Capítulo III



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Construção de Capacitações e inovação em Arranjos Produtivos Locais: segmentos industriais e culturais em perspectiva comparativa


Marcelo Pessoa de Matos

Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

marcelomatos@ie.ufrjbr


Fabio Stallivieri

Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense

fabio_stallivieri@yahoo.com.br


Jorge Britto

Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense



jrbrit@terra.com.br


Resumo: Este artigo apresenta uma análise exploratória sobre os processos de desenvolvimento de capacitações produtivas e inovativas e o desempenho de empresas inseridas em Arranjos Produtivos Locais. Este estudo elabora sobre esforços de pesquisa anteriores, colocando lado a lado APLs centrados em diferentes segmentos da indústria de transformação e APLs centrados em atividades consideradas culturais ou criativas. Tal análise baseia-se em evidências empíricas oriundas de um conjunto de 37 estudos de caso envolvendo arranjos produtivos localizados em diferentes regiões do país e que contemplam uma gama variada de setores. A partir do desenvolvimento de um conjunto de indicadores que captam as dimensões referentes à: esforço tecnológico; aprendizagem externa e ações cooperativas; externalidades e densidade produtiva local e desempenho inovativo, foram aplicados procedimentos referentes à análise multivariada na amostra em questão. Os resultados revelam a existência de cinco padrões gerais em relação aos processos analisados, mostrando uma forte influência das características específicas dos setores, das regiões e do grau de desenvolvimento das atividades produtivas e sua articulação com o território.

Palavras-Chave: Arranjos Produtivos Locais; Atividades culturais; Construção de Capacitações; Processos Inovativos; Análise Multivariada.
Abstract: The paper presents an exploratory analysis of the main determinants of productive and innovative capacity building and the performance of firms inserted in productive agglomerations in Brazil. This study elaborates on previous research effort, putting in a comparative perspective productive agglomerations based on different segments of the manufacturing industry and agglomerations based on so called cultural or creative activities. We use micro-level data collected during 37 different case studies of agglomerations located in different regions of the country and comprising a varied set of economic activities. These data were organized in the form of indicators related to: the technological and internal capacity building efforts; the interactive learning and cooperation processes among firms; the externalities related to agglomeration and to the local environment; and the innovative performance. Then, methodological procedures based on the use of multivariate analysis were applied. The results revealed the presence of five general patterns concerning the analyzed dimensions. These patterns have some correspondence with sectorial specificities, as well as with regional characteristics, such as the level of development of the productive structures and their articulation with the territory.

Key words: Local Productive Arrangements; Cultural Activities; Capacity Building; Innovative Processes; Multivariate Analysis.
Área ANPEC: Área 9 - Economia Industrial e da Tecnologia

Código JEL: R11, O31, L82

Construção de Capacitações e inovação em Arranjos Produtivos Locais: segmentos industriais e culturais em perspectiva comparativa
Introdução

A análise desenvolvida neste artigo reflete o interesse em ampliar a compreensão sobre a relação entre proximidade territorial, processos interativos e inovação, a partir de um marco analítico que procura articular os determinantes setoriais dos processos de aprendizado e inovação com elementos que emergem das especificidades territoriais. Dentro deste escopo geral, objetiva-se discutir em mais detalhe os aspectos distintivos destes processos no caso de setores caracterizados como culturais ou criativos vis-à-vis atividades de diversos segmentos da indústria de transformação. Com este intuito, desenvolve-se uma análise exploratória sobre os principais fatores que condicionam padrões de aprendizado, práticas cooperativas e desempenho inovativo em Arranjos Produtivos Locais (APLs). Tal análise baseia-se em evidências empíricas oriundas de um conjunto de 37 estudos de caso1 envolvendo APLs localizadas em diferentes regiões do país e que contemplam uma gama variada de atividades econômicas.

Em termos conceituais, a análise baseia-se no referencial neo-schumpeteriana sobre o processo de mudança tecnológica e explora o conceito de sistema de inovação desenvolvido neste escopo. Ressalta-se a articulação entre o aprendizado por interação e o desenvolvimento de uma visão sistêmica do processo de inovação, o qual é sustentado por arcabouços institucionais específicos. Em termos metodológicos, o trabalho parte da utilização do conjunto de 30 indicadores, calculados para cada APL que integra a análise, que contemplam seis aspectos principais: (i) posicionamento estratégico, (ii) capacitação e aprendizagem interna; (iii) aprendizagem externa, (iv) ações cooperativas, (v) externalidades e densidade produtiva local e, (vi) desempenho inovativo. Com base nestes indicadores, é realizada uma Análise de Cluster de forma a identificar agrupamentos de APLs com características comuns em termos de padrões de aprendizagem, cooperação e inovação.

