Como nascer de novo



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Pecador Perdoado Passa a Morar com o Juiz
Foi um instante de grande tensão para João e Maria quando, perante o juiz, foi lida a lista de acusações contra eles. Porém, o juiz transferiu toda a culpa para Jesus Cristo, que morreu na cruz em favor de João e Maria.

Após terem recebido o perdão, o juiz convidou João e Maria para morarem com ele para sempre.

O jornalista que fizer uma reportagem como esta nunca conseguirá entender a ironia da cena, a menos que ele tenha sido previamente apresentado ao juiz, e conheça seu caráter.

O perdão divino e a justiça de Cristo nos advém somente quando nos confiamos totalmente a Jesus, como nosso Senhor e Salvador. Quando assim fazemos, Deus nos recebe em sua intimidade. Revestidos da justiça de Cristo, podemos desfrutar da comunhão divina e chegar-nos "confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hb. 4:16).


Conclusões do Testemunho
Se eu fosse advogado, estou certo de que examinaria os eventos dos grandes julgamentos realizados no passado, as evidências apresentadas, e as conclusões a que se haviam chegado, pelas averiguações feitas.

Existem algumas conclusões de importância vital, que podemos tirar da morte de Cristo. Primeiro, na cruz vemos a mais forte prova da culpabilidade do mundo. Ali, o pecado atingiu seu grau máximo, quando foi manifestado. O pecado nunca foi mais negro nem mais medonho, que no dia em que Cristo morreu.

Algumas pessoas dizem que, de lá para cá, o homem se aperfeiçoou bastante, e se Cristo viesse hoje teria uma recepção gloriosa. Mas estou convencido de que se ele voltasse hoje, seria torturado e morto ainda com maior rapidez do que o foi há dois mil anos, embora talvez por métodos diferentes, mais sofisticados. Mas os pecadores ainda gritariam: "Fora com este homem."

A natureza pecaminosa da humanidade não mudou. Quando contemplamos a cruz, vemos uma prova clara de que todos os homens "pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm. 3:23). Este é o veredito inevitável de Deus.

O segundo fato que podemos concluir da cruz é que Deus odeia o pecado, e ama a justiça. Ele nos tem dito muitas vezes que a alma que pecar, morrerá, e que ele não pode perdoar nosso pecado a menos que nosso débito seja pago. As Escrituras afirmam: "Sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb. 9:22).

Deus não tolerará o pecado. Sendo juiz moral de todo o universo, ele não pode contemporizar, se é que deseja continuar sendo justo. Sua santidade e sua justiça exigem a execução da sentença pela transgressão da lei. Existem algumas escolas de pensamento que crêem que tal descrição de Deus é por demais severa. O pecado, dizem eles, tem bases psicológicas. Algum tempo atrás, um jovem foi executado por haver assassinado dois rapazes. Os jornais ocuparam-se grandemente dos argumentos legais, dos debates acerca da pena de morte, e dos inúmeros adiamentos da data da execução. Por que ele cometera tal ato? Que eventos ou pessoas, no passado, haviam influenciado sua mente, para que se tornasse tão ímpia?

Muitas pessoas afirmam não serem responsáveis por seus atos. Culpam os país, o ambiente ruim, e até o governo. Mas Deus diz que todos nós somos responsáveis. Quando olhamos para a cruz, vemos como é drástica a maneira como Deus pune o pecado. A Bíblia declara o seguinte: "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as cousas?" (Rm. 8:32.) "Aquele (Jesus) que não conheceu pecado, ele (Deus) o fez pecado por nós." (2 Co. 5:21.)

Se Deus teve que enviar seu único Filho à cruz para pagar a pena do pecado, então o pecado deve ser terrível á sua vista.

Contudo, vemos também que Deus ama a justiça, e reveste o crente de justiça por causa da cruz. É admirável pensar nisso! Somos revestidos, cobertos, protegidos, escudados. Existe um velho e maravilhoso hino que diz: "Jesus, teu sangue e tua justiça são minha beleza e minha gloriosa vestimenta." Isto não é uma justiça própria, mas "a justiça que procede de Deus, baseada na fé" (F. 3:9).

Deus está operando através do Espírito Santo para tornar o crente justo em seu caráter interior. Pedro mostra como esta questão está intimamente relacionada com a cruz quando disse de Cristo: "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos aos pecados, vivamos para a justiça." (1 Pe. 2:24.)

