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PSICOMOTRICIDADE COMO FERRAMENTA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO COM CRIANÇAS DO 1º ANO NO ENSINO FUNDAMENTAL
PSYCHOMOTRICITY AS A TOOL IN THE LITERACY PROCESS WITH CHILDREN OF 1° YEAR IN ELEMENTARY SCHOOL

Ana Paula da Silva Campos- anapaula_campos28@hotmail.com

laurine_roberta@hotmail.com

Graduandos - UNISALESIANO

Ma Fatima Eliana Frigatto Bozzo – UNISALESIANO- elianaboz@terra.com.br




RESUMO
A psicomotricidade contribui para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. O objetivo deste trabalho foi demonstrar a importância da psicomotricidade no processo de alfabetização com crianças do 1° ano no ensino fundamental; verificar os níveis das habilidades psicomotoras dos alunos, analisando a importância dos movimentos na formação e estruturação do esquema corporal; demonstrar como o desenvolvimento das capacidades psicomotoras contribui para o processo de alfabetização do aluno e analisar o papel do professor no desenvolvimento de habilidades psicomotoras na rotina da sala de aula. Por meio de atividade as crianças, além de se divertir, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Tendo finalidade de auxiliar no desenvolvimento físico, mental e afetivo no indivíduo, como o propósito de um desenvolvimento sadio.
Palavras-chave: Psicomotricidade. Alfabetização. Aprendizagem
ABSTRACT

The psychomotricity contributes to the formation and structuring of the physical scheme and has as principal objective stimulates the practice of the movement in all the stages of the life of a child. The objective of this work demonstrated the importance of the psychomotricity in the process of literacy with children of the first year in the basic teaching; to check the levels of the skills psychomotor of the pupils, analysing the importance of the movements in the formation and structuring of the physical scheme; to demonstrate like the development of the capacities psychomotor contributes to the process of literacy of the pupil and to analyse the paper of the teacher in the development of skills psychomotor in the routine of the classroom. Through activity, besides enjoying itself, the children were believing, they interpret and are connected with the world in which they live. Having assistant's finality in the physical, mental and affectionate development in the individual, like the purpose of a healthy development.


Keywords: Psychomotricity. Literacy. Apprenticeship

INTRODUÇÃO

A psicomotricidade está voltada para o aprimoramento no processo de desenvolvimento psicomotor em crianças inseridas no processo de aprendizagem, portanto requer um trabalho adequado partindo de uma parceria do professor pedagogo com o professor de Educação Física.

A aplicação da psicomotricidade no processo de alfabetização é fundamental para a construção de diversos conceitos que são vistos como pilares do processo de aprendizado.

É fato que o aluno que apresenta comprometimento nas áreas de desenvolvimento, apresenta dificuldades de aprendizagem, necessitando de um atendimento educacional adequado para garantir o seu desenvolvimento integral.

Logo, sendo o processo de alfabetização uma das fases mais importantes da vida do ser humano, pois possibilita a construção dos pilares do processo de desenvolvimento ao longo da vida e a psicomotricidade entendida como uma ferramenta importante para garantir o sucesso do desenvolvimento e da superação da criança em relação aos diversos obstáculos que possam surgir durante o processo de alfabetização, este trabalho pretende analisar a importância dos movimentos na formação e estruturação do esquema corporal dos alunos, demonstrando assim que o desenvolvimento das capacidades psicomotoras contribui para o processo de alfabetização.

O trabalho tem como objetivo verificar o nível das habilidades psicomotoras dos alunos do 1º ano do ensino fundamental; analisar a importância dos movimentos na formação e estruturação do esquema corporal; demonstrar como o desenvolvimento das capacidades psicomotoras contribui para o processo de alfabetização do aluno do 1º ano do ensino fundamental e analisar o papel do professor no desenvolvimento de habilidades psicomotoras na rotina da sala de aula.




  1. DEFINIÇÃO

A psicomotricidade é a ciência que estuda o homem, através de seu corpo em movimento relacionando-se ao mundo, tanto pelo interno quanto pelo externo. (MELLO, 1989)

Segundo Alves (apud SILVA, 2004), a psicomotricidade tem como principal propósito melhorar ou normalizar o comportamento geral do indivíduo, promovendo um trabalho constante sobre as condutas motoras, através das quais o indivíduo toma consciência do seu corpo, desenvolvendo o equilíbrio, controlando a coordenação global e fina e a respiração bem como a organização das noções espaciais e temporais.

É uma pratica pedagógica que contribui para o desenvolvimento da criança no processo de ensino aprendizagem. Favorece os aspectos físicos, mental, afetivo emocional e sócio cultural. Ela é uma forma de ajudar a criança a superar suas dificuldades e precaver possíveis inadaptações. (OLIVEIRA, 2002)

O objeto de estudo da psicomotricidade é o homem através de seu corpo humano, de seus movimentos e de suas relações com o mundo com suas possibilidades de perceber, atuar e agir consigo mesmo e com os outros. Desta maneira permite ao individuo se adaptar ao meio que o cerca, pois ela trabalha como os potenciais humanos por meio de estímulos, uma laterização bem trabalhada e definida, uma boa tonicidade, e equilibração e coordenação, é capaz de fazer com que o individuo crie um sentimento de competência e auto estima.

Muitos acreditam que psicomotricidade só tem a ver com corpo, movimento, mas vai, além disso. É responsável também pela mente e até mesmo pelo comportamento.

O ato físico é privilegiado com o trabalho psicomotor, mas leva-o ao trabalho mental, onde se aprende á ouvir, interpretar, imaginar, organizar, representar, sair da idéia para o ato de fazer, do abstrato ao concreto.

A estimulação das vias perceptivas, da atenção, memória, coordenação motora promoverá ações precisas e coesas. Podemos assegurar que, o desenvolvimento da criança é adquirido através de suas tentativas e erros. Ela transforma seus erros em aprendizado. Portanto a atividade motora é de extrema importância no desenvolvimento da criança.

Os elementos básicos da psicomotricidade são: equilíbrio, coordenação motora global, coordenação motora grossa e fina, coordenação óculo-manual, esquema corporal, imagem corporal, conceito corporal, lateralidade, estruturação espacial e temporal, percepção visual e auditiva. Não pode haver movimento sem atitude e nem coordenação de movimento sem um bom equilíbrio. (KLEMPER, 2013)

Cada ser tem seu eixo corporal que é adquirido pelo movimento e as experiências, onde se adaptam e buscam um equilíbrio cada vez melhor. A criança não nasce pronta, tudo se constrói aos poucos, por meio das próprias ações, onde a psicomotricidade tem papel importante.

A criança deve ser estimulada a se auto-independer. Para a construção do conhecimento e para auxiliar o desenvolvimento psicomotor torna-se necessário: que as brincadeiras sejam nomeadas no currículo escolar, que as salas de aula contenham material atraente, de fácil acesso, de acordo com a idade da criança, seja adequado para se treinar habilidades psicomotoras, cognitivas, sociais e afetivas.

Para Oliveira (2002, p.28), “o desenvolvimento psicomotor aparece no nascimento e se estende gradativamente de acordo com o conhecimento que a criança possui em explorar o que a rodeia.”



O desenvolvimento psicomotor é iniciado a partir do vínculo com o outro - a mãe. As primeiras experiências de sensação de movimento, permitem ao ser humano realizar atividades e satisfazer suas necessidades e esta vem acontecer em primeira instância dentro do útero materno. E ali que o feto começa a exercer pressão contra as paredes uterinas ao mobilizar suas extremidades, proporcionando uma retroalimentação sensorial tátil. Após o nascimento, a criança continuará explorando seu corpo com o mundo que a rodeia e, desta forma, tomando consciência de que possui um corpo e que poderá utilizá-lo ao longo desses processos psicomotores (MORA, 2007).

