Capítulo 3 provisões especiais aplicáveis a certos artigos ou substâncias



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CAPÍTULO 3.3 - PROVISÕES ESPECIAIS APLICÁVEIS A CERTOS ARTIGOS OU SUBSTÂNCIAS

CAPÍTULO 3.4 - PRODUTOS PERIGOSOS EM QUANTIDADES LIMITADAS


3.4.1 Disposições gerais

3.4.2 Limitações de quantidade por unidade de transporte

3.4.3 Transporte de produtos perigosos embalados em quantidades limitadas

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CAPÍTULO 3.3




PROVISÕES ESPECIAIS APLICÁVEIS A CERTOS ARTIGOS OU SUBSTÂNCIAS


3.3.1 Quando a coluna 7 da Relação de Produtos Perigosos indicar que uma provisão especial é pertinente a uma substância ou um artigo, o significado e as exigências daquela provisão especial são os estabelecidos a seguir:

15 - Para pequenas quantidades de até 500g por volume, esta substância, com no mínimo 10% de água, em massa, também pode ser classificada na Subclasse 4.1, sujeita à instrução para embalagem P405.

16 - As amostras de artigos ou substâncias explosivas, novas ou já existentes, podem ser transportadas como indicado pelas autoridades competentes, para fins que incluam: ensaio, classificação, pesquisa e desenvolvimento, controle de qualidade, ou como amostra comercial. Amostras de explosivos não-umedecidos ou não-insensibilizados não devem exceder 10kg, em pequenos volumes, de acordo com as especificações das autoridades competentes. Amostras de explosivos umedecidos ou insensibilizados não devem ultrapassar 25kg.

18 - Para quantidades de até 11,5kg por volume e com pelo menos 10% de água, em massa, esta substância também pode ser enquadrada na Subclasse 4.1, desde que acondicionada segundo a Instrução para embalagens P406.

23 - Embora esta substância apresente risco de inflamabilidade, este só se manifesta em condições extremas de fogo em locais confinados.

26 - É proibido o transporte desta substância em tanques portáteis e em contentores intermediários para granéis com capacidade superior a 450 litros, em razão do potencial de iniciação de explosão, quando transportada em grandes quantidades.

28 - Esta substância pode ser transportada sob as condições da Subclasse 4.1 se embalada de forma tal que o teor de diluente não caia abaixo do estipulado em nenhum momento durante o transporte (ver 2.4.2.4).

29 - Esta substância está isenta de exibir rótulo de risco, mas os volumes devem ser marcados com a classe ou subclasse apropriada e com o grupo de embalagem.

32 - Esta substância não está sujeita a este Regulamento quando sob qualquer outra forma.

36 - Se a substância contiver mais de 5% de óleo animal ou vegetal, deverá ser classificada sob o número ONU 1373.

37 - Esta substância não está sujeita a este Regulamento quando revestida.

38 - Esta substância não está sujeita a este Regulamento se o teor de carbureto de cálcio for de até 0,1%.

39 - Esta substância não está sujeita a este Regulamento se o teor de silício for inferior a 30%, ou não inferior a 90%.

43 - Quando oferecidas para transporte como pesticidas, estas substâncias devem ser transportadas sob a designação de pesticida aplicável e de acordo com as disposições relativas a pesticidas (ver 2.6.2.3 e 2.6.2.4).

45 - Os sulfetos e os óxidos de antimônio cujo teor de arsênio, calculado sobre o peso total, não supere 0,5%, não estão sujeitos a este Regulamento.

47 - Ferricianetos e ferrocianetos não estão sujeitos a este Regulamento.

48 - Quando o teor de ácido cianídrico ultrapassar 20%, o transporte desta substância só pode ser efetuado com licença especial da autoridade competente.

59 - Estas substâncias não estão sujeitas a este Regulamento quando contiverem até 50% de magnésio.

60 - Esta substância não pode ser transportada se a concentração for superior a 72%, exceto com licença especial da autoridade competente.

61 - O nome técnico que suplementa o nome apropriado para embarque deve ser o nome comum ISO, outro nome relacionado na Classificação Recomendada de Pesticidas por Risco e Diretrizes de Classificação, da OMS, ou o nome da substância ativa (ver também 3.1.2.6.1.1).

62 - Esta substância não está sujeita a este Regulamento quando o teor de hidróxido de sódio for igual ou inferior a 4%.

63 - A subclasse da Classe 2 e os riscos subsidiários dependem da natureza do conteúdo do aerossol ou do pequeno recipiente. O produto deve ser enquadrado na Subclasse 2.1 quando o conteúdo incluir mais de 45%, em massa, ou mais de 250g de componentes inflamáveis. Componentes inflamáveis são gases inflamáveis no ar, à pressão normal, ou substâncias ou preparações líquidas cujo ponto de fulgor (PFg) é menor ou igual a 100C.

66 - O cloreto mercuroso e o cinábrio não estão sujeitos a este Regulamento.

78 - É proibido o transporte a granel desta substância, exceto com licença especial da autoridade competente.

88 - Os botijões e os cilindros de GLP estão isentos da aposição de rótulo de risco (número ONU 1075).

103 - São proibidos os nitritos de amônio e as misturas de nitrito inorgânico com sal de amônio.

105 - Nitrocelulose enquadrada nas descrições dos números ONU 2556 ou 2557 pode ser classificada na Subclasse 4.1.

106 - Classificada como perigosa apenas no caso do transporte aéreo.

107 - Se o expedidor declarar que a remessa não tem propriedades de auto-aquecimento, não estará sujeita a este Regulamento.

109 - Esta substância deve ser transportada de acordo com as disposições de 3.1.1.2.

113 - É proibido o transporte de misturas quimicamente instáveis.

117 - Classificada como perigosa apenas no caso de transporte marítimo. Farinha de peixe e restos de peixe cuja temperatura, no momento do carregamento, exceder 350C ou estiver 50C acima da temperatura ambiente não podem ser transportados. Farinha de peixe e restos de peixe devem conter, no mínimo, 100ppm de antioxidante (etoxiquinino) no momento da remessa.

119 - Máquinas de refrigeração incluem máquinas e outros dispositivos especificamente destinados à manutenção de alimentos ou outros produtos a baixa temperatura, num compartimento interno, e unidades de condicionamento de ar. Máquinas de refrigeração não estão sujeitas a este Regulamento se contiverem menos de 12kg de gás da Subclasse 2.2 ou menos de 12 litros de solução de amônia (nº ONU 2672).

