Compensation d'énergie réactive et filtrage d'harmoniques



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Especificação para Relés Digitais de Protecção de Máxima Intensidade de Fase e Homopolar de Média Tensão

Esta especificação define:


Requisitos para o Fabricante

Requisitos base para o Relé Digital de Protecção

Descrição funcional do Relé Digital de Protecção

Documentos para concurso

Requisitos de ensaios, comissionamento e manutenção




Índice

Pág.
1. Apresentação 1

2. Requisitos para o Fabricante 1

2.1. Certificações

2.2. Experiência

2.3. Suporte Local

3. Requisitos Base para o Relé Digital de Protecção 2

3.1. Requisitos Gerais

3.2. Características de Concepção

3.2.1. Tecnologia e funcionalidade

3.2.2. Segurança funcional

3.2.3. Configuração e parametrização

3.2.4. Arquitectura do hardware e software

3.3. Requisitos de Operação

3.4. Regras de Instalação

4. Descrição do Relé Digital de Protecção 5

4.1. Protecção

4.2. Controlo e Supervisão

4.3. Medidas

4.4. Diagnóstico do Relé

4.5. Interface Homem - Máquina

4.6. Comunicação

4.7. Arquitectura de Hardware

5. Documentos a Apresentar com a Proposta 9

6. Ensaio, Comissionamento e Manutenção 9

6.1. Ensaios

6.2. Comissionamento

6.3. Manutenção


1. Apresentação

O objectivo do presente documento é apresentar uma descrição dos requisitos gerais de um Relé Digital de Protecção de Máximo de Intensidade de Fase Homopolar, por forma a satisfazer as normas Nacionais, IEC, EN, CSA e UL, e poder ser utilizado em compartimentos de baixa tensão de quadros de média tensão, ou em painéis de controlo separados.

Este documento também define soluções de protecção e controlo aplicáveis em instalações MT/BT de redes de distribuição de Companhias Eléctricas e Indústrias, nomeadamente:


  • Entradas MT de instalações eléctricas;

  • Transformadores MT/BT;

  • Saídas MT.

2. Requisitos para o Fabricante

2.1. Certificações

O fabricante do Relé Digital de Protecção deverá possuir certificação ISO 9001 (versão 2000), assim como uma Garantia de Qualidade aplicável e um sistema de Controlo de Qualidade válido.

O fabricante do Relé Digital de Protecção deverá possuir certificação ambiental ISO 14001, e ser capaz de facultar o Product Environmental Profile (P.E.P) quando solicitado.

2.2. Experiência

O fabricante do Relé Digital de Protecção deverá possuir elevada experiência e conhecimento no âmbito da concepção e produção de Relés Digitais de Protecção, assim como apresentar um volume de negócios e referências relevantes que credibilizem os seus compromissos e a capacidade de suporte a longo prazo.



2.3. Suporte Local

O fabricante deverá possuir uma estrutura de suporte permanente, dotada de uma equipa de colaboradores competentes, no país ou região onde os Relés Digitais de Protecção serão instalados, por forma a assegurar o suporte local e um canal de comunicação adequado.

A equipa de suporte deverá ser formada e certificada pelo fabricante, estando esta qualificada para, quando solicitado pelo cliente, proceder ao comissionamento e colocação em serviço do Relé Digital de Protecção.

O fabricante deverá assegurar a disponibilidade de peças de reserva num espaço de tempo compatível com o bom funcionamento da instalação.

3. Requisitos Base para o Relé Digital de Protecção

3.1. Requisitos Gerais

O Relé Digital de Protecção deverá cumprir as normas e recomendações nacionais e internacionais mais relevantes (IEC, EN, UL, CSA), de acordo com o disposto na tabela 1.






