ComunicaçÃo-apostila



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COMUNICAÇÃO-APOSTILA
A COMUNICAÇÃO INTERNA COM A IGREJA
Imagine uma casa onde não há diálogo. Nada funciona. As contas não são pagas, a ordem não é mantida. Cada um cuida dos seus interesses e utiliza os espaços comuns como bem quer. Quem chega é mal recebido e pensará que entrou em um campo de batalha. Nessa casa, não há harmonia. A ausência de diálogo logo cria desavenças, colocando pais e filhos em permanente pé-de-guerra. Sabe o que falta aqui? Falta um bom plano de comunicação que estabeleça um elo de ligação entre os membros da família, que faça circular as informações, cuide do visual da casa, dê boas vindas aos visitantes, organize as festas e lembre das comemorações importantes para a família.

Para desempenhar eficazmente seu papel no cumprimento da Missão Global da Igreja, cada congregação ou igreja precisa estar sintonizada com o mundo a sua volta e integrada com todas as instâncias da igreja. Os membros precisam estar sempre informados quanto às atividades e planos da igreja local, da Associação e União, e também da Divisão e da Associação Geral. Uma boa parte desta tarefa faz parte do espectro de atividade do Departamento de Comunicação da igreja local.

A comunicação é o ingrediente principal da cooperação. Podemos constatar isto lembrando quantas vezes já nos deparamos com alguma dessa afirmações e velhos argumentos que as pessoas usam para se desculparem por não participar ou não apoiar os programas e eventos da igreja: “eu não sabia... não fui informado... ouvi falar, mas não sabia quando era... que pena, se tivessem me avisado a tempo eu teria participado...”. Essas são frases que, com toda certeza, já estamos cansados de ouvir. E para eliminar de vez esta deficiência, é preciso fazer circular as informações com maior clareza e agilidade, quer dizer, é preciso melhorar a comunicação interna da igreja.

Para isso, o Diretor de Comunicação pode lançar mão de algumas ferramentas. Cartazes e anúncios, boletins periódicos, quadros de avisos, o jornal da Igreja, informações enviadas pelo correio, mensagens sonoras, vídeos, páginas eletrônicas na Internet e tudo o mais que a criatividade e os recursos da igreja local permitirem, como meios de fazer chegar as notícias a todos os membros da igreja.



Planejando a comunicação interna. - Antes de colocar em ação a comunicação interna, antes de sair “atirando” para todos os lados, é fundamental estabelecer um plano de comunicação interna. Se possível, um plano que envolva o maior número possível de pessoas talentosas da igreja.

Por isso, o primeiro passo do Diretor de Comunicação é formar sua equipe ou instituir a Comissão de Comunicação, conforme abordado no capítulo anterior. Essa pessoas deverão estar dispostas a trabalhar, e muito. É bom lembrar mais uma vez, que o Departamento de Comunicação não é uma atividade fim. Ele não se encerra em si mesmo. É, na verdade, o setor interno da igreja responsável por melhorar a circulação das informações e ajudar a tornar visíveis as atividades dos demais departamentos da igreja.

O plano de comunicação interna deve responder basicamente a uma pergunta: o que está acontecendo, ou vai acontecer na igreja, a nível local, regional, nacional e mundial, que os membros da igreja precisam saber? Isto nos leva a uma conclusão: como a igreja é uma organização dinâmica, com uma agenda rica e variada, com novos eventos surgindo a cada dia, os planos específicos para a comunicação na igreja local devem ser flexíveis o suficiente para atender a essas demandas.

Algumas das providências e os instrumentos mais eficientes para manter os membros da igreja devidamente informados são: o boletim semanal, o quadro de avisos, os cartazes, o jornal da igreja, o horário dedicado aos anúncios, a mala-direta e a Internet. E nós vamos, a seguir, conversar um pouco sobre cada um deles.

É o melhor e mais eficiente meio para a comunicação interna na igreja. É difícil enxergar defeitos nele. Em primeiro lugar ele é direto e pessoal. Cada pessoa recebe o seu, lê e em seguida pode guardá-lo para voltar a consultá-lo no momento mais conveniente.