Que outras conclusões podemos tirar do testemunho da cruz? Vemos nela a maior demonstração do amor de Deus. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo. 3:16.)

Em nossa fraqueza de seres humanos, tendemos a criar graduações de pecados. Esse aqui é um pecado pequeno, em nossa escala de valores; mas aquele lá é um pecado muito grande. Daí, pensarmos que Deus pode perdoar o pecado pequeno, mas nunca poderá perdoar e aceitar um terrível pecador.

Lembro-me de um episódio da Segunda Grande Guerra que ilustra bem esta idéia. Hitler e seu Terceiro "Reich" tinham sido derrotados pelos aliados. Muitos dos antigos líderes nazistas, que haviam praticado alguns dos mais infames crimes conhecidos pela humanidade, foram levados a julgamento em Nuremberg. O mundo todo voltou sua atenção para lá, enquanto as sentenças de morte ou prisão eram passadas contra aqueles criminosos de guerra.

Contudo, em meio aos julgamentos de Nuremberg, divulgou-se a seguinte história, relatada pelo Capelão Henry Gerecke. Ele fora chamado para dar assistência espiritual ao alto comando nazista. Ele se considerava um simples pregador, criado numa fazenda do interior, mas foi-lhe confiada esta tarefa extremamente difícil.

O capelão narrou a sincera conversão à fé em Jesus Cristo de alguns daqueles homens que haviam cometido crimes desprezíveis. Um deles fora anteriormente um dos generais mais chegados a Hitler. A princípio, o capelão adotou uma atitude cautelosa em relação às confissões de fé dos presos. Disse que a primeira vez que viu aquele general lendo a Bíblia pensou: "Fingimento." Porém, à medida que passava mais tempo com ele, veio a reconhecer a verdade, e escreveu: "Quanto mais eu o ouvia, mais sentia que era possível que estivesse sendo sincero. Ele admitira que não fora bom cristão, e fazia questão de afirmar que se sentia muito feliz de que a própria nação que talvez o condenasse à morte, se preocupasse com seu destino eterno, a ponto de fornecer-lhe orientação espiritual." E com a Bíblia na mão, ele dizia: "Sei, por este livro, que Deus pode salvar um pecador como eu."

Que amor admirável Deus nos revelou na cruz!

A quarta conclusão que podemos tirar do testemunho da cruz, é que ela constitui a base para a verdadeira fraternidade universal. Existem muitos grupos por aí que esposam a causa da fraternidade universal, e fazem apelos em favor da paz mundial. Somente quando entrarmos na família de Deus, através da Paternidade divina, é que poderá existir a verdadeira fraternidade humana. Deus não é nosso Pai automaticamente (a não ser pela criação) quando nascemos; é preciso que ele seja nosso Pai espiritualmente.

A Bíblia ensina que, pela cruz, gozamos de uma gloriosa fraternidade, como de um Pai. "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo novo homem, fazendo a paz." (Fp. 2:14,15.)

Onde não se opera a obra da cruz encontramos amargura, intolerância, ódio, preconceitos, lascívia e ambição. Onde há a poderosa operação da cruz medram o amor, uma nova vida e um novo espírito de fraternidade. A única esperança para a paz humana repousa sobre a cruz de Cristo, na qual todos os homens, independentemente de sua nacionalidade, raça, podem tornar-se numa nova irmandade.

O leitor, provavelmente, conhece a história de Hansi. Seu livro Hansi descreve vividamente sua dedicação total a Adolfo Hitler e ao movimento nazista, como membro da Juventude Hitlerista, e sua subseqüente desilusão e desencanto com a ideologia. Minha esposa recebeu uma carta de Hansi na qual ela narra seu primeiro encontro com Corrie ten Boom, cujo livro O Refúgio Secreto é um relato das experiências da família Boom durante a Segunda Grande Guerra. Essa família foi presa e enviada a campos de concentração dos nazistas, por haver ajudado os judeus a se esconderem das autoridades. O pai e a irmã de Corrie faleceram na prisão.

