Copernicus the CarvedilOl Prospective raNdomI



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Encontro24.05.2018
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COPERNICUS

(The CarvedilOl ProspectivE RaNdomIzed CUmulative Survival Study)


Planejamento do estudo. Estudo randomizado, duplo-cego, placebo controlado comparando o carvedilol com o placebo em pacientes com diagnóstico de insuficiência cardíaca severa crônica definida como ocorrência de dispnéia ou fadiga ao repouso ou aos mínimos esforços nos últimos dois meses, euvolêmicos e com fração de ejeção de ventrículo esquerdo menor que 25% a despeito da terapia convencional apropriada. O estudo alocou um total de 2 289 pacientes, a randomização iniciou em outubro de 1997 e terminou em março de 2000. Participaram do estudo 302 centros de 16 países. O tempo médio de acompanhamento foi de 10,4 meses.

Desenho do estudo.

Características dos pacientes. Idade média: 63 anos. Sexo masculino: 80%. Medicações concomitantes: digital (65% placebo e 67% carvedilol); diuréticos (99% placebo e carvedilol); inibidores de ECA (enzima de conversora de angiotensina) ou antagonista da angiotensina II (97% placebo e carvedilol); e espironolactona (20% placebo e 19% carvedilol).





Desfechos primários. Foram dois os desfechos primários: mortalidade de qualquer causa e composição de mortalidade e hospitalização por qualquer um dos objetivos secundários pré-especificados.

Desfechos secundários. Todas as causas de morte ou hospitalização.

Dose empregada. A dose inicial foi de 3,125 mg duas vezes ao dia por duas semanas, sendo dobrada a cada duas semanas até a dose 25 mg. Durante o acompanhamento a dose do carvedilol ou placebo poderia temporariamente ser reduzida ou descontinuada de acordo com o investigador.

Resultados. Houve 190 mortes no grupo placebo e 130 mortes no grupo carvedilol. Essa diferença reflete redução de 35% no risco de morte com o carvedilol (95% do intervalo de confiança, 19 a 48%; P= 0.0014, ajustada por análise interina). Um total de 507 pacientes morreu ou foi hospitalizado no grupo placebo, quando comparado com 425 no grupo carvedilol. Essa diferença reflete uma redução de 24% no risco combinado de morte e hospitalização com carvedilol. O efeito favorável de ambos objetivos primários foi observado em todos os subgrupos analizados. Saíram do estudo por efeito adverso ou qualquer outro motivo um número menor de pacientes do grupo carvedilol do que do grupo placebo.










Conclusão. O benefício previamente relatado do carvedilol em relação a mortalidade e morbidade em pacientes com insuficiência cardíaca leve a moderada foi também encontrado em pacientes com insuficiência cardíaca severa como os avaliados neste estudo.



N Engl J Med 2001;344:1651-8

Resumo.

Dra. Núbia Welerson Vieira

Pós-graduanda do Departamento de Cardio-Pneumologia da FMUSP (InCor-HC/FMUSP)
Revisão.

Prof. Dr. José Antonio Franchini Ramires



Prof. Titular do Departamento de Cardio-Pneumologia da FMUSP (InCor-HC/FMUSP)
Diretor Geral do Instituto do Coração (InCor-HC/FMUSP)

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