Circo da aventura



Baixar 56.38 Kb.
Encontro14.02.2018
Tamanho56.38 Kb.
A ARTE DO CIRCO NO “CIRCO DA AVENTURA”: BRINCADEIRA E EXERCÍCIO DE LINGUAGENS.

Gilvânia Maurício Dias de Pontes - UFRN.

Elba Rosa Vasconcelos - UFRN.
Onde houver lona para cobrir um território, mínimo e esmolambado que seja, haverá circo.

Carlos Heitor Cony (O piano e a orquestra)
Quem não brincou de circo quando criança? Quem não sentiu vontade de correr atrás do palhaço gritando que ele é “ladrão de mulher”? Quem não caçou gatos malhados pela rua, imaginando tigres a serem domados? Quem não roubou o lençol, escondido da mãe, para fazer a empanada do circo? Quem não destruiu as maquiagens das mamães e titias para transformar-se em palhaços? Quem não levou tombos imaginando-se equilibrista ou trapezista nos galhos mais altos das mangueiras, cajueiros...

Parece que todos esses desejos / vontades têm sabor de infância e sobrevivem às transformações dos tempos vindo à tona sempre que crianças e/ou adultos deparam-se com alguns dos elementos circenses ou com algo que as faça lembram e desejar vivenciar um pouco desse mundo mágico. Como aconteceu com um grupo de crianças de 5 anos do Núcleo de Educação Infantil da UFRN. Um trabalho em que o tempo inteiro, foi se entrelaçando a magia, as cores, as formas, as imagens na brincadeira de circo num projeto em que as crianças vivenciaram diferentes linguagens na construção de significados para esse tema.

A organização de um projeto de trabalho desencadeado pela área de Arte permitiu o entrelaçamento de linguagens diferentes – música, poesia, teatro, escrita, matemática. As crianças ampliaram seu repertório de leitura sobre essa manifestação artística ao mesmo tempo em que viviam o gostoso desafio de dar forma e significados às suas percepções, traduzindo-as em diferentes linguagens. Às professoras, esse tema permitiu a articulação de saberes de áreas de conhecimento diversas para construir intervenções para o exercício de linguagens na construção de conhecimentos sobre o circo.

Com o “Circus Maximus” de Roma, as crianças puderam deixar aflorar sentimentos de raiva, frustração, alegria e excitação com lutas entre gladiadores, entre animais. Conheceram um pouco da história de um povo, que viveu num tempo em que os carros não eram calhambeques, nem movidos à gasolina, mas sim Bigas e Quadrigas, isto é, carroças, como lembraram as crianças. Sem falar nos leões que comiam Cristãos. E, embora não aprovassem essa matança, as crianças ficaram apreensivas quando descobriram que os Cristãos tornaram-se poderosos a ponto dos espetáculos do Circus Maximus serem impedidos. A grande questão era a de descobrir onde os artistas trabalhariam a partir de então.

Foi um alivio descobrir que os “Saltimbancos”, não eram assaltantes de bancos, mas artistas circenses apresentando-se separadamente e vagando de cidade em cidade para ganhar seu sustendo. Trazendo alegrias e mistérios aos castelos, praças e feiras durante a Idade Média até unirem-se novamente, bem mais tarde, nos espetáculos do Circo Moderno.

No Brasil, pudemos enveredar pelo mundo mágico dos personagens circenses que chegaram de navios e invadiram cidades praieiras. E a história continuou com a visita de Nill Moura1, o palhaço Espaguete, que encantou a todos com seus muitos fazeres - dono de circo, malabarista, equilibrista e palhaço - incentivando as crianças a exercerem sua expressividade em números circenses.
E foi a partir desse estudo que as crianças puderam se transformar em Bailarinas, Mágicos, Palhaços, Mestres de Cerimônia, Animais, Domadores e Contorcionista. A brincadeira nos levou e enveredar pelo repertório cultural que envolve a Arte Circense, e a leitura, contextualização e atuação em torno dos elementos encontrados fez emergir outros significados para a brincadeira de circo.


Origem do tema:

As crianças assistiram a apresentação do circo organizado pelas turmas menores e mostraram-se interessadas em saber mais sobre esse tema, em especial pediram para que estudássemos “o palhaço”, no entanto não havia somente o interesse por esse tema. Entre os possíveis temas já mencionados pelas crianças – Vampiros e Morcegos, o Circo mobilizou o interesse coletivo e combinamos estudá-lo.


