Carnaval Virtual 2008 – G. R. E. S. V. Unidos do Tigres da Barra



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Liga Independente das

Escolas de Samba Virtuais

Organograma Oficial

Carnaval Virtual 2013

Parte 1: Da Estrutura Administrativa da Agremiação

01. Nome Completo da Escola

GRESV Cupincha de Campo Grande




02. Presidente Administrativo da Escola (Nome completo não abreviado e pseudônimo)

Carlos Augusto Menezes Maia (Carlos Augusto)




03. Carnavalesco(a)/Comissão Carnavalesca da Escola (Nomes completos e pseudônimos)

César Menezes Maia (Diretor de Carnaval), Carlos Augusto Menezes Maia, Geisa Rodrigues Ferreira da Silva, Jeovana Costa







04. Intérprete(s) da Escola (Nomes completos não abreviados e pseudônimos)

Roosevelt Martins Gomes da Cunha (Pixulé)




05. Demais Membros Internos da Escola (Nome completo não abreviado, pseudônimo e respectivo cargo na escola, se houver)







06. Pavilhão (Bandeira) da Escola





Parte 2: Do Enredo a ser Apresentado

07. Tema-Enredo (Título do enredo e sub-títulos, se houverem)

Ó abre alas que eu quero passar...”




08. Autor(es) do Enredo

Carlos Augusto e César Maia




09. Enredo (Direcionado aos julgadores)

Pegando carona na célebre marchinha de carnaval composta em 1899 por Chiquinha Gonzaga, a vocês vou me apresentar, viajando nas asas do abutre, que alça voo numa história milenar para contar minha origem e minhas manifestações, desde a Antiguidade, onde danças e cânticos em volta de uma fogueira celebravam a chegada da primavera e do sol após catastróficas enchentes e o inverno rigoroso. Atravessarei, no Velho Mundo, as trevas da Idade Média e da Inquisição, chegando ao Renascimento, que me teatralizou. Cruzando o mar vindo de terras lusitanas, cheguei ao Novo Mundo, por conta da vinda da família real portuguesa, fugida pelo temor da invasão de um certo Napoleão Bonaparte. O Rio de Janeiro, capital tropical da nova corte, necessitava de cultura, e com a inserção de costumes europeus ao elemento negro, mesclados aos crescentes ideais republicanos e abolicionistas, fui me fortalecendo e criei uma identidade própria. Espalhei-me pelo país e incorporei características de cada região desse imenso torrão. O espírito jocoso e festeiro do brasileiro me fez crescer tanto que hoje arrasto multidões de norte a sul desse país. Ganhei ares de espetáculo, cheguei ao mundo virtual e hoje sou considerado o maior espetáculo da terra.

 

Os primórdios

As minhas origens remontam aos cultos pagãos dedicados à agricultura na Antiguidade, verdadeiras festas do povo, onde as convenções sociais eram superadas pela alegria e delírio coletivos. Assim ocorria na Grécia com as dionisíacas, festas regadas a muito vinho, que levavam multidões às ruas, todos os anos; em Roma, ocorriam as Saturnálias, festejos em honra ao deus Saturno - que de acordo com a lenda, ensinou a agricultura aos romanos -, nos quais a população saía às ruas celebrando o término das convenções sociais e os escravos, neste período, eram considerados homens livres e, como homens livres, podiam falar o que quisessem, e diziam poucas e boas aos seus donos; em Mênfis, por sua vez, minha essência já se fazia presente nos gigantescos cortejos que exaltavam Ísis, a deusa da agricultura e o Boi Ápis, animal sagrado, no qual encarnava o deus Ptah.

O fortalecimento do carnaval no Velho Mundo

Durante a Idade Média, o cristianismo não fez desaparecerem por completo as tradições pagãs, embora muitos teólogos cristãos me condenassem veementemente. Os Concílios de Niceia e de Trento discutiram e decidiram meu rumo, porém, não condenaram as festas populares de origem pagã por acharem que elas não tinham essência pecaminosa, pois representavam "o espírito sadio da festa". E assim minha alegria foi incorporada ao calendário oficial pelo papa Gregório XIII. Passei, então, a ser visto como um momento de entrega aos excessos antes do período de privações da Quaresma. Fui chamado de "Folia dos Loucos" e, quem diria, organizado por elementos do próprio clero. As portas que foram abertas pela igreja ajudaram a me fortalecer na Europa, onde, sem a objeção religiosa, ganhei mais brilho em cidades monumentais como Veneza, Nuremberg e Nice. Na Itália, já no fim da Idade Média, os ideais renascentistas me influenciaram de tal modo, que, através do teatro, a Companhia Italiana Commedia Dell’Arte me proporcionou grandes personagens, como o arlequim, a colombina e o pierrô, estilizados nos famosos bailes de máscaras de Veneza. Ainda inspirei o entrudo, conjunto de festas populares que ocorria em vários países da Europa, muitas vezes através de manifestações de violência retratadas em batalhas de gesso e de água, com destaque para Portugal, de onde cruzei o mar, sendo trazido ao Brasil, ainda na época colonial.



Aportando em terras brasileiras

Aqui chegando, principalmente por meio do entrudo, fui logo abraçado pelo povo, já que desde a época da colônia, procurava-se por estas terras criar grandes festas e eventos para distrair a população. Foliões fantasiados, principalmente escravos e as camadas mais pobres, se divertiam com água, farinha e limões de cheiro. Com a vinda da família real portuguesa em 1808, os portugueses trouxeram também outras práticas carnavalescas para a cidade do Rio de Janeiro, nova residência da corte imperial. Assim, brinquei na Serração da Velha, semente embrionária do carnaval carioca, o qual, por sua vez, se confunde de certa forma com a própria história do carnaval brasileiro, e mais tarde se torna um dos maiores símbolos da identidade nacional. O Zé Pereira, por outro lado, introduziu na folia carioca uma alegre batida de bumbos e tambores:

- "E viva o Zé Pereira, viva o Zé Pereira, viva o Zé Pereira, que não faz mal a ninguém! Viva a bebedeira, Viva a bebedeira, Viva a bebedeira, Nos dias de Carnaval!"

A canção era uma paródia a uma marchinha francesa e é vista como a primeira tentativa de canção do carnaval carioca. No final do século XIX, os ideais abolicionistas e republicanos afloravam a mil e influenciaram as grandes sociedades, que surgiram em 1855 e foram anunciadas por José de Alencar no jornal Correio Mercantil. O luxo e a riqueza das sociedades encantaram inclusive o imperador D. Pedro II e fizeram brotar um carnaval mais alegre e bem-humorado no seio da sociedade. E assim foram surgindo ranchos, blocos, cordões e bailes, caracterizando diversas manifestações populares que se desenvolveram entre o fim da Monarquia e o início da República. Na antiga Avenida Central, o Corso, um desfile de automóveis em que seus motoristas e passageiros faziam verdadeiras batalhas de confetes, serpentinas e lança-perfumes, foi a minha maior atração já no início do século XX.



A influência do negro populariza a festa

No Rio de Janeiro, meus aspectos tipicamente europeus se mesclaram com os costumes do negro, que, desde a época da escravidão, nunca deixou de preservar as suas tradições culturais como o semba, que, se misturando com tipos musicais característicos do meio urbano carioca, como a polca e o maxixe, deram origem ao samba, que se espalhou pelo país por meio de sucessos como "Pelo Telefone", de Donga e Mauro de Almeida, considerada a primeira composição classificada como samba e que marca o início do reinado da canção carnavalesca. Os blocos, cordões e o surgimento do samba carioca nesta época, com a participação de negros, mulatos e brancos humildes me deixaram com uma feição bastante popular. Em 1927, o bloco da "Deixa Falar", fundado no bairro do Estácio de Sá, gerou o formato de samba-enredo a ser cantado pelas ruas da cidade. Para serem mais respeitados, os blocos evoluíram e se transformaram em escolas de samba, tais como: Mangueira, Vai como Pode (Portela), Vizinha Faladeira e Unidos da Tijuca, campeãs na década de 1930, quando foram realizados os primeiros desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. Com o passar dos anos, os desfiles evoluíram e este gênero musical, tão influenciado pelo batuque do negro vindo de além-mar, se estabeleceria como símbolo da cultura nacional.



A consagração da festa popular pelo país

De norte a sul do país, me espalhei e me adaptei de acordo com as características de cada região. Todos os anos milhões de brasileiros e de estrangeiros tomam as ruas das grandes cidades onde arrasto multidões durante os dias de folia. Em Pernambuco, as ruas de Olinda fervem ao som do frevo, dos bonecos gigantes, dos quais se destaca o Homem da Meia-Noite, e o maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada, arrasta 1,5 milhão de pessoas para o centro de Recife. Na Bahia, os trios elétricos criados pelos amigos Dodô e Osmar arrastam dois milhões de foliões que desfilam como "pipocas" com seus abadás na cidade de Salvador, ao som de muito axé e afoxé. No Rio de Janeiro, uma das grandes festas populares que toma as ruas do centro é o Cordão da Bola Preta, o bloco carioca mais tradicional, cujos foliões se vestem com roupas brancas e bolas pretas. Mas de norte a sul, seja no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Florianópolis, Brasília ou até em Uruguaiana, a festa que mais atrai foliões e turistas e me deu a fama de maior espetáculo da terra é o desfile das escolas de samba e que tem na Avenida Marquês de Sapucaí o seu ponto alto. Mas, como tudo evolui, eu também me rendi à modernidade e ultrapassei as barreiras da realidade, embarcando no mundo virtual, e há uma década desfilo criatividade e alegria na passarela virtual, num carnaval democrático e popular, que pode ser vivido o ano inteiro. Muito prazer, eu sou o carnaval! E hoje me visto de azul, vermelho e branco, as cores do Cupincha de Campo Grande, que esta noite me presta a sua homenagem na Passarela João Jorge Trinta.







10. Sinopse (Direcionada aos compositores – deixar em branco se for o mesmo texto apresentado aos julgadores)

O abutre alça voo numa história milenar

Onde o sol e a primavera faziam o povo delirar

Viva Ísis, o Boi Ápis, a fertilidade agrária!

Viva o vinho, Dionísio e as Saturnálias!

 

No Velho Mundo, na Idade Média,



Nem a inquisição me calou

Antes da quaresma até o Papa

À "Folia dos Loucos" se entregou

 

Personagens, mascarados, nesta onda de folia



Ideais renascentistas, a Commedia dell’Arte consagrou

Arlequins, pierrôs e colombinas

Nuremberg, Nice e Veneza, o carnaval imortalizou

 

Na magia do entrudo, brinquei e inspirei



E o período colonial atravessei

Na Serração da Velha a semente aqui plantei

Cruzando o mar aqui cheguei

 

Confete, serpentina e limão de cheiro



A corte cai na brincadeira

Blocos, corsos e cordões

Viva o Zé Pereira! Viva a bebedeira!

 

Da cultura europeia com o batuque do negro



A voz do morro simboliza essa cultura

"Pelo telefone", "Deixa Falar"

O samba se originou dessa mistura

 

Em Pernambuco tem o frevo



E o Galo da Madrugada

No Rio a "Bola é Preta"

Salvador tem Timbalada

 

Na Sapucaí, ou de norte a sul deste país



As escolas de samba são o ápice do carnaval

Nesta noite de magia o Cupincha

Também exalta o carnaval virtual





Parte 3: Do Samba-Enredo a ser Apresentado

11. Autoria do Samba-Enredo

João Marcos




12. Letra do Samba-Enredo (repetições devem ser destacadas e em negrito)

Vou mergulhar


Num mar de emoção
Os raios do sol vão me guiar
Fazer brilhar o meu cantar
Na Grécia, era a folia
Com vinho pra comemorar
Em Roma, festejo aos deuses
Iluminando o meu sonhar
Do Boi Ápis, a voz da liberdade
Uma overdose de felicidade

 

VEM MEU SAMBA, NÃO ENROLA


JÁ É HORA DE EMOÇÃO
CANTAR, DANÇAR E ARRASTAR A MULTIDÃO

 

NINGUÉM VAI ME CALAR... SEGURA, EU QUERO VER!


O PAPA VAI SAMBAR ATÉ O AMANHECER
VÊM COM A FORÇA DESTA ARTE... ARLEQUIM E PIERRÔ!
FOI EM VENEZA, QUE AO MUNDO CONQUISTOU

 

Cruzando o mar, ganhou mais vida


Na brincadeira do Entrudo, inspiração
Lembrando a Serração da Velha
O Zé Pereira, blocos, corsos e cordões
ôô "Deixa falar" a voz do coração
Sublime chama que ao povo contagia
A voz do morro em forma de canção
Tem frevo e batucada
O bola preta embala
Na Sapucaí, a grande emoção
Campo Grande canta forte
Chegando junto dentro da nossa paixão

 

Ô ABRE ALAS NESTE MUNDO DE ILUSÃO


TUDO É FESTA E FANTASIA NO AMOR DO FOLIÃO





Parte 4: Do Desfile da Agremiação

13. Número de elementos de desfile (Número de alas; de carros alegóricos; de tripés e quadripés, incluindo os utilizados pela comissão de frente, se houver; de casais de mestre-sala e porta-bandeira; de destaques de chão e afins, se houver)

20 alas; 5 alegorias; 1 tripé; 1 casal de mestre-sala e porta-bandeira; 1 destaque de chão




14. Organização dos elementos de desfile (a setorização é obrigatória; alas obrigatórias devem ser devidamente discriminadas)

Setor 1: Os primórdios – As origens e o carnaval pagão
Comissão de Frente – Festejos Menfitas
Tripé 01 – O Boi Ápis
Ala 01 – As Saturnálias
Alegoria 01 – O Cortejo de Dionísio
Setor 2: O fortalecimento do carnaval no Velho Mundo
Ala 02 – A Inquisição não me Calou
Ala 03 – Gregório XIII, o Papa do Carnaval
Ala 04 – A Folia dos Loucos
Ala 05 – Flores em Nice
Ala 06 – Cerveja em Nuremberg
Alegoria 02 – Veneza e a Commédia dell’Arte
Setor 3: Aportando em terras brasileiras

