ConstruçÃo do conhecimento em sistemas agroflorestais, modelo alternativo de produçÃo agrícola



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UFV / VII SEU / OUTUBRO DE 2009 / DEPARTAMENTO DE SOLOS

CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS, MODELO ALTERNATIVO DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA

ALEXANDRE LEANDRO SANTOS DE ABREU (Outros/UFV), IRENE MARIA CARDOSO (Orientador/UFV), ALLAN KÁSSIO DE OLIVEIRA SANTOS RIBEIRO (Outros/UFV), LUDMILLA VERONA CARVALHO GONÇALVES (Outros/UFV), MAYRA TEMPONI DE SOUZA (Outros/UFV), JOÃO SANTIAGO REIS (Outros/UFV), THIAGO MARTINS TEIXEIRA (Outros/UFV), FERNANDO HENRIQUE VIDAL LAGE (Outros/UFV)

Nas condições ecológicas e sócio-ecônomicas da agricultura tropical o desenvolvimento de sistemas estáveis de uso do solo demanda a integração de cultivos agrícolas, árvores e criação animal. As agroflorestas potencializam a relação entre espécies em um sistema produtivo. O SAF desenvolvido na área experimental do Grupo de Agricultura Orgânica Agroecológico, na UFV, busca através da prática agroecológica a discussão e aprofundamento dos princípios que regem este sistema, com os acadêmicos e com a comunidade em geral. O trabalho utiliza palestras, mutirões práticos, oficinas, seminários, visitas na área e aulas ministradas, por exemplo na disciplina de Manejo e Conservação de Solos (SOL 380). Um dos temas abordado  é a ciclagem de nutrientes, observada na taxa diferenciada de decomposição dos vários resíduos vegetais. Na comparação das análises de solo do SAF e da Mata Nativa, que tangencia o mesmo, observa-se a melhoria da fertilidade do solo na agrofloresta, como exemplo tem-se o aumento significativo dos teores de fósforo remanescente. Através do plantio e manejo de leguminosas obtêm-se a adubação nitrogenada e a cobertura vegetal morta, importante para conservação e aumento da fertilidade e estrutura do solo. No tema biodiversidade, observa-se que ocorre relação benéfica entre espécies, por exemplo, entre as “cigarrinhas” e as “formigas” nas Amoreiras. A floresta secundária que tangencia o local serve como fonte de informação para melhoria do sistema e desperta para os membros do grupo e visitantes que os dois ecossistemas seguem os mesmos princípios. Sendo assim, na construção e fixação de conteúdo técnico abordamos várias áreas do conhecimento, valorizando a interdisciplinaridade. A aceitação pelos estudantes e outros participantes é nítida, surgindo inclusive um grupo agroecológico inspirado em nosso trabalho, na cidade de Vitória/ES, a partir da oficina ministrada no I EREA e ingresso de estudantes no grupo após cursar a disciplina de SOL 380.

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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - PEA/VSB

ANA PAULA MOREIRA DE FARIA (Voluntário/UFV), LUIZ EDUARDO FERREIRA FONTES (Coordenador/UFV), KAMIL CHEAB DAVID LOPES (Voluntário/UFV), RAISSA RESENDE DE MORAES (Voluntário/UFV), GLEICE MACHADO FERREIRA (Voluntário/UFV), ULYSSES FERREIRA RIOS (Voluntário/UFV)