Requisitos

Normas

Nível

Valor

Relés de Protecção




IEC 60255-1







Alimentação auxiliar

Ondulação DC

IEC 61000-4-17

IEC 60255-11






15% ; 100 to 120 Hz

Critério A



Falhas de tensão

IEC 61000-4-11

IEC 61000-4-29

IEC 60255-11





100 ms; 0%, 3 relés em tensão

Critério A



Inversão DC

IEC 60255-11







Compatibilidade Electromagnética

Generalidades

IEC 60255-26

EN 50263


A




Emissão de campo perturbado

CISPR22

IEC 60255-25

EN 55022


A






Emissão de campo conduzido

CISPR 22

EN 55022

IEC 60255-25


A






Ensaios de imunidade - perturbações radiadas

Campos radiados à frequência rádio

IEC 60255-22-3

IEC 61000-4-3

ANSI C37.90.2 (2004)

III



10 V/m ; 80-2700MHz

10 V/m ; 80-2000MHz; 1,4-2,7GHz

20 V/m ; 80-1000MHz


Descargas electrostáticas

IEC 60255-22-2

IEC 61000-4-2

ANSI C37.90.3

III



8 KV ar; 6 KV contacto



Campo magnético à frequência industrial

IEC 61000-4-8

IV


30A/m (em permanência)

300A/m (de 1…3 seg.)



Ensaios de imunidade - perturbações conduzidas

Perturbações RF

IEC 60255-22-6

IEC 61000-4-6


III

10V; 0,15-80MHz


Transitórios eléctricos rápidos

IEC 60255-22-4
IEC 61000-4-4
ANSI C37.90.1

IV


4 KV; 5KHz

4 KV; 5KHz

4 KV;


Ondas oscilatórias amortecidas

IEC 60255-22-1

IEC 61000-4-18


ANSI C37.90.1

III



2,5 KV

2,5 KV em modo comum, 1KV modo diferencial, 100 KHz e 1MHz

2,5 KV em modo comum e diferencial


Ondas de choque

IEC 60255-22-5

IEC 61000-4-5



III


1,2/50 µs ; 10/700 µs ; 2KV modo comum ; 1KV modo diferencial


Entradas lógicas à frequência industrial

IEC 60255-22-7

IEC 61000-4-16


IV


300V modo comum ; 150V modo diferencial

Ensaios de segurança

Generalidades

IEC 60255-27







Ensaios de isolamento

IEC 60255-27





500V modo comum e diferencial, R>100MΩB; R>10MΩA

Ondas de choque

IEC 60255-27

IEC 60255-5








1.2/50µs

5KV entradas/saídas lógicas, alimentação auxiliar

3KV porta RS 485


Resistência dieléctrica à frequência industrial

IEC 60255-5

IEC 60255-27

ANSI C37.90




2KV 1 min: entradas/saídas lógicas, alimentação auxiliar

1,5KV 1 min: entre contactos abertos



Resistência dieléctrica à frequência industrial - porta RS 485

IEC 60255-5

ANSI C37.90








2KV 1 min


Indice de protecção

IEC 60255-27

IP1X




Tabela 1





Requisitos

Normas

Nível

Valor

Resistência mecânica

(sob tensão)



Vibações

IEC 60255-21-1

2

1Gn; 10 a 150 Hz; 1 ciclo

Choques

IEC 60255-21-2

2

10Gn para 11ms

Sismos

IEC 60255-21-3

2

2Gn horizontal, 1Gn vertical

Resistência mecânica

(fora de tensão)



Vibrações

IEC 60255-21-2

2

2Gn; 10 para 150 Hz; 20 ciclos

Choques

IEC 60255-21-2

2

30Gn para 11 ms

Abalos

IEC 60255-21-2

2

20Gn para 16 ms

Protecção do invólucro

Painel frontal

IEC 60529

NEMA


IP54

Tipo 12




Face posterior

IEC 60529

IP40




Terminais de ligação

IEC 60529







Resistência aos choques

IEC 62262


IK 7


2 Joules


Resistência ao fogo

IEC60695-2-11




650°C

Resistência climática

(em funcionamento)