Portanto, destaca-se que o objetivo principal deste trabalho consiste em identificar os diferentes padrões existentes nos processos inovativos relacionados: à aprendizagem externa e ações cooperativas; ao esforço inovativo; às externalidades e densidade produtiva local e; ao desempenho inovativo, para os APLs da amostra. Para tanto, a próxima seção do trabalho apresenta o referencial analítico que embasa o estudo. Os procedimentos metodológicos que permitiram o desenvolvimento da análise são apresentados na segunda seção. Na seção três discute-se os padrões relacionados às características e aos processos nos APLs estudados, com base no resultado da aplicação da analise de cluster. Os determinantes da especificidades dos APLs culturais são discutidos na quarta seção. Na última seção apresenta-se uma síntese conclusiva da análise.




  1. Referencial analítico: aprendizado, cooperação e inovação em Arranjos Produtivos Locais

Um dos principais elementos que norteiam o debate recente sobre os impactos da consolidação de aglomerações produtivas em termos da dinâmica espacial e regional da indústria refere-se à articulação que se estabelece entre vantagens competitivas estáticas2, decorrentes da aglomeração, e vantagens competitivas dinâmicas, decorrentes do aprofundamento de práticas de aprendizado e de múltiplas formas de cooperação. Esta perspectiva analítica procura conectar a análise desses impactos aos desdobramentos da consolidação de uma “economia baseada no conhecimento” (LASTRES; CASSIOLATO, 2005), na qual o conhecimento integrado à produção, distribuição e comercialização assume crescente importância como elemento de agregação de valor a produtos e serviços e de diferenciação competitiva. Desse modo, particular importância é atribuída à consolidação de mecanismos interativos de aprendizado, articulados a uma visão sistêmica do processo de inovação na qual a capacidade de geração, difusão e utilização de novos conhecimentos consolida-se como um processo que transcende a esfera da firma individual e passa a depender da contínua interação entre firmas e destas com outras organizações e instituições que constituem sistemas de inovação em diferentes âmbitos (LUNDVALL E JOHNSON, 1994; NELSON E WINTER, 1982, COHENDET; STEINMUELLER, 2000, COHEN; LEVINTHAL,1990).

Baseado na observação deste caráter sistêmico dos processos produtivos e inovativos e da diversidade existente entre diferentes países e regiões em termo de suas características históricas, linguísticas, culturais e sociais específicas e que influenciam diretamente a configuração da estrutura política e institucional, expoentes no desenvolvimento da teoria evolucionária elaboraram o conceito de sistemas nacionais de inovação (FREEMAN, 1982, 1987; LUNDVALL, 1985; 1992, NELSON, 1993).

No contexto de uma dinâmica econômica pautada no conhecimento, e como fenômeno associado ao processo de globalização, a dimensão local tem sua importância reafirmada como determinante da competitividade das empresas, articulando-se à consolidação de novas formas de organização produtiva que estimulam o aprendizado, o desenvolvimento de conhecimentos e a mudança tecnológica. Esta dimensão é especialmente relevante ao se verificar que as inovações são geradas através de mecanismos específicos de aprendizado que operam em um quadro institucional local específico – refletido em um “espaço” socialmente construído – que possibilita a acumulação de recursos tangíveis e intangíveis. Esta percepção está na base da criação e crescente emprego de referenciais analíticos que aplicam o enfoque sistêmico à escala regional e local. Especialmente o referencial de Arranjos e Sistemas Produtivos e Inovativos Locais – ou sua variante de maior destaque, Arranjos Produtivos Locais (APLs) – tem sido empregado em inúmeros estudos no Brasil, evidenciado a importância das dinâmicas locais de construção de capacitações (CASSIOLATO; LATRES, 2003; CAMPOS et al., 2003, BRITTO, 2004; VARGAS, 2002).

Com base neste quadro de referência, assume-se que um dos principais efeitos da consolidação de aglomerações produtivas se refere à constituição de uma instância de mediação entre a firma e o ambiente externo, que amplia a capacidade de absorção de conhecimentos potencialmente úteis para a ampliação da eficiência e da competitividade das firmas. Em consequência, o conhecimento gerado tende a se tornar incorporado não somente nas qualificações individuais e nos procedimentos e rotinas das organizações, mas também no próprio desenho institucional do ambiente local.

Verifica-se, ao longo da última década, uma considerável evolução no esforço de análise tanto das formas de mensuração destes processos como do seu impacto efetivo sobre o desempenho inovativo de empresas articuladas a estas estruturas. A possibilidade de realização de estudos comparativos entre diferentes tipos de APLs, com base em um mesmo referencial analítico, permite captar e contrastar particularidades relacionadas à dinâmica de aprendizado, cooperação e inovação em cada situação.

Contudo, a maior parte deste esforço tem sido pautada em segmentos da indústria de transformação. A ampliação de estudos de inovação e de sistemas de inovação para outras áreas, como a de serviços, constitui um desafio recente (e.g. MILES, 2001; SUNDBO; GALLOUJ, 1998). Um conjunto de atividades que tem desempenhado um papel crescentemente relevante no escopo da ‘economia do conhecimento’ e ao qual um crescente número de esforços analíticos tem sido dedicado é o das assim chamadas indústrias criativas ou culturais. Mas, enquanto que instrumentais analíticos dos campos da geografia econômica (e.g. SCOTT, 2000; STORPER; CHRISTOPHERSON, 1987), da economia marginalista (THROSBY, 2001; TOWSE, 2003) e da organização industrial (CAVES, 2000) têm explorado muitos aspectos destas atividades culturais ou criativas, a compreensão dos processos sistêmicos de geração e ampliação de capacitações produtivas e inovativas, a partir do referencial neo-schumpeteriano de sistemas de inovação, se constitui em um campo em aberto.

As diversas contribuições para o estudo das atividades culturais a partir de referenciais e áreas do conhecimento distintos apontam para a importância de se entender estas atividades em uma perspectiva sistêmica. De forma resumida, no que diz respeito à dimensão espacial, as conclusões das diferentes correntes citadas apontam para características comuns de atividades culturais (PRATT, 2000; O’CONNOR, 1999):


  • uma estreita articulação entre a esfera global e a local, bem como entre grandes e pequenos empreendimentos e profissionais independentes em complexas redes produtivas;

  • uma predominância de empreendimentos de micro e pequeno porte, bem como a presença de um grande número de autônomos, que se organiza, principalmente, em centros urbanos, em aglomerações produtivas, as quais operam à parte ou de forma articulada a grandes empreendimentos multimídia e redes de distribuição;

  • a existência de significativas economias de aglomeração, resultantes do uso de uma infraestrutura física e de comunicações comum, da difusão de conhecimentos tácitos através de redes de interação, formais e informais - que fomentam a criatividade e a inovação - e da cooperação na execução de etapas produtivas e criativas.

Estes fatores contribuem para que atividades culturais se apresentem fortemente concentradas em centros urbanos, onde se observam intensas relações de interdependência e de interação. Tais características das atividades culturais não são exclusivas a elas. Articulações, interações e complementaridades produtivas no ambiente local podem ser encontradas nos mais variados segmentos produtivos. Mas as contribuições analisadas e as evidências que estas oferecem sugerem que tais aspectos sejam muito mais intensos, multifacetados e dinâmicos nas atividades culturais.

Este estudo busca, portanto, elaborar sobre esforços anteriores de análise comparativa de diversos APLs (CASSIOLATO; SZAPIRO 2003; CASSIOLATO et al., 2005; STALLIVIERI, 2009; MATOS et al., 2010), incorporando, em perspectiva comparativa, um conjunto de oito APL centrados em atividades culturais. Todos os estudos foram baseados em informações coletadas através de estudos empíricos desenvolvidos a partir de um marco analítico-conceitual comum de Arranjos Produtivos Locais. Esta unidade analítica se refletiu na definição de um elenco de questões – incorporadas em questionários aplicados em pesquisas de campo – que procuram não apenas identificar informações gerais sobre desempenho econômico e sobre as características de produtos e processos produtivos, como também detalhar as principais formas de cooperação e os esforços de capacitação para a inovação realizados pelas empresas nas aglomerações. A partir desse tipo de procedimento, é possível identificar elementos que possibilitem avaliar as possibilidades de uma determinada aglomeração evoluir ao longo de uma trajetória “virtuosa” de fortalecimento da capacitação inovativa dos agentes nela inseridos.


