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CONTRAPONTO
JORNAL ELETRÔNICO DA ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT

ANO 4


FEVEREIRO DE 2009

26ªEdição

Legenda:

"Enquanto houver uma pessoa discriminada, todos nós seremos discriminados , porque é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito"...


Patrocinadores:
XXXX
Editoração eletrônica: MARISA NOVAES

Distribuição: gratuita

CONTATOS:

Telefone: (0XX21) 2551-2833

Correspondência: Rua Marquês de Abrantes 168 Apto. 203 - Bloco A

CEP: 22230-061 Rio de Janeiro - RJ

e-mail: contraponto_jornal@yahoo.com.br

Site: www.exaluibc.notlong.com

EDITOR RESPONSÁVEL: VALDENITO DE SOUZA

e-mail: contraponto_jornal@yahoo.com.br

EDITA E SOLICITA DIFUSÃO NA INTERNET.

SUMÁRIO:
1. EDITORIAL:

* Nas asas de 2009
2.A DIRETORIA EM AÇÃO:

* 1- Informes

* 2- Final de Linha
3. TRIBUTO A LOUIS BRAILLE:

* Braille e os ex-alunos


4.O I B C EM FOCO # PAULO ROBERTO DA COSTA:

* Primeira Matéria do ano...


5.DV EM DESTAQUE# JOSÉ WALTER FIGUEREDO:

* Inclusão - Em bloco de cegos, vidente usa venda

* Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

* Iguais na diferença - Campanha pela inclusão das pessoas com deficiência

* Secretaria e Centro Cultural São Paulo: Modelo de Gestão Inclusiva

* Curso de Audiodescrição


6.DE OLHO NA LEI #MÁRCIO LACERDA :

* Audiodescrição em debate

* Portador de deficiência e reintegração ao emprego
7.TRIBUNA EDUCACIONAL # SALETE SEMITELA:

* Pelas mãos de Louis Braille


8.ANTENA POLÍTICA # HERCEN HILDEBRANDT:

* Quem são eles


9. GALERIA CONTRAPONTO #:

* Ernesto Hill Olvera, organista mexicano


10.ETIQUETA # RITA OLIVEIRA:

* Brilhe neste verão com prata e bronze


11.PERSONA # IVONETE SANTOS:

* Márcio Pacheco, secretário da Pessoa com Deficiência


12.DV-INFO # CLEVERSON CASARIN ULIANA:

* Celulares, Banda Larga e o filme que você já viu


13. O DV E A MÍDIA # VALDENITO DE SOUZA:

* Site pornô para cegos nos EUA

* Expressão sem limites

* Cego é normal

* Vivo faz seção de cinema para cegos

* Entidade vai ao STF pela audiodescrição


14.REENCONTRO # :

* Rubem Monteiro Bastos


15. PANORAMA PARAOLÍMPICO # SANDRO LAINA SOARES:

* Eleições no CPB: continuidade, mudança ou ...


16.TIRANDO DE LETRA #:

* No meio de um casamento- Ary Rodrigues da Silva

* Tristeza- Leniro Alves
17.BENGALA DE FOGO #:

* A garota do celular

18.SAÚDE OCULAR #:

* Diabetes também deve ser tratada no oftalmologista

* Cuidados com os olhos para estudar

* Volta às aulas: avaliar a visão


19.CLASSIFICADOS CONTRAPONTO #:

* CD- Maravilhosa Graça, de Rubens José Rodrigues Marshall

* Manuais de Instruções
20. FALE COM O CONTRAPONTO#: CARTAS DOS LEITORES

[EDITORIAL]


NOSSA OPINIÃO:
Nas asas de 2009

O Contraponto(redator, colunistas e colaboradores), cumprimenta seus leitores, e, mais uma vez, renova o compromisso de manter o intercâmbio em alto nível, como é sua tradição...


Mais um ano, o quarto, em sua curta, porém, marcante existência, onde, certamente, inúmeros desafios lhe caberão, sendo ele(O CONTRAPONTO) um legítimo "canal de comunicação" de tão aguerrido segmento...
A agenda/2009 urge... ano do bicentenário de nascimento de Louis Braille, em abril, eleições para a nova diretoria da Associação(a quarta, nesta fase de refundação), enfim, o ano promete, e, nosso jornal tem a noção exata de sua importância neste contexto...

