Com a diferença tecer a resistência 3º Seminário Internacional Desfazendo Gênero



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COM A DIFERENÇA TECER A RESISTÊNCIA

3º Seminário Internacional Desfazendo Gênero

10 a 13 de outubro de 2017

Campina Grande, Paraíba


Simpósio Temático nº 42: Corpos em palavras - a literatura e suas subversões



DESBUNDE É POLÍTICA: EROTISMO, BISSEXUALIDADE E FEMINISMO NA POESIA DE LEILA MÍCCOLIS

Juliana Goldfarb de Oliveira1

Raquel Costa Goldfarb2

Escrever sobre Leila Míccolis é, de certo modo, acompanhar o percurso da literatura brasileira contemporânea. Bem, pelo menos de boa parte dela, já que a poeta – “porque em poetiza todo mundo pisa” – esteve envolvida em vários eventos e movimentos pertencentes ao lado B da história literária. A autora tem se dedicado à poesia desde os anos de 1960 e se tornou um importante nome na Era digital.

Nesses mais de cinquenta anos de literatura, ela traz como marcas: a fluidez dos gêneros e escritos intim(id)amente ligados ao contexto sociocultural em que estão inseridos. Leila sempre foi um grande nome por entre os espaços alternativos da literatura, sendo reconhecida enquanto militante feminista, marginal, como agitadora cultural ou, simplesmente como a “pequena notável” da literatura.

Leila é carioca, nascida em 1947, e de lá pra cá alcançou um vasto currículo: foi advogada, possui pós-doutorado em Teoria literária (mas sua vida não se prende à pompa academicista), editora, professora de roteiro, promotora cultural e artista performática. No entanto, em diversas entrevistas, ela se orgulha em dizer que sua principal função é a de escritora, e que, sim! Dá pra viver de poesia.

Além disso, também se dedica aos seus gatos, plantas, culinária natural, ao seu relacionamento fora do padrão convencional e, finalmente (mas não menos importante) ao blocos online, seu site de poesia, criado junto ao seu companheiro e também escritor, Urhacy Faustino, que existe e persiste há 20 anos, conta com a participação de mais de sete mil poetas e que é constantemente alimentado e cuidado pela escritora.

Seu nome ficou conhecido ao participar da antologia 26 poetas hoje, organizada por Heloísa Buarque de Holanda, em 1976, e desde então foi citada por críticos literários, e costuma figurar em trabalhos que estudam autoria feminina, literatura de testemunho, poesia em tempos de ditadura, artes LGBTs ou poesia erótica/obscena/pornográfica brasileira.

A verdade é que ainda são escassos os trabalhos voltados especialmente para a autora ou que tragam uma análise mais aprofundada de sua obra3, e é a própria Leila que se encarrega de difundir seus textos. É curioso pensar que uma escritora com uma postura vanguardista como Leila Míccolis seja tão pouco estudada na história da literatura brasileira.

Como já antecipei acima, a poeta se destaca por ser uma das primeiras escritoras assumidamente feministas no Brasil, e sua poesia transborda militância, utilizando humor e ambiguidade para fazer críticas cítricas ao sistema castrador. Talvez, por ser considerada como “panfletária” para alguns estudiosos de poesia, como lembra Salgueiro (2013), sua fortuna crítica ainda é escassa, sobretudo se comparado a outros poetas contemporâneos da autora. No entanto, com um olhar menos preguiçoso é possível perceber a efervescência literária e a sua força poética, que ultrapassa o panfletário e se torna, de fato, revolucionário.

Recentemente, Míccolis lançou Desfamiliares4 (2013), que reúne toda a sua obra poética, de 1965 a 2012. Só o nome escolhido como título de seu livro já revela muito do que um leitor desavisado pode encontrar naquelas páginas: a dissolução da instituição familiar, que é desnudada e deixada à mostra suas hipocrisias e falsos moralismos. Daniella Bertocchi (2014) reflete sobre as estratégias de resistência aos padrões impostos socialmente à mulher em Desfamiliares:

Há em sua obra poemas eróticos, pornográficos, infantis, feministas, de forte teor crítico e há aqueles ainda que mostram uma radical resistência em se adequar ao status quo. Ela resiste em se entregar à situação de mulher dona de casa, boa esposa, obediente e subalterna às vontade dos homens – maridos, patrões, adultos, brancos, ricos e que tais.

De fato, não sei se Desfamiliares é um livro indicado para ler em voz alta com a sala de casa cheia, pois além da crítica ao tradicionalismo, são vários os poemas com a temática sexual em voga e apresentados sem nenhum pudor ou eufemismos. A temática sexual em Leila ganha um tom provocativo, em que a gozação sobre o sexo é se torna uma arma de combate ao patriarcado, de subversão ao sistema político dominante e de afirmação da sua sexualidade feminina.

Nesse ensaio, meu maior interesse é perceber como o erotismo esteve presente na poesia de Leila Míccolis, especialmente em dois momentos: com a poesia marginal, nos idos dos anos 1970, em que a autora levantou a bandeira feminista em sua poesia e com o movimento de arte pornô /pelos direitos LGBTs, durante os anos de 1980, em que Leila deu voz a um tema que é silenciado até mesmo no meios LGBTs: a vivência bissexual. A intenção aqui é perceber como se estruturou seu discurso sobre o sexo, por isso utilizarei como fonte de pesquisa seu livro Desfamiliares, que traz sua obra completa e possibilita uma leitura historicizada da autora.

A representação erótica/pornográfica, em nossa cultura ocidental e patriarcal, se configura como um dispositivo de poder (FOUCAULT, 2012) e, como tal, ele se insere criando hierarquias de gênero e reforçando o binômio homem-espectador e mulher-espetáculo. A poesia de Míccolis, no entanto, debocha desse binômio de gênero, escancarando as desigualdades presentes nos textos eróticos/ pornográficos hegemônicos e apresentando uma outra perspectiva dos textos de temática sexual.

O que ficou conhecido como “poesia marginal” ou geração mimeógrafo foi um movimento surgido na década de 1970, através de vozes poéticas que utilizaram os versos livres, a linguagem coloquial e o humor como forma de resistirem à censura e ao silenciamento do período ditatorial.

A poesia marginal foi um movimento amplo e sem unidade, manifesto ou conjunto características mais específicas para definir os poetas dessa geração. Havia em comum certa efervescência, uma atitude de enfrentamento através do deboche (poema-piada) e um interesse quase libertino em existir poeticamente em meio à ditadura militar. A ruptura era evidente e embebida de um pós-modernismo, na época ainda engatinhante (SANTOS, 1986, p. 65-66).

A partir da década de 1960 e, especialmente, nos anos 1970, o número de mulheres que se dedicavam à poesia cresceu consideravelmente e, mais que isso, o próprio conteúdo foi alterado: a poesia de autoria feminina se tornava combativa, voraz, agressiva, transgressora. Ela acompanhava as mudanças sociais (como o feminismo, o advento da pílula anticoncepcional e os debates sobre liberação sexual) e se fazia uma voz de destaque no coro dos marginais.

Em 1978, Leila Míccolis organizou o livro Mulheres da vida, uma antologia poética de autoria feminina impulsionada por esse teor de transgressão e com vários emblemas dessa geração: é regada de erotismo, experimentalismo, crítica ao patriarcado e linguagem debochada, como descreve no prefácio:

Ontem talvez temêssemos as conotações eróticas e ofensivas da expressão; ontem talvez pensássemos duas vezes antes de ousar viver e escrever. Hoje nós e nossas poesias nos jogamos nos bares, calçadas, manicômios, casas, bordéis. Onde houver vida lá estaremos, mulheres tentando mergulhar fundo em cada experiência presente. (MÍCCOLIS, p. 5, 1978)


E é dessa antologia que vem uma possível sugestão de quem é ou deseja ser Leila Míccolis, através do poema Na vida: “Não sou comportada. Puta e lésbica/ e o que mais me der na telha,/ pareço um pássaro/ procurando espantalhos e alçapões,/ querendo me expandir como sono/ em pálpebras cansadas,/ explodir em violência/ no silêncio dos acomodados.[...]” (p. 328). O eu lírico feminino se define como “Puta”, “lésbica” e que seu comportamento não será regido pela moral vigente, mas sua vontade de transcendência será sua guia. Há nele uma postura de militância frente à mudez opressora.

Apesar de não ser estritamente erótico, esse poema traz termos que poderiam escandalizar a sociedade da época e com um tema também controverso: ele evidencia pautas feministas – a autoafirmação e ressignificação do comportamento sexual feminino considerado inadequado. Em Leila Míccolis, vida e poesia se misturam, tornando a leitura ainda mais deliciosa e apimentada.

Foi com a sua incorporação à geração 70 e todos os ideais de revolução através do desbunde, que o sexo foi ganhando forma e força em sua obra. Ela se tornou porta voz do feminismo e abrindo caminho para que outras mulheres pudessem escrever sobre corpo, sexo e desejo. Ainda assim, há em alguns poemas certo ressentimento aos padrões patriarcais, como é possível perceber em alguns poemas do livro Impróprio para menores de 18 amores:
Lua de mel
Nossa primeira noite foi a melhor de todas.

Preparei-te cicuta no café,

espalhaste tarântulas pela cama.

Apagada a luz,

eu esperava, de quatro, que viessem mil homens

trazendo em cada mão seus vibradores.

Por fim, a violação:

em posições exóticas,

pelos cinco sentidos te gozei,

currei-te sete vezes e mais sete,

e me arrancaste o hímen com gilete.

(p. 51)


O poema é contado em tom de rememoração: a noite de núpcias (a primeira noite da lua de mel), em que, segundo consta a tradição, depois de efetuado os votos do casamento, o casal já tem permissão divina para se relacionar sexualmente, e a mulher deverá “entregar sua virgindade” ao então marido. Essa costuma ser considerada a noite mais importante de um casal.

O poema, no entanto, brinca com esse ar romântico específico da ocasião e traz uma série de imagens chocantes e grotescas, como possível tentativa de assassinato (“cicuta no café”), o desejo ninfomaníaco do eu lírico, a descrição animalesca do ato sexual e, por fim, a imagem deformada de uma noite de núpcias convencional: o “marido” que é violado e o hímen não é rompido pela penetração com o pênis, mas arrancado com uma gilete.

Se em “lua de mel” a instituição do casamento e suas idiossincrasias são colocadas em cheque, em “Até que a morte nos separe”, o poema abaixo, a temática do casamento continua em voga, mas o tom violento é amenizado:
Até que a morte nos separe
Esqueço meu desejo de vingança

e a mágoa recalcada esqueço até,

se ponho a te afagar o membro flácido

com as pontas dos artelhos

do meu pé.

(52)
Novamente, o título do poema traz um emblema presente nos casamentos Cristãos: a frase “até que a morte nos separe”, que remete à simbologia do amor eternizado através do casamento. Contudo, o que se percebe no poema é uma ironia sutil a essa lei da Igreja, pois o tom de poema é de comodismo e não felicidade plena (como é a marca do momento cuja frase do título é dita), em que eu lírico apresenta “desejo de vingança” e “mágoa recalcada” por seu companheiro, mas o que vai fazê-lo perdurar a relação é o desejo sexual, ainda que ela não seja vigorosa, já que os toques serão entre um membro não enrijecido e os dedos do pé do eu lírico.

O poema abaixo apresenta um tom completamente distinto dos anteriores, e não por acaso, aqui a temática também é modificada, pois se antes apresentei poemas com críticas ferrenhas aos relacionamentos heteronormativos baseados em normas patriarcais, “Poema para teus seios” abre espaço para um novo ciclo dos temas preferidos – os seus poemas homoeróticos:
Poema para teus seios
Cerro olhos pra não ver,

e mãos pra não apalpar,

e bocas pra não chupar

teus seios.

Desejo beber teu leite,

azeite de oliva branca,

e provar com minha língua

o macio do teu peito.

E se em inútil trabalho

te afasta a blusa de mim,

eu, por inúmeros meios,

cerro olhos para ver

e bocas para chupar

teus seios.

(p. 55 – 56)

Com esse poema, publicado pela primeira vez em 1976, Leila Míccolis participou do I Concurso de poesia Gay do Brasil, que aconteceu em 1982. A fixação pelos seios femininos é o que envolve todos os versos, e é marcante o conflito interno do eu lírico em concretizar seus desejos em torno dos seios, exemplificado pelo ato de se fechar (olhos, mãos e boca) como uma forma de controlar os impulsos sexuais. O poema, contudo, não evidencia se tal controle se dá por repressão de desejos homoeróticos, ou se faz parte de um jogo sexual.



No guarda-chuva colorido da poesia marginal, uma ponta pendeu para o lado mais irreverente, e de burburinhos entre amigos poetas surgiu o movimento de Arte Pornô. A ideia desse movimento surgiu no final da década de 1960, mas que só explodiu, de fato, nos anos 1980. Seu ápice foi entre 1980 e 1982, com a publicação do livro “Antologia do poema Pornô”, organizado por Leila Míccolis, e perdurou até 1984, através da obra “Antolorgia”, organizado por Cairo Assis Andrade.

O nome do movimento intencionava unir dois eixos na época inconcebíveis: a arte, com seu manto do belo e elevado; e o pornô, tido pelo senso comum como vulgar, comercial, sem valor cultural. A poesia se afastava do lugar elitizado e se aproximava do povo e das praças. Além da reapropriação e subversão do termo do pornô, os principais objetivos do movimento eram: brincar com o público e o privado (por isso a nudez era comum entre as performances e apresentações do grupo), unir o estético e o político através da bandalheira, enaltecer a liberdade sexual e de gênero, tirar o sexo de um lugar tabu, tematizar as diversas formas de prazer, e de apresentar um pornô sem estereótipos machistas (KAC, 2013, p.38).

A poesia de Míccolis entrou de cabeça nas propostas da Arte Pornô, que passou a incorporar de modo muito mais intenso a questão da lesbianidade e bissexualidade, que já se apresentava em anos anteriores, mas que nesses anos se tornava um tema central em sua obra. Além disso, o sarcasmo deu lugar ao humor escrachado, com termos coloquiais, poemas performáticos e, para escândalo dos moralistas, mais palavrões penetrando os salões onde aconteciam as apresentações. Namoro à antiga ou saudosa maloca faz parte de seus pornopoemas:

Namoro à antiga ou Saudosa Maloca

Namoro antigo: titia 
na sala bordava um pano, 
tomava conta, e ainda havia 
entre nós dois... um piano... 

Pra se mostrar, a vigia 
tocava um rondó cigano, 
tão mal, que ela enrubescia, 
se ria de algum engano... 

Por fim, como despedida, 
a mais ousada bravata: 
um beijo na minha tez. 

E após a tua saída, 
eu, titia e mais a gata, 
surubávamos as três...

(p. 115)

Esse poema é um bom exemplo da proposta de Arte Pornô, pois se utiliza de uma forma clássica – o soneto – em contraste com a linguagem coloquial, sobretudo no último terceto. De certo modo, o poema choca ao romper a imagem que vai se emoldurando desde o título: um encontro entre um casal enamorado, sob a vigilância de uma familiar, para que a pureza da moça não fosse devastada. No final do soneto, no entanto, descobre-se uma relação orgíaca entre a moça (eu lírico do poema), a tia, que trazia o perfil moralizador, e uma gata – o que causa ainda mais estranhamento no poema.

O tom de humor revelado no fim do poema apresenta uma quebra total com os valores tradicionais, a homenagem a Adoniran Barbosa no título (“Saudosa Maloca”) pode tanto se referir aos tempos “antigos” em que os namoros eram envoltos de regras, ou pela linguagem coloquial utilizada pelo cantor – que condiz com a escolha dos termos no verso final (em contraste com as expressões utilizadas em versos anteriores). O poema abaixo também vai brincar com a relação entre forma e conteúdo:

Bissexualismo

Teus pentelhos raspados

arranham

como barba malfeita.

(p. 116)

Nesse haikai, uma forma também cristalizada na poesia, a brincadeira se dá de forma mais explícita sobre orientação sexual. Bissexualismo joga com a fluidez de gênero, com aproximações de características sexuais ditas masculinas ou femininas – tanto que o primeiro e terceiro verso se equiparam em tamanho, e o segundo verso é o ponto em comum sobre as duas características: enquanto ter barba faz parte do universo masculino, raspar os pelos pubianos costuma ser tarefa feita por mulheres.

O eu lírico associa durante o ato sexual as sensações parecidas com dois corpos diferentes de gêneros distintos. Nos anos 1980, e ainda hoje, a bissexualidade é alvo de preconceitos inclusive dentro do movimento LGBT, por ser considerado “indeciso” ou “confuso”. A confusão do eu lírico ao lembrar a parte do corpo masculina [provavelmente] ao fazer sexo oral em uma mulher é uma resposta poética e desaforada ao coro preconceituoso.

A fluidez de gênero é intensificada no próximo poema, em que a Exigência do eu lírico ao seu companheiro é que ele tenha características ligadas ao corpo feminino:



Exigência

Meu homem eu quero,

enquanto puder,

molhado e úmido

como mulher.

(p. 117)
Através da leitura de Desfamiliares é possível perceber as mudanças na escrita erótica/pornográfica de Leila Míccolis. Em suas primeiras obras, ainda na década de 1960, aparece um tom quase romântico atrelado ao conteúdo sexual (que timidamente surge entre outros temas). Já nos anos 70, sexo é explosão: seus versos incorporam a estética marginal, com ironia, linguagem coloquial, humor e uma forte crítica à instituição familiar e seus puritanismos. O combustível de sua poética mordaz é o feminismo, em ascenção no Brasil, e a bandeira da liberdade sexual.

Nos anos 80, auge da ebulição dos textos sexuais da autora, as reflexões sobre (homo/bi)sexualidade ganham ênfase, e seus poemas são recheados de piadas picantes, palavrões, alusões escancaradas ao sexo e ao desejo homoafetivo. Nesse momento sua poesia respira a “pornografia libertária”, expressão proposta por Eliane R. Moraes e Sandra Munhoz (1984) para aquele tipo de pornografia que tem intenção transgressora, rompendo não apenas segundo às questões da moral vigente, mas problematizando, também, as opressões de gênero e sexualidade.

Essa linguagem é continuada na sua poesia dos anos 90 (mas com a sacanagem virtual se tornando um dos temas preferidos) e diminui consideravelmente nos últimos anos. Uma hipótese para isso é que a linguagem erótica como transgressão não surpreende mais como nos tempos da ditadura militar. O inegável é que, ao inverter o locus enunciativo hegemonicamente masculino, se apropriando do erotismo/pornografia para escrever seus poemas, Leila Míccolis rompe com o padrão esperado para uma voz feminina na literatura e apresenta-se como uma poeta corajosa, feminista e deliciosamente subversiva.

REFERÊNCIAS
BERTOCCHI, Daniella. “Uma anistia que não se esquece – a poesia política de Leila Míccolis”. In.: Blocos online. Site Pessoal de Leila Míccolis. http://www.blocosonline.com.br/sites_pessoais/sites/lm/leila/leilad11i.htm, Acesso em setembro/2016.

FOCAULT, Michel. História da sexualidade I: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2012.



HOLLANDA, Heloísa Buarque de; PEREIRA, Carlos Alberto M. (Org.). 26 Poetas hoje. Rio de Janeiro: Aeroplano Editora, 2007.

MÍCCOLIS, Leila (org.). Mulheres da Vida. São Paulo: Vertente Editora, 1978.

____________ & DANIEL, Herbert. JACARÉS E LOBISOMENS: dois ensaios sobre homossexualidade. Rio de Janeiro: Ed. Achiamé e Socii, 1983.

______________. Desfamiliares. São Paulo: Annablume, 2013.



SALGUEIRO, Wilberth. “Militância e humor na “poesia de testemunho” de Leila Míccolis”. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 27, p. 79-98, 2006.

SANTOS, Jair Ferreira dos. O que é pós-moderno? Col. Primeiros passos. Brasília: Ed. Brasiliense, 1986.

TRINDADE, Cairo Assis & KAC,Eduardo (org). ANTOLORGIA - ARTE PORNÔ. Rio de Janeiro: Ed. Codecri, 1984.

ZILBERMAN, Regina. Poesia feminina em tempo de repressão. In.: SIGNÓTICA, v. 16, n. 1, jan./jun. 2004, p. 143-169.



1 Pós-graduanda pela Universidade Federal de Santa Catarina.

2 Doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina e Professora no Instituto Federal da Paraíba.

3 Alguns estudos voltados especificamente para a obra de Leila Míccolis podem ser encontrados no site da autora: http://www.blocosonline.com.br/sites_pessoais/sites/lm/.

4 MÍCCOLIS, Leila. Desfamiliares: obra completa de Leila Míccolis 1965 – 2012. São Paulo: Annablume, 2013. Todos os poemas citados nesse ensaio serão retirados deste livro.




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