Curso de fisioterapia



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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE

CURSO DE FISIOTERAPIA

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA A PARTIR DA ANÁLISE POSTURAL E DISTRIBUIÇÃO PLANTAR DE BAILARINAS CLÁSSICAS

Carolina Carvalho Bertelli

Natacha Vaske de Henriquez

2010


Carolina Carvalho Bertelli

Natacha Vaske de Henriquez



AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA A PARTIR DA ANÁLISE POSTURAL E DISTRIBUIÇÃO PLANTAR DE BAILARINAS CLÁSSICAS

Trabalho apresentado ao Centro Universitário de Brasília - UniCEUB como pré-requisito para obtenção da conclusão da graduação em fisioterapia.


Orientador: Prof. Me. Márcio Oliveira

Co-orientador: Ft. Me. Renato Valduga

Co-orientador: Ort. Henrique Grego

Brasília


2010

Carolina Carvalho Bertelli

Natacha Vaske de Henriquez
AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA A PARTIR DA ANÁLISE POSTURAL E DISTRIBUIÇÃO PLANTAR DE BAILARINAS CLÁSSICAS
Trabalho de Conclusão de Curso apresentada à Faculdade de Ciências da Educação e Saúde – FACES de Brasília, DF como requisito obrigatório para obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia.
Aprovada em 08 de dezembro de 2010.

BANCA EXAMINADORA

______________________________________

Prof. Me. Márcio de Paula e Oliveira

Faculdade de Ciências da Educação e Saúde-FACES

Orientador


______________________________________

Ft. Me. Renato Valduga

Co-Orientador
______________________________________

Ort. Henrique Grego

Co-Orientador
______________________________________

Ed. Fis. Luiz Guilherme Porto

Avaliador Interno
______________________________________

Coord. Ballet Clássico Daniela Guilherme de Amorim

Avaliador Externo

Agradecemos ao professor e orientador Márcio Oliveira pelo apoio e encorajamento contínuo na pesquisa. Aos co-orientadores Renato Valduga e Henrique Grego que nos disponibilizaram seus conhecimentos e atenção fazendo a pesquisa acontecer e à Daniela Amorim pela curiosidade de pequenos detalhes clássicos do movimento.



RESUMO

INTRODUÇÃO: Os pés das bailarinas clássicas devem preservar sua estrutura anatômica, possibilitando a elevação na ponta de modo a formar uma continuidade dos membros inferiores, tronco e cabeça. Caso contrário, haverá um comprometimento dos músculos e ligamentos envolvidos, alterando a estabilidade do arco plantar e gerando um prejuízo na performance dos movimentos, apoios e impulsos. OBJETIVO: Correlacionar a descarga de peso na meia ponta com os ângulos talocrural e a articulação metatarsofalangeana. MÉTODOS: Estudo transversal, cego e controlado com 25 voluntárias, sendo 13 bailarinas e 12 sedentárias. Foi utilizado biofotogrametria e baropodometria para análise biomecânica dos pés, incluindo a meia ponta. O nível de atividade física das sedentárias foi avaliado através do IPAQ. RESULTADOS: As bailarinas apresentaram a classificação de pé normal (53,9%) e pé cavo (46,1%) enquanto as sedentárias, em sua maioria, o pé cavo (75%). Em relação à amplitude de movimento articular foi possível observar que o grupo das sedentárias apresentou os menores graus, sendo eles 43,3 ± 6,8 para sedentárias e 55,5 ± 7,4 para bailarinas (p = 0,0003) . Correlacionando as medidas da biofotogrametria e as áreas de maior pressão analisadas na baropodometria, na posição de meia ponta, ambos os grupos não apresentaram correlação significativa nos resultados (p>0,05), mesmo o grupo das bailarinas obtendo maior expressão na área de contato em Vista Lateral Direita. CONCLUSÃO: Com base na análise dos resultados pode-se concluir que não foi possível estabelecer uma correlação significativa entre a descarga de peso na meia ponta com o ângulo talocrural e o ângulo metatarsofalangeana.

PALAVRAS-CHAVE: Biomecânica; Fotogrametria; Lesão; Pé; Postura.