Ratificamos a Convocação de : leitores/colunistas/colaboradores, a continuarem firmes no propósito de fazer deste canal, cada vez mais, esta "tribuna" livre/combativa/responsável, em prol do nosso segmento...

[A DIRETORIA EM AÇÃO]
ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT

1- Informes

2- Final de Linha
1-Informes

A Diretoria Executiva, nesse início de ano, tem-se preocupado em implementar algumas ações, no sentido de tornar nossa Associação mais visível e sólida.

No presente momento, conforme decidido em reunião de diretoria nos meses de janeiro e fevereiro, estamos providenciando a confecção de carteirinhas de identificação para nossos sócios que esperamos concluir até o final de nossa gestão, no mês de abril vindouro.

Outra ação importante que vem sendo implementada desde o final de 2008 tem sido nosso Projeto Memória-IBC, que vem colhendo depoimentos sonoros de ex-alunos da Casa, trabalho efetuado sob a coordenação do professor Jonir Bechara Cerqueira e participação dos professores Antonio Carlos Rodrigues Torres Hildebrandt e Vítor Alberto da Silva Marques.

Como desdobramento desse Projeto, desde o início deste ano vimos pesquisando material valioso, gentilmente cedido por d. Eva, viúva do professor de Inglês da Casa, José Espínola Veiga, que aborda questões relativas às pessoas cegas no período de 1930 a 1956.

Nessa área do Projeto, contamos com a participação dos professores Aparecida Pereira Leite e Vítor Alberto da Cunha Marques e a colaboração de Vanessa... na leitura e organização do material obtido em jornais de época, sob a forma de artigos e crônicas.


2- Final de Linha

A Diretoria Executiva da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant, consciente de seus compromissos e responsabilidades com a nossa Entidade, cumprirá sua agenda de trabalho, convocando proximamente a reunião da Assembléia Ordinária de março, preparatória para nosso grande momento democrático, que poderá resultar na alternância de poder, e a Assembléia de abril, que irá efetivar e consolidar esse processo, já sob o Estatuto aprovado por nossos associados.

Obedecendo ao chamamento de nossa comunidade de ex-alunos, congregados nessa Associação, conclamamos a todos a exercer nosso direito democrático de renovarmos nossa Associação nas três esferas de poder:

-Diretoria Executiva;

-Conselho Deliberativo;

-Conselho Fiscal


Esses Órgãos, embora se interrelacionem, atuarão de forma independente, como mecanismo de salvaguarda de nossa Entidade.

Companheiros: candidatem-se, dispondo-se aos inúmeros enfrentamentos que nos esperam.

Votem, para cobrar de seus candidatos o melhor para a Associação.
É bom lembrar, sempre e mais do que nunca:a Associação somos todos nós, na luta e no prazer, no pensar e no fazer.
Vítor Alberto da Silva Marques

Presidente

[TRIBUTO A LOUIS BRAILLE ]
COLUNA LIVRE:
Braille e os ex-alunos

Neste ano em que se comemora universalmente o bicentenário de nascimento de Louis Braille, filho do casal René-Simon e Monique Baron, o menino que consagrou Coupvray, pretendo abordar o tema "Braille" em tríplice aspecto: o indivíduo Louis, o Sistema que ele criou, como também, a participação de ex-alunos, durante os fatos históricos que o slogan da Comissão Brasileira para o Bicentenário de Louis Braille assim definiu:


"2009, Bicentenário de Louis Braille: nas pontas dos dedos, a construção de uma história de independência e cidadania."
Nosso homenageado nasceu na pequena localidade de Coupvray (40 quilômetros de Paris), em 04 de janeiro de 1809, e faleceu em 06 de janeiro de 1852, com apenas 43 anos. Dos 10 anos até sua morte viveu, como aluno e professor, no Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris, de

onde se afastava para as férias escolares e durante os penosos dias em que sua doença, manifestada desde 1835, impunha-lhe repouso indispensável na terra natal.

Organista em igrejas de Paris, inteligência, modéstia, respeito e dedicação ao próximo eram marcas de sua personalidade. Empregou seu talento no desenvolvimento de um processo de leitura e escrita por pontos, bem sucedido graças àquilo que apenas os cegos bem treinados

têm: a refinada percepção tátil das pontas dos dedos. Engenhosidade, exaustivas experiências e perseverança foram as chaves para o objetivo alcançado por ele.

O jovem de 16 anos de idade viu concluídos seus primeiros estudos do novo código em 1825. Docente, promoveu sua publicação inicial em 1829 e a edição da versão final em 1837, ou seja, o Sistema Braille como o conhecemos hoje.
Fiel à verdade, escrevera, com relação ao processo fonético de Charles Barbier, no qual se baseara inicialmente:
"Se temos assinalado as vantagens do nosso processo sobre o desse inventor, cumpre-nos declarar, em sua honra, que devemos ao seu, a primeira idéia do nosso".
Louis Braille assistiu à plena aceitação de seu processo entre os cegos da Instituição, por outro lado, a rejeição por parte dos professores videntes, a proibição do uso na escola e, finalmente, a partir de 1844, a consagração, com a declaração pública de Joseph Guadet, chefe de ensino, sobre a eficácia do novo sistema.

Ao falecer, Braille não tivera consciência da dimensão que alcançaria seu genial invento.

Em 1854 o processo fora tornado oficial na França e o Instituto de Paris foi encarregado de editar as publicações em braille necessárias para os estudantes cegos em âmbito nacional.

Ex-alunos do Instituto de Paris, o professor vidente Joseph Guadet e profissionais de outros países iniciaram a expansão do Braille pela Europa e por outros continentes.


Em 1850 é criada em Paris, fora do Instituto Nacional de Jovens Cegos, uma associação de colocação profissional e apoio a ex-alunos.
José Álvares de Azevedo, ex-aluno do Instituto de Paris, trouxe o Sistema Braille para nossa terra em 1850, idealizou e trabalhou intensamente para a fundação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, cujo regulamento inicial, então determinava: "Seguir-se-á no Instituto, até nova ordem do Governo, o método de pontos salientes de Mr. Luiz Braille, adotado pelo Instituto de Paris."
Acreditamos ter sido a célebre demonstração feita por Azevedo diante do imperador Pedro II a motivação maior para que o esclarecido monarca autorizasse as providências para a criação de nossa Escola pioneira.

Apresentado a Pedro II pelo barão do Rio Bonito, José Álvares de Azevedo fez demonstrações de leitura e escrita em braille, suscitando de parte de Sua Majestade, o enunciar da frase:

"A cegueira já quase não é uma desgraça."
Por essa época, ex-alunos do Instituto de Paris já atuavam na sociedade francesa como artesãos, músicos (especialmente organistas em capelas), professores e afinadores de piano, profissão desenvolvida na escola pelo aluno (depois professor) Claudio Montal, que chegou a se notabilizar internacionalmente como fabricante de pianos.

No Brasil, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos começa a integrar na sociedade da segunda metade do século XIX, ex-alunos no desempenho de profissões produtivas: artesãos, encadernadores, professores, pianistas e organistas. Benjamin Constant comprova esta realidade nos termos de seu relatório datado de 1873, no qual apresenta os resultados alcançados pela Instituição, após 19 anos de funcionamento.


Em 1890, por iniciativa de Benjamin Constant, então ministro de estado, foram enviados à Europa dois professores cegos e um funcionário vidente, como secretário. Augusto José Ribeiro (ex-aluno do Imperial Instituto) e João Pinheiro de Carvalho (ex-aluno do Instituto de Paris), constituindo uma comissão científica brasileira encarregada de observar o desenvolvimento das instituições daquele continente, absorver as novas técnicas de ensino e adquirir materiais necessários à manutenção e atualização do Instituto do Rio de Janeiro.
Em 1893, um grupo de professores cegos, ex-alunos do Instituto, cria o Grêmio Comemorativo Beneficente Dezessete de Setembro, com essas finalidades, entre outras: comemorar solenemente o dia 17 de Setembro de 1854, data da instalação do Instituto Benjamin Constant; promover, por todos os meios a seu alcance, a propagação da instrução e conseqüente redenção dos cegos, além da difusão do Sistema Braille.
Vale aqui destacar nomes de ex-alunos que se notabilizaram no contexto social da época:
- José Pinto Soares de Cerqueira (1846-1913). Professor do IBC; compositor e concertista; pioneiro no Brasil, como pessoa cega, no exercício da profissão de pianista.
- Antonio Lisboa Fagundes da Silva (1848-1902). Professor do IBC; poliglota; fundador

e editor de um jornal: "O Operário".


- Augusto José Ribeiro (1854-1912). Professor do IBC; poeta, poliglota; teve atuação marcante em fins do século XIX e princípios do século XX.
- Francisco Gurgulino de Souza (1867-1924). Professor do IBC; maestro, compositor de mérito; poeta e jornalista.
- Mauro Montagna (1863-1944). Professor do IBC; idealizador do mapa animado da América do Sul, premiado na exposição do Centenário da Independência do Brasil em 1922.
- Cesário Cristino da Silva Lima (1865-1918). Professor do IBC, grande orador, criou e dirigiu uma escola particular em regime de externato para alunos videntes de ambos os sexos no Rio de Janeiro.
A produção de textos em braille, desde os primeiros dias de nossa escola era lenta e dificultosa. O processo de que se dispunha era o da impressão tipográfica, em que se compõe uma chapa de caracteres, letra por letra. Organizada uma página, era impressa no papel. Desmanchava-se a chapa para montar nova página, pois o número de tipos em braille (caracteres de metal) era limitado. Outra prática empregada era a cópia a punção dos textos. Em ambas as formas, era indispensável a participação de pessoas cegas, alunos e, posteriormente, ex-alunos como compositores, copistas ou revisores braille.
Uma oficina tipográfica foi inaugurada no Instituto em 14 de agosto de 1857. Dirigida por um mestre vidente, contava com alunos cegos treinados numa tipografia comum. Este processo tipográfico prevaleceu até a década de 1930, já então complementada com a produção das chamadas "máquinas de datilografia braille", cujo primeiro exemplar foi lançado em 1892 por Frank Haven Hall, nos Estados Unidos.
Pode-se afirmar que a manutenção do uso do Braille no Instituto, a qualidade gráfica e, de certa forma, o volume de produção dependeram das pessoas cegas no século XIX e princípios do século XX.

Na fase do "pioneirismo" da educação de cegos no Brasil, que permeou entre 1854 e 1960, quase cem anos, foi marcante a atuação dos ex-alunos, difundindo o Sistema Braille, criando e apoiando a instalação de escolas especiais. Nomes de destaque: Mauro Montagna, Antonio Pessoa de Queiroz, Mamede Francisco Freire, João Gabriel de Almeida, Aires da Mata Machado, José Espínola Veiga, Levino Albano da Conceição, Francisco José da Silva, entre outros.


Augusto José Ribeiro, no século XIX, e José Espínola Veiga, até meados do século XX, podem ser apontados como autênticos especialistas no Braille adotado no país, velando, inclusive, por sua atualização.
A partir dos primeiros anos da década de 1940, a Tipografia do Instituto é transformada em Imprensa Braille, com novos equipamentos importados e pessoal admitido por concurso público, inclusive vários profissionais cegos.

Em 1946 é criada em São Paulo a Fundação para o Livro do Cego no Brasil. Terminara a fase heróica da produção braille.


Podiam os estudantes cegos brasileiros contar com livros didáticos e de literatura, revistas para adquirirem instrução e cultura geral.
Até aqui, abordamos a matéria sob aspectos predominantemente históricos.

Perante este legado, após 200 anos do nascimento daquele que possibilitou o acesso pleno à leitura e à escrita, consideremos alguns temas relevantes:


1- Afirmam os especialistas internacionais que "O Braille é o meio natural de leitura das pessoas cegas."
2- A marcante revolução provocada com a aplicação do Sistema Braille dividiu a história da coletividade das pessoas cegas em "duas épocas", segundo Edison Ribeiro Lemos em discurso comemorativo do sesquicentenário da invenção do Sistema Braille, em 1975.
3- A universalidade de aplicação do Braille se impôs por sua eficácia em todas as modalidades de emprego no domínio do conhecimento humano.
4- Em qualquer tempo, em qualquer local, no passado, presente ou futuro, as pessoas cegas devem ao Sistema Braille as conquistas alcançadas após sua aplicação.
5- O binômio "Independência e Cidadania" não teria sido atingido, embora ainda hoje limitado por preconceitos prevalentes, sem a aplicação de um sistema de leitura e escrita que possibilitasse às pessoas cegas se nivelarem intelectualmente às que veem.
6- O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 03 de dezembro, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1998, teve como tema, em 2004: "nada sobre nós, sem nós". Relativamente ao Sistema Braille, sua eficácia e universalidade tiveram como pilares a intensa participação das pessoas cegas do mundo, com merecido destaque para ex-alunos de instituições, organizações e serviços, em diferentes épocas de nossa história.
Ao encerrar, manifestamos nosso regozijo por vivenciar esta data de comemoração mundial. Oferecemos este texto à reflexão e à análise inteligente dos colegas leitores desse prestigioso jornal eletrônico.

Jonir Bechara Cerqueira

Janeiro de 2009

OBS.: Coluna comemorativa da passagem dos duzentos anos de nascimento de Louis Braille (inventor do sistema Braille/ benfeitor da humanidade).

Esta coluna será vinculada no Contraponto, em caráter extraordinário, durante todo ano de 2009.

Caso você tenha(de sua lavra ou não), qualquer material relativo ao sistema Braille ou seu criador, que achar relevante, e gostaria de ver publicado,envie para a redação do Contraponto (contraponto_jornal@yahoo.com.br)

[O I B C EM FOCO]
TITULAR: PAULO ROBERTO DA COSTA
Primeira Matéria do ano...

Caros leitores, eis que nossos caminhos voltam a se entrelaçar, e como uma árvore generosa prometendo frutos em abundância, saber, lutas e vitórias que com certeza colheremos ao longo desse 2009 que nos abre as portas.

Ao escrever a primeira edição do IBC em foco quero ser bem ameno, porém, devo dizer que as convicções continuam as mesmas em relação aos problemas do nosso casarão (nosso?).

Quero deixar aqui registrados os meus sinceros aplausos à brilhante idéia de se colocar em nosso jornal mensalmente, nesse ano que é muito significativo para nós cegos, por ser o ano de Louis Braille, matérias sobre o pai do Braille. Aproveitei esse início de ano e andei lendo

bastante sobre esse homem que, num período que nada se tinha muito fez pela humanidade, sem nos esquecer do também grande Valentin Hauy, que tem um papel fundamental na educação dos cegos no mundo.

Bom, esse é um assunto que, com toda certeza, vai render muito ao longo de 2009. Peço aos nossos leitores que colaborem com essa iniciativa do nosso Contraponto enviando notícias ou qualquer tipo de documento relevante ou não a respeito do grande Braille de prenome Louis.


***

Para encerrar o primeiro número da coluna: O IBC Em Foco, aqui vão uns recadinhos aos atuais dirigentes do Benjamin Constant:

1º. // Tia Érica, não sou puritano, não sou evangélico nem tão pouco radical, antiquado talvez. Gostaria que a senhora prestasse um pouco mais atenção às vestimentas dos funcionários e frequentadores do nosso palácio. Qualquer dia desses, a seguir o andar da carruagem, seios estarão farfalhando nos pátios e corredores dessa casa centenária provocando um milagre, quem sabe?

Me faz lembrar os tempos que havia no corpo docente as professoras Taís e Glorinha Beuttenmüller; havia nessa época um grupo de teatro e um coral de recitação de poesias e bem me lembro de ter assistido por várias vezes a apresentação desses grupos encenando e recitando algo que terminava dizendo: "e o cego viu!!!"; a querida Glorinha, atual vice-diretora lembra bem melhor, já que fez parte de um desses grupos.


2º. // Tenho escutado muito ultimamente de funcionários que essa atual diretoria é uma das piores; perguntinha básica: Por que será???

Também notei e constatei que não há mais cegos exercendo nenhum cargo de chefia em nenhum setor. Perguntinha básica: porque será, não existem mais funcionários cegos capazes nessa atualidade, ou será que tem tanto terceirizado que não dá condição de visualizar os cegos que trabalham no IBC?


***

Paulo Roberto Costa, de frente para o otimismo e atento aos acontecimentos que envolvem

ao nosso querido Instituto Benjamin Constant,IBC,para os mais íntimos!!!
Aposto: Visitem a página do Instituto, procurem saber sobre as edições das Revistas

Brasileira e Pontinhos:

http://www.ibc.gov.br
Acessem o site da Associação dos Ex-alunos do I B C:

www.exaluibc.notlong.com


Façam parte da lista de debates da Associação dos Ex-alunos do I B C,

Contatem o moderador Valdenito de Souza no e-mail:

vpsouza@terra.com.br
Prestigiem a rádio dosvox:

Para ouvir com o Real player:

http://intervox.nce.ufrj.br/radio.dv/radio.ram

Para ouvir com Windows midia player:



http://intervox.nce.ufrj.br/radio.dv/rdv.m3u
Para fazer críticas ou sugestões a esta coluna, escrevam para:

PAULO ROBERTO COSTA (pauloc1@bol.com.br).

[ DV EM DESTAQUE]
TITULAR: JOSÉ WALTER FIGUEREDO
* Inclusão - Em bloco de cegos, vidente usa venda

Deficientes visuais do Instituto Benjamin Constant, tradicional escola para cegos no Rio, descobriram uma alternativa segura para pular Carnaval. Guiados pelos sons da bateria e de chocalhos distribuídos aos videntes, alunos e amigos do instituto desfilaram no bloco "Benjamin no Escuro" na tarde de ontem pelo bairro da Urca, zona Sul Rio.


A mensagem do bloco era de inclusão -cegos podiam brincar livremente pelas ruas do bairro, enquanto videntes eram convidados a tapar os olhos para experimentar a sensação de pular Carnaval sem enxergar.
"É difícil!", disse a dona-de-casa Eliane Pereira, 38, tirando a venda dos olhos depois de rodopiar com o estandarte do bloco pela avenida Pasteur.
Ao assumir o bandeirão do bloco, Sueli Gonçalves, 47, há 17 anos cega, cumprimentou o empenho da companheira de folia. "Poucas pessoas têm coragem de vendar os olhos porque isso os deixa inseguros. Eles não entendem que rodopiar no escuro dá sensação de liberdade."
De fato, foliões cegos não tiveram problemas de orientação no desfile. A estudante Mariela Nunes, 20, curiosa para saber como é desfilar de olhos tapados, desistiu de usar a venda depois de atropelar uma amiga vestida de abelha no percurso do bloco até a parada dos bondinhos do Pão de Açúcar, na praia Vermelha. "Resolvi tirar para não acabar com o Carnaval de inocentes", comentou, entre risadas.

Fonte- Folha de S.Paulo, 25-2-2009


***
Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

Planeta Educação

20/02/2009
Veja na íntegra o projeto ABNT NBR 9050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização.

As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

A ABNT NBR 9050 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Acessibilidade (ABNT/CB–40), pela Comissão de Edificações e Meio (CE–40:001.01). O Projeto circulou em Consulta Pública conforme Edital nº 09 de 30.09.2003, com o número Projeto NBR 9050.

Esta Norma substitui a ABNT NBR 9050:1994.


Para obtê-la na íntegra, acesse:

http://www.saosebastiao.sp.gov.br/finaltemp/abnt_nbr9050_2004_acessibilidade.pdf.

Fonte: www.saci.org.br
***
Iguais na diferença - Campanha pela inclusão das pessoas com deficiência



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