Ala 07 – O Entrudo Conquista a Colônia


Ala 08 – A Serração da Velha
1º Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira – Fantasias Populares
Elemento Facultativo – Destaque de Chão – Rainha de Bateria – Viva a Bebedeira!
Ala 09 – Bateria – O Zé Pereira
Ala 10 – Passistas – As Grandes Sociedades
Ala 11 – O Rancho Rei de Ouro
Alegoria 03 – Os Corsos na Avenida Central
Setor 4: A influência do negro populariza a festa

Ala 12 – De Além-mar Chega o Semba


Ala 13 – Pelo Telefone
Ala 14 – Deixa Falar
Ala 15 – Baianas – Tia Ciata
Alegoria 04 e Galeria da Velha Guarda – O Gênero Musical que Virou Símbolo Nacional; e Velha Guarda – Os Primeiros Bambas
Setor 5: A consagração da festa popular pelo Brasil

Ala 16 – O Frevo e o Galo da Madrugada


Ala 17 – O Carnaval de Salvador
Ala 18 – O Cordão da Bola Preta
Ala 19 – As Escolas de Samba Pelo Brasil
Ala 20 – O Maior Espetáculo da Terra
Alegoria 05 – O Maior Espetáculo da Tela





Descrição dos Elementos de Desfile

(em ordem de apresentação)


01: Comissão de frente – Festejos Menfitas

Representa as festas que ocorriam em Mênfis em honra à deusa Isis, deusa da fertilidade e da agricultura. Isis é representada com asas de falcão, as quais tinham o poder de ressuscitar os mortos. A Comissão de frente simboliza camponeses cultuando a deusa, os jarros de trigo faziam parte dos rituais, pois representavam o pedido por uma colheita satisfatória. Quatro deles levam estandartes usados no culto aos deuses e os demais, o cajado do deus Ptah, comumente usado nos rituais agrários do Egito Antigo. A lua, conduzida por componentes da comissão de frente, faz referência à lenda segundo a qual Isis, após a morte de seu irmão e amante Osíris, o ressuscitou, sendo proibida, porém, de viver com ele por ordem do deus Rá, que os separou. Osíris foi viver no Sol e Isis foi viver na lua. Os egípcios acreditavam que as fortes chuvas influenciadas pelas fases da lua, que tornavam as terras férteis, constituíam uma consequência do pranto da deusa com saudades de seu irmão.




02: Tripé da Comissão de frente – O Boi Ápis

Por ser a deusa Isis capaz de ressuscitar os mortos, as festas em sua homenagem eram celebradas em conjunto com os festejos em honra à ressurreição do deus Ptah. O tripé representa a exaltação do Boi Ápis, o boi em que encarnou o deus Ptah para vencer a morte. O boi Ápis era vinculado à fertilidade agrária por representar a renovação da vida. As serpentes, presentes na composição, representam a grande cobra que tanto temiam os egípcios, pois engolia as almas dos mortos, e findava a chama da vida, impedindo o morto de ressuscitar. As espigas de trigo são uma alusão à fertilidade agrária. Completam a composição gravuras egípcias e as pirâmides, instrumentos de perpetuação da vida.




03: Ala 01 – As Saturnálias

Representa as colossais festas em honra ao deus Saturno, patrono da agricultura. Em dezembro, os romanos celebravam um grande festival em sua honra para brindar à colheita do ano que chegava ao fim e para desejar uma colheita melhor para o ano seguinte. Nesta festa, acontecia a inversão de papéis na sociedade, pois nelas os senhores é que serviam seus escravos. Neste festival, quem mandava eram os excluídos, como os servos, os plebeus e os gladiadores. A estes últimos faz alusão a fantasia. As imagens do planeta Saturno remetem ao deus homenageado nas Saturnálias e a imagem de leão na égide remete aos leões do Coliseu.




04: 1º Carro Alegórico – O Cortejo de Dioniso

A alegoria representa o cortejo do deus do vinho, Dioniso, o deus com feições de bode. Este era comumente seguido por um cortejo, que se entregava ao vinho e às danças desenfreadas. Nas festas dionisíacas, uma multidão referenciava o deus e agradecia-lhe pela colheita da uva. O seu cortejo era encenado na festa e era composto por: Centauros, representados nas esculturas, com escudos e lanças, pois, segundo uma tradição, eles garantiam a segurança dos comerciantes de vinho que abasteciam as grandes dionisíacas; pelos sátiros, irreverentes criaturas das florestas, com chifres na cabeça e amantes do vinho (representeados por destaques, próximos aos Centauros, pois normalmente os acompanhavam); as Bacantes, que se cobriam com peles de animais; e os Silenos, gênios dos campos que vestiam uma túnica vermelha, que representava a paixão pelo vinho e pelas Ninfas. O destaque central representa o deus Dioniso. Completam a alegoria uma escultura de Dioniso, esculturas de sacerdotisas do deus do vinho, jarros gregos e máscaras com feições de bode, referentes às representações teatrais que ocorriam durante as Dionisíacas e que contavam os feitos mitológicos do Deus. Além de cachos de uva, barris de vinho e uma fonte abastecida com vinho.




05: Ala 02 – A Inquisição não me calou

Em plena Idade Média, os Concílios de Niceia e de Trento, instrumentos de investigação e de repressão da Igreja, lançaram as suas atenções para o carnaval, no entanto, não o condenaram, por considerá-lo uma festa de espírito sadio. A fantasia remete à caça às bruxas ocasionada pela Inquisição medieval e o envio delas para as fogueiras. Na fantasia, encontram-se elementos característicos do simbolismo que cerca a imagem da bruxa: o gato preto, os morcegos e a vassoura.




06: Ala 03 – Gregório XIII, o papa do carnaval

O Papa Gregório XIII, a quem faz referência a fantasia, era um grande admirador das festas populares e teve papel importante na história do carnaval por ter defendido a sua sobrevivência na Idade Média e por tê-lo incorporado ao calendário cristão. As pombas da Paz, presentes na fantasia, são uma alusão à paz e à harmonia, que de acordo com o Papa constituíam a essência das festas de caráter popular.




07: Ala 04 – A Folia dos Loucos

Liberado o carnaval, este foi denominado “Folia dos loucos”, pois no período de três dias antes da Quaresma eram abolidas as regras que regiam a sociedade e os excessos passavam a ser permitidos, como uma forma de compensar as abstinências próprias da Quaresma. Membros do clero passaram a promover a festa e vários elementos mascarados ganhavam as ruas, satirizando inclusive os cidadãos ilustres. Nessa época, tornou-se notável a figura do bufão, figura jovial, engomada e com chapéu engraçado, que promovia o riso, debochando dos valores tradicionais. A essa figura tipicamente medieval refere-se a fantasia. O alaúde, em sua mão, era comumente associado ao personagem e era comum elementos do clero utilizarem-no no acompanhamento de canções satíricas durante as brincadeiras da Folia dos Loucos.




08: Ala 05 – Flores em Nice

O carnaval de Nice, o maior da França e um dos maiores da Europa, tem suas origens na Idade Média. A batalha das flores é o seu ápice. No auge do período Napoleônico, o próprio Napoleão Bonaparte foi um de seus admiradores e deu folga à parte de seu exército para participar do carnaval. A fantasia alude à célebre batalha das flores e ao exército de Napoleão.




09: Ala 06 – Cerveja em Nuremberg

A fantasia refere-se a um dos carnavais mais antigos e populares da Alemanha. O carnaval de Nuremberg, que remonta à Idade Média, como todo bom carnaval alemão, tem como uma característica o enorme consumo de cerveja. O chapéu de tirolês, o suspensório e a gravata são típicos do carnaval alemão de um modo geral e bem presentes nas festas carnavalescas de Nuremberg, que já teve o maior carnaval do país. Complementam a fantasia bandeiras alemãs e Brasões da Alemanha.




10: 2º Carro Alegórico – Veneza e a Commedia dell’ Arte

Retrata o carnaval de Veneza. Em pleno Renascimento, as máscaras e fantasias da Companhia Italiana Commedia dell’ Arte invadem o carnaval veneziano. Os personagens consagrados pelo teatro tornam-se tema das fantasias dos bailes de máscaras do carnaval da cidade. Os cristais da alegoria remetem ao luxo dos salões e aos suntuosos bailes de máscaras promovidos pelos doges, os magistrados de Veneza. As gôndolas, por sua vez, relembram as festas de carnaval que ocorriam nestas embarcações. Completam a alegoria diversas máscaras, características dos bailes venezianos, e a escultura da Colombina, famosa personagem da Commedia dell’ Arte. O destaque central representa a própria Commedia dell’ Arte. Nas embarcações, encontram-se os tradicionais gondoleiros. Os demais destaques são três célebres personagens teatrais: Arlequim, com sua tradicional roupa com remendos em forma de losangos, Pierrô, que veste sua peculiar roupa preta e branca, e a Colombina.




