Dos servidores de carreira



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II SEMINÁRIO

DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL

DOS SERVIDORES DE CARREIRA

DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO

O Papel da Sociedade no Planejamento”



Brasília, 20 e 21 de Outubro de 2011.
Mestre de cerimônias: Senhoras e senhores participantes do II Seminário da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento para que adentre o recinto, momento em que daremos início às atividades programadas para este primeiro dia do evento. Solicitamos aos presentes que, por gentileza, programem seus aparelhos celulares para o modo silencioso ou desligado. Senhores participantes do II Seminário da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento queiram, por gentileza adentrar o recinto, momento em que daremos início ao evento.
Autoridades presentes, senhoras e senhores bom dia. Sejam todos bem vindos à solenidade de abertura do II Seminário da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento. Evento realizado pela ASSECOR – Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento. Este seminário conta com importante patrocínio da Caixa Econômica Federal. Temos a honra de convidar para que componham a mesa de abertura deste seminário o Excelentíssimo senhor Eduardo Rodrigues da Silva, presidente da ASSECOR. A Ilustríssima senhora Célia Correa, Secretária de Orçamento Federal. O Ilustríssimo senhor Pedro Bertone, Secretario Adjunto de Planejamento e Investimentos Estratégicos. O Ilustríssimo senhor Murilo Francisco Barella, Diretor do Departamento de Coordenação e Governança das Estatais – DEST. A ilustríssima senhora Maria Stela Reis, Diretora de Formação Profissional da Escola Nacional de Administração Pública – ENAP. O Excelentíssimo senhor Antonio Augusto de Oliveira Amado, presidente da Associação Brasileira de Orçamento Público – ABOP. E o Ilustríssimo senhor Elicio Lima, Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal.
Convidamos todos os presentes para em posição de respeito ouvir o Hino Nacional.
Apresentação do Hino Nacional.
Mestre de cerimônias: Para abertura do II Seminário da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento ouviremos o senhor Eduardo Rodrigues da Silva, presidente da ASSECOR.
Senhor Eduardo Rodrigues da Silva: Bom dia a todos. É com imensa alegria que recebemos hoje os integrantes da Carreira de Planejamento e Orçamento, colegas de diversas outras áreas, autoridades e convidados para participar dos debates sempre importantes de questões relacionadas ao planejamento e orçamento público. Agradeço imensamente a presença e gostaria de cumprimentar os integrantes da mesa de abertura, a Secretária Célia Correa, O Secretário Adjunto de Planejamento Estratégico Pedro Bertone. O Diretor do Departamento de Coordenação e Governança das Estatais, Murilo Barella. A Diretora de Formação Profissional da ENAP, Maria Stela. O Presidente da Associação Brasileira de Orçamento Público, Antonio Amado. E, o Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal, Elicio Lima.
Estamos dando início à segunda edição de um evento especial para a nossa carreira, a Carreira de Planejamento e Orçamento e, que foi um sucesso na sua primeira edição. Esse ano o seminário busca explorar algo que para nós da Carreira de Planejamento e Orçamento é muito importante, o papel da sociedade no planejamento. Teremos uma conferência e seis painéis que aprofundarão a discussão dessa questão sobre várias perspectivas. Buscaremos entender como a sociedade que cada vez mais se mostra interessada em participar da construção de planos e da confecção dos orçamentos, poderá ser parte ativa nos debates em torno desses instrumentos, com resultado concreto no redesenho de políticas públicas nas mais diversas áreas.
O objetivo é que todos nós servidores públicos, acadêmicos e autoridades possamos, a partir das discussões programadas para hoje e amanhã elevar a nossa capacidade de contribuir com atitude crítica e construtiva para o aprimoramento das mais diversas políticas públicas, pois, nenhuma pode prescindir do planejamento e do orçamento.

Ao final do dia de hoje lançaremos o segundo número da Revista Brasileira de Planejamento e Orçamento, um periódico científico virtual com periodicidade semestral, publicado pela ASSECOR. Espero que todos possam compartilhar conosco da alegria de ver a Revista Brasileira de Planejamento e Orçamento se consolidando. Esse é um projeto da Associação. A revista objetiva incentivar a produção e oferecer espaço para que trabalhos técnicos científicos da área de planejamento e orçamento sejam divulgados, fomentando também, por este canal o debate e a crítica construtiva.