  1. Procedimentos Metodológicos

Este trabalho realiza uma análise “exploratória”, a partir de dados empíricos obtidos junto a 37 APLs, sendo 29 centrados em atividades da indústria de transformação e 8 em atividades culturais3. A análise se baseia na aplicação de um conjunto de indicadores (quadro 1), a partir dos quais se procura captar elementos importantes da “dinâmica” dos processos interativos e inovativos nas aglomerações investigadas. Procurou-se utilizar um conjunto selecionado de perguntas que constam do questionário aplicado nas pesquisas de campo, transformando atributos qualitativos, tais como a importância atribuída pela empresa a determinado evento, em quantitativos, ou seja, encontrando um valor entre 0 e 1 que expressasse a opinião da empresa sobre cada evento. Destaca-se que estes indicadores foram calculados, num primeiro momento, de forma individual para cada empresa dos APLs que integram a amostra, posteriormente utilizou-se a média do indicador das empresas de um determinado APL como sendo o indicador deste arranjo. Através destes indicadores, procurou-se contemplar os seis aspectos principais: (i) posicionamento estratégico, (ii) capacitação e aprendizagem interna; (iii) aprendizagem externa, (iv) ações cooperativas, (v) externalidades e densidade produtiva local e, (vi) desempenho inovativo.

Quadro 1 – Indicadores Utilizados



Grupo

Denominação

Eventos Captados

Indicadores de posicionamento estratégico - capacidade competitiva

Importância da Mão de obra - Qualidade - COMPQMDO

Relevância da qualidade da mão de obra para a competitividade/atratividade

Importância da Mão de obra - Custo - COMPCMDO

Relevância do custo da mão de obra para a competitividade/atratividade

Importância da qualidade de equipamentos COMPEQUIP

Relevância da qualidade dos equipamentos para a competitividade/atratividade

Importância da capacidade de introduzir inovações - COMPINOV

Relevância da capacidade de introdução de inovações para a competitividade/atratividade

Importância do posicionamento no mercado - COMPMERC

Relevância de Canais de Distribuição, Estratégias de divulgação e comercialização; Acesso a consumidores para a competitividade/atratividade

Indicadores de capacitação e aprendizagem interna

Esforço de Treinamento - ESFTRERH

Treinamento na empresa; Treinamento em cursos técnicos realizados no arranjo; Treinamento em cursos técnicos fora do arranjo; Estágios em empresas fornecedoras ou clientes e; Estágios em empresas do grupo.

Esforço de Absorção de RH - EAFABSRH

Contratação de técnicos / engenheiros de outras empresas do arranjo; Contratação de técnicos / engenheiros de empresas fora do arranjo; Absorção de formandos dos cursos universitários localizados no arranjo ou próximos e Absorção de formandos dos cursos técnicos localizados no arranjo ou próximo.

Aprendizagem Interna - APRINT

Departamento de P & D como fonte de informação relevante para inovação. Área de produção; Área de vendas e marketing e; Serviços de atendimento aos clientes.

Indicadores de Aprendizagem externa

Aprendizagem Vertical - APREXVER

Troca de informações com Fornecedores de insumos (equipamentos, materiais-primas) e; Clientes.

Aprendizagem Horizontal - APREXHOR

Troca de informações com Concorrentes e; Outras empresas do Setor.

Aprendizagem com Instituições de Ciência e Tecnologia - APREXC&T

Troca de informações com Universidades e; Institutos de Pesquisa.

Aprendizagem com Serviços Especializados - APREXSERESP

Troca de informações com Centros de capacitação profissional, de assistência técnica e de manutenção; Instituições de testes, ensaios e certificações e; Empresas de consultoria.

Aprendizagem com Demais Agentes - APREXDEMFON

Troca de informações com agentes diversos em Conferências, seminários, cursos e publicações especializadas; Feiras, exibições e lojas; Encontros de lazer; Associações empresariais locais e; Informações de rede baseadas na internet ou computador.

Indicadores de ações cooperativas

Cooperação Vertical - COOPVER

Cooperação com Fornecedores de insumos (equipamentos, materiais, componentes e softwares) e; Clientes.

Cooperação Horizontal - COOPHOR

Cooperação com Concorrentes e; Outras empresas do setor.

Cooperação com instituições de C&T - COOPINSTC&T

Cooperação com Universidade e; Institutos de pesquisa.

Cooperação com Serviços Especializados - COOPSERESP

Cooperação com Centros de capacitação profissional, de assistência técnica e de manutenção; Instituições de testes, ensaios e certificações e; Empresas de consultoria.

Cooperação com Demais Agentes - COOPDEMAG

Cooperação com Organizações de Representação; Entidades Sindicais e; Órgãos de apoio e promoção.

Indicadores de externalidades e densidade produtiva local

Externalidades da Mão de Obra - Qualidade - EXTERNQMDO

Disponibilidade de mão de obra qualificada;

Externalidades da Mão de Obra – Custo - EXTERNCMDO

Baixo custo da mão de obra.

Externalidades de Apoio a Produção - EXTERNFORNINS&PEÇ

Proximidade com os fornecedores de insumos e matéria prima; Aquisição de insumos e matéria prima e; Aquisição de componentes e peças.

Extrnalidades nas Vendas - EXTERNVEND

Proximidade com os clientes/consumidores e; Vendas de produtos.

Externalidade nos Serviços de Apoio - EXTRNSERV

Infraestrutura física (energia, transporte, comunicações); Disponibilidade de serviços técnicos especializados e; Aquisição de serviços (manutenção, marketing, etc.)

Participação em Redes Produtivas - INDSUBCONT

Subcontratada e/ou subcontratante de empresa local para : Fornecimentos de insumos e componentes, Etapas do processo produtivo; Serviços especializados na produção (laboratoriais, engenharia, manutenção, certificação, etc.); Desenvolvimento de produto (design, projeto, etc.)

Indicadores de desempenho inovativo

Inovação Radical em Produtos - INRDPRD

Introdução de Produto novo para o mercado internacional e; Produto novo para o mercado nacional.

Inovação Radical em Processos - INRDPRC

Introdução de Processo novo para o setor de atuação.

Inovação Incremental em Produtos - INICPRD

Introdução de Produto novo para a empresa ma já existente no mercado; Inovação no desenho de produtos e; Criação ou melhoria substancial do ponto de vista tecnológico do modo de acondicionamento dos produtos.

Inovação Incremental em Processos - INICPRC

Introdução de Processos tecnológicos novos para a empresa, mas já existentes no setor de atuação.

Inovações Organizacionais 1 - INORG1

Implementação de técnicas avançadas de gestão; Implementação de significativas mudanças na estrutura organizacional e; Implementação de novos métodos e gerenciamento, visando a atender normas de certificação.

Inovações Organizacionais 2 - INORG2

Mudanças significativas nos conceitos e/ou práticas de marketing e; Mudanças significativas nos conceitos e/ou práticas de comercialização.

Fonte: Stallivieri (2009) e Matos (2011)
Cabe salientar que a análise está baseada em uma auto-avaliação das próprias empresas investigadas acerca dos principais fatores que influenciam seus processos inovativos. Mais especificamente, para a análise desenvolvida assume-se que a média dos indicadores das empresas de um determinado APL constitua o indicador para este arranjo. Neste sentido, a conjugação dos indicadores selecionados possibilita a obtenção de evidências sobre a dinâmica de aprendizado e a construção de competências no âmbito dos APLs investigados. Posteriormente, com base nestes indicadores, buscou-se através dos procedimentos relacionados à Análise de Cluster4, identificar o comportamento específico dos APLs em relação às dimensões analisadas, traçando os padrões relacionados aos processos de aprendizagem e esforço inovativo, cooperação e inovação, existente no conjunto da amostra.

Além dos indicadores baseados naqueles propostos por Stallivieri (2009), utilizados na análise de cluster, elabora-se um conjunto adicional de indicadores, que buscam incorporar a dimensão geográfica dos processos interativos5. Estes resumem a intensidade das interações (construídos a partir da ponderação da frequência de ocorrência da interação em cada dimensão geográfica por sua importância). Considerando a interação do conjunto de agentes em um ou mais ASPILs com um tipo de parceiro (por exemplo, fornecedores de insumos), resultarão quatro indicadores, com valores variando entre 0 e 1, referentes às quatro dimensões locacionais utilizadas no questionário6.





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