11: Ala 07 – O entrudo conquista a colônia

A fantasia refere-se à brincadeira chamada entrudo, então comum em diversos países europeus, inclusive Portugal, de onde foi trazida ao Brasil ainda no período colonial. Os participantes da brincadeira promoviam batalhas, arremessando limões uns contra os outros e água, disparada de seringas. Na falta de limões, os foliões cariocas utilizavam outras frutas, sobretudo a banana, produzida em grande escala na colônia. As mudas de cana-de-açúcar, contidas na fantasia, aludem ao período colonial, que teve no entrudo a sua principal manifestação carnavalesca.




12: Ala 08 – A Serração da Velha

Considerado o embrião do carnaval carioca, nesse folguedo, uma multidão acompanhava o ritual da serração de um grande boneco em forma de velha, aos gritos de “serra a velha”. Essa tradição ocorria na Europa no fim do inverno e a serração simbolizava assim a abertura do caminho para o início da primavera. A fantasia alude aos colonos portugueses que trouxeram para cá a festa, como demonstram o brasão de Portugal e o estilo de vestimentas típico dos colonos portugueses. Os serrotes e a cabeça da velha referem-se ao ponto alto da festa, o momento da serração.




13: Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira – Fantasias Populares

Em meados do século XIX, diversas fantasias passaram a ser bastante difundidas no carnaval carioca, seja nas ruas, em clubes, salões ou em festas dos subúrbios. A fantasia do Mestre-Sala alude a uma das mais populares fantasias do carnaval carioca, a do Diabinho, que fez tanto sucesso a ponto de as crônicas jornalísticas daquele período medirem o sucesso das festas de acordo com o número de diabinhos presentes nos festejos. A fantasia da Porta-Bandeira, por sua vez, remete a uma fantasia feminina de grande destaque na época, a da Odalisca. O estilo árabe da fantasia, jóias, a lâmpada mágica e o véu são referências à popular fantasia da Odalisca.




14: 1º Elemento Facultativo – 1º Destaque de Chão – Rainha de Bateria – Viva a Bebedeira!

A fantasia da Rainha de Bateria simboliza a paródia da famosa marcha francesa “Les Pompiers de Nanterre”. Em 1870, a Confraria de Jacinto Heller representou, no teatro Fênix o espetáculo “Zé Pereira Carnavalesco”, e a canção passou a fazer parte das brincadeiras do Zé Pereira. Dizia a canção: “E viva o Zé Pereira, viva o Zé Pereira, viva o Zé Pereira, que não faz mal a ninguém! Viva a bebedeira, Viva a bebedeira, Viva a bebedeira nos dias de Carnaval!" A canção entrou para a história como a primeira tentativa de elaboração de um música no carnaval carioca.




15: Ala 09 – Bateria –O Zé Pereira

De origem controversa, a organização do Zé Pereira é atribuída ao português José Nogueira de Azevedo Paredes em meados da metade do século XIX, no Rio de Janeiro, e encarnava o verdadeiro carnaval espontâneo do povão. Uma multidão de foliões participava da brincadeira que tomava conta das ruas da cidade, batendo em bumbos, panelas e quaisquer outros objetos que fizessem barulho. A fantasia da bateria remete à brincadeira que se tornou um marco do carnaval brasileiro, as liras presentes na fantasia simbolizam as jocosas canções que faziam parte da brincadeira.




16: Ala 10 – Passistas – As Grandes Sociedades

Surgidas em meados da segunda parte do século XIX, as Grandes Sociedades tornaram-se um grande sucesso. Com influência parisiense, máscaras e fantasias luxuosas, passaram a ser durante décadas a principal atração do carnaval carioca. O escritor José de Alencar foi um de seus grandes colaboradores. O próprio Pedro II costumava assistir à passagem dos cortejos carnavalescos. Compõem a ala figurinos masculinos e femininos.




17: Ala 11 – O Rancho Rei de Ouro

Os ranchos constituíam grandes cortejos que tomavam as ruas do Centro do Rio de Janeiro, entoando canções acompanhadas de instrumentos musicais e fazendo coreografias. Em 1911, em plena República, foi organizado o primeiro concurso de ranchos. A fantasia remete ao primeiro rancho carnavalesco, o “Rei de Ouro”.




18: 3º Carro Alegórico – Os corsos na Avenida Central

A alegoria representa a manifestação carnavalesca que mais sucesso fez no Rio de Janeiro durante as primeiras décadas do século XX, o corso, cortejo de carros, que conduziam foliões fantasiados ou ricamente engalanados. Estes arremessavam confete e serpentina sempre que aparecia um outro corso. Embora os participantes que iam nos carros pertencessem à alta sociedade, uma multidão de populares lotava as vias para acompanhar o cortejo de automóveis, sobretudo a Avenida Central, um dos símbolos da reurbanização da cidade do Rio de Janeiro por Pereira Passos, inaugurada em 1904. O tom preto e branco da alegoria é referente às fotografias que nos restam dos corsos. Complementam a alegoria luminárias – visto ser a iluminação da Avenida Central excelente para a época e fundamental para que os festejos ocorressem –, automóveis, máscaras, e esculturas de foliões com trombetas lançando confete e serpentina, além de flores que muitas vezes enfeitavam os corsos, sob a inspiração das batalhas de flores de Nice. Os destaques em dourado representam o luxo da época áurea do carnaval carioca, os destaques com sobrinhas (acompanhadas pelo condutor do veículo) representam as filhas do presidente Afonso Pena, que em 1907 participaram de um corso, em um carro oficial, episódio que ajudou a popularizar a brincadeira. O destaque central representa Regina de Oliveira Pena, filha de Afonso Pena. Completam o carro destaques com cartolas, acessórios recorrentes nos corsos.




19: Ala 12 – De além-mar chega o semba

A fantasia refere-se à colaboração essencial do elemento negro à formação da identidade cultural carnavalesca do país. O semba, trazido pelos escravos africanos tomou conta dos terreiros e com o tempo modificou-se, dando origem ao estilo musical mais representativo do Brasil, o samba. O navio, a imagem da caveira e as correntes presentes na fantasia remetem aos tumbeiros da agonia em que eram trazidos os escravos.




20: Ala 13 – Pelo telefone

A música atribuída aos compositores Donga e Mauro de Almeida foi gravada em 1916 e é considerada o primeiro samba da história. A canção ocupa um lugar de destaque na história da cultura popular brasileira.





21: Ala 14 – Deixa Falar

Embora tenha surgido como um bloco, era considerada pelos seus membros a primeira escola de samba, visto que realmente promovia o ensino do samba. A agremiação vermelha e branca do bairro carioca Estácio de Sá foi fundada por grandes nomes como Ismael Silva e Oswaldo da Papoula e é considerada um ícone do samba carioca. O chapéu de formatura presente na fantasia, assim como o canudo nas mãos dos componentes da ala são uma alusão ao caráter acadêmico da agremiação.




22: Ala 15 – Baianas – Tia Ciata

A fantasia representa a mãe de santo Tia Ciata, que morava na Praça XI, então conhecida como pequena África, em razão da intensa presença de negros oriundos da Bahia que por lá havia. A negra baiana teve grande importância para a formação do samba, pois a sua casa era um ponto de encontro dos primeiros sambistas, pois lá sempre havia samba, batuque e candomblé. Era famosa na cidade pelos doces que vendia no centro do Rio de Janeiro. É considerada um símbolo da resistência das rodas de samba, pagode e candomblé, já que as reuniões que promoviam a cultura negra eram proibidas naquela época. Os búzios e os apetrechos africanos da fantasia são uma referência à religiosidade de Tia Ciata, a colher de pau e os Jarros remetem à sua famosa aptidão para a culinária.




23: 4º Carro Alegórico – O Gênero Musical que virou símbolo Nacional e Velha Guarda – Os Primeiros Bambas

A quarta alegoria representa o samba. Nela se encontram instrumentos presentes nas origens do gênero, tais como, o pandeiro, o surdo, o atabaque, os chocalhos e o cavaquinho. As notas musicais remetem às canções populares que vieram dos morros, representados pelos barracos da favela. Completam o carro esculturas de negros compositores, tocando violão. O destaque central representa o gênero samba. Espalhados pelo carro estão destaques que representam sambistas e mulatas, moradores dos morros. Na parte posterior da alegoria, os destaques representam as principais escolas de samba campeãs durante a década de 1930, na Praça XI: Mangueira, Unidos da Tijuca, Vizinha Faladeira e Portela. Representa a Mangueira, um dos destaques com o tradicional verde e rosa, a coroa da fantasia remete a um dos símbolos da escola, o bairro de São Cristóvão, conhecido como o bairro Imperial e a cartola é uma alusão a um dos fundadores da escola, Cartola. A Mangueira foi a primeira campeã do carnaval carioca, em 1932. Em azul pavão e amarelo ouro, outro destaque representa a escola do morro do Borel, a Unidos da Tijuca, campeã em 1936. A fantasia de Branca de Neve remete ao enredo “Branca de Neve e os Sete Anões, da Vizinha Faladeira, de 1939. Naquele ano, a azul, vermelha e branca do bairro de Santo Cristo, que tinha o hábito de levantar o público com desfiles memoráveis, embora tenha feito um carnaval que entrou para a história pelo luxo apresentado, foi desclassificada por desenvolver um enredo de temática estrangeira. Representando a Portela (antiga Vai como Pode), o último destaque faz alusão à azul e branco de Oswaldo Cruz, a Majestade do Samba, cujas cores homenageiam a madrinha da escola, Nossa Senhora da Conceição. Faz parte da fantasia o símbolo da escola, a águia. A Velha Guarda, em cima do carro, presta a homenagem do Cupincha de Campo Grande aos primeiros sambistas.




