Com a diferença tecer a resistência 3º Seminário Internacional Desfazendo Gênero



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COM A DIFERENÇA TECER A RESISTÊNCIA

3º Seminário Internacional Desfazendo Gênero

10 a 13 de outubro de 2017

Campina Grande, Paraíba


Simpósio Temático nº 53: (Re)significando corpos e sexualidades
SOBRE A NUDEZ QUE CHOCA: O CORPO NO DISPOSITIVO DA MODA
Robson Guedes da Silva1

Karina Mirian da Cruz Valença Alves2


I-O PRIMEIRO TOQUE: ANTECIPAÇÕES

Meu corpo é o contrário de uma utopia [...] Meu corpo é o lugar irremediável a que estou condenado.

Michel Foucault



Respirando fundo, quase inconscientes das notórias sombras que a noite com seu apogeu de lembranças traziam aos nossos lábios, beijamos os corpos ríspidos de nossas vergonhas, sentamos ao chão, extasiados com tamanha petulância do destino que, ousado com suas artimanhas, fazíamos sentirmos envergonhados com nossa nudez. Chocados. Corremos as nossas estantes de livros na tentativa quase desassossegada de ouvirmos ao ler, uma voz gritando algo diferente que pudesse rasgar o resto de veste que nos cobria. Era uma serpente o querer saber, o fruto proibido havíamos abocanhado com uma sutil necessidade transgressora, nós queríamos ser nus3.

Nos tornávamos Adão e Eva, inocentes viventes, réus no paraíso éden. Tentadora serpente fez da mulher conivente no seu mortífero plano de afasta-los de suas vestes da graça, da missão salvífica de contemplar a beleza de Deus. O corpo de ambos, demasiadamente enganado, se entrega a possibilidade de ser carne, obra prima da natureza, ausência contínua da graça. Nus, Adão e Eva reverberam a pura corporeidade.

Poderemos então neste ensaio, pensar a nudez, pensar os trajetos do corpo evocados na surpresa da noite como um susto efêmero. Deveremos nos surpreender com a nudez? Poderemos nos perceber nus? E a norma reguladora que nos veste? Buscaremos curiosos, com coragem infante, perceber como a moral teológica, produziu em nossos corpos uma vontade de verdade que nos veste, fazendo-nos estranhar com tanta animosidade a nossa nudez.

Não obstante, queremos contemplar a partir de nossa nudez, como a “arquitetura do corpo é política” (PRECIADO, 2014, p. 31) e como ele é um lócus privilegiado de discursos sob a tentativa de molda-lo/modifica-lo. E, pensar o dispositivo da moda, como um conjunto heterogêneo que envolve diversos elementos de práticas disciplinares e de controle sobre a população produzindo regras, padrões e regulações sobre o vestir e o se comportar conforme a regra. Reverberando em subalternidade para os corpos que abjetos fogem do éden e assumem com empoderamento sua corporeidade e nudez. Corpos queer.

II- O CORPO-LAMA

Atenção ao corpo, ele nos vem sutilmente, caminha entre pedras e poças, entre trajetos e desvios, nos chega serenamente espantado com tudo o que sobre ele ouviu ecoar. Poderemos repará-lo sem chegar aos nossos lábios um abjacente desejo no vinco entre erótico e pornográfico? Ou será que já refém de um dispositivo o jaz entregue, emudecido, grita os textos nele inscritos. Corpo-lama. Que na fraqueza do seu barro se liquefaz em frágeis escrituras, berros profanos de uma criação abandonada, “corpo engelhado, desfigurado, estrangulado, máquina-fria: a escrita da transfiguração e pura criação. Criação que passa pela defecção, pela dança do esperma maluco, num corpo-escrita, máquina-de-masturbar que morre por não poder morrer. ” (LINS, 1999, p. 15)



E olhando a verdade dos nossos corpos, estaremos nus, a nua corporeidade é sempre latente em nós. Uma herança. Nossa estranha realidade, um lugar entre a luta contra a moral que imbui modos-maneiras de cada vez mais estarmos vestidos -reverberações de discursos que em nós estabelecem normas- e a nudez, como nossa escolha, o ser nu. É necessário conhecer os caminhos que traçam as escrituras de nossos corpos, as marcas que delimitam nossa forma de habitar o mundo, o desejo que chega aos nossos sentidos, o apetite voraz que apimenta a nudez que, de um acontecimento torna-se uma força quase impetuosa que advoga no vinco entre o erótico e o pornográfico.

Nus, evocamos ao nos envergonhar, a moral teológica que discutiu em Eva e Adão a nudez-veste, natureza-graça. A vergonha surge nos habitantes do éden-paraíso como ausência da graça divina que antes do fruto proibido os vestiam e os faziam contemplar Deus em sua beleza, surge com a ausência da veste da graça, a carne, como devir visível da nudez do homem. No corpo coberto pelas vestes da graça, o rosto transfigurado em contemplação do divino é o único que permanece nu, evidenciando como fruto desta moral teológica, como hoje em “nossa cultura, a relação corpo/rosto é marcada por uma assimetria fundamental, que quer que o rosto permaneça sempre mais nu, enquanto o corpo está por norma coberto. ” (AGAMBEN, 2014, p. 146)

Evidenciar a reminiscência das variadas formas de se vestir ao longo da história, nos possibilita perceber como o dispositivo da moda suscita em seus discursos uma vontade de verdade acerca do vestir. Não obstante, corrobora compreender como o corpo é foco das disciplinas, que fabricam “corpos submissos e exercitados, corpos dóceis” (FOUCAULT, 1987, p. 127), por meio de processos nos quais “o corpo é objeto de investimentos tão imperiosos e urgentes” (FOUCAULT, 1987, p. 126), visto que “em qualquer sociedade, o corpo está preso no interior de poderes muito apertados, que lhe impõem limitações, proibições ou obrigações”. (FOUCAULT, 1987, p. 126)

O corpo, esse conjunto de elementos discursivos, visto que não preexiste discursivamente, é lócus de disputas micropolíticas, onde nele reverbera os agenciamentos do dispositivo da moda, sendo esse, partindo de um viés foucaultiano, um conjunto heterogêneo que envolve elementos diversos de práticas disciplinares e de controle sobre a população, tais como discursos sobre a importância de se vestir adequadamente segundo as normas de gênero atribuídas às vestes, obedecer regras de combinação, uniformização segundo os padrões das instituições, regulamentos religiosos acerca do vestir-se segundo a moral, manuais de estilo, etc.

Neste sentindo, da mesma forma em que se constitui um dispositivo da moda que engendra formas discursivas que investem nos corpos uma padronização e norma acerca da compreensão do vestir e como vestir, poderemos perceber igualmente como a nudez se denota também dentro deste dispositivo, nas formas de como apresentar o nu, e mais do que isso, quais textos discursivos a nudez vai reverberar. E, tratando-se de um grandioso dispositivo disciplinar e de controle, ele engendra amparado no par saber-poder, produções de determinadas subjetividades, não deixando qualquer indivíduo escapar de seu alcance.

O que vai reverberar nas compreensões em torno da moralidade/indecência, vestimenta/nudez, sendo essas, discursos que sempre estiveram em disputas biopolíticas, e que, sempre estão em constantes modificações, pois

A utilização de uma indumentaria que deixa a mostra determinadas partes do corpo, ou mesmo a exibição do corpo nu, não é considerada, muitas vezes, tão indecente quanto a exibição de um corpo “fora de forma” e o uso de roupas não condizentes com a forma física. (GOLDENBERG; RAMOS, 2002, p. 28)

Todas essas disputas dentro do dispositivo da moda sempre estão ligadas ao binômio nudez/veste, onde se aglutinam sob a égide do corpo, processos de constituição de determinado modelo de indivíduo, onde no hoje, algumas atitudes narcísicas, fazem os indivíduos voltarem para si mesmos, constituindo um tipo especifico de si, sendo com isso, como nos afirma Lipovetsky

Novo foco da imitação social, a exaltação do look jovem e inseparável da era moderna democrático-individualista, cuja lógica ela leva até o termo narcísico: cada um é, com efeito, convidado a trabalhar sua imagem pessoal, a adaptar-se, manter-se e reciclar-se. O culto da juventude e o culto do corpo caminham juntos, exigem o mesmo olhar constante sobre si mesmo, a mesma autovigilância narcísica, a mesma coação de informação e de adaptação às novidades. (LIPOVETSKY, 2009, p.142)

Acerca dos corpos, partindo da lembrança do uso compulsório do espartilho como elemento da moda feminina que ilustra a disciplina, nos é possível indagar: “estará alguém livre do espartilho quando não precisa mais dele para moldar o corpo, tendo alcançado a mesma norma moldando-o em horas intermináveis de exercícios numa academia de ginástica? ” (SVENDSEN, 2010, p. 93), será a nudez em nossos corpos, ainda herdeira da vergonha do éden? Ou nos desdobramentos da nudez/veste se inicia uma discussão em torno da politização da nudez ou a banalização dela?

III- Toda nudez será castigada?

Nelson Rodrigues, em sua famosa peça Toda Nudez Será Castiga, fustiga a moral pequeno-burguesa cariosa apresentando o escandaloso caso entre um temperante viúvo, Herculano, e uma prostituta, Geni. O drama rodrigueano convoca a pensar sobre a moralidade conservadora em um país em que a nudez é vivenciada como pecado desgraçado, tanto quanto fetiche irresistível. Herculano é signo de uma sociedade cuja moral pendula entre a castidade e a perversão. E Geni, a heroína prostituída sacrificada pela moral sexual hipócrita tanto quanto promíscua. A crítica da sociedade brasileira passava obrigatoriamente pela crítica dessa relação ambivalente com a sexualidade, o corpo, o desejo. O drama de Herculano, Geni e tantos outros personagens rodrigueanos sintetiza, pois, a nossa tragédia.

Ainda nos idos de 1960, Leila Diniz exibe sua barriga de grávida na praia, causando furor mítico pela ousadia de aparecer assim, uma afronta desconcertante, pelo que comportava de escandaloso absurdo. A semi-nudez do biquíni, considerada pornográfica, contrastava violentamente com as representações de “santidade” da mãe ainda sustentada em um país cujas visões de mundo eram (e ainda são!), fortemente cristianizadas, especialmente católicas naquele momento. A imagem da mãe a que o ideário cristão insta (pudica, desencarnada, descorporificada, dessexualizada!), não se encaixava com aquela de uma mulher exibindo sua sensualidade livremente, passeando seu corpo dourado e expondo alegremente sua gravidez já plenamente anunciada. O gesto de Leila Diniz torna-se um dos momentos inaugurais do feminismo no Brasil, pela antecipação de algumas bandeiras feministas, como a revolta contra a regulação do comportamento feminino e o empoderamento através da afirmação da liberdade sexual das mulheres.

Entre os vários atos que marcaram os movimentos de liberação, o corpo (semi-nu, em altiva nudez) comparece como sintagma da revolução reivindicada. Também hoje a nudez é usada como instrumento de crítica em performances políticas, como as das Vadias ou as das Femen, que reivindicam a politização do próprio corpo em fórmulas como “meu corpo, minhas regras”.



Se, como disse Benjamin, quando o corpo muda tudo já foi transformado, vale questionar o que foi transformado quando o status do corpo nu mudou de proibido para exortado? Se o corpo pode ser tomado como índice de mudança em uma sociedade (KATZ, 2008), vale perguntar do que se trata quando está em curso a exortação à nudez, mesmo aquela que fala em nome do corpo real como crítica dos padrões de beleza? Se a nudez não cessa de acontecer (AGAMBEN, 2014), que acontecimento a nudez indica hoje?

Numa época de tanta saturação de imagens de nudez, a era do “manda nudes”, em que imagens de nudez circulam instantaneamente em aparelhos celulares, chats em redes sociais, o que ainda pode significar, politicamente, a imagem de um corpo nu? Evocamos, aqui, Sontag (2003), que nos alerta sobre o embotamento da sensibilidade provocado pela excessiva profusão de imagens a que hoje estamos expostos. Lá, no belo ensaio Diante da Dor dos Outros, a filósofa problematiza a passividade de espectadores diante de uma exposição de fotos de guerra, apontando a letargia comum àqueles que flanavam entre as fotografias com registros de atrocidades cometidas em algumas das guerras mais bárbaras ocorridas até o início dos anos 2000. Seu argumento, um questionamento sobre se o excesso de imagens de dor não teria nos tornado justamente indiferentes à dor do outro, remete a pensar se o excesso não deseduca ao invés de nos permitir aprender o que significa sofrer.

Podemos transpor a problematização dirigida por Sontag às imagens de dor para a profusão de imagens de nudez que hoje nos é comum. Nos perguntamos se hoje, ante è multiplicação de imagens de corpos hipersexualizadas, a nudez ainda contém alguma crítica política. Tendo sido objeto-panfleto da política dos movimentos de liberação sexual nos anos 1960, o corpo nu passa hoje a se inserir no contexto de uma economia política da libido numa sociedade hiperexcitada por um capitalismo emocional (LIPOVETSKY e SERROY, 2015), que transforma o consumo em experiência sensorial, inclusive o corpo.

Amplificação da visibilidade nude significa a democratização do “direito” de politizar o próprio corpo? Ou não seria já essa politização efeito de uma política do corpo nu que opera na nudez como seu dispositivo? Que regimes de visibilidade-dizibilidade instaura a crescente “despornicação” do olhar (SIBILIA, 2015) e das sensibilidades em torno da nudez? A “trivialização” da nudez saturou a crítica política que o corpo nu é capaz de engendrar ou a atualiza? Seria o apelo à nudez contemporânea uma erotização crítica da cultura (como desejou Marcuse) ou efeito de moda em um capitalismo que tantas vezes transforma elementos disruptivos em vetor de seu funcionamento?

Como diz Sibilia (2014), o fato de que a nudez já não seja o que costumava ser ampliou “os limites do que é válido mostrar e tolerável observar”. Por outro lado, pondera a autora, mesmo com os tabus tendo sido afrouxados, a nudez ainda “continua suscitando certo alvoroço”. Que práticas ativam a eficácia política da nudez atualmente? Se “a moda é uma lógica social independente dos conteúdos” (LIPOVETSKY, 2015, p. 266), como fazer da nudez parte da estratégia de uma moda-militância, que se ocupe dos perigos do esvaziamento da sua vocação política (seu principal conteúdo)?

Já no final dos anos 1970, Foucault chamou a atenção para as novas modalidades de investimento sobre o corpo, que tomam a forma não mais de um “controle-repressão”, mas de um “controle-estimulação” (FOUCAULT, 1979), apontando os limites dessa incitação, que regula ao passo que estimula. “Fique nu... Mas seja magro, bonito, bronzeado” é um dos paradoxos dessa exortação do direito à nudez. Talvez se trate de atuar nos limites críticos da crítica da nudez, para que ela não se engolfe no dispositivo que quer desmantelar. Os sentidos que o gesto da nudez comporta são muitos, tantos quantos podem ser as imagens que dela se fazem registros. De que nudez falamos quando falamos em nudez?

Se, por fim, nem “toda nudez será castigada”, alguma nudez sempre o será. Se, enfim, um corpo nunca estará verdadeiramente nu, porque ele está sempre vestido pela linguagem que o constitui, que nudez faz problema? Assim, não se trata de pensar os corpos tal como antes da linguagem ou fora dela, porque não há anterioridade nem exterioridade à linguagem, um grau zero que livre as coisas (os corpos) de sua “contaminação”, mas pensar a potência do corpo nu quando constituímos uma linguagem da nudez. Problematizar os regimes de dizibilidade-visibilidade que podemos agenciar diante da saturação da imagem, articulando disjunções nesse esquema de saturação, que restitua a nudez ao lugar, não do escândalo ou do espetáculo, mas do pensamento como reverberação, que inventa fissuras pelas quais escapa do dispositivo que não cessa de lhe capturar.



REFERÊNCIAS
AGAMBEN, Giorgio. Nudez; tradução Davi Pessoa Carneiro. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2014.
BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade; Trad. Renato Aguiar. – 2º ed. – Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 2000.
FOUCAULT, Michel. Ética, sexualidade, política/ Michel Foucault; organização e seleção de textos Manuel Barros de Motta; tradução Elisa Monteiro, Inês Autran Dourado Barbosa. 2. Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.
__________________. História da Sexualidade 1: A vontade de saber, tradução de Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque, 1 ed.- São Paulo, Paz e Terra, 2014.
__________________. Microfísica do poder. Organização e tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.
__________________. Vigiar e punir: nascimento da prisão; tradução de Lígia M. Pondé Vassalo. Petrópolis, Vozes, 1987.

GOLDENBERG. Mirian; RAMOS, Marcelo Silva. A civilização das formas: corpo como valor. In: GOLDENBERG. Mirian (org.). Nu e vestido: dez antropólogos revelam a cultura do corpo carioca. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 19-40.

KATZ, Helena. Por uma teoria crítica do corpo. In: OLIVEIRA, Ana Claudia de; CASTILHO, Kathia (org.). Corpo e moda: por uma compreensão do contemporâneo. Barueri-SP: Estação das Letras e Cores Editora, 2008.

LINS, Daniel. Antonin Artaud: o artesão do corpo sem órgãos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.



LIPOVETSKY, Gilles. A estetização do mundo: viver na era do capitalismo artista. Gilles Lipovetsky/ Jean Serroy; Tradução Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
__________________. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. Tradução Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
PRECIADO, Beatriz. Manifesto contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual; tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: n-1 edições, 2014.
SIBILIA, Paula. A nudez autoexposta na rede: deslocamentos da obscenidade e da beleza?Cadernos Pagu, Campinas, v. 1, n. 44, p.171-198, jan. 2015. Semestral. Disponível em:

. Acesso em: 17 ago. 2015.


SIBILIA, Paula. A politização da nudez: entre a eficácia reivindicativa e a obscenidade real. In: XXIII Encontro Anual da Compós, 2014, Belém. Anais do Encontro anual da Compós. Belém: Compós, 2014. p. 1 - 17. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2015.
SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2003
SVENDSEN, Lars. Moda: uma filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

1 Graduando em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco; Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas Foucault e Educação (GEPFE-UFPE); E-mail: robsonguedes00@hotmail.com.

2 Doutora em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco. Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco; Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Foucault e Educação (GEPFE-UFPE); E-mail karinamirian@gmail.com.

3 Fotos apresentadas neste ensaio por Thiago Antunes.




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