Ecstasy (3,4 – metilenodioximetanfetamina; mdma)



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Ecstasy (3,4 – metilenodioximetanfetamina; MDMA)

 

Sinônimos

“Ecstasy”, “êxtase”, “bala”, “pastilha”, “ECS”, “E”, “XTC”, “Adam”.

 Classe

Droga de abuso - Anfetaminas alucinógenas

 Sumário do produto

A 3,4 metilenodioximetanfematina (MDMA) é uma anfetamina alucinógena que causa estado de euforia e alucinações.

Tem sido bem documentado que o abuso da substância, inclusive nas doses recreacionais habituais (em torno de 120mg) pode causar quadros de hipertermia, desidratação, convulsões, hiponatremia severa devido à alta ingestão de líquidos e síndrome de secreção inapropriada de ADH (SIADH, intoxicação hídrica e encefalopatia hiponatrêmica), coma e morte. 

Usos

No Brasil foi introduzida em meados de 1994 e vem sendo utilizado como uma droga recreacional popular principalmente entre os jovens de classe média-alta em festas, especialmente as chamadas raves.

Além de produzir estado de euforia (análogo de anfetamina), também provoca alucinações.

 Mecanismos de ação

Como as anfetaminas em geral ocorre um aumento da atividade geral do SNC e do SN simpático, o mecanismo real ainda é incerto mas nesse contexto há vários mecanismos propostos pela similaridade das anfetaminas com as catecolaminas endógenas (adrenalina, noradrenalina e dopamina):


  1. Estimulação direta de receptores adrenérgicos (falso transmissor);

  2. Estimulação indireta (promovendo a liberação de neurotransmissores endógenos)

  3. Inibição da enzima monoamino-oxidase, responsável pela degradação das catecolaminas.

  4. Inibição da recaptação de catecolaminas.

  5. Biotransformação destes compostos em indolaminas, relacionadas com a serotonina (5-hidroxitriptamina).

As anfetaminas e seus derivados agem primariamente ativando o sistema nervoso simpático, estimulando receptores α-adrenérgicos no SNC e perifericamente, aumentando a liberação periférica de catecolaminas e inibindo sua recaptação.

A MDMA atua intensamente no sistema serotoninérgico de forma bifásica: agudamente leva a depleção intraneural reversível de serotonina (5-HT) seguida de efeito neurotóxico parcialmente reversível ao terminal nervoso serotoninérgico. Essa toxicidade ocorre devido:

1) MDMA promove a liberação do neurotransmissor na sinapse como (agonista indireto) ou atuando como agonista direto em receptores de 5-HT.

2) inibindo a recaptação da 5-HT

3) inibindo a síntese de 5-HT pela inibição de enzima triptofano-hidroxilase.
Em ratos, uma única dose de MDMA diminui em 80% a concentração de 5-HT num perídio de 1-3 horas.

O efeito alucinógeno parece estar associado à alta afinidade da MDMA ao receptor 5HT2, implicado no efeito alucinógeno do LSD.

A interferência na transmissão serotoninérgica também parece ser a responsável do quadro da Síndrome de secreção Inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH).

Estudos em animais mostraram que o MDMA provoca destruição central dos terminais neurônios serotoninérgicos, mostrando sua toxicidade para a terminação nervosa serotoninérgica no SNC.

Há ocorrência de tolerância pelo uso continuado, o que aumenta efeitos negativos e diminui efeitos prazerosos. Por esse motivo os usuários geralmente não fazem uso continuado, fazendo intervalos no uso visando recuperar os efeitos positivos anteriores. Mas há casos relatados de dependência, inclusive havendo síndrome de abstinência.

Também bloqueia a recaptação de noradrenalina e dopamina (na MDMA a dopa é menos importante) in vitro , mas não são observados os mesmo efeitos da 5-HT com relação a depleção.

 

Interações Medicamentosas



Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS)

Aumento do risco de desenvolver síndrome serotoninérgica.

Lítio

Aumento do risco de síndrome serotoninérgica.

Fenelzine

Aumento do risco de síndrome serotoninérgica.

Inibidores da MAO

Reação severa relatada com hipertensão, alteração do estado mental, hipertonicidade após 1 hora da ingesta MDMA.

Ritonavir

Aumento da concentração plasmática.

 Citalopram

Reação psicótica tem sido relatada em pacientes que se tratam com citalopram e usam MDMA.

Síndrome Serotoninérgica: com sintomas de aumento na tensão muscular, tremores, postura anormal, resposta a dor limitada, taquicardia, hipertensão, hipertermia, aumento da taxa de leucócitos, aumento na CK, acidose respiratória e metabólica, delírio e agitação.

Apresentação

Comprimidos

Geralmente contém 50-110 mg de MDMA.

MDMA é sintetizado a partir da metanfetamina, mas nem todo ecstasy é MDMA. O nome ecstasy tem sido associado a outras drogas como gamahidroxibutirato (GHB), “ecstasy líquido” ou “ecstasy herbal” (preparação contendo essencialmente efedrina), que tem efeitos farmacológicos e o manejo terapêutico é diferente.

