Documentação Museológica: Teoria para uma Boa Prática



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Documentação Museológica: Teoria para uma Boa Prática

Helena Dodd Ferrez 1


Os museus, assim como a própria Museologia, estão voltados basicamente para a preservação, a pesquisa e a comunicação das evidências materiais do homem e do seu meio ambiente, isto é, seu patrimônio cultural e natural.

A função básica de preservar, lato sensu, engloba as de coletar, adquirir, armazenar, conservar e restaurar aquelas evidências, bem como a de documentá-las. A função de comunicar abrange as exposições, as atividades educativas, as publicações e outras formas de disseminar informação, enquanto que a de pesquisar está presente, em maior ou menor grau, em todas essas atividades.

Ao enfocar os museus a partir das suas funções, constata-se que são instituições estreitamente ligadas à informação de que são portadores os objetos e espécimes de suas coleções. Estes, como veículos de informação, têm na conservação e na documentação as bases para se transformar em fontes para a pesquisa científica e para a comunicação que, por sua vez, geram e disseminam novas informações.
O que é Documentação Museológica

A documentação de acervos museológicos é o conjunto de informações sobre cada um dos seus itens e, por conseguinte, a representação destes por meio da palavra e da imagem (fotografia). Ao mesmo tempo, é um sistema de recuperação de informação capaz de transformar, como anteriormente visto, as coleções dos museus de fontes de informações em fontes de pesquisa científica ou em instrumentos de transmissão de conhecimento.

Trata-se de vasto campo de aplicação da Museologia que, sobretudo na literatura produzida nos Estados Unidos, confunde-se com o que denominam Registration e que a nosso ver é um dos componentes principais do sistema de documentação.

A documentação exerce - ou deveria exercer - nos museus um papel primordial. Em alguns países, sua importância vem sendo gradativamente reconhecida, na medida em que o corpo prático-teórico da Museologia se torna menos empírico e os museus passam a atuar mais como instituições sociais, criadas para prestar serviços a uma comunidade que, por sua vez, deve legitimá-las. No presente trabalho, procuraremos abordar o tema sob dois aspectos, com base na nossa experiência em um museu de história, o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

Em primeiro lugar, enfocaremos a complexidade e a riqueza das informações de que são portadores os objetos criados pelo homem, as quais requerem dos museus o desenvolvimento de sistemas de documentação igualmente complexos. A seguir, são analisados os pré-requisitos para a implantação de eficientes sistemas de documentação.
A Estrutura Informativa do Objeto
Os objetos produzidos pelo homem são portadores de informações intrínsecas e extrínsecas que, para uma abordagem museológica, precisam ser identificadas.

As informações intrínsecas são as deduzidas do próprio objeto, através da análise das suas propriedades físicas.

As extrínsecas, denominadas por Mensch (1987) de informações documental e contextual, são aquelas obtidas de outras fontes que não o objeto e que só muito recentemente vêm recebendo mais atenção por parte dos encarregados de administrar coleções museológicas. Elas nos permitem conhecer os contextos nos quais os objetos existiram, funcionaram e adquiriram significado e geralmente são fornecidas quando da entrada dos objetos no museu e/ ou através das fontes bibliográficas e documentais existentes.

Quanto às categorias de informação a serem identificadas a partir dos próprios objetos ou de outras fontes, Mensch (1987, 1990) distingue três aspectos básicos:



1. Propriedades físicas dos objetos (descrição física)

a) composição material

b) construção técnica

c) morfologia, subdividida em:



  • forma espacial, dimensões

  • estrutura da superfície

  • cor

  • padrões de cor, imagens

  • texto, se existente


2. Função e significado (interpretação)

a) significado principal



  • significado da função

  • significado expressivo (valor emocional)

b) significado secundário



  • significado simbólico

  • significado metafísico


3. História

a) gênese

  • processo de criação no qual idéia e matéria-prima se transformem num objeto

b) uso


  • uso inicial, geralmente de acordo com as intenções do criador/ fabricante

  • reutilização

c) deterioração, ou marcas do tempo



  • fatores endógenos

  • fatores exógenos

d) conservação, restauração

Cada objeto pode ser descrito e analisado essa matriz tridimensional, sistemática que nos leva a redimensionar o papel da documentação nos museus, como suporte da pesquisa científica e da comunicação. Não basta descrever fisicamente os objetos. É preciso reconstituir a sua história. Esta, segundo Mensch, pode ocorrer em três diferentes contextos que se inter-relacionam e apresentam funções próprias, conforme abaixo diagramado.

