Economia politica do trabalho, da tecnologia e do conhecimento



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ECONOMIA POLITICA DO TRABALHO, DA TECNOLOGIA E DO CONHECIMENTO
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EMENTA

A evolução do processo de trabalho em direção à maquinaria: a noção da “abolição do trabalho” em Marx; a manufatura e a “angústia smithiana”; a maquinaria e seus efeitos sobre a “abolição do trabalho” (maquinaria, divisão do trabalho e sociedade). Taylorismo: origem e natureza. Fordismo: natureza e desdobramentos: fordismo e processo de trabalho; a natureza do trabalho nas indústrias de processo contínuo; Fordismo e indústria no pós-guerra; Processo de trabalho e Teoria da Regulação. As novas formas de organização da produção desenvolvidas no Japão: ohnoísmo ou toyotismo. A automação de base microeletrônica e seus desdobramentos. Processo de trabalho e Teoria da Acumulação Flexível. Trabalho e sociedade no início do século XXI: “trabalho imaterial”, “pós-grande indústria”, conhecimento e trabalho. Desdobramentos da “economia do conhecimento”: a apropriação capitalista do conhecimento e seu debate.

PROGRAMA E BIBLIOGRAFIA
1- A evolução dos processos de trabalho: o caminho em direção à maquinaria

1.1- Marx e a “abolição do trabalho”: as primeiras obras

MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. Itens: O trabalho alienado (1o Manuscrito); A relação da propriedade privada (2o Manuscrito); Propriedade privada e trabalho, Propriedade privada e comunismo (3o Manuscrito)

MARX, K. & ENGELS, F. A ideologia alemã

MARCUSE, H. Razão e revolução. Rio de Janeiro, Editora Saga, 1969 2a parte, itens 4 e 5

MARCUSE, H. O fim da utopia. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1969

MÉSZAROS, I. Marx: a teoria da alienação. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1981

MORAES NETO, B.R. O percurso teórico da “abolição do trabalho” (ou da superação da “angústia smithiana) em Marx: avanços e recuo, 2004. Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, n. 14, 2004

1.2- Manufatura e “angústia smithiana”

SMITH, A. Riqueza das Nações. Cap.1: Sobre a divisão do trabalho

MARX, K. Formações econômicas pré-capitalistas. Paz e Terra, 1975

MARX, K. O Capital. Vol I, Cap. 10: Cooperação, Cap. 11: Manufatura e divisão do trabalho

BABBAGE, C. On the Economy of Machinery and Manufactures. New York, Augustus M.Kelley Publishers, 1971

MARGLIN, S. Origens e funções do parcelamento das tarefas. In: Gorz, A. et alii, Crítica da divisão do trabalho. São Paulo, Martins Fontes, 1980

MORAES NETO, B.R. Eficiência produtiva e divisão do trabalho: Smith, Marx e Stephen Marglin. Estudos Econômicos, vol.32, n.2, 2002

1.3- Maquinaria em Marx: conceito e efeitos sobre a “abolição do trabalho”

MARX, K. Elementos fundamentales para la crítica de la economia política (Grundrisse)

MARX, K. Capítulo inédito de O Capital

MARX, K. O Capital, Vol I, Cap. 12: Maquinaria e grande indústria

URE, A. The Philosophy of Manufactures, Londres, 1835

MANTOUX, P. La revolucion industrial en el siglo XVIII, Madrid, Aguilar, 1962

WEISS, D. Marx Versus Smith on the Division of Labor. Monthly Review, 28(3), jul/ag 1976

ROSDOLSKY, R. Gênese e estrutura de O Capital de Marx

ZILBERSHEID, U. The Marxian Idea of Abolition of Labor- Can It Be Revived? 2000(mimeo)

MARCUSE, H. O fim da utopia

FAUSTO, R. A “pós-grande indústria” nos Grundrisse (e para além deles) . Lua Nova, 1989

MORAES NETO, B.R. O percurso teórico da “abolição do trabalho”...

MORAES NETO, B.R. Observações sobre os Grundrisse e a História dos processos de trabalho. Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, n.16, 2005

2- Taylorismo: origem e natureza

BRAVERMAN, H. Trabalho e capital monopolista. Rio de Janeiro, Zahar, 1977, Caps 4 a 8

CORIAT, B. Ciencia, tecnica y capital, Cap 2, item II: O taylorismo e a expropriação do saber operário.

MORAES NETO, B.R. Marx, Taylor, Ford: as forças produtivas em discussão. Brasiliense, 1989

HOUNSHELL,D. From the American System to Mass Production: 1800-1932. The Johns Hopkins University Press, 1991, Cap 6

LINHART, R. Lênin, os camponeses e Taylor. Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1977, parte 2.