O movimento é um exercício que desenvolve o físico, intelectual e emocional da criança, onde permite ela descobrir o mundo exterior e á construir novas experiências. Uma criança se desenvolve desde o primeiro dia de vida. As ações como correr e pular, apanhar, arremessar, entre outras, são exemplos de movimentos fundamentais a serem desenvolvidos para os primeiros anos de uma criança. O movimento é constituído em função de um objetivo.


O processo de diferenciação entre os sistemas sensorial e motor e a integração de informações motoras e perceptivas, em um todos mais significado e coerente, acontecem. O rápido desenvolvimento tanto de processos cognitivos superiores quanto de processos motores encoraja rápidos ganhos nas habilidades motoras rudimentares neste estágio. (GALLAHUE: OZMUN, 2003 p. 102)
No entanto esses desenvolvimentos variam de criança para criança. Pois cada uma apresenta competências diferentes, mas as fases e estágios são iguais para todas. Para isso são necessários requisitos para que a criança venha aprender a se desenvolver
1.1 Elementos básicos da psicomotricidade
A psicomotricidade é sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto. É baseada pela educação e o desenvolvimento da criança.
1.1.1 Esquema Corporal
É a imagem que o individuo faz do seu corpo. É uma interação que permite que o indivíduo esteja consciente do seu corpo no tempo e no espaço. Cada pessoa tem um conceito sobre seu próprio corpo e suas partes, podendo ser externo ou interno.

Le Boulch (1984) classifica o esquema corporal como o reconhecimento imediato do nosso corpo em função da inter-relação das suas partes, com o espaço e com os objetos que o rodeiam tanto no estado de repouso como de movimento.

Sendo assim, esquema corporal é a organização das sensações relativas a seu próprio corpo em associação com os dados do mundo exterior. (ROSA, 2002)
1.1.2 Coordenação dinâmica geral
Estimular a coordenação dinâmica geral nada mais é do que o desenvolvimento e conscientização do indivíduo, e da atividade dos grandes músculos e de se esquema corporal, para que possa usar o corpo de forma coordenada e harmônica no que se refere ao conhecimento de si mesmo e de sua força muscular. Existe a coordenação motora ampla e seletiva.
1.1.3 Coordenação viso-motora ou óculo-manual

Segundo Oliveira (2002 p. 42), “a coordenação óculo-manual se efetua com precisão sobre a base de um domínio visual previamente estabelecido ligado aos gestos executados, facilitando, assim uma maior harmonia do movimento”. É visualizar o movimento antes que se execute uma atividade.




      1. A lateralidade

Para Negrine (1986), é durante o crescimento que a lateralidade da criança se define naturalmente, podendo, também, ser determinada por fatores sociais ainda muito marcantes nos dias de hoje em nossa sociedade. Não é raro, por exemplo, encontrarmos famílias fazendo tentativas para influenciar a criança a utilizar a mão direita no lugar da esquerda, bem como pessoas adultas bem lateralizadas na infância, como os canhotos, que se tornaram destras.


1.1.5 Organização e estrutura espacial
A estruturação espacial dificulta na criança a percepção à direita e à esquerda, podendo confundir letras e números na leitura e na escrita. Le Boulch (1987) salienta que fatores, associados a problemas de falta de estruturação espacial geram desinteresse pelas matérias escolares e falta de motivação para a aprendizagem da leitura e da escrita, dificultando assim o processo ensino aprendizagem do aluno.

Estrutura Espacial é a capacidade de avaliar tempo dentro da ação, organizar-se a partir do próprio ritmo, situar o presente em relação a um antes e a um depois; é avaliar o movimento no tempo, distinguir o rápido do lento. É saber situar o momento do tempo em relação aos outros. (FREIRE, 1999).