A essa altura parece que nos perdemos. Aonde queremos chegar com toda essa discussão? Vejamos, por etapas:



  1. Um objeto, ao longo de sua vida, perde e ganha informações em conseqüência do uso, manutenção, reparos, deterioração. Perdas e ganhos esses que se tornam mais acentuados quando há mudanças de um contexto para outro. Podem mudar de lugar, de proprietário, de função e suas propriedades físicas também se modificam. E é esse conjunto de informações sobre um objeto que estabelece seu lagar e importância dentro de uma cultura e que o torna um testemunho, sem o qual seu valor histórico, estético, econômico, científico, simbólico e outros é fortemente diminuído;




  1. um objeto, ao entrar para o contexto museológico, continua a ter vida e, por conseguinte, a ter uma história a ser documentada. Nos museus ele também ganha informação através, sobretudo, de pesquisas e da sua reutilização (ex: exposições), e perde informação quando, por exemplo, é restaurado ou privado de sua função original;

  2. a maior parte das informações a serem identificadas são extrínsecas e, portanto, difíceis e muitas vezes impossíveis de ser resgatadas porque, na maioria das vezes, jamais foram registradas em fontes de informação textuais ou iconográficas.

Ora, tudo isso nos leva ao tópico seguinte deste trabalho, que trata da complexidade de um sistema eficiente de documentação de coleções.


Sistemas de Documentação Museológica
Os sistemas de documentação museológica equivalem aos que, em Biblioteconomia e na ciência da Informação, recebem a denominação de sistemas de recuperação de informação e que em linhas gerais se definem como abaixo esquematizado:
Objetivos * conservar os itens da coleção

* maximizar o acesso aos itens

* maximizar o uso da informação contido nos itens
Função * estabelecer contato efetivo entre as fontes de informação (itens) e os usuários, isto é, fazer com que estes, através de informação relevante, transformem suas estruturas cognitivas ou os conjuntos de conhecimento acumulado.
Componentes * Entradas: * seleção

* aquisição


* Organização e Controle: * registro

* número de identificação/ marcação

* armazenagem/ localização

* classificação/ catalogação

* indexação
* Saídas: * recuperação

* disseminação

Trabalhando no sistema, o museólogo exerce o papel de intermediário entre os indivíduos e o acervo e tem como tarefas básicas:

a) armazenar informações sobre os objetos, individualmente;

b) completar estas informações através da literatura e de outras fontes documentais existentes, e de registro fotográfico; e

c) torná-las acessíveis aos usuários: museólogos/ curadores, pesquisadores internos e externos, administradores e público em geral.


A nosso ver, entretanto, além da complexidade natural de todo e qualquer sistema de informação, os sistemas de documentação museológica apresentam aos museus e respectivas equipes, geralmente diminutas, alguns desafios, como se verá a seguir.
1 - A complexa estrutura informativa dos objetos quando no contexto museológico.

Comparando o material de trabalho de museus e de bibliotecas, constata-se que de um livro ou de um artigo de periódico, enquanto objetos bibliográficos, basicamente identificam-se suas informações intrínsecas, quais sejam, autor, título e assunto. Ao contrário, no que tange aos objetos museológicos, dados referentes a material, técnica, local, data de produção, dimensões, uso, função, significado, estado de conservação, etc. são igualmente fundamentais. Os sistemas de documentação museológica têm, portanto, que identificar e manipulo um maior número de categorias de informação.

Além disso, a entrada de dados no sistema não se esgota com o término do processo de registro e catalogação do objeto recém-adquirido. Ao entrar para o contexto museológico, como já vimos, o objeto continua a ter sua vida documentada. Ele muda de lugar, participa de exposições, é restaurado, é referenciado em novas obras bibliográficas, etc., exigindo que o sistema seja permanentemente atualizado ou até mesmo retificado, na medida em que novos dados se tornam disponíveis.
2 - Equipe de especialistas em função das coleções documentadas e dos assuntos abordados pelos museus;

A identificação das informações intrínsecas dos objetos museológicos requer o trabalho de especialistas. Ao contrário, mais uma vez, dos documentos bibliográficos e alguns iconográficos, sobretudo gravuras, a maioria dos demais objetos criados pelo homem não detém em si, de modo geral, nenhuma informação legível. Não possuem, por exemplo, uma folha de rosto ou uma legenda para orientar os museólogos.

Por conseguinte, a descrição física dos mesmos impõe conhecimento a priori e a pesquisa em fontes bibliográficas e documentais com as quais a equipe deve estar familiarizada, até mesmo para decodificar marcas e algumas assinaturas legíveis em certos objetos, que funcionam apenas como pistas.

Podemos acrescentar a estas dificuldades a grande variedade te tipos de acervo existentes nos museus de história, em cujo universo são encontráveis desde botões, alfinetes, baralhas, chapéus, até armas, carruagens, pinturas, etc.

É preciso, ainda, identificar as informações extrínsecas que, muitas vezes, são mais importantes que as intrínsecas, na medida em que contextualizam os objetos e reconstituem sua história e, por conseguinte, são a razão de sua presença no museu.

Ora, se a documentação não der conta dessas informações, os museus, sobretudo os de caráter histórico, correm o risco de ser repositórios de objetos sem passado, que só poderão ser analisados e interpretados por suas propriedades físicas, limitando o trabalho da Museologia, ou da Museografia.

O levantamento das informações extrínsecas, portanto, demanda dos museólogos, além de conhecimentos a priori e muita pesquisa, um sistema de documentação capaz de garantir que certos dados sejam obtidos antes mesmo da entrada do objeto no museu, ou tão logo seja adquirido, se não se quer correr o risco de perdê-los para sempre. São, sobretudo, aquelas informações associadas aos proprietários dos objetos, ao uso que dos mesmos fizeram ou aos lugares ou eventos te que participaram.
3 - Equipe familiarizada com técnicas de armazenamento e recuperação da informação

Finalmente, um sistema eficiente de documentação impõe, cada vez mais, a presença de uma equipe conhecedora dos problemas de informação, sobretudo no que diz respeito à sua armazenagem e recuperação, sejam estas de forma manual ou automatizada. E, talvez mais do que isso, consciente da necessidade de se alcançar um sistema transparente, isto é, um sistema em que qualquer membro da equipe do museu e demais usuários (pesquisadores e público em geral) possam facilmente "acessar" para obter as informações que desejam, sem precisar passar pelos meandros de sistemas criados para uso exclusivo de um pequeno grupo e até mesmo de uma única pessoa.

Deve-se ter claro, enfim, que a documentação não é um objetivo em si mesma, mas um instrumento essencial para todas as atividades do museu, inclusive as administrativas.
Pré-requisitos para um Eficiente Sistema de Documentação Museológica

Analisadas a complexidade e a riqueza informativa dos objetos museológicos e os desafios que impõem às equipes encarregadas de sua documentação, gostaríamos de destacar alguns pré-requisitos indispensáveis ao seu bom desempenho.

Em primeiro lugar, a noção clara de que documentação, mais do que um conjunto de informações sobre cada item da coleção, é um sistema composto de partes inter-relacionadas que formam um todo coerente, unitário, que intermédia fontes de informação e usuários e se estrutura em função do objetivo de atender as necessidades de informação de sua clientela.

Em segundo lugar, enquanto sistema de recuperação de informação, demanda a seguinte série de requisites.


1. Clareza e exatidão dos dados

As informações sobre os Objetos devem ser claras e exatas, bem como as mais completas possíveis. Para exemplificar a importância dessa afirmação ocorrem-nos, no momento, dois casos:

a) um objeto catalogado como brasão, feito de madeira e pertencente ao donatário de uma das Capitanias Hereditárias do Brasil Colonial. Ao perguntarmos sobre essa raridade do século XVI, fomos informados de que se tratava de uma réplica recentemente adquirida. Esse pequeno dado, que moda substancialmente a qualidade do objeto, não estava registrado no sistema;

b) uma pintura catalogada sob o título "Um cárcere" que, ao se descobrir sua documentação antiga, verificou-se ser "Um cárcere: cena da tragédia Antônio José, 5º ato".


Este último exemplo não só ilustra que o sistema registrou de forma pouco clara e incompleta a obra em questão, como permitiu que, com o passar dos anos, houvesse perda de informação. No entanto, graças ao título original encontrado e à pesquisa subseqüente, pôde-se chegar ao dado completo, Um cárcere: cena do 5 ato da tragédia "Antônio José ou o poeta e a Inquisição", de Domingos José Gonçalves de Magalhães, barão e visconde de Araguaia. Refere-se à prisão do dramaturgo Antônio José da Silva, o Judeu (Rio de Janeiro, 1705 - Lisboa, 1789), que morreu queimado em praça pública, vítima da Inquisição em Portugal. Quanta informação perdida, de menor valor numa pintura enquanto objeto de arte, mas importantíssima enquanto objeto museológico.
2. Definição dos campos de informação que irão compor a base de dados do sistema

O sistema não só deve poder abrigar um número ilimitado te campos te informação, como estes precisam ser definidos de acordo com a estrutura informativa dos objetos e com as necessidades de informação de seus usuários (ex: número de identidade do objeto, seu nome, procedência, material e técnica, local e data da produção, autor ou fabricante, etc.)
3. Normas e procedimentos

As práticas de controle de entrada e saída de objetos, de registro, classificação, catalogação, indexação, etc., devem obedecer a normas e procedimentos estabelecidos com a cooperação e o consenso daqueles aos quais irão servir. Regras e rotinas bem definidas são a garantia do fácil acesso e manutenção do sistema e devem estar consolidadas em manuais de serviço.


4. Controle de terminologia

Definidos os campos de informação, a entrada de dados, além de clara, precisa e normalizada, deve ter sua terminologia controlada. O controle da terminologia, na medida em que assegura sua consistência, impede que informações relevantes sejam perdidos porque vários termos foram usados para designar uma mesma coisa. Ela se dá através de vocabulários controlados que variam desde simples listas autorizadas de termos até instrumentos mais sofisticados como os "tesouros".

Campos, por exemplo, como nome do objeto, material, técnica e tema ou assunto têm, necessariamente, que ter seu vocabulário controlado se se pretende buscas mais rápidas e evitar a perda de informação relevante. Podemos facilmente ilustrar esta necessidade com os seguintes exemplos:


  • Papagaio, pipa, pandorga, arraia, cafifa, quadrado - todos termos para designar um único objeto/ brinquedo;

  • Argila e barro - termos para designar um mesmo material;

  • Inconfidência Mineira, Conjuração Mineira - termos que designam um mesmo tema ou assunto.

Hoje, a necessidade crescente de serviços de informação e as novas possibilidades tecnológicas introduzidas pelo computador para administrá-los, demandam a padronização e o controle terminológico, que não só aumentam a eficiência daqueles serviços como estimulam o intercâmbio e a cooperação entre eles, seja em nível interinstitucional, regional, nacional ou internacional.
5. Catálogos

