profissional deverá apresentar Certificado de Acervo Técnico, com no mínimo uma obra de porte idêntico ou superior ao desta.

Ao final da obra o instalador deverá emitir laudo se responsabilizando pelas instalações conforme prescrito pelas Normas ABNT, em especial a NR-10 item 10.2.4.

A instaladora deverá enviar a proposta com as qualificações técnicas de todo o pessoal envolvido.

Os serviços de instalações elétricas e cabeamento estruturado deverão ser executados por firma especializada, com experiência comprovada e mão-de-obra/ferramental em conformidade com a NR-10.

As intervenções nas instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.6.1 e do item 10.8 desta Norma.



      1. SERVIÇOS A EXECUTAR

Caberá ao instalador executar todos os serviços necessários para a perfeita conclusão das instalações projetadas e às recomendações deste memorial. Caso seja necessária alteração em projetos, deverá ser submetido à prévia aprovação da fiscalização.

Após a execução dos serviços, o instalador deverá assegurar o perfeito funcionamento das instalações, sua adequação ao diagrama unifilar proposto e um bom acabamento estético das mesmas.

Todos os custos, ônus e taxas decorrentes dos serviços deverão ser previamente verificados pelo instalador e incluídos em sua proposta comercial. Não será aceitos custos adicionais sob qualquer pretexto, devendo o instalador dirimir previamente todas as dúvidas e assumir inteira responsabilidade pelo funcionamento do sistema.

O projeto foi elaborado tendo por base as normas vigentes preconizadas pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, as diretrizes básicas fornecidas pelo projeto arquitetônico, e especificações dos fabricantes dos materiais a serem utilizados na obra.

As partes gráficas dos desenhos juntamente com as indicações deste memorial, compõem o projeto, não podendo ser considerados separadamente, sendo que em caso de duvidas prevalece sempre o projeto em relação aos memoriais e quantitativos.

Caberá a CONTRATADA fornecer toda a mão de obra, materiais e equipamentos definidos e especificados no projeto para a realização da integral obra e montagem do sistema.

Considera-se que materiais ou equipamentos apresentam equivalência técnica se desempenham IDÊNTICAS FUNÇÕES NA SUA CONCEPÇÃO CONSTRUTIVA, as MESMAS CARACTERÍSTICAS E ROBUSTEZ exigidas na especificação ou no serviço que a eles se destinam e os fabricantes tenham Certificados de Qualidade ISO 2002 e selos INMETRO.

Será obrigatória a apresentação de notas fiscais de todos os equipamentos e materiais a empregar nas instalações, do comprovante de qualidade e das especificações obedecendo rigorosamente às condições definidas no projeto.

A aplicação de equipamentos de fabricantes apresentados como “EQUIVALENTES”, deverá ter a prévia aprovação pela CONTRATANTE, cabendo à CONTRATADA apresentar toda a documentação técnica necessária à comprovação de sua equivalência, bem como atestados e/ou certificados emitidos por empresas da administração públicas direta, indiretas ou privadas, que atestem a sua aplicação, uso correspondente e qualidade do produto.


    1. SUPRIMENTO DE ENERGIA

O local próximo à escola encontra-se atendido pela concessionária de energia COELBA, ficando com a mesma a responsabilidade de utilizar algum transformador da rede existente, ou ,caso necessário, a instalação de um novo equipamento para suprir a nova demanda no local da obra.

A demanda provável de energia será de 52,72 kW / 57,19 kVA – fator de potencia 0,92 de acordo cálculo apresentado no projeto, sendo a carga total instalada de 74,25 kW / 80,54 kVA. Para calculo da demanda provável foi considerado um fator de demanda típico de 0,71.

    1. DISTRIBUIÇÃO DE FORÇA

A filosofia de distribuição de força a ser adotada visa otimizar o funcionamento do colégio, minimizando as oscilações de tensão causadas pela entrada no circuito elétrico de motores de elevada corrente de partida, facilitando a manutenção.

O ramal de ligação de cargas normais da escola será feito do QM – Quadro de Medição de Energia, que será alimentado a partir do transformador particular da COELBA, no poste mais próximo. Do QM partirá alimentação para o quadro geral: QGBT, os quais farão alimentação dos circuitos de tomadas e de iluminação respectivamente, conforme detalhamento de projeto e especificações de materiais que faz parte do escopo deste memorial.

Os eletrodutos de PVC serão rígidos, rosqueáveis, nas bitolas indicadas no projeto, com todos os acessórios próprios (curvas, luvas, braçadeiras, arruelas e buchas) de fabricação TIGRE, FORTILIT ou similar.

Os eletrodutos deverão ser instalados com cuidado, de modo a se evitar mossas que reduzam os seus diâmetros.