24: Ala 16 – O Frevo e o Galo da Madrugada

O frevo, um dos gêneros musicais mais notórios do Brasil, é característico de Pernambuco e é de grande importância para o carnaval do nordeste. A sombrinha tornou-se um símbolo do frevo e os galos que complementam a fantasia são uma referência ao desfile do “Galo da Madrugada”, o maior bloco de Frevo do Brasil, que durante o carnaval arrasta uma verdadeira multidão pelas ruas de Recife.




25: Ala 17 – O Carnaval de Salvador

A fantasia representa o agitado carnaval baiano, cujos trios elétricos, criados por Dodô e Osmar agitam a multidão ao som do axé e do afoxé. Os camaleões presentes na fantasia referem-se ao bloco Camaleão, considerado o maior de Salvador. A predominância das cores vermelho, verde e amarelo aludem ao Olodum, bloco baiano, que atualmente é considerado uma organização não governamental de assistência popular. O tambor presente na fantasia remete às tradicionais batucadas do carnaval de salvador.




26: Ala 18 – O Cordão da Bola Preta

Fundado em 1914, o primeiro cordão do Brasil é atualmente considerado por seus integrantes e pela grande mídia o maior bloco de rua do Brasil, à frente do Galo da Madrugada. É caracterizado desde sua formação pelo uso de roupas com bolinhas pretas por seus componentes. A chupeta presente na fantasia remete à famosa canção “Marcha do Cordão da Bola Preta”, de autoria de Nélson Barbosa e Vicente Paiva, hino oficial do Cordão.




27: Ala 19 – As Escolas de Samba Pelo Brasil

Embora as escolas de samba tenham surgido no Rio de Janeiro, elas se espalharam pelo Brasil e hoje estão presentes em todos os cantos do país, de norte a sul, de leste a oeste. A fantasia representa esta difusão das escolas de samba pelo Brasil. Os prédios referem-se ao grande carnaval de São Paulo, o chapéu do cangaço é uma alusão às escolas do nordeste, o chimarrão remete ao carnaval do sul do país, as araras-azuis simbolizam os desfiles do centro-oeste e as penas de índios são referentes aos desfiles das escolas de samba do norte. As estrelas presentes na fantasia são alusivas à bandeira do Brasil.




28: Ala 20 – O Maior Espetáculo da Terra

A fantasia representa a festa carnavalesca que mais envolve foliões e turistas em todo o mundo e que, por isso, ganhou o título de “maior espetáculo da terra”, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. A grande festa ocorre na Avenida Marquês de Sapucaí, onde se encontra a passarela Professor Darcy Ribeiro. Na fantasia, estão presentes o símbolo da Praça da Apoteose, onde é feita a dispersão do Sambódromo, o calçadão de Copacabana, famoso bairro em que fica situada a mais famosa praia da cidade e o Cristo Redentor, maior cartão postal da cidade. O grande sol no chapéu da ala é uma alusão ao calor da cidade, sempre convidativo à praia.




29: 5º Carro Alegórico – O Maior Espetáculo da Tela

A alegoria representa a grande paixão que é o carnaval virtual. O nome da composição é uma referência à frase que se tornou um “slogan” da LIESV, pois além de promover belos desfiles, o carnaval virtual engloba escolas de diversos estados brasileiros, o que é proporcionado pela internet. Na parte dianteira da alegoria, encontra-se presente o símbolo do Cupincha de Campo Grande, o abutre, prestando a sua homenagem ao carnaval virtual e às suas coirmãs. Os destaques representam a nossa agremiação, os compositores do carnaval virtual, com o cavaquinho na mão, os aficionados fãs do carnaval virtual, as escolas extintas, representadas pelas cruzes, e os carnavalescos das escolas virtuais, com os pincéis nos costeiros. O destaque central representa a LIESV. Complementam a alegoria computadores, o símbolo da LIESV, pavilhões das coirmãs e a escultura do rei do carnaval, João Jorge Trinta, que dá nome à passarela virtual. Além de mouses em forma de ratos, em alusão ao enredo da Beija-Flor de 1989 “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”, de autoria de Joãozinho 30.




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Parte 5: Das Considerações Finais



15. Considerações finais que a agremiação considere pertinentes (evite fazer pedidos ou declarações desnecessárias)

O desenvolvimento do enredo teve como base duas obras:- “Carnaval – Seis Milênios de História”, de Hiram Araújo e “História do Carnaval Carioca”, de Eneida de Moraes. Além disso, algumas fotos e informações foram tiradas de sites da internet como o jornal o Globo, Extra, O Dia, site da LIESV e da LIESA.






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