1.1.6 Estruturação Temporal
É uma habilidade importante para uma adaptação favorável da criança, pois permite não só movimentar-se e reconhecer-se no espaço, mas também desencadear e dar seqüência aos seus gestos, localizar as partes do seu corpo e situá-las no espaço, sendo importante para o processo de adaptação do individuo ao meio.
1.1.7 Equilíbrio
Segundo Alves (2008) o equilíbrio pode ser classificado em dois tipos: equilíbrio estático e equilíbrio dinâmico. O equilíbrio permite que o corpo se mantenha parado de modo estável ou de maneira precisa.

Para Rosa (2002), o equilíbrio é a base fundamental de toda ação diferenciada dos seguimentos corporais entre si e no seu todo.

Dessa forma não pode haver movimento sem atitude, como também não pode haver coordenação de movimento sem um bom equilíbrio, pois isso permite o ajustamento do homem ao meio. É um dos sentidos mais nobres do corpo humano. (ALVES, 2008)
1.1.8 Coordenação Motora Global e Fina

Na motricidade Global segundo Marques (1979), as crianças podem começar a pedalar um triciclo aos três anos e aos oito anos andar de bicicleta, já que, como já foi enfatizado o desenvolvimento físico da criança é acompanhado por um gradativo desenvolvimento neurológico. Durante a infância as crianças gostam de espaços abertos, com bastante liberdade para poderem correr e brincar a vontade. Assim como, gostam de frequentar parques públicos para brincar de gangorra, balanços e escorregadores (MARQUES, 1979).

De acordo com Oliveira (2002) a coordenação diz respeito à atividade dos grandes músculos, dependendo da habilidade de equilíbrio postural.



2. A ALFABETIZAÇÃO


Ao referir à alfabetização Ferreiro; Teberoski (1991, p.17) destacam que “[...] no caso das crianças trata-se de prevenir, de realizar o necessário para que essas crianças não se convertam em futuros analfabetos”. É sob esta ótica que a proposta desta pesquisa é correlacionar o processo de aquisição da leitura e da escrita com a psicomotricidade, atividade esta muito discutida hodiernamente no âmbito educacional, porém pouco compreendida no que se refere a sua aplicação.

Segundo Ferreiro (1996), a criança enfrenta dificuldades muito similares àquelas que tiveram que ser confrontadas durante o processo de construção da escrita, pois a criança é também confrontada com a necessidade de reinventar os sistemas gráficos de representação no seu processo de aquisição e internalização das regras socialmente transmitidas.

A alfabetização é muito importante em nossa vida, onde descobrimos as letras e a leitura. Tem objetivo adequado para futuramente ter resultados onde definem a vida de muitas pessoas. Cada aluno tem o seu nível de desenvolvimento. Sendo esses níveis pré-silábico, silábico, silábico – alfabético e alfabético. A forma de escrever dos alunos pode variar de acordo com seu estágio de desenvolvimento, seus incentivos, metodologias aplicadas e aptidões.

Ferreiro (1996, p.38 ) ainda afirma, “a minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa”. O processo de aprendizagem é bastante complexo e a criança levanta hipóteses através da escrita.

2.1 Os níveis da escrita
2.1.1 Pré-silábica
Nessa etapa a criança não escreve no papel com intenção de registro sonoro que é proposto para a escrita. Muitas das vezes utiliza de desenhos para representação, rabiscos e letras usadas aleatoriamente.

2.1.2 Silábica


Começa a perceber que a grafia representa partes sonoras da fala. Para cada letra representa-se uma sílaba. Porém, ainda inseri letras no meio ou no final das palavras por acreditar que assim, está escrevendo corretamente.
2.1.3 Silábica-alfabética
Utiliza ao mesmo tempo as hipóteses de escrita pré-silábica e silábica, tendo momentos de transições entre elas. Começa nesse período acrescentar algumas sílabas.


      1. Alfabética

Nesta etapa a aluno venceu todas as barreiras e já compreende o sistema da escrita, atribuindo a cada caractere da palavra um valor sonoro, dominando as convenções ortográficas.