O tema do trabalho é o teatro como ferramenta da Educação Ambiental buscando desenvolver uma população consciente e preocupada com o meio ambiente e com os problemas que lhe são associados. O objetivo é atingir a população dos municípios mineiros de Jeceaba, São Brás do Suaçuí, Entre Rios e parte de Congonhas, inclusive funcionários da Valourec & Sumitomo Tubos do Brasil LTDA. Constitui-se em uma das medidas mitigatórias e compensatórias dos impactos causados pela implantação da Usina VSB nos municípios do entorno da obra. Objetivará transmitir informações sobre diversos aspectos da questão ambiental à população e instituições envolvidas com o complexo siderúrgico, despertando sentimentos no público com relação à formação de atitudes proativas quanto à proteção do meio ambiente de uma forma lúdica, lírica e divertida. O método utilizado é baseado no modelo criado por Susan Jacobson, 1991, e modificado por Susana Pádua do Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPÊ, conhecido como PPP - Planejamento, Processo e Produto, o qual se fundamenta num modelo de avaliação contínua. Assim são planejadas e elaboradas as peças e sketches teatrais; realizados os ensaios e oficinas, trabalhando assim, espressões corporais, vocais, visuais e criação de personagens; apresentadas na escolas das comunidades e nos eventos realizados em datas festivas das cidades participantes, permitindo uma avaliação do desempenho ao final de cada apresentação por meio de uma discussão com o público. Já foram realizadas várias apresentações em aproximadamente quinze escolas da região e em vários eventos nas cidades. Percebe-se o envolvimento do público com o tema ambiental e o interesse em transmitir para os familiares os conceitos aprendidos nas apresentações, tornando-se assim, multiplicadores importantes do processo de Educação Ambiental. Considerando que tal processo é gradativo e contínuo, são necessárias ações, exemplos e estratégias que demonstrem a preocupação ambiental e que despertem o sentimento de mudança e conscientização.

(Ambiente Brasil Centro de Estudos - ONG/OSCIP )


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PRODUÇÃO ANIMAL INTEGRADA A SISTEMAS AGROFLORESTAIS NA AGRICULTURA FAMILIAR

AROLDO FELIPE DE FREITAS (Bolsista FAPEMIG/UFV), DIOGO VIVACQUA DE LIMA (Bolsista FAPEMIG/UFV), PAULA DIAS BEVILACQUA (Voluntário/UFV), MARTIN MEIER (Voluntário/UFV), SÍLVIA DANTAS COSTA FURTADO (Voluntário/UFV), FLAVIA CRISTINA PINTO GARCIA (Voluntário/UFV), ANTONIO BENTO MANCIO (Voluntário/UFV), MAURÍLIO DUARTE BATISTA (Voluntário/UFV), BRENO DE MELLO SILVA (Voluntário/), NEIDE LEAL LOPES DA SILVA (Voluntário/), IRENE MARIA CARDOSO (Coordenador/UFV)

Desde 1994, agricultores/as familiares de Araponga/MG experimentam participativamente a produção em sistemas agroflorestais (SAFs) com café e pastagens. A sistematização dessas experiências mostrou a necessidade de aumentar a integração dos SAFs com o componente animal da propriedade. Visando a maior autonomia da produção e a diversificação alimentar nas propiedades, a Associação dos agricultores familiares de Araponga elaborou um projeto que recebeu financiamento de instituições holandesas. Uma equipe multidisciplinar formada por técnicos/as do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, estudantes e professores/as dos departamentos de Biologia Vegetal, Solos, Zootecia e Veterinária da UFV apoia as 15 famílias beneficiadas pelo projeto. Para melhorar a integração animal fatores como o manejo do esterco, a alimentação, a sanidade e o bem estar animal são essenciais. A principal fonte de alimentação animal nestas propriedades é o pasto. Por isto a equipe está identificando uso das plantas presentes nos SAFs, visando subsidiar futuras experimentações. Também são coletadas amostras de sangue dos bovinos para testes das principais doenças que acometem os bovinos e que apresentam risco para a saúde das famílias e amostras de leite são coletadas mensalmente para que exames avaliem a qualidade do leite. Uma das oficinas do projeto propiciou a troca de experiências entre as famílias sobre formulações de rações para os animais com alimentos produzidos na propriedade e um aprofundamento sobre métodos de balanceamento e teor nutricional. Outra atividade potencializada pelo projeto foi a criação de Núcleos de Homeopatia em duas comunidades para que sejam local de intercâmbio e registro de experiências com homeopatias e atendimento de pessoas e animais. A boa relação construída entre a equipe e as famílias tem permitido alcançar os objetivos do projeto. As famílias estão aumentando a diversidade e a renda das propriedades. Os saberes populares estão sendo somados ao conhecimento científico, trazendo soluções e demandas de novas pesquisas.

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CORES DA TERRA: AUTO-ESTIMA, VOCÊ É QUEM PINTA!

BRUNA TAVARES MILAGRE (Bolsista PIBEX/UFV), ANOR FIORINI DE CARVALHO (Coordenador/UFV), FERNANDO DE PAULA CARDOSO (Voluntário/UFV), TATIANE CRISTINA DA SILVA (Voluntário/UFV), MARIA DA PENHA QUEIRÓS DE ALMEIDA (Voluntário/UFV), PEDRO EUGÊNIO QUIRINO (Voluntário/UFV)

O Projeto Cores da Terra resgata e didunde conhecimentos relativos à produção e aplicação de tintas à base de solo, por meio de oficinas nas quais entram em contato públicos variados e de diversas faixas etárias, tanto do campo quanto da cidade. A organização e a realização das diversas oficinas tem como objetivo a participação popular por meio de procedimentos metodológicos básicos, como o resgate, momento em que os participantes tomam conhecimento de técnicas vernaculares  de produção de tintas e contribuem com conhecimentos trazidos de seus locais de origem, a percepção ambiental, na qual os participantes observam  a paisagem, tendo acesso a conhecimentos relativos à formação e coloração dos solos, e também da utilização consciente destes, as tintas, momento em que se toma conhecimento da composição e produção de tintas, além da preparação de superfícies para a pintura, a pintura propriamente dita, e a análise coletiva do processo. Dessa forma se dá a identificação da tinta utilizando o solo como pigmento como uma tecnologia acessível a todos, uma tecnologia social. Dentre as principais atividades realizadas pelo Projeto Cores da Terra neste ano destacam-se as oficinas de capacitação de ministrantes de oficinas, as oficinas realizadas durante a Semana da Juventude Rural, realizada durante a Semana do Fazendeiro numa parceria com a Emater, a oficina de Produção e Aplicação de Tintas Alternativas em Artesanatos e a oficina de Produção de Tintas Residenciais à Base de Solo, ambas ofericidas durante a Semana do Fazendeiro, a oficina de Produção de Tinta Residencial à Base de Solo em Divino-MG, numa parceria com o CTA, além da produção da nova cartilha do Projeto Cores da Terra. As atividades de capacitação possibilitaram suprir as demandas por oficinas, e com a nova cartilha espera-se  uma melhor difusão das técnicas deste projeto entre a comunidade. 

(BOLSA PIBEX )


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EXPOSIÇÕES ITINERANTES COMO ESTRATÉGIA DE ARTICULAÇÃO E POTENCIALIZAÇÃO DAS AÇÕES DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA DO MUSEU DE CIÊNCIAS DA TERRA ALEXIS DOROFEEF, VIÇOSA, MG

EDUARDO HENRIQUE MODESTO DE MORAIS (Bolsista FAPEMIG/UFV), DAYANNE CREMONEZ AMÂNCIO (Voluntário/UFV), LUCAS GONTIJO DE GODOY (Voluntário/UFV), PRISCILA SECAFEM PAIUTA (Voluntário/UFV), ANA CRISTINA LOPES JORGE (Voluntário/UFV), MAISA DE FREITAS (Voluntário/UFV), ISIS OLIVEIRA CUNHA (Voluntário/UFV), CRISTINE CAROLE MUGGLER (Coordenador/UFV)

O projeto Exposições Itinerantes do Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef teve início no ano de 2008, com o objetivo de popularizar e potencializar as ações educativas do Museu por cidades da Zona da Mata Mineira. As exposições são associadas à minicursos, oficinas e debates, que possibilitam a formação de monitores locais que serão responsáveis pela permanência da exposição na cidade. A exposição “A Terra, um Planeta Especial” foi realizada na cidade de Muriaé (MG) em junho e julho de 2009, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação e de Meio Ambiente e com a Fundação de Cultura e Artes (FUNDARTE). Para a sua realização, foram feitas reuniões de apresentação do projeto e articulação com representantes locais, diretores e professores de escolas do município. O curso de capacitação aconteceu durante dois dias e contou com a participação de 40 pessoas, em sua maioria professores. No curso foram discutidos conteúdos relativos ao tema da exposição e realizada a sua montagem em conjunto. A exposição foi inaugurada no salão da FUNDARTE e depois disso percorreu cinco escolas, rurais e urbanas, e foi encerrada no Centro Multiuso, localizado no Distrito de Belisário. Em sua itinerância de dois meses pela cidade a exposição recebeu cerca de 1400 visitantes. Durante a sua passagem nas escolas, foram desenvolvidas diversas atividades relacionadas ao tema, inclusive com a participação dos pais dos alunos e da comunidade. No Distrito de Belisário a passagem da exposição incentivou a montagem de um acervo local. Na avaliação final com os envolvidos foi ressaltada a importância da itinerância da exposição que permitiu a participação de diferentes grupos e pessoas e também o curso de formação que possibilitou a apropriação do tema da exposição pelos monitores. Os resultados e atividades demonstram o efeito multiplicador das exposições e suas ações educativas.

