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DEPARTAMENTO: ADMINISTRAÇÃO GERAL E RECURSOS HUMANOS (ADM)

CURSO : MESTRADO-DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

DISCIPLINA : ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

PROFESSOR : SERGIO BULGACOV

PERÍODO : SEMESTRE/ANO: 1º/2015

PROGRAMA

OBJETIVOs Da disciplina

Espera-se que o participante, ao final desta disciplina, seja capaz de discutir as principais correntes teóricas da estratégia e da vantagem competitiva, a partir da análise de suas origens teóricas e de seus fundamentos na Economia e na Teoria das Organizações. Intenciona-se discutir os textos fundamentais e seminais do campo para que o aluno compreenda seu desenvolvimento teórico. O curso foi desenhado tendo em perspectiva alunos de pós-graduação stricto sensu, com clara orientação acadêmica, e é voltado para a construção de habilidades de leitura crítica e análise comparativa de textos. Sugere-se como leitura prévia, no caso de alunos sem familiaridade com as disciplinas de estratégia empresarial e micreconomia, a leitura de manuais introdutórios, tais como o de Barney e Herstley (2002) e o de Bensanko et al. (2006). Espera-se que os estudantes sejam capazes de discutir em profundidade os textos designados, criticando tanto os argumentos teóricos quanto as evidências empíricas que eles trazem, desenvolvendo uma visão compreensiva das bases da teoria em estratégia empresarial e explorando aspectos e pontos dignos de futuras pesquisas. Esta disciplina também é importante para que o pesquisador conheça as origens e as premissas das perspectivas teóricas subjacentes às ferramentas de gestão estratégica.



CONTEÚDO resumido

Objetivos e medidas de performance organizacional (Vantagem Competitiva). Análise industrial e poder de mercado. Resource-Based View. Vantagens baseadas no conhecimento: habilidades, rotinas e capacidades. Economia dos Custos de Transação. Wrap up: histórico e contribuições da economia para a pesquisa em estratégia.



METODOLOGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM
As atividades planejadas para a disciplina incluem: a) apresentação por um ou dois alunos de seminário referte ao conteúdo dos textos da disciplina; b) elaboração de mapas conceituais em sala; e c) redação de um ensaio teórico. Os seminários, o ensaio e uma prova conceitual serão instrumentos de avaliação.

Todos devem realizar duas questões conceituais e de aproximação dos conteúdos tanto entre temas como de sua aplicação científica e empírica. As atividades programadas para cada encontro também visam contribuir a construção de um conhecimento próprio da disciplina. A cada encontro será apresentado e discutido o conteúdo do seminário e dos ensaios em desenvolvimento individual. O ensaio NÃO deve ser simplesmente um resumo dos textos (estudar o conteúdo e a finalidade esperada de um ensaio).

Para cada encontro serão designados os alunos que irão apresentar o seminário, elaborar as questões e apresentar os artigos em desenvolvimento.

O artigo final (ensaio) deve ter no mínimo 8 páginas e seguir a formatação do AMR. O artigo deve tratar do fenômeno “vantagem competitiva, criação de valor e desempenho”. O aluno deve derivar logicamente pelo menos uma hipótese sobre as razões pelas quais determinadas empresas sustentam desempenho superior. Os argumentos lógicos podem se fundamentar nos seguintes pontos: a) nas teorias vistas em aula (obrigatório); b) nas observações do fenômeno (dados secundários). Sugere-se leitura dos editoriais do AMR sobre o que consitui uma contribuição teórica.


CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO
Mestrandos e Doutorandos
{Short Paper 1 (20%) + Short Paper 2 (20%) + Artigo (60%)}(50%) + Exame Final (50%)
Apesar de mestrandos e doutorandos serem avaliados pelos mesmos instrumentos, os critérios de avaliação são diferentes. Espera-se que os doutorandos avancem substancialmente mais na profundidade analítica e lógica de seus argumentos do que os mestrandos.
O artigo deverá ser entregue no dia da avaliação final. Há uma aula prevista para apresentação do artigo em desenvolvimento.
CRONOGRAMA DAS AULAS E BIBLIOGRAFIA





Datas

Conteúdo Programático

Leituras

1

12/08

Economia da estratégia

(Revisão)

(+Apresentação da disciplina e definição do cronograma de trabalho)


Besanko, D.; Dranove, D.; Shanley, M.; Schaefer, S. A economia da estratégia. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. pp. 25-123.