Quando cortados a serra, terão suas bordas limadas para remover as rebarbas. As emendas serão feitas com luvas atarraxadas.

Não se fará emprego de curvas maiores que 90º.

Em cada trecho de canalização, entre duas caixas ou entre extremidades e caixas, só poderão, no máximo, ser empregadas duas curvas de 90º.

As ligações dos eletrodutos com as caixas de passagem serão feitas com arruelas pelo lado externo e bucha pelo lado interno.

Após a instalação dos mesmos, eles devem ser tampados, nas caixas, com papelão ou estopa.

Os condutores isolados serão cabos classe 750V ou 0,6/1kV, rígido, de acordo como indicado no projeto, de fabricação PIRELLI ou similar. Para o caso dos cabos de 750V os condutores serão identificados com as cores e os de classe 0,6/1kV com marcação de fitas nas extremidades:

Fase – vermelho, branco ou marrom

Neutro - azul claro

Retorno - cinza

Terra - verde ou verde/amarelo.

Os condutores isolados serão cabos classe 0,6/1kV de acordo como indicado no projeto serão utilizados quando a rede de energia for embutida no piso ou solo.

Os quadros de distribuição de energia deverão ser interligados sem emendas dos condutores que os alimentam.

Não é permitida a emenda dos condutores alimentadores dos quadros. Quando, devido à distância, for imprescindível efetuar emendas, as mesmas serão feitas com conectores apropriados e terão seu isolamento recomposto com fita isolante nº 23, na área interna e nº 23 e 33 na área externa, de fabricação 3M ou similar e se localizarão em caixas de passagem.

Os condutores de distribuição, que alimentarão luminárias e tomadas, quando emendados, terão as emendas sempre feitas com conectores apropriados e terão seu isolamento recomposto com fita isolante nº 23, na área interna e nº 23 e 33 na área externa, de fabricação 3M ou similar.

É vedada a instalação de fio isolado e de cabo de seção inferior a 2,5mm2.

Os condutores somente deverão ser enfiados após estar totalmente concluída a rede de eletrodutos e terminados todos os serviços de construção que possam danificar os mesmos.

Antes da enfiação, deve-se passar uma bucha de estopa através dos eletrodutos, para se retirar à umidade e outra sujeira qualquer.

Todos os circuitos deverão ser identificados com anilhas numeradas no quadro padrão.

Os quadros: QGBT, QDE-AC, QDE TPP, QDE QE, QDE AS, QDE B, QDE PSPP e o QDE CRPV serão montados de acordo com os diagramas unifilares e quadros de cargas dos desenhos do projeto com placa transparente para proteção do barramento e conexões dos alimentadores, partes vivas, quando da visita ao quadro. Os disjuntores serão adquiridos conforme especificações técnicas e quadros de cargas dos desenhos do projeto com contatos para automação e controle caso necessário.

Os quadros serão de embutir de acordo projeto, terão porta com fecho tipo fenda para que a operação seja feita apenas por pessoal qualificado.

Deve-se manter uniformidade no fornecimento, ou seja, todos os equipamentos devem ser de um só fabricante ou o mesmo padrão estético.

Os condutores instalados no interior dos quadros devem ser agrupados por circuitos e arrumados, de modo a que se evite uma montagem mal acabada. Os circuitos devem ser identificados por numeração, de acordo com o diagrama unifilar de cada quadro. A identificação dos quadros e dos disjuntores será feita com plaquetas de acrílico.

Atrás de cada porta dos quadros, a contratada deverá apresentar um diagrama unifilar dos mesmos, de acordo com o projeto.


    1. QUADROS ELÉTRICOS

Serão fornecidos e instalados os seguintes quadros:

  • QGBT (Quadros de Distribuição Geral) – Recebem alimentação do QM (Quadro de Medição de Energia) e alimenta os demais quadro da escola;

  • QDE - TPP (Quadro de Distribuição de Energia do Térreo) – Recebe alimentação do QGBT e supre a iluminação e tomadas do pavimento térreo da escola, tais como: Secretaria, Sala de Professores, Auditorio, etc;

  • QDE - PSPP (Quadro de Distribuição de Energia do Pavimento Superior Predio Principal) – Recebe alimentação do QGBT e supre a iluminação e tomadas do pavimento superior da escola, tais como: Salas de Aula e Professores;

  • QDE - QE (Quadro de Distribuição de Energia do Ginásio de Esportes) – Recebe alimentação do QGBT e supre a iluminação e tomadas do Ginásio de Esportes da escola;

  • QDE - CRPV (Quadro de Distribuição de Energia da Refeitorioa) – Recebe alimentação do QGBT e supre a iluminação e tomadas da Guarita, Portaria, Refeitorio e Vestuario bem como área externa que envolve a area;

