Diferenças entre am e fm



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Diferenças entre AM e FM

O Conteúdo a seguir foi extraído do Livro
Como Criar, Produzir e Apresentar no Rádio
Cyro César - Editora Ibrasa - 2000

AM

Possui uma linguagem mais quente e mais próxima do ouvinte. Os programas produzidos para o AM buscam maior intimidade com o ouvinte. Falam mais perto do ouvido, para chegar mais rápido ao coração.
Embora as emissoras no AM também busquem a segmentação junto ao público ouvinte, é notória a preocupação com a cumplicidade e participação de quem ouve a rádio. Seja na notícia, na utilidade pública ou no entretenimento a linguagem do AM tem sua linguagem própria - mais extensiva e explicativa.
O produtor de um programa no AM vai preocupar-se mais com o preenchimento do tempo da programação com diálogos, conversas e a palavra do comunicador.
Sua tarefa é preencher um programa com 70% de comunicação e 30% com músicas, quando não eliminar as musicas, no caso de uma rádio news (rádio de notícias).


Encontramos comumente programas de caráter mais popular preenchendo as seguintes características:

a) Programas de entretenimento:


Ex.: Programa Eli Corrêa - Rádio Capital


b) Programas de prestação de serviços:
Ex.: Rádio Bandeirantes AM


c) Programas de informação de notícia:
Ex.: Rádio Jovem Pan AM

FM
Sua linguagem é mais direta e objetiva, visando buscar o ouvinte pela instanteneidade. O perfil do ouvinte do FM não é ligado a uma só emissora como no AM. O ouvinte do FM busca a música ao invés do diálogo.
É comum o ouvinte mudar de estação quando a emissora veicula seus comerciais ou quando o locutor começa a falar muito.
Embora muitas emissoras no FM procurem popularizar mais sua segmentação como no AM, dificilmente conseguem estabelecer a mesma fidelidade do ouvinte com a rádio.
No FM também está presente a segmentação do ouvinte com a programação, ou seja, uma emissora que toque somente samba terá a maioria de seus ouvintes adeptos ao gênero.
O FM apresenta ainda uma característica bem peculiar do AM, seus comunicadores segmentam também a forma de apresentar os programas.
Uma emissora que toque rock terá seus comunicadores inflexionando uma locução dentro da linguagem do público ouvinte.
Bem como outra emissora que já seja adepta do gênero sertanejo, terá seus comunicadores assumindo uma postura mais popular e regional.
Pelo menos é esta a técnica que se tem observado nos departamentos artísticos desde o meio dos anos 80, onde a segmentação começou a ser mais presente no FM.



A produção no FM, apresenta uma característica mais musical devido ao conteúdo da sua programação. Entre elas geralmente destacam-se:

a) Programas de variedades.
b) Programas informativos.
c) Programas de entrevistas
d) Programas de música.


A Antena
A antena é um dos principais equipamentos da Rádio Comunitária. Dela depende a qualidade de sinal recebido pelo seu ouvinte, bem como a segurança e a estabilidade da radiofreqüência emitida por sua rádio. Ela deve ser de procedência confiável e imprescindivelmente que sejam industrializados por uma empresa idônea e reconhecida no mercado com tecnologia de ponta, que possa confiar garantia de funcionamento, assistência técnica, além do que seu projeto não pode ser um protótipo experimental de bancada de escola. Digo isso por que já vimos muitos colegas despenderem muitos gastos e terem problemas técnicos seríssimos sem terem com quem soluciona-los.
Por ocasião da proliferação das emissoras comunitárias (RadCom - Lei 9.612), surgiram repentinamente muitos curiosos de plantão com projetos mirabolantes, mas sem nenhum suporte técnico para montá-los devidamente. Esses experimentos tem provocado inúmeros problemas, causando até uma péssima imagem no movimento, além do que, nem sempre oferecem garantias de funcionamento nem qualidade suficiente e adequada para receberem uma homologação de funcionamento pelo Ministério das Comunicações. Portanto, procurem saber da procedência da sua antena ao adquiri-la, uma vez que na regulamentação, são exigidos equipamentos homologados no MiniCom.