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SENSIBILIZAÇÃO E COLETA SELETIVA DE RESIDUOS SÓLIDOS PARA GERAÇÃO DE RENDA E SUSTENTABILIDADE SOCIO-AMBIENTAL DA REGIÃO DOS CRISTAIS/CRICIUMA – VIÇOSA

EDUARDO OSÓRIO SENRA (Bolsista PIBEX/UFV), LUAMÃ GABRIEL COSTA LACERDA E SILVA (Voluntário/UFV), CARLOS ERNESTO GONCALVES REYNAUD SCHAEFER (Coordenador/UFV)

O gerenciamento de resíduos é um dos maiores problemas ambientais e sociais na administração das cidades brasileiras, que em maioria contam com lixões, que servem de sustento para muitas famílias pobres. Uma das soluções para o problema é a reciclagem, que consiste de um sistema de recuperação de recursos projetado para recuperar resíduos, transformando-os novamente em materiais úteis. Com isso, minimiza-se os impactos ao meio ambiente, melhora-se a qualidade de vida da comunidade e gera-se renda. O bairro Cristais, localizado em zona rural próximo à Universidade Federal de Viçosa, assim como outros bairros rurais, enfrenta problemas com o lixo, que geralmente é jogado ou queimado nos quintais das próprias casas, condição que pode gerar vários problemas com patógenos e contaminação do lençol freático. Nesse contexto, o projeto tem como objetivo a sensibilização da comunidade para a importância da reciclagem e do cuidado com o meio ambiente, além da articulação com instituições como ASBEN (Associação Beneficente de Auxílio a Estudantes e Funcionários da UFV) a coleta do lixo, e poderes públicos e privados para que seja possível a execução da coleta seletiva, coordenada e fiscalizada em partes por autores da própria comunidade. Adotou-se para tanto o Diagnóstico Rápido Participativo e Emancipador (DRPE), embasados no princípio do desenvolvimento sustentável de comunidades. Com essas informações em mãos, e com o envolvimento dos atores no processo, foi elaborada uma cartilha direcionada a comunidade, mostrando como cada um pode ajudar e proceder para participar da coleta seletiva. Além disso, foram propostas oficinas com alternativas para reciclar o lixo em casa, como receita de sabão caseiro a partir do óleo de cozinha, compostagem do lixo orgânico e também a confecção de brinquedos lúdicos a partir de embalagens em atenção às crianças do bairro.

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MODELO CONSTRUTIVO A PARTIR DE MATERIAIS E TÉCNICAS NÃO CONVENCIONAIS NO CENTRO DE PERMACULTURA SAUÍPE

EDUARDO OSÓRIO SENRA (Voluntário/UFV), IRENE MARIA CARDOSO (Coordenador/UFV)

A construção civil atualmente segue com projetos e padrões de materiais cuja extração da matéria prima são impactante ao meio ambiente e consomem muita energia para produção e transporte como o cimento, ferro, pedras para revestimento dentre outros. A proposta deste projeto de modelo construtivo, executada no Centro de Permacultura Sauípe em Viçosa, localizado na Zona Rural, próximo a Cachoeirinha, foi a minimização do uso desses materiais e a utilização e o teste de viabilidade de materiais não convencionais como o bambu gigante (Dendrocalamus giganteus) e terra crua. Foram adotadas algumas técnicas de construção e de tratamento para aumentar a durabilidade e resistência do bambu como a colheita em época de seca, tratamento não-químico da madeira em água corrente e tratamento químico com sal de boro (BORAX), impregnação de óleo queimado automotivo, fogo e isolamento da umidade do solo dos pilares utilizando sapatas sobressaltadas do solo, nas uniões das peças estruturais utilizou-se barras rosqueadas e “barras-chata” de ferro. As paredes foram executadas com terra crua e também adotadas algumas técnicas já conhecidas em comunidades rurais e centros de permacultura, como o hiperadobe, técnica que utiliza sacos de polímeros preenchidos com terra umedecida e posteriormente compactada; paredes de tijolo de barro com massa também de barro e; o “bambu á pique”, técnica que usa internamente á parede uma estrutura tipo trama feita com taliscas de bambu e completada em ambos os lados com uma massa de terra com fibras de bambu, esterco, baba de cacto e água. Na cobertura utilizou-se telhas recicladas a partir de tubos de creme dental. A utilização desses materiais na construção das habitações garantiu conforto térmico, baixo custo, funcionalidade, reaproveitamento de materiais e mínimo impacto ao meio ambiente, constituindo excelente alternativa para modelos de casas populares ecológicas com padrões estéticos mais harmônicos.

