Cuidados em projeto



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14. ESQUADRIAS



  • esquadrias = denominação geral para portas, janelas, portões, marcos, caixilhos, venezianas, persianas, etc.

  • caixilhos = parte de uma esquadria onde são fixados os vidros cuidados em projeto: posição das esquadrias, sentido de abertura das portas e janelas de abrir, espaçamento mínimo entre a esquadria e o canto da parede (min. 20cm), segurança, etc.

  • agressões que as esquadrias de madeira sofrem em obra: choques de ferramentas e carrinhos; queima com cal ou cimento (aplicar óleo de linhaça ou selador ou demão de verniz para proteção)


Nomenclatura das partes de uma esquadria

  • contramarco (contra-batente)

  • parte fixa da esquadria

  • reveste o vão da abertura

  • recebe a fixação do marco

  • marco (batente):

  • parte fixa da esquadria

  • reveste o vão da abertura ou é fixado ao contramarco por meio de parafusos

  • recebe fixação ou articulação para as folhas ou caixilhos da esquadria

  • laterais: umbrais do marco ou “ombreiros”

  • folha e caixilho:

  • parte móvel de portas e janelas de abrir

  • estrutura: quadro composto por dois montantes verticais e duas (ou mais) travessas horizontais


Materiais

  • madeira

  • metálicas (ferro, alumínio, bronze, aço inoxidável)

  • plásticas (PVC)

  • mistas


Localização

  • externa

  • interna


Forma de funcionamento das folhas ou caixilhos

  • fixas

  • movimento de rotação. Ex.: abrir

  • movimento de translação. Ex.: correr

  • movimento misto




ESQUADRIAS


Fixas

Vidraças fixas (caixilhos não se abrem)




Com movimento de rotação

De charneira ou de gonzos

Esquadrias de abrir com movimento de rotação sobre eixo vertical situado no bordo da folha

De alçapão




De abrir com movimento de rotação sobre eixo horizontal no bordo da folha




Basculantes

As folhas têm movimento de rotação sobre eixo horizontal passando pelo meio da folha.




Pivotantes

Rotação sobre o eixo vertical passando pelo meio da folha




Giratórias (ex.: portas de bancas)

Esquadrias com rotação completa e contínua sobre eixo vertical passando pelo eixo de um conjunto de uma ou mais folhas

Com movimento de translação







Corrediças

Folhas de correr em direção horizontal

De guilhotina




Movimento de translação em direção vertical




De guilhotina – Stumpf, etc

Movimento de translação vertical usual com movimento de rotação para melhor vedação e lavagem de vidros

Com movimento misto (translação + rotação)







Basculantes de eixo deslocável

Esquadria mista com movimento combinado de alçapão e deslizamento do eixo de rotação (de alçapão deslizante: Maxim-Ar, Edda, etc

Basculantes e pivotantes especiais




Permitem inversão da báscula (dupla) para lavagem do vidro e acesso entre vidros




Cortinas de enrolar

Esquadria constituída por chapas onduladas de aço especial ou réguas metálicas orientáveis, ou grades idem.




De sanfona

Esquadrias com folhas articuladas entre si.



PORTAS DE MADEIRA


  • Marco

  • simples:

  • paredes espessas

  • vem caindo em desuso pois não se faz mais paredes espessas

  • abertura no reboco da parede com rebaixo (gola) para fixação do marco

  • dificuldade de acabamento




  • meio-caixão:

  • dispensam o alisar externo (guarnição, vista)

  • utilizadas em portas externas




  • caixão:

  • umbrais e verga  espessura = 3,5cm; largura igual à espessura da parede; rebaixo, de l cm para o batente da folha (simples ou duplo)

  • alizares em ambos os lados da parede





  • caixão almofadado:

  • paredes bastante espessas

  • dois marcos meio-caixão com espaço preenchido por almofadas





  • sistema Scheid:

  • moderno; ótimo acabamento

  • pré-fabricado





    • metálicos:

    • chapa de ferro dobrada

    • econômicos

    • eficientes em obras populares com paredes de concreto





    • mistos: perfis metálicos para reforço ao marco de madeira




  • Contramarco

      • marco de madeira de qualidade inferior

      • menor espessura que o marco (3 a 3,5cm)

      • mesma largura da alvenaria

      • chumbados nas alvenarias ANTES do marco


Fixação de marcos e contramarcos

  • parafusamento em tacos de madeira fervidos em asfalto e revestidos de areia grossa



  • parafusamento na argamassa da alvenaria

  • chumbadores de ferro (rabo de andorinha = grapas) parafusados no marco ou contramarco




cuidados:

  • nivelamento rigoroso da verga

  • prumo dos umbrais


Folhas das portas

  • emín = 3,5cm (mais usual: 4cm)

  • constituída por um quadro formado por dois montantes e duas travessas




  • portas maciças

    • feita de uma única peça ou no máximo duas unidas de modo a formar uma única peça

    • pesadas

    • alto custo

    • alta segurança




    • porta compensada ou lisa

  • quadro revestido por: chapas compensadas de madeira de lei; madeira aglomerada; plástico melamínico; etc.

