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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO

DEPARTAMENTO DE PESQUISA

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA – PIBIC- CNPQ


RELATÓRIO TÉCNICO - CIENTÍFICO

Período: Agosto/2016 a Junho/2017.

(X) PARCIAL

( ) FINAL

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO


Título do Projeto de Pesquisa (ao qual está vinculado o Plano de Trabalho) : A Resistência em Produções Artísticas Pós-Ditadura.

Nome do Orientador: Tânia Maria Pereira Sarmento-Pantoja

Titulação do Orientador: Doutora

Departamento: Faculdade de Letras e Comunicação

Unidade: Campus Universitário de Belém

Título do Plano de Trabalho: O sofrimento redundante em Soledad no Recife (romance) e Ausências (ensaio fotográfico).

Nome do Bolsista: Ana Júlia Chaves de Lacerda


Tipo de Bolsa:

( ) PIBIC/CNPq

( ) PIBIC/UFPA

( ) PIBIC/INTERIOR

( ) PIBIC/FAPESPA

( ) PRODOUTOR

( ) PARD – renovação

( ) PIBIC/PIAD

( ) PIBIC/AF-CNPq

( ) PIBIC/AF-UFPA

( ) PIBITI



( ) PA

INTRODUÇÃO:

Trata-se de uma pesquisa de cunho bibliográfico que pretende descrever e analisar as obras Soledad no Recife (romance de Urariano Mota) e Ausência (ensaio de Gustavo Germano). Interessa-nos investigar as narrativas do trauma presentes nas obras, aferir em que medida a redundância se faz presente no ensaio e no romance, além disso averigar a construção do procedimento narrativo utilizado-se da redundância.

De fato, partimos da ideia da necessidade absoluta do testemunho para o ser que sofreu o trauma, visto que acreditamos que este, segundo Seligmann-Silva, chega a ser uma condição de sobrevivência e com ele um renascimento. Antonello afirma que o narrar é preciso escutar o sujeito que sofreu o trauma, visto que ao negar a narrativa do trauma nega-se também o evento traumatico e suas consequencias.

Partimos, neste trabalho, de duas hipóteses complementares: a narrativa do trauma como elementos de resistência e a narrativa e o testemunho como elementos de construção da memória e de significação.

Procuramos, pois, a partir de descrição e análise das obras chave do trabalho aferir como a redundância se apresenta quanto procedimento artistico e narrativa do trauma.

A pesquisa está baseada, entre outros, nos trabalhos de Ritondele (2009), Seligmann-Silva, Halbwachs (1990) e Zeman (1970) voltados para a redundância, memória, testemunho, trauma e informação.


JUSTIFICATIVA:

Há em Soledad no Recife, romance do escritor brasileiro Urariano Mota, um conjunto de fotografias da protagonista Soledad espalhadas pela narrativa do romance. Elas trazem de volta a pessoa que foi Soledad, em particular a Soledad jovem mencionada pelo narrador como “bela e graciosa e feliz mulher”, ativista política desde a adolescência, herdeira do ativismo do avô. Esse conjunto de fotografias, oriundas de álbns de família, e agora agregadas à narrativa do romance formulam uma espécie de biografia fotográfica da militância de Soledad contra a ditadura civil-militar de 1964.

O fotógrafo argentino Gustavo Germano teve um irmão, Eduardo, que em 1976, aos 18 anos foi sequestrado por agente do regime militar da Argentina. Eduardo é até o momento considerado desaparecido. Gustavo Germano elaborou o ensino fotográfico “Ausências” com base na tragédia que vivenciou. O fotografo entrou em contato com os familiares de desaparecidos políticos na Argentina e no Brasil e recuperou fotografias de familia, produzidas em momentos anteriores às desaparições, em que o desaparecido esrá presente. Em seguida o fotografo reelaborou a fotografia, atualizando-a, trazendo suas integrantes para o tempo presente e recolocando-os nos mesmos cenários ou em cenários semelhantes, dessa forma enfatizando a ausência do ausente.

De maneira geral, nesses materiais observamos três aspectos fundamentais: o primeiro diz respeito à dimensão testemunhal; o segundo corresponde a idéia de que o corpo do insurgente, mesmo depois de seus perecimento físico, prevalece como sua melhor arma contra a violência de estado e contra o borramento ou suspensão a memória. O corpo, nesse caso, é a maior dádiva que o militante tem a oferecer. Esse corpo é ao mesmo tempo texto e/ou código, que nas representações artísticas, conflui para uma educação para a resistência, tornando-o um corpo utópico; o tereiro aspecto, complementar ao primeiro e ao segundo, aponta para a resistência ao estado autoritário como fator para a morte. Estand no âmbito do tratamento artístico, tais condições tornam as representações da morte um ponto intenso, convertido em energia, capaz de vencer o esquecimento pela constante perlaboração das formas de ausência. Esse ponto intenso se faz concentrado nos regimes de representações que cercam o corpo do militante ora violentado, ora ausente.

Essa ausência é repetitiva, pois os elementos do sofrimento projetados – e relembrados – nesses corpos ausentes replicam-se e desdobram-se, em um movimento de continuidade, formando um encadeamento por similaridade. Por isso dizemos que o sofrimento em Soledad no Recife e Ausências é redundante. E a redundância pode ser um procedimento capaz de enfatizar a visibilidade desse sofrimento, o que implica um considerável impacto sobre algumas diretrizes do trabalho memorialístico. Sua presença permitiria que as considerações freudianas relacionadas à memória: recordar, repetir, elaborar se tornam ainda mais enfáticas quando no registro do objeto artístico.

Como procedimento a redundância ainda chamaria à necessidade da escuta e do acolhimento ( e entendimento) da dor do outro e pelo outro. Nesse percurso a hipótese central do plano de trabalho é: Nesse material a redundância pode ser considerada como um procedimento narrativo? Enquanto procedimento narrativo teria a função de dar densidade ao sofrimento? A densidade, por sua vez, poderia favorecer o desenvolvimento da empatia no registro memórialistico?


OBJETIVOS:

  • Proceder à leitura do material bibliográfico necessário à análise;

  • Averiguar em acervos outros materiais similares para compor o projeto, com vistas a possível ampliação do corpus;

  • Delimitar o conceito de redundância;

  • Analisar como a redundância, enquanto procedimento artístico se faz presente nas duas produções artísticas selecionadas;

  • Relacionar aspectos analisados em outros materiais levantados;


MATERIAIS E MÉTODOS

A pesquisa se dá no âmbito da literatura comparada. Os procedimentos de pesquisa correspondem à pesquisas bibliográfica e análise dos dados com base no romance Soledad no Recife do escritor brasileiro Urariano Mota e Gustavo Germano elaborou o ensino fotográfico “Ausências” com base na tragédia que vivenciou.

Os procedimentos de geração dos dados da pesquisa estão assentados no método de pesquisa bibliográfica. Os dados que estão sendo descritos e analisados nesta pesquisa foram/estão sendo constituídos a partir das leituras das obras que compõem o corpus do trabalho.

No período de janeiro a fevereiro de 2017, visto a recém entrada no programa PIBIC, foi realizada a leitura dos referenciais teoricos e a pesquisa bibliografica. Iniciamos entrando em contato com os principais conceitos que regem o plano de trabalho para então começar a analise propriamente dita.

Priorizamos por hora o reconhecimento dos conceitos de Trauma, Catastrofe, Narrativa do Trauma, Memória e Testemunho, conceitos estes que dão norte ao projeto. A analise se dará nos proximos meses, pois já nos apropriamos dos conceitos necessários para a analise e o levantamento bibliografico já está avançado.
RESULTADOS PRELIMINARES

Para iniciar o tratamento das questões levantadas no plano de trabalho precisamos nos apropriar de alguns conceitos bases, tais como: Trauma, Catastrofe, Narrativa do Trauma, Memória, Testemunho e Redundancia. Estes pontos são a base para melhor entender e tratar o corpus do trabalho.


Linguagem e Narrativa

O conceito de narrativa nos leva a entender o contexto social humano, visto que “As narrativas orais se configuram em importante forma de socialização humana” (ALCÂNTARA). Isto se dá por termos na línguagem importantíssimo meio de construção de sentido e de relações humanas. Com isso acreditamos que

A linguagem humana, seja oral ou escrita, é integrante de campos discursivos que trazem consigo todo um processo de construção de sentidos. Adentrando o terreno da discursividade, percebe-se que nenhuma manifestação discursiva é neutra; existe uma intenção que atua na produção do discurso. Além disso, é importante considerar que os sentidos e representações daquilo que se fala, e do que se ouve, são histórica e socialmente construídos. (ALCÂNTARA)
Acreditamos, conforme afirma Alcântara que levanta conceitos de Maingueneu, que as manifestações discursivas tem sempre uma intenção, nela não existe neutralidade e que as nossas percepções são advindas de nossa socialização. Vygotsky já afirmava que

é na relação social com o outro, que o ser humano constitui-se como tal. Os seres humanos possuem um inegável substrato biológico, mas é sua constituição sócio-cultural a principal responsável por sua diferenciação em relação às demais espécies animais. (ALCÂNTARA)


É pela linguagem que o ser humano se desenvolve culturalmente, sendo a mesma produto de cultural. É pela linguagem que o ser humano expressa seus pensamentos, ideas, ideologias etc, percebemos então a importância da linguagem para as relações humanas para a expressão de suas formas de ver e entender o mundo. Alcantara afirma que

Além disso, toda a atividade humana envolve o uso da linguagem. Esta, por sua vez, é um produto cultural, um sistema simbólico que funciona como mediador de nossas representações da realidade. Por meio dela o pensamento humano é exteriorizado, e sua percepção e ação podem ser organizadas em conceitos e categorias. (ALCÂNTARA)


As Narrativas expressas pela linguagem, sejam estas orais ou escritas são importantes para a construção da memória. Pelas narrativas serem compatilhadas elas corroboram para o desenvolvimento do pensar coletivo e para a construção de sentido.
Escrita e oralidade, expressas pela linguagem, perpassam os âmbitos individuais e coletivos na constituição da memória através das narrativas, alcançando a transmissão e manutenção de conhecimentos. Esta constatação aponta para o fato de que as narrativas – orais ou escritas –, por serem compartilhadas, contribuem para se pensar a linguagem como sistema simbólico diretamente implicado no desenvolvimento cognitivo humano, e logo, na formação de conceitos. (ALCÂNTARA)

Trauma

Outro importante conceito que nos apropriamos é o de Trauma. O evento traumatico ressoa na memória de quem o sofreu. Assim, “as marcas deixadas por um evento traumático vêm instalar um presente contínuo” (Maldonado & Cardoso, 2009). Logo, quando se passa por um evento traumatico ele se perpetua no presente, suas marcas são carregadas por toda a vida.

O Trauma é encarado como uma lesão ocasionada por um fator externo, o qual tem a capacidade de interferir fortemente no psicologico humano.

Etimologicamente trauma consiste em “lesão provocada por um agente externo”. (Maldonado & Cardoso, 2009, p.1). A agressão pode desencadear um poder onipotente sobre a psiquê do indivíduo atingido configurando-se então como “um afluxo pulsional excessivo” ou trauma psíquico (Maldonado & Cardoso, 2009, p.1), que impede o indivíduo de elaborar a agressão sofrida. A literatura brasileira do século XXXXI não esteve à margem desta vertente. (SARMENTO-PANTOJA 2014)

Segundo Knobloch "O traumático aparece pela impossibilidade de representação, como um estado limite do psíquico, não elaborado e desorganizado, que pode ser 'qualificado' de não representável" (Knobloch, 1998: 94 apub Maldonado & Cardoso, 2009).

O estudo do trauma na qual

a psicanálise veio a desenvolver o conceito de trauma psíquico, o qual, no período mais tardio da teoria freudiana, a partir da virada dos anos 20, passa a ser entendido, de forma geral, como um afluxo pulsional excessivo, sobrepondo-se à capacidade do psiquismo de ligá-lo e elaborá-lo. Assim, o traumático estaria situado além da capacidade de representação psíquica. (MALDONADO & CARDOSO, 2009)

O trauma deixa diversas sequelas no individuo que sofreu o evento traumatico. As marcas deixadas na memória deste não pode ser apagada. O trauma se perpetua no consciente e no inconsciente do sujeito. Assim,

a experiência traumática é aquela que não se representa ainda que deixe, inevitavelmente, marcas indeléveis na memória. Nesse sentido, estabelece-se estreita articulação entre traumático e indizível. É para este caráter praticamente indiscernível entre o vivido traumático e o indizível. (MALDONADO & CARDOSO, 2009)

Antonello levanta a necessidade da narrativa do evento traumatico ser reconhecida como verdadeira, pois existe a necessidade de se narrar o trauma e a descrença neste se nega a existencia do evento traumatico e assim os sentimentos vividos pelo sujeito que sofreu o trauma.

Desacreditar, não ouvir a vítima de acontecimento traumático, significa não reconhecer como verdade a história de quem a conta, com isso se nega não apenas que o acontecimento traumático tenha existido, mas o próprio sujeito que sofreu a experiência. Deste como, as consequências para o sujeito que retorna de uma situação de violência, a qual não tem meios de significar, e sofre a ação do desmentido, são devastadoras. (ANTONELLO 2015 p. 306)

Narrar o trauma não é só contar ao outros o que se passou, mas sim uma necessidade além, um impulso quase fisico. Seligmann-Silva afirma que existe “a necessidade absoluta do testemunho. Ele se apresenta como condição de sobrevivência”. (SELIGMANN-SILVA 2008, p. 65)



Memória

Wersch assinala que o termo memória não é um conceito fechado, ele pode ser entendido de diversas maneiras.

It is not obvious how to catalogue all the interpretations of memory that now clutter the conceptual landscape, especially since these interpretations often exist in the form of implicit assumptions rather than explicit formulation. Differences there are, however, and they have a profound effect on how memory is discussed and how participants in this discussion understand – and misunderstand – one another. (Wersch, 2007, p. 30 apub ALCÂNTARA).
Ao que se refere ao trauma e memória Seligmann-Silva diz que “o trauma é caracterizado por ser uma memória de um passado que não passa”. Seligmann-Silva também afirma que “O testemunho é uma modalidade da memória”.

A memória é entendida como construção vivicional, ela se constroi por experiências vivida, segundo Halbwachs. O autor reitera que “Não é na história aprendida, é na história vivida que se apóia nossa memória” (HALBWACHS, 1990, p.60).

A memória humana é aqui entendida como construição também coletiva, a memória humana se dá pelo fato do ser humano ser um animal social e que se utilizam de signos para entrar em contato.

Para pensar em tais constituições coletivas da memória humana, Wersch se apoia nas ideias de Vygotsky e Bakhtin de que os seres humanos são animais que utilizam signos e desenvolvem formas de ação especiais, como falar e pensar, envolvendo uma “combinação não redutível de um agente ativo e uma ferramenta cultural” (p. 123). Isso significa que a evolução cognitiva não depende somente do individuo, mas também do meio social no qual está inserido. (ALCÂNTARA)



Redundância

Ao que se refere a redundância entendemos que esta “pode ser julgada adequada ou não, dependendo de como os participantes a assimilam, constroem-na, (re)sifnificam” (RITONDALE, 2002). Ela pode ser entendida também como processo de esclarecimento ao leitor e por vezes é necessária para que exista uma construção de sentido eficaz.

A redundância é um uso explicável pelas motivações humanas da enunciação, que variam conforme a situação e o contexto em que tais motivações são construídas na interação entre, no mínimo, duas pessoas (os solilóquios só se justificam com referência ao outro, incorporado ao pensamento dividido do eu). (RITONDALE, 2002)



Testemunho e Narrativa do trauma

Em relação a Narrativa do Trauma Seligmann-Silva afirma que a narrar o trauma “tem em primeiro lugar esse sentido primário de desejo de renascer”.

Narrar o trauma não é só contar ao outros o que se passou, mas sim uma necessidade além, um impulso quase fisico. Seligmann-Silva afirma que existe “a necessidade absoluta do testemunho. Ele se apresenta como condição de sobrevivência” (SELIGMANN-SILVA 2008, p. 65).

Ao tratarmos da narrativa do trauma concluimos que existe “A necessidade de contar ‘aos outros’, de tornar ‘os outros’ participantes, alcançou entre nós, antes e depois da libertação, caráter de impulso imediato e violento, até o ponto de competir com outras necessidades elementares” (LEVI, 1988, p.7 apub SELIGMANN-SILVA 2008).

Esta narrativa não é como aos outras, nela está contido elementos únicos. Seligmann-Silva constata que “todo testemunho é único e insubstituível. Esta singularidade absoluta condiz com a singuralidade da sua mensagem. Ela anuncia algo excepcional.”

De acordo com Eugénia Vilela “a testemunha não é apenas aquele que viu o que ocorreu (espectador) mas também aquele que participou no que ocorreu (o que sofre a ocorrência). Sendo uma figura metade lógica e metade narrativa o testemunho afigurase como uma forma híbrida de discurso” (VILELA, 2012, p. 145 apub SARMENTO-PANTOJA).

Os conceitos relatados acima estão embricados, ou seja, se faz necessario entender um para poder entender os demais e por conseguinte poder analisar o corpus da pesquisa. A etapa de analise se dará nos meses seguintes.
PUBLICAÇÕES

Pretendemos apresentar os resultados provenientes da pesquisa nos seguintes eventos:



  • XXXVIII Encontro Nacional dos Estudantes de Letras (XXXVIII ENEL – Belém- PA). O evento será realizado de 23 a 29 de julho de 2017 na Universidade Federal do Pará – Campus Belém.

  • XXII Semana Acadêmica de Letras (XXII SEMAL) da Universidade Federal do Pará. O evento será realizado no período de 29 a 31 de março de 2017 no Campus Belém.

  • Semana Acadêmica de Estudantes Letras (SAEL) da Universidade Estadual do Pará. O evento será realizado no Campus do I, CCSE,dessa IES. Data ainda não divulgada.

  •  II Encontro Guamaense dos Estudantes de Letras (II EGEL). O evento será realizado no período de 20 a 22 abril de 2017, na UEPA, Campus de São Miguel do Guamá.


ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NOS PRÓXIMOS MESES

Nos próximos meses, estaremos empenhadas em:



  • Analisar os corpus da pesquisa

  • Produzir um artigo científico proveniente da análise do corpus

  • Elaborar texto a ser apresentado no Seminário de Iniciação Científica

  • Apresentar os resultados da pesquisa em forma de trabalhos a serem expostos em eventos;

  • Submeter pelo menos um artigo a uma revista, com Qualis, de nossa área de pesquisa;

  • Continuar a pesquisa bibliográfica e leituras programadas da tabela abaixo.




01

AGMBEN, Giorgip. O que resta de Auschwitz: o arquevo e a testemunha (Homo Sacer III). Trad. Selvino J. Assman. São Paulo: Boitempo Editorial, 2008.

02

ASSMAN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Tradução de Paulo Soethe. Campinas: UNICAMP, 2011.

03

BOBBIO, Noberto. O tempo da memória. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

04

BOSI, Alfredo. Literatura e Resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

05

FERNANDES, Maria Helena. Corpo. São Paulo: Casa do Psicologo, 2003. (Colação Clínica Psicanalítica, vol. XXII).

06

HALBWACHS, Maurice. A Memória Coletiva. Tradução de Beatriz Sidou. São Paulo: Centauro, 2003.

07

LUQUE, Cecilia Inês. Balún Canán de Rosários Castellanos: um exemplo de memórias pseudotestimoniales. Coatepec. Toluca. Universidade Autonôma de México, enero-junio, 2003, II, n4.

08

RANCIÈNE, Jacques. O inconsciente estético. Tradução de Mônica Costa Netto. São Paulo: EXO Experimental; Ed. 34, 2005.

09

SCHAFFER, Margareth. FLORES, Valdir do Nascimento e BARBISAN, Leci Borges (Orgs). Aventuras do sentido: psicanálise e linguística. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002.

10

UMBACH, Rosani. Memórias da repressão e literatura: algumas questões teóricas. Memórias da repressão. Santa Maria: UFSM, 2008.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Iniciamos a pesquisa no mês de janeiro, visto que houve a mudança da antiga bolsista PIBIC. Estamos desenvolvento o trabalho há dois meses. Inicialmente entramos em contato com o referêncial bibliográfico. Por tanto partimos primeiramente da leitura dos conceitos bases da pesquisa também de fichamentos das obras lidas.

Realizamos o levantamento bibliográfico e a leitura do mesmo, restando alguns livros/artigos, mencionados acima, para concluir a esta etapa da pesquisa e dar continuidade.

Após as leituras que serão realizadas daremos inicio a análise do corpus da pesquisa. Nos meses seguintes daremos incio a produção do artigo.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTONELLO, Diego Frichs. Trauma, memória e reconhecimento: uma Interlocução entre a literatura de testemunho e a Psicanálise. Foz do Iguaçu PR: UNIOESTE, 8 a 11 de dezembro de 2015, ISSN 2316-266X, n.4. Disponível em: http://www.aninter.com.br/Anais%20Coninter%204/GT%2015/21.%20TRAUMA,%20MEMORIA%20E%20RECONHECIMENTO.pdf

DE MARCO, Valeria. A literatura e a violência de Estado. Revista Lua Nova. São Paulo, s/v., n.23, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ln/n62/a04n62

MALDONADO, Gabriela. CARDOSO, Marta Rezende. O trauma psíquico e o paradoxo das narrativas impossíveis, mas necessárias. Psicol. clin. vol.21 no.1 Rio de Janeiro, 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-56652009000100004&script=sci_arttext&tlng=e

MORENO, Maria Manuela Assunção; JUNIOR, Nelson Ernesto Coelho Junior. Trauma: o avesso da memória. Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica. On-line version ISSN 1809-4414. Ágora (Rio J.) vol.15 no.1 Rio de Janeiro Jan./June 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151614982012000100004

POLLAK, Michael. Memória, Esquecimento, Silêncio. Tradução de Dora Rocha Flaksman. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, Volume 2, n.3, p. 3-15. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/viewFile/2278/1417

RITONDELE, Claudionor Aparecido. Um estudo de redundância. São Paulo, 2009.

SARMENTO-PANTOJA, Tânia. Soledad no Recife, de Urariano Mota e k., de Bernardo Kucisnki: Romance histórico? Romance de testemunho? Documentário ficcional? Ou testemulho romanceado? Anais do XIV Encontro Nacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada. UFPA: Belém, 2014. Disponível em: http://www.abralic.org.br/anais/arquivos/2014_1434476212.pdf

SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma – a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psic.clin., rio de janeiro, vol.15, n.2, p.x – y, 2003. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-56652008000100005

_________________. Imagens precárias: inscrições tênues de violência ditatorial no Brasil. Estudos de Literatura Contemporânea (Brasilia), volume 1, 2014, n. 43. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/elbc/n43/02.pdf

ZEMAN, J. Significado filosófico da noção de informação. In: O conceito de informação na ciência contemporânea. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.
DIFICULDADES ENCONTRADAS:

A dificuldade encontrada até o presente momento foi o pouco tempo que tivemos para fazer o levantamento bibliografico e as leituras do referencial teórico da pesquisa. Isso se deu por estar atuando como bolsista do PIBIC a apenas dois meses, visto a recente mudança de bolsista.

Apesar do tempo, grande parte das leituras foi realizada e até o momento não tivemos dificuldades com os conceitos base da pesquisa. Além do mais o acompanhamento sistemático da orientadora está sendo proveitoso e a assistencia acontece sempre que necessário.
PARECER DO ORIENTADOR: Manifestação do orientador sobre o desenvolvimento das atividades do aluno e justificativa do pedido de renovação se for o caso.

A bolsista substituiu outra discente, que não mais disponibilidade para desenvolver as atividades previstas. É bastante dedicada e está desenvolvendo sua pesquisa com habilidade.



INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Em caso de aluno concluinte, informar o destino do mesmo após a graduação. Informar também em caso de alunos que seguem para pós-graduação, o nome do curso e da instituição.

DATA : /02/2017

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ASSINATURA DO ORIENTADOR

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ASSINATURA DO ALUNO

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