Daalder, H., Mair, Peter, eds., Western European Party Systems. Continuity and Change, Newbury Park, Sage Publications, 1983. Dabin, Jean



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Respublica Letra D

Daalder, H., Mair, Peter, eds., Western European Party Systems. Continuity and Change, Newbury Park, Sage Publications, 1983.
Dabin, Jean Considera que "a ciência política não pode deixar de ser a ciência do Estado ... e de tudo o que concerne ao Estado. Tal era o objecto da política na Antiguidade... Não há razão para que, esde Platão, Aristóteles e Cícero, o objecto desta ciência tenha desaparecido".

[1939]

Doctrine Générale de l’État. Éléments de Philosophie Politique




Bruxelas/ Paris, Émile Bruylant/Sirey, 1939.

[1957]

L’État ou le Politique. Essai de Définition




Paris, Éditions Sirey, 1957.

[1954]

«Sur la Science Politique»




In Revue de Droit Public et de la Science Politique, Paris, 1954.


Dahl, Robert n. 1915 Professor de Ciência Política na Universidade de Yale desde 1946. Nasce em Iowa. Doutorado em 1940. Consagra a expressão poliarquia, em 1953, considerando-a como a característica fundamental da democracia pluralista. Um dos mais citados politólogos norte-americanos. Foi presidente da APSA em 1966-1967. Considerado um dos radicais liberais norte-americanos, juntamente com Charles Lindblom e John Kenneth Galbraith. Analisa a democracia em torno da tensão autonomia-controlo, participação-oposição, conflito-consenso. Se a autonomia pode gerar o desvio anarquista, já o controlo, a governabilidade pode levar ao exagero da segurança, do modelo de guardianship.

[1956]

A Preface to Democratic Theory




Chicago, The University of Chicago Press

Trad. Port. Um Prefácio à Teoria Democrática, Rio de Janeiro, Zahar, 1989.



[1961]

Who Governs? Democracy and Power in an American City




New Haven, Yale University Press

1963

Modern Political Analysis




Nova York

Trad. fr. L'Analyse Politique Contemporaine, Paris, Éditions Robert Laffont, 1973.



[1970]

After the Revolution? Authority in a Good Society




Trad. fr. Après la Révolution. L'Autorité dans une Societé Modèle, Paris, Éditions Calmann-Lévy, 1973.

[1971]

Polyarchy




New Haven, Yale University Press

[1973]

Regimes and Oppositions




New Haven, Yale University Press. Org.

[1982]

Dilemmas of Pluralist Democracy. Autonomy versus Control




New Haven, Yale University Press

[1985]

A Preface to Economic Democracy




New Haven, Yale University Press

Trad. Port. Um Prefácio à Democracia Económica, Rio de Janeiro, 1990.



[1989]

Democracy and its Critics




New Haven, Yale University Press

Baer, Michael A., et alii, Political Science in America. Oral Histories of a Discipline, pp. 166 segs..


D
ahrendorf, Ralf
Sociólogo de origem alemã, ligado à Internacional Liberal. Nasce em Hamburgo. Deputado no Parlamento Europeu em 1969-1970 e membro da Comissão Europeia, em 1969-1974. Director da London School of Economics sucedendo a Karl Popper, de 1974 a 1983. Passa para Reitor do St. Anthony's College di Oxford. Nomeado Lorde em 1993. Critica o liberalismo clássico, por ter exasperado o individualismo. Analisa o conflito de classes na sociedade industrial, considerando que se tem assistido não só a uma diminuição das taxas de sindicalização, como a uma redução de conflitos.

[1957]

Klassen und Klassenconflict in der industriellen Gesellschaft




Trad. Ingl. Class and Class Conflict in Industrial Society, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1959.

Trad. cast. Las Classes Sociales y su Conflicto en la Sociedad Industrial, Madrid, Rialp, 1962.



[1965]

Gesellschaft und Demokratie in Deutschland




Munique, Piper Verlag

1967

Homo Sociologicus




2ª ed., Londres, Routledge & Kegan Paul, 1973.

Trad. port. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1969.



1968

Essays on the Theory of Society




Stanford, Stanford University Press

1977

Scientific-Technological Revolution. Social Aspects




Londres, Sage

1979

O Liberalismo e a Europa




[ed. orig. 1979], trad. port., Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1981.

1985

A Lei e a Ordem




Trad. port., Brasília, Instituto Tancredo Neves, 1987.

1993

Ensaios sobre o Liberalismo




Lisboa, Editora Fragmentos


Marx in Perspective, 1953; Classi e conflitti di classe nella società industriale, Bari, 1963; Essays in the Theory of Society, 1968; Homo sociologicus, Roma, 1976; Uscire dall'utopia, Bologna, 1971; Konflikt und Freiheit, 1972; La nuova libertà, Torino, 1977; (con G. Sartori) Il cittadino totale, 1977; Intervista sul liberalismo e l'Europa, Roma-Bari, 1979; La libertà che cambia, Roma-Bari, 1980; Al di là della crisi, Roma-Bari, 1984; Pensare e fare politica, Roma-Bari, 1985; Per un nuovo liberalismo, Roma-Bari, 1988; Il conflitto sociale della modernità, Roma-Bari, 1989; 1989: riflessioni sulla rivoluzione in Europa, Roma-Bari, 1990.
Daladier, Édouard (1884-1970) Político francês. Deputado radical. Ministro em 1924 (cartel das esquerdas), 1932-1934 e 1936-1940 (frente popular). Presidente do conselho em 1833 e 1838-1840. Assina os Acordos de Munique. Volta a ser deputado radical depois de 1945.
Dalai Lama (n. 1935)
allari, Dalmo de Abreu Jurista brasileiro.




Elementos de Teoria Geral do Estado




São Paulo, Saraiva, 1981.


