Dosagem dos cloretos



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Procedimento Operacional Padrão

DOSAGEM DOS CLORETOS

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POPBIO 021

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CLORETOS
FUNDAMENTO

Em pH ácido, os íons cloreto reagem com o tiocianato de mercúrio formando cloreto mercúrico e íons tiocianato.

Os íons tiocianato reagem com os íons férricos formando tiocianato férrico de cor amarela, cuja intensidade de cor é diretamente proporcional á concentração de cloretos na amostra analisada.
APLICAÇÃO CLÍNICA

A dosagem do Cloreto no sangue é empregada na avaliação do metabolismo do cloreto (controle de produção, consumo e armazenamento), diagnosticando os diversos estados de hipocloremia e hipercloremia.


AMOSTRA

Preparo do Paciente

Separar o soro ou plasma das células sanguíneas até 1 hora após a coleta para evitar passagem de íons cloreto para as hemácias.



Amostras utilizadas

Soro, Plasma (EDTA, citrato, oxalato e heparina), Urina, e Líquor.

As amostras de urina e líquor devem ser centrifugadas antes da dosagem.

Estabilidade e armazenamento da amostra

O analito é estável por 7 dias entre 15-25 °C e por vários meses na temperatura de 10 °C negativos.



Volume ideal utilizado para análise

(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise).



Volume mínimo utilizado para análise

(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise).



Critérios para rejeição da amostra

Fazer referência ao manual ou POP de coleta, separação e distribuição de material.
REAGENTE UTILIZADO

CLORETOS CAT. 408 MS 80022230172

GOLD ANALISA DIAGNÓSTICA LTDA

CNPJ – 03.142.794/0001-16

Av. Nossa Senhora de Fátima, 2363

Belo Horizonte – MG – Brasil
Farmacêutico Responsável: José Gilmar Pereira Berto - CRF-MG 13421
Componentes do kit

Conservar entre 15-30C.



  1. Padrão – Contém cloreto de sódio 100 mEq/L (100 mmol/L).

  2. Nitrato – Contém nitrato de mercúrio 1,1 mmol/L e ácido nítrico 0,9 mmol/L.

  3. Reagente de Cor – Contém tiocianato de mercúrio 2 mmol/L, nitrato férrico 17 mmol/L e ácido nítrico 30 mmol/L.

O reagente pode apresentar precipitado em temperatura inferior a 15°C.

Neste caso, aquecer a 37°C e agitar até a dissolução completa.

Não utilizar o Reagente de Cor quando apresentar sinais de contaminação.
Estabilidade

Os reagentes são estáveis até o vencimento da data de validade impressa no rótulo e na caixa quando conservados na temperatura recomendada, bem vedados e se evite a contaminação durante o uso.


Cuidados e Precauções Especiais

1-Aplicar os cuidados especiais habituais de segurança na manipulação dos reagentes e amostra biológica.

2- Recomendamos o uso das Boas Práticas de laboratórios Clínicos para a execução do teste.

3- De acordo com as instruções de biossegurança, todas as amostras e reagentes devem ser

manuseados como materiais potencialmente infectantes.

4- O Reagente de Cor contém tiocianato de mercúrio que é tóxico. Evitar a ingestão e no caso de contato com os olhos, lavar imediatamente com bastante água e procurar atendimento médico. Não pipetar o reagente com a boca.

5- Descartar os reagentes e as amostras de acordo com as resoluções normativas locais, estaduais e federais de preservação do meio ambiente.


EQUIPAMENTOS


Procedimento Técnico Manual

  • Espectrofotômetro (leitura entre 450 e 510 nm);

  • Tubos e Pipetas;

  • Cronômetro.



Procedimento Técnico Automatizado


Citar nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento; Fazer referência ao manual ou POP para utilização do mesmo.
Procedimento Técnico Alternativo

Citar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Indicar as possíveis diferenças quando os procedimentos manuais substituírem os procedimentos automatizados.


Interferências

A bilirrubina até 38 mg/dL, lipemia (triglicérides até 1800 mg/dL), hemólise (hemoglobina até 180 mg/dL) não produzem interferências significativas. Amostras com valores de triglicérides acima de 1800 mg/dL produzem resultados falsamente elevados. Nesses casos, não se pode aplicar o sistema de branco de amostra.


PROCEDIMENTO

  1. Condições de Reação

Leitura: Comprimento de onda 470 nm (450 a 510 nm)

Medida: Contra o Branco

Tipo de reação: Ponto final.

B- Técnica de Análise

1- Identificar 3 tubos de ensaio com “Branco”, “ Teste” e “Padrão” e proceder:




Tubos

Branco

Teste

Padrão

Reagente de Cor (3)

3,5 mL

3,5 mL

3,5 mL

Nitrato (2)

100 µL

100 mL

100 mL

Amostra

-------

10 µL

--------

Padrão(1)

-------

-------

10 µL

2- Homogeneizar e esperar 2 minutos.

3- Fazer as leituras fotométricas do Padrão (AP) e do Teste (AT), zerando o aparelho com o Branco em 470 nm ou filtro verde (450 a 510 nm).

A cor é estável durante 2 horas.

Cálculos


Ver linearidade

Como a metodologia obedece a lei de Lambert-Beer, calcular a concentração do teste através do Fator de Calibração (FC).

CP = concentração do Padrão = 100 mEq/L

AP = Absorbância do Padrão

CT = Concentração do Teste

AT = Absorbância do Teste

FC = CP ÷ AP

CT (mEq/L) = FC × AT



Exemplo

CP = 100 mEq/L

Se AP = 0,320

Se AT = 0,366

FC = CP ÷ AP = 100 ÷ 0,320 = 312

CT (mEq/L) = FC × AT = 312 × 0,366 = 114 mEq/L


Dosagem na urina

A-Coleta e preparo da Amostra

Instruir o paciente para coletar corretamente a urina no período de tempo estipulado pelo médico (12 -24 horas ou outro).

Homogeneizar bem a amostra de urina, medir o seu volume em mL e centrifugar uma alíquota.

Diluir a urina a ½ com água deionizada.

Exemplo: 0,5 mL de urina + 0,5 mL de água deionizada.
B-Dosagem e cálculos

Seguir a mesma metodologia para a dosagem no soro.

Multiplicar o valor obtido por 2.

CT em mEq/L = Valor obtido na dosagem × 2

CT em mEq/24 horas é encontrado multiplicando o valor obtido em mEq/L pelo volume de urinário (mL) de 24 horas e dividindo o resultado por 1000.
Atenção

• Esta técnica de dosagem é adequada para fotômetros cujo volume mínimo de solução para leitura é igual ou menor do que 3,6 mL.

• O analista sempre deve fazer uma verificação da necessidade de ajuste do volume para o fotômetro empregado no seu laboratório.

• Os volumes de amostra e de reagente podem ser modificados proporcionalmente, sem alterar o desempenho do teste e os cálculos.

• Em caso de redução dos volumes é necessário observar o volume mínimo de leitura fotométrica.

• Volumes da amostra menores do que 10 µL são críticos em aplicações manuais e devem ser usados com cautela porque aumentam a imprecisão da medição.



RESULTADOS


Conversão de Unidades (mEq/L para SI)

Unidades Convencionais (mEq/L) × 1 = Unidades SI (mmol/L)



CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais

Identificar os materiais de controle interno e externo da qualidade, citando fabricante e número de catálogo.

Referenciar POP para limpeza e secagem dos materiais utilizados.

Controle Interno

Descrever a calibração periódica de pipetas, equipamentos utilizados, controle de temperatura ambiente e geladeiras para armazenamento dos kits.

Citar a utilização de soros controles (nível normal –código --------- e patológico –código -------) nas análises realizadas juntamente com a freqüência da utilização dos mesmos. Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e reagentes.

Citar POP para controle interno.



Controle Externo

Descrever os procedimentos utilizados nas avaliações de qualidade feitas por programas de comparação entre laboratórios ou outros controles de qualidade : PNCQ-SBAC e/ou PELM-SBPC



Gerenciamento dos dados obtidos no Controle Interno e Externo

Definir como os dados de controle são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

VALORES DE REFERÊNCIA


Soro ou Plasma

97 a 106 mEq/L (todas as idades)



Urina

170 a 254 mEq/L24horas



Líquor

118 a 132 mEq/L

Estes valores devem ser usados como uma orientação. É recomendado que cada laboratório estabeleça seus próprios valores de referência.
SIGNIFICADO CLÍNICO

Os cloretos são os ânions mais abundantes do líquido extracelular (LEC) e juntamente com o sódio desempenham importante papel na manutenção do balanço de água no organismo, na regulação da pressão osmótica do plasma e na neutralidade elétrica.

Em uma dieta normal envolvendo sal de sódio, potássio, cálcio ou magnésio são ingeridos cerca de 2,5 g de cloretos por dia.

Os íons cloretos são prontamente absorvidos no intestino e são removidos através da excreção urinária e do suor.

Quantidades excessivas tanto de sódio quanto de cloretos podem ser perdidos durante períodos de grande transpiração, necessitando de suplementação de cloreto de sódio para compensar o déficit.

Nos rins, os cloretos são filtrados livremente nos glomérulos e passivamente reabsorvidos junto com o sódio nos túbulos contorcidos proximais (TCP). Uma quantidade apreciável de cloretos é recuperada ativamente na alça de Henle, através da “bomba de cloretos”. Taxas ainda maior de cloretos são recuperadas junto com o sódio nos túbulos contorcidos distais (TCD) pela ação da aldosterona.

A neutralidade elétrica é mantida pelo mecanismo chamado de “deslocamento de cloretos”, em que parte do CO2 gerado no metabolismo celular penetra na hemácia e reage com água para formar o ácido carbônico. A enzima anidrase carbônica catalisa a transformação do ácido carbônico em íons hidrogênio e íons bicarbonato.

A hemoglobina tampona os íons hidrogênio enquanto a concentração de bicarbonato eleva-se na hemácia até difundir para o plasma. Os íons cloretos penetram na célula em troca de bicarbonato para manter o equilíbrio ânion-cátion.

O excesso de cloretos é excretado na urina e no suor. O suor excessivo estimula a secreção de aldosterona que atua sobre as glândulas sudoríparas para reabsorver mais sódio e cloretos.

Hipocloremia

Valores baixos de cloretos no sangue podem ser observados em:



  1. Déficit digestivos: falta de ingestão de sal, diarréias intensas, aspiração nasogástrica ou vômitos prolongados.

  2. Doenças renais com perda de sal: nefrites com perda de sal (deficiência na reabsorção tubular, pielonefrite crônica).

  3. Uso excessivo de diuréticos promovem a excreção de sódio associado ao cloreto.

  4. Doença de Addison: geralmente, a taxa de cloretos é mantida próxima do normal, exceto nas crises quando os níveis de sódio podem cair significativamente.

  5. Acidose metabólica: quando provocada pela produção excessiva ou excreção diminuída de ácidos orgânicos como cetoacidose diabética ou insuficiência renal. Nesses casos, os cloretos são parcialmente substituídos pelo excesso de ânions como beta-hidroxibutirato, acetoacetato, lactato e fosfato.

  6. Alcalose metabólica: pode existir um déficit de cloretos na falta de déficit de sódio. Nesta situação, o excesso de bicarbonato em presença de sódio normal, requer a perda de cloreto para manter a neutralidade elétrica.

Hipercloremia

De uma maneira geral, a hipercloremia (aumento de cloretos no sangue) está associada com a hipernatremia (aumento de sódio no sangue), podendo ser observada em:



  1. Desidratação.

  2. Alcalose respiratória: pacientes que perdem CO2 por hiperventilação após estimulação do centro respiratório por drogas, histeria, ansiedade, ou febre.

  3. Acidose tubular renal.

  4. Insuficiência renal aguda.



LINEARIDADE

A reação é linear até 130 mEq/L. Para valores maiores, diluir a amostra com água deionizada e realizar um nova determinação. Multiplicar o valor obtido pelo fator de diluição empregado.


SENSIBILIDADE ANALÍTICA

O limite de detecção é igual a 0,1 mEq/L, equivalente a média mais dois desvios padrão obtidos a partir de vinte ensaios de uma amostra protéica não contendo cloretos.


LIMITAÇÕES DO MÉTODO

Os resultados deverão ser usados em conjunto com informações disponíveis da avaliação clínica e outros procedimentos diagnósticos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Sims FH, Horn C. Am J Clin Path. 1958;29:412.

  2. Martineck RG Clin Chim Acta 1966;13:161.

  3. Malloy HT, Evelyn KA. J Biol Chem 1937;119:481.

  4. Winsten S, Cehelyk B. Clin Chim Acta 1969; 25:441-446.

  5. BILRRUBINAS-PP, Instruções de Uso, Gold Analisa Diagnóstica.







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