2

19/08

Objetivos e medidas de performance organizacionais I

Jensen, M. Value maximization, stakeholder theory, and the corporate objective function. Business Ethics Quarterly, v. 12, n.1, 2002.

Hillman, A.; Keim, G. Shareholder value, stakeholder management, and social issues: What's the bottom line? Strategic Management Journal, v. 22, n.2, p. 125-139, Feb 2001.

Chakravarthy , B. Measuring strategic performance. Strategic Management Journal. Volume 7, Issue 5, pages 437–458, September/October 1986.


3

26/08

Objetivos e medidas de performance organizacionais II

(Vantagem Competitiva)



Powell, T. Competitive advantage: Logical and philosophical considerations. Strategic Management Journal, V. 22, N. 9. (Sep., 2001), pp. 875-888.

Durand, R.; Vaara, e. Causation, counterfactuals, and competitive advantage. Strat. Mgmt. J., 30: 1245–1264 (2009)

Tang, Y.; Liou, F. Does firm performance reveal its own causes? The role of bayesian inference. Strat. Mgmt. J., 31: 39–57 (2010)


4

02/09

Análise industrial e poder de mercado I

Kupfer, D.; Hasenclever, L. (orgs.) Economia industrial. Fundamentos teóricos e práticas no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 2002. Introdução e Cap. 2.

Caves, R.; Porter, M. From entry barriers to mobility barriers: conjectural decisions and contrived deterrence to new competition. Quarterly Journal of Economics, v. 91, p. 241-261, 1977.

Hatten, K. J., & Schendel, D. E. (1977). Heterogeneity within an industry: Firm conduct in the U.S. brewing industry, 1952–1971. Journal of Industrial Economics, 26, 97–113.


5

16/09

Análise industrial e poder de mercado II


Porter, M. Estratégia Competitiva: Técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1986, cap. 1, 2 e 7.

Porter, M. The structure within industries and companies' performance. The Review of Economics and Statistics, v. 61, n.2, May 1979, p.214-227. 1979.

Mcgee, J.; Thomas, H. Strategic Groups: Theory, Research and Taxonomy. Strategic Management Journal. v. 7, n. 2, p. 141-160, 1986.


6

23/09

Competição baseada em recursos I

Wernerfelt, B. A resource-based view of the firm. Strategic Management Journal. v. 5, p. 171-180, 1984.

Barney, J. Strategic factor markets: expectations, luck, and business strategy. Management Science; v. 32, n. 10; Oct 1986.

Dierickx, I.; Cool, K. Asset stock accumulation and sustainability of competitive advantage. Management Science. v. 35, n. 12, dez. 1989.

Barney, J. Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management. v. 7, n. 1, p. 99-120, 1991.



7

05/10

Sabado


Reposição

Competição baseada em recursos II

Arend, R.; Lévesque, M. Is the Resource-Based View a Practical

Organizational Theory? Organization Science. Vol. 21, No. 4, July–August 2010, pp. 913–930.

Newbert, S. Empirical research on the resource-based view of the firm: an assessment and suggestions for future research. Strategic Management Journal. v. 28, p. 121–146, 2007

Newbert, S. Value, rareness, competitive advantage, and performance: a conceptual-level empirical investigation of the resource-based view of the firm. Strat. Mgmt. J., 29: 745–768 (2008).



8

05/10

Sabado


Reposição

Competição baseada em recursos III

Barney, J. Resource-based theories of competitive advantage: A ten year retrospective on the resource-based view. Journal of Management, v. 27, pp. 643–650, 2001.

Priem, R.; Butler, J. Is the resource-based "view" a useful perspective for strategic management research? The Academy of Management Review, v. 26, n. 1, Jan 2001.



9

7/10

Apresentação

Alguns participantes serão escolhidos aleatoriamente para apresentarem suas hipóteses do artigo em desenvolvimento.


10

21/10

Vantagens baseadas no conhecimento I: habilidades, rotinas e capacidades


Acedo, F.; Barroso, C.;Galan, J. The resource-based theory: dissemination and main trends. Strategic Management Journal. v 27, p. 621–636, 2006.

Dosi, G.; Nelson, R.; Winter, S. (org.) The nature and dynamics of organizational capabilities. New York: Oxford University Press, 2000, Introduction.

Prahalad, C.; Hamel, G. The core competence of the corporation. Harvard Business Review. p.79-91, mai./jun. 1990.

J. March (1991). “Exploration and exploitation in organizational learning”. Organization Science, 2: 71-87.



11

04/11

Vantagens baseadas no conhecimento II: habilidades, rotinas e capacidades

Ray, G.; Barney, J.; Muhanna, W. Capabilities, business processes, and competitive advantage: choosing the dependent variable in empirical tests of the resource-based view. Strategic Management Journal, v. 25, p. 23–37, 2004.

Teece, D; Pisano, G. Schuen, A. Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal. v. 18, n. 7, p. 509-533, 1997.

Eisenhardt K, Martin J. Dynamic capabilities: what are they? Strategic Management Journal, v. 21, n.10/11, p.1105-1121, 2000.

Winter, S. Understanding dynamic capabilities. Strategic Management Journal. v. 24, p. 991-995, 2003



12

11/11

Economia dos custos de transação I

Coase, R. The nature of the firm. Economica, v.4, n. 16, p.386-405, 1937.

Williamson, O. The economics of organization: the transaction cost approach. The American Journal of Sociology, v., 87, n. 3, p. 548-577, 1981.

Williamson, O. Comparative economic organization: The analysis of discrete structural alternatives. Administrative Science Quarterly,v. 36, p. 269-296, 1991.


13

18/11

Economia dos Custos de Transação II

R. Langlois (1992). “Transaction cost economics in real time.” Industrial and Corporate Change, 1: 99-127.

Williamson, O. Strategizing, economizing, and economic organization. Strategic Management Journal, v. 12, p. 75-94, 1991.

Barney, J. How a firm's capabilities affect boundary decisions. Sloan Management Review. 40.3 (Spring 1999): p137.


14

25/11

Fechamento

McGahan, A. ; Porter, M. . How Much Does Industry Matter, Really? Strategic Management Journal, Vol. 18, Summer 1997 Special Issue: Organizational and Competitive Interactions. (Jul., 1997), pp. 15-30.

Porter, M. What is strategy? Harvard Business Review. Nov.-Dec., p. 61-78, 1996

Hoskisson, R.; Hitt, M.; Wan, W.; Yiu, D. Theory and research in strategic management: swings of a pendulum. Journal of Management. v. 25, p.417, 1999.

Brandenburger, A.M., H.W. Stuart. 1996. Value-based business strategy. Journal of Economics & Management Strategy 5(1) 5–24.



Leitura Opcional Sugerida:

Stonehouse, G.; Snowdown, B. Competitive advantage revisited: Michael Porter on Strategy and Competitiveness. Journal of Management Inquiry. V.16, p.256-273, 2007.

Ghemawat, P. Competition and business strategy in historical perspective. Business History Review, v.76, n.1, p.37-74, 2002.

Hofer; C; Schandel, D. Strategy formulation: analytical concepts. St. Paul: Minnesota, 1979, pp. 1-45.



Rumelt, R.; Schendel, D.; Teece, D. Strategic management and economics. Strategic Management Journal, Vol. 12, Special Issue: Fundamental Research Issues in Strategy and Economics (Winter, 1991), pp. 5-29.




02/12

Exame Final

Prova Individual com consulta somente ao material impresso.







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