Dalmácia (Dalmacija, Dalmazia) Região costeira integrante da Croácia. Esteve desde o século X dependente de Veneza, cujos doges assumiam o título de duques da Dalmácia, enquanto parte ficava nas mãos dos húngaros. Atribuída à Áustria em 1797, foi, depois, cedida a Napoleão em 1805 e incluída o Império francês. Volta a ser austríaca em 1814. Depois da Grande Guerra foi integrada na Jugoslávia; em 1941 foi repartida entre a Itália e a Croácia, mas em 1947 foi de novo totalmente integrada na Jugoslávia.
Dalton, Russell J., Kuechler, Manfred, Challenging the Political Order. New Social and Political Movements in Western Democracies, Oxford, Oxford University Press, 1990.
Daly, Markate, Communitarianism. A New Public Ethics, Belmont, Wadsworth, 1994.
Damão Antiga parcela do Estado da Índia, com os enclaves de Dadrá e Nagar Aveli.
D’Amato, L., Correnti di Partito e Partito di Correnti, Milão, Giuffrè Editori, 1965.
Damnés (Les) de la Terre, 1961 Frantz Fanon considera, numa perspectiva de análise psiquiátrica, que a descolonização é sempre um fenómeno violento, a expressão de uma necessidade psico-sociológica, prenchendo uma dupla função: libertação em face do opressor e reconhecimento de si mesmo. Porque, para o colonizado, a vida só pode surgir do cadáver em decomposição do colono, dado que o colonialismo significou a morte da sociedade autóctene. Abater o colono é matar o opressor e o oprimido. As reflexões resultam da respectiva experiência profissional no Hospital de Blida, em Argel, em 1952, considerando que os distúrbios mentais que tratava eram uma consequência do colonialismo nos colonizados. Salienta que não podiam mudar-se os indivíduos sem que antes se mudasse o sistema. Assumindo a perspectiva leninista do imperialismo, defende a importância do sub-proletariado originário das massas rurais, e critica os partidos burocratizados e burgueses dos Estados pós-coloniais, ao mesmo tempo que defende a secularização dos novos Estados islâmicos bem como o modelo socialista. Considera que o verdadeiro inimigo é o imperialismo norte-americano situado no topo da pirâmide da exploração. Refere que tal imperialismo não é uma entidade dotada de faculdade para raciocinar. É a violência nua e crua e só cederá quando for confrontado com uma violência ainda maior. A violência revolucionária liberta o nativo do seu complexo de inferioridade, do seu desepero e inacção. Faz com que ele se torne valente e restitui-lhe o amor próprio. Acrescenta que a reivindicação da não-violência é uma fraude, dado que apenas se apregoa quando as vítimas são os brancos.

Dandieu, Arnaud Um dos fundadores do grupo Ordre Nouveau em 1930.

[1931]

Décadence de la Nation Française




Paris, Rieder, 1931. Com Robert Aron.

[1931]

Le Cancer Américain




Paris, Rieder, 1931. Com Robert Aron.

[1933]

La Révolution Nécéssaire




Paris, Éditions Bernard Grasset, 1933. Com Robert Aron.


Daniels, N., Reading Rawls, Nova York, Basic Books, 1975.
Danilevski, Nikolai (1822-1885) Um dos principais teóricos do pan-eslavismo, autor de Rússia e Europa. Uma Pesquisa das Relações Culturais e Políticas do Mundo Eslavo com o Mundo Germano-Latino (1869). A obra primeiramente publicada no mensário Zarya e, dois anos depois, em forma de livro, vai tornar-se numa espécie de bíblia do pan-eslavismo. Considerando a Rússia como grande demais para ser apenas uma potência europeia, torna-se num dos primeiros críticos da concepção evolucionista e linear da história, então assumida pelo positivismo. Adopta uma tipologia cultural que, depois, vai ser desenvolvida por Spengler e Toynbee. Contra o evolucionismo linear, defende a existência de tipos histórico-culturais e de civilizações, considerando necessária a defesa da originalidade de cada povo, em nome da integridade interna de cada cultura. É a partir desta perspectiva que os eslavófilos elaboram um programa anti-ocidentalista.
D
’Annunzio, Gabriele (
1863-1938) Escritor italiano. Defende um nacionalismo místico à maneira de Barrès. Acentua a necessidade da aventura contra a vida banal, que considera o principal vício das democracias. Lidera o irredentismo italiano, na conquista de Fiume (Rijeka, actual cidade croata).

IrredentismoFascismo


Dano
D
antas, Júlio (
1876-1962) Médico e escritor. Presidente da Academia das Ciências. Deputado em 1905. Senador durante a República. Ministro da instrução pública de 21 de Outubro a 30 de Novembro de 1920, no governo de António Granjo, na qualidade de reconstituinte, substituindo o democrático Rego Chaves. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922. Ministro dos negócios estrangeiros no governo nacionalista de Ginestal Machado, de 15 de Novembro a 18 de Dezembro de 1923. Membro do partido liberal e do partido nacionalista. Torna-se no símbolo do sistuacionismo cultural da I República, sendo particularmente zurzido por Almada Negreiros no Manifetso Anti-Dantas. O seu situacionismo mental vai levá-lo a colaborar com o Estado Novo, assumindo as funções de presidente da comissão nacional dos centenários em 1940.

Páginas de Memórias

Lisboa, Portugália, 1968.
Partido NacionalistaPartido LiberalGoverno de Ginestal Machado Manifesto anti-Dantas
Luís de Oliveira Guimarães, Júlio Dantas. Uma Vida. Uma Obra. Uma Época, Lisboa, Romano Torres, 1963.

Dantas, Miguel Martins (1821-1910) Maçon. Regenerador. Nomeado ministro dos negócios estrangeiros do governo de Rodrigues Sampaio, de 25 de Março a 29 de Abril de 1881, não chega a exercer funçoes. Par do reino desde 1891.
Dante Alighieri 1265-1321 Um dos principais gibelinos, defensor do Imperador, contra os guelfos, defensores do poder do Papa. Nasce em Florença no seio de uma família guelfa, mas este grupo divide-se entre os brancos, burgueses contrários ao papa, e os negros, populares. Estes tomam o poder em 1310 e Dante, ligado aos primeiros, parte para o exílio. Contudo, já em 1313 se assume como gibelino.

De Monarchia

C. 1309. Cfr. trads. port. de Carlos Soveral, Vida Nova e Monarquia, Lisboa, Guimarães Editores, 1954.
Goudet, Jacques, Dante et la Politique, Paris, Éditions Aubier, 1979.

Danton, George Jacques (1759-1794) Advogado, animador do clube dos Cordelliers. Montagnard durante a Convenção (Setembro de 1792). Inspira a política de resitência defensiva, ficando célebre pelo seu apelo de audácia, mais audácia, sempre audácia. Membro destacado do Comité de Salvação Pública de 6 de Abril a 10 de Julho de 1793, quando dele foi afastado por Robespierre. Defende a clemância durante o Terror, formando o grupo dito dos Indulgents. Preso em 29-30 de Março de 1794, é executado em 5 de Abril seguinte.
Danzig, Cidade Livre de (Gdansk) Actual cidade polaca, desde 1945; esteve integrada na Prússia entre 1793 e 1919; nesta data voltou a cidade livre (tinha então 1 952 km2 e 400 000 habitantes); ocupada pelos alemães em 1939, foi integrada na Polónia em 1945
Danzinger, James N., Understanding the Political World. An Introduction to Political Science, Harlow, Longman, 1991 [3ª ed., 1996].
Daomé
Darbellay, Jean

·La Réflexion des Philosophes et des Juristes sur le Droit et la Politique



Friburgo, Éditions Universitaires, 1987
D’Arcy, François, ed., La Représentation, Paris, Éditions Oeconomica, 1985.
Darlan, François (1881-1941) Almirante francês. Vice-Presidente de Pétain desde Junho de 1940, acumulando a secretaria de Estado da Marinha e de comandante chefe das forças armadas do Armistício. Demite-se do governo em 17 de Abril de 1942, com a ascensão de Laval. Está em Argel em 8 de Novembro de 1942, quando se dá o desembarque dos aliados, estabelecendo acordo com os norte-americanos, graças à intermediação de Jean Monnet, o que irritou fortemente De Gaulle. Assassinado em 27 de Dezembro de 1942.