122 - Os riscos subsidiários e, se for o caso, as temperaturas de controle e de emergência, bem como o número da designação genérica de cada uma das formulações de peróxidos orgânicos correntemente classificadas constam em 2.5.3.2.4.

127 - Outro material inerte, ou mistura de materiais inertes, pode ser usado a critério da autoridade competente, desde que tal material tenha propriedades insensibilizantes idênticas.

131 - A substância insensibilizada deve ser significativamente menos sensível do que o PETN (tetranitrato de pentaeritrina) seco.

132 - Durante o transporte, esta substância deve ser protegida da ação direta do sol, armazenada (ou mantida) em local frio e bem ventilado e longe de qualquer fonte de calor.

133 - Se a substância for embalada de acordo com P409, o rótulo de risco de "EXPLOSIVO" é dispensável.

135 - O sal de sódio di-hidratado do ácido dicloroisocianúrico não está sujeito a este Regulamento.

138 - O cianeto de p-bromobenzila não está sujeito a este Regulamento.

141 - Produtos que tenham sido submetidos a tratamento térmico suficiente, de modo que não apresentem risco durante o transporte, não estão sujeitos a este Regulamento.

142 - Farinha de soja da qual se tenha extraído o solvente e com até 1,5% de óleo e 11% de umidade, que seja substancialmente isenta de solvente inflamável, não está sujeita a este Regulamento.

144 - Soluções aquosas com até 24% de álcool, em volume, não estão sujeitas a este Regulamento.

145 - Exceto para o transporte aéreo, bebidas alcoólicas do Grupo de Embalagem III, quando transportadas em recipientes de até 250 litros, não estão sujeitas a este Regulamento.

146 - Exceto para transporte aéreo e marítimo, bebidas alcoólicas do Grupo de Embalagem II, transportadas em recipientes de até cinco litros, não estão sujeitas a este Regulamento.

152 - A classificação deste produto varia com as dimensões das partículas e a embalagem, mas os limites não foram determinados experimentalmente. Para classificá-lo adequadamente, deve-se proceder como exigido em 2.1.3.

153 - Esta designação só é aplicável se ficar demonstrado, com base em ensaios, que, quando em contato com água, as substâncias não são combustíveis nem demonstram tendência para auto-inflamação e que a mistura de gases desprendida não é inflamável.

162 - Misturas com ponto de fulgor inferior a 23ºC devem exibir rótulo de risco subsidiário de “LÍQUIDO INFLAMÁVEL”.

163 - Uma substância especificamente nominada na Relação de Produtos Perigosos não deve ser transportada sob esta designação. Materiais transportados sob esta designação podem conter até 20% de nitrocelulose, desde que a nitrocelulose não contenha mais de 12,6% de nitrogênio (em massa seca).

168 - Amianto imerso ou fixado num ligante natural ou artificial (como cimento, plástico, asfalto, resinas ou minérios), de modo que não haja possibilidade de escapamento de quantidades perigosas de fibras inaláveis de amianto durante o transporte, não está sujeito a este Regulamento. Artigos manufaturados que contenham amianto, mesmo que não atendam a esta exigência, não estarão sujeitos a este Regulamento, se embalados de forma que não haja possibilidade de escapamento de quantidades perigosas de fibras inaláveis de amianto durante o transporte.

169 - Anidrido ftálico no estado sólido e anidridos tetra-hidroftálicos com até 0,05% de anidrido maléico não estão sujeitos a este Regulamento. Anidrido ftálico fundido a temperatura superior a seu PFg, com até 0,05% de anidrido maléico, deve ser classificado sob o número ONU 3256.

172 - Material radioativo com risco subsidiário deve:



  1. Receber rótulos de risco subsidiário correspondentes a cada um dos riscos subsidiários do material; as unidades de transporte devem ser sinalizadas de acordo com as provisões pertinentes de 5.3.1.1;

  2. Ser alocado ao Grupo de Embalagem I, II ou Ill, conforme o caso, mediante aplicação dos critérios de classificação constantes na Parte 2, correspondentes à natureza do risco subsidiário predominante.

A descrição exigida em 5.4.1.1.7.1(e) deve incluir a descrição desses riscos subsidiários (p. ex., “Risco subsidiário 3, 6.1”), o nome dos componentes que contribuem predominantemente para esses riscos subsidiários e, quando aplicável, o grupo de embalagem.

177 - Sulfato de bário não está sujeito a este Regulamento.

178 - Esta designação só deve ser empregada se não houver outra adequada na Relação de Produtos Perigosos e somente com aprovação da autoridade competente do país de origem.

179 - A designação desta substância deve ser especificada pela autoridade competente.

181 - Volumes que contenham este tipo de substância devem exibir rótulo de risco subsidiário de "EXPLOSIVO", exceto se a autoridade competente do país de origem tiver permitido sua dispensa para a embalagem específica utilizada, em função de ensaios que tenham comprovado que a substância, nessa embalagem, não apresenta comportamento explosivo (ver 5.4.1.1.5.2). As exigências contidas em 7.1.10.5 devem, também, ser levadas em consideração.

182 - O grupo dos metais alcalinos inclui: lítio, sódio, potássio, rubídio e césio.

183 - O grupo dos metais alcalino-terrosos inclui: magnésio, cálcio, estrôncio e bário.

186 - Para determinar o conteúdo de nitrato de amônio, todos os íons nitrato para os quais haja, na mistura, um equivalente molecular de íons amônio devem ser calculados como nitrato de amônio.

188 - Células e baterias de lítio oferecidas para transporte não estão sujeitas a este Regulamento, se satisfeitas as seguintes exigências:


  1. No caso de célula de lítio ou de liga de lítio, com um catodo líquido, o teor de lítio não exceda 0,5g de lítio; com um catodo sólido, o teor de lítio não exceda 1g; e, no caso de célula de íons de lítio, o teor equivalente de lítio não exceda 1,5g;

  2. No caso de bateria de lítio ou de liga de lítio, com catodos líquidos, o teor agregado de lítio não exceda 1g; com catodos sólidos, o teor agregado de lítio não exceda 2g; e, no caso de bateria de íons de lítio, o teor agregado equivalente de lítio não exceda 8g;

  3. Cada célula ou bateria que contenha um catodo líquido seja hermeticamente lacrada;

  4. As células sejam separadas, para evitar curto-circuito;

  5. As baterias sejam separadas, para evitar curtos-circuitos, e acondicionadas em embalagens resistentes, exceto se instaladas em dispositivos eletrônicos; e

  6. Se, quando totalmente carregada, o teor agregado de lítio dos anodos de uma bateria de catodo líquido exceder 0,5g, ou o teor agregado de lítio dos anodos de uma bateria de catodo sólido exceder 1g, e a bateria não contiver líquido ou gás considerado perigoso ou, caso haja líquido ou gás perigoso em estado livre, tais fluidos puderem ser completamente absorvidos ou neutralizados por outros materiais da bateria.