Objetivos:


  • Conhecer a origem do Circo tecendo a relação entre essa origem e a estrutura dos circos contemporâneos;

  • Conhecer as profissões do circo - o que faz cada um, como faz e onde se pode aprender essa profissão;

  • Montar um circo da turma;

  • Trabalhar geometria a partir das formas dispostas na estrutura do circo;


Etapas do projeto:


  • Ouvir músicas e histórias sobre circo;

  • Levantamento das experiências das crianças com essa manifestação artística, e formulação das questões a serem respondidas ao longo do estudo;

  • Coleta de informações, com as crianças, na biblioteca da escola;

  • Levantamento de vivências dos pais com o circo;

  • Construção de textos coletivos, sínteses das informações coletadas e organizadas por professoras e crianças;

  • Visita ao CIRCO CARAMELADA;

  • Observação e desenho da estrutura do circo – dentro e fora;

  • Construção de maquetes do circo;

  • Entrevista com Nill Moura – palhaço Espaguete, dono da Companhia CARAMELADA de Circo;

  • Leitura, rescrita e criação de poemas sobre os artistas de circo;

  • Leitura e releitura de imagens: “Circo de Cavalinhos” de Cândido Portinari – desenho e pintura;

  • Leitura e Releitura: pintura e dramatização das “Bailarinas” de Degas;

  • Brincadeiras espontâneas de circo, na sala de aula e no solário da escola;

  • Apreciação de vídeo: espetáculo “Saltimbancos” do Cirque de Solleil;

  • Organização de um Circo da turma – O Circo da Aventura;

  • Vivências de leituras e escritas – coletiva e individual.

  • Apresentação de um espetáculo do “CIRCO DA AVENTURA”, para as famílias das crianças.



Conteúdos:





  • HISTÓRIA DO CICUS MAXIMUS DE ROMA

  • HISTÓRIA DOS SALTIMBANCOS

  • HISTÓRIA DA ORIGEM DO CIRCO MODERNO DE PHILLIP ASTLEY

  • O CIRCO NO BRASIL – ORIGEM E ESTRUTURA

  • AS PROFISSÕES DO CIRCO

QUEM SÃO ESSES PROFISSIONAIS;

COMO VIVEM;



  • O ESPAÇO FÍSICO E ESTRUTURA DO CIRCO POR DENTRO E POR FORA:

MATERIAIS UTILIZADOS NA MONTAGEM DO CIRCO

NOÇÃO DE LUGAR (DENTRO/FORA, EM CIMA/EMBAIXO)

NOÇÃO E COMPARAÇÃO DE MEDIDAS (TAMANHO, DIAMETRO, ALTURA)


  • GEOMETRIA: FORMAS GEOMETRICAS NO ESPAÇO INTERNO E EXTERNO DO CIRCO;



O que aprendemos sobre a história do Circo: produção de textos coletivos

Após a coleta de material sobre o circo, em casa e na escola construímos uma rotina de contação de histórias em que dados sobre a origem e desenvolvimento do fazer artístico circense ganhavam uma narrativa quase que “fantástica” na voz do professor. Ao ouvir tais fatos, contados como se fosse uma história infantil, as crianças completavam as informações tecendo suas próprias relações no dialogo entre fantasia e realidade, experiências anteriores e aprendizados novos. Esse diálogo fica aparente nos textos produzidos pelas crianças sob a mediação das professoras.

A produção de textos diversos significa o registros das sínteses construídas pelo grupo de crianças ao longo do estudo.

O CIRCO DE ROMA
Há muito tempo atrás existia o circo de Roma, não era no tempo dos dinossauros, nem na época dos calhambeques, já havia descoberto a roda mas, não era no tempo dos homens das cavernas.

No tempo em que ninguém sabia que o Brasil existia só havia a China, o Japão e Roma. No tempo em que os carros se chamavam Bigas e Quadrigas. Esses carros pareciam carroças e eram puxados por cavalos e não tinha gasolina...

Descobrimos que nesse tempo o circo era diferente do circo de hoje. As pessoas de Roma vestiam roupas diferentes das nossas, as roupas eram vestidos com um cinto no meio, e as mangas ficavam grandes. E algumas dessas roupas eram feitas de couro de animal.