Por outro lado, a adoção do boletim traz o benefício de formalizar a informação. Tudo o que é impresso tem um peso maior, tem maior importância, e por isso as pessoas dedicam mais atenção. Mas a melhor maneira para demonstrar a contribuição do boletim semanal é considerar o que acontece na igreja quando não há boletim. Na maioria das vezes o Diretor de Comunicação ou um Ancião, vai à frente para fazer os anúncios, em geral, no intervalo entre o culto e a Escola Sabatina. E o que acontece? Algumas pessoas saem para fazer uma espécie de “recreio” ou intervalo de deixam de ouvir as informações. Outras não saem, mas aproveitando o intervalo para conversar e se distraem, ficando da mesma forma, sem ouvir os anúncios. E para os demais, enquanto permanece o blá, blá, blá, lá na frente, fica difícil prestar atenção em qualquer coisa. Resultado: a igreja se mantém irrequieta, a reverência vai embora e o espirito de adoração é quebrado. Assim, a maioria das pessoas fica sem receber informações importantes. Também o tempo é sacrificado, quando não existe boletim. Em algumas igrejas, os anúncios parecem invadir a eternidade, e quando eles terminam, o horário já está avançado e oculto divino fica prejudicado. Uma outra prática desastrosa em matéria de anúncios, e que algumas igrejas ainda utilizam, são os anúncios feitos pelos diretores dos departamentos. Existem casos onde o blá, blá, blá dos anúncios chega a consumir escandalosos 20 minutos e depois disso sobram apenas 15 minutos para a mensagem do pregador no culto divino.

Durante a preparação deste guia, um membro da equipe envolvido com as pesquisas foi assistir à programação do Sábado pela manhã em uma determinada igreja que adota integralmente o boletim. Tão logo encerrou a Escola Sabatina, o Diretor de Música foi à frente e dirigiu um inspirador serviço de cânticos, ensinado novos hino do novo Hinário Adventista. Durante esses momentos ninguém saiu da igreja e quando ele encerrou havia um clima de reverência e adoração. Imediatamente, iniciou o culto divino. Mas isto ainda não era tudo. Após os diáconos coletarem as oferta, automaticamente, e sem ninguém falar nada, o pianista introduziu o hino inicial, a congregação se levantou e cantou o hino sem que ninguém o tivesse anunciado. A indicação do hino estava no boletim. Resultado: a igreja aprendeu um novo hino, manteve-se em silêncio e reverência, o pregador teve tempo suficiente para transmitir a mensagem, e as pessoas foram devidamente informados.

Os processos modernos e extremamente acessíveis para edição de textos por comutador, somados aos processos de impressão à laser ou jato de tinta, aliados também aos sistemas de cópias xerográficas de alta qualidade a baixos custos, são os argumentos que faltavam para tornar o boletim semanal a proposta imbatível para a comunicação interna da igreja. Fazer boletins hoje, é rápido e barato. Em grande parte das igrejas existem pessoas que dispões destes recursos: um computador e uma impressora. Mas mesmo onde não há, existem bureaus (lojas e escritórios) que prestam esses serviços por valores muito pequenos.

Muito embora o boletim semanal tenha todos esses atrativos, é bom de alguns outros aspectos importantes. Em primeiro lugar, vale dizer, que a adoção do boletim precisa obter o apoio e adesão das demais lideranças da igreja local, inclusive do Pastor. Por que? Porque enquanto o boletim não se tornar o instrumento oficial de comunicação da igreja ele não terá credibilidade e portanto as pessoas não o lerão. Vamos a um exemplo prático: você acaba de adotar o boletim para sua igreja. A primeira dificuldade que surge é conseguir as informações dos demais departamentos a tempo de incluí-las no boletim. Por mais que você se esforce, alguns sempre ficam de fora. Chega o Sábado pela manhã, você está empolgado com o novo boletim - apesar daquela insatisfação por ele não estar completo - entrega-o aos diáconos para que façam a distribuição. Mal termina esta tarefa e já abordado por aquele diretor de departamento que não possui as informações a tempo: ele quer dar o seu recado no horário dos anúncios. E agora, o que fazer?

Este é realmente um tema importante a ser considerado. A adoção do boletim exige que as pessoas sejam mais organizadas na igreja. O editor deste guia, exerceu durante um bom tempo o cargo de diretor de comunicação e adotou o boletim. E uma das lembranças mais marcantes desse período é de uma diretora de Escola Sabatina, cuja organização era tão precisa, que chegou ao ponto em que ela passava no final de trimestre todas as informações sobre a programação, hinos, músicas especiais, informativo missionário, minutos especiais, dia das visitas e tudo o mais, para o trimestre inteiro seguinte. Por outro lado, havia departamento que nunca passavam as informações e estavam sempre tentando “atravessar” suas mensagens. Qual a receita? A resposta é: insistir na oficialização do boletim. E depois disso, nada mais de anúncios verbais, com rigorosa exceção a um ou outro tema que realmente não poderia ter sido previsto. Na experiência como diretor de comunicação, um membro da equipe de redação deste Guia, para acabar com este problema, deixava em cada boletim um espaço em branco com a seguinte legenda: “Espaço reservado para aquele anúncio que você podia Ter feito, mas não fez”.





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