Variação de temperatura

IEC 60068-2-14

Nb


5°C/mn de -40°C a 70°C


Exposição ao frio

IEC 60068-2-1

Ad

-40°C, 96 horas

Exposição ao calor seco

IEC 60068-2-2


Bd


+70°C, 96 horas


Exposição ao calor húmido

IEC 60068-2-78


Cab


93% húmidade relativa, 56 dias


Ambientes salinos

IEC 60068-2-52

Kb/2

6 dias

Corrosão/ teste 2 gases

IEC 60068-2-60


Ke


21 dias, 75% húmidade relativa, 25°C, 0,5 ppm H2S, 1ppm SO2

Resistência climática

(em armazém, na embalagem original)



Variação de temperatura

IEC 60068-2-14


Nb


5°C/mn de -40°C a 70°C


Exposição ao frio

IEC 60068-2-1

Ab

-40°C, 96 horas

Exposição ao calor seco

IEC 60068-2-2


Bd


+70°C, 96 horas


Exposição ao calor húmido

IEC 60068-2-78

Cab

93% humidade relativa, 40°C, 56 dias

Certificação

CE

Harmonizada

EN 50263








UL

UL508







CSA

CSA C22.2







Tabela 1
O Relé Digital de Protecção deverá possuir marcação CE, de acordo com as directivas Europeias de baixa tensão (73/23 EEC e 93/68 EEC) e EMC (89/336/EEC).

3.2. Características de Concepção

3.2.1. Tecnologia e funcionalidade

O Relé Digital de Protecção deverá recorrer à tecnologia microprocessador, e apresentar uma arquitectura, ao nível do hardware e software, constituída por plataformas multifuncionais de protecção e controlo.

O Relé deverá apresentar funções de Protecção, Medida, Controlo e Supervisão e possuir:


  • entradas e saídas lógicas/analógicas;

  • interface Homem - Máquina com visor alfanumérico;

  • interface de comunicação.

3.2.2. Segurança funcional

O Relé Digital de Protecção deverá ser concebido em conformidade com a norma IEC 61508 em relação à segurança funcional, e ser dotado com um sistema interno de auto-teste (Watchdog), que supervisione a alimentação auxiliar do relé, a aquisição das entradas de corrente, o estado da unidade de processamento, as entradas e saídas digitais, e demais hardware e software.


Na ocorrência de uma falha interna que torne o Relé inoperante, este deverá evoluir para uma posição de segurança, inibindo a possibilidade do órgão de corte equipado com bobina de abertura por emissão de tensão disparar indevidamente. Todas as saídas e entradas deverão ser desactivadas e bloqueadas.

A função Watchdog deverá ser capaz de funcionar numa arquitectura vertical de protecção redundante, podendo activar a protecção de backup. Nesta arquitectura, o Relé redundante assegura as funções de protecção desempenhadas pelo Relé a jusante defeituoso.

A ocorrência de falhas internas de segurança de reduzida importância, não deverá impedir que o Relé desempenhe as funções de protecção, mas em condições de operação limitadas.

3.2.3. Configuração e parametrização

O Relé Digital de Protecção deverá poder ser configurado de forma simples e manual, através dos botões existentes na sua face frontal, e sem recurso a PC ou qualquer ferramenta de software especifica.



3.2.4. Arquitectura do hardware e software

O Relé Digital de Protecção acomodará um mínimo de entradas/saídas digitais e isoladas. As entradas serão utilizadas para supervisionar o estado do quadro MT, assim como receber sinais externos, enquanto as saídas serão utilizadas para o comando do disjuntor.



3.3. Requisitos de Operação

O Relé Digital de Protecção deverá funcionar de acordo com as seguintes condições:



Temperatura

- 40°C a +70°C

Tensão auxiliar de alimentação

- DC


- AC

24 a 125, 100 a 240, 220 a 250 (+/- 20%)

100 a 120, 100 a 240 (+/- 20%)


Sensores de corrente

3 TI’s In/1A ou In/5A, e/ou 1 toro homopolar

Tabela 2
O Relé Digital de Protecção deverá possuir pelo menos as seguintes saídas para o comando do disjuntor:

  • uma saída para o disparo do disjuntor na ocorrência de uma defeito;

  • uma saída para impedir o seu fecho se o defeito ainda estiver presente;

  • uma saída para informar que o disjuntor disparou sob condições de defeito.

Os contactos das saídas do Relé utilizados para o comando do disjuntor deverão ser capazes de suportar uma corrente de 30 A DC, durante 200 milisegundos e 2000 ciclos de operação, de acordo com o artigo 6.7. da norma ANSI C37.90.

Os restantes contactos de saída do Relé deverão ser capazes de suportar uma corrente de 2 A, 250 Vdc/240 Vac, em permanência.

O relé Digital de Protecção deverá ser capaz de registar o último defeito de fase ou homopolar e os últimos eventos cronológicos.

O Relé Digital de Protecção deverá apresentar diversas línguas de exploração, seleccionáveis pelo operador, nomeadamente: Inglês, Francês, Espanhol, e Português.

O secundário dos sensores de corrente deverão ser automaticamente curto-circuitados quando o módulo for desligado da unidade base.
Deverão ser instalados equipamentos adicionais na cela do órgão de corte que possibilitem o ensaio e calibração do Relé, através da injecção de corrente, sem necessidade de se proceder à alteração da electrificação permanente.

O Relé deverá possuir um sistema de supervisão do circuito eléctrico associado à bobina de disparo, que alerte o operador para a existência de anomalias.

O Relé Digital de Protecção deverá manter a sua precisão ao longo da sua vida útil.

O Relé Digital de Protecção deverá se capaz de suportar a corrente de saída dos transformadores de intensidade associados, correspondendo a uma corrente primária igual à corrente de curto-circuito especificada (4 In em permanência , 40 In/3 s, e 100 In/1 s). Se forem utilizados toros homopolares, as entradas de corrente deverão suportar uma intensidade equivalente a uma corrente de fase igual a 20 kA/1 s ou 300 A em permanência.

O Relé Digital de Protecção deverá apresentar um valor MTTF de concepção mínimo de 300 anos durante a sua vida útil, a qual não deverá ser inferior a 15 anos, sob condições de operação adequadas (climáticas e ambientais).

O Relé Digital de Protecção deverá ser dotado da função de dessensibilização da protecção de máximo de intensidade de fase e homopolar para ultrapassar as elevadas correntes de energização após longas paragens dos equipamentos.

A substituição de um componente obsoleto não deverá afectar a compatibilidade entre os Relés em serviço.

3.4. Regras de Instalação

O Relé Digital de Protecção deverá poder ser montado na porta do compartimento de baixa tensão, ou no interior deste, e apresentar um índice de protecção IP54 de acordo com a norma IEC 60529.

Para funcionar correctamente e obter-se uma qualidade de operação adequada, o Relé Digital de Protecção deverá ser instalado por forma a estar protegido contra EMC, e os seguintes pontos deverão ser respeitados:


  • um único sistema de terra equipotencial, utilizado como referência de potencial da instalação;

  • separação dos diferentes tipos de cabos (potência, alimentação auxiliar, dados, medidas);

  • utilização de estruturas metálicas equipotenciais para os caminhos de cabos;

  • utilização de cabos blindados para as medidas e dados;

  • protecção da alimentação (filtragem e sobretensão);

  • protecção do equipamento e da instalação contra os efeitos indirectos das descargas atmosféricas.

4. Descrição do Relé Digital de Protecção

4.1. Protecção

O Relé Digital de Protecção deverá integrar as seguintes funções de protecção :



  • protecção de máximo de intensidade homopolar (ANSI 50N/51N);

  • protecção de máximo de intensidade de fase (ANSI 50/51);




  • protecção por imagem térmica (ANSI 49RMS);

O Relé Digital de Protecção deverá ser dotado das seguintes curvas de disparo:

  • a tempo independente (DT);

  • a tempo dependente (curvas IDMT), definidas por uma temporização T ou por um factor TMS, nomeadamente:

  • curvas IEC (SIT/A, VIT/B, LTI/B, EIT/C);

  • curvas IEEE (MI, VI, EI);

  • curvas usuais (UIT, RI, IAC).

Funções__Característica__DT__IDMT'>Funções

Característica

DT

IDMT

50/51

Intervalo

0.1 a 24 In (mín. 1 A)

0,1 a 2,4 In (mín. 1 A)

Precisão

+/- 5 % ou +/- 0,02 In

+/- 5 % ou +/- 0,02 In

Rácio Drop out / pick up

95 %

95 %

Transient overshoot

< 10 %

< 10 %

50N/51N

Curva standard

0,3 a 24 Ino (min. 1 A)

0,2 a 2,4 Ino (min. 1 A)

Curva sensível

0,01 a 2,4 Ino (min. 0,1 A)

0,01 a 0,24 Ino (min. 0,1 A)

Curva muito sensível

0,0004 a 0,05 Ino (Ino = 470 A)

0,0004 a 0,005 Ino (Ino = 470 A)

Precisão

+/- 5 % ou +/- 0,02 Ino

+/- 5 % ou +/- 0,02 Ino

Rácio Drop out / pick up

95 %

95 %

Transient overshoot

< 10 %

< 10 %

Temporização de disparo

Temporização

0,05 a 300 s

IEC, RI:TMS:0,02 a 2 (incr. 0,01)

IEEE, TD:0,5 to 15 (incr. 0,1)



Precisão

+/- 2 % ou +/- 20 ms

+/- 5 % ou +/- 20 ms

Arranque da protecção

Tempo de operação

< 40 ms a 2 I set (25 ms standard)

< 40 ms a 2 I set (25ms standard)

Tempo Overshoot

< 40 ms a 2 I set

< 40 ms a 2 I set

Temporização de Reset

< 50ms a 2 I set

< 50ms a 2 I set

49RMS

Intervalo de alarme

50 % a 100 % do aquecimento aceitável

Intervalo de disparo

0,2 a 2,4 In

Precisão

+/- 5% ou +/- 0,02 In

Rácio Drop out / pick up

95 %

Temporização de actuação

1 a 120 min (incr. 1 min)

Precisão da temporização

+/- 2% ou +/- 2 s

Tabela 3
A função de protecção contra sobrecargas deverá ser baseada no valor RMS de corrente (considerando no mínimo até a 13ª harmónica) e deverá ter em linha de conta a temperatura ambiente.

As funções de protecção de máximo de intensidade de fase e homopolar deverão possuir um timer hold, por forma a permitir a detecção de defeitos recorrentes.

A função de protecção de máximo de intensidade homopolar deverá possuir um filtro para as harmónicas H2, associadas à corrente de arranque dos transformadores, que possa ser activado ou inibido.

O Relé Digital de Protecção deverá possibilitar a implementação de selectividade lógica num esquema de cascata ou em aplicações em anel fechado.



4.2. Controlo e Supervisão

O Relé Digital de Protecção deverá realizar todas as funções de controlo e supervisão, definidas pelas normas ANSI, necessárias ao controlo do órgão de corte.

Estas operações deverão ser realizadas a partir de funções predefinidas utilizando entradas/saídas digitais e processando informações internas e externas.

O Relé Digital de Protecção deverá pelo menos incluir as seguintes funções:



  • bloqueio / aceitação - ANSI 86

  • bloqueio individual de todas as saídas de disparo e entradas lógicas;




  • utilizado como “Lock-out relay”.

  • indicação luminosa - ANSI 30

  • indicação LED (estado do Relé);

  • indicação local no visor do Relé (eventos, alarmes, mensagens);

  • processamento de alarmes.

  • selectividade lógica - ANSI 68

  • assegurando discriminação integral e rápida actuação das protecções próximas da fonte de alimentação, num esquema em cascata;

  • envio e recepção de ordens de bloqueio entre os Relés Digitais de Protecção integrados num esquema em cascata.

  • verificação dos relés de saída (cada relé deverá ser activado por 5 segundos, por forma a verificar-se as ligações e o funcionamento do equipamento associado);

4.3. Medidas

O Relé Digital de Protecção deverá incluir funções exactas de processamento de medidas e apresentar as medidas no visor do interface Homem - Máquina, de acordo com o apresentado na tabela 4 e 5.






Protecção homopolar

Protecção homopolar e de fase

Protecção homopolar e de fase e comunicação

Corrente residual I0







Corrente de fase I1, I2, I3 RMS








Corrente máxima pedida IM1, IM2, IM3








Tabela 4



Medida

Característica

Valor

Corrente de fase RMS e corrente máxima pedida

Intervalo de medida

0,1 In a 1,5 In

Precisão

+/-1 % a In<+/-2 % de 0,3 In a 1,5In

+/-5 % de 0,1 a 0,3 In



Corrente homopolar

Standard

0,1 Ino a 1,5 Ino (ou In)

Sensível

0,01 Ino a 1,5 Ino (ou In)

Muito sensível

0,25 a 24 A (primário)

2,5 a 240 A (primário)



Precisão

+/-1 % normalmente a Ino (ou In)

<+/-2 % de 0,3 Ino a 1,5 Ino (ou In)

+/-5 % de 0,005 Ino a 0,3 Ino (ou In)



Correntes de fase (Disparo)

Intervalo de medida

0,1 In a 40 In

Precisão

+/-5 %

Corrente homopolar (Disparo)

Standard

0,1 Ino a 40 Ino (ou In)

Sensível

0,01 Ino a 4 Ino (ou In)

Muito sensível

0,2 a 40 A (primário)

2 a 400 A (primário)



Precisão

+/-5 %

Tabela 5
4.4. Diagnóstico do Relé

O Relé Digital de Protecção deverá possuir funcionalidades de auto-diagnóstico para:



  • detectar falhas internas, que possam provocar disparos acidentais ou impedir disparos quando em presença de defeitos;

  • colocar o Relé em posição de segurança, quando a ocorrência de um defeito interno importante possa originar um disparo acidental. Deverá existir um relé Watchdog, que alerte estas situações e que permita activar a protecção de backup;

  • indicar a necessidade de proceder à realização de acções de manutenção;



4.5. Interface Homem - Máquina

O Relé Digital de Protecção deverá incluir um interface Homem - Máquina (IHM) com um visor LCD alfanumérico gráfico. Este deverá permitir visualizar:



  • medidas;

  • mensagens de operação, nas principais línguas internacionais (Inglês por defeito), sendo ainda possível proceder à tradução destas;

  • mensagens de manutenção do sistema.

O IHM deverá apresentar informação clara sobre as condições de alarme.

Deverão existir LED de sinalização para indicação de alarmes e de condições especificas de exploração, nomeadamente: estado do órgão de corte (aberto/fechado), auto-teste do Relé, e alarmes de defeito de fase e homopolar.

Deverá ser possível personalizar a atribuição de cada LED.

Deverá ser possível através do IHM:



  • visualizar as medidas, alarmes, mensagens e dados de operação;

  • limpar alarmes e reinicializar o equipamento;

  • aceder aos parâmetros de configuração.

O acesso ao modo de edição dos parâmetros de configuração do Relé deverá ser protegido por uma password constituída por pelo menos quarto dígitos. Esta password permite a edição integral de todos os parâmetros de configuração do Relé.

4.6. Comunicação

O Relé Digital de Protecção deverá utilizar o protocolo de comunicação apropriado de acordo com a aplicação, nomeadamente integração numa instalação industrial ou numa rede de distribuição eléctrica.



