Defensivos alternativos



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PRÁTICAS ALTERNATIVAS PARA A PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA SEM VENENO AGROECOLOGIA


FICHA TÉCNICA

ELABORAÇÃO:

Wagner Henrique Pereira

Técnico em Agropecuária

CREA: 23.963/TD

EMATER – MG

PRÁTICAS ALTERNATIVAS PARA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA SEM VENENO - AGROECOLOGIA




  1. OBJETIVOS:


Os principais objetivos com o uso de defensivos alternativos, são:

  • Obter produtos agrícolas mais saudáveis,

  • evitar a contaminação do produto e do consumidor,

  • manter o equilíbrio da natureza, preservando a fauna e os mananciais de águas,

  • reduzir o número de defensivos agressivos,

  • aumentar a resistência da planta contra a ocorrência de pragas, patógenos e sinistros naturais, diminuindo os gastos com a condução das culturas,

  • reduzir o custo de produção e aumentar a lucratividade,

  • atender a crescente procura de produtos sadios, á nível local e internacional.




  1. O QUE SÃO DEFENCIVOS ALTERNATIVOS:

São considerados para uso como defensivos alternativos, todos os produtos químicos , biológicos, orgânicos ou naturais, que possuam as seguintes características:

Praticamente não tóxicos, baixa a nenhuma agressividade ao homem e à natureza, eficientes no combate e repelente aos insetos e microrganismos nocivos, não favoreçam a ocorrência de formas de resistência, de pragas e microrganismos, custo reduzido para aquisição e emprego, simplicidade quando ao manejo e aplicação, e alta disponibilidade para aquisição.


  1. DEFENSIVOS ALTERNATIVOS:

Os produtos considerados como defensivos alternativos, com maiores possibilidades de emprego em cultivos comerciais são: calda bordalesa, calda viçosa, calda sulfocálcica, pó sulfocálcico, supermagro, biofertilizantes, caldas e extratos de plantas, sabão, cal virgem, cal hidratada, óleos, alho, etc....



ÍNDICE


  1. ARMADILHA LUMINOSA:

(Capturar insetos de hábito noturno – Mariposas)...................

02) ARMADILHA PARA MOSCA DAS FRUTAS:...........................

03) ARMAZENAMENTO DE FEIJÃO:......................................

04) ARMAZENAMENTO DE MILHO:.......................................

05) CALDA BORDALESA:

(Fungicida)

06) CALDA SULFOCÁLCICA:

(Fungicida/Inseticida/Acaricida)

07) CALDA VIÇOSA:

(Fungicida/Adubação Foliar)

08) CHÁ DE ARRUDA:

(Controle de Pulgões/Cochonilhas/Ácaros)

09) CHÁ DE COENTRO:

(Controle de Ácaros/Pulgões)

10) CHÁ DE PAU D’ALHO + PONTEIROS DE TOMATE:

(Repelente/Controle de Pulgões/Broca do Ponteiro em Tomate)

11) CONTROLE DE BARATAS E MOSCAS DOMÉSTICAS:

12) ISCA PARA CONTROLAR AS MOSCAS:

13) CONTROLE DE FORMIGAS CASEIRAS:

14) CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS:

15) EMULSÃO DE QUEROSENE E SABÃO:

(Inseticida/Controle de Cochonilhas/Pulgões e Aleirodídeos)..........

16) EXTRATO DE CONFREI:

(Inseticida/Controle de Pulgões/Adubo Foliar).........

17) EXTRATO DE FUMO:

(Inseticida)

18) EXTRATO DE URTIGA:

(Controle de Pulgões/Lagartas/Outros Insetos/Fungicida)

19) EXTRATO DE ANGICO:

(Controle de Pulgões/Lagartas/Outros Insetos)........

20) PASTA BORDALESA:

(Fungicida – Troncos e Galhos)............................

