Dedicatória



Baixar 0.62 Mb.
Página1/7
Encontro14.12.2017
Tamanho0.62 Mb.
  1   2   3   4   5   6   7




DEDICATÓRIA
Há um homem em especial de quem aprendi muito, você o encontrará em muitos dos capítulos deste livro, poderá rir com ele, quiçá chorar, mas no fim o conhecerá como homem de bem.
Refiro-me a “Chago” Santiago Cabrera Gómez, quem me ensinou a não temer aos livros por feios ou chatos que fosse.



  • “Algo aprende –se” – Me dizia.

Por isso lhe prometi dedicar este livro e agora o faço com todo o meu coração.

A: Santiago Cabrera Gómez, meu pai, por sua dedicação a criar a seus filhos e educa – los ate onde força tivesse.



Brígido Cabrera y Martínez.

PROLOGO
Em muitos de nossos campos há personagens famosos que jogam um papel importante n desenvolvimento antropológico de determinada região. Muito destes personagens tem sido imortalizado por algo curioso que perceberam pelos seus olhos. Outros recebem sua fama por haver comunicado suas idéias, e fazer passar de boca em boca seus provérbios e ditos, os quais, muitas vezes para o autor, não tinham maior importância, mas que era uma forma simples expressar seus pensamentos.
É por isso que escutamos muitos ditos dos quais não conhecemos suas origens e em muitas ocasiões tem significados ambíguos para seus interpretes. Tal é o caso dos personagens: “Os Paraguaios”, “O Mangu”, ou os “Calieses” na Republica Dominicana; “Os Gringos” e “Os Gabachos” no México. Assim, cada nação tem seus próprios ditos e personagens celebrem que não registram os livros de historia, mas que é parte do folclore de cada país.
Quando comecei a escrever o presente livro, “Como Floresce uma vida”, não tinham idéia de como o chamaria, simplesmente considerei que era importante escrever algumas memórias de personagens chamativos nas comunidades que me formei como ser humano. Se a nação estivesse composta só por aquelas pequenas comunidades, eles tinham sido os presidentes, os juizes, médicos e os professores de seu pequeno país.
Esta obra cobre cem anos da historia se contarmos desde o nascimento de Mamãe Loísa, (Dona Eloísa Gómez) em 1903. Tomo como personagem histórico esta sofrida mulher, porque ela desempenha um papel muito importante no desenvolvimento de minha família como tem feito tantas mulheres da América Latina, sem letra nem nome, mas com um coração orientado aos grandes ganhos. Começou no gênesis da indústria automotriz e pode ver as viagens espaciais e a comunicação global da cibernética. Com Papai Chago, marca a segunda geração e seguimos contando até cobrir a quinta geração quando publicamos esta obra com Shaquille Case.
A mão de Deus tem sido vista através do tempo, como se verá ao longo deste livro, chamado a seu caminho ao meu avô, Victorino Cabrera (Lelo), quem é o primeiro da família que conheceu a Verdade absoluta, Cristo Jesus. O poder de suas orações pela salvação de suas gerações vindouras projetou – se até a quinta geração de crentes. Temos visto cumpridas à promessa de Deus: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e tu casa”. (Atos 16:31).
Esta não é um livro de teologia nem se quer tem a intenção de ser, mas é um enfoque do desenvolvimento de uma vida, nascida no esquecimento social e político, mas preservada e guiada por Deus ate o dia de hoje.
Depois de você conhecer aos personagens deste livro o convido a esperar e ler a continuação da historia e a conclusão de muitos dos capítulos que por razoes bem justificadas não pode terminar este livro. Quero referir – me a “Recolhendo os Frutos”: Historia baseada na transformação teológica de um pastor, nascido e educado em uma igreja petencostal, mas que encontrou a base de sua teologia em outro campo a Teologia reformada. Apresentarei os pontos de vistas petencostais, a favor e contra das igrejas históricas. Assim como também os conceitos principais das igrejas históricas e dos movimentos carismáticos. Os graves e bemoles de ambas as teologias e um mapa para os que sonham em alcançar o “sonho americano”, como foi meu sonho.
Por hoje o convido a conhecer a opressão do menino latino-americano, sua pobreza material, mas também sua riqueza espiritual e seu desejo de superação. Ao jovem romântico e sonhador junto com nossas riquezas culturais, com uma pincelada ecológica autóctone de nosso mundo latino. Um convite aberto a “não ficar atrasado, mas sim a florescer”.

