Cinemateca Sylvio Back



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Cinemateca Sylvio Back


09 LONGAS + 03 MÉDIA-METRAGENS+03 CURTAS


SINOPSE E FICHA TÉCNICA

(e fortuna crítica)

1 - LANCE MAIOR (1968)

Sinopse
Mário, estudante universitário e bancário, através de uma ligação amorosa com Cristina, jovem rica, orgulhosa e emancipada, tenta ascender social­mente. Entre os dois coloca-se a sensual comerciária Neusa, inexperiente e revoltada com a condição humilde de sua família. Cada um buscando um lugar ao sol da vida, enredam-se num diabólico jogo de sexo e amor.

Elenco
Reginaldo Faria, Regina Duarte, Irene Stefânia, Isabel Ribeiro, Lota Moncada, Lúcio Weber, Ed­son D’Ávila, Cecília de Cristo, Sérgio Bianchi e Ileana Kwa­sinski.
Ficha Técnica

(35mm, pb, 100 min.)


Argumento e roteiro: Sylvio Back,

Oscar Milton Volpini e Nelson Padrella



Fotografia e câmara: Hélio Silva

Música: Carlos Castilho

Montagem e edição: Maria Guadalupe

Direção de produção: Ivan de Souza

Produção: Sylvio Back,

A.P. Galante e Alfredo Palácios

Direção: Sylvio Back
Premiação
Melhor Atriz” (Irene Stefânia)

Melhor cartaz” (Manoel Coelho)



(II Festival de Brasília/1968)

Crítica
("Lance Maior") seguramente a mais legítima, consciente e sincera fita engajada de toda a conturbada trajetória do moderno cinema nacional. - Ruben Biáfora ("O Estado de S.Paulo"/1969).
Você conseguiu fazer a melhor análise da classe média já apresentada no cinema nacional. - Paulo Emílio Salles Gomes (Brasília/1969).
... "Lance Maior" consegue captar e exprimir aspectos da nossa condição social, através de imagens de melancolia, visualidade e comovente realismo. - Valério Andrade ("Jornal do Brasil"/1968).

2 - A GUERRA DOS PELADOS (1971)

Sinopse
Outono de 1913, interior de Santa Catarina, Campanha do Contestado. A con­cessão de terras a uma companhia da estrada de ferro es­trangeira para explorar suas riquezas através de uma serraria subsidiária, e a ameaça de redutos mes­siânicos de posseiros expropriados, geram um sangrento conflito na região. Por exigência dos “coronéis”, forças militares regionais e o Exército nacional intervêm. Mas, os “pela­dos” (assim chamados por rasparem a cabeça) se revoltam, protagonizando uma resistência à semelhança de Canu­dos.
Elenco
Átila Iório, Jofre Soares, Stênio Garcia, Do­rothée-Marie Bouvier, Emanuel Cavalcanti, Maurício Távora, Otávio Augusto, Zózimo Bulbul, Lala Schneider, Jorge Karam, Edson D’Ávila, Sale Wolokita, Walter Cunha, Jairo Ferreira e o povo da cidade de Caçador (SC).

Ficha técnica

(35mm, cor, 98 min.)


Roteiro e diálogos: Sylvio Back

Adaptação e pesquisas: Oscar Milton Volpini

e Sylvio Back

Baseado no romance “Geração do Deserto”,

de Guido Wilmar Sassi

Fotografia e câmara: Oswaldo de Oliveira

Figurinos e cenografia: Isabel Pancada

Música: Sérgio Ricardo e Théo de Barros

Montagem e edição: Maria Guadalupe

Produção executiva: Enzo Barone

Direção de produção: Sérgio Ricci

Produção: Sylvio Back,

A.P. Galante e Alfredo Palácios

Direção: Sylvio Back

Premiação
Prêmio de Qualidade (Instituto Nacional do Cinema - INC/1971)

Melhor filme brasileiro”



(“Folha de S. Paulo”/1971)

Prêmio “Governador de São Paulo”/1971

Três prêmios para o elenco

(I Festival de Cinema de Guarujá - SP/1971)

Menção Especial

(II Semana Internacional do Filme de Autor,

em Málaga (Espanha)/1971

Seleção oficial

XX Festival de Cinema de Berlim

(Alemanha Ocidental)/1972

Crítica
Uma das raras e bem-sucedidas tentativas brasileiras no cinema épico. (‘Vídeo 93”, São Paulo, 1993).
Mesmo sem forçar comparações bombásticas, pode-se reconhecer em "A Guerra dos Pelados" um equivalente sulino do glauberiano "Deus e o Diabo na Terra do Sol". Recriando livremente episódios da Guerra do Contestado (Santa Catarina, anos 10), o filme engendra um cruzamento semelhante de motivações políticas e impulsos irracionais, apontando para uma antropologia da luta popular. - Carlos Alberto de Mattos em "Sylvio Back - Filmes Noutra Margem",PR/1992).
Não resta a menor dúvida de que "A Guerra dos Pelados" é um filme elaborado com cuidados excepcionais de produção e de inventividade fílmica. - José Tavares de Barros (João Pessoa-PB/1977).

3 - ALELUIA, GRETCHEN (1976)

Sinopse
Saga de uma família de imigrantes alemães que, fugindo ao nazismo, vem se radicar numa cidade do Sul do Brasil, por volta de 1937. Às vésperas e durante a II Grande Guerra, membros da família se envolvem com a Quinta Coluna e o Integralismo. Na década de 50, graças a ligações perigosas com o rescaldo da guerra, os Kranz são visitados por ex-oficiais da SS em trân­sito para o Cone Sul. A trama se estende aos dias de hoje.

Elenco
Carlos Vereza, Miriam Pires, Lilian Lemmertz, Sérgio Hingst, Kate Hansen, Selma Egrei, José Maria Santos, Narciso Assumpção e Lala Schneider.
Ficha técnica
(35mm, cor, 118 min.)
Argumento, roteiro e diálogos: Sylvio Back

Colaboração: Manoel Carlos Karam

e Oscar Milton Volpini

Fotografia e câmara: José Medeiros

Música e arranjos: O Terço

Montagem: Inácio Araujo

Direção de produção: Plínio Garcia Sanchez

Produção: Sylvio Back

e Embrafilme

- Empresa Brasileira de Filmes S/A

Direção: Sylvio Back

Premiação
Aleluia, Gretchen:

o filme mais premiado de 1977
Melhor diretor”: Sylvio Back (“Air France”)

Melhor diretor”: Sylvio Back (“Golfinho de Ouro”)

Melhor argumento”: Sylvio Back

(“Governador de São Paulo”)

Melhor roteiro”: Sylvio Back,

Manoel Carlos Karam, Oscar Milton Volpini

(Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA)

Melhor atriz”: Miriam Pires (“Air France”)

Melhor atriz”: Miriam Pires

(“Coruja de Ouro”)

Melhor ator”: Sérgio Hingst (APCA)

Melhor fotografia”: José Medeiros

(“Coruja de Ouro”)

Melhor fotografia: José Medeiros

(Festival de Gramado)

Melhor fotografia”: José Medeiros



(“Governador de São Paulo”)

Melhor figurino”: Luis Afonso Burigo



(“Coruja de Ouro”)

Melhor cenografia”: Ronaldo Leão Rego/



Marcos Carrilho (APCA)

Melhor cenografia”: Ronaldo Leão Rego/



Marcos Carrilho (“Governador de São Paulo”)

Melhor ator coadjuvante”: José Maria Santos



(Festival de Gramado)

Prêmio Qualidade da Embrafilme

Seleção oficial

XXV Festival de Berlim

(Al. Ocidental)/1976

Crítica
Um dos maiores filmes brasileiros de todos os tempos. - Salvyano Cavalcanti de Paiva ("História Ilustrada dos Filmes Brasileiros/1989).
(“Aleluia, Gretchen”), provavelmente um dos dez melhores filmes brasileiros em qualquer classificação. – Deonísio da Silva (“Jornal do Brasil”/2005).
Denso e pesado, “Aleluia,Gretchen” permanece como a tentativa mais séria de discutir a atuação dos adeptos do nazifascismo no país, mostrando como os pensamentos de ontem sobrevivem disfarçados no comportamento de hoje. – Luiz Carlos Merten (“O Estado de S.Paulo”/1997).


