Dosagem da aeo



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Procedimento Operacional Padrão

DOSAGEM DA AEO

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POPBIO 003

Revisão: 00




AEO TURBIDIMETRIA
FUNDAMENTO

O teste baseia-se na aglutinação das partículas de látex recobertas com estreptolisina “O” quando misturadas com soro de pacientes contendo Anti-Estreptlisina O (AEO). A concentração de AEO na amostra é diretamente proporcional à aglutinação obtida, que é medida por turbidimetria.



APLICAÇÃO CLÍNICA

A quantificação da AEO (Antiestreptolisina O) no soro é importante para monitorar a elevação dos seus níveis durante a fase aguda e a sua queda após a resolução dos estados de infecção provocados pelo Streptococcus beta-hemolítico dos grupos A e C produtores de estreptolisina O.

Os estreptococcus pyogenes causam uma ampla variedade de infecções nas vias respiratórias altas como faringite aguda. Outras infecções provocadas pelo Streptococcus pyogenes são: glomerulonefrite, febre reumática, endocardite bacteriana e febre escarlatina.



AMOSTRA

Preparo do Paciente

Colher sangue pela manhã após jejum de 8 horas, salvo orientações médicas.



Amostras utilizadas

Soro.


Estabilidade e armazenamento da amostra

O analito é estável por 7 dias entre 2-8C.



Volume ideal utilizado para análise

(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise).



Volume mínimo utilizado para análise

(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise).



Critérios para rejeição da amostra

Não usar amostras fortemente hemolisadas ou lipêmicas.



Fazer referência ao manual ou POP de coleta, separação e distribuição de material.
REAGENTE UTILIZADO

AEO-TURBIDIMETRIA CAT. 471 MS 80022230099

GOLD ANALISA DIAGNÓSTICA LTDA

CNPJ – 03.142.794/0001-16

Av. Nossa Senhora de Fátima, 2363

Belo Horizonte – MG – Brasil
Farmacêutica Resposável: Ludmilla Parreiras Campos CRF-MG 5463
Componentes do kit

Conservar entre 2-8 C.



  1. Padrão AEO – Contém soro humano liofilizado. A concentração de AEO vem indicada no rótulo do frasco. A concentração do Padrão é rastreável a material de Referência Biológico 97/662 (National Institute for Biological Standards and Control, United Kingdom).

  2. Látex AEO – Contém suspensão de partículas de látex sensibilizadas com AEO e azida sódica 14,6 mmol/L.

  3. Tampão – Contém tampão Tris 20 mmol/L, cloreto de sódio 150 mmol/L e azida sódica 14,6 mmol/L, pH 8,2.


Estabilidade

Os reagentes são estáveis até o vencimento da data de validade impressa no rótulo do produto e na caixa quando conservados na temperatura recomendada, bem vedados e se evite a contaminação durante o uso.


Sinais de Deterioração dos Reagentes

Padrão: Presença de umidade.

Reagentes: Absorção do Reagente de Trabalho superior a 0,900 em 540 nm.
Precauções e Cuidados Especiais

  1. Aplicar os cuidados habituais de segurança na manipulação dos reagentes e amostra biológica.

  2. Recomendamos o uso das Boas Práticas de Laboratórios Clínicos para a execução do teste.

  3. O látex AEO (2) e o Tampão (3) contêm azida sódica como conservante. Evitar contato com os olhos e mucosas. Não aspirar ou ingerir.

  4. O Padrão AEO (1), derivado de sangue humano, foi testado para anticorpos anti –HCV, anti-HIV e antígeno HbsAg e apresentou resultados negativos. No entanto, deve ser manuseado com precaução, como potencialmente infectante. Manusear e descartar segundo as normas de biossegurança.

  5. De acordo com as instruções de biossegurança, todas as amostras devem ser manuseadas como materiais potencialmente infectantes.

  6. Descartar os reagentes e as amostras de acordo com as resoluções normativas locais, estaduais e federais de preservação do meio ambiente.



EQUIPAMENTOS


Procedimento Técnico Manual

  • Espectrofotômetro (leitura em 540 ±20 nm);

  • Tubos e Pipetas;

  • Banho-Maria a 37°C;

  • Cronômetro.


Procedimento Técnico Automatizado

Citar nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento; Fazer referência ao manual ou POP para utilização do mesmo.


Procedimento Técnico Alternativo

Citar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Indicar as possíveis diferenças quando os procedimentos manuais substituírem os procedimentos automatizados.


Procedimento em Analisadores Automáticos

Mencionar o manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de aplicação dos reagentes para o sistema automático.


Interferências

A lipemia (triglicérides até 1000 mg/dL), a hemólise (hemoglobina até 1000 mg/dL), bilirrubina até 20 mg/dL e fatores reumatóides até 2200 UI/mL não interferem.

Alguns medicamentos e substâncias podem interferir3.
Preparo dos Reagentes de Uso

1- Padrão AEO: Reconstituir o Padrão (1) liofilizado com 1,0 mL de água destilada ou deionizada.

Estável por um mês entre 2-8 C.


2-Reagente de Trabalho

Misturar os reagentes na seguinte proporção: 4 mL de Tampão (3) + 1 mL de Látex AEO (2).

Estável por 20 dias entre 2-8 C.

Atenção: Homogeneizar bem o Látex AEO antes do uso


PROCEDIMENTO

Procedimento Técnico Manual
Dosagem no Soro

1-Pré-aquecer o Reagente de Trabalho e o equipamento a 37ºC

Homogeneizar o Reagente de Trabalho antes do uso.

2-Ajustar o Zero de absorbância do equipamento com água deionizada em 540 nm.

2-Pipetar nas cubetas ou tubos de ensaio:






Padrão

Teste

Reagente de Trabalho

1000 L

1000 L

Padrão AEO

10 L

--------

Soro

--------

10 L

3-Misturar e inserir a cubeta imediatamente no portacubetas termostatizado a 37ºC e acionar o cronômetro.

4- Após 10 segundos, fazer uma primeira leitura fotométrica (A1) do Padrão e Teste em 540 nm.

5-Após 2 minutos, repetir a leitura fotométrica leitura fotométrica (A2) do Padrão e Teste em 540 nm.

CÁLCULOS

A concentração de AEO pode ser calculada através do Fator de Calibração.

Cp = Concentração do Padrão de AEO, vem indicada no rótulo do frasco.

Exemplo: Cp = 260 UI/mL

Ap = Absorção do Padrão = (A2 – A1) do Padrão

At = Absorbância do Teste = (A2 – A1) do Teste

FC = Cp Ap = 260  Ap

Ct (UI/mL) = FC x At


RESULTADOS

Unidade de Medida


UI/mL

CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais

Identificar os materiais de controle interno e externo da qualidade, citando fabricante e número de catálogo.

Referenciar POP para limpeza e secagem dos materiais utilizados.

Controle Interno

Descrever a calibração periódica de pipetas, equipamentos utilizados, controle de temperatura ambiente e geladeiras para armazenamento dos kits.

Citar a utilização de soros controles (nível normal –código --------- e patológico –código -------) nas análises realizadas juntamente com a freqüência da utilização dos mesmos. Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e reagentes.

Citar POP para controle interno.



Controle Externo

Descrever os procedimentos utilizados nas avaliações de qualidade feitas por programas de comparação entre laboratórios ou outros controles de qualidade : PNCQ-SBAC e/ou PELM-SBPC



Gerenciamento dos dados obtidos no Controle Interno e Externo

Definir como os dados de controle são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

VALORES DE REFERÊNCIA


Adultos: menor que 200 UI/mL

Crianças: menor que 150 UI/mL

Estes valores devem ser usados como uma orientação. É recomendado que cada laboratório estabeleça seus próprios valores de referência.



SIGNIFICADO CLÍNICO

O grupo bacteriano dos Streptococcus excreta diversas toxinas imunogenéticas e enzimas. Os estreptococcus do grupo A são encontrados muitas vezes em infecções da parte superior do trato respiratório, assim como em infecções cutâneas superficiais. Essas enfermidades podem evoluir para complicações mais sérias como febre reumática aguda ou glomerulonefrite aguda. Este tipo de complicação não é facilmente detectável em hemocultura, uma vez que as bactérias podem já terem sido eliminadas do soro quando aparecem os primeiros sintomas.

Na prática comum, um ensaio para a detecção de anticorpos presentes no soro é a melhor escolha já que permanecem no soro mesmo após o término da infecção. Dentre todas as exoenzimas liberadas, a estreptolisina O, a desoxirribonuclease B e a estreptoquinase são as mais facilmente detectáveis.

Quando se produz a infecção, o organismo reage produzindo anticorpos contra a Estreptolisina O (AEO) que podem ser detectados no soro. O nível destes anticorpos varia seguindo a evolução da doença, com o que sua quantificação em soro é importante tanto para avaliar a terapia como para detectar precocemente possíveis complicações da enfermidade.

LINEARIDADE

A reação é linear até 800 UI/mL. Para valores maiores diluir a amostra a 1/5 com água deionizada e repetir a medição. Multiplicar o resultado final por 5.

LIMITAÇÕES DO MÉTODO

Os resultados deverão ser usados em conjunto com informações disponíveis da avaliação clínica e outros procedimentos diagnósticos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- Bisno AL. Group A streptococcal infections and acute rheumafever. N Engl J Med 325:783-793, 1991.

2- Borque L, Rus A, Dubois H. Automated determination of streptolisin O antibodies by turbidimetric latex immunoassay method. J Clin Immunoassay 15: 182-186, 1992.

3- Young DS. Effects of drugs on clinical laboratry tests, 3th ed. AACC Press, 1997.



4- Informe Técnico do Produto

  1. AEO-TURBIDIMETRIA, Instruções de Uso, Gold Analisa Diagnóstica




Nome

Assinatura

Data

Elaborado por:







___/___/___

Aprovado por:







___/___/___

Implantado por:







___/___/___

Substitui POP:




Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







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Revisado por:







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Desativado por:







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Razão:







Número

Destino

Cópias








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