Centro universitário de maringá – cesumar departamento de póS – graduaçÃO



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5.2Competências previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais de Nutrição.

Neste capítulo analisou-se a relação das Diretrizes Curriculares Nacionais com o projeto pedagógico do curso. Em seguida, procedeu-se à análise da percepção dos alunos e professores.


O curso de nutrição da UFJF foi desenvolvido por meio do projeto pedagógico de Nutrição em junho de 2008, e esse documento apresenta as bases para seu desenvolvimento. Ao analisar-se esse documento, percebe-se que ele está norteado conforme a LDB e as DCN, apresentando aspectos estruturadores para o curso.
O projeto está norteado pelo relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, da UNESCO, salientando que “a educação deve organizar-se à volta de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão, de algum modo, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas e, finalmente, aprender a ser, via essencial que integra os três precedentes”. Estes pilares são as premissas do desenvolvimento de competências, conforme apresentado nesse trabalho, que envolve as competências profissionais conforme apresentado por Fleury e Fleury (2001).
Complementando esse pensamento, o projeto apresenta que os alunos formados pela UFJF devem desenvolver competências e habilidades como atenção à saúde, tomada de decisão, comunicação, liderança, administração e gerenciamento e educação permanente. Ao analisar cada uma das características abordadas no programa, pode-se fazer referência às competências apresentadas por Fleury e Fleury.
No que se refere à atenção à saúde, o projeto apresenta que deve-se assegurar o pensar critico e a análise dos problemas da sociedade e procurar solucioná-los, o que remete ao saber agir. Outra característica apresentada pelo projeto é tomar decisão, que se refere ao uso apropriado de características como eficácia e custo-efetividade da força de trabalho, de procedimentos e de práticas, devendo o profissional possuir competências e habilidades para avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, o que corresponde a mobilizar e ter visão estratégica conforme a visão de Fleury e Fleury (2001). Com relação à comunicação, de acordo com o projeto, o profissional deve interagir com outros profissionais e com o público em geral, devendo ser acessível e manter a confiabilidade e confidencialidade conforme apresentado em saber comunicar pelos autores citados. Já no que se refere à liderança, o projeto aborda o trabalho em equipe, a iniciativa e a gestão da força de trabalho, tornando o profissional um empreendedor, noção que vai ao encontro do pensamento de Fleury e Fleury (2001) sobre saber comprometer-se e saber assumir responsabilidade na educação. No projeto, a educação permanente é apresentada como a capacidade de aprender continuamente conforme a visão dos referidos autores sobre o saber aprender.
A seguir, as competências gerais estabelecidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais são associadas às respostas dos alunos.
A Tabela 3 mostra a avaliação dos alunos referente às competências estabelecidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (CNE/CES, 2001). Verifica-se que as competências que receberam uma avaliação mais elevada foram as de número II – contribuir para promover, manter e ou recuperar o estado nutricional de indivíduos e grupos populacionais – com 4,36; número I – aplicar conhecimentos sobre composição, propriedades e transformações dos alimentos e aproveitamento deles pelo organismo humano, na atenção dietética – com 4,28; número XI – reconhecer a saúde como direito e atuar de forma a garantir a integralidade da assistência – com 4,2; número IV – atuar em políticas e programas de educação, segurança e vigilância nutricional, alimentar e sanitária – com 4,18; e número V – atuar na formulação e execução de programas de educação nutricional, de vigilância nutricional, alimentar e sanitária – com 4,1. Estes dados sugerem que estas competências foram bem trabalhadas segundo as perspectivas dos discentes.
As competências que tiveram as menores avaliações na visão dos alunos foram as de número XII – desenvolver atividade de auditoria, assessoria, consultoria na área de alimentação e nutrição – com 3,04; número XVI – integrar grupos de pesquisa na área de alimentação e nutrição – com 3,29; e número XV – desenvolver e avaliar novas fórmulas ou produtos alimentares, visando à sua utilização na alimentação humana – com 3,3. Os dados indicam que estas competências devem ser mais bem trabalhadas na perspectiva dos alunos, sugerindo uma atenção da instituição.
A variabilidade dos dados foi expressiva nas competências IV – atuar em políticas e programas de educação, segurança e vigilância nutricional, alimentar e sanitária; na VII – avaliar, diagnosticar e acompanhar o estado; X – atuar em equipes multiprofissionais destinadas a planejar, coordenar, supervisionar, implementar, executar e avaliar atividades na área de alimentação e nutrição e de saúde; XII –desenvolver atividade de auditoria, assessoria, consultoria na área de alimentação e nutrição; XV – desenvolver e avaliar novas fórmulas ou produtos; XVII – investigar e aplicar conhecimentos com visão holística do ser humano, integrando equipes multiprofissionais; já que o desvio-padrão excedeu 1,0.
Tabela 3 - Estatísticas descritivas referentes aos incisos das DCN-CGN, por competências avaliadas pelos alunos

Continua


Medidas

Competências

Perguntas

Média Real

Mediana Real

Desvio-padrão Real

I.

24

4,28

4

0,64

II.

25

4,36

5

0,69

III.

26

3,99

4

0,83

IV.

27

3,79

4

1,03

V.

28

3,83

4

1,00

VI.

29

3,91

4

1,22

VII.