4 - REVOLUÇÃO DE 30 (1980)
Sinopse
Filme-colagem de uma trintena de documentários e filmes de ficção dos anos 20, culminando com cenas inéditas da Revolução de 1930. Todo em preto-e-branco, o principal tônus é a excelência restauração fotográfica de suas imagens, emoldurada por uma trilha sonora autêntica, de rara beleza e qualidade de emissão. Duas horas de estupefação, gargalhadas, esgares inesperados, achados anedóticos e ironias sorrateiras.
Ficha técnica
(35mm, pb, 118 min.)
Roteiro, pesquisa iconográfica

e seleção de filmes: Sylvio Back

Consultores de imagens:

Carlos Roberto de Souza, Cosme Alves Netto,

José Carvalho Motta, Jurandir Noronha,

Valêncio Xavier, Antonio Jesus Pfeil,

Michel do Espírito Santo, Oldemar Blasi

e Anita Murakami

Comentários (em off):

Boris Fausto, Edgard Carone, Paulo Sérgio Pinheiro

Pesquisa musical e arquivo fonográfico: Jairo Severiano

Montagem e edição: Laércio Silva

Som-direto: Miguel Sagatio

Arquivos: Cinemateca Brasileira (SP), Cinemateca



do Museu de Arte Mo­derna do Rio de Janeiro,

Cinemateca do Museu Guido Viaro (PR),

Arquivo “Edgard Leuenroth” - Unicamp (SP),

Fundação José Augusto (RN)

e Fun­dação Getúlio Vargas (RJ)

Produção e direção: Sylvio Back.


Crítica
Sylvio Back não é de entrar na história pela porta dos fundos. Ao abordar um tema, tem sempre, pelo menos, a virtude da polêmica. (...) “Revolução de 30” é um espetáculo instigante sobre esse fato, talvez o mais complexo da história republicana no Brasil. - Inácio Araujo (“Folha de São Paulo”/2001).
(...) os documentários de Sylvio Back não são necessariamente didáticos. São mergulhos profundos nos eventos que o cineasta quer discutir, propondo diversas chaves para que o espectador faça sua interpretação. Nesse sentido, “Revolução de 30” é particularmente desconcertante.

- Luiz Carlos Merten (“O Estado de S. Paulo”/1996).
Inventivo, habilidoso e sério, é um filme que deve ser visto obrigatoriamente. – José Carlos Monteiro (”O Globo”/1980).
Não deixe de sentir toda esta emoção que parecia perdida. –

(Revista “Senhor”/1980).


5 - REPÚBLICA GUARANI (1982)

Sinopse
Entre 1610 e 1767, ano da expulsão dos jesuítas das Américas, numa vasta área dominada por índios Guarani e parcialidades lingüísticas afins, e dre­nada pelos rios Uruguai, Paraná e Paraguai, vingou um discutido projeto religioso, social, econômico, político e arquitetônico, sem equivalência na história das relações conquistador-índio. Trezentos e cinqüenta anos depois é possível identificar uma nostalgia daqueles tempos. Ante as similitudes com o passado, este filme é a retomada do debate.

Ficha técnica

(35mm, cor, 100 min.)


Pesquisa e roteiro: Sylvio Back e Deonísio da Silva

Fotografia e câmara: José Medeiros



Direção de animação: Marcello G. Tassara

Montagem e edição: Laércio Silva

Direção de produção: Plínio Garcia Sanchez

Produção e direção: Sylvio Back

Premiação
“Melhor roteiro”

(Sylvio Back e Deonísio da Silva)



e “Melhor trilha sonora”

(Sylvio Back)

(XI Festival de Brasília/1982)

Prêmio São Saruê/1982

(Federação de Cine-clubes do Rio de Janeiro)

Melhor documentário”/1984



(Associação de Críticos Cinematográficos / MG)

Menção Honrosa

(II Festival Latino-Americano de Cinema dos Povos Indígenas/87 (Rio de Janeiro)

Crítica
... precisamente por levantar essa questão do "genocídio cultural"- implícita em qualquer tentativa, presente ou passada, de integrar o índio à chamada "civilização"- que "República Guarani" se torna o mais importante filme sobre índios até hoje realizado no Brasil... - Pola Vartuck ("O Estado de S.Paulo"/1982).

Feito com a costumeira seriedade de Sylvio Back, é importante para o melhor conhecimento do singular e dramático episódio da história do Brasil. (Vídeo/1993).
... o filme vale por colocar o espectador diante de uma fascinante discussão que termina por desmistificar a idéia paradisíaca das Missões. E o mais importante, é que o filme não adota uma atitude totalitária, como se o autor fosse o dono da verdade. – Hélio Nascimento (“Jornal do Comércio”, RS/1982).

6 - GUERRA DO BRASIL (1987)



Sinopse



En­tre 1864 e 1870, a América do Sul é palco do maior e mais sangrento con­flito armado do século, conhecido como a “Guerra do Paraguai”, ou “Guerra Grande”, para os paraguaios. Misturando realidade e ficção, o doc debate este “ensaio” da I Guerra Mundial, que envolveu Brasil, Argentina, Uruguai e Pa­raguai, vitimando em torno de um milhão de pessoas. No filme entrelaçam-se a história oficial, o imaginário popular e a crítica de militares, cronistas e his­toriadores, articulado a um complexo painel iconográfico e musical, e a um resgate visual do teatro de operações no Paraguai.
Elenco
Patrícia Abente
Ficha técnica
(35mm, cor, 84 min.)
Pesquisa histórica, cinematográfica

e musical, roteiro e texto: Sylvio Back



Pesquisa iconográfica:

Ana Maria Belluzzo (coordenação) e Mariana Ochs (Brasil),

Mary Monte López Moreira (Paraguai), León Pomer (Argentina) e Sylvio Back (Uruguai).

Fotografia e câmara: José Medeiros

Cromatismo e colagens: Solda

Direção de animação: Marcello G. Tassara

Som-direto: Miguel Sagatio e Juarez Dagoberto

Ao piano: Guilherme Vergueiro

Montagem: Laércio Silva

Produção: Sylvio Back e Embrafime

Direção: Sylvio Back

Premiação



Prêmio Especial do Júri

(III Rio-Cine Festival/1987)

Melhor Roteiro”



(I Festival de Cinema de Natal/1987)

Melhor Cartaz” (João Câmara/Dulce Lobo)



(IX Festival Internacional Del Nuevo

Cine Latinoamericano de Habana (Cuba)/1987.


Crítica

Ele, Back, é um artista obcecado pela perfeição e a persegue de filme para filme, sonha com um ato de estética puro e inovador, concreto como a verdade. – Tabajara Ruas (“Diário do Sul”, Rio Grande do Sul, 1987).


Sylvio Back está para o Brasil como Michael Moore para os Estados Unidos. Seus documentários expõem teses pessoais, desenvolvidas quase sempre como ensaios. Pode-se partilhar ou não das idéias, mas não da obstinação com que o cineasta as desenvolve. “Guerra do Brasil” traz o polemismo inscrito já no título. – Inácio Araujo (“Folha de S.Paulo”, São Paulo, 2004).
A guerra secreta de um diretor. (...) O filme levanta o véu de incompreensões e mitos que cercam este tema tabu. “Guerra do Brasil” vai em busca da verdade dos fatos, ouvindo e fazendo prevalecer a versão tanto o vencedor como do vencido. Lena Bastos (“Diário Catarinense”, Santa Catarina, 1987).

7 - RÁDIO AURIVERDE (1991)

 

Sinopse

 

Com imagens e sons inéditos de Carmen Miranda e do Brasil na II Guerra Mundial, o filme penetra no desconhecido universo da guerra psicológica que conturbou a presença da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália (1944-45). Através das musicalmente alegres e debochadas transmissões de uma rádio clandestina, tema-tabu entre os pracinhas, o filme acaba também revelando as tragicômicas relações entre os Estados Unidos e o Brasil durante o conflito - cujas conseqüências jamais se esgotaram.

 

Ficha técnica

 

(35mm, pb, 70 min.)



 

Pesquisa histórica e iconográfica,

roteiro e textos: Sylvio Back

Consultores de imagem: Francisco Sérgio Moreira,

Bob Summers (EUA) e Cosme Alves Netto

Arquivos: Casa da FEB (RJ), Casa do Expedicionário (PR),

Cinemateca Brasileira (SP), Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ),

Cinemateca do Museu Guido Viaro (PR), Collector’s (RJ),

Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage

FUNALFA (MG), National Archives (EUA), Radiobrás (RJ)

e Serviço Brasileiro da BBC (Inglaterra)

Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira

Produção executiva: Margit Richter.