Outra importante iniciativa que será tratada neste seminário e da qual a ASSECOR faz parte é a criação do Fórum de Planejamento e Desenvolvimento Nacional, formado inicialmente por quatro entidades de classe, a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste, a Associação dos Funcionários do BNDES, a Associação dos Funcionários do IPEA e a própria ASSECOR. Esse espaço plural foi criado com o objetivo de se construir coletivamente uma proposta de plano nacional de desenvolvimento, o que é uma missão bastante ambiciosa. Amanhã, no último painel do seminário será apresentado o escopo inicial dessa proposta. Antevemos nesse campo que serão levantadas relevantes e acaloradas polemicas. Das quais, entretanto, já não podemos escapar. Enfim, teremos nesses dois dias de seminário momentos privilegiados de reflexão sobre questões cruciais para o planejamento e orçamento. E espero que todos possam aproveitá-los ao máximo.
Novamente sejam todos muito bem vindos. É um prazer para a ASSECOR recebê-los. Muito obrigado.
Mestre de cerimônias: Fará uso da palavra a senhora Célia Correa, Secretária de Orçamento Federal.
Senhora Célia Correa: Bom dia a todos. Meus queridos amigos da mesa, caros amigos que estão na platéia. É uma alegria enorme estar aqui, obrigada pelo convite, obrigada pela oportunidade. É sempre bom ver eventos que realmente jogam a nossa carreira para um patamar diferenciado. Então, parabéns a ASSECOR pelo nosso segundo seminário e, também, eu vejo já o lançamento da segunda edição da Revista. Isso para nós que fazemos parte da carreira é uma alegria muito grande, porque eu acho que a ASSECOR está atingindo um novo patamar. A preocupação com a parte técnica dos componentes da Carreira de Planejamento e Orçamento no momento fundamental, no momento em que o país se candidata à quinta economia mundial, então o Brasil hoje está num outro patamar e que nós que somos integrantes da Carreira de Planejamento e Orçamento temos que ter consciência e estarmos preparados para essa nova realidade que o país está e vai atravessar nos próximos anos.
Eu acho que a preocupação em relação ao planejamento e a gestão orçamentária, esses são papeis que nós enquanto técnicos da nossa carreira nós temos que assumir. E temos que estar preparados para isso, para que estejamos preparados para isso é muito importante que a gente passe necessariamente por esse tipo de debate. Então, eu acho que essa iniciativa da ASSECOR é muito importante, porque nós temos que continuar discutindo, buscando aprimoramento dos nossos processos de trabalho. A gente já vem discutindo a algum tempo, desde que nós assumimos a SOF, nós temos trabalhado arduamente nesse sentido, já realizamos alguns seminários nacionais, tivemos a oportunidade de estarmos discutindo no seminário internacional de orçamento que aconteceu aqui em Brasília. E sempre participando de eventos, porque nós precisamos colocar o país no outro patamar em termos de gestão de planejamento e orçamento. Isso é fundamental, porque nós temos que procurar, eu acho que o novo PPA mostra isso. É um planejamento mais estratégico – desculpa Pedro, já estou invadindo aqui a sua área. – Mas é uma questão de link, não dá para falar de orçamento sem falar necessariamente de planejamento.
Então, o novo PPA nos remete a uma situação diferenciada e, lógico que em função disso a postura da SOF e a questão orçamentária tem que ter uma nova visão. Então, a partir do ano que vem a SOF tem que assumir um novo papel nessa questão do monitoramento, SPI trabalhando no monitoramento e avaliação do plano e a SOF trabalhando no monitoramento e avaliação das ações orçamentárias. Então, tudo isso nos remete a outro nível, outro patamar de aprimoramento e nós enquanto integrantes da carreira, que estamos com a mão na massa nesse processo temos que estar preparados para isso.