  • QDE - AC (Quadro de Distribuição de Energia de Ar Condicionado) – Recebe alimentação do QGBT e supre a carga dos aparelhos de ar condicionado da escola;

  • QDE - COZ (Quadro de Distribuição de Energia da Cozinha) – Recebe alimentação do QGD e supre a carga de iluminação e tomadas da cozinha da escola;

  • QDE - SA (Quadro de Distribuição de Energia do Salas de Aula) – Recebe alimentação do QGBT e supre a iluminação e tomadas do prédio da Salas de Aula e Biblioteca da escola, etc;

Os quadros estão localizados, em áreas de restrito acesso, de forma que pessoas, afluências externas, não possam manter contatos com os equipamentos.

Os quadros devem ser montados com Índice de Proteção IP-55.

De acordo norma NBR IEC 60439-1 e NBR IEC 60439-3, referente a fabricação de quadros e painéis, que devido a operação que deverá ser realizada por leigo os quadros se esquadrão na norma NBR IEC 60439-3 com o conceito de Equipamento Parcialmente Testado em Fabrica - PTTA. Os componentes podem ser montados e testados parcialmente através empresas especializadas.

A NBR 60439-3 trabalha com a particularização dos requisitos adicionais necessários para que o produto possa ser utilizado por usuários leigos. Ressalta-se que os requisitos se tornam mais rigorosos em razão do baixo nível de conhecimento de um usuário sem preparo técnico (cidadão comum), situação em que os riscos de operação inadequada por causa do desconhecimento são muito freqüentes e precisam ser previamente evitados.

A adoção dessa séria de normas no Brasil resultou não só em ganho no campo da funcionalidade e da eficiência, como também significou um importante passo no quesito segurança.

De acordo com a NBR IEC 60439-3, além de os quadros terminais serem limitados a 250A, os circuitos terminais têm de ser protegidos por disjuntores de até 125A, para garantir a segurança do usuário leigo de Equipamento Parcialmente Testado em Fabrica - PTTA.

O quadro do montador de painéis, para atender à NBR IEC 60439-3, para garantir a segurança em painéis de baixa tensão, 11 ensaios mínimos devem ser realizados no local de montagem e podem ser classificados como de tipo ou de rotina.

Os sete primeiros são os ensaios de tipo, que são destinados a verificar a conformidade com os requisitos da norma. São realizados em laboratório em uma amostra do conjunto ou em partes do conjunto fabricado, com base no mesmo projeto ou de um projeto semelhante. Já os outros quatro são os ensaios de rotina, destinados a verificar falhas de material ou de manuseio.

São realizados em cada novo conjunto depois de sua montagem ou em cada unidade de transporte.

Não é necessária a repetição no local da instalação.

Deverá ser solicitado ensaios adicionais aos fabricantes de Conjuntos de Manobra o ensaio de arco interno. Esse teste é muito importante quando levado em consideração a análise de riscos, em atendimento à NR-10, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Um painel que passe por todos esses testes e obedeça a todos os requisitos recebe o conceito de painel TTA, ou seja, montado conforme o protótipo que foi submetido aos ensaios de tipo. Tais ensaios individuais, as verificações e os testes funcionais executados durante a fabricação asseguram conformidade com a norma para todo o conjunto. As únicas verificações que podem ser feitas por cálculo são limites de elevação de temperatura e corrente suportável de curto-circuito.

Assim, o resultado final da montagem será um painel PTTA, ou seja, montado parcialmente conforme o protótipo que foi submetido aos Ensaios de Tipo. É importante considerar que um painel PTTA não representa uma solução inferior ao TTA, desde que tenha sofrido todos os ensaios em sua origem e que siga o que diz a norma.

Estas verificações devem ser realizadas tanto em conjuntos TTA como PTTA.s, mas com procedimentos diferentes. Veja abaixo a relação dos ensaios e suas características:



Ensaio de Tipo

Os ensaios de tipo são destinados para verificar a conformidade com os requisitos colocados, para um determinado tipo de conjunto. Ensaios de tipo serão realizados em uma amostra definida do conjunto ou em partes do conjunto fabricadas com base no próprio projeto ou de um projeto semelhante. Eles devem ser realizados sob a iniciativa do fabricante.

Ensaios de tipo incluem o seguinte:

a) verificação dos limites de elevação da temperatura;

b) verificação das propriedades dielétricas;

c) verificação da corrente suportável de curto-circuito;

d) verificação da eficácia do circuito de proteção;

e) verificação das distâncias de escoamento e de isolação

f) verificação do funcionamento mecânico;

g) verificação do grau de proteção.