30

4,18

4

0,84

VIII.

31

3,97

4

1,06

IX.

32

4,10

4

0,89

X.

33

3,83

4

1,03

XI.

34

4,20

4

0,90

XII.

35

3,29

3

1,34

XIII.

36

3,04

3

1,43

XIV.

37

3,87

4

1,19

XV.

38

3,30

3

1,64

XVI.

39

3,67

4

1,41

XVII.

40

3,58

4

1,16

Fonte: Dados da pesquisa.

Gráfico 1: Distribuições percentuais dos alunos por nível de avaliação das competência, por incisos das DCN-CGF




A comparação do gráfico revela que, na avaliação dos alunos, o índice foi avaliado em níveis consideráveis altos, quanto ao desenvolvimento da competências, por incisos das DCN, nas expectativas deles. Os incisos XII – desenvolver atividade de auditoria, assessoria, consultoria na área de alimentação e nutrição; XIII – atuar em marketing de alimentação e nutrição; e XV – desenvolver e avaliar novas fórmulas ou produtos alimentares, visando à sua utilização na alimentação humana –, devem ser objeto de atenção da instituição de ensino no sentido de serem trabalhados com maior ênfase, considerando-se a importância deles para o exercício profissional, já que na visão dos discentes foram os que tiveram menor avaliação de satisfação.

A Tabela 4 mostra a avaliação dos professores referente às competências estabelecidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (CNE/CES, 2001). Verifica-se que as competências que receberam uma avaliação elevada foram as competências IX – realizar diagnósticos e intervenções na área de alimentação e nutrição – com 4,43; XIV – exercer controle de qualidade dos alimentos em sua área de competência – com 4,43; II – contribuir para promover, manter e/ou recuperar o estado nutricional de indivíduos e grupos populacionais – com 4,29; V – atuar na formulação e execução de programas de educação nutricional, de vigilância nutricional, alimentar e sanitária – com 4,29; VII – avaliar, diagnosticar e acompanhar o estado nutricional, planejar, prescrever, analisar, supervisionar e avaliar dietas e suplementos dietéticos – com 4,29; XI – reconhecer a saúde como direito e atuar de forma a garantir a integralidade da assistência – com 4,29; e XVI –integrar grupos de pesquisa na área de alimentação e nutrição – com 4,14.


Já as competências que obtiveram menor avaliação foram as XIII – atuar em marketing de alimentação e nutrição – com 2,89; III – desenvolver e aplicar métodos e técnicas de ensino em sua área de atuação – com 3,29; XII – desenvolver atividade de auditoria, assessoria, consultoria na área de alimentação e nutrição – com 3,29; e XV – desenvolver e avaliar novas fórmulas ou produtos alimentares, visando sua utilização na alimentação humana – com 3,43, indicando que tais competências precisam ser mais bem desenvolvidas pelos docentes.
A variabilidade dos dados foi expressiva nas competências III – desenvolver e aplicar métodos e técnicas de ensino em sua área de atuação; VI – atuar em equipes multiprofissionais de saúde e de terapia nutricional; X – atuar em equipes multiprofissionais destinadas a planejar, coordenar, supervisionar, implementar, executar e avaliar atividades na área de alimentação e nutrição e de saúde; XII –desenvolver atividade de auditoria, assessoria, consultoria na área de alimentação e nutrição; XIII – atuar em marketing de alimentação e nutrição; e XVII – investigar e aplicar conhecimentos com visão holística do ser humano, integrando equipes multiprofissionais, já que o desvio-padrão excedeu 1,0.

Tabela 4 - Estatísticas descritivas referentes aos incisos das DCN-CGN, por competências avaliadas pelos professores




Medidas DCN

Perguntas

Média Real

Mediana Real

Desvio-padrão Real







 

 

 

I.

24

4,00

4,00

0,76

II.

25

4,29

5,00

0,88

III.

26

3,29

3,00

1,03

IV.

27

3,71

4,00

0,88

V.

28

4,29

4,00

0,70

VI.

29

4,00

4,00

1,07

VII.

30

4,29

4,00

0,70

VIII.

31

4,29

4,00

0,70

IX.

32

4,43

4,00

0,49

X.

33

4,00

4,00

1,07

XI.

34

4,29

4,00

0,70

XII.

35

3,29

3,00

1,03

XIII.

36

2,86

2,00

1,36

XIV.

37

4,43

4,00

0,49

XV.

38

3,43

3,00

0,90

XVI.

39

4,14

4,00

0,64

XVII.

40

3,57

4,00

1,18

Fonte: Dados da pesquisa.

Gráfico 2: Distribuições percentuais dos Professor por nível de avaliação das competência, por incisos das DCN-CGF



A comparação do gráfico revela a discrepância entre as expectativas dos alunos e o que eles percebem que ocorre realmente no quotidiano. Os incisos XII – Desenvolver atividade de auditoria, assessoria, consultoria na área de alimentação e nutrição; XIII – Atuar em marketing de alimentação e nutrição; e XV – desenvolver e avaliar novas fórmulas ou produtos alimentares, visando sua utilização na alimentação humana – deverão ser objeto de atenção da instituição de ensino no sentido de serem trabalhados com maior ênfase, considerando-se a importância deles para o exercício profissional.




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