  • Modbus RTU, protocolo de transmissão de informação industrial e Field bus, em conformidade com a norma IEC 61158, através de cabo RS485 Twister-Pair (2 fios ou 4 fios);

  • Modbus RTU, através de cabo RS485 Twister-Pair (2 fios ou 4 fios), sobre Ethernet TCP/IP 10/100 Mbits. Base Tx ou base Fx, com recurso a gateway;

  • IEC 870-5-103, pertencente à série de normas IEC 870-5, utilizado para comunicação entre o Relé e o sistema de controlo (SCADA ou RTU) de uma companhia eléctrica, através de cabo RS485 Twister-Pair (2 fios);

4.7. Arquitectura de Hardware

A arquitectura de hardware do Relé Digital de Protecção deverá incluir:



Funções

Código ANSI

Protecção homopolar

Protecção homopolar e de fase

Protecção homopolar e de fase e comunicação

Protecção de máximo de intensidade de fase

50-51








Protecção de máximo de intensidade homopolar

- standard

- sensível

- muito sensível


50N -51N


50G- 51G










Imagem térmica

49 RMS








Tabela 6



Funções

Código ANSI

Protecção homopolar

Protecção homopolar e de fase

Protecção homopolar e de fase e comunicação

Dessensibilização da protecção de máximo de intensidade de fase











Dessensibilização da protecção de máximo de intensidade homopolar










Selectividade lógica

- emissão de bloqueio

- recepção de bloqueio


68









Sinalização do disparo










Vigilância do circuito de disparo












Disparo externo












Comando remoto do disjuntor












Medidas













Corrente homopolar Io










Correntes de fase I1, I2, I3 RMS











Correntes máximas pedidas IM1, IM2, IM3











Comunicação













Modbus












IEC 60870-3-103












Porta de comunicação










1

Entradas/Saídas













Entradas de corrente homopolar




1

1

1

Entradas de correntes de fase







2 ou 3

3

Saídas lógicas a relé




3

3

7

Entradas lógicas










4

Tabela 6

5. Documentos a Apresentar com a Proposta

Para suportar a proposta técnica, o concorrente deverá submeter os seguintes documentos relativos ao Relé Digital de Protecção:


  • diagramas unifilares da arquitectura do Relé;

  • catálogos;

  • manuais de utilização e guias de instalação;

  • certificados de ensaio e de conformidade.

6. Ensaio, Comissionamento e Manutenção

6.1. Ensaios

Os Relés Digitais de Protecção deverão ser testados antes da colocação em serviço, por forma a maximizar a disponibilidade e minimizar o risco de ocorrência de anomalias.

Devido à utilização de tecnologia digital o Relé deverá garantir o reprodutibilidade ao longo do tempo dos desempenhos anunciados, devendo ter sido submetido a uma bateria de ensaios de qualificação em fábrica.

O Relé Digital de Protecção deverá estar preparado para ser colocado em serviço, sem ser necessário proceder à realização de ensaios de qualificação individuais.


6.2. Comissionamento

As acções de comissionamento a serem realizadas antes da colocação em serviço do Relé deverão resumir-se a:



  • verificação da conformidade das características dos equipamentos e dos esquemas de instalação durante a verificação preliminar;




  • verificação da conformidade dos parâmetros de configuração gerais e das funções de protecção;

  • verificação das ligações dos circuitos de entrada das medidas de corrente através da injecção de correntes;

  • verificação das ligações das entrada e das saídas através da simulação da alteração do estado das entradas e actuação das saídas.

Todos os testes deverão ser realizados com a cela de média tensão isolada e o órgão de corte extraído, em posição de ensaio.

Todos os testes deverão ser realizados de acordo com as condições normais de operação. Não deverá ser permitida a alteração de parâmetros de configuração ou de ligações eléctricas, mesmo que temporárias e com o objectivo de facilitar os testes.



6.3. Manutenção

O Relé Digital de Protecção não deverá requerer nenhuma manutenção especifica ao longo do tempo.



Contudo, as ligações eléctricas deverão ser verificadas preventivamente, assim como o estado dos contactos dos relés de saída, para assegurar que as bobinas de abertura/fecho são devidamente alimentadas e que todas ordens provenientes do controlo lógico são transmitidas.

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