Instalação

Todo e qualquer antena transmissora deve ser instalada de forma correta: Calibrada no local da transmissão por técnico competente, habilitado e instrumentalizado. O mesmo se dá com o cabo coaxial que liga o transmissor à antena, pois o bom funcionamento do sistema irradiante depende muito de vários fatores técnicos, entre eles:


1 - A freqüência a ser utilizada;

2 - O dimensionamento do coaxial;

3 - O modelo da antena;

4 - Até mesmo a topografia e a concentração urbana da região

Tudo isso deve ser levada em conta. Não adianta a aquisição de um bom equipamento se o mesmo for instalado de forma incorreta. O relapso nesses detalhes podem levar a outros fatores inconvenientes, como por exemplo as indesejáveis interferências em outras freqüências, o superaquecimento do transmissor e seu conseqüente encurtamento da vida útil.

A antena deve ser calibrada através de um medidor de Relação de Onda Estacionária (R.O.E.), que deve apresentar o menor índice possível de potência refletida. Lembrando que este é o detalhe mais delicado na instalação do sistema irradiante.

Também, recomenda-se que o transmissor seja instalado o mais próximo possível de sua antena, pois quanto maior for o cabo coaxial que liga o transmissor à antena, maior será a perda de potência irradiada, sabendo-se que ambos devem ser instalados em lugar ALTO E ABERTO, como no alto de algum edifício localizado no centro da área a ser atingida, ou no topo de alguma montanha próxima da região.

Instalação do mastro e antena

A antena é um dos componentes mais importantes do sistema de transmissão. Sua instalação deve ser feita de maneira precisa e robusta para proporcionar um bom rendimento e agüentar as intempéries do tempo.


Procure instalar a antena sobre um mastro rigidamente fixado no local mais alto do imóvel.

Existem duas maneiras de se fixar uma antena:

Podemos fazê-lo através de uma torre ou um mastro, depende muito das condições do imóvel onde funciona o sistema.

Torre

A torre costuma ser (quando viável) a maneira mais segura para se instala a antena, mas isto não quer dizer que os mastros também não possuem suas qualidades.

Numa torre, podemos instalar mais de uma antena, ou até mesmo o pára-raios, além de denotar num acabamento mais sólido.

Procure instalar a torre sobre terreno firme e plano. Faça alicerces de alvenaria para sustentação da mesma. Recomenda-se que quanto mais alta for a torre, mais profundo deverá ser esse alicerce, no mínimo um quarto do tamanho da torre de profundidade. Isso quer dizer se sua torre possui 10 metros de altura, o alicerce deverá ter ao menos 2,5 metros de profundidade.

Além do alicerce, devemos também prever para a torre os estirantes de sustentação. Calcule um jogo de três estirantes a cada 6 metros de torre. Assim se sua torre possuir 18 metros, ela deverá ter três jogos de estirantes.

Quanto aos estirantes, devemos prever também os seus respectivos pontos de fixação. Recomenda-se que esses estirantes formem um ângulo mínimo de 30 graus em relação ao eixo da torre. o ideal seria que tivesse de 35 a 60 graus. Isso tudo, depende do tamanho do terreno que se dispõe para as instalações.

Nos pontos onde se fixa os estirantes no chão, devemos cuidar para que tenha razoável condição de firmeza. É conveniente que se chumbe um moirão no local onde irá se fixar esses estirantes.

Quanto ao pára-raios, procure instalar no mínimo 2 metros acima da antena e um metro longe do seu eixo, pois só assim poderá se garantir sua eficiência.

Mastro

O mastro costuma ser mais barato e prático para se instalar, mas devemos fazê-lo com todo o cuidado.


Da mesma forma como a torre, devemos prever uma base de sustentação também segura. Existem duas maneira de se fixar um mastro. Uma é através de uma parede. a outra é através de uma base no chão. Mas lembre-se que nas duas maneiras, devemos cuidar também dos estirantes, assim como se faz na torre.

Para se fixar um mastro na parede:

Fixe com abraçadeiras metálicas um cano de ferro que supere a altura máxima do imóvel a um nível superior a três metros. Lembrando que quanto mais alta estiver sua antena, melhor será seu rendimento.

Para manter o mastro seguro de ventanias e de forma firme, prenda-o com estirantes de aço a cada três metros do cano.

É muito importante que a antena esteja no mínimo a mais de 3 metros acima dos telhados e obstáculos que a circulam, pois sé assim teremos segurança de que não haverá nada para as ondas transporem para sua propagação, além do que esta é a altura mínima e conveniente parta que a onda seja irradiada pela antena e alcance o horizonte.

Instalação do cabo na antena

Quanto à instalação dos terminais do cabo coaxial à antena, observe com cuidado a limpeza de seus elementos. O uso de uma lixa comum nos mesmos, limpa possíveis camadas de oxidação, tanto nos terminais do cabo, quanto no alumínio dos elementos.

Procure parafusá-los firmemente com arruelas de estrias junto aos terminais, parafusos de latão e arruelas de pressão junto à porca.

Observe a correta polarização do cabo nos elementos da antena, ou seja: o positivo (núcleo do cabo) no elemento superior e o negativo (malha do cabo) no elemento inferior.

Após esta operação, pinte-os com tinta esmalte nos pontos críticos da oxidação. Faça em seguida uma bandagem com fita "TEFLON" sobre os terminais e os isoladores e uma outra camada de fita de auto-fusão.

Prenda o cabo junto ao mastro com fita de auto fusão, desça-o verticalmente até alcançar o transmissor. Evite o acúmulo ou sobra de cabo enrolado para não provocar a chamada "realimentação" que causa desajustes técnicos na transmissão.



Descoberta do Rádio

O Conteúdo a seguir foi extraído do Livro


Como Criar, Produzir e Apresentar no Rádio
Cyro César - Editora Ibrasa - 2000

Foi em 1864 que o físico escocês James Clerk Maxwell lançou a teoria de que uma onda luminosa podia ser como uma perturbação eletromagnética que se prolongava no espaço vazio atraída pelo éter.

O princípio de Maxwell era de que ondas de natureza eletromagnética povoavam o infinito em todas as direções e a luz e o calor radiante pertenciam a este tipo de ondas.
O físico morreu e deixou ao mundo apenas a idéia através desta teoria matematicamente comprovada, sem poder contudo levá-la para o campo experimental.

Em 1887, vinte e três anos mais tarde, Heinrich Rudolf Hertz, um jovem estudante alemão impressionado com a teoria de Maxwell, construiu um aparelho que se compunha de duas varinhas metálicas de 8 centímetros de comprimento, colocadas no mesmo sentido e separadas por um intervalo de 2 centímetros; unindo cada varinha aos pólos de um gerador de alta tensão, carregava-se um condensador, parte integrante do equipamento, que sofria o mesmo número de alterações.

O dispositivo assim construído produzia correntes alternadas de período extremamente curto, que variavam rapidamente.
Realizou-se o sonho de Maxwell , as ondas descobertas foram chamadas de "Ondas Hertzianas" em homenagem a seu descobridor.
Hertz depois verificou que essas ondas viajavam com a mesma velocidade da luz: trezentos mil quilômetros por segundo.

Em 1895, o italiano Guglielmo Marconi, após assistir em Bolonha, a repetição da experiência de Hertz, veio-lhe a genial idéia de transmitir sinais à distância. Utilizando o dispositivo do físico alemão, entregou-se pacientemente ao estudo das ondas Hertzianas. Dois anos mais tarde, Marconi descobriu o princípio de funcionamento da antena, resolvendo com isso um grande problema: enviar sinais pelo espaço.

Em 1896 ele enviou mensagens em código morse de Dover na Inglaterra a Viemeux na França, cobrindo uma distância de 32 milhas a velocidade de 20 palavras por minuto.
Guglielmo Marconi teve o mérito de reunir os conhecimentos obtidos no campo da radioeletricidade, utilizando-os para construir um aparelho que pudesse controlar aqueles sinais propagados pelo espaço. Naquele mesmo ano, ele obteve em Londres, Inglaterra, a patente do seu invento.

Em 1903, o inventor conseguiu enviar uma mensagem ao outro lado do oceano.


Em 1906 Reginald Aubrey Fessenden dispôs de um microfone, por ele construído, onde pode incorporar qualquer som desejado às ondas irradiadas, conseguindo, para surpresa de todos, transmitir pelo espaço sua voz e o som de alguns discos de fonógrafo.
Estabeleceu-se, em 1907, um serviço telegráfico entre os Estados Unidos da América e a Inglaterra.

Em 1908, os físicos de todo o mundo travavam lutas sem tréguas para o seu aperfeiçoamento. Joseph John Thompson, Thomas Alva Edson, Lee de Forest, John Ambrose Fleming e Erving Langmuir construíram as primeiras válvulas.


Guglielmo Marconi recebeu em 1909 o Prêmio Nobel da Física. Sem nenhuma intenção de contestarmos as enciclopédias ou as obras oficiais que traduzem a história universal, nosso capítulo sobre a descoberta do rádio não teria sua efetiva abrangência, se não inseríssemos os fatos sobre a vida do Padre Roberto Landell de Moura "o homem que apertou o botão da comunicação".

Nascido a 21 de janeiro de 1861 em Porto Alegre, iniciou seus primeiros estudos no Colégio dos Jesuítas na cidade de São Leopoldo, onde concluiu com grande brilhantismo o curso de Humanidades.


Aos dezoito anos, Landell seguiu para o Rio de Janeiro, antiga Capital Federal, onde, na Escola Politécnica do Distrito Federal, iniciou seus estudos na área científica.

Em busca de mais conhecimentos, transferiu-se para Roma, Itália, onde desenvolveu estudos na área de ciências químicas e físicas, na Universidade Gregoriana e no campo religioso no Colégio Pio Americano.

Na capital italiana é que o jovem seminarista Landell de Moura principiou a conceber as primeiras idéias em torno de sua teoria sobre a unidade das forças físicas e a harmonia do universo.

Em 1886, ordenou-se sacerdote na Europa. Neste mesmo ano regressou ao Brasil para iniciar seu trabalho religioso no Rio de Janeiro.


Em 1892, vamos encontrá-lo em Campinas, São Paulo, onde foi pároco, dedicando-se simultaneamente ao ministério sacerdotal e a seus estudos científicos, promovendo na cidade campineira as primeiras experiências de radiodifusão no mundo.

Aquela revolucionária demonstração do Padre Landell de Moura, consistiu de levar sua voz a grandes distâncias sem a utilização de fios. Isto lhe custou caro, pois a opinião pública não aceitou seu trabalho científico, rotulando-o de padre renegado, herege e bruxo.

O Padre Landell recebia as constantes transferências de uma cidade para outra e as injustiças de seus superiores com muita paciência e resignação.
Em 1902, após anos de exaustiva tentativa na intenção de conciliar seu ministério na igreja, com seu trabalho de cientista, inventor e pesquisador, transferiu-se para Nova York.
Pretendia permanecer nos Estados Unidos por seis meses, que acabaram se transformando em três anos.

Além de aperfeiçoar seus conhecimentos, suas descobertas foram consideradas tão revolucionárias que, para obter as patentes tão desejadas, foi obrigado a construir um modelo de cada equipamento para demonstração de funcionalidade dos mesmos.


Cumpriu todas as formalidades e recebeu nos Estados Unidos da América, as seguintes patentes: no. 771.917 de 11 de outubro de 1904, para Transmissor de Ondas, no. 775.337, de 22 de outubro daquele ano, para Telefone sem Fio, e no. 775.846, da mesma data, para Telégrafo sem Fio.

De volta ao Brasil, em 1905, pretendia o Padre Landell de Moura doar seus inventos, com as respectivas patentes ao governo brasileiro.


Escreveu ao Presidente da República do Brasil, Dr. Francisco de Paula Rodrigues Alves, solicitando dois navios da esquadra brasileira, a serem utilizados na Bahia da Guanabara, para uma demonstração pública dos seus inventos.
O presidente designou então, um de seus assessores para saber junto ao padre as suas reais necessidades.

Devido a complexidade das explicações de Landell de Moura ao dito assessor e por não compreender nada do assunto, o mesmo desconversou o pedido do padre junto ao presidente, dizendo ser ele um lunático.


No dia seguinte, um telegrama gentil da Presidência da República informava ao Padre Roberto Landell de Moura, lamentavelmente, não ser possível atender a seu pedido.
Landell de Moura deveria aguardar uma outra oportunidade...

Lamentável... Houvesse o padre, sido atendido em seu pedido, a história das transmissões por rádio poderiam ter se iniciado em nosso país.


Em 1927, Landell de Moura foi elevado à dignidade de Monsenhor, para no mesmo ano ser nomeado Arcebispo do Cabido Metropolitano de Porto Alegre.

Morreu em 30 de julho de 1928, aos 67 anos de idade, rodeado de amigos e fiéis.


... Só nos resta o consolo de dizer que o Padre Roberto Landell de Moura foi um brasileiro que viveu à frente do seu tempo ...