Darnand, Joseph 1897-1945 Carpinteiro. Militante da Action française. Colaboracionista durante o regime de Vichy, criando uma milícia perseguidora dos resistentes. Executado depois de 1945.
Darnovsky, Marcy, Epstein, Barbara, Flacks, Richard, Cultural Politics and Social Movements, Filadélfia, Temple University Press, 1995.
D
arwin, Charles
Robert (1809-1882) Estuda medicina em Edimburgo, de 1825 a 1828, mas falha esta tentativa. Passa para Cambridge, visando a teologia, mas acaba por embrenhar-se na geologia e na botânica entre 1828 e 1831, obtendo um diploma. De 1831 a 1836, a bordo do navio Beagle faz uma expedição científica à América Latina e ao Pacífico. Instala-se em Londres a partir de 1849, tornando-se secretário da Geological Society. Retira-se a partir de 1842 para Kent, onde escreve as suas obras. Celebrizado pelo trabalho The Origin of Species, publicado em Novembro de 1859, onde considera que todos os organismos têm tronco comum, que todas as espécies vivas são resultado da evolução e da selecção natural. Surge assim uma das primeiras explicações não-teológicas da sobrevivência, contrariando certas leituras bíblicas sobre as origens do homem. Com The Man Versus the State de Herbert Spencer, de 1884, surge o chamado darwinismo social.

[1848]

The Voyage of the Beagle







[1859]

The Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life




Trad. port. de Joaquim Dá Mesquita Paul, Origem das Espécies, Porto, Livraria Lello & Irmão, s.d.

[1868]

The Variation of Animals and Plants under Domestications







[1871]

The Descent of Man and Selection in Relation to Sex







[1872]

The Expression of the Emotions in Man and Animals






The Origin of SpeciesSpencer Darwinismo Social




D
arwinismo social
Aplicação do darwinismo às teorias sociais, principalmente das ideias de selecção natural, luta pela vida e sobrevivência dos mais aptos, dentro de um esquema causalista e determinista. François Châtelet chama-lhe bio-ideologia. O principal representante é o evolucionismo de Herbert Spencer, com a ideia de organismo social, considerando que as relações existentes entre todos os organismos vivos, sejam as de luta pela vida ou de cooperação, são as mesmas que as existentes nas relações entre os animais ou entre os homens. Outros cultores do modelo são Walter Bagehot, W. G. Summer, Benjamin Kidd, Ludwig Gumplowickz, Kropotkine e Lester Frank Ward. O marxismo, como reconhece Lenine, é por ele dominado. Charles Maurras defende a selecção do mais apto, considerando que na biologia, a igualdade só existe no cemitério, porque a divisão do trabalho implica a desigualdade das funções, porque o progresso é aristocrático. Está na base do determinismo geográfico e do determinismo racial de Taine. Influencia o psicologismo, nomeadamente o de Gustave le Bon. Inspira a chamada antropo-sociologia de Vacher de Lapouge e o consequente racismo. Marcante em Arthur de Gobineau e em Hitler. Configura o chamado bio-historicismo de Friedrich List. Influencia a perspectiva ideológica da teoria das elites. Reaparece em força nas mais recentes teses da sociobiologia e da etologia que marcam a nova direita. Isto é, está na base de teses anarquistas, marxistas e liberais, desenvolvendo o racismo e o estrategismo, quando promove o cientismo, acirra o positivismo e contribui para a emergência de uma sociologia ideológica, principalmente na viragem do século XIX para o século XX. Gera, inclusive, a teoria capitalista do homem de sucesso. Um dos primeiros críticos do darwinismo é T H. Huxley.
Dasein Para Heidegger dasein é o ente que é existência,o modo de ser de um ente,o ente que nós próprios somos,é um ente que nos é acessível tal como é, em si mesmo. Considera que o homem é o dasein, o estar aí,onde se funda originariamente a perspectiva da patenteação do ser", o "lugar de que o ser necessita para se patentear", o "algures em si mesmo patente", dado que "dentro dele está o ente, e nele se põe em obra".
D’Assac, Jacques Ploncard Escritor e político francês, exilado em Portugal durante o salazarismo. Antigo colaboracionista. Teórico do nacionalismo, na linha maurrasiana.

[1952]

O Pensamento de Salazar




Lisboa, Companhia Nacional Editora

[1958]

Doctrines du Nationalisme




Paris, La Librairie Française

[1964]

Dictionnaire Politique de Salazar




2ª ed., Lisboa, SNI, 1964.




Critique Nationaliste




Paris, La Voix de l’Occident, s.d..




A Batalha das Ideias




Lisboa, Companhia Nacional Editora, s.d.


Daudet, Léon (1867-1942) Filho do romancista Alphonse Daudet. Fundador do jornal Action Française, juntamente com Maurras. Polemista célebre.




Le Stupide XIXe Siècle

[1932]

L'Entre-Deux-Guerres
Paris, B. Grasset

[1938]

Du Roman à l’Histoire




Paris, Sorlot


Daunou, Pierre (1761-1840) Companheiro de Destutt de Tracy no grupo dos idéologues. Padre. Apoia a revolução e é membro da Convenção, aproximando-se das posições de Condorcet. Assume-se como perito constitucional e ajuda a elaborar as constituição das républiques-soeur. Ligado às reformas educativas, é um dos inspiradores da École Normale. Deputado liberal durante o regime da Restauração. Membro do Collège de France.

[1819]

Essai sur les Garanties Individuelles que réclame l’état actuel de la societé




1819.

[1840]

Cours d’Études Historiques




Vinte volumes, 1840.


David, Marcel, La Souverainité et les Limites Juridiques du Pouvoir Monarchique du IXème au XVème Siècles, Paris, Éditions Dalloz, 1954.
Davids, A. F.

Private Politics. A Study of Five Political Outlooks

Melbourne, Melbourne University Press, 1966.

Politics as Work

Melbourne, 1973.
Davy, Georges (n. 1883) Professor de sociologia da Sorbonne, de 1944 a 1955.

Des Clans aux Empires

Paris, La Renaissance du Livre, 1922.

La Foi Jurée. Étude Sociologique du Problème du Contrat

Paris, Alcan, 1922.

Le Droit, L'Idéalisme et l'Experience

Paris, Alcan, 1922.

Eléments de Sociologie

vol. I  Sociologie Politique, Paris, 1924.

Sociologues d'Hier et d'Aujourd'hui

Paris, PUF, 1931.
Davies, J. C., Human Nature in Politics, Nova York, John Wiley & Sons, 1963.
Davies, Morton, Lewis, Vaughan Allen, Models of Political Systems, Basingstoke, Macmillan Press, 1971.
Davy, G., Eléments de Sociologie, vol. I  Sociologie Politique, Paris, 1924.
Dawson, Cristopher (1889-1970) Historiador e teórico conservador.

Religion and the Totalitarian State

1934.

Religion and the Modern State



1935.

The Making Europe

Londres, 1932
Day, A. J., Degenhardt, H. W., Political Parties of the World, Harlow, Longman, 1980.
Déat, Marcel (1894-1955) Político francês. Antigo membro do partido socialista (SFIO), de 1926 a 1933, destacando-se, nesta última data, como chefe dos pacifistas de esquerda. Sai da SFIO em Julho de 1933, na sequência daa colaboração em La Vie Socialiste (1930-1934). Funda em 1941 o partido colaboracionista Rassemblement National Populaire no regime de Vichy. Em vez da luta de classes, propõe a integração de classes e a solidariedade nacional; em lugar de socialismo, fala em corporativismo, numa economia dirigida e num Estado autoritário, naquilo que qualifica como neo-socialismo, onde defende a trindade Ordem, Autoridade, Nação. Em Março de 1944 chega a secretário de Estado do trabalho do governo de Laval.

Perspectives Socialistes

Paris, Valois, 1930.

Néo-socialisme? Ordre, Autorité, Nation

Paris, Grasset, 1933.

Le Parti Unique

Paris, Aux Armes de France, 1943.

Pensée Allemande et Pensée Française

Paris, Aux Armes de France, 1944.
Debate. Ideia base da política clássica, donde veio o nosso parlamento. A consideração da política como o confronto de ideias e da persuasão como o elemento central do processo político. O debate é uma discussão formal sobre um determinado assunto, onde são apresentados diferentes pontos de vista sobre o assunto controvertido. Normalmente consiste numa discussão organizada, de acordo com regras do jogo processualizadas, onde dois ou mais grupos se apresentam de forma frontal, com difrentes perspectivas. Como vai salientar Ortega y Gasset, a democracia é fundamentalmente o diálogo entre adversários, onde há um lugar comum, o debate.
Debate (O). Semanário político português, fundado em 1951, que exprime as ideias dos monárquicos afectos à Causa Monárquica e apoiantes dos regime salazarista. Foi dirigido pelo Professor Jacinto Ferreira.
Debbasch, Charles

L’État Civilisé

Paris, Librairie Arthème Fayard, 1979.

Introduction à la Politique

Paris, Éditions Dalloz, 1982 [3ª ed., Paris, 1991]. Com J. M. Pontier.
D
ebray,
Jules Régis (n. 1941). Jornalista e filósofo francês. Doutor desde 1963. Professor de história em Havana em 1966. Participa na guerrilha boliviana com Che Guevara, em 1967. Preso, apenas regressa à França em Dezembro de 1970.

Révolution dans la Révolution?

Paris, Éditions Maspero, 1967.

La Guérilla du Che

Paris, le Seuil, 1974.

La Critique des Armes

2 vols., Paris, le Seuil, 1974.

Le Pouvoir Intellectuel en France

Paris, Ramsay, 1979.

Genèse du Politique

Paris, Éditions Bernard Grasset, 1980.

Critique de la Raison Politique ou l’Inconscient Réligieux

Paris, Éditions Gallimard, 1981.

La Puissance des Rêves

Paris, Éditions Gallimard, 1984.

L’Europe des Masques

1987.

Que Vive la République



Paris, Odile Jacob, 1989.

Tous Azimuts

1989.

À Demain De Gaulle



1990.

Vie et Mort de l'Image. Une Histoire du Regard en Occident

Paris, Gallimard, 1992.

L’État Seducteur. Les Révolution Médiologiques du Pouvoir

Paris, Éditions Gallimard, 1993.

L’Oeil Naif

1994.

Loués Soient Nos Seigneurs



1996.

Croire, Voir, Faire

1998.
Debré, Michel Jean Pierre (1912-1996) Resistente e colaborador de Charles De Gaulle, com quem funda o RPF. Destaca-se como i
nspirador dos estatutos da ENA. Senador de 1948 a 1958, é um dos principais adversários do modelo de CECA. Depois de ser Primeiro Ministro, entre 1959 e 1962, é várias vezes ministro com Pompidou (1966-1968), Couve de Murville (1968-1969) e Chaban-Delmas (1969-1973). Um dos principais inspiradores da Constituição francesa de 1958. Baseando-se nas teses de Carré de Malberg, considera que não existe separação de poderes, porque a responsabilidade da vida social é indivisível.As Constituições que dividem a autoridade em fatias levam as sociedades à anarquia. Em 1972 é responsável pela elaboração do Livre Blanc sur la Défense.

La Mort de l’État Républicain

Paris, Éditions Gallimard, 1947.

Projet d’un Pacte pour une Union des États Européens

Paris, Éditions Nagel, 1950.

La République et ses Problèmes



Paris, Librairie Plon, 1952.
Décadas. Título de obra de Tito Lívio.
Décadas da Ásia. Título de Obra niciada por Diogo Couto e Continuada por João de Barros
Decadência Do latim cadere, cair. Ciclo da vida de uma instituição, quando esta, depois de atingir a sua máxima perfeição, começa a perder vigor. Quando alguma coisa decai ou se corrompe, perdendo progressivamente a energia, a prosperidade ou o poder. Montesquieu analisou as causas da grandeza e decadência dos romanos. Oswald Spengler analisou a decadência do Ocidente.
 Telo, António José, Decadência e Queda da I República Portuguesa, Lisboa, Edições A Regra do Jogo, 1980.
Decadentismo Movimento literário francês, originário do simbolismo, surgido no último quartel do século XIX.
Decálogo Os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Etimologicamente, as dez palavras, as dez palavras que Deus revelou ao seu povo no Monte Sinai, escritas com o seu próprio dedo
Decisão De de + codere, cortar parte de uma coisa, donde veio decisio. Segundo as teorias sistémicas é a escolha consciente levada a cabo por um actor, individual ou colectivo, entre várias opções que se lhe apresentam de maneira explícita, tendo em vista a resolução de um problema. Há sempre um decisor (decision maker), uma pessoa ou um grupo de pessoas, a quem cabe fazer a escolha final entre várias alternativas. Isto é, entre um conjunto de possíveis alternativas, a decisão consiste em atribuir a uma delas o carácter de constrangimento, consiste numa escolha.
Allison, Graham T., Essence of Decision, Boston, Little, Brown & Co., 1971.Barroso, J. M. Durão, «Capacidade e incapacidade de decisão. O Estado Português e a articulação dos interesses sociais desde 1974», in Revista Análise Social, vol. XX, pp. ...*, Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1984. Brams, Steven John, Rational Politics. Decision, Games and Strategies, Washington D. C., CQ Press, 1985. Braybrooke, David, Lindblom, Charles E., Strategy of Decision, Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1963. Deutsch, Karl, «Communications Models and Decision System», in Charlesworth, J. C., Contemporary Political Analysis, Nova York, 1967. Favre, Pierre, La Décision de la Majorité, Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques, 1976.Lasswell, Harold, The Decision Process, Maryland, 1956. Lindblom, Charles E., Braybroke, David, Strategy of Decision, Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1963. Lindblom, Charles E., The Intelligence of Democracy. Decision Making Through Mutual Adjustment, Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1965. Luce, R. D., Raiffa, H., Games and Decisions, Nova York, John Wiley & Sons, 1957. Mackenzie, William James, Pouvoir, Violence, Décision, trad. fr., Paris, Presses Universitaires de France, 1979. Matthews, Donald R., The Social Background of Political Decision Makers, 1954. Mueller, Dennis C., Analyse des Décisions Publiques, Paris, Éditions Oeconomica, 1982. Simon, Herbert, Administration et Processus de Décision, trad. fr., Paris, Éditions Oeconomica, 1983. Valadier, Paul, Décision Morale et Pluralisme Politique, Paris, Éditions du Cerf, 1980. Actas do Colóquio Décision et Pouvoir dans la Societé Française [Paris, Université Dauphiné, Dez. 1978], Paris, Union Générale d’Éditions, 1979.
Decisão moral última, não ulteriormente fundamentada POPPER,39,236
Decisão política As teorias sistémicas da política consideram como elemento central da política a decisão. Easton salienta que a acção é política quando está mais ou mneos ligada à execução de decisões coercivas num dado sistema social. A política tem a ver com o nível de decisão da sociedade global, como a sociedade como um todo, dado que o sistema político pode ser definido como o sistema social mais inclusivo. Em idêntica linha de raciocínio já Carl Schmitt assinala que a decisão política, porque manifesta uma autoridade, rompe com as hesitações do saber onde apenas se procura uma verdade. Neste sentido, a decisão política está forma de qualquer subsunção normativa. Karl Deutsch aplicando o conceito à política, define esta como a tomada de decisões através de meios públicos em qualquer comunidade maior que a família. Que em qualquer sociedade há vários circuitos de decisão, desde os circuitos pré-políticos, como os do parentesco, da religião e da economia, aos circuitos administrativos, sendo o circuito político típico das sociedades estatais, um circuito novo que, sem substituir, ou eliminar os anteriores, apenas os acresce, prevalecendo sobre eles em caso de conflito. Tem a ver com o nível das decisões e dos programas, isto é, com o governo, com a decisão primária, e não com as actuações secundárias e derivadas, como são as da mera administração. Kenneth J. Arrow salienta que na política há um decisor situado acima das partes, uma entidade que deve ser mais do que a simples soma das partes. Manuel Fraga Iribarne considera que a política é uma decisão sobre fins, distinguindo-se da técnica, enquanto mera decisão sobre meios. Carl Schmitt salienta que a decisão política é a manifestação de uma autoridade, não tem de afirmar uma verdade, rompe com as hesitações dos saber e está for a de qualquer subsunção normativa. Habermas salienta mesmo que o agir político, em última instância não pode fundamentar-se racionalmente.
decision making
decisionismo decisionismo , por seu lado, apela para o Movimento e corre o risco de se fixar na "pontualidade do instante".Finalmente "um pensamento institucional isolado conduz ao pluralismo de um desenvolvimento feudal corporativo (feudal stãndischen wachstums) desprovido de soberania".
Decisionismo
Decisões colectivas Arrow, Colective Choice
Declaração. De declarare, esclarecer, tornar claro.
Déclaration des Droits de l'Homme et le Citoyen 26 de Agosto de 1789 Proclama-se no artigo 1º que os homens nascem e permanecem livres e iguais perante o direito e que as distinções sociais só podem fundar-se na utilidade comum, enquanto no artigo 2º se reconhece que o fim de toda a associação política é manter os direitos naturais e invioláveis do homem.estes direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão.
Declaration of Independance (4 de Julho de 1776). A declaração de independência dos Estados Unidos da América. Texto redigido por Jefferson, mas também esboçado por Benjamin Franklin e John Adams.
Declaração Universal dos Direitos do Homem. Redacção do jurista francês René Cassin. Direitos do Homem
Dedução Argumento segundo o qual a verdade das premissas garante a verdade da conclusão. Difere da indução, onde a verdade das premissas apenas torna provável que a conclusão seja válida.
Dedução Cronológica e Analítica Documento da época pombalina onde se considera que o Governo monárquico é "aquele em que o Supremo Poder reside inteiramente na Pessoa de hum só Homem:o qual (Homem) ainda que se deve conduzir pela razão, não reconhece com tudo outro Superior (no Temporal) que não seja o mesmo Deus: o qual(Homem) deputa as Pessoas que lhe parece mais próprias para exercitarem nos differentes Ministérios do Governo;E o qual (homem,finalmente) faz as leis e as deroga,quando bem lhe parece"(&604º). Por isso é que a mesma Dedução refere a "falsa, e detestavel seita dos Monarchomacos republicanos Jezuitas seus sequazes" homens "que se procurão fazer célebres no Mundo com invenções exquisitas,sem repararem nas consequências delas"(& 633º). As doutrinas de Velasco são consideradas "destructivas de toda a união Christã" e de toda a Sociedade Civil",revelando uma "crassissima ignorancia de Direito"(&588º).Trata se ,aliás,de um "informe, absurdo,e ignorante livro" (&658º) .E isto porque segundo a mesma "podem os Reynos,e Póvos,privar os Reys intrusos,e tyrannos;negandolhes a obediencia"( &588º),quando,como dizia o profeta Samuel "não havia contra os mesmos Reys mais recurso que o do soffrimento" (& 658º).
Deetz, Stanley, Democracy in an Age of Corporate Colonization. Developments in Communication and the Politics of Everyday Life, Albany, State University of New York Press, 1992.
Defence (A) of the Constitution of Government of the United States of America (1787 1788)John Adams. Obra que constitui o paradigma do pensamento federalista, onde procuram refutar-se as teses de Rousseau e de Turgot. Aí se considera que só um equilíbrio de poderes, entre o executivo, o senado e a câmara dos representantes, torna possível um governo livre, porque só com ele é possível a lei. O tratado é composto de três volumes. Faz-se um estudo comparativo das várias constituições e regimes políticos de então: das repúblicas democráticas (nomeadamente de alguns cantões suíços e das Províncias Unidas), das repúblicas aristocráticas (v.g. Veneza e Génova) e de três monarquias. Analisam-se as chamadas opiniões dos filósofos (Maquiavel, Sidney, Montesquieu e Harrington), as opiniões históricas de Platão, Políbio, Milton, Locke e Hume. Considerando que a soberania é teoricamente indivisível, na prática, no seu exercício ela pode ser atribuída a vários organismos que se equilibrem. A soberania unitária é contrária ao equilíbrio e produz decisões arbitrárias. Aceita que a soberania deve residir, tanto de facto como moralmente, em todo o organismo popular. Defende que o poder deve ser distribuído entre os principais interesses da sociedade. Contraria a existência de uma só câmara, de uma assembleia unitária. Critica a democracia, não por ser democracia, mas por se assumir como uma forma pura de governo. Considera que a democracia pura degenera em despotismo. Considera que a propriedade deve casar-se com o sufrágio, admitindo a introdução do sufrágio universal, desde que também se difundisse a propriedade. Para ele, o poder absoluto envenena de igual modo déspotas e monarcas, aristocratas e democrats, jacobinos e sans culottes.
In Defence of Politics, 1964 Bernard Crick considera que só há política quando se atinge um sistema político estável marcado pelas seguintes características: uma sociedade que reconheça ser complexa, composta de indivíduos e onde existam instituições representativas; onde a elite governante não exclua a participação política de outros grupos; onde exista uma classe média considerável; onde o governo exerça uma actividade predominantemente secular; onde o conflito social seja admitido como normal e institucionalizado; onde o crescimento económico não crie extremos de riqueza; onde a sociedade possa defender-se de forma normal, pelos meios diplomáticos e militares, mas onde também possa controlar os seus militares; onde haja uma tradição de especulação política, levando a que a elite governante tenha o desejo de actuar politicamente In Defence of Politics, Harmondsworth, Penguin Books, 1964 [trad. port. Em Defesa da Política, Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1981].
Defensor Pacis, 1324 Obra de Marsílio de Pádua, onde se elaboram as primeiras teses laicistas que são precursoras da modernidade política, ao estabelecerem a autonomia do poder político face ao poder religioso. Visando a defesa do poder do Imperador contra as pretensões temporais do Papa, trata de negar que esta possua qualquer plenitudo potestatis, negando a teocracia. Primeiro, assume-se como conciliarista, quando considera que a Igreja não passa de um nomem que serve para designar o conjunto dos crentes, pelo que considera o poder do concílio superior ao poder do papa. Segundo, separando os poderes temporal e espiritual nega ao Papa qualquer possibilidade de intervenção na zona política.
A autonomia da sociedade política

Destacando o momento contratual da sociedade, considera que a civitas ou regnum é que constitui a verdadeira sociedade política, por ser capaz de vida suficiente, pela divisão de trabalho, ao contrário da família e da própria aldeia. Para ele o poder procede imediatamente do povo, cabendo à valentior pars deste ditar as leis, poder que, apesar de ser susceptível de delegação, não faz perder ao povo a qualidade de legislador ordinário. É ao legislador que cabe eleger o governo, a pars principians, mantendo se sempre o poder do mesmo povo para depôr o governo tirânico. Como ele próprio considera segundo a verdade e a opinião de Aristóteles, o legislador e a causa efectiva da lei é primeira e propriamente o povo ou a universalidade dos cidadãos ou a sua valentior pars, por sua eleição e vontade expressa pela sua palavra na assembleia geral dos cidadãos.


Defesa da pátria,68,448

Defesa militar em linha,76,510

Defesa militar em pontos estratégicos,76,510

defesa nacional

Defesa nacional,107,736

Defesa nacional,68,449


Defesa do Ocidente Conceito anticomunista consagrado por HENRI MASSIS em La Défense de L'Occident, de 1927, acarinhado pela retórica salazarista, que, pura e simplesmente, esqueceu que, na fase pós-estalinista da URSS, havia mais convictos comunistas na Europa Ocidental que nos países ditos de Leste. Em discurso de 14 de Agosto de 1936, Salazar dizia: nós somos filhos e agentes duma civilização milenária que tem vindo a elevar e converter os povos à concepção superior da própria vida, a fazer os homens pelo domínio do espírito sobre a matéria, pelo domínio da razão sobre os instintos. Mas o mesmo político, em plena guerra ultramarina, quando se apostava de forma maximalista na integração dos territórios europeus e africanos num único espaço, não se coibia de proclamar: somos cada vez menos um país apenas europeu e tendemos cada vez mais a sê-lo cada vez menos.
Definição De de+finire, pôr fins, estabelecer limites. Determinar os limites ou a extensão de alguma coisa. Saliente-se que qualquer definição pode ser perigosa, no caso de um pensamento sistemático que procure estabelecer-se a partir de um determinado conceito arquitectónico, porque, então, se passa do mero conceptum ao modelo dogmático do praeceptum. Trata-se de um vício típico do método axiomático-dedutivo, já patente em Thomas Hobbes, para quem qualquer ciência devia começar pelas chamadas definições claras da ciência. Alguma engenharia conceitual das correntes jurídicas do movimento da dogmática ou da jurisprudência dos conceitos são marcadas por este vício e os próprios códigos civis por ela marcados estão cheios de definições legais. A própria legislação avulsa tende a copiar o modelo, quando tenta fixar uma interpretação autêntica de alguns conceitos, a fim de eliminar as cláusulas gerais e controlar a própria dinâmica da doutrina e da jurisprudências. Algumas definições chegam mesmo ao rídiculo, como a da lei portuguesa das organizações fascistas que inclui no conceito os movimentos separatistas.
Defoe, Daniel (1659-1731) Autor do romance Robinson Crusoe que expressa o espírito liberal inglês dos finais do século XVII.
Defrasne, Jean

Le Pacifisme

Paris, Presses Universitaires de France, 1983.

L’Antiparlamentarisme en France

Paris, Presses Universitaires de France, 1990.

De Gaulle Ver Gaulle, Charles De

Degenerescência Mudança pela qual uma coisa perde as qualidades que tinha na sua origem, desviando-se da sua natureza, abastardando-se e mudando de sentido, pelo que entra em disfunção. Os clássicos do pensar a polis já salientavam que todo o poder político está sujeito a corromper-se, salientando que movimento da degenerescência é provocado pela desagregação do múltiplo a partir do uno, quando o uno não consegue a harmonia. Quando cada cidade não é uma, mas muitas, como salienta Platão. Quando são pelo menos duas, inimigas uma da outra, uma dos pobres e outra dos ricos. Quando a cidade não consegue aumentar, permanecendo unida. Quando a cidade cresce na multiplicidade e não na unidade e não se alarga como um círculo.
Degenerescência do Estado,93,633

