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MINISTÉRIO DA CULTURA / MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

DEPARTAMENTO DE ARTES

CURSO DE LICENCIATURA EM MÚSICA
OFICINA DE VIOLÃO

EM GRUPO


PROJETO MAIS CULTURA NAS ESCOLAS


Instituição Proponente: ________________________________

Município: _________________________________________

Ministrante: ________________________________________
São Luís

2013


Apresentação

O programa Mais Cultura nas Escolas, resultado da parceria entre o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC), constitui uma oportunidade ímpar de oferecer à sociedade atividades artísticas de diversas épocas, regiões e culturas, através de escolas públicas. A realização de eventos culturais com participação de alunos oferece oportunidade única para demonstrar o poder educativo da Arte, a partir de trabalhos interdisciplinares que envolvam o estudo de História, Literatura e Filosofia, focando em práticas e ideais de sociedades diversas através de experiências concretas de pesquisa para a realização artística. Ainda, reforça-se a visibilidade que as apresentações artísticas oferecem à Escola, constituindo um evento social que pode contar com a presença de pais, autoridades políticas e comunidade interessada.

Com relação à Música, evidencia-se a Lei nº 11.769/2008, que versa sobre a obrigatoriedade do ensino musical na disciplina de Artes. Devido à falta de professores capacitados, muitas escolas ainda não tiveram a oportunidade de contemplar esta Lei. Sendo assim, reitera-se que o presente projeto permite sua realização de forma integrada ao Projeto Pedagógico da Escola, podendo utilizar carga horária da Disciplina de Artes para ensaios didáticos. Por último, reitera-se que parte dos recursos adquiridos para realização deste projeto se tornarão material permanente para a Escola, permitindo concretizar eventos artísticos futuros.
Justificativa

O programa Mais Cultura nas Escolas constitui uma excelente chance de levar a Música às escolas que ainda não tiveram oportunidade de cumprir a Lei nº 11.769/2008, especialmente devido à falta de professores qualificados. A realização de trabalhos artísticos de qualidade, com participação ativa dos alunos e diálogo com outras áreas do conhecimento, constitui uma rica aprendizagem, permitindo conhecer manifestações culturais e épocas histórias através da prática.

Ainda, caso seja de interesse acordado, o trabalho poderá contemplar manifestações culturais características da Cultura Afro-Brasileira e da Cultura Indígena, em conformidade com a Lei nº 11.645/2008, que dispõe sobre a obrigatoriedade destes conteúdos na Educação Básica. Na Música, uma abordagem possível constitui a prática de instrumentos musicais e estilos característicos, como o Jongo, Maxixe, Choro, Samba, Carimbó, Frevo, Maracatu, Tambor de Crioula e os sotaques Bumba-meu-Boi, entre outros.

As apresentações artísticas – ponto culminante do trabalho pedagógico – reforçam a importância da Escola à comunidade, compartilhando com pais e demais interessados a riqueza de uma experiência artística legítima, onde é possível conhecer de perto nossa história e identidade cultural.

A metodologia didática da Oficina de Violão em Grupo, característica do Ensino em Grupo de Instrumentos Musicais, consiste na aprendizagem musical em grupo a partir destes instrumentos. Através da Elaboração de Arranjos, é possível adaptar qualquer repertório para esta formação, considerando que o Violão assume papel de instrumento melódico, harmônico e de percussão - através de técnicas estendidas. Reitera-se que o curso de Licenciatura em Música da UFMA é referência nacional nesta metodologia de ensino musical (fig. 1), mostrando-se adequada ao ensino de Música na Educação Básica.



Fig. 1 – Oficina de Violão em Grupo no Curso de Licenciatura em Música da UFMA
Objetivos

A meta central do presente projeto é realizar apresentações artísticas na Escola com participação ativa da comunidade escolar, em especial alunos. Como metas paralelas, destacam-se as seguintes:



  • Oferecer visibilidade ao trabalho pedagógico da Escola, com a realização de eventos artísticos de qualidade;

  • Integração da atividade artística no Projeto Pedagógico Escolar, a partir da Disciplina Artes;

  • Estimular a participação dos alunos nos ensaios, reconhecendo estes como atividades a serem avaliadas na Disciplina Artes;

  • Aproximar os pais das atividades escolares, acompanhando o trabalho de seus filhos no período de apresentações artísticas.


Realização e Metodologia

Inicialmente, reforça-se que o presente projeto deverá ser proposto por membro da escola pública interessada, que deverá ser, necessariamente, uma escola participante cadastrada nos programas “Mais Educação” e “Ensino Médio Inovador” junto ao MEC. O cadastro do projeto deverá ser feito na página virtual do SIMEC (http://simec.mec.gov.br), até o dia 30 de Junho de 2013.

A Oficina de Violão em Grupo será conduzida por um ministrante (artista, Arte-Educador ou universitário do Curso de Licenciatura em Música), que deverá se deslocar ao município da Escola para realização do Plano de Atividade Cultural aqui previsto. Reitera-se que o presente projeto se relaciona com os eixos temáticos “II – Criação, Circulação e Difusão da Produção Artística” e “III – Promoção Cultural e Pedagógica em Espaços Culturais”. Caso seja acordado com a Escola, poderão ser contempladas as dimensões da Cultura Afro-Brasileira e da Cultura Indígena, dependendo do repertório a ser adotado.

O projeto consistirá em três etapas, especificadas conforme se segue:



1) Aquisição do material necessário à Oficina

Após a aprovação do projeto e financiamento através do Programa Dinheiro Direto nas Escolas (PDDE) ou do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), será adquirido o material especificado no item “Recursos e Orçamento”, levando-o à Escola para que seja armazenado em local seguro. A partir do depósito destes recursos, conta-se imediatamente o período limite para realização do projeto, que é de seis meses. Reitera-se que a prestação de contas deve ser feita pela Escola sob os conformes da Resolução FNDE nº 7, de 12 de Abril de 2012;



2) Definição do Plano de Atividade Cultural

Em princípio, o ministrante irá realizar um diagnóstico das condições oferecidas pela Escola para a atividade. Fatores que influenciam diretamente no planejamento são: faixa etária, quantidade de alunos (máximo de doze alunos praticando de cada vez, com um em cada Violão), sala ou espaço disponível e carga horária semanal. Após realizar este diagnóstico, serão definidos três momentos, baseados em metodologias distintas para o ensino de Música: A) Iniciação Musical – onde os alunos terão acesso a conhecimentos práticos e teóricos elementares de Música ao Violão; B) Definição do Repertório – escolha das peças a serem apresentadas, a ser realizada no primeiro encontro; C) Ensaios – aprendizagem e aprimoramento do repertório. O orçamento prevê doze encontros para realização desta etapa. Para fins de situar esta metodologia no Projeto Pedagógico da Escola e no plano de ensino da disciplina Artes, recomenda-se, através de diálogo com o professor desta disciplina na Escola, que presença e participação nas atividades sejam registradas e avaliadas, sendo importante para reconhecer e motivar os alunos à concretização do trabalho.



3) Realização das apresentações musicais

Por fim, serão definidos locais, datas e horários para as apresentações musicais, sendo feita a devida divulgação com antecedência. A duração de cada apresentação dependerá diretamente do desempenho obtido através do plano de trabalho, conforme a etapa anterior. O orçamento prevê quatro viagens do ministrante nessa fase, permitindo assim um mínimo de quatro apresentações musicais.


Cronograma

Como requisito do Programa Mais Cultura nas Escolas, os projetos devem acontecer no período de seis meses. Abaixo, segue uma proposta de cronograma relativo, com base no momento de início do projeto:



Etapa

Atividade

Início

Fim

Duração

1

Aprovação do Projeto

No início do projeto

-

Imediata

Aquisição do material necessário

No início do projeto

Duas semanas após o início

2 semanas

2

Definição do Plano de Atividade Cultural

Duas semanas após o início

Um mês após o início

2 semanas

Etapa de Iniciação Musical

Um mês após o início

Dois meses após o início

1 mês

Definição do Repertório

Dois meses após o início

Dois meses após o início

Imediata

Ensaios

Dois meses após o início

Quatro meses após o início

2 meses

3

Período de apresentações musicais

Quatro meses após o início

Seis meses após o início

2 meses

Tab.1 – Cronograma relativo ao início do projeto
Recursos e Orçamento

Em termos de recursos humanos, a metodologia permite trabalhar com doze alunos por apresentação, considerando os doze violões disponíveis. Caso a turma seja maior e haja mais tempo disponível para o trabalho, será possível dividir a turma em grupos. Três grupos permitem trabalhar com até trinta e seis alunos.



Em seguida, segue proposta orçamentária detalhada necessária para a realização de cada etapa proposta no item “Realização – Metodologia” (tab. 2):

Etapa

Material Especificado

Quantidade

Unidade

Valor Total

Tipo

1

Violão acústico com cordas de Nylon. Modelo de referência: Yamaha C80

12

R$ 700,00

R$ 8.400,00

I

Encordoamento para violão de Nylon. Referência: D’Addario EJ-45

12

R$ 35,00

R$ 420,00

II

Apoio de pé para violonista

12

R$ 40,00

R$ 480,00

II

Cadeiras de plástico sem braço

12

R$ 35,00

R$ 420,00

II

2

Passagens de Ônibus

32

R$ 250,00

R$ 8.000,00

I

Ajuda de Custo

16

R$ 70,00

R$ 1.120,00

I

3

Impressão de Cartazes

20

R$ 17,00

R$ 340,00

I

Impressão de Banners

400

R$ 0,20

R$ 80,00

I

Pró-Labore ao Ministrante (Serviços de Terceiros)

1

R$ 1.400,00

R$ 1.400,00




I. Despesas de Custeio

II. Despesas de Capital



Valor Total

R$ 19.340,00

R$ 1.320,00



R$ 20.660,00

Tab. 2 – Proposta orçamentária do presente projeto

Nesta proposta, estão previstas doze viagens (ida e volta) para a segunda etapa (quatro viagens por mês), mais quatro viagens na terceira etapa (apresentações musicais), totalizando dezesseis viagens (32 idas e voltas). Haverá uma ajuda de curso de R$ 70,00 para cada viagem. O projeto não prevê hospedagem do ministrante no município.


Bibliografia

CAVALCANTI, Fernando Maciel. Iniciação ao Violão Popular: Um relato de experiência com ensino coletivo de jovens em Natal-RN. In: Anais do IX Encontro da ABEM Nordeste. Natal: UFRN, 2010.


CERQUEIRA, D. L; ÁVILA, G. A. Arranjo no Ensino Coletivo da Performance Musical: experiência com Violão em Grupo na cidade de São Luís/MA. In: X Encontro Regional da ABEM Nordeste. Recife: UFPE, 2011.
CLEMENTINO, Giupson Rodrigues. Ensino coletivo de violão – uma possibilidade atual. In: Anais do IX Encontro da ABEM Nordeste. Natal: UFRN, 2010.
CRUVINEL, F. M. O Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais na Educação Básica: compromisso com a escola a partir de propostas significativas de Ensino Musical. In: Anais do VIII Encontro Regional da ABEM Centro-Oeste. Brasília, 2008.
MINISTÉRIO DA CULTURA. Programa Mais Cultura nas Escolas: Manual. Disponível em http://www.cultura.gov.br, último acesso em 28/05/2013.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Programa Mais Educação (MEC): escolas participantes. Disponível em http://www.cultura.gov.br, último acesso em 28/05/2013.
________________________. Programa Ensino Médio Inovador (MEC): escolas participantes. Disponível em http://www.cultura.gov.br, último acesso em 28/05/2013.
RIBEIRO, G. M. Motivação para aprender no ensino coletivo de violão. In: Anais do XIX Encontro da ABEM Nacional. Goiânia: UFG, 2010, p. 1251-1263.
TOURINHO, A. C. G. S. A motivação e o desempenho escolar na aula de Violão em grupo: influência do repertório de interesse do aluno. Dissertação de Mestrado. Salvador: PPGMUS/UFBA, 1995.
__________________. O ensino coletivo de violão na educação básica e em espaços alternativos: utopia ou possibilidade? In: Anais do VIII Encontro Regional da ABEM Centro-Oeste. Brasília, 2008.



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