Camille Flammarion o fim do Mundo



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II
O cometa


Vapores qui ex caudis cometarum oriuntur íncidere possunt in atmospheras planetarum, et ibi condensari et corverti in aquam, et sales, et sulphura, et limum, et lutum, et lapides, et substantias alias terrestres migrare.
NEWTON, Principia, 111, 671.
O estranho visitante descera lentamente dos páramos siderais. Em vez de surgir de súbito, como sói acontecer e tem-se observado com os grandes cometas, quer quando aparecem após a transposição do periélio, quer quando longa série de noites nubladas ou luarentas, interditou a observação dos investigadores, desta feita os flutuantes vapores siderais haviam ficado nos espaços telescópicos, só observados pelos astrônomos.

Nos primeiros dias, seqüentes à descoberta, ele só seria acessível através de poderosas lentes. O público instruído não deixara, contudo, de procurar por si mesmo. Todo edifício moderno tinha, ao demais, o seu terraço destinado ao tráfego aéreo, e muitos deles providos de cúpulas giratórias. Não havia família remediada que não dispusesse de uma luneta astronômica, nem apartamento de certa ordem desprovido de biblioteca bem fornida de obras científicas. É que, no século XXV, os terrícolas começavam efetivamente a pensar.

O cometa fora, por assim dizer, observado por toda a gente, desde que se tornou acessível aos aparelhos de mediana potência. Quanto às classes laboriosas, que têm as horas sempre contadas, tinham ao seu dispor as lunetas assestadas nas praças públicas, sempre ocupadas pela turba impaciente. Não faltaram, então, a partir da primeira noite de visibilidade, astrônomos do ar livre, ou do sereno, com as suas receitas e predições fantásticas. Grande número de operários dispunham, todavia, de lunetas domésticas, sobretudo na província, e, manda a justiça e a verdade se diga que, em França, o primeiro a descobrir o cometa (fora dos Observatórios oficiais, é claro) não foi nenhum acadêmico nem figurão social, mas um modesto alfaiate do arrabalde de Soissons, que vigilava todas as noites e, munido de excelente luneta adquirida com penoso esforço, não cessava de estudar as curiosidades do firmamento.

Uma nota digna de registro é a de que até o século XXIV quase todos os habitantes da Terra viveram sem saber onde estavam e sem mesmo ter a curiosidade de o indagar, mais ou menos como o cego apenas preocupado com o seu apetite. Mas, de cem anos a essa parte, a raça humana entrara a observar o Universo e a meditar. Para fazermos uma idéia da trajetória do cometa, basta examinar com atenção o gráfico. Ele representa o plano da órbita do cometa e a sua intersecção na órbita terrestre, com o cometa chegando do infinito, dirigindo-se obliquamente para a Terra e prosseguindo em seu curso, a aproximar-se do Sol, que o não retém nem absorve em sua passagem ao periélio.

Não se levou em conta a perturbação acarretada pela atração terrestre – influência que teria por efeito reconduzir o cometa para a órbita terrestre, após uma revolução em torno do astro solar, transformando-se-lhe a órbita de parabólica em elipsoidal. Todos os cometas que gravitam em torno do Sol descrevem órbitas análogas, mais ou menos alongadas, das quais o astro radioso ocupa um dos focos.

Numerosos, esses cometas. O desenho dá uma idéia das intersecções que eles apresentam com a órbita terrestre, em torno do Sol, e com as outras órbitas planetárias. Examinando essas intersecções, vê-se que um encontro nada tem de impossível, nem mesmo de anormal.