As pessoas para se divertir iam para o “Circus Maximus”. A palavra circus que dizer o lugar onde os combates acontecem.

O circo não tinha lona, ele tinha arquibancadas feitas de pedras, tinha uma arena redonda, um alçapão para guardar os leões e um lugar bem chique onde ficava o Imperador de Roma e onde as bailarinas dançavam para ele. Tinha também as cavalarias para guardar as bigas, quadrigas e os cavalos.

No espetáculo desse circo, tinha luta de gladiador contra gladiador, luta de animais, leões comendo cristãos e corridas de bigas. Quando um gladiador vencia, o que perdia, olhava para o Imperador e pedia para ser salvo. Se ele levantasse o polegar, o perdedor seria salvo e se ele baixasse, podia cortar sua cabeça.

(27/10/02)
OS SALTIMBANCOS
Depois que o circo de Roma acabou, as pessoas que trabalharam lá viraram saltimbancos e foram fazer suas apresentações em vários lugares: castelos, na frentes de igrejas e nas praças.

Os saltimbancos, que não eram assaltantes de banco, eram artistas que iam de um lugar para outro fazendo espetáculos.

Cada um apresentava: um cantava, outro dançava e outros faziam palhaçadas como o bobo da corte. Tinha ainda os malabaristas e também os animais e o domador que tocava pandeiro para o urso dançar.

(13/11/02)


A geometria do circo
Observando, cortando, pintando, montando, “O Circo” possibilitou uma infinidade de atividades onde as suas diferentes formas puderam ser comparadas com objetos do nosso dia a dia, ou que estão ao nosso redor. E entre traçados, círculos, cores, cilindros, retângulos, cones e triângulos conseguiram individualmente fazer o seu circo – a maquete do “Circo da Aventura”.

O circo por dentro e por fora
Por fora

É feito de lona segurada por um pau de madeira e com tábuas. Tem uma bandeira no topo; Tem estacas de ferro no chão e nelas estão amarradas as cordas para prender a lona. A lona é colorida, a forma dela é redonda e triangular. O chão do circo é de areia.



Por dentro

Tem picadeiro e as arquibancadas. O picadeiro é o palco!

Nas cidades do interior as arquibancadas eram chamadas de poleiro...


  • É o lugar de pular?

  • Não. É o lugar das galinhas!

As galinhas quando vão dormir procuram um lugar alto e o poleiro do circo era lá em cima. No circo tem também as cadeiras para as pessoas sentarem. As cadeiras ficam perto do picadeiro.

Tem trapézio para o trapezista fazer o espetáculo. O trapézio é parecido com o balanço do NEI (as barras do brinquedo do parque). E fica bem no alto do circo.

E as luzes do circo são iguais as da nossa sala?

- É uma luz bem forte!

Aquela luz vem do holofortes, que servem para iluminar as pessoas que fazem os números no picadeiro

Será que o circo de hoje é igual ao circo de Roma? O espetáculo é igual?

Não, porque no circo de Roma tinha o espetáculo dos leões que comiam os cristãos, as corridas de bigas e as lutas de gladiadores.

No circo de hoje tem: palhaço, trapezista, equilibristas, mestre de cerimônia – que apresenta e chama os números.

Também tem o mágico, o bilheteiro, a mulher gato, o homem bala e os acrobatas.

(18/11/02)


O CIRCO VEIO A NOSSA SALA: a visita do palhaço Espaguete
Uma das formas de favorecer o acesso das crianças às manifestações artísticas é levá-las até o ambiente em que ocorrem, nesse sentido as crianças já havia visitado o circo CARAMELADA, há algum tempo, com o tema circo foi possível retomar essa visita e convidar o dono do Circo para falar sobre a história do circo no Brasil e sobre os diversos fazeres circenses. Antecipadamente organizamos as perguntas que as gostariam de fazer a Nill Moura, dono do circo e também palhaço e malabarista.
PERGUNTAS ELABORADAS PELAS CRIANÇAS E PROFESSORAS


  • COMO APARECEU O PALHAÇO NO CIRCO?

  • O QUE A GENTE FAZ PARA SER PALHAÇO?

  • SERÁ QUE TEM ESCOLA DE PALHAÇICE?