3.1 Psicomotricidade na Alfabetização
“A psicomotricidade é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização”. (BARROCO, 2007, p.12). Sendo assim, não há como dissociar a aprendizagem do movimento.

O pedagogo francês Seguin apud Holle (1979, p.74) escreveu que “Ninguém pode ensinar uma criança a ler e escrever antes que seus órgãos sensoriais funcionem”.

Segundo Ferreiro (1991, p.25) “é fundamental compreender como a criança chega à aquisição e ao domínio da leitura e escrita, é importante compreender-se como se dá a aprendizagem”.

As atividades que são aplicadas até hoje, como pontilhados e curvos para treino das crianças, não desenvolve o lado psicomotor, apenas contribui para o desenvolvimento motor. Assim, como destaca Weiz apud Volanin (1999, p.3) “Ancorados na idéia de que ler é apenas uma habilidade, tentamos navegar nas águas do treinamento e naufragamos nos índices de repetência”.

A criança na fase de alfabetização é toda movimento. Negrine (1986, p.17), afirma esta idéia enfatizando que grande parte dos estudos “[...] têm demonstrado a existência de estrita relação entre a capacidade de aprendizagem escolar da criança e sua possibilidade de desempenho neuromuscular, pois é através de atividades físicas que se desenvolve”.

Segundo Oliveira (1998, p.75) “a partir do momento em que a criança conseguir discriminar as diversas formas de letras e integrar os símbolos ela logrará êxito na etapa de organização visual, correspondendo a integração significativa de materiais simbólicos com outros dados sensoriais”. Quando o professor não trabalha as dificuldades do aluno, isso mais tarde acaba prejudicando o desenvolvimento da criança. “A escrita, além de exigir o desenvolvimento de muitas habilidades, requer certa mudança de perspectiva em relação a determinadas noções da realidade” (ZORZI, 2003, p. 11).

“As crianças se movimentam desde que nascem adquirindo cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada vez mais das possibilidades de interação com o mundo” (BRASIL, 1998. p.15). Portanto, o professor tem papel fundamental para mediar o processo de ensino aprendizagem e fazer intervenções perante as dificuldades que os alunos encontram.

O professor vai facilitar a comunicação por meio da expressividade motriz e potencializar atividades, tendo a liberação das emoções e conflitos por meio de vivências, empenhando também os esforços e promovendo a ludicidade ajudando a expressão e exploração corporal no espaço.


3. METODOLOGIA
Foi realizado um estudo de caso com 13 crianças de ambos os gêneros do primeiro ano do Ensino Fundamental I da escola Instituto Americano de Lins (Ialzinho), aplicando uma avaliação e analisando o nível de conduta psicomotora de base e a idade psicomotora que se encontra cada aluno analisado.

Foi entregue uma carta de autorização para a execução da pesquisa e posteriormente entregue aos pais uma autorização de consentimento livre e esclarecido para a participação dos alunos na pesquisa.

E também distribuído um questionário para a professora pedagoga e professor de educação física que trabalham com a sala analisada para identificar as atividades vivenciadas com as crianças no que se refere ao desenvolvimento da psicomotricidade.

Segundo Alves (2008), na escola é importante que se leve em consideração os aspectos sócioafetivo, cognitivo e psicomotor. Para que esses aspectos sejam concretizados, é necessário o conhecimento sobre a importância de desenvolver esses aspectos em cada aluno, cada qual com suas dificuldades. O professor é o responsável por esse desenvolvimento.

3.1 Rotina dos alunos durante as aulas
Foram observados, analisados e acompanhados os procedimentos aplicados nas aulas rotineiras, para identificar se os professores utilizam de atividades voltadas para o desenvolvimento psicomotor do aluno.