Devido ao fato de a MDMA ser de produção ilegal, não há controle de qualidade da produção da droga. Há inúmeros trabalhos mostrando que é comum que o comprimido de ecstasy venha com concentrações de MDMA mais baixas que as divulgadas e geralmente é uma mistura (“contaminada”) de MDMA e MDA. Há também vários outros adulterantes (inclusive algumas amostras não há absolutamente nenhum traço de MDMA), sendo os mais comuns outros estimulantes:

MDEA (metilenodioxietanfetamina)

Metanfetamina

Anfetamina

Paracetamol

Cafeína

Ketamina


Descrição

Normalmente tomam-se por via oral em forma de comprimidos, cápsulas ou pó;

Drogas vendidas como “ecstasy” variam muito em tamanho, cor e forma, podem ter “marcas” desenhadas no tablete, o que não garante pureza nem concentração da MDMA.

Toxicidade

TOXICIDADE HUMANA:

Alucinações ocorrem em doses que variam de 1-5mg para DOB, 40-150mg MDA e 50-150 para MDMA.

Uma ingesta única acima de 200mg MDMA é considerada uma overdose.

Há óbitos relatados após a ingesta de uma única cápsula de MDMA e tem sido associadas ao desenvolvimento de hipertermia pela intoxicação com MDMA. Também há relatos de óbitos após apenas uma tomada, devido ao desenvolvimento de hiponatremia severa e edema cerebral, principalmente em mulheres jovens, que fazem grande ingesta hídrica.


É relatado que um adulto sobreviveu a uma ingesta de 50 tabletes de ecstasy (50-150 mg MDMA), oxazepam (10mg) e álcool.

Há quatro tipos básicos de toxicidade física causada pelo ecstasy. A hipertermia, cardiotoxicidade, neurotoxicidade, e hepatotoxicidade.

A hipertermia é provavelmente o pior efeito indesejável do ecstasy, apesar de ser parte da toxicidade cerebral, é relatada à parte para maior destaque de sua importância. O superaquecimento do corpo é agravado pela situação em que a droga é usada, em danceterias, com música ininterrupta, má ventilação e especialmente atividade física prolongada. Esses fatores podem levar a rabdomiólise, mioglobinúria, sobrecarregando os rins e levando a insuficiência renal.

A cardiotoxicidade é caracterizada por aumento da pressão arterial e aceleração do ritmo cardíaco. Esses efeitos podem levar a sangramentos por ruptura dos vasos sanguíneos. Essas alterações têm sido registradas pelo quadro clínico e pela análise necropsial, encontrando-se petéquias no cérebro, hemorragias intracranianas, hemorragias retinianas, tromboses, sérias alterações elétricas no coração.


Sobre a toxicidade cerebral, ainda não há estudos suficientes em humanos a hipertermia pode lesar vários tecidos dependendo de sua sensibilidade, sendo o tecido cerebral é um dos mais sensíveis pode haver lesões devido a essa condição. A hiponatremia secundária a SIADH e intoxicação hídrica pode também pode causar uma quadro de encefalopatia, que junto com uma “febre” de origem central (hipertermia) é frequentemente confundida com uma encefalite de origem infecciosa. Em animais é relatado neurotoxicidade em terminais serotoninérgicos.

Hiponatremia: os sinais e sintomas de hiponatremia geralmente ocorrem quando há uma diminuição rápida dos níveis de sódio ou quando o sódio sérico é menor que 120 mEq/l. Os sintomas principais decorrem do “edema cerebral” e incluem confusão mental, letargia, convulsões e coma, além de náuseas, vômitos, cãibras e astenia.

 A hepatotoxicidade provocada pelo ecstasy pode se manifestar clinicamente em usuário crônico como uma leve hepatite viral na qual o paciente fica ictérico, com hepatomegalia de consistência e amolecida, com uma tendência a sangramentos. A toxicidade aguda, no entanto, pode ser bem mais grave evoluindo para uma hepatite fulminante que pode resultar em fatalidade.



GRAVIDEZ E LACTAÇÃO:

Há relatos de aumento da incidência (15,4%) de malformações pela exposição intra-uterina, especialmente do sistema cardiovascular e musculoesquelético.

Não há determinado passagem de metabólitos para o leite materno.

 

Sinais e Sintomas



 

INTOXICAÇÃO AGUDA:

Intoxicação leve a moderada: os mais comuns são agitação, hipertensão, taquicardia, taquipnéia, midríase, nistagmo, náuseas, vômitos e anorexia.

São descritos também trismo e bruxismo; diaforese, fadiga e dificuldade de concentração Ocasionalmente há disforia (depressão, ansiedade), confusão mental ou delirium.



Intoxicação grave: pode se apresentar mesmo com as doses comumente utilizadas (geralmente de 1-2 mg/Kg 125-180 mg de MDMA). Seguem um padrão caracterizado por hipertermia, coagulação intravascular disseminada (CIVD), rabdomiólise, acidose, hipercalemia, arritimias, convulsões, coma e insuficiência renal.

Morbidade e mortalidade estão associadas a: desidratação, hipertermia, crises hipertensivas, arritimias cardíacas e hiponatremia severa secundária a Síndrome de Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético (SIADH) e intoxicação hídrica.

USO CRÔNICO:

Déficit cognitivo leve a moderado, déficit de memória; surtos paranóicos e/ou psicóticos; hepatoxicidade em pacientes com toxicidade aguda e hepatite em usuários crônicos; síndrome temporomandibular idiopática (trismo e bruxismo em toxicidade aguda).

Sintomas Parkinson-like (instabilidade postural e principalmente “abonormal gait”) foram relatados num usuário crônico de MDMA, tratamento para parkinson foi instituído sem sucesso (levodopa e pramipexole) sendo especulado a associação do quadro com a neurotoxicidade do MDMA.

Formas de Tratamento

Suporte respiratório e monitoração cardíaca, sinais vitais (especialmente temperatura) e glicemia.

Em casos graves pode ser necessário monitorar pressão venosa central ou pressão arterial pulmonar.



1) Descontaminação: lavagem gástrica e carvão ativado(se ingesta ocorreu há menos de 1 hora)

Lavagem gástrica geralmente não é realizada pois o paciente chega ao serviço de emergência após horas da ingesta quando já houve absorção completa da MDMA.

Carvão ativado pode ser utilizado se ingesta recente ou haver co-ingesta de outras substâncias.é mais eficaz se realizada dentro de 1 hora

2) Agitação e/ou Alucinações: diazepam VO ou EV,

Adulto 10 mg VO ou 5 mg IV, pode ser repetida se não houver resposta satisfatória.

Crianças: 0,1 mg/kg IV ou 0,3 mg/kg VO. Não é recomendado o uso de Fenotiazinas

3) Convulsão: benzodiazepínicos EV. Fenobarbital no caso de convulsões refratárias ao uso de BZDs.
DIAZEPAM (Adulto: 5 to 10 mg, repetindo a cada 10 to 15 min se necessário.; Crianças: 0,2 to 0,5 mg/kg, repetido a cada 5 min se necessário)

LORAZEPAM (Adulto: 2 a 4 mg; Crianças: 0,05 to 0,1 mg/kg).

FENOBARBITAL : se convulsões persistirem após 30 mg de diazepam ou 10 mg em crianças > 5 anos.
Monitorar hipotensão, arritimias, depressão respiratória e avaliar necessidade de intubação. Avaliar hipoglicemia, hipóxia e distúrbios hidroeletrolíticos.

4) Hipertensão: benzodiazepínicos (sedação baixa pressão). Se hipertensão severa: nitroprussiato é a droga de escolha (segunda linha: bloqueadores de canais de cálcio).

Geralmente já responde à sedação com benzodiazepínicos.

Se hipertensão severa, não responsiva a sedação nitroprussiato é a droga de escolha. Dose: iniciar com 10 mcg/kg/min EV.

É contra-indicado uso de betabloqueadores por produzir hipertensão paradoxal ao produzir vasoespasmo devido, pois não há antagonismo dos receptores alfa-adrenérgicos.

5) Hipertermia: uso de BZD, minimizar esforço, aumentar perda de calor (retirar roupas, banho de esponja e ventiladores), banhos de imersão.

Controlar agitação com BZDs, despir o paciente e coloca-lo numa sala arejada ou com ar-condicionado. Minimizar atividade física, banho com esponjas de água fria e ventiladores aumentam a perda de calor ao facilitar a evaporação. Cobertor hipotérmico pode ser utilizado.

Outros métodos incluem intubação e ventilação com ar frio, lavagem gástrica com soro fisiológico gelado. Ficar atento pois pode-se usar largas doses de BZDs para poder controlar hiperatividade neuromuscular. A imersão do paciente em banheira com água gelada deve ser reservada para pacientes que não responderem às medidas acima, pois dificultam o monitoramento e procedimentos de ressucitação do paciente.

Dantrolene pode ser utilizado nos pacientes que não respondem aos BZDs e a medidas agressivas de resfriamento corporal. Dose total relatada 1-10 mg/kg


6) Arritimias supra-ventriculares: tratamento só em caso de instabilidade hemodinâmica.

Sedação com BZDs ajuda a controlar a taquicardia nos pacientes agitados. Se taquicardia severa com instabilidade hemodinâmica considerar uso de betabloqueador cardioseletivo como esmolol. No caso ficar atento para desenvolvimento de hipertensão paradoxal pelos efeitos nos receptores alfa-adrenérgicos não antagonizados.



7) Arritimias ventriculares: lidocaína, amiodarona ou esmolol podem ser utilizados.

