Disciplina: LÍngua portuguesa redaçÃO



Baixar 18.41 Kb.
Encontro28.06.2018
Tamanho18.41 Kb.

COLÉGIO TOP

DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA – REDAÇÃO

PROF.: DIONÍSIO – 1º e 2º ANO
RESENHA

A resenha configura-se como um texto cuja finalidade comunicativa é fornecer para o público um comentário crítico, uma descrição e avaliação de uma obra cultural.

Geralmente é escrita por um especialista e é veiculada em revistas, jornais, na internet. Além de avaliar – o que exige argumentação – o autor de uma resenha frequentemente insere em seu texto uma descrição da obra . Essa descrição deve conter o assunto, como ele é abordado e tratado, como é organizado, se apresenta alguma característica especial, em que é útil para o leitor. Além desses aspectos, em uma resenha:


  • há dados técnicos do autor ou do diretor da produção cultural;

  • na avaliação, destacam-se os aspectos mais significativos – qualidades técnicas, passagens interessantes do texto ou a interpretação dos atores, os títulos ou trechos de uma música, a voz dos cantores, quando for o caso;

  • a linguagem é clara e objetiva;

  • o registro pode ser formal ou coloquial, dependendo do veículo e do público ao qual se destina;

  • o texto é escrito em 3ª pessoa e com verbos no presente do indicativo.


O título da resenha
A resenha, como todo texto, tem um título. Geralmente, esse título faz alguma referência ao título da obra resenhada.

  • Título da resenha: Astro e vilão / Livro: Michael Jackson: uma biografia não autorizada (Christopher Andersen);

  • Título da resenha: Com os olhos abertos / Livro: Ensaio sobre a cegueira (José Saramago).


ATENÇÃO
RESENHA:

  • É um texto argumentativo que informa e expõe o julgamento do crítico sobre uma produção cultural (peças de teatro, CDs, livros, exposições de obras de arte, filmes, shows etc.).A intenção é estimular ou não o “consumo” do produto.

  • São dadas, geralmente, as seguintes informações: nome do autor (ou autores); título completo da obra; nome da editora; lugar e data da publicação; número de volumes e páginas.

  • Destacam-se, na avaliação, os aspectos mais significativos da produção, como as qualidades técnicas, exemplos de passagens do texto e a interpretação dos atores, os títulos ou trechos da música, a voz dos cantores, quando for o caso.

  • Apresentam uma linguagem clara e objetiva.

  • Podem ter uma linguagem formal ou coloquial – o que determina a linguagem é o veículo em que a resenha será publicada e o público a que se destina.

  • São escritas, geralmente, em 3ª pessoa – o que torna o texto impessoal – usando-se verbos no presente do indicativo.

  • Usam-se adjetivos e advérbios para dar ênfase e peso aos comentários.

Texto 01
Os italianos
João Fábio Bertonha

Editora Contexto

304 páginas

Esta é uma obra sob medida para quem deseja conhecer de perto o grandioso universo italiano, sua cultura e seus costumes. Nesse texto primoroso, de leitura agradável, o historiador João F. Bertonha retoma a história da Italia, desde suas origens até os dias atuais, e mostra ao leitor o tempero do italiano de hoje. Descubra as peculiaridades de um povo que faz parte da genealogia de milhares de famílias brasileiras.


Texto 02
Meu professor inesquecível
Esta obra representa o que de melhor já se escreveu sobre a importância e a beleza da arte de ensinar e aprender. A cada página, a emoção parece saltar de algum canto da memória, para então se converter em palavras que enchem de recordações o imaginário dos leitores. Quem pode dizer que não guarda na lembrança a imagem de um professor inesquecível? O pai carinhoso e austero, a mestra que ensinou as primeiras letras, a pessoa escolhida para dividir ssonhos e conquistas ao longo da vida...

No entanto, mais do que as letras e lembranças de alguns dos melhores escritores da atualidade, esta antologia muda, acrescenta, transforma, devolvendo ao professor a dignidade que há muito lhe foi roubada. Faz-nos pensar: “nem sempre foi assim.” Da mesma forma, a lente pessoal de cada autor incide sobre o mundo da educação de forma profunda e inquietante, desconstruindo paradigmas, iluminando alternativas, ampliando horizontes. Dá-nos a certeza: “Tudo pode ser diferente!”.



Fanny Abramovich (Org.) e outros. Meu professor inesquecível: ensinamentos e aprendizados. São Paulo: Gente, 1997.)

Texto 03



Pobre menino rico
No filme Lembranças, que estreia na sexta,

Robert Pattinson faz um jovem rebelde

Com os problemas familiares que encontra o amor
NÃO GOSTEI

Chico Felitti, enviado special a Londres


Em vez de vampiro, Robert Pattinson é um pálido semideus em Lembranças, que estreia no dia 12.

A divindade não vem da beleza de Tyler, seu personagem, nem de alguma qualidade heroica que ele guarde. E muito menos da sua atuação.

´´e que a estrutura dessa história bebe das narrativas gregas – com algumas referências explícitas -, inaugurando o filão “tragédia romântica teen”.

Garoto rico com ralo interesse sexual e morrendo de ócio encontra uma garota deslumbrante (a boa Emilie de Ravin), mas muito sofrida.

Pesar é a palavra-chave para falar do filme. Por mais que a vida ficcional de Tyler pareça um sonho de linda, tudo para ele é ofuscante. Tudo isso por causa de papai.

No Panteão grego, deuses davam à luz a semideuses quando reproduziam com mortais. Por mais que tivessem poderes, os filhos penavam por não ganhar atenção dos pais superiores.

É o que acontece com Tyler. Seu pai é um advogado rico vivido pelo ex-James Bond Pierce Brosnan. Indiferente à família, o patriarca leva o irmão mais velho de Tyler ao suicídio e faz com que o temporão viva em busca do desgosto paterno.

Então Pattinson sai pela vida fazendo bobagens para ser um rebelde cool.

No fim, a mistura de James Dean com Edward Cullen e Hércules é anêmica e ponto de fazer o filme desfalecer.

Daqui a uma semana e meia, ninguém vai se lembrar de Lembranças.


GOSTEI

Iuri de Castro Torres, da reportagem local


Tyler, o persagem de Robert Pattinson em Lembranças, assiste a American Pie no cinema com o melhor amigo, mas não acha a menor graça das estripulias sexuais do clássico teen do começo da década.

Esse mau humor, misturado a várias cervejas e cigarros, o acompanha desde o suicídio do irmão, que era um ídolo para o rico rico rapaz em Nova York.

Por ironias do destino que só Hollywood é capaz de prover, Pattz se apaixona pela filha de um policial que lhe deu uma dura, igualmente traumatizada, pela morte da mãe.

É preciso ir disposto a encarar o monte de clichês de Lembranças, que, afinal, é uma história romântica jovem.

No entanto, passado o desconforto com a atuação esforçada, porém ruim, de Pattinson, é uma boa história.

Abordar temas pesados como suicídio e relações familiares em frangalhos em fitas para adolescentes é tarefa ingrata.



Lembranças contorna isso com cenas leves, principalmente quando mostra os momentos de paixão entre Tyler e Ally (a Claire, de Lost), sempre filmados com uma luz quente, ao contrário do resto do filme, cinza e azul.

O relacionamento com a irmã mais nova e com o amigo Aidan também é bom.



Se Lembranças não surpreende, consegue chocar e levar às lágrimas as fãs de Pattz – o final é muito pesado para um filme de amor, mas é conduzido com cuidado e beleza.

Folha de S. Paulo, São Paulo. 8 mar. 2010. Folhateen. p.10.

Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal