Como nascer de novo



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As Duas Faces do Homem
O homem tem duas faces. Uma revela sua engenhosidade, sua capacidade de criar, de ser bondoso, de reverenciar a verdade. A outra mostra o homem utilizando sua engenhosidade para o mal. Vemo-lo praticar atos de bondade de uma forma ardilosa, a fim de conseguir um intento seu. Vemos uma faceta dele apreciando um belo pôr de sol, mas ao mesmo tempo empenhando-se em projetos que enchem a atmosfera de resíduos que vão obscurecer aquele mesmo pôr de sol. Sua busca da verdade, muitas vezes, acaba numa competição no sentido de se realizar uma descoberta científica com o fim de obter o crédito para tal feito.

O homem é, ao mesmo tempo, honrado e degradado.

A necessidade de um renascimento espiritual está evidente até para o mais desinteressado observador da natureza humana. O homem está caído e perdido, e alienado de Deus. Desde o início, todas as tentativas feitas para recuperá-lo de seu estado de perdição revelaram uma das duas condições seguintes.
Plano A e Plano B
Lembram-se de Caim e Abel? Os filhos de Adão e Eva representam o plano A e o plano B da salvação. Um deles, Caim, escolheu seu próprio método para aproximar-se de Deus. O outro, Abel, foi obediente e utilizou o método proposto por Deus, o plano B.

Caim agiu como um materialista auto-suficiente e humanista religioso. Trouxe ao altar a expressão de seu próprio esforço; tornou-se o protótipo de todos os que se atrevem a aproximar-se de Deus, sem o derramamento de sangue.

Mas o método de Caim não deu certo para ele. Nunca deu para ninguém, e não dará certo hoje tampouco. Somente Deus pode fazer um diagnóstico adequado de nossa enfermidade, e providenciar o remédio para sua cura. Deus escolheu o sangue como meio de redenção. O apóstolo João escreveu que Jesus Cristo "pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados". (Ap. 1:5.)

Quando Jesus Cristo, o perfeito Deus-homem, derramou seu sangue na cruz, ele entregou à morte sua vida pura e imaculada, em sacrifício eterno pelos pecados do homem. Sem o sangue de Cristo, o pecado é uma doença para morte.

Cada um de nós terá que escolher entre os dois métodos o método humano e o método divino. Qual será?

O HOMEM QUE É DEUS


Escrevo este capítulo pouco depois do Natal. Os cartões de boas-festas ainda estão chegando, atravancando a caixa do correio, e encantando a vista. Muitos deles contém figuras de Jesus, alguns como um bebezinho num berço tosco, outros, como um pastor de ovelhas, cercado de crianças. O mundo está sempre impressionado com a possível aparência dele. Desde as magníficas catedrais da Europa, até as menores classes de escola dominical dos Estados Unidos, vemos quadros que apresentam uma concepção artística acerca de Jesus. Certa vez, estive na África poucos dias antes do Natal, e vi Jesus representado como um bebê negro. No ano passado, estivemos no Oriente durante as festas natalinas, e o vimos representado como um oriental.

Qual é a imagem que o mundo tem de Jesus Cristo? Alguns o visualizam como um homem claro, de olhos azuis, com um sorriso brando, cabeça encimada por um etéreo halo de luz. Nos Estados Unidos, o novo e popular Jesus é um tipo simpático e viril, com um charme robusto, e muito atraente. É provável que Jesus se parecesse com um homem do Oriente Médio, de pele queimada – na verdade, não sabemos. E está certo que não saibamos como eram seus traços físicos – pois hoje ele pertence ao mundo.

Não importa a imagem física que fazemos dele, Jesus Cristo não tem um retrato mais forte que o da Bíblia. É o retrato de um homem que é Deus. O fato de que Jesus Cristo é Deus constituí o ponto central de toda a crença. É o fundamento do cristianismo. E como o modo mais prático de se derrubar qualquer edifício é destruir ou enfraquecer suas bases, os homens têm sempre tentado contestar, ignorar ou zombar das alegações de Cristo quanto à sua divindade. Entretanto, nossa esperança de sermos redimidos do pecado, depende da divindade de Cristo.

Quem é ele?