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Vivendo o Solo: da Escola para a Vida, da Vida para a Escola - Ano III.

ERLAINE APARECIDA DA SILVA (Bolsista PIBEX/UFV), ELIZA DE ARRUDA RAMOS (Voluntário/UFV), LEILIANE SOUZA BHERING (Voluntário/UFV), NAYHARA FREITAS MARTINS GOMES (Voluntário/UFV), CRISTINE CAROLE MUGGLER (Coordenador/UFV)

 

O Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef, vinculado ao Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa, desenvolve ações educativas ligadas aos temas Solos e Meio ambiente. Uma dessas ações é o projeto “Vivendo o Solo”, que atua nas escolas públicas do município de Viçosa e que possui como principal objetivo (re)significar conteúdos pedológicos, a partir da sua associação com o cotidiano dos educandos. No primeiro semestre de 2009, as atividades do projeto foram realizadas na Escola Municipal Monsenhor Joaquim Dimas Guimarães, localizada na Comunidade de Piúna, zona rural do Município. Foram realizados seis encontros com os educandos, além de reuniões de preparação e avaliação. O projeto envolveu 29 alunos do 2º ao 5º anos, seis estagiárias do Museu e duas professoras. Os conteúdos referentes a Solos e Meio Ambiente foram abordados na forma de oficinas temáticas, com discussão em grupos, roteiros pedagógicos, dinâmicas e contação de histórias. Durante o desenvolvimento do projeto, foram produzidos relatos e fotos que, posteriormente, contribuíram para a a sistematização das atividades e para a produção de um vídeo. Nesta escola, a familiaridade que os alunos possuíam com o solo foi de grande relevância para o desenvolvimento do projeto, pois as atividades realizadas abordaram aspectos do meio em que os alunos estão inseridos, e a troca de conhecimentos contribuiu de forma significativa para a formação de toda equipe. As professoras consideraram o projeto de grande importância para a escola, como também para a sua própria formação, o que pode ser observado na fala da professora Estela: “O projeto na escola, foi um momento de troca e não apenas de transmissão de conhecimento, eu gostei muito de vocês aqui.”.



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COMPOSTAGEM PARA PRODUÇÃO E PLANTIO DE MUDAS DE ESPÉCIES PAISAGÍSTICAS URBANAS

FABIANO DE JESUS RIBEIRO (Bolsista PIBEX/UFV), PRISCILA SORAIA DA CONCEIÇÃO (Voluntário/UFV), JONATHAS TEIXEIRA GUIMARÃES E SILVA (Voluntário/UFV), ALDO TEIXEIRA LOPES (Voluntário/UFV), RENATO AUGUSTO PEREIRA DAMASIO (Voluntário/UFV), MARCIEL LELIS DUARTE (Voluntário/UFV), MARIANA MORENA PEREIRA (Voluntário/UFV), SOPHIA LORENA PINTO VIEIRA (Voluntário/UFV), IVO JUCKSCH (Coordenador/UFV)