Produção: Sylvio Back e Embrafilme

-         Empresa Brasileira de Filmes S/A

Direção: Sylvio Back

 

 



Premiação

 

Melhor pesquisa” (Sylvio Back)



(V Festival de Cinema de Natal-RN/1991)

 

 



Crítica

 

Mais que um filme sobre a FEB, “Rádio Auriverde” é um filme sobre a imagem do Brasil num episódio de alta exposição. Cruel, panfletário, incômodo corolário de um cinema que não nasceu para agradar ou cortejar. - Carlos Alberto de Mattos (em “Sylvio Back – Filmes Noutra Margem”, PR/1992).

 

... corajoso, desassombrado, inimaginável. – Guido Brilharinho (em “O Cinema Brasileiro nos Anos 90”, Uberaba –

MG/2000).

 

... a noção que talvez mova toda a cinematografia de Back, o desejo de quebrar a ingenuidade e festividade na visão de momentos históricos. Intento esse que lhe custou um dos mais sacudidos debates do recente cinema nacional, na empreitada de "Rádio Auriverde", uma criticada visão da participação dos pracinhas na II Guerra. - Orlando Margarido ("Gazeta Mercantil", SP/2001).

 

8 - YNDIO DO BRASIL (1995)
Sinopse
Colagem de dezenas de filmes nacionais e estrangeiros - de ficção, cine-jornais e documentários - revelando como o ci­nema vê e ouve o índio bra­sileiro desde quando foi filmado pela primeira vez em 1912. São imagens surpreendentes, emolduradas por músicas temáticas e poemas, que trans­por­tam o espectador a um universo idílico e preconceituoso, reli­gioso e militarizado, cruel e mágico do nosso índio.

Ficha técnica
(35mm, pb/cor, 70 min.)
Pesquisa histórica, prospecção de imagem e som,

roteiro e poemas: Sylvio Back

Consultores de imagem: Mario Cereghino,

Francisco Sérgio Moreira,

Cosme Alves Netto, Carlos Roberto de Souza

Pesquisa musical e arquivo fonográfico: Jairo Severiano

Arquivos: Cinemateca Brasileira,

Cinemateca do Museu de Arte Moderna

do Rio de Janeiro (MAM),

Museu do Índio e Arquivo Nacional

Dramatização de poemas: José Mayer

Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira

Produção executiva: Margit Richter

Produção: Usina de Kyno

Direção: Sylvio Back

Premiação
Melhor documentário de longa-metragem”

(XXII Jornada Internacional

de Cinema da Bahia/1995)

Melhor Documentário em Língua Portuguesa



e Castelhana”

(XXVI Festival de Figueira da Foz

(Portugal)/1996)

Prêmio Especial do Júri

(Fest Cine (Florianópolis-SC)/1997)
Crítica
O mais bem-sucedido filme de Sylvio Back. - Hugo Sukman ("Jornal do Brasil”/1995).
Back gosta de retirar o verniz ideológico das verdades estabelecidas, expondo o que se movimenta por trás das fachadas oficiais. (...) Na montagem, Back consegue mostrar que a partir de Rondon, toda a aproximação com os índios brasileiros foi feita por meio de um projeto pedagógico militarizante. – Luiz Carlos Merten (“O Estado de S.Paulo”/1997).
Em "Yndio do Brasil", mais uma vez Back foge da ótica óbvia, do discurso oficial ao fazer uma colagem de imagens que revelam como o cinema vê e ouve (ou ignora?) as nações indígenas brasileiras. - Eros Ramos de Almeida ("O Globo"/1996).


9 - CRUZ E SOUSA - O POETA

DO DESTERRO (1999)



Sinopse



Biografia do poeta brasileiro, filho de escravos, João da Cruz e Sousa (1861-1898), fundador do Simbolismo no Brasil e considerado o maior po­eta negro da língua portuguesa. Através de 34 "estrofes visuais", o filme rastreia desde as arrebatadoras paixões do poeta em Florianópolis (SC) ao seu emparedamento social, racial e intelectual e trágico fim no Rio de Ja­neiro.