O catálogo geral dos museus, contendo as fichas catalográficas de cada um dos itens da coleção, ordenadas, normalmente, pelo seu número de identificação, embora armazene os dados sobre eles existentes, é de pouco valor para a recuperação da informação, na medida em que só pode ser "acessado" quando se conhece o referido número. Deve, portanto, estar associado a outros catálogos que possibilitem o rápido acesso às informações contidas nos outros campos (ex: catálogo de autor, de doador, de material, de técnica, de local de produção, etc.). Construídos a partir da duplicação das fichas catalográficas ou de fichas contendo apenas parte dos seus dados, ordenadas sob outros critérios, implicam, nos sistemas manuais, em muito trabalho. A principal vantagem dos sistemas automatizados é justamente sua capacidade de recuperar informação e rapidez com que atualizam e corrigem dados, eliminando o trabalho repetitivo de manutenção e atualização dos catálogos manuais.


6. Numeração dos objetos

Por mais sofisticado que seja um sistema de documentação, ele se torna completamente inoperante se os objetos perdem seu número de identificação. O número é a ponte entre o objeto e a sua documentação. A numeração, portanto, deve ser a mais simples possível e sua legibilidade nos objetos deve ser checada periodicamente, tendo-se cuidado extra quando os objetos saem para qualquer uso fora de seu local permanente de armazenagem, sobretudo quando para restauração ou exposição.


7. Segurança da documentação

Na manutenção do sistema deve estar prevista a segurança da documentação. A destruição das informações, sobretudo as de natureza extrínseca, quaisquer que sejam as causas, pode significar a perda definitiva e irreparável da história dos objetos.


Considerações Finais

Orna & Pettitt, em obra publicada em 1980, citam um autor do Canadá que faz a seguinte afirmação, aplicável a muitos países:


"Na média dos museus, a documentação, por si, não é prioritária, provavelmente porque é invisível. A documentação é produto de várias pessoas: registradores, curadores, conservadores, etc. Por isso, ela varia de acordo com os interesses profissionais, assim como com os pontos-de-vista pessoais dos indivíduos envolvidos. O resultado é que a documentação dos acervos é, geralmente, muito desigual e raramente integrada num sistema completo". (p.2)
O Brasil não foge a esse quadro e esta talvez seja a razão pela qual tudo o que foi dito anteriormente, apesar de parecer óbvio, não é. A prática da maioria de nossos museus ainda está longe de assegurar que seus acervos ou respectivas informações sejam bem documentados e facilmente recuperáveis.

Há, entretanto, uma preocupação crescente com o caos documental. A existência de museus cheios de objetos pobremente documentados; as exigências administrativas de maior controle no que diz respeito aos documentos legais de aquisição e empréstimo de acervo; o surgimento, em muitos museus, do departamento de registro e da figura do registrador; as recentes mudanças na orientação da Museologia/ Museografia, tradicionalmente centradas nas propriedades físicas dos objetos, no sentido de preservar também as informações referentes ao contexto dos mesmos; e uma maior consciência do papel social dos museus, são alguns dos fatores que têm levado a se repensar o papel da documentação e dar-lhe a devida importância.

A documentação de acervos museológicos é uma atividade, sobretudo, de natureza prática que pode encontrar apoio em outras áreas do conhecimento, como a Biblioteconomia, a ciência da Informação e a Informática A aplicação de técnicas oriundas dessas áreas, no entanto, deve ocorrer sempre dentro de uma abordagem museológica.

Não basta, porém, adquirir novas técnicas, muitas vezes ultrapassadas ou distanciadas do nosso contexto sócio-cultural. É preciso refletir sobre os aspectos teóricos da Museologia, sobre o museu enquanto instituição social e sobre a necessidade de informação daqueles a quem serve.



Referências Bibliográficas
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ORNA, Elizabeth, PETTITT, Charles. Information handling in museums. London: Clive Bingley, 1980. 190p.
REINWARDT ACADEMY. Higher vocational training colege of museology. Leiden: Department of Management and Organization, Jan Verhaar management consultant International Course in Museology. cap.v (Reinwardt Cahiers), 1986. pag. irreg.


1 Documentalista, Coordenadora de Documentação da Funarte. Trabalho apresentado no IV Fórum de Museus do Nordeste, Recife, 1991.


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