STONE, K. The Origins of Job Structures in the Steel Industry. In: Edwards, R., Reich, M. & Gordon, D. (orgs) Labor Market Segmentation. Boston, D.C.Heath, 1975

3 Fordismo: natureza e desdobramentos

3.1- Fordismo e processo de trabalho

MALTESE,F. Notes for a Study of the Automobile Industry. In: Edwards, R., Reich, M. & Gordon, D. (org), op.cit

FORD,H. Minha vida e minha obra. Companhia Editora Nacional, 1926

CORIAT, B. El taller y el cronómetro: Ensayo sobre el taylorismo, el fordismo y la producción en masa. México, Siglo Veintiuno Editores, 1982

MORAES NETO, B.R. Marx, Taylor, Ford: as forças produtivas em discussão . op.cit.

HOUNSHELL,D. From the American system... op.cit.

BRAVERMAN,H. Trabalho e capital monopolista, Zahar, 1977

GRAMSCI, A . Americanismo e fordismo. In: GRAMSCI, A. Obras escolhidas, Martins Fontes, 1978

WEIL,S. A racionalização. In: Bosi, E. (org). A condição operária e outros estudos sobre a opressão. Paz e Terra, 1979

MORAES NETO, B.R. Fordismo e ohnoísmo: trabalho e tecnologia na produção em massa. Estudos Econômicos, vol 28, n.2, abril-junho 1998, item 1: Fordismo: trabalho e tecnologia

MORAES NETO, B.R. Processo de trabalho e eficiência produtiva: Smith, Marx, Taylor e Lênin, 2006 (mimeo)

WILLIAMS,K., HASLAM,C. & WILLIAMS,J. What Henry Did, or the Relevance of Highland Park. In: Current issues in industrial economic strategy. 1992

3,2- A indústria de processo contínuo

CORIAT, B. A automação e a noção de processo de trabalho do tipo “process”.CEDEPLAR/ UFMG, 1979 (mimeo)

FERRO, J.R.,L TOLEDO,J.C. & TRUZZI,O . Automação e trabalho em indústrias de processo contínuo. Revista Brasileira de Tecnologia, v.18, n.1, jan. 1987

3.3- Fordismo e indústria no pós-guerra: evolução, relevância e desdobramentos


FAJNZYLBER, F. La industrializacion trunca de America Latina. Cap.1, item 1: El auge de un patrón industrial.

MURRAY, F. The Decentralisation of Production: the Decline of the Mass-collective Worker? Capital & Class, n. 19, 1983

PIGNON,D. & QUERZOLA,J. Democracia e autoritarismo na produção. In: Gorz, A. et.alii . Crítica da divisão do trabalho, op.cit.

ROTHSCHILD. E. Capitalismo, tecnologia e produtividade na General Motors. In: Gorz, A.. Crítica da divisão do trabalho. op.cit.

MORAES NETO, B.R. & CARVALHO,E.G. Elementos para uma História Econômica da rigidez e da flexibilidade na produção em massa. Estudos Econômicos, v.27, n.2, maio-agosto, 1997

GOODING,J. Blue-collar Blues on the Assembly Line. Fortune, jul. 1970

KRAFCIK,J. & MAC DUFFIE,J.P. Explaining High Performance Manufacturing: the International Automotive Assembly Plant Study. IMVP International Policy Forum , maio, 1989

4- Processo de trabalho e Teoria da Regulação

AGLIETTA, M. Regulacion y crisis del capitalismo. Siglo Veintiuno Editores, 1991

BOYER, R. A teoria da regulação. Nobel, 1990

LIPIETZ, A. Miragens e milagres. Nobel, 1988

5- As novas formas de organização da produção desenvolvidas no Japão

WOMACK, J.P., JONES,D.T. & ROSS,D. A máquina que mudou o mundo. Editora Campus, 1992

KRAFCIK,J. & MAC DUFFIE, J.P. Explaining high performance manufacturing: ... op.cit.

CORIAT,B. Pensar pelo avesso: o modelo japonês de trabalho e organização. Editora da URRJ/ Revan, 1994

WOOD, S. O modelo japonês em debate: pós-fordismo ou japonização do fordismo. Revista Brasileira de Ciências Sociais. v.17, n.6,(6),1991

WOOD, S. The japonization of fordism. Economic and Industrial Democracy. v.14, n.4,1993

DOHSE,K., JÜRGENS,H. MALSCH,T. From “Fordism” to “Toyotism”? The social organization of the labor process in the Japanese automobile industry. Politics and Society, v. 14, n.2, 1985,

MORAES NETO,B.R. & CARVALHO, E.G. Elementos para uma História Econômica...op.cit.

MORAES NETO, B.R. Fordismo e ohnoísmo: trabalho e tecnologia na produção em massa. op.cit.

6- A automação de base microeletrônica e seus desdobramentos

TAUILE, J.R. Máquinas-ferramenta com controle numérico ( MFCN ) e seus efeitos sobre a organização da produção: o caso brasileiro. IEI/UFRJ, out. 1983 (mimeo)

BRAVERMAN, H. Trabalho e capital monopolista. Cap.9

LEITE, E.M. Novas tecnologias, emprego e qualificação na indústria mecânica. Revista de Administração. FEA/USP, v.21, n.2, 1986

COUTINHO, L. A terceira revolução industrial e tecnológica: as grandes tendências de mudanças. Economia e Sociedade. n . l, 1992

MORAES NETO, B.R. Microeletrônica e produção industrial: uma crítica à noção de “revolução generalizada. Seminário IPE/USP, 1997

MORAES NETO, B.R. Automação e trabalho: Marx igual a Adam Smith? Estudos Econômicos. v.25, n.1, 1995

MORAES NETO, B.R. Marx e o processo de trabalho no final do século. Pesquisa&Debate, PUCSP, v.11, n.2, 2000

7- O processo de trabalho e a Teoria da Acumulação Flexível

PIORE,M. & SABEL,C. The second industrial divide: possibilities for prosperity. Nova York, Basic Books, 1984

TOLLIDAY, S. & ZEITLIN, J. Introduction: between Fordism and flexibility. In: S. Tolliday & J. Zeitlin (orgs), Between Fordism and flexibility. Basil Blackwel, 1986

KENNY, M. & FLORIDA, R. Japan’s role in a post-Fordist age. Futures, abril, 1989

HARVEY, D. Condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1992

8- Trabalho e sociedade no início do século XXI

8.1- A “pós-grande indústria”

FAUSTO, R. A “pós-grande indústria” nos Grundrisse (e para além deles). Lua Nova, n.19, 1989

PRADO, E. Desmedida do valor: Crítica da pós-grande indústria. São Paulo: Xamã Editora, 2005

MORAES NETO, B.R. Observações sobre os Grundrisse e a História dos processos de trabalho. Op.cit.

8.2- O “trabalho imaterial”

GORZ, A . O imaterial: Conhecimento, valor e capital. São Paulo: Annablume, 2005

NEGRI, A. & LAZZARATO, M. Trabalho imaterial: Formas de vida e produção de subjetividade. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2001

NEGRI, A. & HARDT, M. Império. Rio de Janeiro-São Paulo: Editora Record, 2001

NEGRI, A . & HARDT, M. O trabalho de Dioniso, Juiz de Fora: Editora UFJF – Pazulin, 2004

LESSA, S. Trabalho imaterial: Negri, Lazzarato e Hardt. Estudos de Sociologia, n.11, 2001

LESSA, S. Trabalho imaterial, classe expandida e revolução passiva. Crítica Marxista, n.15, 2002

MORAES NETO, B.R. Pós-fordismo e trabalho em Antonio Negri: um comentário. Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, n.18, 2006

AMORIM, H.J.D. A valorização do capital e o desenvolvimento das forças produtivas: Uma discussão crítica sobre o trabalho imaterial. Tese de Doutorado em Ciências Sociais, IFCH-UNICAMP, 2006

8.3- A “centralidade do trabalho”

ANTUNES, R. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho.Campinas: Editora da UNICAMP – Cortez, 1995

ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: Ensaios sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo, Boitempo, 2000

8.4- Conhecimento, trabalho e capitalismo

BOLAÑO, C.R.S. Trabalho intelectual, comunicação e capitalismo: a re-configuração do fator subjetivo na atual reestruturação produtiva. Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, n.11, 2002

BENSAID, D. A desmedida social, cap. 1 de Un Monde à Charger: mouvement et stratégies. Paris, Les Éditions Textuel, 2003

BOYLE, J. The Second Enclosure Movement and the Construction of the Public Domain. Law and Contemporary Problems, v. 66, 2003

JESSOP, B. Intellectual Property Rights (disponível em www.dime-eu.org/files/active/0/Jessop1.pdf), 2007

KENNEY, M. Value Creation in the Late Twentieth Century: The Rise of the Knowledge Worker. In: Davis, Hirshl & Stack (eds) Cutting Edge: Technology, Information, Capitalism and Social Revolution. London, Verso, 1997



PERELMAN, M. The Political Economy of Intellectual Property. Monthly Review, Janeiro 2003

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