A grande quantidade de resíduos produzidos pelo modelo atual de consumo é um dos maiores problemas da sociedade. Associado a isto, a utilização de fertilizantes químicos causa impactos ambientais, como a eutrofização de corpos d’água e acidificação dos solos. Outra preocupação é o uso dos espaços urbanos, nos quais não existem áreas verdes causando, dentre vários problemas, o desconforto térmico e a impermeabilização dos solos. Neste contexto, o Grupo Agricultura Urbana, existente desde 2003, busca a atenuação desses problemas e atua a fim de fortalecer a tríade ensino-pesquisa-extensão. Em seu atual projeto, a equipe interdisciplinar vem trabalhando com compostagem para  uso na produção de espécies paisagísticas. Tal metodologia propõe uma solução técnica e economicamente viável para a destinação de resíduos orgânicos, assim como a produção de adubo, promovendo uma agricultura sustentável. O trabalho é direcionado a toda comunidade viçosense e, com este objetivo, o grupo caminha em parceria com o Departamento de Solos da UFV e as Secretarias Municipais do Meio Ambiente e de Educação. A compostagem está sendo realizada no  Laboratório de Engenharia Sanitária – DEC/UFV. Foram utilizadas para a montagem de duas leiras 1570 kg de folhas e podas de grama provenientes da Divisão de Parques e Jardins – UFV, 525 kg de esterco de aviário, oriundos do Departamento de Zootecnia-UFV e 150 kg de sobras de alimento provenientes do Restaurante Universitário. A fim de garantir a eficiência do processo adotou-se como rotina o reviramento periódico das leiras, juntamente com a verificação da umidade e dos sólidos totais. Diariamente tem-se acompanhado a temperatura. Tem-se realizado visitas a campo, com o acompanhamento de representantes da prefeitura, a fim de levantar possíveis locais no município a serem beneficiados com o plantio das mudas.

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Intercâmbios para Troca de Saberes – Construindo conhecimentos agroecológico na Zona da Mata de Minas Gerais

LUANA SANTOS DAYRELL (Voluntário/UFV), VLADIMIR DAYER LOPES DE BARROS MOREIRA (Bolsista FAPEMIG/UFV), IRENE MARIA CARDOSO (Coordenador/UFV)

Compreendendo a importância do diálogo entre os o saberes acumulados pelos agricultores/as e o saberes desenvolvidos pela ciência agroecológica tem inicio em dezembro de 2007, os intercâmbios para troca de saberes, buscando o envolvimento desses/as na elaboração de uma agricultura ecológica e que respeite as demandas locais de produção estimulando a construção conjunta do conhecimento. Os intercâmbios são visitas a uma experiência e ou propriedade agroecológica, por agricultores/as de outras comunidades e possuem o objetivo de promover a disseminação de experiências em agroecologia na região da Zona da Mata de Minas Gerais, com base nos conhecimentos dos agricultores/as envolvidos dando visibilidade às práticas adotadas por eles /elas em suas propriedades. Cerca de cinqüenta famílias de agricultores/as familiares dos municípios de Araponga, Divino, Espera Feliz e Acaica participam dos intercâmbios, além de estudantes, professores e técnicos de entidades parceiras. Durante os intercâmbios são adotadas metodologias participativas que incentivem a observação do agroecossistema como um todo, histórico de conquista da terra, aspectos do manejo, diversificação do sistema, qualidade da água, estrutura familiar, disponibilidade de mão de obra êxodo rural estratégias de comercialização, visando à troca de saberes entres os participantes e posterior superação de suas dificuldades no processo de aumentar a sustentabilidade dos seus sistemas de produção. A partir desse resgate e valorização do conhecimento dos/das agricultores/as e agricultoras na construção de novos caminhos para a agricultura, se pode perceber o surgimento de projetos relacionados mais diretamente as necessidades dos agricultores/as, implicando em uma maior participação e envolvimento, adoção de técnicas de manejo apresentadas durante as visitas e conseqüente desenvolvimento das propriedades.

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CIRCUITO DE MUSEUS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

LUIZ NEMER NETO (Bolsista CNPq/UFV), THAÍS FARIA CASTRO (Voluntário/UFV), VITOR NASCIMENTO SECCHIN (Voluntário/UFV), CRISTINE CAROLE MUGGLER (Coordenador/UFV)