Degenerescência dos regimes em Montesquieu,111,776


Degradação Etimologicamente, significa privar alguém de um determinado grau ou dignidade que o mesmo tinha atingido. O mesmo que ser exauturado, aviltado ou desonrado de forma difamante.
De Gref, Guillaume Joseph (11842-1924)- Sociólogo belga da Universidade Livre de Bruxelas. Considera a sociedade como uma espécie de super-organismo.
Degenhardt, H. W., Day, A. J., Political Parties of the World, Harlow, Longman, 1980.
Degrelle, Léon (n. 1906) Político belga. Funda o movimento Christus Rex que, começando por assumir-se como mera organização política de católicos, passa a charneira do fascismo belga, conseguindo 21 deputados em 1936. Em 1941, já empenhado no colaboracionismo, funda a legião Wallonie que combate ao lado dos alemães na Frente Leste. Refugiado em Espanha depois de 1945.
Deicídio,109,759
Deísmo Sistema de religião natural defendido em 1696 por J. Tolland em Christianity not Mysterious. Uma crença em Deus que apenas procura basear-se na razão, sem qualquer referência à fé, à revelação ou a qualquer religião instituída. O sistema surge nos séculos XVII e XVII, com o desenvolvimento das ciências naturais quando começa a considerar-se que a regularidade da natureza reflecte a benevolência da ordem divina. O modelo foi seguido por autores como Voltaire e Rousseau.
Delamaide, Darrell, The New Superregions of Europe, Nova York, First Plume Printing, 1995.
Delannoi, Gil, Taguieff, Pierre-André, eds., Théories du Nationalisme. Nation, Nationalité, Ethnicité, Paris, Éditions Kimé, 1991.
Delegação de poderes Acto pelo qual o titular de um poder transfere o seu exercício total ou parcial para uma autoridade que lhe está subordinada. Em termos gerais, diz-se também que os titulares dos poderes executivo, legislativo e judicial, apenas exercem o poder por conta do titular da soberania.
Delegado Uma pessoa que está autorizada a agir em nome de outra.
Deleule, D., Hume et la Naissance du Libéralisme Économique, Paris, Éditions Aubier-Montaigne, 1979.
D
eleuze, Giles
(1925-1995) Um dos mais destacados membros da filosofia do desejo francesa. Aceitando a perspectiva neofreudiana e neomarxista e inspirado por Foucault e Lacan, mostra-se contrário à chamada racionalidade da modernidade. Fala num Urstaat, num Estado Primordial que se abate sobre a organização primitiva e a reduz à sua mercê. Este Urstaat, como tal baptizado por Nietzsche, equivaleria às máquinas de guerra das civilizações nómadas e constituiria o início do Estado Moderno. Neste sentido, conclui que o Estado sempre existiu em todos os lugares e em todos os tempos e sempre muito perfeito e muito formado. Porque não é apenas a escrita que supõe o Estado, é a palavra, a língua, a linguagem. A auto suficiência, a autarquia,a independência, a preexistência de primitivos comuns é um sonho de etnólogo.

Empirisme et Subjectivité

Paris, Presses Universitaires de France, 1953.

Nietzsche et la Philosophie

Paris, Presses Universitaires de France, 1962.

La Philosophie de Kant

Paris, Presses Universitaires de France, 1963.

Spinoza et le Problème de l’Expression

1964.

Marcel Proust et les Signes



Paris, Presses Universitaires de France, 1964.

Le Bergsonisme

Paris, Presses Universitaires de France, 1966

Différence et Repétition

Paris, Presses Universitaires de France, 1969

Logique du Sens

Paris, Éditions Minuit, 1969

Spinoza. Philosophie Pratique

Paris, Éditions de Minuit, 1981.

Qu’est-ce que la Philosophie

1981.

Logique du Sens



Paris, Éditions de Minuit, 1982.

Capitalisme et Schizophrénie. I L’Anti-Oedipe,

Paris, Éditions de Minuit, 1972. Com Félix Guattari.

Rhizome

Paris, Minuit, 1976

Capitalisme et Schizophrénie. II Mille Plateaux

Paris, Éditions de Minuit, 1980 (obra conjunta com Félix Guattari)

Delfinado Dauphiné Província francesa, com a capital em Grenoble; recobre o antigo território do condado do Viennois que em 1349 foi vendido ao rei de França que não o anexou, mas constituiu em apanágio do herdeiro da coroa, mantendo assim, alguma autonomia
D
elgado, Humberto
da Silva (1916-1965) Militar. General. Director-geral da aeronáutica civil. Candidato pela oposição à presidência da república em 1958. Dito, desde então, o general sem medo. Nessa candidatura oposicionista, integram-se, para além dos tradicionais grupos antifascistas do chamado reviralho, católicos e monárquicos anti-salazaristas. Entre os monárquicos, tanto há uma geração provinda do nacional-sindicalismo, como do próprio Integralismo Lusitano. O general começou a respectiva carreira como aderente ao 28 de Maio e, depois, como um exaltado salazarista, publicando, nessa fase, vários folhetos contra a oposição, onde se destaca Da Pulhice do Homo Sapiens. Activista da Legião Portuguesa, é também autor do Guia do Oficial da Legião. Durante a Segunda Guerra Mundial, colabora com os aliados na instalação de uma base nos Açores. A partir de então, começa a admirar os modelos democráticos, consolidando tal perspectiva quando vai para os Estados Unidos da América como adido militar.

Memórias

Lisboa, Delfos, 1974 (há uma segunda edição coordenada por Iva Delgado e António Figueiredo, Memórias de Humberto Delgado, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1991);
Deliberação. Resolução ou decisão de um assunto, depois de discutido por muitas pessoas ou de ser objecto de uma ampla reflexão. Constitui sempre um dos elementos do processo do acto voluntário, surgindo depois da concepção e da resolução, quando se analisam as razões do procedr. Segundo Hauriou, no plano da divisão dos poderes, a deliberação é a função do poder legislativo, distinguindo-se da decisão, a função do poder executivo.
Fishkin, James S., Democracy and Deliberation. New Directions for Democratic Reform, New Haven, Yale University Press, 1991.
Deliberações e Representações (Durkheim). Considera que a actividade do Estado não se passa em acções exteriores e movimentos, mas em deliberações, isto é, em representações.
Delícias Democráticas, Jardim das
Delito Difere do crime e da transgressão.
Delmas, Jacques Chaban- (n. 1915) Formado em direito e ciências políticas. Começa como inspector das finanças. Activista da Resistência. Começa como militante do Partido Radical. Secretário-geral do Ministério da Informação em 1945. Inscreve-se em 1951 no RPF. Deputado desde 1946. Ministro da defesa em 1957-1958. Primeiro-ministro na presidência de Georges Pompidou em 1969-1972. Lança emntão aquilo que foi qualificado como o projecto de Nova Sociedade, onde colabora Jacques Delors. Presidente da Assembleia Nacional em 1958-1969 e 1986-1988. Maire de Bordéus de 1947 a 1995.
Della, Donatella, Démocratie et Corruption en Europe, Paris, Éditions La Découverte, 1995.
Delmas-Marty, Mireille

·Le Flou du Droit

Paris, PUF, 1986

·Pour un Droit Commun



Paris, Le Seuil, 1994
Delmas, Philippe, O Senhor do Tempo. A Modernidade da Acção do Estado [ed. orig. 1991], Cristiano Lello, Teresa Lello, trads., Porto, Edições Asa, 1993.
D
elors, Jacques
(n. 1925) Antigo sindicalista cristão, animador do Clube Jean Moulin; quadro do comissariado geral do Plano, torna-se conselheiro do primeiro-ministro Chaban Delmas em Junho de 1969, participando na elaboração do programa nouvelle societé durante o governo gaullista de Pompidou; depois da demissão de Delmas, foi professor associado da universidade de Paris-Dauphine; aderiu ao partido socialista em Dezembro de 1974; deputado ao Parlamento Europeu em 1979, torna-se presidente da comissão económica e monetária do mesmo; minsitro da Economia e das Finanças francês de Maio de 1981 a Julho de 1984; presidente da Comissão entre 1985 e 1995. O projecto precisava de uma liderança simultaneamente forte e negociadora. Ei-la que emerge a partir de Janeiro de 1985. Chama-se Jacques Delors, vai alcunhá-lo como Monsieur Europe e volta a vestir-se algo de Monnet. Com ele regressa-se ao primado do método. Com efeito, Delors dá corpo a uma táctica criadora de novas estratégias, principalmente a partir da invenção do livro branco da comissão elaborado pelo britânico Lord Cockfield, que inventou o objectivo do mercado interno, espaço sem fronteiras a ser realizado até 31 de Dezembro de 1992.O grande mercado único que, no fundo, não passa de uma transfiguração mediática do velho mercado comum foi o excelente pretexto para que despertasse a velha letargia comunitária, através do método da administração por objectivos, desdobrada num detalhado calendário de três centenas de medidas.Inventava-se um motor e um catalizador, criando-se um processo de sinergia que permitiu um esforço praeter legem face aos tratados.A luta simbólica contra as fronteiras ia tocar num dos elementos ontológicos do Estado moderno absolutista.Com efeito, o Tratado de Roma se tinha abolido os direitos aduaneiros, não tinha feito desaparecer as fronteiras. A liquidação dos direitos aduaneiros eliminava de facto a razão pela qual a partir dos finais do século XVI se tinha iniciado o processo de estabelecimento das raias secas, o prelúdio de uma mais vasta territorialização do político que vai ser concretizada pelo Estado Absoluto, graças à aplicação do conceito de soberania externa·A Europa de 1992 vai sem dúvida constituir o leit motiv da segunda metade dos anos oitenta. É o tempo dos engenheiros financeiros e dos macroeconomistas e, muito principalmente, dos governadores de bancos e o voluntarismo político cede lugar ao esotérico dos relatórios bancários.É a Europa bancoburocrática que regressa, talvez mais financeira do que economista e mais economico-financeira do que política.Já não é a Europa dos diplomatas e dos estrategistas, como a que surgira com De Gaulle. Muito menos, a Europa dos políticos programáticos e dos homens de pensamento, como a do Congresso de Haia de 1948.É um tempo de impotência do poder político, face a certas leis de ferro da economia. Um tempo onde, no quadro da teologia de mercado prègada pela onda da moda neoliberal, onde se reforçam os desafios da mundialização económica, conforme a opinião dominante da OCDE e com a inevitável viragem do GATT.

Le Nouveau Concept Européen,

Paris, Éditions Odile Jacob, 1992.
Delos, Joseph T. Um dos teóricos do institucionalismo organicista, na senda de Hauriou. Refere, quanto às origens da nação, "a passagem da comunidade de consciência à consciência de se formar uma comunidade",considerando que "no momento em que desperta a consciência da sua unidade e da sua individualidade e em que se afirma a vontade de continuar essa vida comum,o grupo étnico" atinge a "consciência nacional".Para ele "graças a este elemento subjectivo   consciência e querer viver em comumn   a nação aparece distinta do meio étnico,no sentido estrito da palavra, permanecendo todavia ligada a ele como um estado posterior, relativamente a um anterior". Este mesmo autor institucionalista considera que "a nação não tem valor senão pela função que exerce em prol da pessoa humana. Transmite nos um génio nacional e uma herança; e este benefício é a justificação e, ao mesmo tempo, a medida dos seus direitos.É o ponto de vista objectivo da finalidade e da função que prima na determinação do direito das nações". Para ele "as nações têm uma finalidade própria: a cultura.Têm por função transmiti la e inscrevê la em traços indeléveis na alma de cada um dos seus membros"

La Societé Internationale et les Principes de Droit Publique

Paris, 1928.

La Nation

Montréal, Éditions L’Arbre, 1944.
Déloye, Yves

La Citoyenneté au Miroir de l’École Républicaine

(dissertação de doutoramento), Université de Paris I, 1992.

État, Nation et Identité Nationale. Pour une Clarification Conceptuelle

in Burgi, Noelle, ed.,

Fractures de l’État-Nation

pp. 156 segs., Paris, Éditions Kimé, 1994.

École et Citoyenneté. L’Individualisme de Jules Ferry à Vichy. Controverses



Paris, Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques, 1994.
DeLuca, Tom, The Two Faces of Political Apathy, Filadélfia, Temple University Press, 1995.
Delumeau, Jean, Le Fait Réligieux, Paris, Librairie Arthème Fayard, 1993.
Demagogia O demagogo, na sua expressão grega primitiva, era apenas o chefe ou “condutor do povo”, sem qualquer sentido pejorativo, dado misturar demos e agein. Era o qualificativo de chefes políticos, como Sólon ou Demóstenes e até estava ligado à defesa da democracia. Em breve sofre uma evolução semântica, deixando de ser uma arte neutral. Tudo acontece na sequência da morte de Péricles, em 429 a.C., quando surgem novos líderes, não ligados às antigas famílias, os quais a partir do século IV começam a ser fortemente criticados pelos adversários dos modelos democráticos. Não tarda que a expressão ganhe a actual conotação daquele que procura dar voz aos medos e preconceitos do povo. Já em Platão (Politeia, livro V), serve para designar o animal que chama boa às coisas que lhe agradam e más às coisas que ele detesta. Do mesmo modo em Aristóteles (Política, livro V), onde se acentua que o demagogo utiliza a lisonja e os artifícios oratórios. A partir do século XIX a demagogia passa a ser considerada uma degenerescência da política, correspondendo à definição dada por Bertrand de Jouvenel, a arte de conduzir habilmente as pessoas ao objectivo desejado, utilizando os seus conceitos de bem, mesmo quando lhe são contrários. Lincoln chegou mesmo a assinalar que é sempre possível enganar uma pessoa; é também possível enganar todos, uma vez; mas é impossível enganar sempre todos. Max Weber, utilizando um conceito amplo de demagogo, que inclui o jornalista, refere que, na política contemporânea, o demagogo substitui o púlpito. Com efeito, na democracia de massa, os chefes políticos utilizam algo que vai além da persuasão e que se inclui na zona do artifício e da manha, gerando-se um populismo que chegou a ser utilizado pelos instauradores de regimes autoritários e totalitários, mas que também funciona na propaganda democrática, no âmbito da chamada personalização do poder. Como assinala Max Weber, desde que apareceu o Estado Constitucional e , mais completamente, desde que foi instaurada a democracia, o demagogo é a figura típica do chefe político no Ocidente". Uma demagogia que, depois de se transmitir pela palavra impressa e através dos jornalistas,passou para a rádio e para a televisão.
Pombeni, P., Demagogia e Tirannide. Uno Studio sulla Forma-Partito del Fascismo, Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1984.
demands
Demiurgo Do gr. Demiourgoi, o artesão, consagrado pelos poemas homéricos, destacando-se o ferreiro e o carpinteiro. Abrange o chamado artesão urbano, diferindo od agricultores (agrokoi). São aqueles que têm uma arte ou uma profissão (technai). Incluem a categoria dos cidadãos.
Demiurgo do universo. Segundo Desqueyrat, o homem moderno comporta-se como o demiurgo do universo. É o maitre et seigeneur da natureza, conforme a proposta de Descartes, num processo de modernização onde se insere a ideia contemporânea de revolução, iniciada em 1789 e continuada pela revolução soviética, quando se tentou o maitre et seigeneur da própria sociedade, levando à ilusão construtivista da criação pelo aparelhos de poder dos homens novos.



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