Brígido Cabrera Martínez



AGRADECIMENTOS
É tarefa difícil poder colocar em ordem, as palavras de agradecimentos para todas as pessoas que estão envolvidas nesta obra. Mas sendo sensatos, meus agradecimentos maiores é a Deus, quem na pessoa de Jesus Cristo e a participação do Espírito Santo, permitiu que mantivesse dados em minha memória, por tanto tempo, para hoje narra – los com uma franqueza e frescura como se falássemos de semanas atrás.
Tenho que agradecer a todos os personagens mencionados por seus nomes e uns e outros por seus pseudônimos, por permitir-me narrar suas historias junto com a minha, para trazer um quadro mais compreensível ao leitor.
A minha esposa Milagros Cabrera, por dar – me o tempo necessário para escrever e corrigir até altas horas da noite e dividir algumas idéias sobre esta obra.
A meus filhos Melquisedec, Karen, Jael, Branne e Kathrine, pela promoção que fizeram com seus amigos sobre este livro onde aparecem seus nomes.
A Norma Alicia Chapuí, por tomar a responsabilidade de datilofragar quando tiver um computador era um luxo difícil de alcançar, assim fé esse trabalho só em dois meses usando seu tempo livre, entendendo também que para entender meu manuscrito, muitas vezes a mim mesmo era difícil de entende – los. Também por sua contribuição com a sugestão de vários nomes dos quais foi tomado no presente titulo. Obrigada Norma Alicia.
A Guillermo Meitre, quem tomou para si essa obra e a leu várias vezes para ajudar – me em sua correção gramatical e desenho de páginas.
Aos membros da congregação em que servi por muitos anos “Igreja Reformada Senda Del Amor”, Toronto Canadá, por ser meu auditório para narrar algumas de minhas anedotas.
A você por eleger esta obra para leitura, a qual espera que sirva de algo em suas vidas.
Obrigado a todos.
Brígido Cabrera Martínez

Igreja Reformada na América

475 Riverside Dr. 18 Floor,

New Cork, N. Y. 10115

(1212) 780 3345

bcabrera@rca.org
VISITAÇÃO DE DEUS

CAPÍTULO 1
Penumbra e silêncio naquela habitação, em uma casa em Ensanche Espaillat, Santo Domingo, uma só voz se ouvia desafiando o vento, o trovão, a desolação e até mesmo Deus, dizendo:

_ “Senhor, se não me sarar hoje, antes das onze da noite, não prego mais a tua palavra”.


Meu coração parecia vestir – se de valor, meus olhos mudavam de marrom a roxo, meus joelhos tremiam e todo o meu corpo estremecia, quiçá para animar-se um membro de meu corpo com o outro; sai de minha alcoba sem dizer nenhuma palavra, mas em meu coração queria saber se Deus era real, e o havia desafiado que mostrasse seu poder diante dos meus olhos. Tantas vezes havia escutado de grandes pregadores que também expressei – se dessa forma, eu estava disposto a fazer o mesmo para ver o resultado, como também eles diziam haver visto.
O caloroso clima da minha terra, visitado pelos ventos tropicais, essa tarde deixava – se sentir com mais furor e em cada esquina das ruas na escuridão, milhões de mosquito deixavam seus ninhos, para produzir de forma assombrosa sua população concertista, mas com uma só meta; tirar a tranqüilidade do cansado com suas canções desafinadas.
Na parte posterior da casa estava situado o departamento de fumaça e graxa onde minha morena esposa preparava suculentos pratos com sabor tropical e com tantos ingredientes para a preparação, que a qualquer um dava água na boca sozinha percebeu o cheiro de seu suculento ensopado.
Dirigi – me a ela e perguntou – me se estavam prontas para jantar, minhas palavras foram negativas e com um beijo me despedi dizendo – lhe voltarei logo. “Desci as duas escadas de minha casa e coloquei meus olhos em uma pequena arvore de ampolas” (dominicano) plantadas enfrente da minha casa. Pensei, quantas vezes havia me escondido do escaldante sol e quanta recordação guardava para mim seu tronco pintado de branco, meses atrás eu mesmo o havia pintado com motivo de Natal e de meu casamento.
Já na plataforma da rua recordei um comentário que dias anteriores havia ouvido de um amigo Bienvenido Castro que comentou comigo como ele havia chorado diante de Deus na beira do rio Ozama em um tempo que estava passando por uma prova em seu lar, que só Ele entendia.
Na mesma condição estava eu, mas por causas separadas e diferentes.
Uma semana atrás, havia estado tratando de afiar um serrote com uma lima nova, queria usa – lo para fazer uns consertos em casa, e a causa do descuido no uso da ferramenta, formou – se um calo no meu dedo polegar esquerdo, o qual arrebentou alguns dias depois, e na mesma semana apareceu uma infecção no mesmo dedo que parecia curado, não estava, mas formou – se um pequeno tumor, deixando o meu dedo paralisado, e progressivamente foi tomando a minha mão, impedindo – me de trabalhar e produzindo – me dores horríveis, que colocava a chorar.
Nesse tempo trabalhava em uma companhia distribuidora de materiais de estudo por correspondência, na qual ocupava o cargo de caixa recepcionista, cargo que me obrigava a operar máquinas de escrever e outros eram difíceis para eu operar com uma só das mãos. Os chefes da companhia não sabiam do meu estado de saúde, até que um dia lhes disse:


  • “Não posso trabalhar e tenho a necessidade de ir ao medico”.

  • “Que disse... não trabalhar, e médico?” Disse – me o chefe principal.

  • “Sim, lhe disse, um médico”.

  • “Tu estas louco?”.

  • “Não, enfermo”, – lhe respondi.

  • “Como enfermo?”.

  • “e de que?”.

Foi então que lhe mostrei a mão inchada e inflamada.

  • “Jovem, você esta morrendo, vá até o medico e não venhas por aqui até que esteja curado; porque não queremos mortos nesta oficina”.

Saí para o médico, mas com o fim de que fizessem uma cirurgia, pois o medico me disse: - “Não comas carne de porco, nem tão pouco nada que venha de cipó ou trepadeiras”.

Não entendi o porquê das trepadeiras, mas creio que ele estava muito preocupado com algum vegetal deste tipo na minha casa. Creio sem duvidas que as trepadeiras eu as tinha na minha cabeça, agora bem eu tinha que escuta-lo porque ele era o médico e não eu, e eles sabemos o que fazem. Recebi o conselho e lhes disse a minha esposa Milagros.
Nada que se enrede pode comer. Ela pensou no espaguete, mas lhe disse que não se tratava de farinha, nem de italianos, mas de plantas. Em fim, as palavras que Bienvenido havia me dito, repercutiam em meu interior e faziam ecos como os tambores de Tarzan, detive – me por um momento enquanto via os meninos correndo na rua. Um jovem encostado em uma parede queria fazer – se de importante falando com a mãe de uma jovem, enquanto que dissimuladamente, metia seus olhos de raios-X, no interior da casa, tratando de localizar com precisão em que lugar se encontrava a filha da senhora, com que ele verdadeiramente desejava falar.
O cachorro do vizinho passou perto de mim como um relâmpago, e só ouvi o bater, da corrente nova que haviam comprado no dia anterior que reluzia na vizinhança, e logo atrás vinha o vizinho correndo atrás do perro. _ Rintintin, Ritintin. Chamava – lhe. – “Condenado cachorro que só espera uma oportunidade para fazer as suas”. Tinha soltado – o apenas para dar uma caminhada e o infortunado cachorro, com sonho de liberdade, havia escapado como um leão da jaula. No bairro, essa noite nenhuma das vizinhas havia discutido, nem os jovens que acostumados a jogar cartas por cigarros na esquina. Não havia escutado aquelas palavras que só diziam uns para os outros, mas em meu coração uma batalha e ali perdurava no meu interior a repercussão da voz de Bienvenido: - “Nas margens do rio Ozama, do outro lado da ponte, descarreguei minhas lágrimas ao Senhor”.

Pensei: - “Já sei aonde vou, ao outro lado do rio Ozama, esperar que Deus faça ou que vai fazer até as onze da noite”. Decidido já, comecei a mover meu primeiro passo, o segundo e progressivamente, passo a passo afastei – me de casa, deixando para trás a inocência de minha esposa que esperava o nosso primeiro filho.


Tomei a rua que me conduzia ao lugar antes mencionado. A confusão, as buzinas de carro, a aceleração das motocicletas eram encarregados do ambiente da noite. Meninos que jogavam “pisá cola” nas ruas abaixo a luz das lâmpadas de luz de 500 watts, instalados nos postes de madeira. Na esquina de uma das avenidas, grupos de pessoas reunidos de diferentes rotas para embarcar no transporte coletivo. Motoristas que falavam mal porque uma mulher fechou a porta do carro com muita força.
Tudo era um fervedouro de pessoas nas ruas, pois era hora de ir para seus lares para descansar. Meu caminhar era firme e nada nem ninguém poderia deter minha marcha para o lugar que eu mesmo havia escolhido para provar a Deus.
Já no primeiro ponto da grande ponte Sánchez comecei a sentir a brisa fresca do rio navegável; a distancia já podia ver a lua que se apresentava majestosa com seu vestido de prata e acompanhada de milhares de reluzentes estrelas, as quais encarregavam – se de dar maior brilho ao firmamento pintado de azul escuro. Meditava sobre quantas vidas haviam perdido a esperança da salvação e redenção precipitando – se por aquela abismada ponte, deixando para trás um mundo turbulento para muitos e para outros quiçá cheios de desenganos. Aquele mesmo lugar, meses antes havia sido cenário de um suicídio, esta vê tomando a uma jovem que desviou do caminho de Deus, em seu desespero por haver perdido a esperança e por razoes sentimentais, tomou uma decisão que nunca devia ter tomado.
A distancia parecia mais longa do que nunca naquela hora cinza para mim, porque antes havia cruzado essa grande armação, mas nunca havia pensando no que vinha pensando agora, cada pedaço de ferro que tocava a borda da ponte, parecia falar – me da porta da morte, e em uma oportunidade me detive no corredor para olhar como se deslizava com suavidade pelas fortes correntes submarinas do bravo rio. Da altura que me encontrava podia ver tudo àquilo como uma grande serpente que com suas curvas e espumas falavam claramente da grandeza de um ser sobrenatural, capaz de fazer tão grandes belezas. Era grande também a fileira de carros, que com ensurdecedores ruídos passavam por aquele lugar. Uma voz gritou – me: “– Não te atires hoje”. Crendo de certo que eu tinha intenções pelo lugar ser solitário e pela avançada hora. Finalmente, cheguei ao lugar desejado, o outro lado.
Na rebeldia do meu coração passava como um filme todas as coisas que Deus havia feito durante o tempo que levava no meu ministério, como havia visto a mão de Deus trabalhando em diversas formas para favorecer aos necessitados, mas já minha renuncia estava posta sobre o escritório de Deus, e só tinha que esperar as próximas horas para ver o Deus iria disser a respeito. Em outro tempo, Ele me havia dito que não aceitava renuncias nem aposentadoria, mas não estava solicitando renuncia por incompatibilidade de personalidade.
Já do outro lado tomei um assento nas verdes gramas que adornavam aquele pequeno jardim decorado em forma circular dos dois lados, rodeado por uma grande fila de pinheiros ornamentais e com flores de varias cores predominada a cor roxa, sentada ali parecia um decepcionado ou louco, mas não era nem um nem outro, era bem soberbo, inconformado com a justiça de Deus. Depois de estar sentado ali por um longo tempo olhando os ponteiros do relógio e escutando seu incansável tic – tac ouvi algo alem mais do que o relógio era uma mulher que apareceu na minha frente.
Ao ver-me só queria fazer – me companhia e dirigindo – me a palavra de oferta de companhia não contestou uma só palavra, somente atravessei a rua e dirigi – me ao outro lado da ponte.
Um tempo depois um condutor de maquinas pesadas, passou dando voltas no pequeno jardim e vendo semelhante tentação em um lugar semi – escuro deteve seu caminhão e depois de trocar algumas palavras convidou a dama desamparada a entrar pela porta da direita, e com um acelerar do caminhão desapareceu da minha vista; jamais soube quem eram, nem um nem outro. Ao final da minha espera comecei a contar em forma progressiva de 10h45min até as 11h00min PM, neste momento esperava em qualquer instante receber um estrondo do céu ensurdecedor que faria desaparecer todas as minhas dores com uma magia, mas não foi assim. Como nada sucedeu tomei meu caminho de volta para a casa com o meu coração cheiro de ira e raiva de Deus, porque não havia respondido minhas petições como havia pedido, mas sem duvida de algo estava seguro, que não iria, mas pregar a palavra de Deus seria um membro de bancos como eu já havia dito em minha oração para Deus.
Nós tínhamos por costumes que quando andava mal nos colocava em sacrifício diante de Deus, o mesmo consistia em abandonar todas as minhas comodidades, não mês sentava-se à mesa com a família e comunicava – me com poucas pessoas, tratando de falar o maior tempo possível com Deus, também minha cama era mudada pelo rústico piso com poucas cobertas e a intempérie, para ser atacado por insetos voadores noturnos, tais como mosquito e outros. O propósito principal era dormir pouco e estar, mas pendente de Deus, dia e noite; esta é uma lição que aprenderam meus filhos e minha esposa, de tal maneira que nunca buscamos um lugar aonde chegamos para missão ou visita que fosse sofisticado, para nossa comodidade, mas estávamos dispostos a receber o pior, e creio que é interessante para o campo missionário em zonas rurais. Deus faz-se a cargo da situação, mas vê nossa disposição de servi – lhe onde seja e em qualquer lugar. Naquela batalha campal com Deus também estava utilizando minha cama dura e fria ao lado da minha cama tipo colonial com arranjo do século XX. Porque suponha que algo estava mal e meu trabalho era investigar o porquê? Minha esposa sentiu quando eu entrei e indicou que os lençóis estavam na mesinha de noite para que seguisse em meu sacrifício, mas lhe disse:

_ “Não dormirei no piso hoje”.



_ “Por que não? Deveria ter me dito com antecedência”.
Inocentemente, ela não entende o que acontecia encostou-se ao seu lado de costume na cama, e acomodou meu lado o qual estava tépido. Não sei por que desde que nos casamos, Milagros sempre gostou de dormir do lado que eu durmo, é algo que não consigo entender, mas eu estou bem seguro que não gosto do lado dela, quiçá isto entra nos caprichos matrimoniais.
Usei as minhas roupas de dormir da mesinha e me preparei para ir à cama, mesmo ainda que não dormisse nela há vários dias, nem comia, devido às dores intensas em todo meu corpo e das temperaturas que subiam e desciam devido à infecção na minha mão, mas não estava demais tenta – lo outra vê depois de uma renuncia como esta a Cristo.
Tirei o mosquiteiro que estava pendurado sobre a nossa cama com os dois extremos amarrados a duas barras de ferros, mas a saia do mesmo reclinava debaixo do colchão para evitar a entrada de nossos inimigos (os insetos tropicais). Acomodei – me ligeiramente frente a nossa grande cama e dei graças a Deus pelo dia que havia terminado para mim, e de um golpe cai sobre a cama; levantei a manta, acomodei minha almofada de forma que oferecia algum repouso a minha mão enferma, tratei de conciliar o sono, contando ovelhas ou fazendo algo, mas tudo era impossível. Milagros dormia como um lírio e de vez em quando dava sua roncadinha, ela é uma das pessoas que quando pega no sono nada a desaperta nem uma explosão debaixo da cama, mas aquela noite despertou.
Enquanto que eu tratava de dormir, algo raro como uma força sobrenatural e como uma mão invisível foi se apoderando de mim, de tal forma que fui perdendo a sensibilidade e o sentido, à medida que aquela força apoderava-se de mim e fazia – me sentir como se não tivesse dentro. Em poucos segundos não só a hipocondríaca, mas todo o meu corpo, incluindo meu cérebro, perdia por completa as faculdades e movimentos.
Sem saber como estava prostrado em terra, ainda me pergunto como pude sair da minha cama porque era um pouco difícil pelo mosquiteiro, mas o certo era que estava no solo, minhas mãos foram – se arqueando de tal forma que pareciam como umas garras de águia, preparada para pegar a sua presa. De forma inexplicável minha aliança e meu relógio estavam rodando pelo solo, e aquele vazio interno foi enchendo pouco a pouco de uma força sobrenatural que combatia no meu interior e todo o meu sistema nervos foi conectado a uma. Com aquela força sobrenatural, todo o meu corpo começou a sentir os flagelos e a repreensão do Espírito de Deus.
Uma voz parecia dizer-me que era desobediente e um rebelde, apesar de estar em condições tão fora do normal, nem assim mesmo meu coração se quebrantava, pois gritava: - “Mata – me Deus”. Mas queria mostrar a Deus que eu era macho, que não ia retratar-me do que havia dito. Mas esses protestos foram de curta duração. Meus gritos puderam ser ouvidos por toda a vizinhança, mas eu não queria a morte; o que estava pedindo era à misericórdia de Deus.
Minha esposa, ao ver – me chorar desesperadamente também rompeu –se em pranto, mas não sabia o que fazer em frente aquela situação, pois jamais havia visto coisa semelhante, em nove anos que levava o evangelho, e tão pouco perto dela.
Meu corpo estremecia-se com mais intensidade e como havia perdido o controle total de meus membros e minhas emoções parecia uma maquina louca, do que um servo de Deus. De forma inexplicável minha cabeça era golpeada contra o piso e não conseguia deter, depois disso, fui levantado do piso e lançado de cabeça contra a ponta do criado mudo; minha esposa mesmo com os olhos cheios de lágrimas colocou a mão entre a minha cabeça e a ponta da mesa, impedindo assim que penetrasse a recortada e polida madeira em minha cabeça; mesmo ela tentando proteger – me a vértice do ângulo que formava a pequena mesinha. O contato com a mesa produziu em mim, uma pequena ferida e em minha testa e uma dor e desespero na minha esposa. Finalmente, comecei sentir uma mudança dentro de para fora de mim a partir deste instante uma voz suave e doce clamava e gemia dentro de mim com gemidos indescritíveis em um idioma desconhecido para mim naquela noite, ma finalmente o Espírito Santo iluminou – me para entender aquela língua. A qual era muito desconhecido para mim e para os que estavam ali, mas eu podia interpretar com toda segurança o que me dizia.
Eu não sabia nada do tal idioma ou língua, mas aquela noite entendia tudo e podia servir de interprete para algum curioso que perguntava sobre o que eu falava.
Mas só aquela noite, não sei se era medo de Deus que me surpreendia que me fizesse entender, ou seria o Espírito Santo através de mim, que interpretava; mas aquela voz suave e delicada clamava e dizia:
Oh Pai! Tem misericórdia dele, olha através de minhas feridas, também por ele eu sofri e me entreguei na cruz, tu recordas quando isto aconteceu ainda está presente diante de ti este sacrifício, perdoa – o Pai. Oh Pai, perdoa-o”.
Enquanto falava eu experimentava uma paz interna jamais antes experimentada, e todo o meu corpo e minha mente começaram a sentir uma invasão de alegria e presença de Deus, por fim pude falar a minha esposa para dizer-lhe que devia fazer. - “Chamar a Bienvenido” diz para ele que ore por mim rápido, que é uma repreensão de Deus, e tem que interceder a meu favor.
Ouvi um golpe na porta que tinha em nosso quarto e os passos de minha esposa rápidos pelo corredor da casa, e se dirigiu a uma porta lateral traseira que comunicava também com outra porta da casa vizinha, morada de Bienvenido.
Ao bater com seus punhos na porta Bienvenido já estava tirando as traves da porta, pois ele havia seguido os acontecimentos de sua casa, já que a gritaria não havia sido pouca, unicamente que ele estava de joelhos clamando a Deus por misericórdia, antes de eu pensar. A ele uniu-se também dona Mercedez, sua mãe que não entendia muito bem o que acontecia, mas estava disposta a orar ainda que não soubesse por que. Milagros, minha esposa, não pode falar nada a Bienvenido porque ele era um daqueles cristãos pentecostais que quando começavam a orar e vinham às línguas, as falavam com toda força sem importasse como o vizinho, que ano entendia nada.
Jamais podemos duvidar que quantas vezes ele entrasse para tomar banho, toda vizinhança sabia, porque se iniciava um culto de tal forma que podia ouvi – lo a longa distancia quando começava a tocar desde as laminas de zinco até o teto.
Era tão grande o som que parecia uma bateria de tambores, tocado por um menino um dia depois de haver comprado-a, em todos seus cultos terminava dançando e falando em outras línguas e não podíamos realmente assegurar-se que havia tomado banho, por que era tão grande a benção, que possivelmente ao final decidia dar-se um banho de pomba ou de gato, já que a água era muito fria e já estava na hora de ir para a igreja.
Entraram na cãs em falar em espanhol e de vez em quando parava e tapavam-se os olhos com os punhos fechados e dava dois ou três saltos com passos entrecortados, dava a impressão de que quem necessitava de ajuda era Bienvenido e não eu, porque ao caminhar pelo corredor com os olhos fechados minha esposa tinha que o proteges para que não batessem com os móveis e minha estante de livros colocadas encostada em um corredor.