ABSTRACT
INTRODUCTION: The anatomical structure of ballet dancers’ feet must be preserved, making the en pointe movement possible and forming a continuous of the lower limbs, torso and head. Otherwise, an impairment of the muscles and ligaments involved may occur, altering plantar arch stability and causing a decrease in the levels of movement, support and impulse performance.

OBJECTIVE: To investigate the correlation between the weight load when on demi-pointe and the angle of the talocrural joint, along with the angle of the metatarsophalangeal articulations.

METHODS: A cross- sectional, blind and controlled study comprising 25 volunteers, from which 13 were dancers and 12 were sedentary. Biophotogrammetry and baropodometry were used for biomechanical analysis of the feet, including on demi-pointe. The level of physical activity of sedentary test subjects was evaluated according to IPAQ. 

RESULTS: Comparing the results obtained from the two groups, it was observed that the percentage of ballerinas who have a normal foot is of 53.9% and those who have a Pes cavus (high arch) is of 46.1%. Meanwhile, most of the sedentary women presented a high arch (75 %). Regarding range of joint movement, it was possible to observe that the sedentary group presented the lowest means, them being 43.3 ± 6.8 for the sedentary women and 55.5 ± 7.4 for the dancers, with P = 0.0003. Correlating biophotogrammetry measures with areas of highest pressure, which were analyzed by baropodometry on a demi-pointe position, both groups showed no significant correlation in results (P> 0.05), even though the group of ballerinas got more expressive results in contact area  from a Right Lateral View.

CONCLUSION: Based on the analysis of results, it can be concluded that it was not possible to establish a significant correlation between the weight load on demi-pointe, the angle of talocrural joints and the angle of metatarsophalangeal articulations.
KEY WORDS: Biomechanics; Photogrammetry; Injury; Foot; Posture.

INTRODUÇÃO
O ballet clássico surgiu no século XVI nas cortes medievais européias e se firmou na Itália Renascentista, chegando à França, onde deu inicio a sua expansão (GUIMARÃES & SIMAS, 2001). Sua prática desenvolve sensibilidade, musicalidade, percepção, coordenação, equilíbrio, tônus, lateralidade e também ritmo (CHAVES,1988). O corpo é o principal instrumento de trabalho das bailarinas. Utiliza-se um adereço importante denominado sapatilha, que pode ser de ponta ou meia-ponta. (PICON, 2004).

A técnica clássica possui uma postura padrão, ereta e alongada, que deve ser mantida durante todos os movimentos. Essa postura é caracterizada pela rotação externa “en dehors” de quadril e pés. A pelve é mantida em retroversão, as escápulas são direcionadas no sentido de depressão e adução. Os músculos intercostais internos devem contrair de modo a fechar as costelas, auxiliados pela contração isométricas dos músculos abdominais. Os braços adotam posicionamentos em semi-flexão de ombros, cotovelos e punhos (SIMAS & MELLO, 2000; GUIMARÃES & SIMAS, 2001).

Adquirir a técnica clássica do ballet requer um período prolongado e necessário para definir o perfil físico específico, adequando assim a dimensão entre força e flexibilidade. No entanto, quando solicitado o máximo dos músculos, tendões, ossos e articulações, levando-os a certos limites, a atividade pode atuar como agente patogênico sobre o parelho locomotor (FUCHS et al, 2003).

As articulações acabam sendo sobrecarregadas com os movimentos realizados na dança, sendo que muitas bailarinas convivem e continuam trabalhando com lesões crônicas, pois temem perder sua posição de destaque (BYHRING e BO, 2002). Segundo Bowling (1990), as lesões mais freqüentes observadas são em joelho, tornozelo e pé, seguidas de quadril.

Concomitantemente, o correto alinhamento dos pés em relação às pernas, tronco e cabeça é imprescindível durante a elevação na meia ponta (BERTONI, 1992 & PICON, 2007). Caso contrário, haverá um comprometimento dos músculos e ligamentos envolvidos, alterando a estabilidade do arco plantar gerando a incapacitação de movimentos, apoios e impulsos.

Com base nesses dados, o presente estudo terá como objetivo principal analisar a correlação entre a descarga de peso na meia ponta com o ângulo talocrural e o ângulo da articulação metatarsofalangeana de bailarinas clássicas e como objetivo secundário estabelecer uma relação entre o tipo de pé e o histórico de lesões.