8) Hipotensão: fluidos EV. Se persistir ou hipotensão severa: utilizar dopamina ou noradrenalina

Dopamina: 5 to 20 mcg/kg/min

Noradrenalina : Adulto começar infusão 0,5 a 1 mcg/min; Crianças: começar infusão a 0,1 mcg/kg/min);

9) Rabdomiólise: controlar agitação e hipertermia. Reposição de líquidos ( a hidratação vigorosa é de extrema importância). Diuréticos (caso não tiver boa diurese apenas com a infusão de líquidos). alcalinização (controverso),

10) Hiponatremia: restrição de água livre (água, soro glicosado), correção lenta e gradual com solução hipertônica de NaCl a 3%, diurético de alça (furosemida) e suporte clínico avançado.

Restrição de fluidos é contra-indicada no caso se instabilidade hemodinâmica onde a reposição de fluidos é necessária.

Paciente pode não responder a SF a 0,9% e inclusive esta conduta pode piorar o quadro de hiponatremia se esta for em decorrência de SIADH.

Se hiponatremia severa, associada a um quadro clínico crítico (sinais de edema cerebral, convulsões e coma) a correção lenta com solução hipertônica de NaCl a 3% é necessária.

A correção deve ser realizada com infusão de NaCl a 3% a velocidade de 1 a 2 mEq/Kg/hora.

A reposição não deve ultrapassar 12 mEq/l nas primeiras 24 horas (risco de síndrome de desmielinização osmótica, condição bem conhecida em hiponatremia crônica onde há o desenvolvimento de mielinose pontina, podendo levar a seqüelas neurológicas irreversíveis).

Considerar monitoramento de pressão venosa para acompanhar com precisão o volume de fluido extracelular.



10) Diurese forçada, hemodiálise e hemoperfusão NÃO são usados devido ao extenso volume de distribuição.

EXAMES COMPLEMENTARES

Hemograma, plaquetas, funções renal, função hepática, eletrólitos (principalmente o sódio), parcial de urina, coagulação (TAP, TTPa), CPK / CK-MB e glicemia, gasometria arterial.

Em casos de hiponatremia severa pode-se solicitar Tomografia computadorizada de crânio para avaliar edema cerbral e sinais de hipertensão intracraniana.

Pode-se colher 30ml de urina para a confirmação da utilização de MDMA.

Essa substância pode ser detectada na urina até 24-72 hs pela triagem toxicológica habitual de drogas de abuso (metanfetamina).

Cinética


Absorção

Rápida e completa absorção pelo trato gastrintestinal. Efeitos iniciam em 30 - 60min, duram 8hs ou mais.

Meia-vida

De 9-19 horas. Pico plasmático em 90 min

Distribuição

Não bem estudado mas pensa-se que é o volume de distribuição é grande > 5 L/Kg.

Metabolismo

Hepático (citocromo P-450). Pode ser metabolizada em MDA (metabólito ativo) e em compostos possivelmente neurotóxicos (MDA, DHMA...). Há outros que são altamente hepatotóxicos com a alfa-metildopamina (alfa-MeDA).

Eliminação

Renal: em torno de 75% da droga é excretada inalterada (MDMA) e 7% na forma de MDA. Uma única dose pode ser excretada na urina completamente em 24hs (forma inalterada e seus metabólitos).

Eliminação pode ser aumentada em urina ácida e é significativamente prolongada em urina alcalina: meia-vida plasmática variam de 7 a 10 horas em urina ácida e de 16 até 31 horas em urina alcalina. Porém a acidificação urinária está contra-indicada por poder piorar a insuficiência renal ao exacerbar a rabdomiólise, particularmente em casos de hipertermia.




Farmacocinética não linear descrita em um pequeno estudo, onde se observou que há um aumento desproporcional nos níveis plasmáticos de MDMA com relação a uma pequena elevação da dose administrada.

Bibliografia



MICROMEDEX® Healthcare Series – POISINDEX managements: Hallucinogenic Amphetamines.

ELLENHORN. Medical Toxicology. 2 ed.

Segredos em Toxicologia

Atualizado por Diego Leonardo Bet em maio de 2006.



Revisado por Dra. Adriana em agosto de 2006.
MACONHA

Sinônimos

Baseado, cânhamo, cânhamo-da-índia, caroçuda, chanvre, erva, erva-maligna, erva-do-norte, fêmea, fino, fininho, fumo-brabo, fumo-do-cabloco, baseado, ganja, grass, hanfkraut, haxixe, hemp, joint, marijuana, Mary Jane, mulatinha, pot, pretinha, weed, yerba, cannabis sativa, delta9-tetraidrocanabinol.

Classe

DROGA DE ABUSO

Sumário do produto

Uso recreacional. Dose letal é muito alta, raramente atingida. O principal risco é resultado de complicações sistêmicas pelo uso crônico e acidentes pela exposição individual a situações de risco. Efeitos clínicos: euforia, bem-estar, riso fácil, alteração da percepção temporal, taquicardia, seguidos em 30 minutos por sedação. Pode haver irritabilidade e raiva. Intoxicação severa: psicose aguda, com ideação paranóide, suicida, homicida, alucinações e pânico. Não teratogênico; excretado no leite materno; carcinogênico. Interage com álcool, cocaína, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos, fenciclidina. Tratamento sintomático, carvão ativado e catártico salino na ingestão. Observação e apoio psicológico, diazepam se agitação intensa, haloperidol se psicose aguda.

Usos

A maconha tem uso recreacional, por inalação do fumo ou ingestão. Normalmente, o usuário a fuma em cigarros ou em cachimbos. A técnica usual consiste em inalar profundamente e manter a fumaça nos pulmões por 20 a 30 segundos, para maximizar a extração do princípio ativo.

No Norte da África e no Oriente Médio normalmente é fumado o haxixe. Para tanto, usam-se cachimbos que permitem a refrigeração por água ou ar, para diminuir os efeitos irritantes da fumaça e permitir uma inalação mais profunda e prolongada.

Existem preparações orais em cápsulas (dronabinol e os sintéticos nabilone e levonamtradol, não disponíveis no Brasil) usadas como antieméticos em pacientes recebendo quimioterapia para câncer e como estimulantes do apetite em pacientes com anorexia relacionada à AIDS. O dronabinol é produto comercializado nos EUA sob a forma de comprimidos de 2,5mg; 5mg e 10mg (Marinol, Roxane Laboratories). Há relatos anedóticos de benefício do uso da maconha numa variedade de doenças incluindo glaucoma, neoplasias malignas, esclerose múltipla e AIDS. Em veterinária, há relato de uso para cólicas em equinos.

Mecanismos de ação

Um receptor cerebral para canabinóides foi identificado. Os efeitos no SNC podem ser determinados por diminuição da atividade colinérgica em nível neuronal. Os efeitos psicológicos não dependem de ação dopaminérgica ou noradrenérgica. A taquicardia e a hipotensão ortostática podem ser explicadas por liberação de catecolaminas e inibição dos reflexos simpáticos, respectivamente.

Interações medicamentosas

- Antimuscarínicos e antidepressivos tricíclicos: efeito aditivo no aumento da frequência cardíaca.

- Barbitúricos: aumento do metabolismo.

- Cocaína: aumento na frequência cardíaca de elevação produzida com cada uma das drogas individualmente, a frequência se estabiliza em um nível de 50 batimentos por minuto acima do normal. Não há repercussões sobre a pressão arterial maiores do que as causadas por cocaína somente.

- Etanol: o uso de maconha causa efeito aditivo ou superaditivo com diminuição da performance psicomotora. Existe também diminuição da duração dos efeitos subjetivos do etanol e da maconha, consistente com uma redução dos níveis máximos de etanol por aumento do metabolismo e atraso no pico das concentrações plasmáticas do etanol.

- Fenciclina (formando a "superweed"): experiência alucinógena mais intensa.

Apresentação

Fórmula

1-trans-delta9-tetraidrocanabinol: C21H30O2

Descrição

= >Maconha consiste em folhas e inflorescências da planta Cannabis sativa. A variedade indica é cultivada no Oriente, na Ásia e no Norte da África. O fumo tem cheiro doce, acre e irritante. Haxixe é a designação dada normalmente à resina seca colhida da inflorescência do topo da planta, comprimida em blocos. O óleo de haxixe é um extrato de ácool ou gasolina, viscoso e escuro, preparado a partir do haxixe. Bhang é a denominação das folhas maduras e secas e das hastes das inflorescências, menos potente do que o haxixe. Ganja é a massa composta por folhas pequenas e inflorescências das plantas fêmeas.

=> O princípio ativo mais importante é o alucinógeno delta9-tetraidrocanabinol embora existam mais de 60 compostos ativos na maconha, como o canabidiol, canabinol, ácido canabinólico, canabigerol e canabiciclol. A quantidade de delta9-tetraidrocanabinol presente em cada forma de apresentação varia conforme a preparação, e conforme a procedência da planta.

=> Maconha de rua: o cigarro contém de 1% a 3% de delta9-THC. A variedade sinsemilla (sem semente), encontrada nos EUA, tem 5% de delta9-THC, variando entre 7 e 15%.

=> Fumaça inalada de um cigarro: de 0,5 a 0,7g de delta9-THC. Metade da quantidade de delta9-THC é destruída por pirólise, e apenas 60% do total inalado é absorvido (ver cinética, absorção).

=> Haxixe: 3 a 10% de delta9-THC.

=> Óleo de haxixe: entre 20 e 30% de delta9-THC e podendo chegar a 50%. Uma gota do óleo induz o efeito similar ao de um cigarro de maconha.

Toxicidade

TOXICIDADE HUMANA

Para o delta9-tetrahidrocanabinol (THC)

Dose tóxica média= 0,035mg/kg

DL estimada IV: 2g para uma pessoa de 70 kg.

Concentração plasmática mínima associada a efeitos psicotrópicos: 25ng/ml

Para o extrato de Cannabis

Humanos: Oral: TDLo= 60mg/kg

TOXICIDADE ANIMAL

Para o extrato de Cannabis

Ratos: Oral: LD50= 21,6g/kg; TDLo=3g/kg. Dérmica: LD50= 11g/kg. IV: LD50= 0,18g/kg

Coelhos: Inalatória: TDLo= 1440 mcg/kg. Oral: TDLo= 19500mcg/kg. Subcutâneoa: TDLo= 250mg/kg

 

TERATOGENICIDADE



O canabinol e o extrato de cannabis são teratógenos experimentais. Nào existe padrão de malformações congênitas que possam ser atribuidos a exposição in utero à maconha. Entretanto, existe possibilidade de associação entre o uso de maconha na gravidez e surgimento de leucemia não-linfoblástica aguda no feto. Gravidez e lactação: os canabinóides atravessam a placenta. Os dados de literatura quanto à gestação são conflitantes, e a maconha pode se associar a aumento ou diminuição do crescimento intra-uterino. Os bebês que nascem de mães usuárias sofrem de excitação no período pós-natal imediato. O delta9-THC e o 11-OH- delta9-THC excretados no leite materno aparentemente não afetam o desenvolvimento do lactente.

Alguns estudos associaram o uso de maconha na gestação com leucemia não-linfoblástica, mas os dados não permitem conclusões definitivas. Carcinogênese: vários estudos associam o uso de cigarro de maconha com câncer de boca e de laringe. Fumar maconha também pode estar associado a um risco aumentado para desenvolver câncer do trato respiratório. Fumar um cigarro de maconha (800-900 mg, 1 a 3% de THC) leva a deposição no trato respiratório inferior uma quantidade quatro vezes maior de partículas insolúveis (alcatrão) do que um cigarro comum de mesmo peso.

Sinais e Sintomas

Os efeitos clínicos dependem da concentração de delta9-tetrahidrocanabinol (THC), da técnica de inalação e das condições psicológicas individuais e ambientais. Quando usada por uma só pessoa, pode causar sonolência, mas em grupo usualmente causa euforia, sendo essa sensação a buscada pelo usuário.

 

INTOXICAÇÃO AGUDA



- Psicológicos: euforia, bem-estar, riso fácil e alteração da percepção temporal, seguida em 30 minutos por sedação, irritabilidade ou raiva. Relatados também são tendência em misturar passado, presente e futuro, fuga de idéias, sentimento de irrealidade e despersonalização. Intoxicação severa: psico aguda, com ideação suicida e paranóide, delírio, alucinações ou pânico.

- Neurológicos: diminuição sensível da coordenação motora, equilíbrio, atenção, cognição, percepção de cores, distância, profundidade e acuidade visual. Aumento da percepção tátil, auditiva, gustativa e olfativa. Esses efeitos podem aparecer até mesmo em doses pequenas, e duram mais do que os subjetivos, variando entre 4 e 24 horas.

- Cardiovasculares: taquicardia e palpitação que persiste depois do fim dos efeitos subjetivos, hipertensão supina e hipotensão ortostática, vasodilatação.

- Respiratórios: secura de mucosa bronquicaa, broncodilatação, irritação da mucosa e tosse seca irritativa.

- Gastrointestinais: secura mucosa oral, sensação ardência, fome excessiva por doces ou carboidratos.

- Oculares: hiperemia conjuntival que persiste após o fim dos efeitos subjetivos.

Crianças: a ingestão aguda em crianças pode se associar a risco de vida (ver relato de caso).

 

INTOXICAÇÃO CRÔNICA



Acredita-se que seja mais grave quanto mais precoce o início do uso. Síndrome amotivacional: causada primária ou secundáriamente pela maconha em indivíduos predispostos, consistindo em perda de interesse, passividade e apatia; lassitude; falta de ácil; melancolia, perda de concentração e deterioração de relacionamentos.

Em sujeitos predispostos, pode se desenvolver mania ou esquizofrenia. Bronquite crônica, pneumonia, rinosinusite. Em mulheres: ciclos anovolatórios, amnorréia, decréscimo da secreção de FSH e LH e dos níveis séricos de prolactina. Em homens: azoospermia e oligospermia.

Efeitos adversos: os efeitos podem ocorrer com qualquer dose, até mesmo em usuários crônicos. Reações de pânico agudas são comuns em usuários neófitos. Dor abdominal, cefaléia, ansiedade, depressão, medo de morrer e de ser descoberto.

Efeitos de retirada (abstinência): irritabilidade, inquietação, nervosismo, perda de peso, insônia, aumento da temperatura corporal e tremores.

Aspergilose pulmonar: estudos demonstram que a maioria da maconha ilegal é contaminada por fungos do gênero Aspergillus, mais frequentemente A. flavus e A. fumigatus. O fungo penetra facilmente nos pulmões, mas não é provável que esteja associado a patologia em indivíduos imunocompetentes. Em imunodeprimidos, aspergilose pulmonar invasiva pode se instalar.

Esquizofrenia: as manifestações clínicas por uso de maconha incluem um aumento de seis vezes na incidência de esquizofrenia.

 

Formas de Tratamento



PRIMEIROS SOCORROS

Tratamento sintomático; não existe antídodo específico. Na ingestão, esvaziamento gástrico por êmese. Não é necessária Lavagem Gástrica se carvão ativado puder ser administrado prontamente, seguido por catártico salino. Intoxicação por maconha e outras drogas associada deve ser tratada como intoxicação pela droga associada.

 

TRATAMENTO GERAL



Não existe antídodo específico. A maioria dos efeitos psicológicos pode ser controlada com apoio psicológico simples, e possivelmente com uso adjuvante de diazepam. Episódios de psicose aguda, pode ser usado haloperidol, 5 mg IM. Taquicardia sinusal geralmente não necessita de tratamento, mas pode ser controlada com betabloqueadores, como propranolol, 80 - 180 mg VO ou IV, de acordo com a situação clínica. Hipotensão ortostática responde a manobras posturais e reposição de fluidos. Broncoconstrição responde a broncodilatadores. As maiores controvérsias relatam-se ao tratamento de indivíduos crônicos, incluindo as variantes psicoterapia individual, em grupo, manejo ambulatorial e tratamento interdisciplinar.

ANÁLISE TOXICOLÓGICA

A concentração do 11-nor-9-carboxi-delta9-THC (THCCOOH), o principal produto da biotransformação do THC, na sua forma livre, é pequena na urina e tende a diminuir à medida que a eliminação prossegue até desaparecer, cerca de 8h após a exposição. A sua forma conjugada é a única encontrada após este período.

Os canabinóides são detectados na urina, em geral, por 1-2 dias (no máximo 7 dias) após o uso. Em usuários de 3 cigarros de maconha por dia e que fazem exercícios físicos intensos, são encontrados níveis de THCCOOH por 2 meses. (Monograia do RS, pág 112, vol. 5)

 

RELATO DE CASOS



- Criança com ingesta de haxixe em quantidades que variam de 0,25 a 1g tiveram rápida obnubilação, taquicardia com frequência maior que 150 bpm e outras alterações, como cianose, bloqueio de ramo direito, apnéia e bradicardia. Todas as crianças recuperaram-se após 10 a 36 horas da ingestão, sendo necessário tratamento suporte.

- Paciente com 34 anos desenvolveu aspergilose pulmonar fatal após transplante de medula óssea por leucemia mielocítica crônica. Tinha usado de forma severa maconha por várias semanas antes de ser admitido no hospital. A aspergilose se desenvolveu no 75 dia após a intervenção. O fungo achado na maconha e o obtido na biópsia pulmonar eram os mesmos.

 

Cinética



ABSORÇÃO

Inalatória: A fumaça da maconha contém apenas a metade da quantidade de delta9-THC do produto não-queimado. Dessa quantidade de delta9-THC, apenas 60% é absorvida. A concentração plasmática atinge o pico em 7 a 10 minitos e os efeitos subjetivos aparecem em 20 ou 30 minutos mas raramente persistem mais do que 2 a 3 horas.

Oral: Não é comum o uso dessa via para abuso, mas sim terapêuticamente. Existe possibilidade de ingestão acidental. A absorção pelo trato gastrointestinal é quase completa, embora possa ser lenta. O pico da concentração plasmática ocorre ao redor de 45 minutos e os efeitos subjetivos aparecem de 20 a 30 minutos até 1 hora, durando em média de 4 a 6 e no máximo 8 horas.

Parenteral: Alguns ensaios clínicos se utilizaram dessa via para injeção intravenosa de maconha ou de canabinóides.

MEIA-VIDA

O delta9-THC tem meia-vida de 3 dias. A meia-vida de distribuição cai rapidamente (em minutos), enquanto que a meia-vida de eliminação é de 30 horas. A meia-vida pode estar aumentada em usuários crônicos para 4 dias.

 

DISTRIBUIÇÃO



O delta9-THC é muito lipofílico e distribui-se amplamente no corpo, acumulando-se no tecido adiposo em grande quantidade. O delta9-THC e o metabólito ativo 11-OH- delta9-THC ligam-se intensamente a proteínas plasmáticas. São liberados lentamente na circulação e depois biotransformados e excretados, o que responde pelo prolongado tempo de positividade em análises toxicológicas urinárias nos usuários crônicos.

 

METABOLISMO



O delta9-THC é extensamente biotransformado. Depois da administração oral, o delta9-THC sofre metabolismo de primeira passagem no fígado. A biotransformação é hepática também para o produto inalado.

As fases do metabolismo são a hidroxilação enzimática, seguida pela carboxilação, formando o metabólito ativo 11-OH- delta9-THC, e então carboxilação ao metabólito inativo polar, o ácido 11-nor delta9-THC-carboxílico. Aproximadamente 80 outros metabólitos canabinóides se identificam por uma via similar. O 11-OH- delta9-THC também é metabolizado a não-canabinóides, como terpenos e alcenos. Os canabinóides possuem circulação entero-hepática. Os fumantes de maconha crônicos metabolizam o delta9-THC mais rapidamente que os não fumantes.

 

ELIMINAÇÃO



A meia-vida terminal de eliminação do delta9-THC no plasma é de 4,3 dias e de 2,6 a 12,6 dias em usuários crônicos. 35% do princípio ativo e dos metabólitos são eliminados na urina, 65% são eliminados nas fezes. É excretado no leite materno.

Cocaína e Crack

 

 


Classe: Drogas de abuso
 

Sumário do produto

  1) Além de ser um anestésico local e vasoconstritor, a cocaína é um potente estimulante do SNC e cardiovascular, semelhante a anfetamina nos efeitos clínicos e toxicológicos. A excitação inicial do SNC e cardiovascular é seguida freqüentemente de depressão (coma, hipotensão, e depressão respiratória). A morte está associada à depressão respiratória e ao colapso cardiovascular. Os sintomas normalmente ocorrem dentro de alguns minutos até a primeira hora, sendo de curta duração, embora já foram relatados efeitos tardios e prolongados após a ruptura de pacotes contendo cocaína no trato gastrointestinal.

 

2) EXPOSIÇÃO PEDIÁTRICAsintomas clínicos em recém-nascidos: enterocolite necrotisante, perfuração intestinal, cólica infantil e alterações respiratórias. Em crianças: hipertermia severa, síndrome hipermetabólica e colites. Além de dor torácica, convulsões, infartos cerebrovascular e hemorragia em adolescentes.  



 

3) INALAÇÃO PASSIVA - Benzoilecgonina pode ser detectada na urina de crianças, entre 6 semanas e 14 meses, que forem expostas a inalação passiva de cocaína na forma de crack. Foi descrito edema pulmonar, em criança com 3 ½ semanas de vida, após inalação passiva de cocaína na forma de crack.

 

 

Usos



 

ILÍCITO: Intranasal, oral, retal, intravaginal intravenoso e fumado sob a forma de crack.. Não se observou nenhuma diferença na toxicidade, quando a cocaína foi fumada (crack) ou injetada intravenosamente.

 

MEDICAMENTOSO: usado no setor de emergência, em otorrinolaringologia, em oftalmologia e em cirurgias plásticas, como anestésico tópico e vasocontritor em soluções de hidrocloreto de cocaína a 4%. A dose terapêutica varia de 1 a 3  mg/Kg de peso. Geralmente 1mg/kg de peso é suficiente.

 

 

Mecanismo de ação



 

Assim como outros anestésicos locais, a cocaína bloqueia a condução de impulsos nervosos pela diminuição da permeabilidade da membrana axonal aos íons sódio. Os efeitos sistêmicos resultam do bloqueio da recaptação e promoção da liberação de neurotransmissores (noradrenalina, adrenalina, dopamina, acetilcolina) nos sistemas nervosos central e periférico. Há grande aumento na concentração de catecolaminas nas sinapses adrenérgicas. Os mecanismos de sua toxicidade ainda não são completamente entendidos e os efeitos de possíveis associações de drogas (álcool, contaminantes da preparação, anfetaminas, etc) devem ser lembrados.

 

 

Interações medicamentosas



 

ETANOL/COCAINA - Cocaetileno é um metabolito ativo formado no fígado após uso simultâneo de cocaína e etanol. Foi associado com um risco significativamente aumentado de morte súbita em pacientes com e sem doença coronariana.

 

 



Apresentação

 

Para uso ilícito pode ser preparada na forma de pó, pasta ou crack.



 

1) Pó (forma cristalina): é preparada dissolvendo-se o alcalóide em ácido hidroclórico para formar sal hidrossolúvel, o hidrocloreto de cocaína – INGERIDA E ASPIRADA pelo nariz ou diluída em água e utilizada por VIA INTRAVENOSA. É absorvida por qualquer mucosa e não é termoestável, não podendo ser fumada.

 

2) Pasta (bazooka) – sulfato de cocaína: é um subproduto do processamento da folha (Erythroxylon coca) e pode ser FUMADA.



 

3) Crack – obtido a partir da alcalinização do hidrocloreto de cocaína, sendo extraído desta solução pelo éter. Este composto é insolúvel em água, termoestável, vaporiza a temperaturas acima de 93o C e pode ser FUMADO, sendo absorvido rapidamente pelas vias aéreas e pulmão.

 

A adulteração pelo traficante “ficar mais potente”: mistura de lidocaína, talco, farinha, estricnina, cafeína, fenilpropanolamina, efedrina, etc.



 

 

Fórmula



 

C17-H21-N-O4

 

 

Descrição



 

A cocaína é alcalóide extraído das folhas de Erythroxylon coca, planta nativa da América do Sul.

      








Erythroxylon coca

Cloridrato de cocaína (pó)    Pedras de crack     

Sulfato de cocaína (pasta)

                                      

                                                                                                                                                           



Toxicidade

 

§         A dose tóxica varia muito de acordo com a tolerância de cada indivíduo, a via de administração e a associação com outras drogas.





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