Discutir política pública. Nós temos que sair um pouco do operacional, dessa visão do operacional e discutir política pública verdadeiramente. Então, como é que nós enxergamos hoje o processo de planejamento, o processo alocativo para que possamos atingir o que se espera em termos de política pública. Eu acho que nós temos programas, hoje, tanto o governo passado quanto este, a gente nota quando a gente prepara, por exemplo, quanto a gente fecha o orçamento, a gente olha para os números e os números desenham exatamente as prioridades. As políticas públicas estão desenhadas nos números. É uma coisa linda. A gente que é apaixonada pelo que a gente faz, a gente consegue ver beleza nessas coisas. Alguém pode ouvir e dizer – essa mulher enlouqueceu. Como ela fala – olha que coisa linda os números. Mas é uma questão de sensibilidade, ou seja, você vê desenhado ali o PAC, você vê o desenho do Brasil sem Miséria. Você vê educação, saúde. Todas as prioridades, tudo que se fala em termos de que isso é necessário e que a sociedade precisa desse tipo de política, então os números traduzem isso.
E para que a gente consiga desenhar bem, para que essa pintura saia muito bem na foto, é necessário que as pessoas que trabalham na confecção dessa pintura estejam muito bem preparadas, estejam motivadas, estejam capacitados. Então, integrantes da carreira vamos arregaçar as mangas e vamos em frente, porque o Brasil espera muito da gente. É uma carreira que aloca os recursos que todos pagam. Seus impostos, suas taxas, suas contribuições, então a sociedade espera muito da gente. Então está sob a nossa responsabilidade, sob a nossa batuta fazer com que esses processos de planejamento e orçamento sejam aprimorados. E nós estamos numa batalha árdua em torno disso. E, além disso, além da qualidade, nós temos que continuar num trabalho muito próximo da sociedade, ou seja, para que a sociedade entenda o que nós fazemos.
Só a título de exemplo, há duas semanas eu fiquei muito feliz. Eu participei da abertura de um curso que a UNB iniciou, a UNB preparou, orçamento para a sociedade. E eu fiquei mais feliz ainda, porque no primeiro seminário da ASSECOR estava na plateia a professora da UNB que realmente a partir de uma conversa, a partir da minha palestra, ao final da minha fala ela me procurou e disse assim: - Nossa que bacana, o seu interesse. Já percebi que vocês têm um interesse muito grande que a sociedade entenda o que vocês fazem. Estão desenvolvendo trabalhos nessa linha.
Isso é que importante o dia que o cidadão entender que no orçamento está desenhado o que ele espera em termos de saúde, educação, transporte, etc., ele vai ter condições de cobrar da gente. Hoje as pessoas simplesmente nem sabem ler o orçamento. Então, como elas vão cobrar algo que elas não conhecem. A partir daí, no curso ela ministra aula nos cursos de administração, economia e contábeis. A partir daí ela começou um trabalho junto com os alunos e agora inicia, então, esse curso voltado para o orçamento público.
Eu fiquei muito feliz e isso eu tenho que contar para vocês, porque foi a partir do seminário da ASSECOR, esse contato com a universidade e que a universidade se interessou pelo tema, haja vista toda a nossa preocupação em levar ao cidadão o conhecimento do que nós fazemos. Então, isso é muito gratificante. E foi muito legal naquele dia ver os alunos da UNB falando de PPA, de LDO, de orçamento, de execução orçamentária. Eu fiquei olhando e disse – que coisa linda, olha que maravilha. E não estou vendo analista de planejamento falando não. Estou vendo alunos da UNB falando sobre o assunto. E mais gratificante ainda é quanto no nosso trabalho da “Sofinha” que é um programa voltado para educação infantil, você vê crianças falando, também desses assuntos. Isso é muito gratificante.
Então gente, vamos fazer com que mais pessoas falem sobre o assunto. Porque a partir desse momento certamente a gente terá condições de preocupar mais com a qualidade do gasto e fazer com que as pessoas cobrem mais dos nossos representantes, cobrem mais de nós mesmos.

Que esse evento seja mais um sucesso, Eduardo, Seu Antonio. E que a carreira realmente continue nessa trilha de buscar o aperfeiçoamento de seus processos e, para isso quem é o responsável para a conquista desse espaço? Cada um de nós integrantes da carreira que tenhamos essa consciência, que abracemos sempre essa causa, sempre vestidos de verde e amarelo, azul e branco. Um sucesso enorme para o evento, parabéns mais uma vez. E tudo de bom para vocês. Que esses dois dias realmente sejam muito proveitosos para todos. Obrigada pela oportunidade.


Mestre de cerimônias: Com a palavra o senhor Pedro Bertone, Secretário Adjunto de Planejamento e Investimentos Estratégicos.
Senhor Pedro Bertone: Bom dia a todos. Agradecer ao Eduardo pelo convite. Justificar ao Eduardo como aos colegas da mesa a ausência da Secretária Lúcia no evento de hoje. Ela está em um evento externo no BNB em Fortaleza, discutindo exatamente questões que a Célia já tocou aqui, os desafios da rede de monitoramento, de avaliar, de fazer isso de forma participativa os nossos instrumentos de trabalho plano e orçamento. Eu vejo esse evento com muita satisfação. Vários aqui sabem, eu sou de uma carreira do ciclo de gestão, não analista. Sou gestor governamental. Eu trabalhei durante muitos anos, apesar de gestor, sempre muito próximo aos colegas aqui da carreira de orçamento, por conta da minha trajetória. Atuei na SPI quando a SPI era uma secretaria que não tinha sequer carreiras estruturadas. No tempo que nós éramos aqui, AOS ainda, o P chegou no momento em que vários colegas, alguns presentes aqui, o Márcio e vários outros começaram a chegar na SPI e povoar aquela secretaria. E dar àquela secretaria uma institucionalidade que a área de orçamento já possuía. O que é muito importante, institucionalidade, estrutura perene, com um início de um processo de abertura da visão da carreira. Quando se pensou em colocar o P não foi incluir um letra na carreira, foi incluir uma concepção de carreira que vai muito na linha do que a Celinha está aqui colocando. Uma carreira que tem atribuições de tocar o operacional para o que diz respeito a orçamento e planos na máquina pública. Mas, fundamentalmente ajudar a pensar e fazer melhor aquilo que o governo tem que fazer por meio de suas diversas políticas públicas.
Então, eu acho que a carreira ao longo dos últimos 10, 15 anos tem trabalhado de fato, tem caminhado de fato nessa direção. A gente tem percebido o empenho em qualificação das equipes. O próprio rigor do processo seletivo que traz aqui para a carreira gente de excelente nível. A gente sabe disso, nós temos aqui várias gerações da carreira dos senhores presentes. A geração do Marcão e as gerações mais novas, por exemplo. A gente vai percebendo aí um corpo crítico bem qualificado, nós já temos a mão.

Quais os desafios que temos aqui hoje, fundamentalmente? Primeiro garantir a integração mais firme entre aqueles que atuam mais no dia a dia do orçamento e mais no dia a dia do plano. A fala da Celinha aqui, de interferir em seara, não é isso. Não existe seara. A gente tem que ter clareza de que trabalhamos todos no mesmo sistema. A gente percebe isso claramente. O planejamento sem a sua concretização na elaboração e execução orçamentária não é nada. E a elaboração orçamentária se não estiver vinculada a um planejamento que traduza as políticas públicas e que gere informações adequadas sobre a sua execução para o processo decisório da administração pública, também fica só operativo.