Jesus – Singular Sob Todos os Aspectos
Sabemos que Jesus existiu. Ele foi uma pessoa que ficou na História. mas também um homem que pertence a todos os tempos e épocas. Tácito, talvez o maior historiador romano nascido no primeiro século, faz referência a Jesus. Josefo, historiador judeu nascido em 37 A.D., relata sua crucificação.

Um teólogo contemporâneo diz que "a última edição da Enciclopédia Britânica emprega vinte mil palavras para descrever esta pessoa: Jesus. A descrição dele ocupou mais espaço que o dedicado a Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé, ou Napoleão Bonaparte."

Rousseau disse o seguinte: "Inventar uma vida como a de Cristo teria sido um milagre bem maior que a própria vida dele em si."

Jesus viveu, ensinou e morreu na Terra, numa pequena região do Oriente Médio, cuja maior parte hoje se encontra em território de Israel. Isto é um fato histórico confirmado.


Seu Intelecto
Muitos homens têm sido admirados pela capacidade intelectual que demonstram e muitos têm recebido honrarias pela mesma razão, mas nenhum deles possuiu um intelecto tão incisivo como o de Jesus. Sob as mais diversas circunstâncias – seja cansado de uma longa jornada, ou acossado pelos seus inimigos – Jesus sempre conseguia confundir as maiores mentes de seu tempo.

Ele teve, durante três anos, vários confrontos intelectuais com os líderes religiosos de seus dias. Muitas vezes, aqueles homens tentaram colocá-lo em dificuldades, apresentando-lhe perguntas de difícil resposta. Certa ocasião, quando ele ensinava no templo, os principais dos anciãos e sacerdotes interrogaram-no hostilmente. Perguntaram-lhe: "Com que autoridade fazes estas cousas? e quem te deu essa autoridade?" (Mt. 21:23.)

Ali estavam homens que tinham o controle de todo o ensino religioso, e esse Jesus, um carpinteiro de Nazaré, que não era pupilo deles, estava ensinando em seu território. Imaginemos o que aconteceria em um de nossos mais eminentes seminários, se o zelador subisse à plataforma, e passasse a instruir os alunos.

Jesus respondeu à pergunta das autoridades religiosas, fazendo-lhes outra pergunta. "Também quero fazer-lhes uma pergunta, e se me responderem, eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas. O batismo de João era de que origem, do céu ou dos homens?" Ora, João Batista também não fora ordenado por eles, e instruíra seus seguidores a que obedecessem a Jesus. Os líderes religiosos acharam-se num impasse. Sabiam que se dissessem: "Do céu", Jesus poderia retrucar: "Então, por que vocês não creram nele?" Por outro lado, se respondessem: "Dos homens" temiam que o povo se irasse, pois todos criam que João fora um grande profeta. Então, eles simplesmente responderam: "Não sabemos." E Jesus respondeu: "Nem eu vos digo com que autoridade faço estas cousas." (Mt. 21:27.) Jesus possuía uma agilidade mental que tem assombrado os teólogos nestes dois mil anos.


Sua Franqueza
Não importavam quais fossem as conseqüências, Jesus era sempre franco e sincero. Os membros da religião instituída de seu tempo eram extremamente meticulosos na observação de certos ritos para a lavagem dos utensílios que usavam para comer diariamente. Baseado nesta prática, Jesus fez uma ilustração de sua condição espiritual: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperança. Fariseu cego; limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo." (Mt. 23:25,26.)

A acusação que Jesus lhes fez ainda é aplicável hoje, como era naqueles dias. A verdadeira fé em Deus é uma realidade interior, e se traduz por uma atitude pessoal, por uma entrega, e não pela observação de certos ritos e leis. A maioria das pessoas teria certa relutância em falar assim com os líderes religiosos de nossa era. Jesus, porém, era um homem franco, corajoso e sincero, em toda e qualquer situação.


Sua Acessibilidade
Jesus possuía a faculdade de compreender todas as pessoas independentemente de sua posição na sociedade. Certa ocasião, ele jantava com um proeminente líder religioso de nome Simão. Enquanto jantava, uma prostituta regenerada entrou no salão onde se processava o banquete, e passou a lavar os pés de Jesus com suas lágrimas, e a enxugá-los com seus cabelos. O líder religioso ficou chocado e começou a olhar para Jesus com certas dúvidas. Ele pensou: "Se este homem fosse profeta, ele saberia quem é esta mulher que o está tocando, que tipo de pessoa ela é..."

