ComparaçÃo entre resultados de ensaios spt e diagramas de cravaçÃo de estacas



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS DE ENSAIO DE PROSPECÇÃO GEOTÉCNICA TIPO SPT COM BASE NO SOMATÓRIO DE NÚMERO DE GOLPES AO LONGO DA PROFUNDIDADE

FAVRETTO, Julia

ALVES, Antônio Marcos de Lima

juliafavretto@hotmail.com
Evento: Congresso de Iniciação Científica

Área do conhecimento: Geotécnica

Palavras-chave: Ensaio SPT, solo sedimentar, Rio Grande
1 INTRODUÇÃO
O procedimento de sondagem a percussão do tipo “Standard Penetration Test” (SPT) ainda é bastante utilizado, tanto no Brasil como em vários países do exterior, para caracterização geotécnica de perfis de solo visando o projeto de fundações e obras de terra. O ensaio consiste na cravação de um amostrador padronizado ligado a um conjunto de hastes, por intermédio da queda de um martelo de peso igual a 65 kgf, caindo de uma altura de queda de 75 cm. O número de golpes para a penetração do amostrador ao longo de 30 cm é medido a cada metro de profundidade, gerando um diagrama relacionando o número de golpes (NSPT) com a profundidade. O ensaio é normatizado no Brasil pela NBR 6484 (2001). O presente trabalho tem por finalidade a interpretação de boletins de sondagem SPT com base em um diagrama modificado, que considera o somatório do número de golpes NSPT ao longo da profundidade. Foram estudados boletins de sondagens realizadas para o projeto do dique seco do Estaleiro Rio Grande (ERG1), localizado no Pólo Naval da cidade de Rio Grande - RS. Um perfil médio típico do subsolo no local de implantação da obra foi apresentado por Dias et al. (2008), sendo composto basicamente por quatro camadas: uma camada A, composta por areia fina medianamente compacta a muito compacta, até cotas em torno de -11 m; uma camada B, composta por subcamadas de espessura variável intercalando areia fina e argila siltosa, até cota em torno de -22 m; uma camada C, composta por argila siltosa cinza de consistência média a rija e presença de veios de areia fina, até cotas em torno de -39 m; e uma camada D, de areia fina a média compacta e muito compacta, abaixo da cota -39 m.

2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
Para o presente estudo, foram analisados 11 boletins de sondagens à percussão do tipo SPT, realizadas na área do dique seco. Os boletins foram obtidos junto à empresa executora da obra em apreço. Os diagramas das sondagens SPT foram digitalizados e tratados em planilha eletrônica. Para cada sondagem, foi confeccionado o diagrama do somatório de NSPT com a profundidade, comparando-se o resultado com as camadas de solo indicadas em cada sondagem.
3 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Na Figura 1 mostra-se um exemplo de diagrama de somatório de NSPT com a profundidade (em verde), e sua comparação com o diagrama tradicional de NSPT (em vermelho). Para permitir uma comparação visual, o diagrama do somatório de NSPT foi traçado dividindo-se os valores obtidos por um fator igual a 30.
Figura 1 – Exemplo de diagrama tradicional e modificado do ensaio SPT

Fonte: Os autores



Foi possível verificar que o diagrama de somatórios de NSPT com a profundidade possibilita uma interpretação mais refinada dos resultados do ensaio, atenuando as oscilações presentes no diagrama tradicional, e permitindo uma identificação clara das interfaces entre as diferentes camadas de solo, baseada da mudança de inclinação do gráfico com a profundidade.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nas próximas etapas deste trabalho, pretende-se estudar a relação entre a inclinação do diagrama modificado e o tipo de solo atravessado pelo amostrador, bem como avaliar a correlação entre o aspecto do diagrama modificado e o gráfico de distribuição de atrito lateral em estacas cravadas.
REFERÊNCIAS
ABNT NBR 6484. Solo – Sondagens de simples reconhecimento com SPT – Método de Ensaio. Associação Brasileira de Normas Técnicas, Rio de Janeiro, 2001.
DIAS, C.R.R.; BASTOS, C.A.B.; PEDREIRA, C.L.S.; SCHULER, A.; ALVES, A.M.L. Avaliação da estratigrafia do subsolo do Superporto de Rio Grande/RS aplicada a obras geotécnicas. In: 12o Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental, 2008, Porto de Galinhas/PE. Anais do 12o Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental. Recife/PE : UFPE, 2008a. v. 1. p. 1-12.

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