ComparaçÃo entre diferentes métodos para determinaçÃo da granulometria de sedimentos marinhos finos



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES MÉTODOS PARA DETERMINAÇÃO DA PORCENTAGEM DE ARGILA EM SEDIMENTOS MARINHOS FINOS

VALÉRIO, Bruna Sá Britto, SILVA, Marine Jusiane Bastos, PASSOS, Mariana dos Santos, BOCALON, Henrique

ALVES, Antônio Marcos de Lima, FONTOURA, José Antônio Scotti

brunasabritto@yahoo.com.br
Evento: Congresso de Iniciação Científica

Área do conhecimento: Geotécnica

Palavras-chave: Sedimentos marinhos, granulometria, sedimentação
1 INTRODUÇÃO
A análise do comportamento mecânico de sedimentos marinhos envolve a determinação, via ensaios de laboratório ou campo, de diversos parâmetros relacionados à caracterização básica, deformabilidade e resistência. Dentre os ensaios necessários à caracterização, um dos mais importantes é o teste de granulometria, que definirá as diferentes frações de tamanho de grãos que compõem o sedimento em estudo. Na análise granulométrica de sedimentos finos, duas técnicas são frequentemente empregadas: o método da pipeta e o método do densímetro. O objetivo deste trabalho é comparar os resultados das duas técnicas, aplicadas a amostras de sedimentos marinhos coletados na costa do Rio Grande do Sul.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
O conjunto de amostras do sedimento marinho em estudo foi coletado durante um cruzeiro do navio oceanográfico Atlântico Sul (FURG), patrocinado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em janeiro de 2013. Os pontos de coleta estavam localizados em paleocanais sobre a plataforma interna, na região compreendida entre as cidades de Rio Grande e Torres, no litoral sul do Brasil. As amostras foram coletadas com um amostrador de fundo do tipo “box corer”, entre as curvas isobatimétricas de 13 m e 26 m de profundidade. Estas amostras foram submetidas a ensaios granulométricos por duas técnicas: o método da pipeta, descrito em SUGUIO (1973), que envolve a coleta de amostras de uma mistura de grãos e água em sedimentação, em determinados períodos de tempo; e o método do densímetro, descrito na norma brasileira ABNT NBR 7181 (1988), que consiste na medição da densidade da mistura, através de um densímetro, em determinados períodos de tempo. Adotaram-se como agentes dispersantes uma solução de hexametafosfato de sódio (no método do densímetro) e uma solução de pirofosfato de sódio (no método da pipeta).
3 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Na Figura 1 mostra-se uma comparação entre as curvas granulométricas, referentes à parcela fina de uma amostra de sedimento, obtidas pelos dois métodos em apreço. O ajuste entre as duas curvas é tão melhor quanto maior seja a quantidade de material analisado pelo método da pipeta, que é variável. Já a quantidade analisada pelo método do densímetro é de 120 g de material passante na peneira de abertura igual a 2 mm.
Figura 1 – Exemplo de curvas granulométricas

Fonte: Os autores


Na Tabela 1, são mostrados os percentuais de argila encontrados pelos dois métodos testados, para as seis amostras ensaiadas. Pelo menos dois fatores podem influenciar estas medidas: a diferença de peso das amostras analisadas por cada método, e as diferentes soluções defloculantes adotadas.
Tabela 1 – Porcentagens de argila encontradas

Amostra

Densímetro

Pipeta

PAL – 1

52%

43%

PAL – 2

47%

52%

PAL – 3

38%

20%

PAL – 4

10%

3%

PAL – 6

10%

2%

PAL – 7

30%

12%


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As próximas etapas desta pesquisa envolverão um estudo mais aprofundado sobre as questões levantadas neste trabalho, relativas às diferenças de resultados obtidos pelos dois métodos de sedimentação de solos de granulometria fina. Os autores expressam um especial agradecimento à técnica de laboratório Glória Paz Canteiro e à FAPERGS pela bolsa de iniciação científica da segunda autora.
REFERÊNCIAS
ABNT NBR 7181. Solo – Análise Granulométrica. Associação Brasileira de Normas Técnicas, Rio de Janeiro, 1988.
SUGUIO, K. Introdução à Sedimentologia. Editora Edgard Blücher Ltda., São Paulo, 1973.

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