  • COMO O CIRCO CHEGOU NO BRASIL?

  • ONDE AS PESSOAS DO CIRCO MORAR?

  • COMO AS CRIANÇAS DO CIRCO ESTUDAM?

  • O QUE VOCÊ FAZ NO CIRCO?

  • VOCÊ TRABALHA COM QUEM?

  • COMO VOCÊ CONHECEU O CIRCO?

  • COM FAZ PARA SER MALABARISTA?

  • TEM ESCOLA PARA SER MALABARISTA?

  • COMO O MALABARISTA CONSEGUE JOGAR AS BOLAS COMENDO UMA MAÇA?

  • COMO A GENTE FAZ PARA SE MÁGICO?

  • COMO O MÁGICO FAZ AS COISAS DESAPARECEREM?

  • POR QUE AS MENINAS DA TURMA 4 NÃO CONSEGUEM DOBRAR O CORÇO COMO A MENINA DO CIRCO (CONTORCIONISTA)?

  • COMO FAZ PARA SER BAILARINA DO CIRCO?

  • TEM ESCOLA DE BAILARINA DO CIRCO?

  • TEM ESCOLA DE DOMADOR?

(19/11/02)
Registro da entrevista
Nill veio hoje a nossa sala, mas ele não é só Nill, ele é também o palhaço Espaguete.

Ele ensinou a gente a fazer malabarismo, para jogar coisas e comer a maça ao mesmo tempo. Para aprender a fazer malabarismo, primeiro joga com uma bola ... Depois com duas... Depois joga as bolas com uma mão e come a maça com a outra. Para fazer isso tem que treinar muito.

As bailarinas do circo aprendem a dançar balé com professora normal, igual as outras bailarinas. Elas aprendem no circo o balé aéreo, elas enrolam a corda pelo corpo para não cair, e no chão tem um colchão bem foco que não é uma rede.

As crianças do circo estudam em escolas normais, mas passam de escola em escola porque o circo sai de cidade em cidade.

O circo chegou no Brasil na época do café, quando o Brasil vendia café e açúcar que eram levados para outros países pelos navios. Daí o circo chegou no Brasil viajando de navio e só ia para as cidades que tinha praia.

O circo vinha para Natal, que é uma cidade que tem praia, mas não ias para Brasília que é uma cidade que não tem praia.

Nill conheceu o circo quando tinha 17 anos porque ele teve que interpretar um palhaço na peça de teatro e precisava ir muito ao circo para aprender a ser palhaço. Ele e sua esposa, a palhaça Ferrugem, tiveram que estudar muita matemática para montar o circo, para aprender a medir a lona.

Para montar o circo, precisa colocar primeiro o mastro e depois colocar a lona, depois as cordas de ferro – o cabo de aço. E coloca as estacas de ferro para amarrar as cordas.

Só existe escola para domador em outro país, mas nos circos que estão surgindo agora não tem mais animais ferozes, porque os caçadores pegavam o bicho, colocava numa jaula e levava para o circo. O bicho ficava longe da sua casa e da sua mamãe. Agora só tem bicho pequeno no circo e o nome do domador virou amestrador de bichos pequenos.

Ele disse que tem escola de malabarista e tem até escola que ensina a ser palhaço.


COMENTÁRIOS:

(20 / 11/ 02)
Brincando de fazer poesias

Foi brincando com as palavras que pouco a pouco percebemos que podíamos criar nossas próprias poesias. Mesmo sem métricas, com ou sem rima, formos juntando versinhos, do nosso jeito, fomos fazendo nossas poesias.

Ah! A bailarina tão fina... Ouvíamos de diferentes formas e suspirávamos de emoção.

O equilibrista nos transportou para a magia, o suspense e o perigo do picadeiro/trapézio.

E foi assim que a poesia foi nos envolvendo, tomando forma, pouco a pouco se transformando em pequenos versos únicos, os primeiros ensaios de que por ser criança já é poeta.

Com olhar encantado lemos autores que escreveram poesias sobre o circo, fomos brincando com as palavras, recitando, compondo, misturando sons e investigando a organização estética de palavras e significados , com gosto de brincadeira de adivinhação




Domador

O domador

quando dá ordem ao leão

fica com o chicote na mão

O leão ruge brabo

de raiva e de dor.