21) PLANTAS REPELENTES DE INSETOS:

22) CALDA DE CINZA:

(Fungicida – Requeima/Pinta preta/Antracnose/Ferrugem)

23) CALDA BRANCA:

(Fungicida – Requeima/Pinta preta/Outras)

24) BIOFERTILIZANTE – AGROBIO:

25) CONTROLE DE CUPINS:

26) PREVENÇÃO DA FERRUGEM NO ALHO E NA CEBOLINHA:

27) CONTROLE DE LESMAS:

28) MOLEQUE DA BANANEIRA OU BROCA DO RIZOMA:

29) MOSCA BRANCA DO FEIJOEIRO:

30) PERCEVEJO VERDE OU FEDE-FEDE DA SOJA:

31) TOMATEIRO E SUAS DOENÇAS:

32) VAQUINHA OU “PATRIOTA”:

33) ÁCAROS:

34) BROCAS:

35) CARUNCHO:

36) GAFANHOTOS:

37) GORGULHOS:

38) GRILOTALPA:

39) ALHO COMO DEFENSIVO ALTERNATIVO:

(Repelente/Inseticida/Fungicida/Bactericida/Nematicida)

40) ARGILA:

(Inseticida – Sugadores/Prevenção doenças fúngicas)

41) CAMOMILA:

(Fungicida)

42) CEBOLA:

(Controle de Ferrugens/”Melas”ou Podridões)

43) CEBOLINHA VERDE:

(Contra Mofo em geral/Repelente)

44) CINTAS PROTETORAS:

45) COBERTURA MORTA:

46) DENTE DE LEÃO:

(Repelente)

47) ENXOFRE:

(Controle de Ferrugens/Podridões)

48) ERVAS AROMÁTICAS:

(Repelente)

49) LEITE:

(Fungicida/Acaricida/Inseticida/Virus)

50) LOSNA:

(Controle de Lagartas e Lesmas)

51) MOSTARDA:

(Controle de Cochonilhas)

52) NAFTALINA:

(Repelente)

53) QUEROSENE:

(Inseticida)

54) CAL VIRGEN:

(Recomendações)

55) CALDA BIOFERTILIZANTE

56) CINZAS DE MADEIRA:

(Controle de Pulgões/Cochonilhas/Ácaros/Cascudos/Prevenção de

de Doenças e Brocas).................................................

57) FARINHA DE TRIGO:

(Controle de ácaros/Pulgões/Lagartas)

58) ÓLEO:

(Inseticida/ácaros/Cochonilhas/Trips/Mosca branca/Viroses/Ovos

e Larvas de insetos)

59) PASTA DE ENXOFRE:

(Prevenção de Brocas e Cochonilhas)

60) PÓ SULFOCÁLCICO:

(Fornecimento de cálcio e enxofre/Fungicida/Acaricida/Inseticida)

61) PREPARADO DE SAL:

(Repelente: Pulgões/Lagarta do Repolho/Lesmas/Caracois e

Mosca Branca)

62) BUGANVÍLIA/PRIMAVERA OU MARAVILHA:

(Prevenção do Virus do vira Cabeça do Tomateiro)

63) CHÁ DE CAVALINHA:

(Inseticida)

64) SUPERMAGRO:

(Calda Biofertilizante)

65) ADUBO ORGÂNICO (IBD):

66) PLANTAS COMPANHEIRAS:..........................................

67) BIOFERTILIZANTE “TINOCÃO”:.....................................

68) LANTERNA DE QUEROSENE:

(Atrativo/Controle de Mariposas)......................................

69) INSETICIDA DE CEBOLA E ALHO:...................................
70) CEBOLA OU CEBOLINHA VERDE:

(Repelente/Controle de Pulgões/Lagartas e Vaquinhas)................

71) CRAVO DE DEFUNTO:

(Repelente/Nematicida/Inseticida/Acaricida)..........................

72) PREPARADO DE NIM – 01:

(Repelente/Inseticida/Fungicida/Nemeticida)..........................

73) PREPARADO DE NIM – 02:

(Controle de Lagartas do Cartucho e de Hortaliças/Gafanhotos/

Bicho Mineiro dos Citrus).............................................

74) PREPARADO DE NIM – 03:

(Inseticida Geral/Informações sobre o Nim)..........................

75) MANIPUEIRA:

(Controle de Formigas/Pragas de Solo/Ácaros/Pulgões/Lagartas)....

76) TOMATEIRO – 01:

(Controle de Pulgões)...................................................

77) TOMATEIRO – 02:

(Controle de Pulgões)...................................................

78) MASERADO DE SAMAMBAIA:

(Controle de Ácaros/Cochonilhas e Pulgões)...........................

79) SORO DE LEITE:

(Acaricida)..............................................................

80) FOLHAS DE MAMOEIRO:

(Controle da Ferrugem no Cafeeiro)...................................

81) PERMANGANATO DE POTÁSSIO E CAL:

(Controle de Míldio e Oídio)...........................................

82) PASTA DE ARGILA, ESTERCO, AREIA FINA E CHÁ DE CAMOMILA:

(Proteção em Feridas de Podas/Ramos e Troncos Doentes)..........

83) BIOFERTILIZANTE AERÓBICO ENRIQUECIDO:....................

84) CALDAS DE URINA:...................................................

85) BIOFERTILIZANTE COM ESTERCO:..................................

86) ADUBAÇÃO VERDE – COQUETEL:.....................................

87) SUPERMAGRO ADAPTADO A CAFEICULTURA ORGÂNICA:

(Biofertilizante)..........................................................

88) EXTRATO DE PIMENTA DO REINO:

(Repelente de Bicho Mineiro/Controle de Lagartas/Pulgões/Trips e

Cigarrinhas das Solanáceas)............................................


89) RECEITAS ALTERNATIVAS PARA O CONTROLE DE BICHO MINEIRO,

BROCA, FERRUGEM, CERCOSPORIOSE OU OLHO PARDO, PHOMA,

SECA DOS PONTEIROS OU DYE BACK E ÁCARO VERMELHO NO

CAFEEIRO.............................................................

90) PLANTAS INDICADORAS:

(Qualidade dos Solos)...................................................

91) BIOGEL:

(Acelerador da Decomposição da Matéria Orgânica no Solo/

Biofertlizante).........................................................

92) CONTROLE AGROECOLÓGICO DE ECTOPARASITAS EM BOVINOS

(E OUTRAS APLICAÇÕES):............................................

93) CALDA ITAMBACURI:

(Controle de Pragas e Algumas doenças Fúngicas do Maracujá)......

94) ATIVADOR/ACELERADOR DA DECOMPOSIÇÃO DA MATÉRIA

ORGÂNICA NO SOLO/FUNGICIDA/INSETICIDA E ADUBAÇÃO

FOLIAR:...............................................................

95) BICARBONATO DE SÓDIO:

(Controle de Oídio e Bolor Verde em Pós Colheita)...................

96) SABONETEIRA:

(Inseticida)..............................................................

97) CONTROLE DE BOLOR VERDE EM PÓS COLHEITA:.................

98) TRATAMENTO DE MUDAS DE BANANEIRA:........................

99) ANONA:

(Inseticida/Controle de Pulgões, Gafanhotos, Traça das Crucíferas,

Besouros e Piolhos)....................................................

100) CAL EM SOLUÇÃO:

(Desinfecção de Batata Semente – Nematóides/Fungos e Bactérias)..

101) CÁLAMO AROMÁTICO:

(Controle de Pulgões e Larvas de Besouros)............................

102) CASEINATO DE CÁLCIO E ENXOFRE:

(Fungicida)...............................................................

103) JACATUPÉ:

(Inibidor de Germenação/Controle de Saúvas, Curuquerê da Couve e

Pulgões).................................................................

104) JACATUPÉ BRAVO:

(Controle de Pulgões/Traças/Besouros/Curuquerê da Couve/Lagartas

em Geral/Bicho da Seda)..............................................

105) MANEY – 01:

(Lagartas das Crucíferas – Curuquerê da Couve).......................

106) MAMEY – 02:

(Controle de Baratas/Moscas e Formigas).............................

107) MENTA:

(Controle de Doenças Fúngicas Transmitidas pela Semente/Melhora o

Desenvolvimento das Plantas)...........................................

108) OSTRA EM PÓ:

(Controle de Micosfereia/Antracnose (Chocolate)/Formiga Lava-Pé/

Pulgões do Morangueiro e Fornecimento de Cálcio)....................

109) PESSEGUEIRO:

(Controle de Pulgões/Lagartas e Vaquinhas).............................

110) PIMENTA:

(Controle de Vaquinhas)..................................................