Agora, ele poderia ver-se da Terra. Uma noite de novilúnio, com um céu admiravelmente limpo, alguns olhares mais penetrantes tinham conseguido distinguir a olho nu, não longe do zênite, nas bordas da Via-láctea e ao sul da estrela ômicron de Andrômeda, uma como pálida nebulosidade, tenuíssima nuvenzinha esfumada e apenas alongada em direção oposta ao Sol, como um prolongamento gasoso, um esboço de cauda rudimentar. Aliás, era sob este mesmo aspecto que o fixavam os telescópios, desde que fora descoberto. Ninguém poderia atribuir a esse aspecto inofensivo o papel trágico que o novo astro iria representar na história da Humanidade. O cálculo tão somente indicava, até então, a sua marcha para a Terra. O astro misterioso prosseguia, entretanto, rapidíssimo na sua trajetória. No dia seguinte, já metade dos curiosos conseguiam percebê-lo; e, no imediato, não havia binóculos que o não apanhassem. Dentro de uma semana, todos o conheciam. Nas praças públicas, em todas as vilas e aldeias, só se viam grupos a procurar, assinalar e discutir o intruso.

E o intruso avultava de dia para dia. As lentes já revelavam, no seu corpo, um núcleo assaz luminoso, que suscitava dissertações apaixonadas. Depois, a cauda fendeu-se lentamente em raios divergentes do referido núcleo e tomou, pouco a pouco, a forma de leque. A emoção chegava ao auge quando, após o primeiro quarto de lua e durante a lua cheia, o cometa como que estacionara e até esmaecera. Tendo-o visto engrandecer progressivamente até então, conjeturou qualquer descuido no cálculo, o que ensejou uma fase de relativo desafogo e tranqüilidade. Depois do plenilúnio, o barômetro caiu rápida e consideravelmente: o centro de depressão de fortíssima tempestade chegava do Atlântico e passava ao norte das ilhas Britânicas. O céu ficou totalmente encoberto durante doze dias, para quase todo o continente europeu. Mas, as nuvens se esvaeceram, enfim, e o Sol voltou a fulgir num céu azul, puríssimo. De ver-se, a emoção com que aguardavam o ocaso desse dia radioso, emoção tanto maior quanto alguns aviadores tinham conseguido, antes, atravessar a camada nebulosa e asseguravam que o cometa havia aumentado consideravelmente. As mensagens recebidas dos píncaros asiáticos e americanos anunciavam, por outro lado, a chegada mais breve. Mas, quanta decepção! Ao cair da noite, quando todos mergulhavam o olhar no firmamento, na expectativa de contemplar um astro coruscante, já não era um cometa clássico o que se lhes deparava e sim uma aurora boreal de nova espécie, um como prodigioso leque de sete varas, a projetar no espaço outros tantos raios esverdeados, que pareciam provir de um foco oculto abaixo do horizonte. Não restava dúvidas de que essa aurora boreal, fantástica, fosse o próprio cometa, ainda porque, do anteriormente observado, ninguém lobrigava vestígios no manto estrelado. A aparição diferia singularmente, na verdade, das formas cometárias conhecidas, e o aspecto radioso do insólito visitante poderia dizer-se o que de mais inesperado pudesse haver no mundo. Essas formações gasosas são, contudo, tão bizarras, tão caprichosas e multifárias, que ninguém as poderia descrever. Depois, não era a primeira vez que um cometa apresentava tal aspecto. Os anais da astronomia mencionavam, entre outros, um enorme cometa de seis caudas, observado em 1744, e que fora, então, objeto de inúmeras dissertações. Havia mesmo, dele, um assaz pitoresco desenho de visu, feito pelo astrônomo Chesaux, de Lausanne, que o popularizara ao seu tempo. O cometa de 1861, com a sua cauda em leque, era outro exemplo desse gênero de peregrinos interplanetários, e havia quem lembrasse que, a 30 de Junho daquele ano, ocorrera um encontro, por sinal que bem inofensivo, da sua cauda com a Terra. Mas, ainda que não houvera precedentes, não havia como iludir a evidência.