Então acho que essas duas funções são muito próximas, elas são muito integradas. Elas não precisam ser superpostas. E acho que a gente vive um momento muito rico na administração pública federal brasileira hoje. Acho que os dirigentes na Secretaria de Orçamento, a Celinha com os seus diretores, lá na SPI a doutora Lúcia comigo e nossos colegas diretores e a Ministra ao cabo. Eles têm muito claro essa percepção. E, de certa forma, essa percepção vem norteando todo esse processo de modernização que a gente vem trabalhando nos últimos meses e que a gente pretende aprofundar no período subsequente.
Tudo isso, só vai se concretizar se estivermos todos falando a mesma língua. Todos que eu digo é o corpo diretivo e nós que atuamos no dia a dia nas organizações, seja na SOF, seja na SPI, seja nos setoriais de planejamento e orçamento dos órgãos do governo. Precisamos estar todos muito integrados. Essa visão tem que ser muito unificada. Essa é uma integração primeira importante. A integração entre as funções de planejamento e orçamento. E uma outra integração muito importante é a integração das carreiras. O Eduardo citou aqui esse esforço de uma integração no sistema de planejamento. Eu acho que dentro do próprio ciclo de gestão com a minha carreira e com a carreira de gestores, eu acho que a gente precisa trabalhar de forma mais adequada isso. Em alguns momentos da nossa história houve uma relação conflitiva ou de disputa de espaço. Isso não existe numa administração como essa, num país como o nosso. Com a dimensão que tem, com os problemas que tem, com as políticas que tem. O papel forte que o estado brasileiro ainda tem a desempenhar. Eu acho que imaginar que um grupo de mil pessoas aqui, mil pessoas acolá vão eventualmente fazer sombra um para o outro. Isso não existe. Acho que somos complementares, nós precisamos ter essa percepção e fazer com que essa integração se dê no dia a dia do nosso trabalho nas organizações, de forma institucional para aqueles que tiverem cargos de direção. Hoje eu estou circunstancialmente, no futuro não. Mas enquanto estiver vou trabalhar bastante para isso.
E nas nossas associações, a gente lá na ANESP e vocês aqui na ASSECOR e por aí vai. Então, acho que a gente tem um campo muito grande de atuação parceira, integrada. E quando você conversa com as pessoas, todo mundo tem de fato, o mesmo propósito. A gente precisa ter esse nosso ciclo de gestão orientado para resultado, orientado para garantir com que o recurso que é escasso seja bem aplicado, bem direcionado, gere resultado em termos de produto e serviço para a população. E pensar também, a Celinha falou aqui e, é fundamental fazer com que esse trabalho que nós fazemos na base seja percebido pela sociedade, que a sociedade perceba que a boa implementação de política pública não se dá apenas por vontade política. Não se dá apenas por desejo de governante. Esse é um primeiro passo importante e primordial, mas se estrutura organizacional do governo não estiver preparada para dar a resposta rapidamente, vai ficar na intenção. Isso já aconteceu no passado. A gente tem certeza de que se boa parte das políticas hoje que têm sido implementadas isso tem acontecido, porque na casa de máquinas de cada um delas, nós temos ali colegas do orçamento, colegas gestores, colegas do IPEA, colegas da área de finanças atuando.
Então, a gente tem que ter essa clareza de que o nosso papel na boa execução das políticas públicas é vital. E vai ser tão melhor quanto mais integrados trabalharmos nessa direção.

Dito isso é com satisfação que eu participo. O Eduardo me convidou para estar aí em algumas mesas, acho que tem uma parcela de uma hoje a tarde e uma amanhã falando especificamente sobre monitoramento. Eu vou ficando por aqui, senão vocês vão se cansar de me ouvir. Vou passar a palavra aos demais e desejar de fato dois dias produtivos, eu tenho que certeza que será bem legal, eu acompanhei com o Eduardo a programação e é muito rica. Participem que será bastante útil e agradável para todo mundo, acima de tudo. Bom dia e sucesso.


