Capitulo uno



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Encontro02.12.2017
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PRÓLOGO



Motel Thunderbird
Bloomington, Minnesota
8:57 p.m.

—De acordo, garotos, coloquemo-nos aqui... Charley está bem aqui? Você Tem boa luz?

O camarógrafo levantou o olhar.

—Isto é uma merda. Deveria ser dentro.

—Não, filmaremos aqui fora... entraremos na sala de reuniões. Então, Você tem certeza que não há problema?

O representante, que era calvo e sem suor como um ovo, uniu as mãos com uma palmada e assentiu lentamente. Inclusive seu traje parecia estar livre de fis ou costuras.

—A gente necessita ver que não somos um atalho de perdedores fumantes em corrente que têm medo de sair fora. Há médicos. Há advogados. Há —a olhou fixamente com pálidos olhos azuis, olhos práticos— Mulheres 10.
Sutil, botão de flor.

—Bem, bem. E utilizaremos tudo isso. —A repórter se girou afastando-se do representante de Alcoólicos Anônimos, murmurando pelo baixo— Fodidas lentas notícias de dia... da-me uma boa guerra em qualquer momento... de acordo! Pongámonos a isso, Risadinhas.

Charley conhecia seu trabalho, e com a equipe novo, instalá-lo foi não só como a seda, foi relativamente rápido e tranqüilo. A sala de reuniões parecia e cheirava como milhares de outras; pouca e cheirando a café. Curiosamente, nenhum dos ocupantes do quarto lhes olhou diretamente.

Muito beber café e pouco bate-papo, um montão de mordiscar queijo e bolachas salgadas, um montão de inquieto silêncio e olhadas cruzadas.

Pareciam, pensou a repórter para si mesma, exatamente o que o homem tinha dito. Respeitáveis, estáveis. Sóbrios. A assombrava que tivessem aceitado as câmaras. Não se supunha que a segunda A era por Anônimos?

—De acordo todo o mundo —disse o representante, de pé na parte dianteira do quarto— Coloquemo-nos e comecemos. Todos vocês lembrarão que o Canal 9 vinha esta noite para ajudar a conscientizar... alguém esta noite poderia ver que nem todos somos delinqüentes com abrigos de pano e talvez venham por aqui. Eu começarei, e depois apresentaremos a um novo membro esta noite...

—Sou James —continuou o representante.

Houve uma pausa quando desceu, depois um sussuro, um amortecido.

—Oof! Estúpidos degraus.

Depois uma jovem em metade da vintena se pôs de pé depois do pequeno podium. Miró de esguelha à audiência por um momento, como se a luz fluorescente lhe ferisse os olhos, e depois disse com uma voz completamente mesmerizante.

—Bom, olá a todos. Sou Betsy. Você não tenho tomado um gole em três dias e quatro horas.

—Bem por ela! —siseó a repórter.

—Eu estou embriagado —replicou Charley, afligido.

A mulher era alta... sua cabeça estava justamente sob o "não fumar" desse sinal... o que a colocava ao redor do metro oitenta. Ia vestida com um traje jaquetas verde musgo do tipo que se abotoava até a barbicha e não necessitava uma blusa debaixo. A roupa ricamente colorida compensava excelentemente a delicada palidez de sua pele e fazia com que seus olhos verdes parecessem enormes e escuros, como folhas no meio da floresta. Seu pêlo era loiro dourado, até o ombro e ondulado, com adoráveis pavios vermelhas e douradas que emolduravam seu cara. Suas maçãs do rosto eram planos afiados em uma interessante, inclusive atrativa cara.

Seus dentes eram muito brancos e centelleaban quando falava.

—De acordo, um, como disse, sou Betsy. E pensei em vir aqui... quero dizer, vi no Site que... como seja, pensei que talvez vós garotos vocês teriam alguns truques ou algo que pudesse utilizar para deixar de beber.

Silêncio mortal. A repórter notou que a audiência estava tão absorta como o estava Charley. Que presença! Que roupa! Que... esses eram uns Bruno Maglis? A repórter se aproximou mais. O eram! Que fazia esta mulher para ganhar a vida? Ela mesma tinha pago quase trezentos perus pelo par que tinha no seu armário.

—É só que... sempre está aí. Me desperto, e é em tudo o que penso. Me vou à cama, e ainda penso nisso.