  • durabilidade = f (tipo de cola)

  • maciças - miolo de sarrafos justapostos e colados (uso externo e interno)

  • semi-ocas - sarrafos espaçados (uso interno)

  • ocas - favos de madeira, plástico, papelão, etc. (uso int.)




  • portas almofadadas

    • montantes e travessas munidos de ranhuras, que recebem os bordos ou machos das almofadas

    • maior rigidez da folha com mais almofadas menores

    • ponto fraco da folha para molduras finas

    • diversos tipos de encaixe da almofada a montantes e travessas





  • portas tipo calha ("mexicana")

    • tabuado de tábuas de 11 x 4cm aparelhadas, macho e fêmea, parafusadas a 3 travessas horizontais nela embutidas

    • diversas sambladuras macho e fêmea  diversos acabamentos

    • alta segurança




  • portas venezianas

    • quadro de 2 montantes e 2 travessas com palhetas inclinadas a 45º encaixadas nos montantes

    • comprimento máximo das palhetas = 40 a 50cm. Se for maior, fazer montante intermediário conforme figura abaixo.

    • usos: armários, cozinhas, portas janelas, etc.

  • hporta  2,20m  bandeirolas



Guarnições

  • alizares ("vistas")

  • acabamento (cobre a fresta existente entre o marco ou contramarco e a alvenaria)

  • larguras: 5 a 9cm; espessuras: 1 a 1,5cm

  • seção transversal variada




JANELAS DE MADEIRA

Componentes

  • caixilhos (permitem passagem de luz; impedem ventilação)

  • venezianas (permitem ventilação; impedem passagem de luz)

  • marco

  • guarnição (alizares, vistas)

  • ferragem


Tipos

    • Janelas de guilhotina

      • movimento das folhas no sentido vertical

  1. guilhotina simples

  • limitação: peso  uso em aberturas com até 80cm de vão

  1. guilhotina com contrapeso

  • u

    so em aberturas com até 1,70m de vão

  1. sistema Einsfeld

  • vantagens:

    • sistema de regulagem de entrada de ar

    • abertura de todo o vão para sistema Einsfeld

    • limpeza facilitada no sistema Einsfeld

    • vedação excelente

  • desvantagens:

    • a ventilação é de até 47% da área do vão (para sistema comum)

    • vãos altos e pouco largos




      • Janelas de abrir (charneira)

        • movimento de rotação dos caixilhos sobre um eixo vertical situado no bordo da folha (abertura para dentro ou para fora)

        • 2 a 3 dobradiças em cada caixilho

        • tranca por meio de cremonas

          • vantagens:

  • ventilação de 99% do vão

  • vedação excelente

  • facilidade de limpeza quando a abertura é para dentro

          • desvantagens:

  • batem facilmente com o vento

  • ocupam muito lugar interno e dificultam a colocação de cortinas quando a abertura é para dentro

  • vãos até 1,60m




  • Janelas de correr

    • tipo mais utilizado nos dias atuais

    • bandeirolas móveis ou fixas (laterais)

    • trilhos inferiores e superiores

    • maior eficiência: roldanas superiores e trilho-guia inferior (caixilho suspenso)

      • vantagens:

  • uso em vãos de pequena altura e grande largura

      • desvantagens:

        • pouca eficiência na ventilação (<45% da área do vão)

        • pouca eficiência na gradação da ventilação

        • vedação ineficiente

        • dificuldade para limpeza




          • Janelas basculantes

            • movimento de rotação sobre eixo horizontal

            • uso bastante difundido em banheiros e cozinhas

              • vantagens:

                • grande eficiência na gradação da ventilação

                • estanqueidade




                  • Janelas Maximar

            • movimento misto de rotação e deslizamento do eixo de rotação (alçapão deslizante)

              • desvantagens:

                • pouca eficiência na ventilação

                • batem com facilidade (em prédios altos  vidros de segurança)




                  • Janelas Sanfonadas

            • folhas articuladas entre si

            • deslizamento das folhas: sobre um rebaixo feita no marco

              • vantagens:

                • ó
                  Batente
                  tima eficiência na ventilação (100% do vão)





PERSIANAS


  • "venezianas de enrolar"

  • plástico, madeira

  • réguas chanfradas (e = 15mm), articuladas por meio de grampos

  • corrediças metálicas




  • vantagens:

    • permite manobra do interior sem necessidade de abrir a janela

    • trabalham dentro de corrediças articuladas

  • desvantagens:

  • persianas de madeira estão sujeitas ao empenamento  dificuldade de enrolar e desenrolar a persiana