Células de lítio e baterias de lítio também não estão sujeitas a este Regulamento, se atenderem às seguintes condições:

  1. O teor de lítio do anodo de cada célula, quando completamente carregada, são seja superior a 5g;

  2. O teor agregado de lítio dos anodos de cada bateria, completamente carregada, não seja superior a 25g;

  3. Cada célula ou bateria seja de tipo não-perigoso, fato comprovado por ensaios realizados de acordo com a Subseção 38.3, da Parte III, do Manual de Ensaios e Critérios; cada tipo deve ser ensaiado antes do transporte inicial; e

  4. Células e baterias sejam projetadas ou embaladas de forma tal que não ocorram curtos-circuitos em condições normais de transporte.

190 - Aerossóis são quaisquer recipientes não-recarregáveis que, atendendo às exigências de 6.2.2, sejam feitos de metal, vidro ou plástico e contenham um gás comprimido, liquefeito ou dissolvido sob pressão, com ou sem líquido, pasta ou pó, e equipados com um dispersor que permita a ejeção do conteúdo sob forma de partículas sólidas ou líquidas em suspensão em um gás, ou sob forma de espuma, pasta ou pó, ou em estado líquido ou gasoso. Devem ser providos de proteção contra descarga involuntária. Aerossóis com capacidade de até 50m e cujo conteúdo não inclua elementos tóxicos, não estão sujeitos a este Regulamento.

191 - Recipientes, pequenos, contendo gás, podem ser considerados similares aos aerossóis, exceto por não serem providos de dispersor; ver Provisão Especial n.º 190.

193 - Fertilizantes de nitrato de amônio com esta composição e dentro destes limites não estarão sujeitos a este Regulamento se ficar demonstrado, por meio de ensaios (ver Manual de Ensaios e Critérios, Parte III, Subseção 38.2), que não são passíveis de decomposição auto-sustentável e desde que não contenham um excesso de nitrato superior a 10%, em massa (calculado como nitrato de potássio).

194 - As temperaturas de controle e de emergência, quando for o caso, bem como o número da designação genérica atribuído a cada uma das substâncias auto-reagentes correntemente classificadas, constam em 2.4.2.3.2.3.

195 - Para certos peróxidos orgânicos dos tipos B ou C, exige-se o emprego de embalagens menores do que as admitidas pelos métodos de acondicionamento OP5 ou OP6, respectivamente (ver 4.1.7 e 2.5.3.2.4).

196 - Esta formulação deve atender aos critérios constantes em 2.5.3.3.2 (g), exceto que não exige o uso de diluente tipo A para insensibilização. Formulações que não atendam esses critérios devem ser transportadas sob as exigências da Subclasse 5.2; ver 2.5.3.2.4.

198 - Soluções de nitrocelulose que não contenham mais de 20% de nitrocelulose podem ser transportadas como tinta ou tinta de impressão, conforme aplicável. Ver números ONU 1210,1263 e 3066.

199 - Compostos de chumbo que, quando em mistura com ácido clorídrico a 0,07M, a uma taxa de 1:1000, misturados por uma hora, à temperatura de 23ºC ± 2ºC, apresentem solubilidade de 5% ou menos, são considerados insolúveis. Ver Norma ISO 3711:1990.

201 - Isqueiros e cargas para isqueiros devem cumprir as disposições do país em que foram carregados. Devem ser providos de proteção contra descarga acidental. A fração líquida do gás não deve ultrapassar 85% da capacidade do recipiente a 15ºC. Os recipientes, inclusive seus fechos, devem ser capazes de suportar pressão interna de duas vezes a pressão do gás liquefeito de petróleo a 55ºC. Válvulas e dispositivos de ignição devem ser seguramente lacrados, seguros por fita isolante, ou presos, ou projetados de maneira a evitar seu funcionamento ou vazamento de conteúdo durante o transporte. Os isqueiros não devem conter mais de 10g de gás liquefeito de petróleo, e as cargas, no máximo, 65g.

203 - Esta designação não deve ser empregada para BIFENILAS POLICLORADAS, número ONU 2315.

204 - Artigos que contenham substâncias fumígenas corrosivas, de acordo com os critérios da Classe 8, devem exibir rótulo de risco subsidiário de "CORROSIVO".

205 - Esta designação não deve ser empregada para PENTACLOROFENOL, número ONU 3155.

206 - Esta designação não inclui permanganato de amônio, cujo transporte é proibido, exceto sob licença especial da autoridade competente.

207 - Grânulos poliméricos e compostos de moldagem podem ser constituídos de poliestireno, poli(metacrilato de metila) ou outro material polimérico.

208 - O fertilizante de nitrato de cálcio com teor comercial, que consista num sal duplo (nitrato de cálcio e nitrato de amônio) e não contenha mais de 10% de nitrato de amônio e, no mínimo, 12% de água de cristalização, não está sujeito a este Regulamento.

209 - O gás deve estar a uma pressão correspondente à pressão atmosférica ambiente, no momento em que o sistema de contenção é fechado, e não deve exceder 105kPa absolutos.

210 - Toxinas de origem vegetal, animal ou bacteriana que contenham substâncias infectantes, ou toxinas contidas em substâncias infectantes, devem ser enquadradas na Subclasse 6.2.

215 - Esta designação só é aplicável à substância tecnicamente pura ou a suas formulações com temperatura de decomposição auto-acelerável superior a 75ºC, não se aplicando, portanto, a formulações que sejam substâncias auto-reagentes. (Para substâncias auto-reagentes, ver 2.4.2.3.2.3).

216 - Misturas de sólidos não-sujeitos a este Regulamento com líquidos inflamáveis podem ser transportadas sob esta designação sem necessidade de prévia aplicação dos critérios de classificação da Subclasse 4.1, desde que não haja líquido livre visível no momento em que a substância é carregada ou por ocasião do fechamento da embalagem ou da unidade de transporte. A unidade de transporte deve ser estanque.

217 - Misturas de sólidos não-sujeitos a este Regulamento com líquidos tóxicos podem ser transportadas sob esta designação sem necessidade de prévia aplicação dos critérios de classificação da Subclasse 6.1, desde que não haja líquido livre visível no momento em que a substância é carregada ou por ocasião do fechamento da embalagem ou da unidade de transporte. A unidade de transporte deve ser estanque. Esta designação não deve ser adotada para sólidos que contenham líquidos do Grupo de Embalagem I.

218 - Misturas de sólidos não-sujeitos a este Regulamento com líquidos corrosivos podem ser transportadas sob esta designação sem necessidade de prévia aplicação dos critérios de classificação da Classe 8, desde que não haja líquido livre visível no momento em que a substância é carregada ou por ocasião do fechamento da embalagem ou da unidade de transporte. A unidade de transporte deve ser estanque.

219 - Microorganismos geneticamente modificados que sejam infectantes devem ser transportados sob os números ONU 2814 ou 2900.

220 - Apenas o nome técnico do componente líquido inflamável desta solução ou mistura deve ser indicado, entre parênteses, em seqüência ao nome de embarque.

221 - As substâncias incluídas sob esta designação não podem estar enquadradas no Grupo de Embalagem I.

222 - O uso de expressão "que reage com água", neste Regulamento, indica que a substância a que se refere desprende gases inflamáveis quando em contato com água.

223 - Se as propriedades físicas ou químicas de uma substância abrangida por esta descrição forem tais que, quando ensaiada, esta não se enquadrar nos critérios de definição da classe ou subclasse indicada na coluna 3, ou de qualquer outra classe ou subclasse, tal substância não está sujeita a este Regulamento.

224 - A substância deve permanecer líquida em condições normais de transporte, exceto se puder ser demonstrado, por meio de ensaios, que sua sensibilidade, quando congelada, não é superior à que apresenta em estado líquido. Ela não deve congelar a temperaturas superiores a -15ºC.

225 - Extintores de incêndio sob esta designação podem incluir cartuchos de acionamento instalados (cartuchos, dispositivo mecânico da Subclasse 1.4C ou 1.4S), sem alteração de sua classificação na Subclasse 2.2, desde que a quantidade total de explosivos deflagradores (propelentes) não ultrapasse 3,2g por unidade extintora.

226 - Formulações destas substâncias com, no mínimo, 30% de insensibilizante não-volátil e não-inflamável não estão sujeitas a este Regulamento.

227 - Esta substância só pode ser transportada sob condições diferentes das estabelecidas para a Classe 1, se embalada de forma que, em nenhum momento durante o transporte, o teor de água caia abaixo do estipulado. Quando insensibilizada com água e material inorgânico inerte, o teor de nitrato de uréia não deve exceder 75%, em massa, e a mistura não deve ser capaz de ser detonada pelo ensaio tipo (a), da Série 1, da Parte I do Manual de Ensaios e Critérios.

228 - Misturas que não se enquadrem nos critérios relativos a gases inflamáveis (Subclasse 2.1) devem ser transportadas sob o número ONU 3163.

230 - Esta designação aplica-se a células e baterias que contenham lítio sob qualquer forma, células e baterias de polímeros de lítio e de íons de lítio inclusive. Células e baterias de lítio podem ser transportadas sob esta designação, se observadas as seguintes exigências:



  1. Tenha-se comprovado que cada tipo de célula ou bateria atende os critérios de alocação na Classe 9, com base em ensaios realizados de acordo com o Manual de Ensaios e Critérios, Parte III, subseção 38.3;

  2. Cada célula e bateria incorporar dispositivo de ventilação de segurança ou ser projetada para impedir ruptura violenta, em condições normais de transporte;

  3. Cada célula e bateria estiverem equipadas com meios eficazes de prevenção de curtos-circuitos externos;

  4. Cada bateria com células ou séries de células ligadas em paralelo estiver equipada com meios eficazes de prevenção de fluxo de corrente inverso (p. ex., diodos, fusíveis etc.).

232 - Esta designação só pode ser usada quando a substância não se enquadrar nos critérios de qualquer outra classe. O transporte em unidades de transporte de carga, exceto tanques multimodais, deve ser efetuado de acordo com normas baixadas pelas autoridades competentes do país de origem.

235 - Esta designação aplica-se a artigos que possam ser enquadrados na Classe 1, de acordo com 2.1.1.1, 2.1.1.2 e 2.1.1.3, utilizados como bolsas infláveis ou cintos de segurança de veículos, quando transportados como partes componentes e que, quando tais artigos, apresentados como para transporte, tiverem sido ensaiados de acordo com a série de ensaios 6(c), da Parte I do Manual de Ensaios e Critérios, sem que haja explosão do dispositivo, sem fragmentação do estojo do dispositivo e sem risco de projeção ou efeito térmico que possa dificultar significativamente o combate ao fogo ou outros esforços de controle de emergências nas imediações. Se a unidade infladora de bolsas de ar passar satisfatoriamente pelo ensaio da Série 6(c), não é necessário repetir o ensaio no módulo da própria bolsa de ar.

236 - Conjuntos de resina de poliéster são constituídos de dois componentes: um material básico (Classe 3, Grupo de Embalagem II ou III) e um ativador (peróxido orgânico). O peróxido orgânico deve ser do Tipo D, E ou F, e não exigir controle de temperatura. O Grupo de Embalagem deve ser II ou III, de acordo com os critérios para a Classe 3, aplicáveis ao material básico. A quantidade limite indicada na coluna 7 da Relação de Produtos Perigosos aplica-se ao material básico.

237 - Os filtros de membrana, incluindo separadores de papel, revestimentos ou materiais de formação etc., presentes no transporte, não devem ser capazes de propagar uma detonação quando submetido a um dos ensaios descritos na série de ensaios 1(a), da Parte I do Manual de Ensaios e Critérios.

Além disso, com base nos resultados dos ensaios de taxa de queima apropriados, considerados os ensaios-padrão do Manual de Ensaios e Critérios, Parte III, subseção 33.2.1, a autoridade competente pode estipular que os filtros de membrana de nitrocelulose, na forma em que serão transportados, não estão sujeitos às disposições deste Regulamento aplicáveis a sólidos inflamáveis da Subclasse 4.1.

238 - a) Baterias podem ser consideradas como à prova de respingos, se capazes de suportar os ensaios de vibração e de diferencial de pressão descritos a seguir, sem que haja vazamento do fluído das baterias.



Ensaio de vibração: Deve ser aplicado um movimento harmônico simples, com amplitude de 0,8mm (percurso total máximo de 1,6mm), à bateria, que deve estar firmemente presa à plataforma de um vibrador. A freqüência deve ser variada à taxa de 1Hz/min entre os limites de 10Hz e 55Hz. Toda a faixa de freqüências e o retorno devem ser percorridos em 95 ± 5min para cada posição de montagem (direção de vibração) da bateria. A bateria deve ser ensaiada em três posições perpendiculares entre si (para abranger o ensaio com as aberturas de enchimento e os respiros, caso haja, numa posição invertida), por iguais períodos de tempo.

Ensaio de diferencial de pressão: Após o ensaio de vibração, a bateria deve ser armazenada por seis horas, a 24ºC ± 4ºC, enquanto submetida a diferencial de pressão de, no mínimo, 88kPa. A bateria deve ser ensaiada em três posições perpendiculares entre si (para abranger o ensaio com as aberturas de enchimento e os respiros, caso haja, numa posição invertida) por no mínimo seis horas em cada posição.

As baterias devem ser protegidas contra curtos-circuitos e ser seguramente acondicionadas em embalagens externas resistentes.



Nota: Baterias à prova de respingos que sejam parte integrante de equipamento mecânico ou eletrônico e necessária a sua operação, devem ser seguramente fixadas ao suporte de bateria do equipamento e protegidas contra danos e curtos-circuitos.

(b) Baterias à prova de respingos não estão sujeitas a este Regulamento se, a uma temperatura de 55ºC, o eletrólito não fluir de uma carcaça rompida ou rachada e não houver líquido livre que possa escorrer e se, quando embaladas para transporte, os terminais estiverem protegidos contra curtos-circuitos.

239 - Baterias ou células não devem conter outros produtos perigosos além de sódio, enxofre e/ou polissulfetos. Baterias ou células não devem ser oferecidas para transporte a uma temperatura tal que sódio elementar líquido esteja presente na bateria ou na célula, exceto mediante aprovação e nas condições estabelecidas pela autoridade competente.

As células devem consistir em recipientes metálicos hermeticamente lacrados que envolvam completamente os produtos perigosos e sejam construídas e fechadas de modo que impeçam a liberação de tais produtos perigosos em condições normais de transporte.

As baterias devem ser compostas de células completamente envolvidas e presas por uma carcaça metálica, construída e fechada de forma que evite a liberação de produtos perigosos em condições normais de transporte.

Baterias instaladas em veículos (número ONU 3171) não estão sujeitas a este Regulamento.

240 - Esta designação só se aplica a veículos e equipamentos movidos a baterias úmidas, baterias de sódio ou baterias de lítio e transportados com essas baterias instaladas. Exemplos de tais veículos e equipamentos: carros elétricos, aparadores de grama, cadeiras de rodas e outros dispositivos de auxílio à mobilidade.

241 - A formulação deve ser preparada de modo que se mantenha homogênea e não se separe durante o transporte. Formulações com baixo teor de nitrocelulose, que não apresentem propriedades perigosas quando ensaiadas para determinar sua propensão a detonar, deflagrar ou explodir quando aquecidas sob confinamento definido, pelos ensaios das séries 1(a), 2(b) e 2(c), respectivamente, do Manual de Ensaios e Critérios, Parte I, nem se classifiquem como sólido inflamável ao serem ensaiadas de acordo com o Ensaio nº 1 do Manual de Ensaios e Critérios, Parte III, subseção 33.2.1.4 (aparas, se necessário, moídas e peneiradas para obtenção de partículas com dimensões inferiores a 1,25mm), não estão sujeitas a este Regulamento.

242 - Enxofre não está sujeito às disposições deste Regulamento quando for transportado em quantidades inferiores a 400kg por volume, ou quando estiver sob uma forma específica (p. ex., pepitas, grânulos, pelotas, pastilhas ou flocos).

243 - Álcool combustível, gasolina e petróleo devem ser alocados nesta designação, independentemente de variações de volatilidade.

244 - Esta designação inclui, por exemplo, escória de alumínio, aluminium skimming, catodos gastos, revestimentos de cuba desgastados e escória salina de alumínio.

246 - Esta substância deve ser embalada de acordo com o método de embalagens OP6 (ver a instrução para embalagens aplicável). Durante o transporte, ela deve ser protegida da ação direta do sol e mantida em local frio bem ventilado e longe de qualquer fonte de calor.

249 - Ferrocério estabilizado contra corrosão, com um teor de ferro mínimo de 10%, não está sujeito a este Regulamento.

250 - Esta designação só pode ser utilizada para amostras de produtos químicos retiradas para análise em conexão com a implementação da Convenção sobre Proibição de Desenvolvimento, Produção, Estocagem e Uso de Armas Químicas e sobre sua Destruição. O transporte de substâncias sob esta designação deve ser feito de acordo com os procedimentos de segurança e cadeia de custódia especificados pela Organização para a Proibição de Armas Químicas.

A amostra química só pode ser transportada mediante prévia aprovação da autoridade competente ou do Diretor-Geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas e desde que a amostra atenda às seguintes exigências:

(a) Esteja embalada de acordo com a Instrução para embalagens 623 das Instruções Técnicas para o Transporte Seguro de Produtos Perigosos por Via Aérea, da Organização Internacional da Aviação Civil; e

(b) Seja acompanhada, durante o transporte, de cópia do documento de aprovação de transporte, indicando limitações de quantidade e exigências para embalagem.

251 - A designação ESTOJO QUÍMICO ou ESTOJO DE PRIMEIROS SOCORROS é aplicável a caixas, estojos etc. com pequenas quantidades de diversos produtos perigosos utilizados para fins médicos, analíticos ou de ensaios. Esses estojos não podem conter produtos aos quais seja aposta a palavra “zero” na Coluna 9 da Relação de Produtos Perigosos, Capítulo 3.2.

Os componentes não devem reagir perigosamente (ver 4.1.1.6). A quantidade total de produtos perigosos por estojo não deve exceder 1 litro ou 1kg. O estojo como um todo deve ser alocado ao grupo de embalagem mais restritivo dentre os aplicáveis a qualquer das substâncias que ele contenha.