MATERIAIS E MÉTODOS
Este estudo foi caracterizado por uma pesquisa do tipo transversal, cego e controlado, no qual foram convidadas 80 voluntárias, sendo 30 bailarinas clássicas e 50 sedentárias. Foi realizado entre os meses de agosto e setembro de 2010, nas escolas de dança de Brasília-DF, Brasil. As bailarinas foram selecionadas por conveniência, tendo como critérios de inclusão, idades entre 15 e 25 anos, ser do gênero feminino, ser ativa com no mínimo 5 nos de prática, freqüência nas aulas de 2 vezes na semana com duração mínima de 1 hora. Foram excluídas as voluntárias que eram praticantes de outras modalidades esportivas, que sofreram algum tipo de lesão gerando incapacidade funcional nos últimos 6 meses e que apresentassem dor durante a coleta de dados.

No grupo das sedentárias foram adotados os mesmos critérios de inclusão e exclusão, porém por se tratar de jovens não praticantes de atividades físicas regulares, para se integrar à pesquisa as voluntárias deveriam ser classificadas como sedentárias segundo o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), versão curta. Este grupo foi também selecionado por conveniência a partir de uma população de alunas do Ensino Superior e Médio, residentes do Distrito Federal.


Instrumentos de Coleta dos Dados
Questionário de avaliação da bailarina clássica
Para registro das informações de identificação dos sujeitos da pesquisa, bem como dados pessoais, como idade, peso, estatura, IMC (Índice de Massa Corpórea), tipo de calçado, seu histórico no ballet, informações quanto à prevenção, cuidados com os pés, histórico de lesões e condição atual, foi aplicado um Questionário de Avaliação da Bailarina Clássica (Apêndice 1 ).

Questionário IPAQ versão curta
O questionário IPAQ (Anexo 1 e 2 ) trata-se de um instrumento de fácil aplicação, boa precisão e baixo custo. Tem como objetivo determinar o nível de atividade física de uma população. Oferece dados sobre duração da atividade, freqüência, intensidade e tipo de atividade, sendo possível classificar as atividades em leves, moderadas e vigorosas. Foi traduzido e validado para língua portuguesa, com propriedades de medida e confiabilidade (PARDINI et al., 2001). Foi proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1998. A versão curta do IPAQ é composta por quatro questões abertas e suas informações permitem estimar o tempo despendido, por semana, em diferentes dimensões de atividade física (caminhada e esforços físicos de intensidades moderada e vigorosa) e de inatividade física (posição sentada) (BENEDETTI et al., 2007).
Questionário de avaliação das sedentárias
Para registro das informações de identificação dos sujeitos da pesquisa, bem como dados pessoais, como idade, peso, estatura, Índice de Massa Corpórea (IMC), tipo de calçado e cuidados com os pés, foi aplicado pelas um Questionário de Avaliação das Sedentárias. (Apêndice 2 ).
Apresentação do Comitê de Ética e Pesquisa
Anteriormente à coleta dos dados, esse trabalho foi apreciado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do UNICEUB (Centro Universitário de Brasília) conforme resoluções do Conselho Nacional de Saúde (CNS) 196/96 e 251/97 e possui registro CAAE 104/10 TCC 142/10 (Conforme Anexo 3 ).
Procedimento de Coleta dos Dados

A coleta de dados iniciou pela caracterização da amostra. A seleção das bailarinas se deu a partir do contato das pesquisadoras com as escolas de dança residentes do plano piloto, Brasília – DF, a partir de uma carta de apresentação (Apêndice 3). As instituições que aceitaram participar do estudo assinaram um termo de aceite (Anexo 4 e 5) onde autorizavam o início da pesquisa. Para tanto, foi elaborado uma relação de todas as alunas, com perfil semelhante ao estabelecido pelo estudo, contendo informações como nome, telefone, idade e tempo de prática no ballet. A partir do contato, mostrando interesse em participar da pesquisa e estando em conformidade com os critérios de inclusão e exclusão, a voluntária era instruída quanto ao dia da coleta dos dados. Da mesma maneira fez-se a seleção das sedentárias, sendo, o contato estabelecido com Instituições de Ensino Médio e Superior, também residentes do Plano Piloto. O termo de aceite por parte dessas também foi assinado (conforme Anexo 6 e 7).

A partir da seleção da amostra, foi iniciada a coleta. As participantes receberam um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (anexo 8). Neste momento também foi aplicado um questionário (Apêndice 1 e 2) para bailarinas e sedentárias.

Em seguida, foi realizada a avaliação postural, onde a participante utilizou uniforme padrão, sendo ele, bermuda de malha preta, tope preto e cabelo preso. Não foi permitido o uso de nenhum tipo de acessório, como brincos, colares, pulseiras e relógios durante a avaliação.

A participante estando devidamente uniformizada foi encaminhada à sala de avaliação para análise postural. Este procedimento foi realizado por meio da biofotogrametria. As imagens foram captadas por uma câmera digital da marca Sony® e modelo DSC-P93A estabilizada ao apoio de um tripé de 1m. A distância entre a participante e a câmera era de 3m. Foram realizadas fotos em quatro vistas para cada voluntária, seguindo esta ordem: Vista Lateral Direita (VLD), Vista Diagonal Direita (VDD), Vista Lateral Esquerda (DLE) e Vista Diagonal Esquerda (VDE).

Durante as fotos a participante adotou uma postura ereta e alongada, posicionada com os pés paralelos e alinhados na altura do quadril. Foi orientada a elevar-se na meia ponta, sem qualquer auxilio de apoio e permanecer nessa posição durante todo o momento da foto.

Posteriormente, essas fotos foram analisadas no Software Corel DRAW 13®, no qual todas as imagens foram devidamente calibradas e, a partir das vistas anteriormente mencionadas, pode-se aferir o ângulo de flexão plantar do tornozelo e extensão metatarsofalangeana, em graus – movimentos estes realizados ativamente. Para tanto, foram demarcados sobre a pele das participantes marcadores adesivos, circulares e brancos, com 13 mm de diâmetro na projeção cutânea da cabeça da fíbula, face lateral do pé (abaixo do maléolo lateral), cabeça do quinto metatarso, base do primeiro metatarso, primeira articulação metatarsofalangeana e articulação interfalangeana do hálux. Estes pontos foram determinados respeitando-se os princípios de mensurações de movimentos articulares propostos por Raimundo et al.,(2007).

Encerrada a avaliação postural, ela foi encaminhada a outro ambiente, para realização da análise da Baropodometria. Tratava-se de uma sala que comporta uma passarela de 4m, onde foi realizada a análise. O baropodômetro foi posicionado exatamente no centro desta, enquanto o avaliador se encontrava ao lado, instruindo a voluntária a cada movimento e análise realizada. No primeiro momento, a voluntária se direcionou a plataforma de pressão plantar, inicialmente em posição estática. Os pés permaneceram paralelos durante 30 segundos nessa posição, saindo apenas ao comando do avaliador. Em seguida foi realizada a avaliação dinâmica, onde a jovem foi orientada a simular uma marcha e durante o percurso apoiar apenas um dos pés na plataforma de força, repetindo em seguida com o outro pé. A mesma conduta foi adotada na análise da marcha em meia ponta. Os dados da análise em meia ponta foram interpretados a partir dos dados expressos na análise da avaliação dinâmica. Fechando a análise plantar, a voluntária foi instruída a subir no podoscópio, sendo esta registrada em fotografia. Em seguida, foi examinada quanto a simetria da pelve, utilizando-se uma régua com nivelação. No presente estudo foi utilizado Baropodômetro RSSCAN, país de fabricação Bélgica para Pentium III, definido como uma plataforma de força dotada de 4.096 sensores.


Análise Estatística
Para análise estatística foi utilizado o programa SPSS 15.0 para Windows no qual inicialmente foi realizada análise descritiva dos dados coletados: idade, peso, estatura, IMC e calçado.

As comparações entre distribuição dos valores mensurados das variáveis posturais e baropodométricas foram realizadas testes paramétricos, através da ANOVA Split Plot e Teste t de Student pareado e não-pareado. Ressalta-se que os dados apresentaram distribuição normal, de acordo com o teste de Kolmogorov-Smirnov adotando p > 0,10. E que foi utilizado o programa Post Hoc de Bonferroni para confirmar os resultados da ANOVA.