Durante a semana possuem trinta minutos de aula de psicomotricidade ao ar livre, onde o professor de educação física busca trabalhar atividades que além de desenvolverem capacidades físicas e motoras, possam criar situações problemas que faça o aluno pensar, desenvolvendo também suas inteligências, fator fundamental para o aspecto cognitivo.

Para o professor de educação física “ A psicomotricidade se torna importante, principalmente para crianças com dificuldades, pois além de desenvolver aspectos motores, também é fundamental para a evolução cognitiva, fatores essenciais para a vida toda”

Na fase especializada, o movimento torna-se uma ferramenta que se aplica a muitas atividades motoras complexas presentes na vida diária, na recreação e nos objetivos esportivos. Esse é um período em que as habilidades estabilizadoras, locomotoras e manipulativas fundamentais são progressivamente refinadas, combinadas e elaboradas para o uso em situações crescentemente exigentes. (GALLAHUE; OZMUN, 2003, p. 105)


Um mau desenvolvimento psicomotor pode acarretar em deficiências motoras, tornando ações esportivas ou simples atividades do cotidiano se tornarem difíceis pela má formação.

Para a professora pedagoga “É muito comum crianças com distúrbios psicomotores, aparentemente normais muitas vezes são incapazes de ler e escrever, apresentando vários outros problemas que interferem no processo escolar, podendo ser gerado por uma disfunção cerebral mínima, por um problema físico ou até emocional”.

Para um aluno com dificuldade de aprendizagem por conta do déficit psicomotor é notável que ele possua memória em curto prazo, esquecendo tudo o que aprendeu, ele levanta-se freqüentemente da carteira, seu raciocínio lógico é lento, não lê, não fala com perfeição, não consegue concentrar-se.

É necessário propiciar a cada criança a oportunidade de poder desenvolver da melhor forma suas próprias potencialidades. Isso é possível num ambiente que proporcione o contato com outras crianças da mesma idade, com a possibilidade de crescer junto com elas, por meio de atividades grupais, alternadas com tarefas individuais. (LE BOULCH, 2001)

Tais atividades são realizadas em sala de aula pela professora pedagoga, buscando melhorar o nível psicomotor de cada criança através de pequenas brincadeiras que ajudam para o desenvolvimento, buscando e incentivando o melhorando do ensino-aprendizagem do aluno.
3.2 Teste psicomotor motricidade-fina
Vê-se que uma criança utiliza de suas mãos desde muito cedo para realizar aprendizagens progressivas: jogar, comer, vestir-se, etc. Estes atos fazem parte da atividade espontânea diária, que aprende sem dificuldades. Na criança com retardamento motor, o domínio gradativo de seus movimentos manuais depende em grande parte do ensino que receba.
3.2.1 Avaliação
Dá-se à criança uma folha de papel branco, na qual estão desenhadas linhas retas de 8 cm de comprimento com uma pequena marca que indica seu término. A criança deve recortar sobre a linha desenhada sem ultrapassar a marca final.

Foram avaliados através dos resultados positivo, meio positivo e negativo, onde:



Positivo (+): quando recorta sobre a linha

Meio Positivo (½ +): quando há ligeiro desvio, porém se verifica coordenação no movimento de corte junto ao desenho, este desvio pode ser aceito, não só em uma parte do recorte, mas também na sua totalidade.

Negativo (-): quando não corta o papel, mas aperta o papel entre as folhas da tesoura; ou quando recorta, porém não se aproxima do desenho.

A motricidade fina tem relação com a coordenação visuomanual, como disse Rosa Neto (2002, p. 14) “[...] representa a atividade mais frequente e mais comum no homem, a qual atua para pegar um objeto e lançá-lo, para escrever, desenhar, pintar [...]”.

No teste, foi verificado que grande parcela dos alunos investigados, 60%, não apresenta o nível de desenvolvimento adequado, ficando para observação possível dificuldades em idades cronológicas superiores quanto à questão de adquirir novas habilidades práticas e motoras, como por exemplo, o escrever, tão necessário e de indescritível utilidade para todas as atividades cotidianas de uma escola.

Alunos que apresentam dificuldade de escrita devem ser observados pelos professores, e se necessário, a intervenção deve ser posta em prática, para tentar avançar quanto à motricidade fina e fazer com que a criança adquira coordenação condizente com sua estrutura.


CONCLUSÃO
Ao término deste trabalho foi possível alcançar os objetivos propostos, demonstrando assim a grande importância que a psicomotricidade exerce sobre a vida de um aluno e sua ajuda no processo de alfabetização.

Os professores sabem da real necessidade de desenvolverem o lado psicomotor de seus alunos, com isso aplicam devidamente as atividades propostas para melhor desenvolvimento da criança.

O nível de acertos da habilidade motricidade fina foi muito baixa, apesar de serem desenvolvidas tais atividades, por esta razão percebemos que deveria haver um período maior para desenvolver essa habilidade tão importante para a criança.

Um mau desenvolvimento psicomotor pode acarretar em deficiências motoras, fazendo com que ações esportivas ou simples atividades do cotidiano se tornem difíceis pela má formação.

Com o desenvolvimento das habilidades psicomotoras do aluno bem estruturadas é possível um grau de alfabetização satisfatório.

É muito comum crianças com distúrbios psicomotores, aparentemente normais muitas vezes são incapazes de ler e escrever, apresentando vários outros problemas que interferem no processo escolar, podendo ser gerado por uma disfunção cerebral mínima, por um problema físico ou até emocional.

Para um aluno com dificuldade de aprendizagem por conta do déficit psicomotor é notável que ele possua memória em curto prazo, esquecendo tudo o que aprendeu, ele levanta-se freqüentemente da carteira, seu raciocínio lógico é lento, não lê, não fala com perfeição, não consegue concentrar-se.

É necessário propiciar a cada criança a oportunidade de poder desenvolver da melhor forma suas próprias potencialidades.

Cabe ressaltar também a importância da participação do educador no dia-a-dia de cada aluno, e que aquele venha a conhecer às características das faixas etárias, seus interesses e necessidades. É fundamental que o professor elabore atividades, as quais devem colaborar para a construção do desenvolvimento psicomotor.

REFERÊNCIAS

ALVES, F. Psicomotricidade: corpo, ação e movimento. 4. Ed. Rio de Janeiro: Wak, 2008.


BARROCO, S.M.S. Psicomotricidade na infância. Campo Mourão: Instituto Makro, 2007.

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FERREIRO, E. ; Teberoski, A. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

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FREIRE, J. B. Educação de corpo inteiro: teoria e prática da Educação Física. São Paulo: Scipione, 1999.

GALLAHUE, D. L; e OZMUN. J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, Adolescentes e Adultos. 2. Ed. São Paulo: Phorte, 2003.

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KLEMPER,


LE BOULCH, J. Educação Psicomotora: A psicocinética na idade escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984

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MARQUES, Juracy C. Compreensão do comportamento: ensaio de psicologia do desenvolvimento e de suas pautas para o ensino. Porto Alegre: Globo, 1979. 

MELLO, A. M. Psicomotricidade: educação física e jogos infantis. 6 ed. São Paulo: Ibrasa, 1989.

MORA, E. Psicopedagogia infanto-adolescente. São Paulo: grupo Cultural, 2007.

NEGRINE, Airton. Educação psicomotora: a lateralidade e a orientação espacial. Porto Alegre: Palloti, 1986.

OLIVEIRA, G. C. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque psicopedagógico. &ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

ROSA NETO, F. Manual de Avaliação Motora. Porto Alegre-RS: ARTMED, 2002.

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ZORZI, J. L. Aprendizagem e Distúrbios da Linguagem Escrita. Porto Alegre: Artmed, 2003.

Universitári@ - Revista Científica do Unisalesiano – Lins – SP, ano 5., n.11, jul/dez de 2014


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