Camille Flammarion Estela



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Camille Flammarion
Estela
Traduzido do Francês

Camille Flammarion - Stella

Paris (1897)

Aurora Boreal

Conteúdo resumido
A presente obra é um romance que denota toda a alma sensível do autor. Nela Flammarion narra a história de Rafael e Estela, um casal de jovens profundamente unidos pelo mais puro amor numa sintonia perfeita, em busca do conhecimento do céu, onde na verdade todos nós vivemos. Ele se consagra ao estudo dos astros do céu, com o objetivo de vulgarizar esse conhecimento através de suas obras; Estela, compreendendo a grandeza desse trabalho, o acompanha, sintonizando-se com o seu amado na busca do conhecimento dos astros do Universo.

Aborda a importância da Astronomia na busca da verdade através do estudo dedicado dessas almas gêmeas, Rafael e Estela, dois seres que denotam elevada compreensão das questões espirituais.

A

James Gordon Bennet

Diretor do “New York Herald”


Meu caro amigo:
Sois um espírito livre, independente, liberto de preconceitos, amigo do Progresso e da Ciência. Tais espíritos são raros em nossa Humanidade terrestre.

Permiti que vos dedique este livro.



Camille Flammarion

Sumário



Prefácio 7

I

Depois do baile 9



II

O mundo e a Igreja 15

III

O jantar de Epicuro 20



IV

Esponsais mundanos 33

V

No domínio do desconhecido 45



VI

Senhorita Eva 57

VII

Período de transição 70



VIII

Os Pirineus 83

IX

Crítica e discussão 89



X

O Solitário 102

XI

O céu estrelado 114



XII

Os outros mundos 126

XIII

Estela a Cecília (1ª carta) 140



XIV

Cecília a Estela (1ª carta) 144

XV

Estela a Cecília (2ª carta) 146



XVI

Cecília a Estela (2ª carta) 149

XVII

Estela a Cecília (3ª carta) 152



XVIII

A fagulha 154

XIX

Duque e duquesa 164



XX

A ciência, a honra e o amor 170

XXI

Heróica abnegação 180



XXII

“Ad augusta per angusta” 185

XXIII

Felicidade suprema 191



XXIV

A vida de casal 200

XXV

A vida de casal continua 205



XXVI

A vida de casal se perpetua 215

XXVII

Onde se parte de Lourdes


para chegar a Deus 230

XXVIII


Pleno céu 246

XXIX


Ciência – Verdade – Felicidade 258

XXX


Cecília a Estela (3ª carta) 268

XXXI


Adriana a Estela 271

XXXII


Solange a Estela 274

XXXIII


Viagem de férias 276

XXIV


Espíritos celestes – poeira terrestre 290

XXXV


Eternidade – Infinito 298



Prefácio


Encontram-se na vida, certas vezes, alguns seres que impressionam pela perfeição das idéias, pela nobreza dos sentimentos, profundeza e extensão do saber, pela impecável segurança dos julgamentos, evidente superioridade sobre o comum dos seus contemporâneos, e ante a quais se é levado a desejar assemelhar-se-lhes, pensar igual a eles, viver do modo pelo qual vivem, ser feliz da sua mesma felicidade. Esses seres privilegiados sobrepujam, de bem longe, o seu século e pairam muito acima da raça humana que pulula em nosso planeta. São grandes pelo espírito, bons e indulgentes de coração, desinteressados de todas as vaidades terrestres.

Dos dois heróis da história que vai ser narrada, um me havia mostrado esse aspecto de caráter. Possuía, em grau supremo, a força moral e intelectual, e se consagrara especialmente ao estudo do céu, tendo extraído dos conhecimentos astronômicos uma filosofia religiosa, na qual muitos dos seus discípulos acreditaram pressentir a religião do futuro. Ouvindo-o, ou lendo seus escritos, ou ainda quando o encontrava, repetidas vezes disse a mim próprio: Eis o filósofo que eu quisera ser.1

Tipo de superior intelectualidade, exerceu durante toda a sua vida grande influência sobre meu espírito e por vezes parece continuar a agir sobre mim, depois do seu retorno das regiões etéreas.

“Ela” era mais sublime ainda. Infatigável curiosa dos grandes problemas, olhar aberto para o Desconhecido, seu encanto juvenil e cativante impressionava a todos que dela se aproximavam. Tanto quanto ele, vivia no céu, mas era particularmente dotada dessa idealidade sutil e misteriosa à qual o homem jamais atinge, e parece reservada, na Terra, às delicadezas do sistema nervoso da mulher. Sua voz era musical; a beleza mais angélica do que material, e sua alma, dir-se-ia, luz interior que, transparecendo através dos olhos, iluminava longe. Ela compreendeu a grandeza, a magnificência da Astronomia.

Educada pelo mundo e para o mundo, de acordo com a instrução religiosa em um internato de freiras muito da moda, apercebeu-se de que suas crenças não estavam alicerçadas em base sólida; de que as descobertas da Ciência as modificavam gradualmente, transformando-as; de que, no mundo, quase tudo era mentira em seu redor: hipocrisia, ambições, intrigas, ignorância e coisas fúteis. A nulidade intelectual das pessoas distintas que a cercavam, associada à adoração cínica do – bezerro de ouro – revoltaram sua esclarecida consciência. Então, não hesitou em abandonar as primitivas idéias, a fortuna, o luxo, os prazeres, a ociosidade, as alegrias mundanas, e preferir uma vida simples, estudiosa e contemplativa, e consagrar-se, na solitude, àquele que lhe apareceu qual um apóstolo da Verdade. E com ele viveu enlevada na contemplação das inenarráveis maravilhas do Universo.

Jamais conheci criaturas mais perfeitamente felizes do que Rafael e Estela. Seu Espírito era alimentado pela Ciência; seus corações vibravam uníssonos; sua vida foi um cântico de amor.




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