Deveres do Locutor

1 - Se você for iniciante, precisa aprender antes de tudo a ouvir. Se adotar esse comportamento desde o início, aprimorará o seu padrão profissional a cada desempenho. Ser um bom ouvinte significa prestar atenção no rádio e na TV, observando, analisando o conteúdo da programação, na forma como é colocada a mensagem no veículo. Na maioria das vezes, nos ouvimos o rádio e a TV de maneira passiva e sem análise do que estamos ouvindo e vendo de fato. O bom locutor, radialista ou comunicador, observa os meios de comunicação com olhos e ouvidos críticos a todo momento. Por um lado ele se protege das armadilhas subliminares da comunicação, por outro lado ele aprende a comunicar-se avaliando o trabalho dos "colegas".

2 - É preciso estar informado de tudo o que for possível. O apresentador, produtor ou radialista está com a responsabilidade da informação correta cada vez que pegar no microfone. Não podemos correr o risco de passar informações incorretas, duvidosas ou inconsistentes. O ouvinte normalmente acredita no seu discurso, mas poderá decepcionar-se com seu programa ou rádio, caso perceba "insegurança" na sua informação.

3 - Durante o trabalho, concentre-se. Evite distrair-se com a música que está tocando. Preste atenção no que está acontecendo no programa. Lembre-se que quem deve curtir é o ouvinte. O apresentador está trabalhando e deve encarar os acontecimentos do programa como tal. Devemos animar o programa, sem perder o controle e a atenção do que estamos fazendo.

4 - Procure aproveitar o tempo de exibição das músicas, para preparar-se para os próximos blocos de locução ou operação.

5 - O bom apresentador deve identificar as reais importâncias em relação às atividades desenvolvidas por ele em relação ao programa ou à emissora da qual faz parte.

6 - Identifique-se com o ouvinte e não o inverso. Procure dar ao ouvinte um clima de confiança e amizade. Fale a língua de seu ouvinte. Conquiste-o para sua audiência. Só assim, você poderá obter o prestígio necessário para que você passe sua mensagem.


Dicas e Toques
Devemos manter sempre o padrão normal da voz, afinal o nosso trabalho depende dela.
Observe sempre a divisão de uma frase quanto á sua pontuação.
É desagradável ouvir o locutor "comendo" letras das palavras ou pronunciando mal ás frases. Faça a leitura das palavras antes de ir ao ar.
Saber manter a velocidade da fala e adaptá-la a diferentes situações (ritmo e música).
Dê uma colorido á locução no ritmo e na dinâmica das variações da programação.
Ao ler, respeitar aos sinais gráficos.
Para não ocorrerem erros de linguagem, escreva antes de falar.
O que for falado ao microfone deve ser de forma rica e inteligente, e usando palavras adequadas e lógicas, sempre respeitando o conhecimento do ouvinte. Evite expressões muito complicadas, seja claro e acessível.
Você deve ser companheiro do ouvinte, deve transmitir alegria, credibilidade e colorido nos momentos certos da programação.
Mantenha-se sempre informado sobre os acontecimentos do dia-a-dia. Assunto de política, esportes, economia e atualidades. Demonstre conhecimento quando der uma notícia e faça um breve comentário.
Ao falar sem preparação prévia, você deve conhecer muito bem o assunto.
Tenha criatividade, seja você mesmo.
É importante você ser identificado por seus ouvintes pelo seu estilo próprio, e não como imitação dos outros profissionais.
Procure abastecer o ar no momento certo da frase, para que você não perca o fôlego durante a locução.
A inspiração por períodos curtos faz com que a locução fique entrecortada quando lida. Procure definir os pontos exatos onde também ocorrer a inspiração.
O locutor precisa saber o que está lendo ou falando ao ouvinte, deve preparar a leitura do texto de forma a assimilá-lo completamente, para que possa interpreta-lo corretamente.
Observe atentamente o início de suas frases, ela deve ser inflexionado para chamar a atenção do ouvinte.


Dicas para Diretores de Rádio

Rádio é 10% equipamento e 90% atitude.
Sucesso é 10% aptidão e 90% garra.
O produto é mais importante que o nome da emissora.
75% da população ouve rádio todo dia; 37% lêem jornal; 14% lêem revistas.
Onde estão os aparelhos de rádio: domicílio, 95%; automóveis, 63%; portáteis, 43%; rádio relógio, 41%. walkman, 22%.
"Tenho mais retorno do programa de rádio que faço em Brasília do que do programa nacional de TV." - Alexandre Garcia. Cliente e ouvinte satisfeitos: apóstolo Cliente e ouvinte insatisfeitos: terrorista
86% das pessoas que visitam a Disney voltam a cada três anos porque eles encantam os clientes.
Sua emissora mostra o que é de fato quando entra em contato direto com o ouvinte e o cliente.
25% dos funcionários estão insatisfeitos com sue trabalho - Lei Mundial.

POR QUE SE PERDE UM CLIENTE?

Por falecimento, 01%
Por mudança de endereço, 05%
Por amizades comerciais, 05%
Por maiores vantagens em outras organizações comerciais, 10%
Por reclamações não atendidas, 14%
Por indiferença do pessoal que os atende, 65%
"É uma insanidade pretender fazer a mesma coisa, da mesma maneira e esperar resultados diferentes."

14 RAZÕES INCONTESTÁVEIS DA FORÇA DO RÁDIO

1. O rádio está junto ao consumidor na hora da compra, influenciando a decisão. Segundo a pesquisa Marplan, o rádio é o veículo que está junto a 93% dos consumidores na hora que antecede a compra. Ou seja, não importa o que ele viu na TV na noite anterior porque quem decide a compra é o rádio, o spot que ele ouviu a caminho do comércio.

2. Pessoas passam mais tempo com o rádio. Para convencer o consumidor ser comercial tem que ser ouvido por ele várias vezes ao dia e o rádio é o veículo que ele mais ouve, em média 3 horas e 45 minutos, mas com diversos casos acima de 4 horas diárias. Some a isso que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que vêem (imagens), principalmente se a sua mensagem estiver em forma de jingle.

3. O rádio é imbatível no horário comercial. O rádio tem o triplo de audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro durante a tarde. E mais: no horário nobre da TV (19 às 22 horas) o rádio atinge mais pessoas do que a TV durante todo o dia. Note que o rádio é imbatível justamente no horário em que as empresas e o comércio estão abertos, fazendo dele mídia obrigatória para quem efetuar uma venda. A TV só tem boa audiência à noite, quando o comércio está fechado e o cliente está em casa (de pijama e sem intenção de sair). O rádio chegada onde a TV não consegue ir.

4. Seu cliente passa 17% mais tempo com o rádio do que assistindo TV. Pesquisa do IBOPE confirma: as pessoas que fazem compras passam 17% mais tempo ouvindo o rádio do que vendo televisão, o que dá ao seu comercial 17% mais de chance de ser absorvido que o comercial da TV. E no rádio o consumidor não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela propaganda - ele pode estar na cozinha fazendo uma "boquinha", como é costume dos televisivos, e mesmo assim a sua mensagem vai atingi-lo. Melhor ainda: este tempo que o rádio passa a mais com o consumidor é no horário comercial - o período que importa.






5. O rádio atinge consumidores dos grandes ramos de atividade com mais eficiência. Segundo pesquisa, o rádio atinge a quase totalidade dos consumidores dos principais ramos de atividade em 15 dias. Observe na tabela abaixo o alcance do rádio e o perfil de consumidor em cada ramo: 93% dos consumidores de refrigerantes cola foram atingidos pelo rádio nos últimos 15 dias (as classes A B C representam 71% do total de consumidores e a idade varia entre 25 e 39 anos). 91% dos consumidores de outros refrigerantes (A B C = 74% do total, entre 15 e 24 anos. 88% de vinho (53% são mulheres e 47% homens, entre 35 e 45 anos, A B C = 65%) 97% de móveis (58% mulheres e 42% homens, 20 a 40 anos, A b c = 72%) 90% viagens internacionais (56% mulheres e 44% homens, 20 a 40 anos, A B C = 81%) 94% lanchonete (54% homens e 46% mulheres, entre 15 e 39 anos, A B C = 78%) 94% restaurantes (55% homens e 45% mulheres, entre 25 e 45 anos, A B C = 78%) 93% autopeças (75% homens e 25% mulheres, entre 25 e 39 anos, A B C = 85%) 99% motoristas que passam mais de 10 horas no volante (78% homens e 22% mulheres, com idade entre 25 e 39 anos, A B C = 96%)

6. O rádio chega onde a TV não vai. O rádio é o único veículo que atinge o consumidor em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro a caminho do trabalho, no restaurante, na hora do almoço, na lanchonete à tarde, nas lojas do comércio, no happy-hour do bar, à noite no encontro com amigos, na madrugada boêmia, na praia e na fazenda, no cooper e na bicicleta com o walkman (possuído por 51% da população). Enfim, o rádio é o único veículo que tem um público exclusivo, pronto para receber a mensagem, atingindo mesmo quando não quer.

7. O rádio está em 98% das casas, a TV em apenas 75% - uma vantagem de 23%. Nem todo mundo assiste TV, mas todo mundo ouve rádio. Além desta vantagem nas casas, o rádio está em 83% dos carros contra 1% da TV, e mais da metade da população acorda com o rádio-relógio.

8. O rádio atinge os donos de parabólica. Quem tem antena parabólica assiste seu canal preferido direto da rede sem ver os comerciais da emissora local. Só entre Itabuna e Ilhéus existem mais de 35 mil antenas parabólicas, o que significa um público potencial de 180 mil pessoas que não vêem os comerciais locais. Some a isso a ocorrência das vídeo-locadoras e o "efeito zapping" (detectado através de estudos, ele provou que a maioria das pessoas muda de canal durante os comerciais por causa da facilidade do controle remoto). Anunciar na TV local tem muito menos resultados porque mais de um terço dos consumidores não vê o comercial local. Em compensação você pode atingi-los através do rádio, ouvido pelos donos de parabólica. Você ainda tem o bônus de atingir o consumidor de vídeo no carro, na ida e na volta da locadora.

9. O horário nobre do rádio dura 13 horas, o da TV se limita somente a três. O rádio é imbatível das 6 horas da manhã até as 19 horas, mantendo um horário nobre de 13 horas contra o pequeno horário nobre da TV, situado entre 19 e 22 horas. É quatro vezes mais eficiência a favor do rádio, uma das razões do grande crescimento do veículo nos últimos anos. E com um custo 15 vezes menor.

10. Só o rádio acompanha o consumidor no verão, ganhando audiência sobre a TV. No verão as pessoas tendem a sair mais de casa durante a noite, o que esvazia o horário nobre da TV e aumenta bastante a audiência do rádio neste horário. Só ele pode ir com o consumidor para os bares, praças, a beira da praia e os calçadões. É um veículo especializado em acompanhar o consumidor onde for, marcando presença a todo momento em sua vida. O rádio acorda e passa todo o dia com seu cliente.

11. O rádio é o veículo de maior credibilidade. Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores junto ao público, todo ano o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da igreja Católica, 6 posições acima dos jornais e 10 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio e isto se reflete também em sua propaganda, que ganha veracidade.


12. Uma produção de rádio custa 95% menos. Você pode usar 10 helicópteros, 20 carros de Fórmula Um, uma fábrica inteira e milhares de pessoas em um spot de rádio gastando quase nada e em um prazo recorde. Isto porque o rádio usa a imaginação do consumidor ao invés de usar o seu bolso. Tente fazer a mesma cena na televisão e ela se transforma em uma superprodução de alguns milhares de dólares e meses de filmagem (se o tempo permitir). Além disso, quando você mostra uma "bela mulher" na TV, ela pode agradar ou não ao consumidor. Mas se você dez a ele, no rádio, que ali está uma "bela mulher", ele imagina a mulher de seus sonhos.

13. O spot de rádio pode mudar em uma hora. Um bom comercial de rádio pode ser produzido e estar no ar em menos de uma hora, enquanto o de TV requer mais de um dia e a boa vontade da emissora. Não é à toa que vemos tantos comerciais "de natal" sendo veiculados na TV após 15 de dezembro, coisa que na rádio não acontece porque nele o comercial já mudou na madrugada do dia 16. No rádio sua loja pode fazer uma promoção diferente por dia ou até por hora, adequada ao ritmo de seus consumidores. Na TV isso é simplesmente impossível.

14. Anunciar no rádio custa 15 vezes menos. Parece incrível um veículo tão superior ainda por cima ser mais barato, mas é verdade. O rádio não só é mais barato que a TV, ele custa 15 vezes menos do que ela. Com o dinheiro que você gasta anunciando uma semana na TV, seu comercial pode passar 15 semanas no rádio, atingindo muito mais pessoas, com mais eficiência, isso durante o horário em que seu negócio está aberto. E o rádio ainda chega a milhares de consumidores que a TV não alcança.



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