Embora a cidade de Viçosa apresente um grande potencial educativo e cultural, por sediar um dos maiores centros de pesquisa, ensino e extensão do país - a Universidade Federal de Viçosa (UFV) -, observa-se que há um distanciamento entre as ações acadêmicas e a realidade da população local. E isso não é diferente no que toca aos espaços museais existentes na cidade e na UFV. Os museus de Viçosa oferecem um amplo e diversificado acervo de objetos e conhecimentos de arte, história e ciência, que são pouco conhecidos e, muito menos, visitados e simbolicamente apropriados pela população local. Nesse contexto, o projeto “Circuito de Museus da Universidade Federal de Viçosa” foi concebido para socializar os museus da cidade aproximando-os da comunidade na qual estão inseridos. O Circuito de Museus tem como objetivo trazer as pessoas aos museus da UFV, e possibilitar que estes espaços passem a ser reconhecidos como locais de inclusão social, cidadania e troca de saberes. Para isso, o projeto oferece transporte gratuito e guias que, além de acompanhar os participantes durante todo o percurso, buscam desconstruir a idéia comum de que museus são lugares “chatos e de coisas velhas”. As visitas monitoradas percorrem todos os sete museus de Viçosa: Casa Arthur Bernardes, Museu de Anatomia Animal Comparada, Pinacoteca, Museu Histórico da UFV, Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef, Museu de Zoologia João Moojen e o Parque da Ciência. Em 2008, quando o “Circuito de Museus” foi iniciado, houve um grande envolvimento da comunidade universitária, de pessoas da cidade e da região e, até mesmo, de outros estados, confirmando a importância e a necessidade da promoção dos museus como espaços de interação entre a universidade e a comunidade.

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PROIBIDO NÃO TOCAR: ESPAÇO INTERATIVO E POTENCIALIZADOR DA EDUCAÇÃO E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICAS DO MUSEU DE CIÊNCIAS DA TERRA ALEXIS DOROFEFF

MAISA DE FREITAS (Bolsista FAPEMIG/UFV), NAYHARA FREITAS MARTINS GOMES (Bolsista FAPEMIG/UFV), MARIANA AGUIAR DE CARVALHO (Bolsista FAPEMIG/UFV), THIAGO LOURENÇO PADOVAN (Voluntário/UFV), CRISTINE CAROLE MUGGLER (Coordenador/UFV)

O Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef do Departamento de Solos da UFV é também um espaço de educação ambiental cuja abordagem se dá em três eixos temáticos: “Terra: dinâmica e processos”; “Recursos Minerais: uso econômico e impactos ambientais” e “Solos: conhecer para conservar”. Destes, o tema Solos é destacado nas ações educativas do Museu pela sua importância ambiental, e por ser desvalorizado e ausente nas escolas e espaços de ciência.  O objetivo central do projeto foi ampliar e aperfeiçoar atividades interativas que abordam conteúdos de solos, através da construção do espaço “Proibido Não Tocar”. Para isso criaram-se textos, experimentos e montagens, que envolvem os recortes temáticos: “Formação e Características dos Solos”, “Solos: uso e ocupação”, “Vida nos Solos” e “As Cores da Terra”. No espaço estão expostos diferentes materiais de solos para manuseio, experimentos feitos com materiais simples, programas tutoriais, minhocário, tintas de solo, demonstração da formação do solo, terrário, trincheira, banners e plaquetas que apresentam, descrevem, questionam e conduzem o visitante. A abordagem metodológica inclui a experimentação, a manipulação de objetos e o questionamento com base no diálogo, despertando a curiosidade dos visitantes e buscando envolver o público. Entre os resultados, além da consolidação do espaço e fortalecimento do tema Solos, ressalta-se o enriquecimento da formação dos estudantes estagiários  durante  o processo de construção conceitual, desenvolvimento das práticas e montagem do espaço. Desde a inauguração e divulgação do novo espaço em evereiro de 2009, houve um considerável crescimento no número de visitas ao Museu. Entre março e junho  667 visitantes de 16 escolas de Viçosa e região visitaram e avaliaram o espaço.

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RADIONOVELA A VIAGEM DE DONA PETRINA: DIDÁTICA E DESCONTRAÇÃO NA ABORDAGEM DO CICLO DAS ROCHAS.

THIAGO LOURENÇO PADOVAN (Voluntário/UFV), VITOR NASCIMENTO SECCHIN (Voluntário/UFV), LUIZ NEMER NETO (Bolsista CNPq/UFV), MARIA ANTÔNIA DIOGO PERDIGÃO (Bolsista CNPq/UFV), KAMILLA KELEN BEBER MIRANDA (Voluntário/UFV), ANDRÉ LUIS NETTO DE OLIVEIRA MONTEIRO (Voluntário/UFV), CRISTINE CAROLE MUGGLER (Coordenador/UFV)

Criada em 2008 pela equipe de comunicação do Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef, da Universidade Federal de Viçosa, a radionovela A viagem de Dona Petrina explica o Ciclo das Rochas de modo didático e descontraído. A história, antes abordada em forma oral e teatral em escolas, apresenta rochas comuns caracterizadas como personagens, que conduzem o ouvinte através do seu ciclo de formação. A personagem principal, Petrina Gnaisse, faz referência ao gnaisse, rocha metamórfica comum na região de Viçosa. Diante de várias dúvidas sobre o seu “desgaste”, Petrina sai pelo mundo atrás de respostas e, com isso, apresenta o processo de formação das rochas. O objetivo da radionovela é auxiliar professores e alunos na abordagem de conteúdos relacionados às Ciências da Terra. Para isso, conta com a ajuda do rádio, veículo ainda muito popular, com grande alcance de público. A radionovela surge nesse contexto como um instrumento pedagógico e lúdico para compreensão do tema, além de tornar seu aprendizado mais prazeroso. Para a confecção da história em rádio o roteiro foi preparado e dividido em quatro capítulos, com cerca de cinco minutos cada, onde os personagens são apresentados passo a passo. Após as gravações, pesquisou-se a trilha e os efeitos sonoros para, então, editar a história. A intenção é disponibilizar a radionovela como instrumento pedagógico de auxílio à abordagem de conteúdos relativos às rochas e sua formação no ensino fundamental e também às visitas que passam pelo Museu, além de veiculá-la em rádios.

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SISTEMAS AGROFLORESTAIS DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS: AUMENTANDO A INTEGRAÇÃO COM A CRIAÇÃO ANIMAL

YURI WANICK LOUREIRO DE SOUSA (Bolsista PIBEX/UFV), IRENE MARIA CARDOSO (Coordenador/UFV), MATEUS PEREIRA FREITAS MENDES (Voluntário/UFV), LÍVIA CONSTANCIO DE SIQUEIRA (Voluntário/UFV), LUCAS RAFAEL BIGARDI (Voluntário/UFV), ANTONIO BENTO MANCIO (Voluntário/UFV)



Desde 1994 agricultores e agricultoras familiares de Araponga, Zona da Mata Mineira, realizam experimentação participativa com sistemas agroflorestais (SAFs). A sistematização destas experiências apontou baixa integração dos SAFs com o componente animal da propriedade. Visando aumentá-la, para que melhore a diversificação de alimentos para as famílias e produção de adubo orgânico nas propriedades, elaborou-se projeto para aquisição de animais e melhoria das instalações nas propriedades de 15 famílias associadas a AFA (Associação dos Agricultores Familiares de Araponga). Para apoiar a AFA na execução do projeto formou-se uma equipe multidisciplinar, composta por técnicos do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, estudantes e professores dos Departamentos de Solos, Biologia Vegetal, Zootecnia e Veterinária, da Universidade Federal de Viçosa. Após finalizar as construções das instalações e a aquisição dos animais, novas demandas surgiram, entre elas, a melhoria da alimentação animal, o manejo do esterco e os cuidados sanitários necessários para um bom manejo. Para atender as novas demandas foram realizadas oficinas de alimentação animal e homeopatia animal, onde foram resgatadas as práticas já utilizadas pelas famílias e abordados conhecimentos sobre valor nutricional dos alimentos, balanceamento de rações e cuidados com os animais usando homeopatia. Está em curso a criação de núcleos de homeopatia nas comunidades. Foi realizada uma excursão de intercâmbio para troca de experiências a uma propriedade onde se utiliza homeopatia para controle de carrapatos e vermicompostagem para produção de adubo orgânico e, também, está em curso o levantamento sobre o uso, manejo e quantidade de esterco utilizada nas propriedades envolvidas com o projeto.  Na realização das atividades utiliza-se metodologia participativa para facilitar a troca de saberes entre agricultores, estudantes, professores e técnicos. As atividades são desenvolvidas junto a Escola Família Agrícola Puris. As famílias hoje melhoraram o conhecimento sobre manejo e alimentação animal e utilização dos resíduos na propriedade.

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