Ensaios de rotina

Os ensaios de rotina são destinados para detectar falhas em materiais e na fabricação. Eles são realizados em todos os conjuntos ou em unidades do conjunto, após a finalização da montagem, sob responsabilidade do fabricante. Não é requerido que sejam realizados outros ensaios de rotina no local de instalação.

A norma NBR IEC 60439-1 define os seguintes Ensaios de Rotina:

a)Inspeção do conjunto, inclusive inspeção da instalação elétrica e, se necessário, ensaio de funcionamento elétrico;

b)Um ensaio dielétrico;

c)Verificação das medidas de proteção e da continuidade elétrica do circuito de proteção.

Estes ensaios são obrigatórios e podem ser realizados em qualquer ordem. Fica a cargo do fabricante e do usuário a realização de outros ensaios de rotina nos conjuntos montados.

Os quadros de distribuição destinados a instalações residenciais e análogas devem ser entregues com a seguinte advertência:


ADVERTÊNCIA

1. Quando um disjuntor ou fusível atua, desligando algum circuito ou a instalação inteira, a causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. Desligamentos freqüentes são sinais de sobrecarga.

Por isso, NUNCA troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior corrente (maior amperagem) simplesmente.

Como regra, a troca de um disjuntor ou fusível por outro de maior corrente requer, antes, a troca dos fios e cabos elétricos, por outros de maior seção (bitola).

2. Da mesma forma, NUNCA desative ou remova a chave automática de proteção contra choques elétricos (dispositivo DR), mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente.

Se os desligamentos forem freqüentes e, principalmente, se as tentativas de religar a chave não tiverem êxito, isso significa, muito provavelmente, que a instalação elétrica apresenta anomalias internas, que só podem ser identificadas e corrigidas por profissionais qualificados.

A DESATIVAÇÃO OU REMOÇÃO DA CHAVE SIGNIFICA A ELIMINAÇÃO DE MEDIDA PROTETORA CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS E RISCO DE VIDA PARA OS USUÁRIOS DA INSTALAÇÃO.

A advertência de que trata 6.5.4.10 ABNT NBR 5410:2004, pode vir de fábrica ou ser provida no local, antes de a instalação ser entregue ao usuário, e não deve ser facilmente removível.

Os quadros deverão ser em caixa padronizada com placa de montagem removível com facilidades para alojar disjuntores padrão europeu, fabricado em chapa de aço nº 18/20 acabamento em pintura eletrostática a pó à base de epóxi/poliéster, na cor cinza N 6,5. O espelho originalmente em chapa de aço ou acrílico deve ser substituído por policarbonato com requadro em chapa de aço padrão tipo rack de telecomunicações, com dobradiça, trinco e batedores. Os barramentos deverão ser pintados com tinta própria para este fim nas cores preta, amarela e vermelha para as fases R, S e T respectivamente, bem como os barramentos neutro azul-claro e terra, verde. No quadro deverá constar uma plaqueta indicando sua corrente nominal.

Nas portas dos quadros deverá ter indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos, sendo:

(Verde = D, desligado e Vermelho = L, ligado);

Os dispositivos de proteção foram dimensionados compatíveis com as cargas instaladas e dispositivos de proteção, disjuntores, DR´s e DPS de forma de atender as características das cargas e coordenação da proteção.

Todos os quadros terão porta com fechadura para que a operação seja feita apenas por pessoal qualificado (o tipo de fechadura deve ser submetido à aprovação da fiscalização).

Os quadros serão fabricados em chapa de aço tratada com pintura eletrostática, possuirá três barras de fase, uma de neutro e uma de terra, de acordo com o Diagrama Unifilar, o Quadro de Cargas, os Desenhos e Especificações do Projeto.

Os disjuntores serão adquiridos conforme especificação técnica que acompanha o projeto. A fixação dos mesmos será através de perfil.

Deve-se manter uniformidade no fornecimento, ou seja, todos os equipamentos devem ser de um só fabricante.

Os condutores instalados no interior dos quadros devem ser agrupados por circuitos e arrumados, de modo a que se evite montagem mal-acabada. Os circuitos devem ser identificados com anilhas plásticas por numeração em ambas as extremidades, de acordo com o diagrama Unifilar de cada quadro. A identificação dos quadros e dos disjuntores será feita com plaquetas de acrílico.

Atrás de cada porta dos quadros, a contratada deverá apresentar um diagrama unifilar dos mesmos, de acordo com projeto e as-built.



Na distribuição dos circuitos de saída, deve-se, obrigatoriamente respeitar o faseamento indicado nos Quadros de Cargas.

    1. DETERMINAÇÃO DOS ALIMENTADORES

Os cabos de alimentação dos circuitos foram obtidos utilizando-se o programa de cálculo baseado na norma NBR-5410 da ABNT. A seguir apresentamos os parâmetros básicos considerados nos cálculos:

  • Queda de tensão:

    • Circuitos terminais (entre os quadros e luminária): 2,0%;

    • Circuitos terminais (entre os quadros e tomadas): 3,0%;

    • Alimentadores dos Quadros (entre o QGBT e os quadros parciais): 1,0%;

  • Sistema: Trifásico equilibrado ou monofásico;

  • Cabo:

  • Alimentadores dos quadros: Sintenax – 0,6/1kV;

  • Circuitos terminais: Pirastic – 450/750V;

  • Maneira de instalar: Eletroduto de seção circular embutido em alvenaria ou piso;

  • Temperatura ambiente: 30ºC;

  • Conteúdo de harmônicas: 5%;

  • Dispositivo de proteção: Disjuntores;

  • Tensão: 220/127V;

  • Corrente de curto-circuito: Circuitos terminais principais: 10kA

  • Espaçamento entre eletrodutos: 0,25m;

  • Corrente e distância: De acordo com cada circuito.

    1. ILUMINAÇÃO

      1. NÍVEL DE ILUMINAMENTO

O nível de iluminamento foi projetado de acordo com as recomendações da NBR 5413 para cada tipo de ambiente a ser iluminado e finalidade do uso do local onde serão instaladas as luminárias, sendo a iluminância média nesses ambientes dada por:

  • Ambientes administrativos: 300 Lux

  • Salas de Aula: 300 Lux

  • Salas de Professores, de Reunião e Diretoria: 300 Lux

  • Biblioteca: 500 Lux

  • Sanitários: 200 Lux

  • Quadra de Esportes: 300 Lux

      1. LUMINÁRIAS

Foram projetadas luminárias para as áreas internas:

  • Nas Salas de Aula, Secretaria, Biblioteca e demais áreas indicadas em planta, serão instaladas as luminárias de sobrepor especificadas de 2x32W/127V, reator eletrônico com TDH menor que 10% e fator de potência FP  0,97 instaladas na laje, fixadas no teto com parafusos, como indicado nos detalhes do projeto.

  • Nos banheiros, serão instaladas as luminárias de sobrepor especificadas de 1x18W/127V ou 2x23W/127V, instaladas na laje, fixadas no teto com parafusos, como indicado nos detalhes do projeto.

  • Em toda extensão externa serão instaladas arandelas na parede 1x18W/127V, como indicado nos detalhes do projeto.

  • No Ginásio de Esportes foram projetados refletores de 400W, lâmpada vapor metálico, conforme indicado em projeto.

As lâmpadas especificadas têm um baixo consumo de energia e sua troca por outras de potência mais elevada implicaria na necessidade de redimensionamento dos disjuntores e dos alimentadores, portanto, é vedada a troca do sistema de iluminação projetado por outro de potência ou fluxo luminoso diferentes do especificado.

O acionamento das luminárias será feito através de interruptores localizados próximos à porta de acesso dos ambientes, ou , no caso das arandelas, diretamente nos disjuntores.

As luminárias deverão ser conectadas às caixas de passagem através de cabo PP 3x#2,5mm2, e tomadas tripolares (FNT), 10A, 250V, com o plugue macho no lado das luminárias e o fêmea do lado da rede.

Deverá ser instalado, nos sanitários, um sistema composto de dispositivos sensores de presença e respectivos agregados que permitam iluminar, de forma sensoreada, pela presença de pessoas.



    1. TOMADAS

      1. TOMADAS DE USO GERAL

Serão instaladas tomadas tipo 2P+T, 20 A, 250 V na tensão de 127 V, conforme indicado em planta. A fim de diferenciar estas tomadas das exclusivas para computadores, a tomada terá cor vermelha no centro da face frontal (não será admitida a pintura do miolo).

As tomadas deverão atender a norma NBR 14136:2002 (novo padrão brasileiro de tomadas).

Todas as tomadas, antes de uso, deverão ser testadas e verificadas a polaridade correta dos pinos.

Polarização das tomadas 2P+T:

Pino direito: Fase; Pino esquerdo: Neutro; Pino inferior: Terra.


      1. TOMADAS PARA COMPUTADOR

Para alimentar os terminais de computadores, serão instaladas tomadas do tipo 2P +T, de 20 A, 250 V, na tensão de 220 V instaladas conforme indicado em projeto.

As tomadas deverão atender a norma NBR 14136:2002 (novo padrão brasileiro de tomadas).

Todas as tomadas, antes de uso, deverão ser testadas e verificadas a polaridade correta dos pinos.

Polarização das tomadas 2P+T:

Pino direito: Fase; Pino esquerdo: Fase; Pino inferior: Terra.


    1. EQUIPAMENTOS DE AR CONDICIONADO

Será levado o alimentador específico para cada aparelho de Ar Condicionado, advindo do quadro de tomadas – QDE-TM, a partir do QGD.

Para os Split’s serão levados pontos de força para os condensadores na área externa e destes para os evaporadores (no interior dos ambientes). O cabeamento de comando e alimentação segue junto às linhas de líquido para a condensadora. Todos estes serviços serão encargos da contratada.



    1. ATERRAMENTO E SPDA

O esquema de aterramento adotado no projeto é o TN-S (Terra e Neutro separados) desde a medição de energia QM.

Será implantada uma malha de terra contendo hastes de terra tipo coperweld 5/8”x3,00 m interligadas por cabo de cobre nu #50mm2, diretamente enterrado no solo a 0,50m de profundidade mínima. Essa malha percorre todo o perímetro do prédio com uma distância de preferencialmente 1 m da fundação da edificação

A malha da cobertura deve conter cabos de cobre nú #35mm², presos com presilhas ou captores sobre toda platibanda da cobertura (alternando esses materiais a cada 1m). Essa malha possui formato retangular com comprimento não maior que 20m e largura inferior a 10m, seguindo dessa forma a orientação da norma NBR 5419 para uma escola, pois esse ambiente é previsto com o nível 2 de proteção. A malha de terra será conectada à malha da cobertura através de soldas exotérmicas em algumas hastes de terra, sendo necessário realizar descidas com cobre nu #35mm², com distâncias máximas de 15m uma da outra, sendo respeitadas novamente as exigências da norma.

Toda descida será com cobre de #35mm², sendo este fixado à malha da cobertura com conectores de pressão. Após essa fixação o cabo desce através de suportes guia reforçados, encontrando caixas de inspeção suspensas, que tem função de facilitar o teste de resistência do sistema de aterramento, pois o mesmo, para funcionar perfeitamente, deve ter resistência de no máximo 10 Ohms.

Todas as antenas que sejam futuramente instaladas, escadas metálicas, ar condicionados ou estruturas metálicas em geral, deverão ser aterradas, conforme projeto.

A malha de terra será interligada a um barramento equipotencial único chamado: Caixa de Equipotencialização. Essa caixa é composta de uma placa de cobre, onde a malha do SPDA será interligada através de conectores terminais de pressão, e dessa mesma placa partirão os outros terras para: QDG e dele pros demais quadros elétricos, quadro de telefonia, racks de rede local, e tubulações de incêndio. Sua instalação será localizada o mais próximo possível do QDG, conforme projeto.

As conexões cabo/cabo serão realizadas com conectores de pressão, enquanto que as conexões cabo/haste deverão ser realizadas com solda exotérmica.

Deve se verificar a corrente circulante pelo cabo de terra dos quadros de energia com miliamperímetro, admitindo-se o máximo de 100 miliampéres. No caso em que a corrente seja superior a este valor as instalações devem ser verificadas e corrigidas as falhas.

É importante se fazer o teste de resistividade afim de se obter sempre 10 Ohms ou menos. Caso não seja atingido esse valor por conta da alta resistividade do solo local, será necessário um ajuste no projeto com acréscimo de hastes, tratamento químico com gel etc.


    1. GENERALIDADES

Caberá ao CONSTRUTOR a perfeita observância de todos os normativos da concessionária –COELBA no que se refere à execução das instalações.

Os laudos a serem apresentados a COELBA devem ser fornecidos pelos laboratórios onde os ensaios foram realizados; caberá ao inspetor credenciado concluir pela aprovação ou reprovação, assinar e colocar carimbo que o identifique, bem como a empresa a quem pertence.

Os laboratórios Oficiais ou reconhecidos pelo Governo podem realizar ensaios, fornecer os laudos e assiná-los.

Os eletrodutos deverão ser instalados com cuidado, de modo a se evitar morsas que reduzam os seus diâmetros, quando cortados a serra, terão suas bordas limadas para remover as rebarbas. As emendas serão feitas com luvas atarraxadas.

Após a instalação dos eletrodutos, eles devem ser tampados, nas caixas, com papelão ou estopa.

Não é permitida a emenda dos condutores alimentadores dos quadros.

Os condutores somente deverão ser enfiados após estar totalmente concluída a rede de eletrodutos, perfilados e eletrocalhas e terminados todos os serviços de construção que possam danificar os mesmos.

Antes da enfiação, deve-se passar uma bucha de estopa através dos eletrodutos, para se retirar à umidade e outra qualquer sujeira.

Não se fará emprego de curvas menores que 90º em cada trecho de canalização, entre duas caixas ou entre extremidades e caixas só poderão no máximo ser empregadas 2 curvas de 90º.

As ligações dos eletrodutos com as caixas de passagem serão feitas com arruelas pelo lado externo e bucha pelo lado interno, nas caixas maiores que 4”x4” quando embutidas nas paredes.

Após a instalação dos eletrodutos, eles devem ser tampados, nas caixas, com papelão ou estopa.

Não será permitida emenda dos condutores que alimentam os quadros. Os condutores de distribuição, que alimentarão luminárias e tomadas, quando emendados terão seu isolamento recomposto com fita isolante.

Os condutores dos circuitos de computação deverão receber identificação com anilhas em ambas as extremidades com o número do circuito.

Eventuais emendas de condutores na rede de tomadas para computadores deverão ser estanhadas e isoladas.

Os condutores somente deverão ser enfiados após estar totalmente concluída a rede de eletrodutos, perfilados e eletrocalhas e terminados todos os serviços de construção que possam danificar os mesmos.

Todo cabeamento nas saídas/entradas e no interior de canaletas deverá ser organizado e chicoteado com espiral de PVC.

As ligações dos condutores aos componentes elétricos devem ser feitas através de terminais de compressão apropriados. Nas ligações deverá ser empregada arruela lisa de pressão ou de segurança (dentadas), além dos parafusos e/ou porcas e contra - porcas, onde aplicáveis. No caso de dois condutores ligados ao mesmo terminal (ou borne), cada condutor deve ter seu terminal.


  1. INSTALAÇÕES DE CABEAMENTO ESTRUTURADO

    1. INTRODUÇÃO

As instalações de Cabeamento Estruturado da Escola estão divididas basicamente em três áreas distintas: 1 - Ponto de saída (tomada); 2 - Cabeamento horizontal; 3 - Painel distribuidor.

O sistema deve permitir transmissão de sinais na freqüência superior a 100Mhz, podendo ser utilizado para transmissão de voz (telefonia) ou dados (redes de computadores).

Este descritivo, junto com as diretrizes do projeto elétrico, definem os procedimentos para implantação de infra-estrutura de cabos de comunicações, tubulações, caixas de passagem, distribuição de tomadas e painéis de conexão para um sistema Categoria 5e. Os serviços de instalação do cabeamento deverão ser executados por firma especializada e com experiência comprovada, com anuência da fiscalização da Prefeitura de Camaçari.

Constam do fornecimento do sistema de cabeamento estruturado os seguintes itens: tomadas de comunicação RJ 45, cabos UTP e telefônicos, painéis distribuidores (Pacth-panels), organizadores verticais e horizontais, blocos de conexão tipo IDC, blocos de conexão tipo BLI, fusíveis de proteção para telefonia, cordões (Pacth-cords), rack, infra-estrutura de eletrodutos, cabos, caixas, suportes e acessórios, mão de obra de instalações e certificação do sistema para categoria 5.

Não fazem parte destes trabalhos as definições de equipamentos ativos e software.


    1. NORMAS ADOTADAS

Para os serviços de projeto de Cabeamento Estruturado, foram seguidas as normas abaixo:

- ABNT - NBR-5410, Instalações Elétricas de Baixa Tensão.

- EIA/TIA 568A, Commercial Building Telecommunications Wiring Standard.

- EIA/TIA 569, Commercial Building Standard for telecommunications Pathways and Spaces.

- EIA/TIA 607, Commercial Building Grounding/Bouding Requirements.

- EIA/TIA Bulletin TSB-67


    1. CABEAMENTO HORIZONTAL

O cabeamento horizontal consiste na interligação entre tomadas de saída de comunicação, até a porta respectiva do painel distribuidor.

O cabeamento a ser instalado será eletrodutos de ferro galvanizado, encaminhado de forma a atender os pontos marcados conforme projeto. Constituir-se-á de cabos de pares trançados não blindados (UTP) de 4 pares, capazes de transmitir dados a uma taxa mínima de 100Mbps (banda de 100Mhz).

Em cada setor da dependência, serão distribuídas tomadas duplas RJ 45 em caixas, conforme projeto, interligados até o painel distribuidor (Patch-panel) localizados no interior do Rack, com dois (2) cabos (um para cada tomada) tipo UTP de 4 pares trançados, categoria 5e, 100Mhz (mínimo), sem blindagem, passando por eletrodutos e canaletas, conforme projeto.

Para cabos de cobre de par trançado (UTP), o limite máximo entre tomada RJ 45 do ponto de saída até a porta do painel distribuidor da sala de equipamentos é de 90m. O limite de 100m inclui os cordões (Patch-cords), ou seja, 100m é o limite entre a porta do equipamento ativo (hub), até a porta da placa de rede do computador.

Todos os cabos de comunicações serão identificados com anilhas plásticas em ambas as extremidades, conforme numeração dada em projeto.