111) QUASSIA – 01:

(Controle de Lagartas/Traças/Pulgões/Formigas Negras – Nematóides)..

112) QUASSIA – 02:

(As mesmas Indicações de QUASSIA – 01)............................

113) ESPALHANTES ADESIVOS ALTERNATIVOS:.........................

114) DESSECANTE NATURAL:...............................................

115) RYANIA:

(Controle de Mosca das Frutas/Lagarta do Cartucho/Curuquerê da Couve/

Traças/Mosca Doméstica/Pulgões/Trips da Cebola/Podridão de Raiz).....

116) SÁLVIA:

(Controle do Curuquerê da Couve).........................................

117) TIMBÓ – 01:

(Inseticida).................................................................

118) TIMBÓ – 02:

(Inseticida).................................................................

119) TIMBÓ – ARRUDA – LOSNA BRANCA – FUMO:

(Controle de Lagartas/Pulgões/Trips e Ácaros)...........................

120) CALDA TÓXICA PARA MOSCA DAS FRUTAS:..........................

121) CABAÇA OU PURUNGO:

(Atrativo para Vaquinhas ou Patriotas)....................................

122) OBSERVAÇÕES IMPORTÂNTES:.........................................

123) EFEITOS FITOTÓXICOS DAS CALDAS: ...................................

124) BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:.............................................



RECEITAS, CALDAS, EXTRATOS E PRÁTICAS ALTERNATIVAS PARA A PREVENÇÃO E CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS NA AGRICULTURA E PECUÁRIA
01)-ARMADILHA LUMINOSA:
A armadilha luminosa é uma prática utilizada para capturar insetos com hábitos noturnos. Muitas brocas e lagartas são provenientes de insetos que fazem a postura dos ovos durante a noite. Com a armadilha luminosa podemos capturar grande parte destes insetos, que são atraídos pela luminosidade da lâmpada. Em alguns casos a armadilha mostrou uma eficiência de 60 a 80%. As armadilhas podem ser de lâmpadas fluorescentes ou lâmpadas comuns, podendo ser construídas na propriedade. Experiências mostraram que a armadilha deve ser colocada ao lado da cultura a ser protegida e não no meio. Se a plantação for grande usar mais armadilhas ( Ex: 01 armadilha para 2000 pés de tomate ). A lâmpada deve ficar a uma altura de 1,20 m a 3,5 m e deve ter as paletas ( proteção em torno das lâmpadas ) para ajudar na captura dos insetos. Logo abaixo da lâmpada pode ser colocado uma bacia ou latão contendo óleo queimado ou água com sabão para segurar os insetos capturados. Há agricultores que preferem usar somente água pura na vasilha, para que os pássaros possam comer os insetos capturados. Outros agricultores usam um funil com um saco de plástico na extremidade da baixo, assim poderá selecionar e soltar àqueles insetos que não causam danos às plantações ou são inimigos naturais das pragas. Há também aqueles que usam a armadilha luminosa sem nenhum recipiente em baixo, tendo apenas mato e cobertura morta, que servem de casa para sapos e outros animais que se alimentam dos insetos capturados. Essas três ultimas mantêm um melhor equilíbrio ecológico na propriedade.



  1. ARMADILHA PARA MOSCA DAS FRUTAS:


2.1- Esta armadilha é usada para capturar moscas que atacam

Frutíferas:
Consiste em pendurar no pomar “garrafas armadilhas”, contendo caldo de laranja, pêssego, ameixa ou outra fruta, e com buracos que sirvam de entrada das moscas. As “garrafas armadilhas” podem ser preparadas com vasilhames plásticos (garrafas vazias de álcool, vinagre, refrigerante, etc.), em que se abrem quatro furos opostos. Os furos não devem ter mais de ½ cm de diâmetro, para impedir a entrada de abelhas. O caldo deve ser açucarado e fermentado, ou em fermentação, na proporção de 70 gr de açúcar para 1 litro de caldo. O caldo deve ser coado e ter consistência pegajosa. As garrafas devem ser penduradas em ramos que não sacudam muito. Coloca-se a uma altura de 1,5 a 1,8 m, dentro da copa da árvore, protegida do sol e da chuva, virado para a nascente do sol. A proporção é de uma garrafa para cada 10 árvores. O suco deve ser reposto semanalmente, jogando-se fora os insetos capturados.
2.2- Amarra-se em cada segunda ou terceira árvore uma tira de

lona, no qual se passou uma cola, preparada da seguinte

maneira:


  • 8 partes de breu moído (ex. 80 g ),

  • 5 partes de óleo de rícino, que é de mamona (ex. 50 g ).