Elenco



Kadu Carneiro, Maria Ceiça, Léa Garcia, Danielle Ornelas, Jaqueline Valdívia, Guilherme Weber, Luigi Cutolo, Carol Xavier, Marcelo Perna, Ricardo Bussy, Ja­cques Bassetti, Marco Aurélio Borges, Cora Araújo Oestroem, Julie Philippe dos Santos, João Pinheiro.

Ficha Técnica

(35mm, 86 min. cor, Dolby SR)


Roteiro e direção: Sylvio Back

Diretor de fotografia: Antonio Luiz Mendes.

Direção de arte: Rodrigo de Haro

Cenografia: Idésio Leal

Figurinos: Lou Hamad

Som direto: Silvio Da-Rin

Direção musical: Silvia Beraldo

Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira

Direção de produção: César Cavalcanti

Produtores executivos:

Sylvio Back/Margit Richter

Produção: Usina de Kyno



Direção: Sylvio Back

Premiação
Prêmio "Glauber Rocha" de "melhor filme dos três continentes (Ásia, África e América Latina)" e

"Menção honrosa" pela "pesquisa de linguagem" da crítica (29º Festival Internacional de Cinema de Figueira da Foz (Portugal, 2000)

Seleção dos 2os Encontros Internacionais de Cinema

de Cabo Verde (2000)

Seleção para o festival "Brasil em Caracas"

(Instituto Cultural Brasil-Venezuela (2000)

Nominação para a categoria de “Melhor Fotografia”

(Antonio Luiz Mendes)

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – 2000


Crítica



"Acho um filme admirável." - Alexei Bueno ("Jornal do Brasil").
"É, realmente, seu melhor filme, um dos mais belos do cinema bra­sileiro recente." - Luiz Carlos Merten ("O Estado de S.Paulo").
Inventor apasionado, el cineasta Sylvio Back apuesta a la sensuali­dad: la de las palabras y las imágenes, en primer lugar, pero también la de los cuerpos y los rostros, las miradas y los gestos, las posturas y los movimientos. El arte de Back – su mérito mayúsculo – está en su manera heterodoxa y resplandeciente de crear una erótica cinemato­gráfica a partir de una poética literária.” – XIX Festival Cinemato­gráfico del Uruguay.

MÉDIAS-METRAGENS



10 - VIDA E SANGUE DE POLACO (1982)
Sinopse
O Brasil aqui, fomos nós que fizemos.” Através do memorial e do testemunho de pioneiros e seus descendentes, o filme refaz a vivência social, afetiva, religiosa, política e cultural dos poloneses no Brasil. O itinerário começa quando chegaram as primeiras levas de imigrantes ao país, em 1869, e se estende à sua situação atual, já completamente integrados à sociedade brasileira.
Ficha técnica
(16mm, cor/pb, 56 min.)
Pesquisa e roteiro: Sylvio Back

Fotografia e câmara: Adrian Cooper

Som-direto: Romeu Quinto

Músicas: Henrique de Curitiba/

Folclore da Polônia

Filme de arquivo: Cinemateca

do Museu Guido Viaro (PR)

Montagem e edição: Mário Queiroz Jr.

Assistente do diretor: Maraidith Flores

Produção e direção: Sylvio Back
Premiação
Melhor fotografia”

(Adrian Cooper)

(XI Festival de Gramado/1983)

Melhor fotografia”

(Adrian Cooper)

Melhor som”

(Romeu Quinto)

(XVI Festival de Brasília/1983)
Crítica
Vida e Sangue de Polaco é um belíssimo documentário a respeito da imigração polonesa no Sul do país: belo a cada plano, o filme transpira uma ternura e uma poesia difíceis de encontrar. – Inácio Araujo (“Folha de S. Paulo”/1997).
A simplicidade de estilo transforma-se em pura poesia nas varandas das moradas polacas, onde Back colocou as famílias para posar como se fosse ele um retratista dos velhos tempos. (...) surte no filme um efeito delicioso, provocando uma tensão e um humor não encontráveis nos documentários acadêmicos. – Carlos Alberto Mattos (“Tribuna de Imprensa” – RJ/1983).
... a par da bela fotografia, “Vida e Sangue de Polaco” (Life and blood of a polak) estimula a reflexão, e virtualmente desencadeia um forte envolvimento emocional do espectador com o tema. – Nelson Hoineff (“Variety” – EUA/1983).




11 - O AUTO-RETRATO DE BAKUN (1984)


Sinopse

Revelação biográfica de Miguel Bakun, considerado o maior pintor paranaense. A recuperação da vida-obra-e-morte de Bakun, que se suicidou em Curitiba, aos 54 anos, em 1963, é realizada através de sessões espíritas e de lembranças de amigos e parentes. Com essa vertente, o filme libera todo o imaginário oculto em torno do artista.



Elenco



Nelson Padrella como Miguel Bakun

Walkíria Kaminski (médium)

Ficha técnica

(16mm, Cor, 43 min.)


Pesquisa e roteiro: Nelson Padrella/Sylvio Back

Fotografia e câmara: Adrian Cooper

Som-direto: Romeu Quinto

Músicas: Henrique de Curitiba

Intérprete: Milton Nascimento

Montagem e edição: Laércio Silva

Assistente do diretor: Maraidith Flores

Produção Usina de Kyno

Direção Sylvio Back

Premiação



Prêmio “Glauber Rocha”

(“Melhor Filme”)

(XIII Jornada Brasileira de Cinema

(Bahia/1984)

Menção Especial do Júri

(I Festival Internacional de Cinema TV e Vídeo

do Rio de Janeiro)/1984

Prêmio “Melhor Fotografia”

(Adrian Copper)

(I Festival de Cinema de Caxambu-MG)/1984

Crítica
Como o “Van Gogh”, de Alain Resnais ou “Di”, de Glauber Rocha, o “Bakun”, de Sylvio Back opera com desenvoltura no interior do indissolúvel eixo vida-obra do pintor. Sua trágica figura, sua conflitante relação com a província e com a cultura oficial, nos é transmitida de forma ao mesmo tempo terna e contundente. – Eudoro Augusto (“Istoé”/1995).

12 – ZWEIG: A MORTE EM CENA (1995)

Sinopse
Com testemunhas contemporâneas e um olhar cinematográfico dos anos quarenta, o documentário discute a “vida brasileira” do escritor austríaco, Stefan Zweig, autor do emblemático livro, “Brasil, País do Futuro”. Ele, 60 anos, e sua esposa, Lotte, 33, suicidam-se em Petrópolis na semana seguinte ao Carnaval carioca de 1942.

Ficha técnica


(16mm, pb/cor, 43 min.)
Pesquisa e roteiro: Sylvio Back

Fotografia e câmara: Walter Carvalho

Som-direto: Juarez Dagoberto

Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira

Produção: Usina de Kyno

Direção: Sylvio Back

Crítica
Em 1995, Sylvio Back realizou o extraordinário documentário em média-metragem, “Zweig: A Morte em Cena”, sobre a vida e morte do escritor austríaco no Brasil. Embasado em depoimentos, trechos de filmes e fotografias da época, o doc exibido e premiado em vários países, traça um retrato terno e verista do escritor. - Valêncio Xavier (“Gazeta do Povo” - PR/1999).

CURTAS-METRAGENS


13 - SETE QUEDAS (1980)

Sinopse

O tema do filme são as famosas corredeiras do rio Paraná, conhecidas sob a denominação de “Sete Quedas”, e cujo desaparecimento - em fins de 1982 - ocorreu quando a Usina de Itaipu represou suas águas, formando um lago de 200km quadrados. O tom das imagens é de pavana e de libelo ecológico por serem uma das últimas filmagens feitas na região das quedas.

Ficha técnica

(35mm, cor, 10 min.)