Entrementes, as discussões prosseguiam e verdadeira justa astronômica se travara através das revistas científicas de todo o mundo, únicas que mantiveram alguns créditos, como vimos, no turbilhão do mercantilismo que de há muito empolgara a Humanidade. A questão principal, uma vez sabido que o astro caminhava para a Terra, era a distância que se encurtava dia a dia, relacionada, portanto, com a sua velocidade. A jovem laureada do Instituto, recém-nomeada para a chefia da secção de cálculos, não deixava de expedir o boletim diário ao órgão oficial dos Estados Unidos da Europa.

Uma relação matemática, bem simples, conjuga toda a velocidade cometária à sua distância solar, e vice-versa. Conhecida uma, pode-se imediatamente encontrar a outra. De fato, a velocidade de um cometa é pura e simplesmente igual à de um planeta, multiplicada pela raiz quadrada de 2. Ora, a velocidade de um planeta, a qualquer distância do Sol, está regulada pela terceira lei de Kepler, em virtude da qual os quadrados de tempo das revoluções estão entre si como os cubos das distâncias. Nada mais simples, portanto.

Assim, pois, à distância de Júpiter, o magnífico planeta que gravita em torno do Sol com uma velocidade de 13.000 metros por segundo, um cometa nessa mesma distância deslocar-se-á, portanto, com a velocidade que acabamos de assinalar, multiplicada pela raiz quadrada de 2, ou seja, pelo número 1,4142. Teremos, então, uma velocidade de 18.380 metros por segundo.

Marte circula o Sol com a velocidade de 24.000 metros por segundo. A essa distância, a velocidade cometária será de 34.000 metros.

A velocidade média da Terra em sua órbita é de 29.460 metros por segundo, um tanto mais lenta em Junho e mais rápida em Dezembro. Na vizinhança da Terra, a velocidade do cometa seria, portanto, de 41.660 metros, independentemente da aceleração que a atração da Terra lhe pudesse acarretar. Eis o que a laureada do Instituto incumbiu-se de transmitir ao público, aliás já elementarmente iniciado nas teorias da mecânica celeste.

Quando o astro ameaçador atingiu a distância de Marte, os temores populares deixaram de ser vagos, tomando formas definidas, baseadas na apreciação exata, quão fácil, da sua velocidade a 34.000 metros por segundo, ou sejam 2.040 quilômetros por minuto, equivalentes a 122.400 quilômetros à hora!

Sendo a distância entre as órbitas de Marte e da Terra não excedente a 76 milhões de quilômetros, temos que, à razão de 122.400 quilômetros horários, essa distância seria vencida em 621 horas, ou 26 dias mais ou menos. Contudo, à medida que se aproxima do Sol, o cometa acelera a sua marcha, visto que, à distância da Terra, sua velocidade é de 4.166 metros por segundo. Dado este acréscimo de velocidade, a distância entre as duas órbitas seria coberta em 558 horas, ou 23 dias e 6 horas.

Mas, não devendo a Terra achar-se, no momento justo do encontro, precisamente no ponto de sua órbita atravessado por uma linha entre o Sol e o cometa, pois que este não se precipitava para aquele, o encontro só poderia dar-se uma semana mais tarde, pouco mais ou menos, ou fosse na sexta-feira 13 de Julho, à meia-noite. Desnecessário acrescentar, que, em tais circunstâncias, todos os preparativos da “festa nacional” do 14 de Julho foram esquecidos. Ninguém pensava nisso. Pois o 14 de Julho não auspiciava, antes de tudo, um luto universal? De resto, havia já cinco séculos que a famosa efeméride vinha sendo – se bem que intermitentemente – comemorada pelos franceses. Entre os próprios romanos, a tradição das festas “circenses” não durara tanto tempo. Ouvia-se geralmente dizer que o 14 de Julho já tinha vivido bastante; que tinha morrido quinze vezes e não deveria ressuscitar.

Encontramo-nos aqui, precisamente, aos 9 de Julho, segunda-feira. Havia cinco dias que o céu se ostentava belíssimo e em toda noite o leque cometário esplendia na imensidade com o seu núcleo bem visível, palhetado de pontos luminosos, que poderiam representar corpos sólidos, de diâmetros quilométricos e que – asseguravam alguns calculistas – deveriam ser os primeiros a precipitarem-se sobre a Terra, pois que a cauda se mantinha voltada para o Sol e, no caso vertente, precedida do movimento e sensivelmente oblíqua. O astro flutuava na constelação dos Peixes; a observação da véspera dava a sua posição exata; ascensão retilínea = 23h. 10m., 32s. declinação boreal = 7° 36’ 4’’. A cauda atravessava todo o quadrado de Pégaso. O cometa surgiu às 9h. 49m. e planava no céu por toda a noite.

Durante o período de calma retro-assinalado, houvera uma reviravolta na opinião pública. Após uma série de cálculos, certo astrônomo estabelecera que, por várias vezes, a Terra tinha encontrado cometas e sempre tais encontros resultaram em inofensiva chuva de estrelas cadentes. Um colega, porém, lhe replica que o cometa atual longe estava de poder equiparar-se a um enxame de meteoros, por isso que gasoso, com um núcleo de concreções sólidas; e lembrava, a propósito, as observações relativas ao histórico e famoso cometa de 1811. Tal cometa não deixa de justificar, efetivamente, de certa maneira, temores nada quiméricos. Tiveram o cuidado de lembrar as suas dimensões. Comprimento de 180 milhões de quilômetros, ou seja, maior que a distância da Terra ao Sol. A extremidade da cauda oferecia 25 milhões de quilômetros de largura. O diâmetro da cabeça era de 1.800.000 quilômetros, isto é, cento e quarenta vezes maior que o da Terra. Nessa cabeça nebulosa, elíptica e notoriamente regular, via-se um núcleo brilhante, qual estrela, cujo diâmetro, por si só, media 200.000 quilômetros. Esse cometa afigurava-se muitíssimo denso e foi observado durante 6 meses e 22 dias. Entretanto, o que de mais notável, talvez, se pode assinalar a seu respeito, é que o seu enorme desenvolvimento foi atingido sem aproximar-se do Sol, à distância de 150 milhões de quilômetros. Assim que, permaneceu sempre a mais de 170 milhões de quilômetros da Terra. Se mais se houvera aproximado do Sol, dado que a dimensão dos cometas aumenta à proporção que experimentam maiormente a ação solar, seu aspecto deveria ter sido ainda mais prodigioso e terrificante para toda gente. E, como a sua massa longe estava de ser insignificante, se o seu vôo o tivesse levado diretamente ao Sol, a velocidade acelerada à razão de 500 e 600 quilômetros por segundo no momento do choque com o astro radioso, teria logrado, pela só transformação do movimento em calor, elevar a radiação solar a tal grau que toda a vida animal e vegetal na Terra se extinguiria em poucos dias... Um físico houve que chegou à curiosa ponderação de que um cometa, igual ou maior que o de 1811, poderia destarte acarretar o fim do mundo, sem tocar a Terra, por uma tal ou qual explosão de luz e calor solares, análoga às observadas com as estrelas temporárias. O choque, nesse caso, engendraria uma quantidade de calor igual a seis mil vezes a de um volume de hulha igual ao cometa.

Havia-se ressaltado que, em seu vôo, tal cometa, ao invés de precipitar-se para o Sol, chocar-se-ia conosco e seria, então, a consumação pelo fogo. Se ele, o cometa, colidisse com Júpiter, levá-lo-ia a uma temperatura capaz de lhe restituir a perdida luminosidade, com prerrogativas de sol temporário, de modo que a Terra seria aclarada por dois sóis. Júpiter ficaria sendo, assim, um como pequeno sol noturno, muito mais luminoso que a Lua e emitindo luz própria... vermelha, rubi ou grená celeste, e circulando em doze anos em torno de nós... Sol noturno! Vale dizer que não haveria mais noites para o globo terrestre.

Consultaram-se os mais clássicos tratados astronômicos, releram os capítulos comentários escritos por Newton, Halley, Maupertius, Lalande, Laplace, Arago; as Memórias científicas de Faye, Tisserand, Bouquet de la Grye, H. Poincaré e sucessores. Era, contudo, a opinião de Laplace que mais impressionava, e cujo texto fora assim divulgado:



Eixo e movimento rotativo alterados, mares abandonando seus leitos em demanda novo equador, grande número de homens e animais afogados nesse dilúvio universal; ou destruídos pelo violento abalo dos elementos; espécies inteiras aniquiladas, arrasados todos os padrões da indústria humana; tais as conseqüências que a colisão de um cometa pode produzir.

A constituição física dos núcleos cometários era, sobretudo, o objeto das mais sérias controvérsias. Tinham escavado nos anais da astronomia os desenhos indicativos da variedade desses núcleos, sua atividade luminosa, a evolução das cabeleiras.

Recordaram-se, entre outros, os pontos luminosos observados em 1868 no cometa de Brorsen e as radiações movimentadas da curiosíssima cabeça do cometa de 1861... Revisavam-se as hipóteses concernentes a condensações gasosas, pulverulentas ou mesmo sólidas; as peculiares às descargas elétricas prodigiosas, que transformam de um dia para outro a cabeleira desses estranhos viajores do infinito.

Assim corriam as discussões, as investigações retrospectivas, os cálculos, as conjeturas. O que, porém, em definitiva não deixava de impressionar a toda gente era o duplo fato da observação já constatada, daquele núcleo, de uma densidade considerável, em cuja constituição química predominava o óxido de carbono. Intensificaram os terrores, não se pensava, não se falava senão do cometa.

Já os espíritos engenhosos tinham procurado meios práticos, mais ou menos viáveis, para lhe fugir à influência. Químicos que pretendiam salvar uma parte do oxigênio atmosférico, imaginavam métodos para isolá-lo do azoto e armazená-lo em grandes redomas de vidro hermeticamente fechadas.

Hábil farmacêutico reclamista afirmava tê-lo já condensado em pastilhas e despendera 8 milhões de anúncios em 15 dias.

O espírito mercantilista sabe de tudo tirar partido, mesmo do aniquilamento universal. Até companhias de seguro se haviam improvisado, comprometendo-se a tapar hermeticamente todas as cavas e galerias do subsolo, comprometendo-se a fornecer oxigênio puro (e mesmo antissepticamente perfumado) a determinado número de pulmões, por quatro dias e quatro noites.

Nem tudo estava perdido, ao menos para os ricos. Também se falava em perfurar túneis para o povo. Discutia-se, tremia-se, morria-se mesmo e, contudo, esperava-se ainda. Enfim, as últimas novas diziam que o cometa, desenvolvendo-se à medida que se aproximava do calor e da eletrização solares, teria no momento do encontro, um diâmetro sessenta e cinco vezes maior que o da Terra, ou fosse 825.000 quilômetros.

Foi no auge dessa agitação que se abriu a sessão do Instituto, esperada como oracular e decisiva. Por força mesmo do cargo, o Diretor do Observatório de Paris foi inscrito à testa dos oradores. Mas, o que parecia despertar maior interesse público era o prognóstico do Presidente da Academia de Medicina, quanto aos prováveis efeitos do óxido de carbono. Por outro lado, o Presidente da Sociedade de Geologia também deveria tomar a palavra. O objetivo da sessão era passar em revista todas as teorias científicas das modalidades que deveriam aniquilar fatalmente o nosso globo.

Evidente, pois, que o debate sobre o encontro do cometa estaria em primeiro lugar. De resto, como acabamos de ver, o astro ameaçador lá estava suspenso sobre todas as cabeças. Toda a gente o via aumentar dia a dia, em velocidade crescente. Sabia-se que não estava a mais de 17.992.000 quilômetros e que essa distância seria coberta em cinco dias. Cada hora representava uma aproximação de 149.000 quilômetros. Dentro de cinco dias a Humanidade assustada respiraria tranqüila ou desapareceria de todo.




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