  • ruído elevado

  • necessidade de caixa para o armazenamento da persiana enrolada (na altura da verga da janela)



ESQUADRIAS METÁLICAS



  • ferro (cantoneiras ou chapa dobrada), alumínio

  • fixação da esquadria na alvenaria: grapas de ferro em cauda de andorinha


ex: largura 2,0m / altura 2,3m = 14 pontos (14 grapas): 8 nos montantes e 6 nas travessas





  • chumbamento das grapas na alvenaria: argamassa de cimento e areia 1:3

  • no mínimo 2 grapas em cada lado

  • fixação das grapas à esquadria de ferro: parafusamento

  • fixação das grapas à esquadria de alumínio: soldagem autógena,
    encaixe, autorebitagem ou parafusos de aço cadmiado cromado


FIXAÇÃO DE ESQUADRIAS METÁLICAS
Condições para o início do serviço

  • alvenaria concluídas (aberturas com faces planas e aprumadas, com folgas de 5cm junto à contraverga e 3cm junto às demais faces dos vãos)

  • taliscas do revestimento de paredes instaladas


Colocação dos caixilhos

  • fixar dois sarrafos de madeira no vão, com auxílio de cunhas

  • alinhar o caixilho com as taliscas de revestimento das paredes e aprumar o caixilho

  • chumbamento das grapas com argamassa de traço 1:3 (ci:ar, em volume)


FIXAÇÃO DE ESQUADRIAS DE MADEIRA
Condições para o início do serviço

  • alvenaria concluídas (aberturas com faces planas e aprumadas, com folgas de 10 a 15mm de cada lado)

  • blocos preenchidos com argamassa (traço 1:4 em volume), para parafusamento

  • taliscas do revestimento de pisos e paredes instaladas


Preparo e colocação dos batentes (contramarcos, forras)

  • batente posicionado no prumo

  • base dos umbrais sobre o nível do piso acabado (revestido)

  • alinhamento com as taliscas da parede, com auxílio de régua de alumínio

  • verificação do nível e prumo dos umbrais (ajuste por meio de cunhas de madeira)

  • furar a alvenaria nos pontos pré-determinados; parafusar o batente; tapar os furos






Colocação das portas

  • folgas: 3mm em relação ao batente; 8mm em relação ao nível do piso acabado

  • ferragens

  • colocação das guarnições ("vistas", alizares)






NORMALIZAÇÃO DE JANELAS


A janela e suas funções
Na normalização de janelas, independentemente dos diversos tipos existentes e dos diferentes materiais empregados na sua construção, devem ser considerados os seguintes aspectos:


  • Habitabilidade

  1. Penetração de ar

  2. Penetração de água

  3. Penetração de partículas e de insetos

  4. Transmissão sonora

  5. Iluminação

  6. Ventilação



  • Operação, manutenção e durabilidade

  1. Manuseio

  2. Manutenção

  3. Durabilidade




  • Esforços de uso

  1. Ciclos de abertura e fechamento

  2. Resistência à flexão do montante ou da travessa no plano da folha

  3. Resistência à flexão do montante ou da travessa perpendicular ao plano da folha

  4. Resistência à deformação diagonal da folha

  5. Resistência ao arrancamento das articulações (dobradiças, etc.)

  6. Resistência à torção




  • Segurança estrutural

  1. Resistência a cargas uniformemente distribuídas

  2. Resistência aos esforços provenientes de movimentações da estrutura



Critérios de avaliação de desempenho


  1. Condições gerais:




  1. Todas as janelas devem ser fornecidas com todos os acessórios originais necessários ao seu perfeito funcionamento; os componentes produzidos em série deverão manter todas as características do protótipo testado.

  2. Os acessórios devem ser de material compatível com aquele utilizado na fabricação da esquadria, com desempenho comprovado mediante os testes de durabilidade, compatibilidade e resistência aos esforços de uso previstos.

  3. Os perfis deverão ser adequados à fabricação das janelas e atender às exigências de normas específicas.

  4. Os perfis e os métodos construtivos utilizados não devem apresentar defeitos que comprometam a resistência e/ou a durabilidade das janelas.

  5. Todos os componentes das janelas devem receber um tratamento adequado, destinado a garantir a durabilidade do conjunto em condições normais de utilização.

  6. Os vidros devem ser trabalhados e colocados de acordo com as normas NBR 7199 e NBR 7210.

  7. No caso do uso de algum outro material no lugar do vidro, este deve ser trabalhado e colocado de acordo com a melhor técnica disponível e/ou especificações existentes, devendo conferir também às janelas c atendimento a esta especificação.


2. Condições específicas:


  1. Habitabilidade, penetração de ar

A penetração de ar através de uma janela submetida a uma pressão de ensaio de 135Pa, não deve ser maior do que qualquer um dos valores seguintes:


60m3/h x m2 de área aberta;

12m3/h x metro linear de juntas abertas

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