Roteiro e texto: Sylvio Back

Fotografia e câmara: Adrian Cooper

Narração: Mário Lima

Produção e direção: Sylvio Back

Premiação

Melhor roteiro” (1O. lugar)

Concurso de filmes sobre turismo

(Embratur-Embrafilme)/1980

Prêmio “Filme Brasileiro de Curta-Metragem”

Conselho Nacional do Cinema (Concine)/1982

14 – A ARAUCÁRIA: MEMÓRIA

DA EXTINÇÃO (1981)
Sinopse
Nos últimos decênios a imagem do pinheiro – símbolo heráldico do Paraná – e principal essência florestal dos estados sulinos do Brasil, acabou virando um triste epitáfio da espécie. Incêndios em reservas nativas, predação violenta e desmatamento irracional, e uma falta de consciência ecológica, visando a reposição e limites que assegurem sua sobrevivência, eis os principais elementos que pressagiam o próximo fim da chamada Araucária Angustifólia, o pinheiro do Paraná.
Ficha técnica
(35mm, pb/cor, 10 min.)
Roteiro e texto: Sylvio Back

Fotografia e câmara: Adrian Cooper

Som-direto: Miguel Sagatio

Músicas indígenas e cancioneiro popular

Montagem e edição: Laércio Silva

Produção e direção: Sylvio Back

Premiação
Prêmio “Osíris”, da FAO

(13O. Concurso Internacional do Filme Agrícola

(Berlim (Al. Oc.)/1984

Prêmio Embrafilme/“Melhor Filme Brasileiro”

Mostra Internacional do Filme Científico/1984

Prêmio “Filme Brasileiro de Curta-Metragem”

(Conselho Nacional do Cinema/Concine), 1985.

15 - A BABEL DA LUZ (1992)



Sinopse

Auto-retrato protagonizado pela poeta paranaense, Helena Kolody, 80 anos, enquanto espelho de suas próprias angústias, enquanto aventura linguística única, enquanto repositório de uma biografia interminável – “que o poema afinal, continua a vida” (Sylvio Back).


Ficha técnica
(35mm, cor, 10 min.)
Seleção de poemas e roteiro: Sylvio Back

Fotografia e câmara: Walter Carvalho

Som-direto: Adair Garcia Comarú

Visual dos poemas: Solda

Montagem e edição: Francisco Sérgio Moreira

Produção executiva: Margit Richter

Produção e direção: Sylvio Back
Premiação
“Melhor Curta-Metragem”

e “Melhor Montagem”

(XXV Festival de Brasília)/1992

“Melhor Curta-Metragem”



Margarida de Prata (Prêmio CNBB)/1992.


Biobibliofilmografia do diretor
Sylvio Back é cineasta, poeta e escritor. Filho de imigrantes hún­garo e alemã, é natural de Blumenau (SC). Ex-jornalista e crí­tico de cinema, au­todidata, inicia-se na direção cinematográfica em 1962, tendo realizado e produzido até hoje trinta e seis filmes - entre curtas, médias e dez longas-metragens: "Lance Maior" (1968), "A Guerra dos Pe­lados" (1971), "Ale­luia,Gretchen" (1976), "Revo­lução de 30" (1980), "Repú­blica Gua­rani" (1982), "Guerra do Bra­sil" (1987), "Rádio Auriverde" (1991), "Yndio do Brasil" (1995), "Cruz e Sousa - O Poeta do Des­terro" (1999) e “Lost Zweig” (2003).
Tem editados dezessete livros - entre poesia, ensaios e os argu­men­tos/roteiros dos filmes, "Lance Maior", "Aleluia, Gret­chen", "Re­pública Guarani", "Sete Quedas", "Vida e Sangue de Po­laco", "O Auto-Retrato de Bakun", "Guerra do Brasil", "Rá­dio Auriverde", "Yndio do Brasil", "Zweig: A Morte em Cena" e "Cruz e Sousa - O Poeta do Desterro" (tetralíngüe).
Obra poética: "O Ca­derno Eró­tico de Sylvio Back" (Tipografia do Fundo de Ouro Preto, MG, 1986); "Moedas de Luz" (Max Limo­nad, SP, 1988); "A Vinha do De­sejo" (Geração Editorial, SP, 1994); "Yndio do Brasil" (Poemas de Filme) (No­nada, MG, 1995), "bou­doir" (7Le­tras, RJ, 1999); “Eurus” (7Letras, RJ, 2004); e “Traduzir é poetar às avessas” (Langston Hughes traduzido) (Memorial da América Latina, SP, 2005).
Com 71 láureas nacionais e internacionais, Sylvio Back é um dos mais premiados cineastas do Brasil.



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