Jesus captou a atitude dele, e contou-lhe a seguinte história: "Certo credor tinha dois devedores. Um deles lhe devia quinhentos denários (um denário era equivalente ao salário de um dia de trabalho), e o outro cinqüenta. Vendo que nenhum dos dois poderia pagar-lhe, ele, magnanimamente, perdoou a ambos. Qual dos dois você crê que o amará mais?"

Simão deve ter ponderado consigo mesmo qual seria o objetivo daquela história. Provavelmente, deu de ombros ao responder: "Creio que foi aquele a quem ele perdoou a soma maior."

Jesus disse-lhe que a resposta estava correta. Então ele relembrou a Simão que quando ele entrara em sua casa, Simão ignorara todas as cortesias normais daqueles dias.

"Você não me deu água para lavar os pés, mas ela molhou-os com suas lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Você não me deu o beijo de saudação, mas ela, desde que entrou, não cessa de beijar-me os pés."

A seguir, Jesus voltou-se para a mulher e assegurou-a de que seus pecados haviam sido perdoados.

Os outros convidados sentiam-se assombrados e indagavam: "Quem é este que até perdoa pecados?"

Sabemos que Jesus muitas vezes jantava com pessoas da elite social, mas também defendia os desajustados sociais.


Seu Espírito de Perdão
Seus adversários eram fortes e persistentes. Zombavam dele; caluniavam contra ele, e por fim, manobraram o povo para que este apoiasse sua morte por crucificação.

Quando Jesus estava pendurado na cruz, vertendo seu sangue, sofrendo dores e exposto ao sol quente, muitos zombaram dele, dizendo: "Salva-te a ti mesmo descendo da cruz." (Mc. 15:30.)

Apesar de encontrar-se em circunstâncias tão adversas, Jesus revelou uma característica que está acima de nossa compreensão. Ele dirigiu-se a Deus, o Pai, e disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." (Lc. 23.34.) Quantos homens poderiam perdoar seus algozes numa situação tão horrenda?
Sua Autoridade Moral
Os quadros de Jesus que o retratam como um homem de trapos vagos e indistintos, não se encaixam na verdadeira descrição de sua força e autoridade moral. Ao fim de sua vida, os grupos dominantes, tanto religiosos como políticos, uniram-se para pôr fim à sua obra, e mandaram oficiais prende-lo. E aqueles rudes valentões aproximaram-se de Jesus, mas detiveram-se a escutá-lo. Voltaram a seus superiores sem ele.

"Por que não o trouxeram?" indagaram eles. E os oficiais responderam, espantados: "Jamais alguém falou como este homem." (Jo. 7:45,46.) Estavam descobrindo, por experiência própria, algo que as multidões de pessoas comuns já sabiam. "Estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina" relata Mateus; "porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas." (Mt. 7:28,29.)

Jesus Cristo vivia a vida que pregava. Existem muitos homens, que conhecemos, que são nobres, inteligentes e accessíveis, que falam com toda autoridade. Mas somente em Jesus vemos as características humanas que esperaríamos encontrar em Deus, quando ele se tornasse homem.

A afirmação que Jesus faz de sua divindade é plenamente comprovada pelo seu caráter. Ele foi uma pessoa singular, na História.


Mais que Simplesmente Homem
Se isso fosse tudo que podemos dizer acerca de Jesus Cristo, ele teria a oferecer pouco mais que outros grandes homens da História. Contudo, a singularidade de Cristo reside justamente no fato de que, em sua vida na Terra, ele revelou possuir todos os atributos e características da divindade.

O que é um atributo? Certo teólogo deu a seguinte definição: "Os atributos de Deus são aquelas características distintivas da natureza divina, que são inseparáveis da idéia de deidade, e que constituem a base e o fundamento de suas várias manifestações às suas criaturas."

Jesus Cristo foi a manifestação suprema de Deus. "Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo."

Ele não foi um homem comum. Centenas de anos antes de ele nascer, o profeta Isaías disse o seguinte: "Eis que a virgem conceberá e dará á luz um filho." (Is. 7:14.)

Nenhum outro homem, em toda a História, pode dizer que nasceu de uma virgem. As Escrituras ensinam que ele não teve pai humano; se tivesse tido, teria herdado os pecados e enfermidades que todos os homens têm, já que "o que é nascido da carne é carne" (Jo. 3:6). Mas, como ele não foi concebido por meios naturais, e, sim, pelo Espírito Santo, ele se destaca como o único homem que saíra puro das mãos de Deus. Ele podia levantar-se perante seus contemporâneos e dizer: "Quem de vocês pode verdadeiramente acusar-me dum pecado?" (Jo. 8:46 NTV.) Ele foi o único homem, desde Adão, que poderia dizer: "Eu sou puro."

Se sondarmos nossa mente, teremos que reconhecer que existem mistérios acerca da encarnação de Cristo que nenhum de nós jamais poderá entender. Aliás, Paulo fala de Deus manifesto na carne como um "mistério" (1 Tm. 3:16).

O apóstolo Paulo deu explicações acerca do homem-Deus em outra epístola. "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens." (Fp. 2:5-7.)

Primeiramente, Deus é santo. Esta é uma característica divina que Jesus Cristo possuía, e que se constitui o centro de toda a fé cristã. O que significa santidade? Este termo é usado com relação a pessoas, lugares, e às vezes até a circunstâncias. Entretanto, esta palavra tão comum, que muitas vezes é mal aplicada e mal compreendida, significa "pureza auto-afirmativa". Nenhum ser humano, agora e nunca, poderia possuir a santidade pura e a perfeição moral.

No Velho Testamento há uma descrição de Deus que diz que ele é "benigno em todas as suas obras" (Sl 145.17). O profeta Isaías, ao ter uma visão do Senhor, exclama: "Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos." (Is. 6:3.) No Novo Testamento, este atributo singular é aplicado a Jesus Cristo, a criança santa, o homem imaculado. Portanto, Jesus Cristo possui essa característica que somente Deus poderia possuir.

Em segundo lugar, Deus também é justo. A fim de preservar sua santidade, ele precisa exercer a justiça. Como o pecado é uma ofensa a Deus, o princípio da justiça de Deus é de vital importância ao equilíbrio do universo, assim como toda nação deve ter certas leis e regulamentações para sobreviver. Mas, diversamente do governo humano, que aplica a justiça apenas de maneiras que interessam aos governantes e chefes de governo, a justiça de Deus é pura e ele nunca comete erros.

Jesus Cristo era justo. Durante sua existência terrena Jesus revelou possuir esta característica quando expulsou os arruaceiros do templo, com um chicote. Dele também se diz que é fiel e justo para nos perdoar os pecados. Quando ele morreu por nossos pecados, era o "justo" morrendo pelos pecadores.

Em terceiro lugar, Deus é misericordioso. Esta característica de Deus foi vista em Jesus durante toda a sua vida. Quando a mulher adúltera foi trazida perante as autoridades e condenada ao apedrejamento, Jesus defendeu-a, dizendo: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro que lhe atire pedra." Seus acusadores retiraram-se envergonhados. Jesus Cristo, exercendo a misericórdia divina, disse-lhe que fosse embora e não pecasse mais. O amor, a misericórdia e a compaixão de Jesus são revelados várias e várias vezes durante seu ministério público. No primeiro sermão que Jesus entregou em sua cidade, Nazaré, ele citou o profeta Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor." (Lc. 4:18,19.)

Em quarto lugar, Deus é amor. Os primeiros cânticos que as crianças aprendem, quando são ainda bem pequenas e nem conseguem entoar melodias, falam acerca do amor de Deus. Uma criança pode entender o amor de Deus, mas a profundidade dele é tão infinita que nem os adultos podem fazer uma idéia dela. O amor de Deus é resultante de sua santidade, justiça e misericórdia.

Sendo um Deus santo, ele odeia o pecado e não pode ter comunhão com o pecado. E como a Bíblia nos diz que a alma que pecar deve morrer, vemos que nossa separação de Deus é conseqüência do pecado. Entretanto, como Deus também é misericordioso, ele anseia salvar o pecador culpado, e precisa então prover um substituto que satisfaça sua justiça divina. E ele nos oferece esse substituto na pessoa de Jesus Cristo. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele cré não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo. 3:16.)


Deus e Jesus Cristo São o Mesmo
Em quinto lugar, Jesus Cristo possuía os três "oni" de Deus. Esse prefixo significa "todo" ou "completamente", e quando é empregado no vocábulo onipotente, por exemplo, refere-se a uma pessoa que tem todo o poder. O dicionário tem uma palavra para descrever o Onipotente, e esta palavra é Deus.

Quando Jesus Cristo estava na Terra, em forma humana, ele realizou muitos milagres. Ressuscitou mortos; pegou alguns pães e peixes e multiplicou-os para alimentar milhares de pessoas; curou enfermos com doenças crônicas, e restaurou aleijados. Mas, por que deveria isto surpreender-nos? Disse Jesus: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra" (Mt 18.18). Isto seria uma declaração espantosa se tivesse sido feita por qualquer homem comum. Somente Deus pode fazer uma afirmação destas.

Jesus Cristo era onisciente. Isto significa que ele sabia todas as coisas, e ainda sabe. As Escrituras dizem: "Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos..." "Mas o próprio Jesus... conhecia a todos... ele mesmo sabia o que era a natureza humana." (Jo. 2:24,25.) "Cristo, em que todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos." (Cl. 2:3.)

Você sabe de alguém, entre seus conhecidos ou qualquer outra pessoa da História que tenha conhecimento pleno? Já ouviu falar de alguém que conhecia, sem enganar-se, a mente dos homens? Somente um Deus todo-poderoso sabe tudo, e Jesus Cristo era onisciente.

Provavelmente, nenhuma outra idéia apresenta maior dificuldade ao entendimento humano que o conceito de onipresença. Como Deus pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo? Do nosso ponto-de-vista, estamos cerceados por tempo e espaço. Somos criaturas, físicas que somente podem estar em um lugar de cada vez. Muitas vezes nos queixamos: "Não posso estar em toda parte ao mesmo tempo!" Deus transcende tempo e espaço, como também Jesus Cristo. Ele existia antes do início dos tempos. "Antes que Abraão existisse, eu sou." (Jo. 8:58.) "Ele é antes de todas as causas." (Cl. 1:17.)

Jesus não está jungido à Terra. Ele disse: "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles." Ele pode encontrar-se numa reunião de crentes numa cabana primitiva da Nova Guiné, ou num almoço de homens de negócio em Dallas. Ele pode estar à mesa de jantar com uma família ou na sala de banquete de uma família real. Jesus Cristo é onipresente.

Jesus Cristo declarou ser Deus. Ele disse: "Eu e o Pai somos um." (Jo. 10:30.) E também: "E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou." (Jo. 12:45.) Quando ele falou aos líderes religiosos de seu tempo, deixou bem claro quem ele era. "Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim." (Jo. 8:18.) Alguns membros da hierarquia da igreja local lhe indagaram: "Onde está teu Pai?" Ao que Jesus respondeu: "Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai." (Jo. 8:19.)

Cristo apresenta-se como tendo sido "enviado por Deus", e como não "sendo deste mundo''. Ele se declara ser a luz do mundo, "o caminho, a verdade e a vida", e "a ressurreição e a vida". Ele promete vida eterna a todos os que nele crerem como Senhor e Salvador.

Diante de todas estas declarações de Jesus Cristo, você agora está diante de uma decisão vital:
O que Fará de Jesus?
A pergunta é: Quem você pensa que Jesus Cristo seja? Se ele não é quem se declara ser, ou é um enganador ou um ególatra. Não podemos nos contentar com uma resposta contemporizante, e dizer que ele era um "homem bom", ou aplicarmos a ele uma forma de bajulação: "Superastro". Ele próprio elimina a possibilidade de uma resposta neutra. Ou temos que acreditar que ele era um lunático e mentiroso, ou então temos que declarar que ele é Deus e Senhor.

À luz das evidências escriturísticas e do fato da ressurreição, a única conclusão lógica possível é a de que ele é Deus, digno de nossa adoração e confiança. Quando resolvo tornar-me cristão, estou tomando uma decisão a respeito da identidade de Cristo. Confiar nele significa ser crente nele, e resulta em estar verdadeiramente vivo.


Saindo de um Deserto Particular
Ouvimos contar de um jovem casal que ficou separado durante a Segunda Grande Guerra. Enquanto o marido estava no campo de batalha, a esposa deu à luz uma filhinha. Os meses se passaram e a esposa conservava sempre um grande retrato do marido sobre a escrivaninha, para que a menina pudesse saber como era seu pai, enquanto crescia. Ela aprendeu a dizer: "Papai", associando a palavra ao retrato.

Finalmente, chegou o dia em que o pai regressou da guerra. Toda a família se reuniu para ver qual seria a reação da garota quando visse o pai pela primeira vez. Imagine-se o desapontamento de todos quando ela revelou não se interessar absolutamente por ele. Em vez disso, ela correu à fotografia sobre a mesa, e disse: "Este é meu pai." E a cada dia aquelas pessoas tinham que limpar as lágrimas ao ver o jovem pai colocar-se de joelhos e procurar comunicar-se com a filhinha, explicando-lhe, da forma mais simples possível, que ele era seu pai. Mas, todas as vezes, ela abanava a cabeça, corria para o retrato e dizia: "Meu pai é este aqui." Esta situação durou algum tempo, mas certo dia, alguma coisa aconteceu, e a menina ficou a olhar a fotografia, e depois ia ao pai, examinando seu rosto atentamente. Voltava à fotografia, olhava-a e olhava o pai. Os familiares retiveram o fôlego, na expectativa. Afinal, após várias idas e vindas, o rostinho dela iluminou-se, e a criança exclamou animadamente: "Os dois são o mesmo papai!"

C. S. Lewis descreveu assim sua experiência: "Você terá que imaginar-me sozinho, naquele quarto em Magdalene, noite após noite, sentindo, sempre que meu pensamento se desviava do trabalho por um instante, a incansável aproximação dAquele que eu desejava evitar. Aquilo que eu tanto temia, afinal, me vencia. E, no domingo da Trindade, de 1929, cedi, e reconheci que Deus era Deus; ajoelhei-me e orei. Naquela noite, talvez eu fosse o mais desalentado e relutante converso de toda a Inglaterra. Naquela ocasião ainda não entendia bem algo que hoje percebo ser a mais clara o óbvia das realidades – a da humildade divina, que aceita os homens mesmo nestes termos. O filho pródigo pelo menos voltou para casa por seus próprios pés. Mas quem saberá adorar suficientemente um amor que abre seus santos portões a um pródigo que é arrastado para dentro, lutando e esperneando, ainda ressentido, correndo os olhos de um lado para outro, procurando um meio de escapulir? As palavras compelle intrare (força-os a entrar) têm sido tão mal aplicadas por homens ímpios, que chegamos a estremecer diante da misericórdia divina. A dureza de Deus é mais suave que a bondade dos homens e sua compulsão é nossa libertação."

Certo professor disse que em mais de quarenta anos de ensino em uma escola ninguém nunca lhe perguntara: "O senhor é crente?" Quando estudante, ele lera livros que apresentavam explicações para os milagres de Cristo; ele se considerava bem informado sobre o assunto, e assumira uma atitude sofisticada em relação a ele. Como conseqüência disso, desacreditava da divindade de Cristo, ao mesmo tempo que abrigava uma crença vaga em Deus.

Entretanto, na prática, disse ele: "Preferi ignorá-lo durante os meus primeiros anos depois de formado. Isso deu início à trilha que iria conduzir-me ao meu próprio deserto particular. Eu tentava satisfazer minhas carências interiores, lendo e estudando literatura e ciência. Esses estudos, muitas vezes, confirmavam minha opinião de que podia deixar Cristo fora de minha vida, pois ele era apenas mais um profeta."

Certo dia, um estudante penetrou no "deserto particular" desse professor, e convidou-o a assistir a uma palestra sobre a divindade de Cristo. O professor, mais tarde, iria relatar o seguinte: "Tive que encarar o lado positivo da divindade de Cristo pela primeira vez, depois de adulto. Eu não pensava que minha descrença na divindade dele pudesse se alterar.

"Devo admitir que, naquela noite, enquanto escutava o conferencista, entre cético e esperançoso, comecei a desejar que me convencessem. E o orador ainda não chegara à metade de seus argumentos, e eu já estava convencido da divindade de Cristo. A noção que eu aceitara durante toda a vida, de que Jesus fora apenas um Mestre de grande inteligência, foi completamente destruída. A mudança que se operou em minhas convicções foi simples."

Tenho que concordar com este professor. É muito simples. Jesus é Deus. Nossa vida terrena e destino eterno dependem de nossa crença nesse fato.




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