Os Patch Cord’s deverão ser distribuídos nos organizadores horizontais e identificados em ambas extremidades e deverão ser de cabos ultraflexíveis.



    1. TOMADAS

Os pontos de saída junto aos postos de trabalho terão tomadas modulares de 8 (oito) vias, contatos banhados a ouro na espessura mínima de 3m, padrão RJ 45. Na tomada RJ 45 serão aproveitados os pinos 1, 2, 3 e 6, conforme EIA / TIA 568, para uso dos computadores no padrão Ethernet 10BaseT, porém todas as tomadas deverão ter os pinos conectados conforme padrão 568-A, prevendo-se assim quaisquer protocolos de transmissão, atuais e futuros. Deverão obedecer as características técnicas estabelecidas pela norma EIA / TIA 568 e SP-2840A para categoria 5e (100 MHz).

A conexão de cada terminal (estação) à tomada RJ 45 deverá ser executada com a utilização de cordões com o uso de plugues macho RJ 45 nas extremidades. Estes cordões (Line-cords) devem ser executados pelo fabricante dos produtos de cabeamento.

Todas as tomadas deverão ser identificadas por etiquetas adequadas, em acrílico ou com proteção plástica para não permitir seu descolamento, em coerência com sua ligação e conforme numeração do projeto.


    1. DISTRIBUIDOR

Para possibilitar a conexão dos cabos das tomadas de saída até os equipamentos ativos, será construído um rack distribuidor na sala de equipamentos de informática. A função deste distribuidor é interligar o cabeamento horizontal ao equipamento ativo habilitando todos os pontos de saída de dados e voz.

O painel distribuidor para cabeamento horizontal será do tipo “Patch-panel“ com módulos RJ 45 conforme indicado nos detalhes e diagrama esquemático do projeto.

No cabeamento horizontal os cabos vindos das tomadas devem chegar nas portas traseiras dos patch-panels. Tais cabos serão organizados em feixe e chicoteados com espiral de PVC o qual deverá ser fixada a estrutura suporte (Rack).

O painel de distribuição será constituído de um conjunto de Patch-panel com portas RJ 45 para atendimento dos equipamentos de Telefonia e para cabeamento horizontal. Em cada porta deverão ser colocadas plaquetas de identificação do cabo.

No Rack deve ser instalado um conjunto de organizadores de cabos e régua de anéis guia, para arranjo e coordenação dos cabos e cordões conforme detalhes em projeto.


    1. CONDUTOS

Deverão ser respeitadas as distâncias mínimas de 10cm entre os diferentes eletrodutos (lógica-energia) executando a fiação elétrica e o cabeamento estruturado pelos encaminhamentos indicados em projeto, desta forma ficarão garantidas as exigências das normas.

    1. CERTIFICAÇÃO

O instalador, antes do recebimento provisório, deverá proceder aos testes de performance de todo o cabeamento (certificação), com vistas à comprovação de conformidade com a norma EIA / TIA 568, no que tange a Continuidade, Polaridade, Identificação, Curto - circuito, Atenuação, NEXT (Near End Cross Talk-diafonia). Para isso deverá ser utilizado testador de cabos UTP Categoria 5e, conforme norma EIA / TSB - 67.

O instalador deve apresentar os relatórios gerados pelo aparelho, datados (coincidente com a data do teste) e rubricados pelo Responsável Técnico da Obra. Não serão aceitos testes por amostragem. Todos os ramais deverão ser testados, na extremidade da tomada e na extremidade do distribuidor (bidirecional).



    1. SISTEMA TELEFÔNICO

Através do rack de entrada telefônica chegará ao prédio três cabos tipo CIT 50 com 50 pares e levados ao DG de Entrada. Neste DG os cabos serão abertos em blocos tipo Krone ou Bargoa e espelhados para dois novos cabos CIT 50 com 25 pares que será lançado até o patch panel de chegada de telefonia no rack da Central na sala on line.

    1. ATERRAMENTO

O aterramento do sistema de Cabeamento Estruturado será executado conforme indicado no projeto elétrico.

    1. GENERALIDADES

Todo cabeamento no interior de canaletas deverá ser organizado e “chicoteado” com espiral de PVC.

Os cabos na entrada/saída de caixas deverão ser protegidos por prensa - cabos.

A Contratada deixará a disposição do Colégio, durante a implantação dos equipamentos ativos da sala de equipamentos de informática, um eletricista de sua equipe de montagem.

O Instalador executará os trabalhos complementares ou correlatos da instalação do cabeamento estruturado, tais como: rasgos e recomposição de alvenaria, forros falsos, etc.

O construtor procederá à verificação final das instalações de cada item do CHECK LIST fornecido pela fiscalização de obras.


  1. PRODUTOS



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