Como nascer de novo



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Um Velho Chavão
Nenhum erro é tão grosseiro quanto o do velho chavão que diz: "Qualquer religião serve, desde que se seja sincero." E se a mesma linha de pensamento fosse aplicada à alimentação de uma criancinha? A mãe poderia dizer: "Como não tenho outro leite, mas quero alimentar meu filhinho, vou colocar na mamadeira Coca-cola ou um pouco de vinho. Afinal, tudo é líquido." Tal raciocínio é simplesmente ridículo, mas é nada mais nada menos que essa questão da "sinceridade".

Quem inventou a religião? Voltemos àqueles dois irmãos. As duas chamas daqueles altares que foram por eles erguidos, do lado de fora do Éden, ilustram bem a diferença entre a verdadeira e a falsa religião. Uma pertencia a Abel, que apresentou ao Senhor uma oferta das primícias do seu rebanho. O ato de Abel foi praticado em amor, adoração, humildade, reverência e obediência. E a Bíblia diz que o Senhor olhou para Abel e sua oferta com muita consideração.

Seu irmão mais velho, Caim, trouxe ao altar uma oferta sem sangue, uma oferta barata, e a Bíblia diz que "ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou" (Gn. 4:5).

Será que Deus estava sendo injusto? Em última análise, não fora intenção de Caim agradar a Deus? Não estava ele sendo sincero?

Essa história foi registrada na Bíblia com a finalidade de ensinar-nos que existe uma forma certa e uma forma errada de entrar em contato com Deus. Abel trouxe sacrifício de sangue, como Deus orientara; Caim ofereceu um sacrifício de vegetais, uma oferta egoísta e superficial, desobedecendo a Deus e aproximando-se dele sem fé. E como Deus não abençoasse sua oferta ele matou o irmão. O culto de Caim era uma religiosidade estéril, vazia, como de resto toda a sua vida havia-se tornado. Ele deixou sua família, e passou a vagar sobre a terra, um homem amargurado, que clamava a Deus dizendo: "É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá-lo." (Gn. 4:13.) Caim era sincero, mas errou.

A religião humanista brota bem à vista dos grandes homens de Deus. Enquanto Moisés se encontrava no monte Sinai, recebendo as placas de pedra "escritas pelo dedo de Deus", uma religião falsa estava surgindo no acampamento de Israel. O povo disse a Arão: "Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós." Arão deixou-se empolgar pela idéia de uma nova religião e disse: "Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas, e trazei-as." Desse ouro, ele fabricou dois bezerros fundidos, e eles disseram: "São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito." (Êx. 32:1-4.)

Através dos tempos, outras crenças idólatras têm minado os fundamentos da verdade. Sejam antigas ou modernas, todas elas têm proposto alternativas para o método bíblico da aproximação do homem a Deus.

O homem pode engenhar planos para satisfazer seus anseios interiores, mas, em meio a todas as "religiões" do mundo, o método divino está na Bíblia, ao alcance de todos os que quiserem chegar-se ao Senhor, nos termos dele. Para a pessoa que busca, a solução está ao alcance.


O QUE É ISSO QUE CHAMAM PECADO?
Existe uma anedota acerca de um jato que estaria fazendo o percurso Chicago - Los Angeles. Logo que a gigantesca aeronave atingiu 40.000 pés de altitude, os passageiros ouviram uma voz falando-lhes pelo alto-falante: "Isto é uma gravação. Você está tendo o privilégio de participar do primeiro vôo em um jato totalmente dirigido por processos eletrônicos. Este avião decolou eletronicamente, e está agora voando a uma altitude de 40.000 pés, também dirigido eletronicamente. Aterrissará em Los Angeles, eletronicamente.

"Esta nave não tem piloto, nem co-piloto, nem navegador. Mas não se preocupem. Nada poderá dar errado... errado... errado... errado... errado..."

Alguma coisa saiu errada com nossa era do jato. Diz-se que é cientificamente sofisticada e moralmente emancipada. Mas não é. O que foi que saiu errado?

Em todas as grandes cidades dos Estados Unidos e da Europa o crime está aumentando. Parece que uma onda de crimes está assolando o mundo inteiro, com a força de um furacão. Uma revista noticiosa relatou que nos Estados Unidos, nos últimos quatorze anos, o índice de roubos subiu em 255%; o de estupro, em 143%; o de assaltos, em 153% e de assassinatos, em 106%.

A estatística, geralmente, é apenas uma cifra fria, enquanto não nos atinge. Disseram-me que numa universidade particular, em pequena cidade do oeste americano, as moças não saem de seus aposentos à noite por temerem assaltos ou estupros. O homem que me contou isto, disse-me que enviara sua filha para essa escola, a fim de vê-la a salvo das áreas perigosas das grandes cidades. Mas a situação ali era pior.

Não existe mais zona de segurança em nenhuma cidade. Uma mulher pode levar uma pancada de revólver, enquanto estaciona o carro numa garagem subterrânea, ou um homem pode ser agredido ao encaminhar-se para seu escritório. Os criminosos não respeitam idade, e muitos cidadãos mais idosos vivem, em muitos lugares, num verdadeiro pesadelo de terror. Na cidade de Nova York, a polícia acusou uma "gang" de seis jovens – um dos quais contava apenas treze anos – de haver assassinado por asfixia três velhos sem dinheiro. Um deles, um judeu, morreu com seu manto de orações enfiado na garganta.

O homem é uma contradição. De um lado vemos ódio, depravação e pecado; do outro, bondade, compaixão e amor: Por um lado o homem é um miserável pecador; por outro, tem faculdades que lhe possibilitam um relacionamento com Deus. Não admira que Paulo tenha considerado essa moléstia que afeta o homem como "o mistério da iniqüidade".

Algumas pessoas não gostam da palavra pecado. Crêem que isso é para os outros, mas não para elas. Porém, todos reconhecemos que a raça humana está enferma, e qualquer que seja a enfermidade, ela afetou toda a existência.

O que é isto que chamamos ? A confissão de Westminster define-o como "Qualquer falha de uma conformação do homem à lei de Deus, ou a transgressão da mesma." Pecado é qualquer atitude contrária à vontade de Deus.


O Começo do Pecado
Como foi que o pecado começou, e por que Deus o permitiu? A Bíblia dá uma indicação da resposta a essa pergunta ao ensinar que o pecado não se originou com o homem, mas com um anjo, que conhecemos como Satanás. E ele não era um simples anjo, mas a mais magnífica das criaturas.

O profeta Ezequiel descreve este ser nobre com as seguintes palavras: "Tu eras querubim da guarda, ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus... Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti." (Ez. 28:14,15.) Eis aqui uma indicação de como tudo começou. Num passado desconhecido, o pecado brotou no coração desta magnífica criatura celeste.

O profeta Isaías dá-nos outra explicação sobre a origem do mal: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, (Lúcifer) filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo." (Is. 14:12-15.)

Este é o quadro geral. O pecado de Lúcifer se resume nestas cinco afirmativas: subirei, exaltarei, assentarei, subirei e serei. Ele caiu, e tornou-se Satanás, por causa de sua ambição desmedida. Ele queria ser igual a Deus. Isto é uma manifestação do orgulho em sua forma máxima. O Novo Testamento nos dá uma descrição do pecado do orgulho, quando fala de uma pessoa que pode ensoberbecer "e incorra na condenação do diabo" (1 Tm. 3:6).


De Satanás aos Pecadores
O pecado começou com a revolta de Lúcifer, e continuou com a rebelião do homem contra Deus. Em lugar de "viver para Deus", o pecado faz-nos "viver para o eu".

A Bíblia ensina claramente como o pecado entrou na raça humana. Naquele maravilhoso jardim do Éden, havia muitas árvores. Uma delas simbolizava o conhecimento do bem e do mal, e Deus, em sua sabedoria, disse: "Dele não comereis". E Adão e Eva, com uma ou duas mordidas, desobedeceram a vontade de Deus, que eles bem conheciam. (Ver Rm. 5:12-19; Gn. 3:1-9; 1 Tm. 2:13,14.)

Deus poderia ter-nos criado como robôs humanos, que obedeceriam automaticamente a sua orientação. Obviamente, isso seria uma obediência sobre a qual o homem não teria o mínimo controle. Mas em vez disso, Deus criou-nos à sua imagem, e deseja que a criatura adore seu Criador em uma atitude responsiva de amor. Mas isso só pode acontecer se exercitarmos o livre arbítrio. O amor e a obediência que resultam de uma compulsão, não satisfazem. Deus queria filhos, não máquinas.

Um pastor amigo que jantava conosco certa noite, contou-nos acerca de seu filho que estava estudando numa universidade estadual, e se tornando "muito sábio". "Papai", disse ele certo dia, "não estou muito certo de que, quando sair da escola, eu possa acompanhá-lo em sua simples fé cristã." Nosso amigo fitou o filho bem nos olhos e respondeu: "Filho, este é um privilégio seu; um terrível privilégio."

E fui isso que Deus deu a Adão e Eva – e que ele nos dá – um terrível privilégio. Deus concedeu à humanidade o dom da liberdade. Nossos primeiros país tinham o direito de escolha: poderiam amar a Deus ou rebelar-se, e construir seu mundo sem ele. A árvore do conhecimento do bem e do mal foi uma prova para eles – e eles fracassaram.


O Pecado é Rebelião
Por que Adão e Eva, tendo todo o Paraíso à sua disposição decidiram rebelar-se? A causa desta rebelião foi "a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida" (1 Jo. 2:16). E foi a este pecado de concupiscência que Eva se rendeu. "Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu, e deu também ao marido, e ele comeu." (Gn. 3:6.)

Séculos depois, Cristo enfrentou os mesmos três tipos de tentação no deserto. Ele venceu a todos eles, e ao fazê-lo mostrou-nos que é possível resistir às tentações de Satanás. (Mt. 4:1-11.)



Os Dez Mandamentos ordenam que não cobicemos e não desejemos nada. Contudo, toda a lei moral não é apenas um teste; seu objetivo é nosso beneficio. Toda lei que Deus nos deu é para nosso bem. Se uma pessoa a transgride, ela está não somente rebelando-se contra Deus, mas também prejudicando a si mesma, de alguma forma. Deus nos deu a "lei", porque ele ama os homens. O desígnio supremo da lei é o beneficio do homem. Os mandamentos de Deus foram dados ao homem com a finalidade de promover sua felicidade, e não de restringi-la. Deus quer o melhor para nós. Pedir a Deus para modificar seus mandamentos será o mesmo que pedir a ele para deixar de amar o homem.

O filho muitas vezes acusa os país de "não o compreenderem" ou de serem demasiadamente exigentes. Quando um pai diz a um filho adolescente: "Esteja em casa até às 11:00, e diga-me sempre aonde vai", ele não está punindo, mas protegendo-o. Deus é um pai amoroso.

Quando Adão e Eva transgrediram o mandamento de Deus, morreram espiritualmente, e passaram a encarar a morte eterna. As conseqüências daquele ato foram imediatas e terríveis. O pecado tornou-se – e ainda é – o mais presente elemento da vida.

Em nosso universo vivemos sob a lei de Deus. No plano físico, os planetas se movimentam com uma precisão de fração de segundos. Nas galáxias, não existem experimentos. Vemos na natureza que tudo segue um plano harmonioso, ordenado e preciso. Será que o Deus que criou o universo material poderia ser menos exato numa questão tão importante como a do aspecto moral e espiritual do ser humano? Deus nos ama com amor infinito, e não pode aprovar uma desordem, nem irá fazê-lo. Conseqüentemente, ele estabeleceu leis espirituais, que, se obedecidas, produzem harmonia e felicidade; mas a desobediência a elas resulta em desarmonia e desordem.

Quais foram os resultados do pecado de Adão e Eva? Quando Satanás, bem como Adão e Eva contestaram a lei de Deus, eles não a destruíram, mas trouxeram destruição sobre si mesmos. A vida de beleza, liberdade e comunhão com Deus, que Adão conhecera, acabara-se; seu pecado deu como resultado a morte em vida. A natureza ficou amaldiçoada, e o veneno do pecado afetou toda a família humana. Toda a criação foi lançada em confusão, e a Terra agora era um planeta em rebelião.
Errando o Alvo
Um dos vocábulos usadas para a palavra pecado no Novo Testamento significa "errar o alvo". Pecar é não viver de acorde com os princípios de Deus. Todos nós erramos este alvo; não existe uma só pessoa que seja capaz de cumprir todas as leis de Deus, em todos os tempos.

E para alguns, até mesmo os padrões do mundo são difíceis de serem observados. Um dos espetáculos mais eletrizantes que podemos assistir é o dos Jogos Olímpicos Mundiais. Alguns atletas preparam-se durante anos e anos, disciplinando o corpo e a mente a fim de superar recordes cada vez mais elevados, e muitas vezes não alcançam seu objetivo. Certa patinadora no gelo disse que temia que uma queda um dia viesse a prejudicar seu desempenho. Disse ela: "Pense só no volume de tempo que eu tenho investido nisso, e no que outras pessoas também investiram para ajudar-me. Um só erro basta para destruir tudo."

Na vida espiritual, estamos constantemente errando. Não existe possibilidade de apresentarmos um desempenho perfeito. O Rei Davi disse: "Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer." (Sl. 14:3.)

O profeta Isaías confessa: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho." (Is. 53:6.)

Nós todos fomos afetados pelo pecado de Adão. Davi disse: "Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe." (Sl. 51:6.) Isto não significa que ele nascera de uma união ilegal, mas que ele herdara de seus país a tendência para pecar.

"Por que temos que ser castigados por algo que Adão fez?" Pense nisso. Será que você teria agido diferentemente de Adão? Estou certo de que eu não teria.

Nós todos somos pecadores por escolha própria. Quando atingimos a idade da razão, e nos defrontamos com a escolha entre o bem e o mal, todos falhamos. Deliberamos ficar com raiva, ou mentir, ou praticar atos egoísticos. Passamos adiante mexericos ou denegrimos o caráter de alguém. Nenhum de nós pode realmente confiar no próprio coração, assim como ninguém pode confiar em um leão.

Em certa reserva florestal da África Oriental, os leões podem vaguear à vontade, como se estivessem em seu próprio habitat. Os visitantes têm permissão para atravessar a área de carro ou de jipe, para ver os animais, mas são advertidos a que nunca se aproximem deles. Uma senhora, porém, arriou a vidraça do veículo para ver melhor e, inesperadamente, um leão a atacou, ferindo-a gravemente. Aquele animal parecera tão manso, tão dócil, mas em questão de instantes tornou-se feroz.

A Bíblia aplica este princípio da seguinte maneira: "Eis que o pecado jaz à porta" (Gn. 4:7.) Quando as circunstâncias favorecem, a maioria das pessoas é capaz de qualquer coisa. Davi foi um exemplo clássico. Premido pelas circunstâncias do desejo carnal, ele possuiu a mulher de outro homem; depois, tomou previdências para que o marido dela fosse eliminado, enviando-o para a linha de frente da batalha.

Mas alguém pode estar dizendo: "O senhor faz todo mundo parecer tão podre que isso não pode realmente ser verdade." Naturalmente, que não é. Mas é possível um indivíduo possuir moral ilibada e, no entanto, não ter amor por Deus, que é o requisito fundamental da lei.

E quando deixamos de preencher os requisitos de Deus, somos culpados e estamos sob condenação. O fato de sermos culpados implica em que merecemos castigo. A própria santidade de Deus reage contra o pecado: "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens..." (Rm. 1:18.)
Culpados de Quê?
A Bíblia diz que pecar é estar destituído da glória de Deus. Muitas pessoas não estão cientes da natureza desse alvo, e, por isso, quando são informadas de que erraram o alvo, não entendem esse conceito. Imaginemos que alguém coloque uma venda em nossos olhos, ajustada de tal maneira que fiquemos completamente às escuras. Depois a pessoa nos diz que há um alvo no outro canto do aposento, e que devemos atirar um dardo nele. Atiramos o dardo na direção indicada, mas quando a venda é removida, percebemos que o dardo está encravado num abajur, distante do alvo cerca de um metro. Ao atirar, havíamos feito mira na direção certa, mas erramos o alvo.

É assim que está o mundo hoje: errando o alvo. É isso que Salomão quer dizer quando fala: "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de monte." (Pv. 14:12.) Quando Deus remove a venda de nossos olhos, e um pouco de luz penetra em nossa vida, aí então principiamos a enxergar pelo menos o contorno do alvo.

Vemos, por exemplo, como Deus começou a dar um senso de direção a uma jovem que nos escreveu o seguinte: "Não me encontro em dificuldades, ou coisas assim, mas sinto que preciso do auxílio de Jesus Cristo. Essa é minha primeira tentativa de buscar a ele. Tenho dezessete anos, mas desejo sinceramente considerar-me uma crente. Estou buscando... por favor, não me decepcione."

Sua carta demonstra que ela sente algo de errado em sua vida atual. Ainda não é capaz de definir o que está errado nela, e o que está certo em Cristo, mas sua vida sem Cristo carrega uma espécie de odor de morte, que ela deseja substituir pelo "perfume" de Cristo. Quando ela menciona que não se encontra em dificuldades, está querendo dizer que não está presa, nem desmoralizada de algum outro modo perante a sociedade. Mas, apesar disso, ela sente desassossego no coração.

Deus nos dá a lei para levar-nos a reconhecer que existe algo de terrivelmente errado em nossa vida, e que a morte – morte espiritual – é a conseqüência fatal disso. Essa lei é um conjunto de princípios que irá aguçar nosso julgamento moral, para que possamos identificar o pecado. Os Dez Mandamentos constituem a essência básica da lei. Eles são como um grande aparelho de Raios-X, que revelam a estrutura óssea de nossa pecaminosidade. As primeiras quatro chapas dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus. As outras seis abordam nosso relacionamento com os homens.
Estudando as Chapas
"Não terás outros deuses diante de mim" (Êx. 20:3). Essa expressão "outros deuses" não se refere necessariamente a um buda de bronze ou a uma representação totêmica. Qualquer coisa que receber nosso interesse máximo é nosso deus. Os esportes podem ser o deus de alguém – também o trabalho ou o dinheiro. O sexo pode ser o deus de algumas pessoas, enquanto as viagens podem ser o de outras. Mas nosso interesse máximo deveria concentrar-se em Deus. Somente ele é digno de nossa adoração. Jesus disse que o grande mandamento era amar a Deus de todo o coração, alma, mente e forças. Se conseguirmos fazer isso, estaremos demonstrando que não temos outro deus além do Senhor.

"Não farás para ti imagem de esculturas" (Êx. 20:4). O primeiro mandamento diz respeito ao Ser a quem adoramos. Este segundo refere-se à forma como adoramos. Somos instruídos a adorá-lo sinceramente, com o coração totalmente dedicado a Deus. "O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração." (1 Sm 16:7.) Quando nos assentamos na igreja, cheios de religiosidade, mas ignorando a Deus, fazemos daquele templo um ídolo.

"Não tomarás o nome do Senhor ten Deus em vão" (Êx. 20:7). Isto não diz respeito apenas ao uso de imprecações, mas também a menção do nome da deidade, como Deus e Senhor, sem pensar no próprio Deus. Se cantamos as palavras de um hino maquinalmente, ou nos dizemos cristãos sem conhecermos a Cristo pessoalmente, estamos tomando o nome de Deus em vão.

Conta-se que Alexandre, o Grande, encontrou certa vez um indivíduo de caráter reprovável cujo nome era Alexandre. Então o general disse-lhe: "Ou transforme sua vida, ou mude de nome."

"Lembra- te do dia do sábado para o santificar." (Êx. 20:8.) De cada sete dias, um é designado pelas Escrituras para adoração especial e descanso. Jesus disse: "O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado." (Mc. 2:27.) Isto quer dizer me precisamos deste dia especial. Deus, em sua sabedoria, afirma que nosso corpo precisa desse dia para observar um tempo de descanso, assim como nosso espírito precisa dele para o culto. O costume de algumas pessoas de utilizar os fins de semana para prolongados períodos de lazer e entretenimento excluindo a adoração a Deus, implica em que perdem tanto os benefícios do lazer como os do culto.

Sabemos que uma nação ou indivíduo que trabalha sete dias por semana sofre danos físicos, psicológicos e espirituais. Todo tipo de maquinaria precisa de uma cessação ocasional.



"Honra a ten pai e tua mãe." (Êx. 20:12.) Este texto não coloca limite de idade para esta honra. Tampouco diz que os país devem ser pessoas honradas, para merecerem honra. Isso não significa, porém, que temos que "obedecer" pais que talvez sejam desonrosos. Não somente durante a nossa infância, mas enquanto nossos país viverem, temos que honrá-los, se é que queremos obedecer a Deus. Essa honra tem muitos aspectos: afeição, apoio moral, ajuda financeira, respeito. No entanto, em nossos lares, ouvem-se mais palavras ásperas que qualquer outra coisa. Dizemos a nossos país coisas que nunca dizemos a amigos, no trabalho ou na igreja.

"Não matarás." (Êx. 20:13.) O ato do assassinato propriamente dito é a culminância de muitas emoções. Por trás dele, acham-se atitudes de irritação, inveja e ódio. Disse Jesus: "Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão está sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno do fogo." (Mt. 5:21,22.) Será que alguém é capaz de dizer que nunca se irritou contra alguém? Todos nós somos culpados da transgressão desta lei mesmo que nunca tenhamos tirado a vida de ninguém.

"Não adulterarás." (Êx. 20:14.) Cerro filósofo disse: "Um dos fatos mais extraordinários com relação às religiões não cristãs é que muitas vezes a imoralidade e a obscenidade florescem sob o manto protetor da própria religião. Já se tem dito, e com verdade, que a castidade foi a virtude completamente nova que o cristianismo introduziu no mundo. Embora isto seja verdade, o fato é que este mandamento não se aplica apenas à castidade. Ele não implica apenas em desonrar a própria esposa ou o próprio marido, mantendo relações sexuais com outra pessoa; diz respeito também à mentalidade que está sempre preocupada com o sexo. Diz respeito ao ato de olhar para um homem ou uma mulher com intenção ou desejo lascivo. Para Deus, a pureza é, primeiramente, uma atitude do coração, depois então é um ato.

Com as coisas nestes termos, é possível que o leitor diga: "Isto é ridículo. Ninguém consegue obedecer este mandamento fielmente." E estará com toda razão.



"Não dirás falso testemunho contra o ten próximo." (Êx. 20:16.) Pensamos sempre que testemunha é uma pessoa que comparece a um tribunal para prestar declarações. Se na cadeira de testemunhas mentirmos dizendo: "Mas, meritíssimo, esse homem provocou meu cachorro, e por isso ele o mordeu. Ele bateu em meu cachorro com uma vara, e então o animal o atacou em autodefesa", quando, na realidade, o cão abocanhara a perna do vizinho sem qualquer provocação, então estaremos mentindo.

Mas, e se se trata de um mexerico "inocente"? O mandamento foi transgredido do mesmo modo.



"Não cobiçarás." (Êx. 20:17.) Quando tomamos algo que não nos pertence, isso é roubo. Roubar é um ato; cobiçar é uma atitude. Quando desejamos algo que pertence a outrem, isto é cobiça. Quantos casamentos têm terminado em divórcio, simplesmente porque um homem começou a pensar mais nos atributos da mulher do próximo, do que na sua? Este mandamento diz que não podemos cobiçar nada, e isto inclui o carro, o aparelho de TV do próximo e até sua tenda de camping.

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