—É só que... te controla. Controla totalmente tua vida. Você começa a planejar eventos ao redor de como você pode beber. Como por exemplo, se vou desjejuar com minha amiga, posso encontrar um beco por aí, enquanto ela vai à parte alta da cidade. Ou, se quedo com

outro amigo para jantar, posso voltar a ficar com ele e conseguir minha dose em vez disso.

Todo o mundo estava asintiendo com mais força. Alguns dos homens pareciam ter lágrimas nos olhos! Charley, graças a Deus, tinha deixado de assentir, mas estava tão atento à mulher como podia.

—Mantén o objetivo focalizado —murmurou a repórter.

—Não estou acostumada a isto —continuou a mulher— Quero dizer, estou acostumada a desejar coisas, mas não assim. Quero dizer, ao bruto.

Uma onda de risos.

—Tentei parar, mas simplesmente me põe doente. E falei com alguns dos meus amigos disso, mas eles acham que simplesmente deveria assumí-lo. E meus novos amigos não lo veem como um problema em absoluto. Suponho que são, o que vocês chamariam, facilitadores —Mais assentimentos por todas partes—. Por tanto aqui estou. Alguém com um problema. Um grande problema. ?E... achei que talvez vir aqui e falar disso ajudaria. Isso é tudo. —Silêncio, por tanto acrescentou— Na verdade isso é tudo.

Um espontâneo e quase selvagem aplauso. A repórter fez com que Charley fizesse uma panorâmica, obtendo a reação da multidão. Não tinha certeza que o representante fora a deixar que todas suas caras fossem mostradas nas notícias das dez, mas queria o filme na ampla, só por via das dúvidas.

Queria que Charley captara à mulher caminhando para a parte traseira do quarto, mas quando voltou a enfocar, ela se tinha ido.

A repórter e seu camarógrafo buscaram à magnífica desconhecida durante dez minutos, com sorte zero. Nenhum deles podia figurarse como uma mulher podia simplesmente desaparecer de uma pequena sala de reuniões.

Desaparecida.

Merda.


CAPITULO 1

Tomé outro gole de meu chá -orange pekoe, com seis de açúcar- e estendi meu pé esquerdo. Sim, os Bruños da última temporada ainda se viam geniais. Demônios, poderiam ser da década passada e ainda se veriam geniais. A qualidade custa.. e dura, também.

Marc Spangler, um dos meus companheiros de apartamento, apareceu na cozinha, bostezando. Retirei minha perna antes que tropeçasse e aterrissasse sobre o microondas.

Demônios, parecia frito, a dizer verdade, parecia como se acabasse de sair da merda. Desde que compartilho o apartamento com um médico de urgências, descobri que a médica comum resulta muito mais imundo que o lixeiro comum.

Lhe cumprimentei calorosamente.

Outra dura noite salvando vidas e seduzindo à zeladora?

Outra dura noite chupando a pobres tipos sua preciosa sangue?

Sim? dissemos ambos.

Se serviu ele mesmo um copo de leite e se sentou frente a mim.

Você parece necessitar uma torrada ?aconselhei.

- Ouve. Não como comida para que você possa conseguí-la de segunda mão. "Ooh, ooh, Marc, assegura de untar a manteiga por tooooodo o pão... agora déjame olerla... você não quer algo dulce, marmelada com isso?" Engordei sete quilos desde que me mudei, vaca.

- Você deveria ter mais respeito pelos mortos, disse solenemente, e ambos sofremos um ataque de riso.

- Deus, que dia ?disse ele. Seu pêlo estava crescendo bastante bem, tinha atravessado uma fase cabeça rapada no verão passado?, por tanto agora parecia um Mister Proper com amigáveis olhos verdes. Tomara meus olhos fora assim, mas os meus familiares são apagados, como a lama. Os seus são claros, como um lago.

- Morte? Hemorragias? Guerra de bandas? Improvável em Minnesota, mas parecia bastante destroçado.

- Não, a fodida administração mudou todos os formulários outra vez ?se esfregou as supercílios?. Cada vez que o fazem, há uma curva de aprendizagem de seis meses. Então quando averiguamos quem tem que assiná-los e em que ordem, os mudam de novo. Já você sabe, em nome da eficiência.

- Que tarefa ?disse simpáticamente.

- E daí há de ti? Que fazes? chupando a algum suposto violador? Ou esta é uma das noites nas quais não te importa conseguir qualquer coisa para comer?

- O segundo. Oh, e me deixei cair por uma reunião de AA.


Estava a meio caminho do frigorífico em procura de um brick de leite e ficou congelado como se tivesse gritado " Vejo um Republicano!

- Que você fez que?

De deixei cair em uma reunião de AA. VOCÊ Sabia que agora as filmam?

- Que que?

Estava bastante nervosa porque não sabia se teria que, já você sabe, provar que era uma bêbada ou se aceitariam minha palavra, ou se necessitava uma nota de um médico ou de um barman ou algo, e foi algo assim como raro com as luzes da câmara e tudo...

Me estava lançando a mais estranha das olhadas. Normalmente conseguia esse olhar de Sinclair.

Isso não funciona assim.

Sim, já, o notei. Uma panda de gente realmente agradável. Do tipo nervoso, mas muito amistosos.

No entanto tive que esquivar à repórter.

Repórter ?Sacudiu a cabeça? Mas Betsy... Por que você foi?

Não é óbvio? ?perguntei, um pouco irritada. Normalmente Marc é mais agudo que isto?. Bebo sangue.

E funcionou? - perguntou ele com exagerada preocupação.

Não, imbecil, não o fez. A repórter e as luzes me deixaram alucinada, por tanto me marchei em breve. Mas pode que volte. ?Tomé outro gole de chá. Necessitava mais açúcar. Joguei um pouco e acrescentei?. Sim, poderia fazê-lo. Talvez não te ensinem o truque até que você foi um par de vezes.

Não é um aperto de mãos secreto, céu ?riu ele, mas não como se pensasse que o que eu tinha dito fora divertido?. Mas você pode tentar, ver como funciona.

Que há de mau? Talvez você deveria beber um trago ?brinquei.

Sou um alcoólico em recuperação.

Oh, não você é.

Betsy. O sou.

Nuh...uh!

Uh..huh.


Reprimi a escalada do pânico. Bom, não conhecia a Marc desde fazia tanto como a, digamos, Jessica, mas ainda assim. Um não acharia que fora a sair com algo como isto...Ou...¡ugh!... talvez se, e tinha estado tão obsessiva com os eventos dos passados seis meses que não tinha...

Não você preocupe ?disse ele, lendo minha expressão consternada e interpretándo-a corretamente?. Nunca antes te o tinha dito.

Bom... suponho que deveria havê-lo notado. ?Eu podia tomar um copo de vinho ao mês, e a Jessica lhe gostavam seus daiquiris, e Sinclair tomava grasshoppers como se fossem água -para ser um rei vampiro semental, bebia como uma menina- mas nunca me tinha dado conta que Marc sempre tomava leite. Ou suco. Ou água.

Certamente eu tinha outras coisas em mente. Especialmente agora. Mas ainda assim me sentia envergonhada. Vá amiga! Não notar que meu próprio companheiro de apartamento tinha um problema com a bebida.

Suponho que deveria havê-lo notado ?disse de novo?. O sinto.

Suponho que deveria havê-lo dito. Mas nunca me parecia um bom momento para tirar o tema. Isto é, no início esteve todo o assunto de Nostro, e depois todos aqueles vampiros assassinados, e depois Sinclair se mudou aqui...

Ugh, não me você lembre. Mas... você é tão jovem. Não teria suposto que você fosse um deles, e muito menos que você decidisse deixar de beber?

Não sou tão jovem, Betsy. Tu só você é quatro anos maior que eu.

Isso o ignorava.

Por isso você ia saltar do telhado do hospital quando te conheci? ?perguntei excitada?. A garrafa te tinha empurrado ao suicídio?

Não, a papelada e não dormir nunca me empurraram ao suicídio. A garrafa só me fazia dormir. De fato, esse era o autêntico problema. Dormir.

Se?


Se. Você verá, ser estudante de medicina não está tão logo que. O trabalho não é intelectualmente duro nem nada...

Você fala como um gênio das matemáticas.

Não, de verdade ?insistiu ele?. Só há um montão de rolo que memorizar. E eles... os hospitais... não fazem trabalhar a um estudante até a morte. Mas podem fazer trabalhar aos internos e residentes até a morte. E o caso é, que quando você é interno, sempre você está carente de horas de sonho.

Eu assenti. Via fielmente cada episódio de Urgências até que mataram a Mark Green e a coisa começou a afundar-se seriamente.

Por tanto é normal passar quarenta ou cinqüenta horas sem dormir.

Se, mas os pacientes não sofrem a causa disso? Quero dizer, a gente estará jodidamente cansada. Inclusive alguém que não tenha ido à Faculdade de Medicina de Harvard sabe isso.

Marc assentiu.

Claro. E não é novo para a administração também não, nem para o chefe de residentes, ou as enfermeiras. Mas se culpa à incompetência pelo que faz um medicucho... assim é como chamam aos internos..., não a que não tenha dormido em duas noites.

Vermes.

Dímelo a mim. Se supõe que há um limite de horas a trabalhar, mas não é obrigatório.



Depois que um tempo você acostuma a isso. Na verdade não pode lembrar um tempo no qual não estivesse cansado como um cachorro. Começa a fazer-se difícil dormir inclusive em tuas noites livres. Você está tão acostumado a estar desperto, e inclusive se você cai dormido, você sabe que uma enfermeira a vai despertar-te em cinco minutos para atender um código ou uma admissão, por tanto não te molestas em dormirte em primeiro lugar, e só... te quietas desperto. Todo o tempo.

Se empurrou para atrás a ponte do nariz, voltou a encher seu copo de leite, tomou um sobro, e se recostou para atrás.

Por tanto depois que um tempo comecei a tomar umas angústias de Dewar's para ayudarme a dormir. Um tempo depois disso, comecei a pensar o genial que me saberia esse gole de Dewar's quando chegasse em casa. Um tempo depois disso, comecei a beber necessitasse dormir ou não. E depois disso, comecei a levar-me a meu velho amigo Dewar's ao trabalho.

Você bebia... no trabalho? ?E você bebe sangue, me lembrei a mim mesma. Não comece a assinalar com o dedo.

Sim. E o divertido do assunto é, que lembrança o dia exato em que compreendi que tinha um problema. Não foram todas as garrafas vazias que estava reciclando por semana. Nem sequer foi chegar demore ao trabalho e aparecer em urgências com ressaca praticamente a cada dia.

Foi esse dia que estava trabalhando em Boston quando me pediram que trabalhasse um duplo turno e compreendi que para quando saísse, todos os bares e licorerías estariam fechados. E só tinha meia garrafa de Dewar's em casa. Por tanto comecei a chamar a um montão de amigos para ver se algum deles sairia a fazer-se com um par de garrafas por mim.

E nenhum deles estava disposto. Se entende. Quando um colega te chama praticamente no meio da noite porque está desesperado com um apresso, não vai a ajudar-lhe, não? Mas o raro foi, que estava chamando a essa gente às onze e meia da noite, e nenhum deles pensou que fora raro. Foi então quando o soube.

E daí passou?

Nada dramático. Ninguém morreu nem nada. Ninguém que não fora a fazê-lo inclusive se eu tivesse sido Marcus Welby e tivesse estado completamente sóbrio. Simplesmente... parei. Me fui a casa...

Você livrou da meia garrafa.

Não, a guardei. Era... tinha encantamento, suponho. Enquanto a média garrafa estivesse ali, podia enganar-me a mim mesmo pensando que tomaria um gole depois. Esse foi meu truque. Não tomarei nada esta noite, e amanhã me recompensarei a mim mesmo com um bom gole. E certamente, amanhã me dizia o mesmo. E levar dois anos sóbrio o mês que vem.

Isso é... Que? Raro? Genial? Fascinante??. Essa é uma história realmente interessante.

Se, já vejo as lágrimas em teus olhos. A qual você foi?

Que?


A que reunião de AA?

Oh. Uh... à do Motel Thunderbird. Na 494?

Você deveria ir à de Bloomington Libe. Melhor isso que beber.

Obrigado pelo conselho.

Acabou com seu leite, me lançou um sorriso com bigode de leite, e avançou curvado para seu dormitório.

CAPITULO 2

Eric Sinclair, rei dos vampiros, estava de volta da Europa à noite seguinte, o que lamentei saber. Tinham sido seis semanas relativamente sem incidentes apesar... ou por... a viagem do rei dos vampiros à Europa. Eu tinha tido cuidado de não fazer perguntas, porque não queria que interpretasse mal meu interesse pelas suas atividades como interesse por ele. Em primeiro plano do meu cérebro me figurava que poderia haver viajado ao estrangeiro para dar uma olhada a suas granjas... que estavam ao outro lado do charco. No fundo, simplesmente não queria sabê-lo.

Boas-vindas a casa ?disse a Tina, seu colega e mais velha amiga. Realmente velha... como duzentos anos ou algo assim?. Muérete. ?Lhe disse a ele.

Na verdade isso já o fiz ?replicou ele, dobrando o jornal e fazendo-o a um lado?. E não tenho planejado fazê-lo de novo, nem sequer por ti, amorcito.

Depois te vejo, Altivez. ?Tina se inclinou e passou junto de nós, saindo do quarto.

Olá e tchau ?disse eu. Por Que não pode seguir seu exemplo?

Me você teve saudades?

Mal. ?Isto era uma espécie de mentira. Eric Sinclair, de metro oitenta de altura, era uma presença imponente. Não isso só que fora grande (amplos ombros, compridas pernas) ou guapísimo (olhos pretos, pêlo castanho escuro, boca suculenta, grandes mãos). Era carismático... fascinante. Lhe olhava, e você perguntava como seria sentir sua boca sobre ti na escuridão. Era o pecado com traje.

Veem e siéntate ?disse Jessica?. Estamos tomando um jantar tardia. Muito tardia.

Jess. ?Me sentei?. Quantas vezes tenho que decírtelo? Você não tens que ajustar tuas comidas só porque nós três durmamos durante o dia.

Não é nada ?replicou ela, o qual foi uma enorme mentira, já que eram as três da manhã, e finalmente estava jantando. Ou era um café da manhã realmente cedo?

Você está passando. ?Me servia uma xícara do antigo serviço de chá que tinha vindo com a casa. Como tudo o demais que havia ali, tinha um trilhão de anos de antigüidade e valia muitos dólares. Quase me estava acostumando a utilizar antigüidades a cada dia. Pelo menos meu coração ya não se detinha se deixava cair algo.

Te tive saudades - disse Sinclair, como se estivesse tendo uma conversação com ele?. De fato, quase estava ansioso por voltar a teu lado.

Não comece - adverti.

Não, começa - disse Jessica, cortando seu filete. O cheiro estava volviéndome louca.

oohhh, carne! Já mal a lembrava?. Ultimamente isto esteve espeluznantemente tranqüilo.

Acho que já é hora de ocupar-nos de nossa atual... dificuldade.

Que é?

Falava do fato que fôssemos rei e rainha, tecnicamente marido e mulher, mas só tivéssemos praticado o sexo duas vezes nos últimos seis meses.



Não pode dar marcha à ré ao relógio, Elizabeth. Inclusive alguém como tu tem que inclinar-se ante a lógica.

Não siga ?lhe disse?. Passa-me o creme.

Só estou assinalando ?disse ele, ignorando minha petição... as duas, já que estamos? que não pode estar um pouco grávida ou voltar a ser virgem. Como já intimamos, e estamos casados segundo a lei vampiro...

Me aburro ?disse.

... se assinalou que não compartilhamos quarto, e cama.

- Ouviu, colega ?Me levantei e peguei a fodida creme eu mesma?. Tenho que ceder?

- Não ?disse Sinclair.

- Mas você fará ?acrescentou Jessica, sem levantar o olhar das judias verdes salteadas com manteiga.

- Me deitei contigo uma vez, e me fiquei enganchada com isto da rainha freaky. Me voltei a deitar contigo, e Jessica te convidou a mudarte.

- Por tanto, segundo essa lógica, deveria ter relações íntimas com Jessica ?assinalou Sinclair? não contigo.

- Que classe de lógica é essa? ?perguntou Jessica, quase rindo?. E você pode só sonhar com isso, garoto branco.

- Callaos todos e moríos.

E eu que fiz? ?gritou ela.

- Já você sabe o que você fez ?Lhe lancei uma boa olhar, mas me conhecia muito bem e não a impressionou. Decidi mudar de tema antes que nos enredássemos em uma autêntica briga. Todo o mundo conhecia meu ponto de vista sobre o tema. Tinham que estar tão cansados de ouví-los como eu de dar a vara com isso?. Aonde foi Tina?

A visitar a uns amigos.

Eu achava que para isso vocês tinham ido à Europa.

Essa foi uma das razões. ?Sinclair sorveu seu vinho?. Marc está trabalhando, suponho.

Você supõe bem. Por uma vez ?acrescentei eu, só por via das dúvidas se lhe subia à cabeça. Sua formosa cabeça.

Ele o ignorou, como ignorava 90% do que saía da minha boca.

Te comprei algo.

Me distraje instantaneamente. E louca de mim por deixar-me distrair. E de uma forma selvagem curiosa... um presente! Da Europa! Gucci? Prada? Fendi?

Ah, se? ?perguntei casualmente, mas quase me derramei em cima o chá quente, de tanto que me tremiam as mãos. Armani? Versace?? Que você trouxe, sabão? ?Tentei achatar minhas crescentes esperanças?. É sabão, verdade?

Se tirou uma pequena cajita preta do tamanho de um sabão e a deslizo para mim. Não tinha certeza de se mostrar-me pasmada ou excitada. Caixa pequena = sapatos não. Mas podia ser joalheria, que me gostava tanto como a qualquer garota morta.

A abri... e quase me ri. Pendurando de uma corrente de prata... não, espera, era Sinclair, e ele nunca fazia nada a meias, por tanto provavelmente era platina... havia um diminuto sapato de platina, decorado com uma esmeralda, um rubi e uma safira. As pedras eram tão diminutas que pareciam uma fivela sobre o sapato. Era simplesmente adorável. E provavelmente custava uma fortuna.

Graças, Sinclair, mas realmente não posso ?fechei a caixa de repente. Tinha traçado uma linha na areia uns meses antes, e era um trabalho duro, às vezes, ficar em meu lado da linha.

- Se lhe deixava fazer-me um regulado, que seria o seguinte? Dormir juntos? Mandar juntos?

- Recompensa-me por ser um trapaceiro?

- Voltar a costas a meu antiga vida e passar os seguintes mil anos como a rainha dos vampiros? Foder. E outra vez: foder.

- Conserva - disse muito suavemente, mas era um clarão de desilusão o que havia nos seus olhos? Ou era otimismo da minha parte? E se o era, a mim que me importava??. Você poderia mudar de opinião.

Se alguma vez você recupera a cordura ?murmurou Jessica para suas judias verdes.

O trôpego e denso silêncio se rompeu quando Marc entrou na sala de jantar.

Genial, estou faminto. Há mais dessa carne?

Toneladas ?repliquei?. Você chega em breve a casa.

O trabalho estava mais morto que o inferno, por tanto saí cedo. A propósito, tens visitas.

Há alguém aí? ?Pus a mão sobre a caixa da gargantilha... depois a apartei. Que ia fazer com ela? Não tinha bolsos. Simplesmente tê-la na mão? Sinclair não ia voltar a aceitá-la.

Talvez deixá-la sobre a mesa? Não, isso seria uma espécie de putaria. Verdade? Merda.

Por Que tinha tido que fazer isto? Deveria haver sabido que eu não ia a aceitá-lo. Verdade?

Não ouvi o timbre. Metérmelo na cinturilla da calça e tirá-lo às escondidas do quarto? Escondê-La no sutiã?

Os encontrei no alpendre. São Andrea e Daniel. Dizem que têm que perguntar-te algo.

Me pus de pé, alegrándome de ter oportunidade de afastar-me de Jantar Trôpego 101.

Bom, vejamos que querem.

Não esqueça tua gargantilha ?disse Jessica alegremente, e quase gemi.

CAPITULO 3

Andrea Mercer e Daniel Harris me estavam esperando em uma das salas, e me alegrei de ver-lhes. Não só pela distração. Realmente me gostavam.

Andrea era um vampiro, como eu, e jovem, também como eu. A tinham matado no seu vinte e um aniversários, fazia mais ou menos seis anos, e estava começando a controlar a sede.

Daniel era seu namorado, um tipo estupendo e um faceiro escandaloso, e gostava de matar o tempo com eles. Eram totalmente opostos: ela era séria e sombria, e ele era divertido e irreverente. Mas você podia ver que realmente se amavam o um ao outro. Eu achava que isso era bastante genial.



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