Cerro dia Hansi e Corrie encontravam-se em uma convenção religiosa, cada qual sentada a uma mesa, no mesmo salão, autografando seus livros. Hansi esperou o mais que pôde, mas por fim, dirigiu-se para onde estava Corrie, pois simplesmente tinha que pedir-lhe perdão pelo que fizera. Abriu caminho por entre as pessoas que estavam na fila com o livro para Corrie autografar, e ajoelhou-se diante dela, com lágrimas a escorrer-lhe pelo rosto. "Corrie, eu sou Hansi", disse. A reação de Corrie foi não somente de perdão absoluto, mas de amor e aceitação. Isto só poderia acontecer entre cristãos, e ilustra bem a obra da cruz.

O Capitão Mitsuo Fuchida foi o comandante aeronaval japonês que dirigiu o ataque a Pearl Harbor. Ele relata que quando os prisioneiros japoneses retornaram dos Estados Unidos, ele ficou interessado em saber que tipo de tratamento haviam recebido ali. Um ex-prisioneiro, a quem ele interrogou, contou-lhe que foi possível a muitos deles esquecerem o ódio e a hostilidade para com os captores, e explicou por quê. Uma jovem americana fora extremamente bondosa com eles, demonstrando-lhes tanto amor e ternura, que seus corações ficaram tocados. Eles se indagavam por que ela era tão bondosa para com eles, e ficaram grandemente admirados quando ela lhes explicou a razão. Seus pais haviam sido mortos pelo exército japonês. Eram missionários cristãos nas Filipinas no início da guerra, mas quando os japoneses invadiram o país haviam sido obrigados a refugiar-se nas montanhas. Mais tarde, foram encontrados e executados sob a acusação de serem espiões. Mas antes de morrerem, pediram que lhes concedessem trinta minutos para orar, pedido este atendido. A moça estava certa de que os pais haviam passado aqueles trinta minutos orando a Deus para que perdoasse seus algozes. Por causa disso, ela também pedia ao Espírito Santo que removesse todo o ódio de seu coração e o substituísse por amor.

O Cap. Fuchida não compreendia um amor assim. Vários meses se passaram, e, certo dia, em Tóquio, quando saía de uma estação ferroviária, alguém lhe deu um folheto. Narrava a história do sargento americano Jacob DeShazer, que fora capturado pelos japoneses, torturado e mantido prisioneiro por muito tempo. Enquanto ainda se encontrava no campo-prisão, ele recebeu a Jesus Cristo, através da leitura da Bíblia. A Palavra de Deus removeu de seu coração todo o ódio amargo que sentia pelos japoneses, substituindo-o por um amor tão grande, que ele se sentiu compelido a voltar ao Japão para falar ao povo acerca do maravilhoso amor de Cristo.

O Cap. Fuchida comprou uma Bíblia e começou a lê-la. Chegou à narrativa da crucificação, e foi profundamente tocado pelas palavras de Jesus: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." (Lc. 23:34.) Jesus orara pelos próprios soldados que estavam para enterrar a lança em seu lado. No livro que escreveu From Pearl Harbor to Golgotha (De Pearl Harbor ao Gólgota), o capitão relata como encontrou a fonte desse amor miraculoso que pode perdoar inimigos, e como ele agora compreende a história da jovem americana cujos país haviam sido mortos, e a transformação ocorrida na vida de Jacob DeShazer.


Perguntas Pessoais que a Cruz Responde
"Por que não consigo resolver meus problemas?" Esta pergunta fez-me lembrar de uma historieta em quadrinhos da série Peanuts. Ela mostra Lucy em sua "banca" psiquiátrica dando conselhos a Charlie Brown. Charlie acaba de perder mais um jogo, e sente-se deprimido e derrotado. Lucy, a psiquiatra, está-lhe explicando que a vida é toda feita de altos e baixos. E Charlie afasta-se dali gritando: "Mas eu detesto os baixos; quero só os altos."

Receio que muitas vezes nós, que pregamos a mensagem cristã, damos a impressão de que, depois que uma pessoa aceita a Jesus Cristo, ela nunca mais terá problemas. Isso não é bem verdade. A realidade é que temos Alguém que nos ajuda a enfrentar os problemas. Temos uma amiga que está paralítica há trinta anos. Apesar dos problemas que a atormentam, para os quais não há solução, ela aprendeu não somente a aceitar sua condição, mas, além disso, é uma pessoa radiante e vitoriosa, uma benção para os outros, e uma notável ganhadora de almas para Cristo.

Paul Tournier, um dos maiores psiquiatras suíços, afirmou que na vida cristã precisamos entender que cada dia nos apresenta novas circunstâncias, e sempre teremos que fazer certas acomodações. Se viajo de carro para outra cidade, não irei dirigir o tempo todo com as mãos rígidas no volante, nem rodar sempre à mesma velocidade. Terei que parar vez por outra, e dar partida no veículo, fazer ajustamentos. O mesmo se aplica a nosso viver diário. Há sempre um preço a se pagar pelo fato de sermos seres humanos; uma parte desse preço são dores e problemas. Mas temos a promessa de Cristo de que está sempre conosco.

No Salmo 34, há três grandes afirmações acerca de nossos problemas:

"Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações." (V. 6.)

"Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações." (V. 17.)

"Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra." (v. 19.)

A vida cristã não é uma via de "escape" da existência, mas um caminho que nos conduz "através" dela. A palavra "livrar" nesses versos não fala de uma libertação das dificuldades, mas de uma libertação "em meio" a elas. O teólogo inglês, Dr. Arthur Way, colocou-os da seguinte maneira: "É uma libertação em meio à provação, e não uma libertação dela. Então, nesse sentido, a idéia é: "Conduziu-me em segurança durante o conflito", e não "Simplesmente livrou-me de enfrentar o conflito."

Outra pergunta é: "Sinto tanto senso de culpa – como posso encontrar alívio?

A culpa é um elemento debilitante. Ela pode destruir nossa atitude, nossos relacionamentos pessoais, e nosso trabalho. Às vezes, nos sentimos culpados por havermos feito coisas erradas pelas quais temos que aceitar o perdão de Deus.

Médicos têm me dito que uma grande parte dos pacientes de hospitais psiquiátricos poderiam ser liberados, se apenas se convencessem plenamente do fato de que foram perdoados.

É fácil colocar a culpa em outrem. A comediante inglesa, Anna Russell, escreveu um interessante poema a respeito da culpa, intitulado "O Velho Sigmund Freud".

Fui ao psiquiatra para ser analisado

E saber por que chutei meu gato e "soquei" o olho de minha esposa.

Ele deitou-me em seu divã, a ver o que descobria.

E eis o que arrancou de meu subconsciente:

Quando eu tinha um ano, minha mãe escondeu meu bonequinho num baú.

E, por isso, naturalmente, estou sempre bêbedo.

Quando tinha dois, sofri de ambivalência com relação a meus irmãos

E, por isso, naturalmente, enveneno minhas amadas.

Agora, estou muito alegre, pois aprendi algo que ele me explicou:

Que tudo que faço errado é culpa de outra pessoa que errou.

Para alguns, a culpa é uma desculpa. Não aceitam o perdão que lhes é oferecido; é tão difícil acreditar. Parece bom demais que Deus nos deixe ficar eternamente livres de nossos pecados – e, no entanto, esta é a mensagem que o evangelho nos traz. Quando nos agarramos à nossa culpa, deixamos de honrar a Deus e prejudicamos nossa vida terrivelmente.

O perdão é a oportunidade que Cristo nos ofereceu na cruz. Quando aceitamos seu perdão, e nos dispomos a perdoar-nos a nós mesmos, então encontramos alívio.

No sistema de esgotos de Londres, depois que, por um processo automático, é aproveitado tudo que se pode aproveitar, os resíduos sedimentados no rio Tâmisa são levados alguns quilômetros mar a dentro, e ali depositados. Segundo consta, são necessários apenas alguns segundos para que a água do mar esteja novamente pura, após o depósito dos detritos. Isso é uma bela ilustração de como nossos pecados são sepultados no fundo do oceano.

Corrie ten Boom narra a história de uma garotinha que quebrou uma xícara valiosa de sua mãe. A menina aproximou-se da mãe em lágrimas. "Ah, mamãe, perdoe-me; quebrei sua linda xícara."

A mãe respondeu: "Sei que vocé está sentida, e a perdôo. Agora não chore mais." E recolheu os cacos da xícara quebrada, e atirou-os no lixo. Mas a filha parecia estar gostando daquele sentimento de culpa. Foi à lata de lixo, pegou os cacos da xícara, levou-os à mãe, e disse-lhe, em prantos: "Mamãe, sinto muito haver quebrado sua xícara."

Dessa vez a mãe lhe falou com toda a firmeza: "Pegue estes pedaços, e os coloque no lixo. Não seja tola de apanhá-los novamente. Eu já disse que a perdoei, e portanto não chore mais e não torne a pegar os cacos da xícara."

A culpa é removida pela confissão e purificação. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 Jo. 1:9.)

Todavia, o relato do pecado de Davi demonstra que o perdão não elimina as conseqüências naturais do pecado. Um assassinato pode ser perdoado, mas não traz o morto de volta à vida.

Existe uma história bem conhecida de alguns homens escoceses, que haviam passado o dia todo pescando. À noite, eles se encontravam numa pequena estalagem tomando chá. Um dos pescadores, num gesto característico para descrever o tamanho de um dos peixes que haviam escapado, abriu os braços atabalhoado, exatamente no momento em que a garçonete se inclinava para depositar a chávena diante dele. Sua mão esbarrou na xícara, atirando o chá na parede caiada. Imediatamente, uma feia mancha marrom começou a espalhar-se pela parede. O homem que provocara o acidente estava muito constrangido, e desculpou-se repetidas vezes. Outro freguês que ali estava, ergueu-se rápido, dizendo: "Não se preocupe." E retirando do bolso uma caneta, começou a desenhar o contorno da feia mancha. Logo todos puderam distinguir a figura de um magnífico veado real, com seus grandes "galhos". Aquele artista era Sir Edwin Landseer, o melhor desenhista de animais da Inglaterra.

Este incidente sempre ilustra para mim o fato de que se confessarmos não somente nossos pecados mas nossos erros para Deus, ele pode fazer deles algo que redunde para nosso bem e sua glória. Por alguma razão, parece mais difícil confiar a Deus nossos erros e tolices do que os pecados. Nossos enganos e mancadas parecem tão grosseiros, ao passo que os pecados parecem mais uma frutificação própria de nossa natureza humana. Mas o texto de Romanos 8:28 afirma que se os confiarmos a Deus, ele pode fazer com que tudo contribua para nosso bem e sua glória.

Quando alguém faz um bolo, mistura vários ingredientes como farinha, fermento, chocolate amargo, manteiga, etc., os quais, se provados separadamente, não têm bom sabor, mas reunidos dão um delicioso bolo. O mesmo se dá com nossos erros e pecados – embora não sejam um bem em si mesmos, se os entregarmos a Deus, com fé simples e sincera, ele os maneja à sua própria maneira e no tempo certo, e faz deles algo que coopera para nosso bem e sua glória.

Pergunta: "É preciso que eu entenda tudo que diz respeito à morte de Cristo?" A profundeza do amor de Deus ao enviar seu Filho para pagar um preço tão terrível está acima da compreensão humana. Temos que aceitar tudo pela fé, ou então continuaremos a carregar o peso da culpa. A salvação vem somente por Cristo, pela fé somente, e somente para a glória de Deus.

Jesus nunca disse: "Compreenda somente", mas, sim, "Crê somente".

JESUS CRISTO ESTÁ VIVO
Em um grande mausoléu da Praça Vermelha, em Moscou, jazem os restos mortais de Lenine, embalsamados. O caixão de cristal de seu túmulo tem sido visitado por milhões de pessoas. No esquife está a inscrição: "Para ele que foi o maior líder de todos os povos. Foi o senhor da nova humanidade; ele foi o salvador do mundo."

Este tributo a Lenine está todo escrito no pretérito. Que marcante contraste com as palavras de Cristo: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá." (Jo. 11:25.) As bases de nossa fé em Jesus Cristo estão em sua ressurreição. O grande teólogo suíço Karl Barth disse que sem a crença na ressurreição corporal de Jesus Cristo não existe salvação.

Se Cristo estivesse ainda no túmulo, em Jerusalém, onde os milhares de pessoas que visitam Israel todos os anos pudessem passar pelo sepulcro e adorá-lo, então o cristianismo seria uma fábula. O apóstolo Paulo disse: "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé... E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados." (1l Co. 15:14,17.)

Geralmente, o que ouvimos sobre a ressurreição é um sermão de Páscoa, mas isso é tudo. Porém, quando os primeiros apóstolos pregavam, seu tema constante era a cruz e a ressurreição. Sem a ressurreição, a cruz não tem nenhum sentido.


O Homem Viverá de Novo
Algumas pessoas dizem que não passamos de carne, ossos e sangue. Depois que morrermos, nada nos acontece – não vamos a nenhum lugar. Ou então, se vamos, será para um lugar nebuloso, criado pela imaginação, e que pode representar qualquer coisa.

A ciência ajuda? Tenho interrogado cientistas com respeito à vida após a morte, e a maioria deles diz: "Não sabemos." A ciência lida com fórmulas e tubos de ensaio; o mundo espiritual encontra-se fora de seu campo.

Muitos escritores que não crêem na vida após a morte enchem suas obras de tragédias e pessimismo. Gore Vidal, Truman Capote, Dalton Trumbo, e muitos outros, escrevem sempre com um pessimismo constante. Como são diferentes as palavras de Jesus Cristo, que disse: "Porque eu vivo, vos também vivereis" (Jo. 14:9). Devemos basear nossa esperança de imortalidade em Cristo somente, – e não em anseios, argumentos e sentimentos instintivos de imortalidade.

A Bíblia fala da ressurreição de Jesus como de algo que podia ser comprovado pelos sentidos físicos. Os discípulos o viram nas mais diversas situações, depois que ele ressuscitou. Em certa ocasião, apenas um dos discípulos o viu; em outro momento, quinhentos. Eles o tocaram; andaram com ele, conversaram com ele, jantaram com ele, e o examinaram. Isto anula a idéia de as aparições do Cristo ressurreto terem sido mera alucinação, pois coloca-as no plano do fato físico demonstrável.

Há fatos históricos que fornecem bases para a crença na ressurreição corpórea de Cristo. Existem mais evidências para apoiá-la, que para apoiar quaisquer outros eventos, seculares ou religiosos, daquela mesma época.
E Quanto a Outras Religiões?
A maioria das religiões do mundo é baseada em pensamentos filosóficos, à exceção do judaísmo, budismo, islamismo e do cristianismo. Estas quatro baseiam-se em pessoas. Mas destas, somente o cristianismo declara que seu fundador ressuscitou.

Abraão, o pai do judaísmo, morreu dezenove séculos antes de Cristo. Não existe nenhuma evidência de sua ressurreição.

Buda viveu cerca de cinco séculos antes de Cristo, e ensinou alguns princípios acerca do amor fraternal. Acredita-se que ele morreu com a idade de oitenta anos. Não existem evidências de uma possível ressurreição sua.

Maomé morreu no ano 632 A.D., e seu túmulo, em Medina, é visitado por milhares de devotos maometanos. Seu berço natal, Meca, recebe muitos peregrinos todos os anos. Contudo não há evidências de que ele haja ressuscitado.


Evidências da Ressurreição de Cristo
Existe uma teoria chamada "teoria do desmaio", que afirma que Cristo não morreu realmente, mas apenas desfaleceu. E como não é possível uma ressurreição sem que haja a morte, esta idéia nega a sua ressurreição. Contudo, as evidências de sua morte são fortíssimas.

Os soldados estavam certos de que Jesus estava morto, tanto que não acharam necessário quebrar-lhe os ossos das pernas, como haviam feito aos dois ladrões que o ladeavam. Não foram os amigos de Jesus que afiançaram sua morte, mas seus inimigos. Além disso, eles procuraram se certificar disso atravessando seu coração com uma lança.

Um dos homens mais ricos do mundo, Howard Hughs, faleceu recentemente. Os eventos e circunstâncias que cercaram sua morte estão envoltos em mistério, e, no entanto, ele tinha um séqüito de pessoas ao seu redor, que o guardavam havia vários anos.

Numa cidade do Oriente Médio, porém, existem mais evidências históricas da morte de um homem, sozinho numa cruz, entre dois ladrões, que qualquer outra morte da História. Wilbur Smith, o grande estudioso bíblico, disse: "Podemos afirmar simplesmente que conhecemos maior número de detalhes acerca da morte de Jesus e das horas que a antecederam, em Jerusalém e suas cercanias, do que da morte de qualquer outro homem no mundo antigo."




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