Para as correlações entre as medidas da biofotogrametria e as áreas de maior pressão analisadas na baropodometria foi utilzado correlação de Pearson. Tanto para as correlações como para as comparações, sendo adotado o nível de significância p ≤ 0,05.

RESULTADOS
Participaram do estudo 29 voluntárias das 80 pessoas que foram convidadas. As participantes realizaram a coleta e receberam ao final desta, orientações baseadas nos resultados mensurados durante o processo. Esse procedimento foi comum a todas as participantes, sendo elas bailarinas e/ou sedentárias. Ao final do estudo a amostra constou com um número de 25 voluntárias, distribuindo-se em 13 bailarinas e 12 sedentárias.

As características gerais da amostra quanto à idade, peso, estatura, IMC e calçado podem ser observadas na Tabela 1.

O resultado mostrou que o IMC apresentou diferença significativa do grupo de sedentárias quando comparado com o grupo de bailarinas. Ressaltando que apesar dessa diferença, o grupo de sedentárias se encontra na classificação normal do IMC, não ocorrendo o mesmo com o grupo das bailarinas que, pela classificação, se encontram no baixo peso.
Tabela 1: Valores médios das características gerais da amostra. (n=25)





Idade

(anos)


Peso

(Kg)


Estatura

(m)


IMC

(kg/m²)


Nº Calçado

(BRA)


Bailarinas

16,31

±2,5


50,0

±5,4


1,64

±0,06


18,7

±2,5


36,8

±1,3



Sedentárias

19,08*

±2,6


55,8

±9,8


1,60

±0,06


21,6*

±3,3


36,5

±1,7


*Diferença significativa (P<0,05).
Com relação à morfologia dos pés, 53,9% das bailarinas apresentaram distribuição plantar normal e 46,1% considerado cavo para ambos os pés. Já no grupo das sedentárias, quando analisado, foi verificado que 75% apresentaram o pé cavo e 25% de pés normais.

Na tabela 2, nota-se que o desvio Centro de Massa (CM) anteriorizado é predominante em ambos os grupos, sendo eles 61,5 % e 83,3% para bailarinas e sedentárias, respectivamente. Apenas as bailarinas apresentaram CM equilibrado com percentual de 15,4%.

Tabela 2: Desvio do Centro de Massa (%)


Desvio CM (%)

Bailarinas

Sedentárias

Equilibrado

15,4

0

Anteriorizado

61,5

83,3

Posteriorizado

15,4

16,7

À direita

7,7

0

Foi observado que para o grupo das Bailarinas o Hálux (53,4%), MTF 3(53%) e MTF 1 (23%) tiveram maior participação na área de força e pressão. Já para o grupo de sedentarias os pontos que apresentaram maior força e pressão foram: MTF 3 (66,7%), MTF 2 (41,7%) e Calcâneo (33,3%). Releva-se que o contato no hálux foi verificado apenas nas bailarinas e o calcâneo nas sedentárias.


Na tabela 3, podemos observar que não há diferença significativa entre as distribuições de antepé e retropé em ambos os grupos, contudo as bailarinas apresentaram uma maior distribuição em antepé (D) e (E) quando comparados com as sedentárias.
Tabela 3: Comparação da distribuição de Antepé e Retropé (%)




AntePé (D)

AntePé (E)

Retropé (D)

RetroPé (E)

Bailarinas

23,2

±4,2


24,2

±3,2


27,6

±2,8


25,4

±3,7



Sedentárias

21,3

±5,0


21,2

±5,0


27,2

±5,2


29,5

±4,5
















Tabela 4: Comparação da frequência da linha de força entre os grupos.



Linha de Força (%)

Bailarinas

Sedentárias

Neutra

69,2

25

Pronada

7,7

33,3

Supinada

0

25

Neutrosupinador

23,1

16,7

Analisando a simetria da pelve, destaca-se uma semelhança entre os dois grupos, onde o grupo de bailarinas apresentou 77% Simétrico e 23% Supranivelado à Esquerda. As sedentárias apresentaram a mesma classificação, seguindo a proporção de 75% e 25%, respectivamente.



Analisando a meia ponta, foi possível verificar a participação maior dos MTF 1, 2 e 3 para ambos os grupos, não apresentando diferença estatística. Sendo eles, MTF 1 (46,2%), MTF 2 (92,3%), MTF 3 (53,8%) para o grupo das bailarinas, e MTF 1 (58,3%), MTF 2 (66,7%), MTF 3 (66,7%) e MTF 4 (33,3%) para o grupo das sedentárias. Observando que nenhuma das bailarinas apresentou apoio no MTF 4.
Na tabela 5, podemos observar que quando comparado as variáveis da baropodometria e biofotogrametria das bailarinas e sedentárias, apenas FPTD-1 e FPTE-1 apresentaram uma expressiva diferença estatística. As bailarinas tiveram valores angulares maiores de flexão plantar da articulação talocrural e extensão da articulação metatarsofalangeana. Notandando-se diferença significativa apenas na articulação talocrual.
Tabela 5: Comparação das médias das variáveis mensuradas por meio da biofotogrametria e baropodometria entre bailarinas e sedentárias. (°)




Bailarinas

Controle

p

Fotogrametria









FPTD-1

55,5 ± 7,4

43,3 ± 6,8

0,0003*

FPTE-1

56,2 ± 9,1

46,0 ± 7,3

0,006*

FPTD-2

58,9 ± 13,1

52,6 ± 9,7

0,19

FPTE-2

58,7 ± 14,6

49,9 ± 12,8

0,13

Baropodometria










FAA (Esquerdo)

10,5 ± 4,4

9,1 ± 5,4

0,45

FAA (Direito)

10,7 ± 6,4

7,9 ± 7,3

0,31

SJF (Esquerdo)

7,6 ± 4,1

8,9 ± 5,2

0,48

SJF (Direito)

7,9 ± 4,6

7,1 ± 4,2

0,66

*Diferença estatística entre o grupo Bailarinas e Controle. (P<0,05).

FPTD: Flexão Plantar do Tornozelo Direito; FPTD: Flexão Plantar do Tornozelo Esquerdo; 1- Vista Lateral; 2- Vista Diagonal; FAA: Ângulo do Eixo do Pé; SJF: Flexibilidade da articulação subtalar.

Evidenciou-se uma correlação baixa e não significativa quando analisado as medidas da biofotogrametria e áreas de maior pressão da baropodometria, porém, o valor da AC na VLD das bailarinas apresentou maior destaque na análise, como mostra a Tabela 6.

Tabela 6: Correlação entre as medidas da biofotogrametria e as áreas de maior pressão analisadas na baropodometria (r).



Bailarinas
















FPTD-1

FPTE-1

FPTD-2

FPTE-2

MP

0,14

-0,21

0,22

-0,17

TPM

-0,10

-0,35

-0,05

0,31

AC

-0,52

0,15

-0,33

-0,09

PMAS

0,21

0,12

0,15

0,24
















Sedentárias
















FPTD-1

FPTE-1

FPTD-2

FPTE-2

MP

-0,19

-0,14

-0,17

0,08

TPM

-0,34

0,02

-0,27

-0,37

AC

-0,18

0,27

-0,02

-0,10

PMAS

0,08

0,27

0,12

-0,46

*Diferença significativa (P<0,05).

MP: Maior Pressão; TPM: Tempo de Maior Pressão; AC: Área de Contato; PMAS: Valor máximo de Pico por Área



DISCUSSÃO
O presente estudo ao analisar o IMC verificou que as bailarinas apresentaram média de 18,7 kg/m², caracterizando-se como abaixo do peso de acordo com a Organização Nacional de Saúde (OMS), segundo IBGE (2002). Dados semelhantes são apresentados por GREGO et al (2006), onde foi encontrado IMC equivalente a 18,44kg/m² para bailarinas. Segundo PRATI e PRATI (2006), que encontraram IMC médio de bailarinas igual a 19,9kg/m² sugere-se que esses são níveis de composição corporal adequados para praticantes de ballet, pois a leveza beneficia o desenvolvimento das técnicas e possivelmente diminui a sobrecarga nas articulações ao longo dos anos de prática.

Confrontando os resultados encontrados entre os dois grupos percebe-se que as bailarinas apresentam classificação de pé normal seguido de pé cavo. Enquanto as sedentárias apresentam, em sua maioria, o pé cavo. Segundo PICON & FRANCHI (2007), na verificação do grau de apoio do arco plantar, os resultados demonstraram que 73,3% das bailarinas possuíam tipo de pé normal seguido 26,5% de pé plano, o que discorda do presente estudo. Contudo, MATUS et al (1999), descrevem que os pés dos bailarinos tem uma tendência de possuir uma estrutura do normal ao cavo, pois essa estrutura é funcional para os movimentos exigidos pela dança.

Determinar a distribuição plantar se faz importante para o conhecimento sobre forma e características da sobrecarga mecânica no aparelho locomotor humano e seu comportamento em diversos movimentos (ÁVILA et al, 2003).

O estudo de COTE et al (2005), descreve que o pé possui um importante papel na manutenção do equilíbrio. No entanto, por ser uma pequena base de suporte, qualquer alteração postural nesse local prejudica as informações sensoriais dessa articulação. Também propõe que o pé cavo, por ter menor contato com o solo, diminui a base de apoio, reduzindo assim, o equilíbrio com esse tipo de alteração postural. Contudo, podemos observar no presente estudo que apenas as bailarinas apresentaram Centro de Massa equilibrado com percentual de 15,4% o que sugere que esse percentual pode apresentar um aproveitamento maior das técnicas do ballet clássico, de forma a adequar os critérios entre equilíbrio, força muscular, domínio, leveza e consciência corporal.

Segundo KITAOKA et al (1995) e DONAGHUE et al (1997), a biomecânica do apoio bipodal se dá pelas tuberosidades posteriores do calcâneo e a cabeça do primeiro e quinto metatarsos, considerados amortecedores dinâmicos capazes de suportar as cargas fisiológicas neles impostas, determina a posição da pelve e coluna, oferece base de sustentação, propicia o equilíbrio postural e suporta o peso corporal e a distribuição plantar.

Observando a participação da área de força e pressão, as bailarinas apresentaram maior distribuição na posição estática em hálux, metatarso 1 e 3 e no grupo das sedentárias calcâneo, metatarso 2 e 3. De acordo com VILASBOAS & SANDOVAL (2008), as bailarinas apresentaram a inclinação do tronco para frente com maior descarga de peso em antepé, o que pode ser justificado pelo fato da bailarina executar vários movimentos sobre a ponta dos pés, o que sugere o centro de massa mais anteriorizado, análise esta também verificada nesse estudo. O achado de ROCHA (1996) corrobora com essa afirmação ao identificar que as bailarinas quase não pisam em retropé.

De acordo com o estudo de SIMAS & MELO (2000), a tendência da bailarina é de transferir o peso do corpo para o arco interno do pé, cita que 64% das bailarinas apresentam tornozelos pronados, o que diverge do presente estudo ao mostrar que a maioria das bailarinas apresentou linha de força neutra e a maioria das sedentárias apresentou linha de força pronada.

Analisando o desnível pélvico, ambos os grupos se apresentaram simétricos, seguidos da supranivelação à esquerda. A mesma analise foi estabelecida por SIMAS & MELO (2000) e DUARTE et al (2009) onde cerca de 50% das bailarinas apresentou desnível pélvico, sem classificar a natureza deste desvio.

Analisando a distribuição de peso na meia ponta, evidencia-se que as sedentárias apoiam na cabeça do quarto metatarsiano, o mesmo não aconteceu com as bailarinas. GLASOE & SALTZMAN (1999), descrevem que ao elevar os calcanhares em flexão plantar a distribuição de peso pode aumentar na região medial de antepé, o que corrobora com o estudo presente onde as bailarinas apresentaram maior amplitude de movimento e distribuição de peso, apenas, nas cabeças dos primeiros, segundos e terceiros metatarsos.

Correlacionando as medidas da biofotogrametria e as áreas de maior pressão analisadas na baropodometria, na posição de meia ponta, ambos os grupos não apresentaram diferença significativa nos resultados, mesmo o grupo das bailarinas obtendo maior expressão na área de contato em Flexão Plantar do Tornozelo Direito. Segundo VIANNA e GREVE (2006), na relação entre força de reação ao solo (FRS) e a mobilidade, durante a marcha, foi encontrado uma correlação negativa estatisticamente significante entre Força Vertical de Reação ao Solo (FRS) e a flexão plantar, entre FRS e a extensão dos dedos e entre FRS e a extensão do hálux. Esses mesmos autores também ressaltam que a redução da mobilidade interfere na distribuição gerada na marcha, mesmo para pés considerados normais e que ao longo do tempo, pode ser a justificativa para alguns quadros de pés dolorosos.

Em relação à amplitude de movimento articular foi possível observar que o grupo das sedentárias apresentou os menores graus quanto à flexão plantar. De acordo com HAMILTON et al (1992), para dançar sobre a ponta dos pés, as bailarinas necessitam um elevado grau de flexão plantar. Esta elevada amplitude de movimento é resultado das constantes flexões plantares que ocasionam alguns graus de modelação óssea durante o processo de maturação.

O ballet clássico possui fundamentos biomecânicos e físicos cientificamente corretos, porém sabe-se que toda e qualquer atividade física quando não bem orientada e executada pode causar transtornos a saúde (PRATI & PRATI, 2000). Os pés e os tornozelos são os locais mais comuns de lesões em bailarinas clássicas. (HALL, 1991; HARDAKER, 1985; PALAZZI et al, 1992; MILLER et al, 1992; THORDANSON, 1996).

Para RYAN e STEPHERS (1988), existe uma correlação entre a anatomia biomecânica e a técnica do ballet para o desenvolvimento de lesões, além dos fatores que predispõem este processo. Um dos fatores seria o tipo de pé, em que os principais são: o cavo, relativamente rígido que absorve menos impacto; o plano, associado ao encurtamento muscular do tríceps sural que trabalha excessivamente para compensar a falta de suporte do arco plantar e o pé pronado, que exige esforço sobre o arco longitudianal, resultando num desalinhamento entre talus, calcâneo e articulações falangeanas.

O movimento de flexão plantar, quando executado excessivamente, pode predispor a tendinites do flexor longo do hálux, compressão acentuada da articulação do calcâneo com a face posterior da tíbia, gerando inclusive a síndrome da compressão talar (HARDAKER, 1985 e HAMILTON, 1996). Visto essa e as demais considerações observadas no estudo, se faz necessário por parte dos terapeutas saber como os movimentos e a postura podem afetar o corpo do bailarino, de forma a prevenir futuras complicações.


CONSIDERAÇÕES FINAIS E LIMITAÇÕES DO ESTUDO
À exploração das convergências e divergências com trabalhos já publicados mostra a escassez de estudos voltados à amostra pesquisada. Destaca-se também, que há ausência de padronização metodológica no sentido da coleta de dados, desde os modelos de instrumentos até a dinâmica de captação das pressões, o que limita a comparação dos resultados com outros estudos.

A mobilidade articular do pé pode interferir nas forças geradas durante os movimentos da dança. A sua investigação se faz necessária para avaliar a performance dos gestos esportivos. Neste estudo, empregou-se o sistema de baropodômetro e de biofotogrametria na tentativa de obter dados quantitativos da estática em tempo real.



CONCLUSÃO
Com o intuito de analisar a correlação entre as medidas da biofotogrametria e as áreas de maior pressão analisadas na baropodometria conclui-se que não houve correlação significativa entre as variáveis de descarga de peso na meia ponta e os dados referentes à avaliação postural mensurados nas participantes da pesquisa.

Foi observado também que as bailarinas clássicas possuem o ângulo da articulação talocrural significativamente superior quando comparado com o grupo das sedentárias, ou seja, apresenta amplitude articular maior na flexão plantar.



Cabe a ressalva da necessidade de mais pesquisas no que tange a análise biomecânica de bailarinas clássicas. Recomenda-se que novos estudos sejam realizados com maior número de voluntárias a fim de considerar que a hipermobilidade também é um aspecto importante e precisa ser levado em consideração durante a avaliação funcional dos pés. Sua prevenção é essencial para o bom funcionamento da dinâmica de todo o membro inferior durante o gesto esportivo.

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APÊNDICE 1
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA – UniCEUB
Avaliação Biomecânica a partir da Análise Postural e Distribuição Plantar de Bailarinas Clássicas de Brasília-DF

Pesquisadoras: Carolina Carvalho Bertelli e Natacha Vaske de Henriquez




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