Ao entrar em meu quarto, nem sei o que disse; só sei que tomou minha cabeça entre suas mãos, e falava em outras línguas, a voz doce e delicada havia deixado de falar em mim, mas sentia as mãos como anestesiadas e finalmente ao começar a sentir o fluir do Espírito de Deus em meu ser, outra voz forte e muito diferente da doce e delicada e ainda as línguas que estavam falando, pareciam abrir espaço, por meio da minha mente e entre o meu ser, e com uma autoridade imponente só me disse:
_ “Te digo que vas a La Senda.”
Fiquei quase desarmado, como um esqueleto o que se desprendem todas suas articulações; estremecido diante de Deus lhe prometi que assim faria, mas que me sarasse, por favor. O Espírito Santo seguiu falando comigo e me disse:
À medida que vás obedecendo, te sararei, mas deixarei um sinal no seu dedo para que não duvides desta experiência”.
Respondi – lhe: - “De acordo, assim farei, mas ajuda – me a cumprir com esta promessa”.
Essa noite eu dormir bem, foi o sono mais tranqüilo que jamais havia tido, mas no dia seguinte, consciente do que Deus havia dito e o qual não era um segredo para mim, por me havia dito já outras vezes.
Dirigi – me a “La Senda”, onde aconteciam cultos de retiro para toda a igreja. Ao chegar, com o primeiro que me encontrei foi com o Espírito Santo, que me dizia, através de uma irmã que eu não conhecia:
Aqui te quero com obediência”.
A cabeça deu uma volta e meu coração um salto de alegria, pois por fim, o dia havia chegado de sentir que estava na obediência de Deus e Ele se encarregara de minha pessoa. Nem bem terminar essa irmã quando outra que tão pouco sabia o que havia acontecido na noite passada me chamou para mostra-me uma passagem na Bíblia a qual dizia com outras palavras todas às coisas que o Espírito Santo já vinha me dizendo.
Isto me fez sentir-se um pouco perturbado por tantas confirmações sobre o mesmo caso e todas elas dava em branco, Deus conhecia minhas intenções e queria por uma base bem fundada em mim para que logo, não saísse com as minhas. Tudo isto me fez entender que cada homem de Deus Ele concede a oportunidade de ter uma visitação, de uma forma ou de outra, mas tudo com o mesmo propósito de que sejamos filhos obedientes o seu chamado.

Como Floresce uma vida

Perguntas de reflexão
Visitação de Deus
Capitulo I


  1. Na leitura deste capitulo encontram – se vário perfil do autor se fosse pedido para você que enumere alguns começando com a oração: “O autor estava” Quantos perfis você pode mencionar? Exemplo: a) O autor estava confundido.

  2. O autor mostra vários quadros de seu bairro. Você pode descrever algum quadro de seu bairro?

  3. Que coisas vinham em seu pensamento na rebeldia de seu coração?

  4. É normal que o homem se rebele contra Deus?

  5. Se sua reposta é negativa ou positiva explique. Por quê?

  6. Que ritual aparece na vida espiritual desta família?

  7. Qual é sua opinião em relação ao relato do autor e o que ele chama de “castigo de Deus por sua desobediência?”.

  8. Você crê que Deus pode castigar os seus servos, conhecendo que Ele é um Deus de amor? ______________. Explique sua resposta.

  9. Se a Igreja do Senhor é uma só. Será algo normal deixar uma congregação para ir ser membro de outra?

  10. Quais são as razoes principais que tem em sua cidade para que os irmãos mudem de congregação ou igreja?




Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6   7


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal