Carta Aos Romanos



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Fé, esperança, alegria e paz – "Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo.” Isso liga à instrução recebida a do capítulo 14, onde nos é dito que “o reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.”
O ministério triunfante de Paulo – Romanos 15:15-33
15 Entretanto, vos escrevi em parte mais ousadamente, como para vos trazer isto de novo à memória, por causa da graça que me foi outorgada por Deus,

16 para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo.

17 Tenho, pois, motivo de gloriar-me em Cristo Jesus nas coisas concernentes a Deus.

18 Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras,

19 por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo,

20 esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio;

21 antes, como está escrito: Hão de vê-Lo aqueles que não tiveram notícia dEle, e compreendê-Lo os que nada tinham ouvido a Seu respeito.

22 Essa foi a razão por que também, muitas vezes, me senti impedido de visitar-vos.

23 Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos,

24 penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia.

25 Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos.

26 Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém.

27 Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são devedores; porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais dos judeus, devem também servi-los com bens materiais.

28 Tendo, pois, concluído isto e havendo-lhes consignado este fruto, passando por vós, irei à Espanha.

29 E bem sei que, ao visitar-vos, irei na plenitude da bênção de Cristo.

30 Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor,

31 para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judéia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos santos;

32 a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me convosco.

33 E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!
A comissão evangélica – Estando Jesus prestes a deixar este mundo, disse a Seus discípulos que eles haveriam de receber poder pelo Espírito Santo. Então ordenou: “Sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra.” (Atos 1:8) “Primeiramente do judeu e também do grego”, mas o evangelho deveria ser levado a todos. Assim Paulo declarou que sua obra como ministro do evangelho consistia em testificar solenemente “ tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Atos 20:21) É-nos dito nesse texto que “para ser ministro de Jesus Cristo aos gentios, ministrando o evangelho de Deus”, havia ele tinha “divulgado o evangelho de Cristo”, com poder, milagres e prodígios, pela virtude do Espírito de Deus, “desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico”.
Compartilhando a mesmas coisas espirituais – O apóstolo, expressando seu desejo de visitar os romanos, disse que esperava vê-los no transcurso de sua viagem à Espanha. Disse: “Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto, pois, lhes pareceu bem como devedores que são para com eles. Porque se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais.”
Uma declaração muito simples, mas que ilustra como os gentios não receberam nenhum bem espiritual que não proviesse dos judeus. As bênçãos espirituais de que participaram os gentios, eles as receberam dos judeus e por esses lhes foram ministradas. Ambos compartilharam o mesmo pão espiritual, de modo que os gentios demonstraram sua gratidão, ministrando as necessidades materiais dos judeus. Vemos aqui uma vez mais um só redil e um só Pastor.
O Deus de Israel – Deus se dá a conhecer muitas vezes na Bíblia como o Deus de Israel. Pedro, cheio do Espírito Santo, imediatamente após a cura do coxo, disse ao povo: “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a Seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo. (Atos 3:13). Mesmo nesse momento Deus Se identifica como Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó; o Deus de Israel.
Ele quer que O conheçamos e nos lembremos dEle. Assim lemos: “Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações... Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre Mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.” (Êxo. 31:13, 16 e 17) Deus é o Deus de Israel. Certamente. É também o Deus dos gentios, porém somente na medida em que esses O aceitem e venham a se tornar parte de Israel, mediante a justiça pela fé. Porém, Israel tem de guardar o sábado. Esse é o sinal de sua união com Deus.

Capítulo 16
Saudações Pessoais
Duas terças partes do último capítulo de Romanos consistem em saudações:
3 Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus,

4 os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios;

5 saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo.

6 Saudai Maria, que muito trabalhou por vós.

7 Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim.

8 Saudai Amplíato, meu dileto amigo no Senhor.

9 Saudai Urbano, que é nosso cooperador em Cristo, e também meu amado Estáquis.

10 Saudai Apeles, aprovado em Cristo. Saudai os da casa de Aristóbulo.

11 Saudai meu parente Herodião. Saudai os da casa de Narciso, que estão no Senhor.

12 Saudai Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor.

13 Saudai Rufo, eleito no Senhor, e igualmente a sua mãe, que também tem sido mãe para mim.

14 Saudai Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e os irmãos que se reúnem com eles.

15 Saudai Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã, Olimpas e todos os santos que se reúnem com eles.
E assim continua a lista, incluindo indistintamente homens e mulheres. Ao lermos essa bendita lista, não apenas vemos a amplitude e a efusividade da simpatia de Paulo, como também o especial cuidado que o Espírito Santo dedicava a cada membro da família da fé, referindo-se a cada um por seu nome. Certamente ninguém porá em dúvida a pertinência dessa Escritura.
Uma omissão significativa – Porém, algo muito significativo: Pedro não é mencionado, esse mesmo que é pretendido ser o “bispo de Roma”. Às vezes podemos aprender tanto pelo que a Bíblia omite como pelo que ela revela. Nessa ocasião, pelo que ela não diz podemos saber que, muito longe de ser o “bispo de Roma”, Pedro não estava absolutamente nessa cidade quando Paulo escreveu. Se é que esteve alguma vez ali, foi depois que Paulo escreveu a epístola e muito depois que essa igreja foi estabelecida e desenvolvida.
É igualmente inconcebível que ao saudar por nome aos membros da igreja, Paulo deixasse de citar a pessoa mais importante dela, cuja hospitalidade havia partilhado em Jerusalém por quinze dias. É claro que há abundante e positiva evidência de que nem a igreja de Cristo e nem a igreja de Roma foi fundada sobre Pedro. Porém, se não houvesse nenhum outro, esse testemunho do capítulo 16 de Romanos seria suficiente por si mesmo para dirimir a dúvida.
Conclusão – Romanos 16:24-27
24 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém!

25 Ora, Àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos,

26 e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações,

27 ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!
Uma magnífica conclusão – Abrange desde a eternidade passada até a eternidade futura. O evangelho divino é supremo por todos os séculos. Foi guardado em segredo na mente de Deus desde os tempos eternos. Cristo foi “conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós”. (I Ped. 1:19 e 20) Porém, agora, o mistério “foi manifestado”. Não simplesmente manifestado pela pregação apostólica, mas “segundo o mandamento do Deus Eterno”, “pelos escritos dos profetas”, “proclamado a todos os povos para que obedeçam à fé”.
O plano do evangelho teve sua origem na mente divina desde a eternidade passada. Os patriarcas, os profetas e os apóstolos trabalharam em harmonia na obra de proclamá-lo. Nas eras vindouras constituirá ele a ciência e o cântico dos remidos “de todas as nações, tribos, línguas e povos”, que se reunirão com Abraão, Isaque e Jacó no reino de Deus e dirão: “Àquele que nos ama, e, pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a Ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”






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