Cibele bonacorsi



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CIBELE BONACORSI




TÍTULO

ATIVIDADE ANTI-HELICOBATER PYLORI E POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE ESPÉCIES VEGETAIS DO CERRADO BRASILEIRO


DATA DA DEFESA: 26/06/2009

RESUMO

Helicobacter pylori é, atualmente, reconhecido como o principal fator de risco para desenvolvimento da gastrite crônica e úlcera péptica. A resposta inflamatória decorrente da infecção por essa bactéria induz alterações patológicas no microambiente gástrico, com a liberação de citocinas e de grande quantidade de espécies reativas de oxigênio (EROs) por células inflamatórias, especialmente neutrófilos, que contribuem para a injúria da mucosa e desenvolvimento de câncer gástrico. Neste trabalho, a citotoxicidade basal, atividade anti-H. pylori e antioxidante de extratos (apolares e polares), frações, mistura de triterpenos (- amirina e -amirina) e compostos fenólicos (amentoflavona, (+)-catequina, galato de metila, quercetina-3-O--L-arabinopiranosídeo e quercetina-3-O--D-galactopiranosídeo) obtidos de plantas do Cerrado brasileiro, empregadas popularmente no tratamento de distúrbios gastrintestinais, foram determinadas pela técnica do vermelho neutro, microdiluição em caldo, redução do radical 1,1-difenil-2-picril-hidrazila (DPPH) e quimiluminescência dependente de luminol, respectivamente. As preparações vegetais (extratos, frações e mistura de triterpenos) apresentaram baixo potencial citotóxico para a linhagem celular empregada (McCoy). Dentre os compostos fenólicos, quercetina (padrão comercial) e (+)-catequina apresentaram maior citotoxicidade quando comparadas aos extratos, frações e mistura de triterpenos. As espécies Byrsonima crassa (Malpighiaceae) e Davilla elliptica (Dilleniaceae) demonstraram maior potencial para o tratamento de doenças induzidas pelo H. pylori por proporcionarem maior atividade antibacteriana (concentração mínima inibitória = 1024 g/mL), entretanto frações enriquecidas e substâncias isoladas não foram conclusivas para o reconhecimento de grupos ou compostos que pudessem inferir a mesma capacidade de inibição do crescimento bacteriano que a obtida para os extratos. A atividade antioxidante in vitro, pelo teste do DPPH, não representou, necessariamente, o efeito desempenhado pelas preparações no sistema ex vivo (ensaio quimiluminescente). Anacardium humile (Anacardiaceae), Qualea multiflora e Qualea parviflora (Dilleniaceae), apesar de não apresentarem atividade anti-H. pylori, mostraram alta capacidade de sequestar e/ou inibir a produção de EROs induzidas por essa bactéria. Dentre os compostos fenólicos, galato de metila e quercetina foram os que apresentaram maior atividade antioxidante. Em decorrência do stress oxidativo mediado por neutrófilos estar envolvido na patogênese das doenças gástricas, nossos resultados demonstram o potencial antiulcerogênico de algumas plantas medicinais brasileiras, os quais são concordantes com dados etnofarmacológicos.

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