Estojos transportados em veículos e destinados a primeiros socorros ou a fins operacionais não estão sujeitos a este Regulamento.

252 - Soluções aquosas de nitrato de amônio com até 0,2% de material combustível e em concentrações de até 80% não estão sujeitas a este Regulamento, desde que o nitrato de amônio permaneça em solução sob qualquer condição de transporte.

265 - As seguintes condições devem ser satisfeitas:

a) Nenhuma embalagem interna deve conter mais de 50g de substância explosiva (quantidade correspondente à substância seca);

b) Nenhum compartimento entre divisórias deve conter mais de uma embalagem interna, presa firmemente;

c) A embalagem interna deve ser dividida em, no máximo, 25 compartimentos.

266 - Quando esta substância contiver menos álcool, água ou insensibilizante que o especificado, só poderá ser transportada mediante autorização específica da autoridade competente.

267 - Quaisquer explosivos de demolição, Tipo C, que contenham cloratos devem ser segregados de explosivos que contenham nitrato de amônio ou outros sais de amônio.

268 - O termo "AGENTE" pode ser utilizado em lugar de "EXPLOSIVO", quando aprovado pela autoridade competente(1).

270 - Considera-se que soluções aquosas de nitratos sólidos inorgânicos da Subclasse 5.1 não se enquadram nos critérios da Subclasse 5.1 se a concentração das substâncias em solução, à temperatura mínima encontrada durante o transporte, não for superior a 80% do limite de saturação.

271 - Lactose, glucose ou materiais similares podem ser usados como insensibilizantes, desde que a substância contenha, no mínimo, 90% de insensibilizante, em massa. A autoridade competente pode autorizar a classificação dessas misturas na Subclasse 4.1 com base em um ensaio da Série 6(c) em no mínimo três embalagens preparadas como para o transporte. Misturas com, no mínimo, 98% de insensibilizante, em massa, estão isentas das disposições deste Regulamento. Volumes que contenham misturas com 90% ou mais de insensibilizante, em massa, estão dispensados do rótulo de risco subsidiário de "TÓXICO".

272 - Esta substância não deve ser transportada sob as disposições da Subclasse 4.1, a menos que especificamente autorizado pela autoridade competente (ver nº ONU 0143).

273 - Maneb e preparações de maneb estabilizadas contra auto-aquecimento não precisam ser classificadas na Subclasse 4.2, quando ficar demonstrado, por ensaios, que um volume de 1m³ de substância não se auto-inflama e que a temperatura no centro da amostra não excede 200ºC quando a amostra é mantida à temperatura mínima de 75ºC ± 2ºC por um período de 24 horas.

274 - Para fins de documentação e marcação de volumes, o nome apropriado para embarque deve ser suplementado com o nome técnico (ver 3.1.2.6.1).

276 - Inclui qualquer substância não abrangida por alguma outra classe, mas que apresente propriedades narcóticas, perniciosas ou outras que, em caso de derramamento ou vazamento numa aeronave, possa causar, tais irritação ou desconforto aos membros da tripulação, de modo a impedir o correto desempenho das respectivas tarefas.

277 - Para aerossóis ou recipientes que contenham substâncias tóxicas, o valor da quantidade limitada é de 120m. Para outros aerossóis ou recipientes, o valor da quantidade limitada é de 1.000m.

278 - Estas substâncias não devem ser classificadas e transportadas, exceto se autorizado pela autoridade competente com base nos resultados dos ensaios da Série 2 e de um ensaio da Série 6(c) em volumes preparados como para transporte (ver 2.1.3.1). A autoridade competente deve determinar o grupo de embalagem com base nos critérios do Capítulo 2.3 e o tipo de embalagem utilizado no ensaio da Série 6(c).

279 - A substância é alocada nesta classificação ou grupo de embalagem com base, preferencialmente, na experiência humana e não na aplicação estrita dos critérios de classificação estabelecidos neste Regulamento.

280 - Esta designação aplica-se a artigos usados como infladores de bolsas de ar, ou módulos de bolsas de ar, ou tensores de cintos de segurança que contenham gás, ou mistura de gases comprimidos, classificados na Subclasse 2.2, com ou sem pequenas quantidades de material pirotécnico. No caso de unidades com material pirotécnico, os efeitos do explosivo iniciado devem ser contidos dentro do vaso de pressão, de modo que a unidade possa ser excluída da Classe 1, de acordo com 2.1.1.1(b), em conjunção com 16.6.1.4.7(a)(ii) do Manual de Ensaios e Critérios, Parte I. Além disso, as unidades devem ser projetadas ou embaladas para transporte de forma tal que, quando envolvidas em fogo, não haja fragmentação do vaso de pressão, nem risco de projeção. Isto deve ser determinado por meio de análise.

281 - O transporte marítimo de feno ou palha, encharcado, úmido ou contaminado com óleo, é proibido. O transporte por outras modalidades só é permitido mediante autorização especial da autoridade competente.

Feno ou palha, quando não encharcado, úmido ou contaminado com óleo, não estão sujeitas a este Regulamento.

282 - Suspensões com ponto de fulgor até 60,5ºC devem portar rótulo de risco subsidiário de líquido inflamável.

283 - Artigos que contenham gás destinados a funcionar como amortecedores de choque, incluindo dispositivos de absorção de energia de impacto ou molas pneumáticas, não estão sujeitos a este Regulamento, desde que cada artigo:



  1. Tenha espaço de gás com capacidade de até 1,6 litro e uma pressão de carga de até 280bar, com o produto da capacidade (em litros) pela pressão de carga (em bar) não superior a 80 (ou seja, 0,5 litros de espaço de gás e 160bar de pressão de carga, ou 1 litro de espaço de gás e 80bar de pressão de carga, ou 1,6 litros de espaço de gás e 50bar de pressão de carga, ou 0,28 litros de espaço de gás e 280bar de pressão de carga);

  2. Tenha uma pressão de ruptura mínima de quatro vezes a pressão de carga a 20ºC para produtos com espaço de gás de até 0,5 litros, e cinco vezes a pressão de carga para produtos com espaço de gás com capacidade superior a 0,5 litros;

  3. Seja fabricado com material que não se fragmente na ruptura;

  4. Seja manufaturado de acordo com norma de garantia de qualidade aceitável para a autoridade competente; e

  5. O projeto-tipo tenha sido submetido a ensaio de incêndio que demonstre que a pressão no artigo será aliviada por um lacre degradável no fogo ou outro dispositivo de alívio de pressão tal que o artigo não se fragmente nem seja ejetado.

284 - Um gerador de oxigênio, químico, contendo substâncias oxidantes, deve cumprir as seguintes condições:

  1. Se o gerador contiver dispositivo explosivo de acionamento, só deve ser transportado sob esta designação quando excluído da Classe 1 de acordo com o parágrafo 2.1.1.1(b), deste Regulamento;

  2. O gerador, sem embalagem, deve ser capaz de suportar ensaio de queda de 1,8m sobre superfície rígida, não-resiliente, plana e horizontal, na orientação mais passível de causar dano, sem perda de conteúdo e sem acionamento; e

  3. Quando o gerador for equipado com dispositivo de acionamento, deve haver no mínimo dois meios positivos de evitar acionamento não-intencional.

286 - Filtros de membrana de nitrocelulose abrangidos por esta designação, com massa por unidade de até 0,5g, não estarão sujeitos a este Regulamento se contidos individualmente num artigo ou num volume lacrado.

287 - Células e baterias de íons de lítio novas, não-recarregáveis e descarregadas não estão sujeitas a este Regulamento:

a) se o eletrólito não se enquadrar na definição de nenhuma classe ou subclasse de risco deste Regulamento; ou

b) se o eletrólito enquadrar-se na definição de uma classe ou subclasse de risco deste Regulamento, mas não vazar de uma carcaça rompida ou rachada e não houver líquido livre que possa fluir.

288 - Estas substâncias não devem ser classificadas e transportadas sem autorização da autoridade competente, com base em resultados de ensaios da Série 2 e num ensaio da Série 6(c), aplicados a volumes preparados como para transporte (ver 2.1.3.1).

289 - Bolsas de ar e cintos de segurança instalados em veículos ou em componentes completos de veículos, como colunas de direção, painéis de portas, assentos etc., não estão sujeitos a este Regulamento.

290 - Quando este material se enquadrar nas definições e critérios de outras classes ou subclasses, conforme o estabelecido na Parte 2, deve ser classificado de acordo com o risco subsidiário predominante. Tal material deve ser declarado sob o nome apropriado para embarque e o número ONU adequados para o material naquela classe ou subclasse predominante, com a adição do nome aplicável ao material constante na coluna 2 da Relação de Produtos Perigosos, e deve ser transportado de acordo com as disposições aplicáveis àquele número ONU. Além disso, são aplicáveis todas as exigências especificadas em 2.7.9.1, exceto 5.2.1.5.2 e 5.4.1.1.7.1(c).

291 - Gases liquefeitos inflamáveis devem estar contidos em componentes de máquina de refrigeração. Esses componentes devem ser projetados e ensaiados a, no mínimo, três vezes a pressão de trabalho da máquina. As máquinas de refrigeração devem ser projetadas e construídas para conter o gás liquefeito e evitar risco de rompimento ou quebra dos componentes de retenção de pressão, em condições normais de transporte. Máquinas de refrigeração são consideradas não sujeitas a este Regulamento se contiverem menos de 12kg de gás.

292 - Só podem ser transportadas sob esta designação misturas com até 23,5% de oxigênio. Para concentrações dentro deste limite não é exigido rótulo de risco subsidiário da Subclasse 5.1.

293 - As definições a seguir são aplicáveis a fósforos:

a) Fósforos que se conservam acesos ao vento são fósforos cujas cabeças são preparadas com uma composição ignífera sensível ao atrito e uma composição pirotécnica que queima com pouca ou nenhuma chama, mas com calor intenso;

b) Fósforos de segurança são combinados com, ou ligados à caixa, carteira ou cartela e só podem ser acesos por atrito contra uma superfície preparada;

c) Fósforos “risque em qualquer lugar” são fósforos que podem ser acesos por atrito contra uma superfície sólida;


  1. Fósforos de cera virgem são fósforos que podem ser acesos por atrito tanto contra uma superfície preparada, quanto contra uma superfície sólida.

294 - Fósforos de segurança e de cera virgem em embalagens externas com massa líquida não superior a 25kg, embalados de acordo com a Instrução para embalagens P406, não estão sujeitos a nenhuma outra exigência deste Regulamento (exceto marcação).

295 - Baterias não precisam ser marcadas e rotuladas se o palete exibir marcação e rotulagem apropriadas.

296 - Esses artigos podem conter:

a) Gases comprimidos da Subclasse 2.2;

b) Sinalizadores (Classe 1) que podem incluir fachos de sinalização fumígenos ou iluminantes; os sinalizadores devem ser embalados em embalagens internas de plástico ou papelão;

c) Baterias elétricas;

d) Estojos de primeiros socorros; ou

e) Fósforos “risque em qualquer lugar”.

297 - Toda remessa aérea que exceda 2,3kg por volume deve ser objeto de entendimentos prévios entre o expedidor e cada transportador. É proibido o transporte de mais de 200kg de dióxido de carbono sólido em compartimento de carga ou porão de qualquer aeronave, exceto se houver acordo especial, por escrito, entre o expedidor e o operador da aeronave.

Unidades de transporte que contenham dióxido de carbono sólido, transportados a bordo de embarcações oceânicas, devem ser visivelmente marcadas em dois lados: “ATENÇÃO CO2 SÓLIDO (GELO SECO)”. Outras embalagens que contenham dióxido de carbono sólido, transportadas a bordo de embarcações oceânicas, devem receber a marcação: “DIÓXIDO DE CARBONO, SÓLIDO – NÃO ESTIVAR ABAIXO DO CONVÉS”.

Dióxido de carbono, sólido (gelo seco) está isento das exigências de documentação de embarque, se o volume estiver marcado “DIÓXIDO DE CARBONO, SÓLIDO” ou “GELO SECO” e marcada com uma indicação de que a substância sob refrigeração é usada para fins de diagnóstico ou tratamento (p. ex., amostras médicas congeladas).

CAPÍTULO 3.4


PRODUTOS PERIGOSOS EM QUANTIDADES LIMITADAS

3.4.1 Disposições gerais

3.4.1.1 Este Capítulo estabelece as exigências aplicáveis ao transporte de produtos perigosos de certas classes em quantidades limitadas por unidade de transporte ou por embalagem. Nessas condições, os produtos apresentam, em geral, riscos menores que os transportados em grandes quantidades. Assim, é possível dispensar expedições com quantidades limitadas de produtos perigosos do cumprimento de algumas exigências deste Regulamento.

3.4.1.2 A dispensa dessas exigências, entretanto, não exonera qualquer dos agentes envolvidos na operação de suas respectivas responsabilidades.

3.4.1.3 Exceto o previsto neste Capítulo, todas as demais exigências para o transporte são aplicáveis a essas quantidades limitadas.

3.4.1.4 As isenções aplicáveis a quantidades limitadas conduzidas por uma unidade de transporte estão explicitadas em 3.4.2. Alguns produtos, ademais, podem ser transportados em pequenos recipientes; a estes se aplicam isenções adicionais, conforme o que determina a seção 3.4.3.

3.4.2 Limitações de quantidade por unidade de transporte

3.4.2.1 Para quantidades iguais ou inferiores aos limites de quantidade por unidade de transporte, constantes na coluna 8, da Relação de Produtos Perigosos, independentemente das dimensões das embalagens, dispensam-se as exigências relativas a:

a) Rótulos de risco e painéis de segurança afixados ao veículo;

b) Porte de equipamentos de proteção individual e de equipamentos para atendimento a situações de emergência, exceto extintores de incêndio;

c) Limitações quanto a itinerário, estacionamento e locais de carga e descarga;

d) Treinamento específico para o condutor do veículo;

e) Porte de ficha de emergência; e

f) Proibição de se conduzir passageiros no veículo.

3.4.2.2 Permanecem válidas as demais exigências regulamentares, em especial as que se referem:

a) Às precauções de manuseio (carga, descarga, estiva);



  1. Às disposições relativas à embalagem dos produtos e sua marcação e rotulagem, conforme estabelecido neste Regulamento;

  1. À inclusão, na documentação de transporte, do número e nome apropriado para embarque, classe ou subclasse do produto, com indicação de que se trata de quantidade isenta e declaração de conformidade com a regulamentação, assinada pelo expedidor; e

d) Às limitações relativas à comercialização, estabelecidas pelas autoridades competentes de cada Estado Parte, para produtos da Classe 1.

3.4.2.3 A quantidade máxima que pode ser colocada em uma unidade de transporte, em cada viagem, é a estabelecida na Relação de Produtos Perigosos (coluna 8). A palavra “zero” colocada na coluna 8 indica que o transporte sob as disposições desta seção não é permitido. Produtos de diferentes classes ou subclasses podem ser transportados conjuntamente numa mesma unidade de transporte, desde que observadas as disposições relativas à compatibilidade entre eles.



3.4.3 Transporte de produtos perigosos embalados em quantidades limitadas

3.4.3.1 As isenções previstas nesta seção são válidas apenas para produtos transportados em embalagens internas cuja capacidade máxima é a indicada na coluna 9 da Relação de Produtos Perigosos. A palavra “zero” colocada na coluna 8 indica que o transporte sob as disposições desta seção não é permitido.

3.4.3.2 Diferentes produtos perigosos em pequenos recipientes podem ser colocados na mesma embalagem externa, desde que não interajam perigosamente em caso de vazamento.

3.4.3.2.1 Produtos perigosos devem ser sempre acondicionados em recipientes internos colocados em embalagens externas adequadas. Não obstante, não é necessário utilizar embalagens internas para o transporte de artigos como aerossóis ou pequenos recipientes contendo gás. As embalagens devem atender às exigências estabelecidas em 4.1.1.1, 4.1.1.2 e 4.1.1.4 a 4.1.1.8 e ser projetadas de modo que obedeçam as exigências para construção contidas em 6.1.4. A massa bruta total de um volume não deve exceder a 30kg.

3.4.3.2.2 Bandejas embrulhadas, com envoltório corrugado ou elástico, que atendam as condições estabelecidas em 4.1.1.1, 4.1.1.2 e 4.1.1.4 a 4.1.1.8, são aceitas como embalagem externa para artigos ou como embalagem interna contendo produtos perigosos transportados de acordo com estas exigências especiais. Ressalta-se que embalagens frágeis ou passíveis de puncionamento, como as feitas de vidro, porcelana, cerâmica ou certos plásticos etc. não devem ser transportadas neste tipo de embalagens. A massa bruta total do volume não deve exceder a 20kg.

3.4.3.3 Embalagens internas de vidro, porcelana ou cerâmica contendo produtos líquidos da Classe 8, Grupo de Embalagem II, devem ser envolvidas por uma embalagem intermediária compatível e rígida.

3.4.3.4 Para o transporte de produtos perigosos em pequenos recipientes, nas condições estabelecidas nesta seção, dispensam-se as exigências relativas a:

a) Rótulos de risco e painéis de segurança afixados ao veículo;

b) Porte de equipamentos de proteção individual e de equipamentos para atendimento a situações de emergência, exceto extintores de incêndio;

c) Limitações quanto a itinerário, estacionamento e locais de carga e descarga;

d) Treinamento específico para o condutor do veículo; e

e) Porte de ficha de emergência;

f) Porte de etiquetas nas embalagens;

g) Segregação entre produtos perigosos num veículo ou contêiner.

3.4.3.5 Permanecem válidas as demais exigências regulamentares, inclusive:


  1. As precauções de manuseio (carga, descarga, estiva);

  2. A marcação do nome apropriado para embarque e do número ONU nos volumes; e

c) A inclusão, na documentação de transporte, do número e nome apropriado para embarque, classe ou subclasse do produto, e declaração de conformidade com a regulamentação assinada pelo expedidor. Além das exigências relativas à documentação especificadas em 5.4, deve ser incluída, no nome apropriado para embarque, uma das expressões "quantidade limitada" ou "QUANT. LTDA.".

3.4.3.6 Quantidades limitadas de produtos perigosos embalados e distribuídos para venda no comércio varejista e que se destinem a consumo por indivíduos, para fins de cuidados pessoais ou uso doméstico, de forma adequada para tais fins, são, adicionalmente, dispensadas das exigências relativas à documentação de transporte e da marcação do nome apropriado para embarque e do número das Nações Unidas nos volumes.



3.4.3.7 A quantidade máxima que pode ser colocada em uma unidade de transporte, em cada viagem, é a estabelecida na Relação de Produtos Perigosos (coluna 8). Produtos de diferentes classes ou subclasses podem ser transportados conjuntamente numa mesma unidade de transporte, desde que observadas as disposições relativas à compatibilidade entre eles.

((1) Comando do Exército - Ministério da Defesa







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