Mestre de cerimônias: Com a palavra o senhor Murilo Francisco Barella, Diretor do Departamento de Coordenação e Governança das Estatais – DEST.
Senhor Murilo Francisco Barella: Bom dia, eu saúdo a mesa e os participantes. Eu achava que não iria falar, eu vou bem “cachorro magro”, vou falar e escapar, porque eu tenho uma agenda agora. Gente, três ideias fundamentais que estão em torno desse seminário no meu entender. É a questão da democracia, a questão da burocracia e a questão do corporativismo. Eu estou lá no DEST e às vezes a gente bate de frente com situações de corporativismo muito forte. Você pega as grandes estatais, uma das características dessas grandes estatais é o corporativismo. E ele tem o lado bom que é a história do vestir a camisa, de ter um senso de corpo de envolvimento, mas tem o lado negativo que muitas vezes querem instrumentalizar a instituição ou o órgão. Muitas vezes o dono da Petrobrás não é a sociedade brasileira. É o corpo. Então a gente briga muito com isso para andar no fio da navalha. Eu acho que têm aspectos positivos e, quando a gente fala de carreiras há o risco muito grande de isso acontecer. É um alerta para vocês, eu acho que o próprio debate que está sendo colocado aqui está mostrando o que o corpo pensa grande, pensa a sociedade. Eu gostaria de reforçar que continue assim, de pensar grande, de pensar o papel desse corpo, dessa burocracia dentro da sociedade.
E aí o outro lado, a questão da burocracia. Eu sou economista e acredito que o Estado tem um papel a desempenhar. E o Estado não é uma instituição, uma entidade aérea, etérea, ela tem concretude. Esse reforço que está se dando ao Estado brasileiro e, aqui não é estatismo, eu quero deixar muito claro.
É por isso que entra a terceira perna na questão da democracia. Este governo não aposta em estatismo. O Estado tem que ser forte. Ele vai ser tanto mais forte, quanto mais democrático ele for. E não necessariamente um gigante ou algo opressor. Não, o Estado tem que ser dinâmico, o Estado tem que ser democrático. E a construção desse Estado está nesse tipo de burocracia pensando sociedade. Não é a toa que nós estamos chegando à quinta economia do mundo, como a Célia falou. Por quê? Porque todo o discurso político conseguiu ser traduzido em políticas públicas efetivas e, por outro lado, efetivas e concretas. Estão acontecendo. Isso não acontece sem burocracia. Um tijolinho dessa construção toda está nessas carreiras e nessa perspectiva de sociedade. Então, a sociedade brasileira grita por democracia há anos. Demos alguns passos em termos de institucionalidades democráticas, demos passos importantes recentemente em inclusão, em democratizar a economia e ter mais gente nessa economia. E um passo seguinte, obviamente quem paga imposto quer saber direitinho para onde que vai. É essa a democratização dos fóruns e dos processos de planejamento.
Eu acho que a gente está no rumo certo e parabéns pela iniciativa e bom trabalho para todos.
Mestre de cerimônias: Ouviremos a senhora Maria Stela Reis, Diretora de formação Profissional da Escola Nacional de Administração Pública.
Senhora Maria Stela Reis: Bom dia a todos. Eu quero em primeiro lugar cumprimentar os colegas da mesa, se me permitem chamá-los de colegas, porque somos colegas de trabalho. Agradecer muito pelo convite honroso a ENAP de fazer parte dessa mesa de abertura do seminário da ASSECOR, muito obrigada. Dizer que eu tive a sorte de vir representar o presidente da ENAP que não pode vir, o Paulo Carvalho. Sorte, porque assim eu posso expressar a vocês o carinho e o respeito que a ENAP tem com relação a carreira de analista de planejamento e orçamento e reforçar o laços de compromisso que nós temos com o desenvolvimento profissional dessa carreira. Eu gostaria de parabenizar os organizadores do evento pela iniciativa do seminário, no sentido de que a gente entende esse evento, esses seminários traduzem o sentimento de construção e manutenção de um momento para reflexão entre pares a respeito das práticas de governo e à luz dos desafios da agenda governamental. E a busca de algum consenso para melhorar e inovar. Já é a segunda edição desse seminário, eu tive a oportunidade de participar do primeiro como ouvinte. Eu levei muitas ideias interessantes e, realmente a gente tira muito desses momentos para construir diretrizes para a nossa capacitação.
Nesse sentido a ENAP está presente aqui para contribuir no segmento e na materialização de diretrizes, insides decorrentes desses dias de reflexão e de aprendizagem. Reforço mais uma vez os laços de compromisso da Escola com o desenvolvimento profissional dos analistas de planejamento e orçamento, tendo em vista o alinhamento de três linhas, vamos dizer assim. Uma dos objetivos do fortalecimento do Estado, outra de melhoria e integração da gestão das políticas públicas e outra do desenvolvimento de competências profissionais dos servidores, competências para o presente e para o futuro.
E, por último, eu queria dizer que é muito louvável essa notável sinalização para a sociedade brasileira que uma associação de profissionais servidores, de profissionais do serviço público dediquem seu seminário anual ao tema da participação da sociedade no planejamento. Isso denota um esforço de consolidação da democracia. Eu desejo a todos um ótimo seminário.

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