Misturam-se os ingredientes e leva-se ao fogo brando durante uns 5 minutos para derretes o breu. A massa não deve ferver. Esta cola é eficiente durante uns 8 dias. As moscas atraídas pelo amarelo grudam-se nas tiras.

2.3- Usam-se frascos plásticos de ½ litro (frascos de soro), nos quais se coloca uma mistura de :


  • 200 ml de xarope de açúcar ou caldo de fruta, conforme as árvores que se quer proteger, e

  • 200 ml de Malathion pronto para uso.

Estes frascos são pendurados em cada quinta árvore. As moscas, atraídas pelo açúcar, entram e morrem pelo praguicida. Onde tem abelhas este sistema não deve ser usado. Deve utilizar a isca sem o Malathion.




  1. 2.4- Criação do “inimigo natural”:



  • Abrem-se valas de 30 cm de profundidade no pomar e colocam-se as primeiras frutas bichadas que aparecerem. Cobre-se a vala com uma tela de 2 mm e coloca-se terra às bordas para fechar bem as valas e impedir que haja alguma saída. As larvinhas das frutas transformam-se em moscas, que ficam presas nas valas. Logo aparecem umas vespinhas (Canaspi carvalhoi) pondo seus ovos nas moscas, multiplicando-se rapidamente. Em seguida patrulham o pomar, que elas protegem eficientemente.



  1. ARMAZENAMENTO DE FEIJÃO:

Para armazenar o feijão, devemos secá-lo bem e depois guardá-lo em lugar fresco e bem ventilado, pois o caruncho desenvolve-se melhor em ambientes quentes e em grãos mal secados. Vamos descrever algumas práticas utilizadas para a conservação do feijão armazenado:



  1. Construir uma caixa de tijolos ou madeira e colocar o feijão em camadas alternadas com areia (fina e seca) ou com a munha resultante da bateção. Sempre que retirar feijão, cuidar para que seja tampado novamente com areia ou munha. Este processo é o mais indicado para guardar o feijão que será usado como semente, pois conserva o seu poder germinativo.




  1. Misturar uma colher de banha ou óleo de cozinha para cada 2 Kg de feijão de modo que todos os grãos fiquem untados. Ensacar e guardar.




  1. Misturar 100 g de cinza de madeira para cada saco de 60 Kg de feijão. Ensacar e guardar.




  1. Misturar 1 litro de cachaça para cada 2 sacos de feijão de 60 Kg. O feijão não pode ter bandinhas, pois as bandinhas absorvem a cachaça, dando gosto quando for consumido.




  1. Misturar 200 g de pimenta-do-reino moída para cada saco de feijão de 60 Kg. Ensacar e guardar.




  1. Fazer uma calda de água e terra vermelha (barro), dar um banho no feijão, sujando todos os grãos, coloca-lo imediatamente para secar e guardar em sacos ou caixas.




  1. Colher, secar e guardar em latões devidamente limpos e que antes não tenham servido de embalagem para produtos tóxicos. Os latões podem ser de plásticos ou de ferro e de qualquer tamanho. Há agricultores que depois de colocar o feijão no latão, antes de fechá-lo, colocam dentro do latão uma bucha de algodão molhada em álcool, põe fogo e fecham o latão imediatamente. O fogo queimará todo o oxigênio dentro do latão, e sem oxigênio nenhum inseto ficará vivo dentro do latão. Os latões de boca pequena são mais recomendados, porque permitem uma melhor vedação. Na hora de encher pode-se usar uma moega para facilitar o trabalho. Grãos guardados em latões podem conservar o poder de germinação e não serem atacados por pragas por um período indeterminado.



DICAS: Para limpar latões que antes continham querosene, óleos ou

graxa:

1º- Lavar com 1 litro de gasolina; 2º- Retirar a gasolina e lavar com sabão em pó e água quente (1 colher de sabão para 6 litros de água); 3º- retirar a água com sabão e deixar os latões no sol para secarem; 4º- Para tirar todo o cheiro, colocar algumas brasas entre dois tijolos e jogar pó de café sobre as brasas, pegar o latão e colocá-lo de boca para baixo sobre os tijolos para que ele absorva a fumaça, deixar alguns minutos e, o latão está pronto para colocar os grãos.



  1. ARMAZENAMENTO DE MILHO:

Para que possamos ter um milho armazenado sem o ataque da pragas é preciso que algumas medidas sejam tomadas antes, como: escolha de variedades mais resistentes, colheita na época certa, secagem dos grãos (pelo menos 14% de umidade), limpeza de máquinas de colheita, etc. Segundo agricultores, as pragas atacam menos quando a colheita é feita na lua minguante e o paiol é bem limpo, ventilado e sombreado por árvores e quando as espigas abertas são retiradas na hora de guardar. Vamos descrever algumas práticas utilizadas para a conservação do milho armazenado:




  1. Para guardar milho em palha, o que tem dado excelentes resultados é o uso de plantas que possuem cheiro forte, como: pau d’alho, capim cidreira, erva cidreira, erva canudo e eucalipto citriodora. As folhas destas plantas são usadas em camadas alternadas com as espigas de milho. Além das plantas pode-se usar ainda cinza, cal virgem, pimenta malagueta, pimenta-do-reino, alho ou salmoura (15 litros de água + 2 Kg e sal). Estes produtos podem ser usados separados ou conjuntamente.




  1. Colher, debulhar, secar bem e guardar o milho em latões fechados (veja item armazenamento de feijão onde fala do armazenamento em latões).




  1. Colher, debulhar, secar e guardar em silos subterrâneos. O armazenamento hermético em silo subterrâneo revestido com polietíleno elimina o oxigênio até um nível que suprime ou inativa os insetos e fungos que dependem do oxigênio para subsistir, antes que possam causar graves danos aos grãos. O baixo teor de umidade, mantido durante o período de estocagem, propicia uma boa conservação do poder germinativo.

Como construir um silo com capacidade de 3,0 toneladas (50 sacos de 60 Kg):


  1. Abrir uma vala retangular, com paredes verticais, de 2 m de comprimento, 1,40 m de largura e 1,50 m de profundidade, em solo bem drenado, revestir o fundo da vala com uma camada de 15 cm de palha de milho.




  1. A valeta será forrada com um lençol plástico de 8 m de comprimento por 7 m de largura. O plástico usado é de 182 g/m2 e espessura de 210 - 230 microns. Este plástico é encontrado no comércio em rolos de 100 m, com larguras de 2 a 8 m.




  1. Para facilitar a colocação do plástico na valeta, deve-se dobrá-lo e abri-lo dentro da valeta.



  1. Colocar o lençol plástico dobrado no fundo da valeta, sobre a camada de palha de milho, e iniciar sua abertura.




  1. Completar a abertura do lençol e encher o silo com as 3 toneladas de milho. O milho deve estar bem seco (12% de umidade). Não é necessário misturar nenhum outro produto no milho.




  1. Dobrar o plástico e fechá-lo.




  1. Para firmar e fechar hermeticamente o plástico, coloca-se uma barra de ferro de 3/8 de polegada, com 2 m de comprimento, de cada lado da dobra, fixando o conjunto de barras e plástico com braçadeiras distanciadas 20 cm uma da outra.




  1. Fechar o plástico e colocar uma camada de 20 cm de casca de arroz por cima. Estender sobre essa camada um lençol plástico de 4 m de comprimento por 3,5 m de largura. Por último colocar uma camada de terra de 60 cm de espessura, de forma abaulada. Ao redor abrir uma canaleta para melhor escoamento das águas, evitando que penetrem no silo.


OBS: No armazenamento do milho em silos, pode-se diminuir o tamanho do silo pela metade ou ainda menos. Pode-se também abrir o silo, retirar uma quantidade de milho necessária para os gastos durante 2 ou 3 meses e fechar o silo novamente.


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