ComparaçÃo da resposta inflamatória aguda entre animais machos e fêmeas da linhagem wistar



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COMPARAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA AGUDA ENTRE ANIMAIS MACHOS E FÊMEAS DA LINHAGEM WISTAR
Camilla Lazzaretti - Biomédica formada pelo Centro Universitário Feevale. Instituto de Ciências da Saúde, curso de BIOMEDICINA, Centro Universitário FEEVALE, Novo Hamburgo, RS.; camillinhalazzaretti@yahoo.com.br
Marina Venzon Antunes – Biomédica responsável técnica pelo Laboratório de Toxicologia do Centro Universitário Feevale. Instituto de Ciências da Saúde, curso de BIOMEDICINA, Centro Universitário FEEVALE, Novo Hamburgo, RS.;marinaantunes@feevale.br
Caroline Calice da Silva - Biomédica formada pelo Centro Universitário Feevale. Instituto de Ciências da Saúde, curso de BIOMEDICINA, Centro Universitário FEEVALE, Novo Hamburgo, RS.; carol.calice@gmail.com
Milene Borsoi - Biomédica formada pelo Centro Universitário Feevale. Instituto de Ciências da Saúde, curso de BIOMEDICINA, Centro Universitário FEEVALE, Novo Hamburgo, RS. Mestranda no PPG Neurociências UFRGS. Instituto de Ciências Básicas da Saúde, Departamento de Bioquímica, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, Porto Alegre, RS.; mileneborsoi@gmail.com

Patrícia Grolli Ardenghi – Professora de Imunologia dos cursos de Biomedicina e Ciências Farmacêuticas no Centro Universitário FEEVALE no Centro Universitário FEEVALE, Novo Hamburgo, RS. Dra. em Bioquímica pela UFRGS. pardenghi@yahoo.com.br
Edna Sayuri Suyenaga – Professora de Química Farmacêutica e Farmacologia dos cursos de Biomedicina e Ciências Farmacêuticas no Centro Universitário FEEVALE, Novo Hamburgo, RS. Dra. em Ciências Farmacêuticas pela UFRGS. ednafarm@yahoo.com.br
Giovana Duzzo Gamaro - Dra em Bioquímica pela UFRGS. Pós-doutoranda em Ciências Ambientais na UFCSPA. Rua Sarmento Leite, 245 – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil ggamaro@yahoo.com.br


ABSTRACT. Estradiol has an imunomodulatory action. This study compared the acute inflammatory response after the induction of pleurisy, in male, and female rats. The results showed that male have increased leukocyte counts when compared with female. Thus, it observes an estrogenic immunosuppression.

Keywords: estradiol, pleurisy, male, female, immunosupression.
RESUMO. O estradiol tem ação imunomodulatória. Este trabalho comparou a resposta inflamatória aguda após a indução de pleurisia, em ratos machos e fêmeas. Os resultados mostraram que machos têm contagens leucocitárias aumentadas frente às fêmeas. Assim, notou-se uma imunossupressão estrogênica.

Palavras chave: estradiol, pleurisia, machos, fêmeas, imunossupressão.



  1. INTRODUÇÃO

Os estrógenos são hormônios esteróides derivados da molécula do colesterol, produzidos principalmente pelas células ovarianas da teca e granulosas. Seus representantes são o estriol (E3), a estrona (E1) e o estradiol (E2), sendo o último o principal estrogênio ovariano sintetizado e de maior ação fisiológica (Wierman, 2007). O E2 possui uma grande diversidade de ações funcionais nos sistemas biológicos, as quais são mediadas pela presença de seus receptores (ER) nucleares ou de membrana, subdivididos nas isoformas  e . Sua ligação a esses receptores provoca uma sinalização celular de caráter genômico, por meio da transcrição de RNA mensageiro, ou por mecanismos de cascatas de reações no ambiente citoplasmático (Carey et al., 2007).

Os receptores estrogênicos também se encontram presentes e atuantes no sistema imunológico, demonstrando sua ação em células como os leucócitos bem como os órgãos linfóides como o baço, timo e medula óssea. Baseado no exposto acima se pode explicar a maior susceptibilidade feminina a doenças auto-imunes e neuro-degenerativas, como lúpus eritematoso sistêmico (LES) com uma proporção de 9:1 com dominância no sexo feminino, artrite reumatóide (AR) e esclerose múltipla (EM). Visto que, nessas doenças há uma acentuada auto-reatividade imune mediada por linfócitos B e T, com o aumento de anticorpos auto-reativos formadores de complexos imunes (anticorpo + antígeno próprio), que provocam a sintomatologia convencional compreendida como artrites, exantemas cutâneos, anemia hemolítca auto-imune e trombocitopenia auto-imune, entre outras (Ackerman et al., 2006; Cutolo et al., 2004; Whitacre, 2001;).

Com essa descrição, a maioria dos modelos experimentais de auto-imunidade utiliza ratas fêmeas, por sua facilidade na ativação de reações imunes contra antígenos próprios do organismo, podendo assim explicar esse fenômeno devido à presença do cromossomo sexual X, garantindo uma maior susceptibilidade e determinando a relevância do componente genético aos processos auto-imunes (Smith-Bouvier et al., 2008).

Embora seja evidenciada a relação do estradiol em parâmetros pró-inflamatórios, é observada também sua ação antiinflamatória em relatos que demonstram uma supressão neutrofílica em mulheres no período menstrual, e uma grande variação na contagem leucocitária periférica, de acordo com as variações das fases do ciclo (Northern et al., 1994; Bain & England, 1976).

Dados obtidos do estudo in vivo de Mueck e colaboradores 2007, realizado em mulheres na fase do climatério, demonstram uma diminuição na dosagem de moléculas de adesão celular (P-selectina, molécula de adesão intracelular- 1 e proteína quimiotática de monócitos -1), sendo os marcadores inflamatórios dosados no estudo, após o tratamento com suplementação de estradiol oral e transdérmico. Sendo considerada a terapia hormonal como um fator protetor contra a formação de células espumosas na placa aterosclerótica, evitando a inflamação determinate da lesão.

Um contingente abrangente de estudos defende os benefícios antiinflamatórios de E2 no sistema cardiovascular, no impedimento do acréscimo de marcadores inflamatórios citados acima e de estresse oxidativo, modulando a resposta inflamatória pós-menopausa, através da regulação direta do receptor de estradiol no endotélio vascular (ARNAL et al., 2004; MORI et al., 2004; STÖRK et al., 2004).

Do mesmo modo, nota-se a ação supressora estrôgenica em modelos experimentais (Card et al.,2006; Esposito et al.,2005). No modelo experimental de pleurisia descrito por Spector em 1956, é realizada a indução de inflamação aguda na pleura de ratos, por administração de carragenina.

Neste modelo, diversos autores têm descrito a ação antiinflamatória relacionada ao estradiol, em ratas fêmeas, ciclantes e em condições de suplementação de estradiol. Nessas condições, é desempenhada a diminuição de marcadores de inflamação como: a infiltração e migração de leucócitos local ou em sangue total, a síntese de produtos de ação de radicais livres como o malondialdeído (MDA), o volume de exsudato formado, a síntese de leucotrienos, prostaglandinas e a ação de enzimas como a ciclooxigenase 2 (COX2) e a óxido nítrico sintase (iNOS) . Entretanto, nos mesmos estudos, com a experimentação realizada com animais ovariectomizadas (OVX), ou na utilização de antagonistas do estradiol, como o Tamoxifen, o ICI 182, 780, e o Raloxifeno, é verificada uma atividade inflamatória acentudada, quando comparada aos grupos experimentais citados acima. De mesmo modo, há relatos de uma possível ação estrôgenica em receptores de glicocorticóides, podendo assim revelar sua ação supressora imune (Cuzzocrea et al., 2007; Esposito et al., 2005; Cuzzocrea et al., 2001; Cuzzocrea et al., 2000;).

Com relação ao parâmetro de citocinas, evidências apontam que o E2 inibe a liberação de citocinas pró-inflamatórias, como IL-1, TNF, IL-6, de forma dose dependente, em períodos que a concentração de E2 atinge picos máximos na corrente sangüínea como a gestação ou a fase periovulatória, e estimula a IL-10, sendo reconhecidamente antiinflamatória, em mulheres. Na expressão de moléculas de adesão celular também é apresentada a influência hormonal, como fator preponderante na diminuição de sua manifestação no endotélio, como a E-selectina, a molécula de adesão vascular-1 (VCAM-1) e a molécula de adesão intracelular-1 (ICAM), acarretando em mudanças e diminuindo a migração celular de leucócitos para os sítios inflamatórios. Sendo assim, a modulação do estradiol é devido à inibição de múltiplos genes que codificam citocinas, enzimas e moléculas de adesão celular (Straub, 2007; Gao et al.,2006; Bouman et al., 2005; Ghisletti et al., 2005; Pfeilschifter et al., 2005; Lang, 2004 ; Islander et al.,2003; Vegeto et al., 2003; Cuzzocrea et al., 2000).

No modelo experimental de indução do processo inflamatório agudo na pleura de ratos por administração de carragenina, com a utilização de ratas fêmeas ovariectomizadas (OVX) com suplementação de 17- estradiol, observa-se uma diminuição em parâmetros inflamatórios como, citocinas (IFN-, TNF-), atividade enzimática da mieloperoxidase (MPO – responsável pela oxidação de materiais biológicos), no grau de exsudação pleural, na contagem de leucócitos polimorfonucleares (PMN) em lavados bronco-alveolares, e na geração do produto de lipoperoxidação MDA, frente a animais ovariectomizados (OVX - sem suplementação) (Cuzzocrea et al ., 2007; 2001;2000; Esposito et al.,2005).

No modelo de infecção traqueal pelo lipopolissacarídeo de Escherichia coli, os resultados demonstraram que ratos machos obtiveram maiores contagens de células inflamatórias, aumento de citocinas, e modulação da expressão de moléculas de adesão celular importantes para a atividade migratória de células polimorfonucleares no pulmão, frente às fêmeas, demonstrando a possível interação hormonal explicada pela ação pró-inflamatória da testosterona (Card et al., 2006; Speyer et al.,2005).

Em outros modelos experimentais também se observa uma ação supressora estrogênica, em danos oxidativos e inflamatórios, induzidos in vitro, em células de microglia (Vegeto et al.,2001; Bruce-Keller et al.,2000 ), in vivo em injúria no cordão espinhal (Sribnick et al., 2005), e em colite experimental (Verdú et al.,2002).

Na a verificação das fases do ciclo estral de ratas, são realizados esfregaços vaginais, para a análise dos perfis citológicos das fases do estro e diestro relevantes ao estudo, de acordo com a maturação do epitélio da ecto e endo-cérvice, como descrito por Martins et al., 2005 e Marcondes & TANNO, 2002, composto de células superficiais, intermediárias e profundas.

Deste modo é relevante a avaliação da resposta inflamatória aguda induzida por carragenina, na cavidade pleural, diferenciada nas fases do ciclo estral estro e diestro em comparação com animais ovariectomizados e machos.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 Animais


Foram utilizados ratos Wistar machos e fêmeas, com 5 meses de idade e peso médio de 210g, provenientes do biotério da cidade de Nova Petrópolis – RS, pertencente ao Centro Universitário Feevale, no Rio Grande do Sul - Brasil. Os animais foram mantidos 5 animais/por caixa em ambiente com luz e temperatura controlada (12h claro/12h escuro) a 21º± 50C, com acesso livre à água e ração padrão. Este trabalho possui a aprovação do Comitê em Ética e Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde do Centro Universitário Feevale sob parecer de código: 2.11.03.07.641.

Os procedimentos de experimentação animal seguiram as normas de International Guiding Principles for Biomedical Research Involving Animals (ver http://cioms.ch/frame_1985_texts_of_guidelines.htm) ou Council for the international organizations of medical sciences.


2.2 Grupos Experimentais


Os animais foram divididos em 5 grupos experimentais: fêmeas ciclantes em estro (n=9) e diestro (n=11), ovariectomizadas (OVX n =10), sham (n=6), e machos (n= 8). Para a determinação dos grupos experimentais em fêmeas ciclantes foram realizados esfregaços vaginais corados pelo método de Papanicolaou para a visualização do perfil citológico característico de cada fase do ciclo estral. Na observação em microscópio óptico, a fase do estro, onde os níveis de E2 encontram-se máximos na corrente sangüínea, verificou-se uma maioria de células escamosas superficiais, e no diestro onde os níveis de E2 são mínimos, são encontradas uma maioria de células intermediárias e profundas (Marcondes et al., 2002; Martins et al., 2005). No grupo de animais ovariectomizado (OVX) foi realizado o procedimento cirúrgico com uma incisão cutânea na linha média seguida de sutura dos tecidos, para a retirada bilateral dos ovários sob a anestesia da combinação de quetamina (120mg/Kg) e xilazina (16mg/Kg) descrito por Gamaro et al.,2003. Após cinco semanas para a eliminação dos níveis de estradiol da corrente sanguínea e a recuperação, os animais OVX foram submetidos a um novo esfregaço vaginal, para a confirmação da ausência de descamação específica do epitélio vaginal. Em seguida realizou-se o ensaio de pleurisia. Da mesma forma o grupo sham sofreu o mesmo procedimento, entretanto não foi realizada retirada dos órgãos. O grupo de machos não sofreu nenhuma intervenção cirúrgica.

2.3 Reagentes


Os reagentes utilizados foram: - carragenina (Sigma), quetamina (Vetbrands), xilazina (Vetbrands), coloração May-Grünvald- Giemsa (MGG), heparina sódica (Liquemine), solução de Turk (azul de metileno, ácido acético glacial e água), tampão fosfato salina (PBS- cloreto de sódio, água, fosfato monobásico de sódio e fosfato dibásico de sódio – PH final -7,2).

2.4 Metodologia de Pleurisia


A pleurisia foi induzida segundo técnica descrita por Spector,1956. Os animais sob anestesia foram submetidos a uma incisão cutânea (3mm) junto ao rebordo costal esquerdo. Procedeu-se então, a divulsão dos músculos torácicos até a visualização do espaço intercostal, através do qual, utilizando-se uma agulha de ponta romba, injetou-se 0,1 ml de uma solução salina contendo 0,1 % de carragenina, na cavidade pleural. Os animais foram submetidos à coleta de sangue venoso periférico a partir da cauda antes e depois do processo inflamatório, gerando a confecção de câmaras de Neubauer e esfregaços sanguíneos, para contagem de leucócitos total e diferencial, respectivamente. Quatro horas após, os animais foram novamente anestesiados para exsangüinação por secção da veia jugular interna e artéria carótida. Após a parada respiratória, foi realizada a toracotomia paraesternal bilateral com exposição da cavidade torácica, procedendo a seguir, à lavagem do espaço pleural com 2 ml de tampão fosfato salina (PBS) heparinizado. Após a coleta do exsudato pleural com auxílio de pipeta Pasteur, as células foram submetidas a três lavagens com PBS e o número total de células foi determinado através de leitura em microscópio óptico em câmara de Neubauer. A contagem diferencial de leucócitos no exsudato pleural foi realizada em esfregaços corados (May-Grüenwald e Giemsa), determinando-se o percentual de células mononucleares (MN) e polimorfonucleares (PMN).

3. ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os resultados foram expressos como média  desvio padrão (DP). Os resultados foram analisados pelos testes t de Student e ANOVA seguido de Tukey. Valores de p < 0,05 foram considerados significantes.


4. RESULTADOS


Os machos e fêmeas na fase de estro apresentaram aumento significativo de leucócitos totais no sangue periférico após a administração de carragenina, (teste t de Student p<0,01).Verificou-se também diferença significativa entre os grupos, cujo número de leucócitos totais, tanto antes como após a indução do processo inflamatório foi superior no grupo dos machos comparado a fêmeas em estro, (p< 0,01 ANOVA seguido de Tukey). Resultado semelhante foi observado antes da indução da pleurisia em relação ao número de leucócitos totais em machos ser significativamente superior ao das ratas no ciclo diestro e sham (ANOVA p<0,01 seguido de Tukey). Após a administração de carragenina, todos os grupos das fêmeas apresentaram número inferior de leucócitos totais em relação aos machos, como mostrado na Figura 1. Isso significa que o E2 possui uma possível ação imunomodulatória sobre a leucopoese.




Figura 1. Número de leucócitos totais entre os grupos

Dados expressos por média desvio padrão (DP)

Ma = machos, Es = estro, Di = diestro, OVX = ovariectomizadas e sham

** Diferença significativa antes e depois da inflamação Teste t de Student p< 0,01

ªAntes da inflamação p<0,01 ANOVA seguido de Tukey – Machos x Estro/ Diestro e Sham

b Depois da inflamação p< 0,05 e p<0,05 ANOVA seguido de Tukey Machos x Estro/ Diestro/OVX

Quanto à análise das contagens diferenciais, foi observada diferença significativa no número de neutrófilos antes do processo inflamatório entre os machos e fêmeas sham, onde o primeiro grupo encontrava-se aumentado (ANOVA p< 0,05 seguido de Tukey). Após a indução de pleurisia, foi verificado aumento significativo de neutrófilos em todos os grupos (teste t de Student p<0,01), houve diferença significativa na contagem desse tipo celular em machos, sendo superior aos demais grupos de fêmeas em estro, diestro, OVX, e sham, observado na Figura 2 (ANOVA p< 0,05 e p<0,01 seguido de Tukey).






Figura 2. Número de Neutrófilos entre os grupos

Dados expressos por média desvio padrão (DP)

Ma = machos, Es = estro, Di = diestro, OVX = ovariectomizadas e sham

** Diferença significativa antes e depois da inflamação Teste t de Student p< 0,01

ªAntes da inflamação p<0,01 ANOVA seguido de Tukey – Machos x Sham

b Depois da inflamação p< 0,05 e p<0,05 ANOVA seguido de Tukey - Machos x Estro/ Diestro/OVX/ Sham

Em relação ao número de monócitos, houve redução significativa nas ratas OVX (teste t de Student p<0,01), após a administração da carragenina. O grupo sham apresentou diferença significativa no número de monócitos com redução deste tipo celular, antes da indução da pleurisia em relação aos demais grupos: machos, fêmeas em estro, em diestro e fêmeas OVX (ANOVA p< 0,05 seguido de Tukey). Após a administração de carragenina, houve diferença significativa entre os grupos (ANOVA p<0,01 e p<0,05 seguido de Tukey), exceto entre o grupo de machos e fêmeas na fase estro, como descrito na Figura 3.






Figura 3. Número de Monócitos entre os grupos

Dados expressos por média desvio padrão (DP)

Ma = machos, Es = estro, Di = diestro, OVX = ovariectomizadas e sham

** Diferença significativa antes e depois da inflamação Teste t de Student p< 0,01

ªAntes da inflamação p<0,01 ANOVA seguido de Tukey – Sham x Machos/ Estro/Diestro/OVX

b Depois da inflamação p< 0,05 e p<0,01 ANOVA seguido de Tukey – Machos x Diestro/OVX/ Sham

c Depois da inflamação p<0,05 e p<0,01 ANOVA seguido de Tukey – Estro x Diestro/OVX/ Sham

# Depois da inflamação p<0,05 ANOVA seguido de Tukey – OVX x Diestro

Na análise do número de linfócitos verificou-se redução significativa no grupo de fêmeas em estro antes da indução da inflamação, em relação ao grupo de machos (ANOVA p<0,05 seguido de Tukey). Todos os grupos, exceto as fêmeas em estro apresentaram diminuição significativa no número de linfócitos após a administração da carragenina, (teste t de Student p< 0,01 e p< 0,05), mostrado na Figura 4.






Figura 4. Número de linfócitos entre os grupos

Dados expressos por média desvio padrão (DP)

Ma = machos, Es = estro, Di = diestro, OVX = ovariectomizadas e sham

* Diferença significativa antes e depois da inflamação Teste t de Student p< 0,05

** Diferença significativa antes e depois da inflamação Teste t de Student p<0,01

a Diferença significativa antes da inflamação ANOVA p < 0,05 seguido de Tukey – machos x estro


Na análise do exsudato pleural foi observada diferença estatística significativa no número de células migradas à cavidade torácica entre o grupo de fêmeas em estro e diestro, sendo que o último representou 65,8% de células totais migradas do grupo estro, o qual apresentou predomínio significativo de células mononucleadas, demonstrando que mesmo havendo diferença estatística significante, possivelmente o resultado descrito ressalta a situação normal encontrada em ratos, onde células monomorfonucleares são encontradas mais abundantes que as polimorfonucleares, (ANOVA p<0,05 seguido de Tukey), como observado na Figura 5.







Figura 5. Exsudato pleural – Número de leucócitos totais / células polimorfonucleares (PMN)/ células monomorfonucleares (MN) entre os grupos

Dados expressos por média desvio padrão (DP)

Ma = machos, Es = estro, Di = diestro, OVX = ovariectomizadas e sham

b Diferença significativa ANOVA p < 0,05 seguido de Tukey – estro x diestro

c Diferença significativa ANOVA p < 0,05 seguido de Tukey – estro x diestro



5. DISCUSSÃO

A inflamação pulmonar aguda realizada pela técnica de pleurisia é obtida através da injeção de carragenina no espaço pleural. Esse agente flogístico é amplamente utilizado na indução de inflamação pulmonar ou em edema de pata, por ser um polissacarídeo sulfatado de alto peso molecular, que permite o envolvimento de mediadores vasculares na evolução do processo, onde principalmente sua interação se dá pela infiltração neutrofílica e macrófagos fagocitadores de carragenina. Há também a liberação de histamina, bradiquinina, prostaglandinas e citocinas, com a produção concomitante de espécies reativas de oxigênio (EROs) como peróxido de hidrogênio, radicais hidroxila, e o superóxido, pelas células inflamatórias (Corsini et al., 2005).

Os resultados demonstraram que ratos machos diferem das fêmeas nas contagens de leucócitos totais e diferenciais, bem como nas células neutrofílicas e linfocíticas, antes e depois do processo inflamatório, indicando uma resposta gênero-específica nesses parâmetros.

No estudo de Doeing et al., 2003, demonstra-se uma modulação sexual, onde os hormônios esteróides sexuais têm efeito na regulação dos leucócitos circulantes, pois o 17- estradiol e a progesterona, podem modular a expressão de moléculas de adesão celular em leucócitos periféricos em ratos e ratas, assim afetando a circulação e ativação dos mesmos (Chernyshov et al., 2002), entretanto nesse estudo não foram feitos esfregaços vaginais para a determinação da fase do ciclo em que as fêmeas encontravam-se. Em outro trabalho, Bain e colaboradores (1976) observam uma queda neutrofílica em mulheres, no período menstrual, o que pode ser explicado com o aumento da infiltração dessa linhagem celular na cavidade uterina, no modelo experimental em ratos tratados com estradiol (Gaunt et al., 1985). Outro estudo (Subandrio et al., 2000), correlaciona a fase do ciclo estral (estro) com a contagem neutrofílica, sendo observado uma diferença na média da concentração desse tipo celular nos diferentes estados reprodutivos em bovinos, determinando um dimorfismo sexual, nas respostas imunes.

Dados da literatura têm relatado sobre a interação do E2 com moléculas de adesão celular, atuando na supressão da expressão das mesmas e de seus receptores, podendo sugerir um dos mecanismos de ação antiinflamatória desse hormônio ( Gao et al.,2006; Lang, 2004). Em cultura de células de veia endotelial umbilical (HUVECs), o E2 inibiu a expressão de moléculas de adesão, como E-selectina, ICAM-1 e VCAM-1, induzidas por IL-1, (Caulin-Glaser et al.,1996). Murkherjee e colaboradores, também demonstraram que o metabólito do estradiol, o 17-epiestriol, produzido in vivo é mais potente que o estradiol na inibição de VCAM-1, em células HUVECs.

Além da supressão estrogênica alguns pesquisadores, sugerem que em ratos machos exista um aumento das moléculas de adesão celular refletindo em um maior recrutamento e adesão de leucócitos, principalmente neutrófilos, afetando assim a circulação dessas células. As moléculas de adesão contribuem para a diapedese das células de defesa para pulmão, entretanto não foram observadas diferenças estatísticas significantes nesse sítio inflamatório, no presente trabalho (Yu et al., 2006; Speyer et al., 2005 ; Miller et al., 2004; Doeing et al.,2003). Tais resultados obtidos no presente estudo podem ser explicados de acordo com os estudos já citados, entretanto as moléculas de adesão celular não foram o foco estudo de nosso trabalho.

Uma outra possível propriedade antiinflamatória de E2 explicada por Josefsson et al., 1992, relata a supressão desse hormônio sinalizada na medula óssea, sugerindo efeitos na distribuição de células polimorfonucleares circulantes no organismo.

Na avaliação diferencial dos monócitos antes da inflamação, o grupo sham mostrou a contagem diminuída frente a todos os grupos estudados, o que manteve-se após o procedimento, onde o grupo de machos esteve aumentado nesse parâmetro frente ao diestro, OVX e sham, possivelmente explicado na relação com as moléculas de adesão celular sugerido acima, e na interação com produção medular de células inflamatórias. Novamente visualiza-se uma possível ação de E2 na supressão de mediadores inflamatórios, pois os animais sham possuem sua ciclagem e produção estrogênica normal, o que pode determinar a diminuição nos monócitos circulantes em relação aos outros grupos, o que está de acordo com os estudos de Bouman et al.,2005 e Lang, 2004. Assim, os nossos resultados corroboram com os mesmos estudos citados acima com a análise após a inflamação, em que os animais machos determinaram maiores contagens em relação aos outros grupos.

Outra possibilidade da interação do estradiol com o sitema imune pode ser explanada através de sua influência com glicocorticóides. Dessa maneira em 2007, Cuzzocrea e colaboradores indicaram possíveis implicações na modulação imunológica que o E2 determinou no modelo experimental de pleurisia, com a utilização de um tratamento com dexametasona (DEX), estradiol, ICI 182,70 e Tamoxifen (antagonistas de E2) em diferentes grupos experimentais. Seus resultados determinaram que a co-administração de um antagonista do receptor de estradiol bloqueou significantemente o efeito da DEX. Sugere-se também nesse estudo que o efeito inibitório desse glicocórticoide pode ser parcialmente dependente da ativação de ER. Com relação a presença de receptores em neutrófilos, sugere-se nesse mesmo trabalho a expressão de GR e ER na membrana dos mesmos, indicando uma regulação de função, através da diapedese.

Desse modo estrógenos podem ligar-se em receptores de glicocorticóides contidos nos tecidos, dimerizando-os e regulando a transcrição de genes alvo, para a ligação a específicas seqüências de DNA, nomeadas elementos responsivos aos glicocorticóides. Sabe-se das ações dos mesmos, onde há um aumento da transcrição dos genes que codificam proteínas antiinflamatórias, incluindo lipocorina-1, IL-10, antagonista do receptor de IL-1, entre outros, e inibem a expressão de fatores de transcrição como o NF-B, múltiplos genes inflamatórios codificadores de citocinas e receptores de moléculas de adesão celular (Southerland et al., 1998; Zhou et al., 1989;).

Na análise de exsudato, observamos na contagem de leucócitos totais um aumento no grupo do estro frente ao diestro, o que está relacionado com o aumento de células mononucleadas (MN) na avaliação diferencial e dos leucócitos totais devido a esse parâmetro. Entretanto não pode-se afirmar que o E2 teve uma função imunossupressora no local da inflamação. Essa caracterização é visualizada somente com a diminuição da infiltração de células polimorfonucleadas (PMN) na cavidade pulmonar, como demonstrado no estudo de Cuzzocrea et al.,2000 .

Os trabalhos realizados com o modelo experimental de pleurisia em ratas fêmeas, (Cuzzocrea et al.,2000;2001;2007; Esposito et al.,2005), demonstram a ação supressora estrôgenica, através da medida de diversos parâmetros, como: enzimáticos (mieloperoxidase MPO, óxido nítrico sintase iNOS) e marcadores de estresse oxidativo como por exemplo, o malondialdeído (MDA), análises histológicas, citocinas, reação da polimerase em cadeia (PCR), prostaglandinas, os quais não foram o foco do trabalho em questão, podendo assim diminuir a sensibilidade das análises e a correlação de resultados.

Os resultados obtidos no presente trabalho demonstraram que ratas fêmeas ciclantes possuem contagens de leucócitos totais, neutrófilos, e monócitos diminuídas, indicando uma possível ação supressora e imunomodulatória do estradiol, nas contagens de leucócitos em sangue periférico.

AGRADECIMENTOS

Ao Centro Universitário Feevale e a FAPERGS pelo apoio financeiro concedido.



6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




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