A Bailarina

Voando de ponta

E pé


Para cima

E para baixo

A bailarina


O Mágico

O mágico tira

Estrela e luas da cartola

Transforma luas e estrelas

Em lindas nuvens

O mágico pega

Uma luva da cartola

E uma nuvem

Faz um encanto

Aparece uma flor
Mestre de Cerimônias

O mestre de cerimônias

Apresenta os números

E algumas palhaçadas

Que os outros fazem.
As releituras
Buscando ampliar o repertório expressivo das crianças na linguagem plástica da Arte trouxemos algumas imagens que faziam lembrar os espetáculos circenses. Exercendo a leitura, em sentido amplo, as crianças puderam enveredar pelo mundo de imagens onde cores e formas se misturavam para compor a cena.

As Bailarinas de Degas nos transportaram para a suavidade dos gestos e tons refletidos pelas pinceladas do artista. E assim nos travestimos dessas personagens e bailamos, ao som da música de Toquinho – Ciranda da Bailarina. Meninos e meninas, juntos com se estivessem num palco de verdade, como um verdadeiro balé. Só após esse momento de encantamento, pudemos transferir essa emoção para o papel. Tomando emprestado as imagens de Degas, traduziu-se a emoção em suaves pinceladas.

O “Circo” de Portinari ofereceu uma oportunidade de acesso e análise diferente da pintura das bailarinas. Foi possível observar e perceber a composição do quadro, a distribuição dos elementos nos diferentes planos. Divididas em grupos, as crianças representaram, através do desenho, cenas diferentes dessa obra. Ao final, tal qual quebra-cabeça, remontamos o Circo da turma 4, desenho coletivo de magia e fascínio provocados pelas ações de leitura e releitura de imagens do circo.

A Arte do circo no Circo da Aventura

Ao final do estudo sobre o circo resolvemos organizar um circo da turma e depois de muitas discussão elegemos por meio do voto o nome do nosso circo. Entre os mais votados estavam: Circo da Crianças, Circo da Fantasia, Circo da Imaginação e Circo da Aventura. Depois de uma boa campanha de algumas crianças batizamos o nosso circo de “Circo da Aventura.

Depois da escolha do nome as crianças sugeriram os números: bailarinas, domadores e animais, palhaços, contorcionistas e mágico. Brincamos na sala e no pátio da escola várias vezes. Nesses momentos, cada criança pode participar de todos os números e assumir todas as personagens.

Ao final do bimestre o nosso circo encerrou o ano com um espetáculo especial para os país e convidados. Nesse espetáculo, muitos mais que espectadores, os pais também tornaram-se participantes da nossa brincadeira. Uma platéia atenta, que cantava, gritava e gargalhava com as peripécias dos filhos.


Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Núcleo de Educação Infantil

CONVITE
Estamos encerrando a temporada de espetáculos no NEI. O artista do “Circo da Aventura” tem o prazer de convidá-los para a sua última apresentação do ano.

Local: Brinquedoteca

Data: 18 /12

Horário: 16 horas

O ingresso é um quilo de alimento para “Campanha do Natal sem Fome”.

Os artistas da turma 4 – tarde


De linguagens e brincadeiras

Viver o universo do circo possibilitou-nos brincar de diversas formas articulando códigos diferentes. A músicas, a pintura, o desenho, o teatro, a poesias foram para esse grupo o meio e o conteúdo que permitiu expressar e representar os significados que atribuíram ao circo em cada etapa do estudo. A nossa mediação necessariamente foi lúdica para que esses sentidos pudesse emergir com espontaneidade. Foi fundamental promover o diálogo entre as demandas das crianças e os objetivos que pensamos alcançar ao início do estudo e foi importante sobretudo, ouvir as crianças em seus gestos, olhares, ações e reações diante de cada atividade proposta. Nesse diálogo, entre linguagens de professoras e crianças, os significados para a Arte circense foram ampliados e o movimento para representação do circo ganhou detalhes novos no cotidiano desse grupo.

Referências Bibliográficas:
FERRAZ, M. H. T. e FUSARI, M. F. R. Metodologia do Ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 1993.

PONTES, Gilvânia Maurício Dias. A Presença da Arte na Educação Infantil: olhares e intenções. Mestrado (Dissertação). 190f. Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal: 2001.




1 Nill Moura, palhaço Espaguete – Natal/RN


Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal