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Encontro10.07.2018
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Estudo do Alvo Terapêutico c-kit em Tumores Cerebrais
Resumo

Os tumores cerebrais são raros, afectando em média 10 em cada 100,000 habitantes. No entanto, a sua forma mais frequente, o glioblastoma, é uma das mais agressivas neoplasias humanas. Apesar dos avanços nas áreas da neurocirurgia, radioterapia e quimioterapia, o prognóstico dos doentes com glioblastoma continua reservado, com uma sobrevida média de aproximadamente 12 meses.

Assim sendo, novas abordagens terapêuticas, tais como a utilização de fármacos que inibem moléculas fundamentais no desenvolvimento e progressão do tumor, poderão constituir novas armas no tratamento destes doentes. Um desses alvos, é a molécula c-kit. Esta molécula regula processos biológicos vitais tais como crescimento, diferenciação e migração celular, encontrando-se desregulada em alguns tipos de tumores tais como tumores estromais gastrointestinais, chamados GISTs. O tratamento destes doentes com fármacos inibidores da c-kit, tais como o Imatinib e Sunitinib está a ser um sucesso. A sua eficácia está, no entanto, relacionada com a presença e tipo de alterações moleculares da c-Kit. Embora a desregulação da c-kit em tumores cerebrais esteja pouco elucidada, estão já em curso a nível internacional, ensaios clínicos que visam avaliar a aplicabilibidade destes fármacos inibidores da c-kit em doentes com tumores cerebrais.

Recentemente, o nosso grupo analisou uma ampla série de tumores cerebrais, na qual observou a presença de alterações da molécula c-kit em cerca de 15% de doentes com glioblastoma. Estas alterações moleculares foram distintas das reportadas em doentes com GISTs, sendo a sua implicação biológica e terapêutica desconhecida.



Com o estudo proposto, usando linhas celulares de tumores cerebrais como modelo, pretendemos esclarecer o papel das alterações da c-kit por nós encontradas na génese e progressão destes tumores. Pretendemos também avaliar a sensibilidade das células tumorais exibindo estas alterações, aos fármacos inibidores em questão. Acreditamos que estes resultados poderão constituir o primeiro passo numa nova abordagem terapêutica em doentes com tumores cerebrais.







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