Ecstasy (3,4 – metilenodioximetanfetamina; mdma)



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Comentários:

O teste é útil em caso de suspeita de abuso de droga. Os metabólitos de cocaína podem ser detectados na urina por dois a quatro dias após a droga ser usada em usuários ocasionais e de dez a quatorze dias em usuários crônicos. A benzoilecgonina pode ser detectada na urina dentro de quatro horas após a inalação de cocaína e permanece detectável em concentrações maiores que 1000 ng/mL por mais 48 horas.

 

Material: Urina para dosagem.

 

Coleta: Coletar 30mL urina preferencialmente 4 horas após intoxicação.

Anotar no pote a data e a hora da coleta.

 

Conservação:

 

 Conservar sob refrigeração 2°C a 8°C por até 2 dias se a análise não for realizada imediatamente. Para análise em tempos maiores congelar amostra a -20°C. Para amostras provenientes de outras cidades ou hospitais, encaminhar em caixa de isopor com gelo reciclável mantendo a temperatura entre 2°C a 8°C e observar que amostra esteja bem vedada.



 

Metodologia:

 

Cromatografia em Camada Delgada de Alta Eficiência (CCDAE) – Qualitativa.



Imunocromatografia - Qualitativa.

 

Valor de Referência: Negativo.

 

 

ANFETAMINAS



 

Sinônimos

iSÔMEROS DA ANFETAMINA: DEXTROANFETAMINA, METANFETAMINA.

ANÁLOGOS DA ANFETAMINA: FENFLURAMINA (Fluril, Lipese AP, minifage AP Redulip), BENZFETAMINA, FENTERMINA, METILFENIDATO (Ritalina), FENDIMETRAZINA, MAZINDOL (Abstens, Fagolip, Maguinex, Nofagus), DIETILPROPION (Dualid S, Hipofagin S, Inibex S), CLORFENTERMINA, PROPILEXEDRINA, POLIEXEDRINA, FEMPROPOREX, ANFEPRAMONA.

 

Classe



SIMPATICOMIMETICO

 

 



Usos

NO TRATAMENTO DE NARCOLEPSIA , DESORDEM DE ATENÇÃO EM CRIANÇAS E COMO ANOREXIANTE ( PARA REDUÇÃO DE PESO).

 

Mecanismos de ação



ANFETAMINA E SEUS DERIVADOS AGEM PRIMARIAMENTE ATIVANDO O SISTEMA NERNOSO SIMPÁTICO VIA ESTIMULAÇÃO DO SNC, LIBERAÇÃO PERIFÉRICA DE CATECOLAMINAS, INIBIÇÃO NEURONAL DA RECAPTAÇÃO DE CATECOLAMINAS, OU INIBIÇÃO DA MONOAMINO OXIDASE.

 

Interações medicamentosas



ANFETAMINA INTERAGE COM:

 

METILDOPA- Diminuição do efeito anti-hipertensivo.



MEQUITAZINA- Redução do efeito estimulante das anfetaminas.

MEPERIDINA- Aumento do efeito analgésico.

INSULINAS- As necessidades de insulina podem estar diminuídas em pacientes diabéticos.

DIFENIL-HIDANTOÍNA- Aumento das concentrações séricas de difenil-hidantoína.

DEXTROPROPOXIFENO- Potenciação da estimulação do SNC. Convulsões.

 

 



Apresentação

Varia para cada um dos análogos da anfetamina. Ver DEF

Fórmula

C9H13N; C9H13N-H3PO4 (FOSFATO); (C9H13N)2-H2SO4 (SULFATO).

Toxicidade

ESSES FÁRMACOS POSSUEM UM BAIXO ÍNDICE TERAPÊUTICO.

Sinais e Sintomas

GERAIS

A- MANIFESTAÇÕES AGUDAS SOBRE O SNC: INCLUI EUFORIA, RAPIDEZ DA FALA, ANSIEDADE, AGITAÇÃO, APREENSÃO, E COMA. HEMORRAGIA INTRACRANIANA DEVIDO A HIPERTENSÃO OU VASCULITE CEREBRAL.

 

B- MANIFESTAÇÕES AGUDAS PERIFÉRICAS: INCLUI SUDORESE, TREMOR, FASCICULAÇÕES E RIGIDEZ MUSCULAR, TAQUICARDIA, HIPERTENSÃO, ISQUEMIA MIOCÁRDICA AGUDA, , E INFARTO. INJEÇÃO INADVERTIDA INTRA ARTERIAL PODE CAUSAR VASOESPASMO RESULTANDO EM GANGRENA.

 

C- MORTE: PODE SER CAUSADA POR ARRITMIA VENTRICULAR, ESTADO EPILÉTICO, HEMORRAGIA INTRACRANIANA, OU HIPERTERMIA. HIPERTERMIA FREQUENTEMENTE RESULTA DE APREENSÃO E HIPERATIVIDADE MUSCULAR E PODE CAUSAR DANOS AO CÉREBRO, RABDOMIÓLISE E FALÊNCIA RENAL MIOGLOBINÚRICA.

 

D- EFEITOS CRÔNICOS: O ABUSO DE ANFETAMINAS RESULTA EM PERDA DE PESO, CARDIOMIOPATIA, PARANÓIA E PSICOSE PARANÓIDE. DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS PODEM PERSISTIR POR DIAS OU SEMANAS.

 

ESPECÍFICOS PARA CADA SUBSTÂNCIA

FENFLURAMINA: Ef. Adversos mais comuns: diarréia, letargia, palpitações, incoordenação, ansiedade, irritabilidade, insônia, pesadelos, distúrbios visuais, disúria, hipertensão pulmonar.

Sintomas de Overdose: midríase, taquicardia, nistagmo, aumento da PA, hipertonia, tremor, excitação, aumento da temperatura, convulsões e coma

Mecanismo de Ação: Estimula a ação da serotonina e algumas catecolaminas.

 

BENZFETAMINA: Ef. Adversos mais comuns: hiperestimulação do SNC, insônia, tremores noturnos, irritabilidade, euforia, taquicardia, palpitações, aumento ou diminuição da PA



Overdose: pode ocorrer midríase, aumento da Temperatura, arritmia cardíaca, alucinações, delírios, convulsões, depressão respiratória, coma

Mec. de ação: É um agonista simpatomimético com atividade agonista em receptores alfa e beta adrenérgicos

 

METILFENIDATO: Ef. Adversos mais comuns: hepatotoxicidade



Mec. de ação: É um agente simpatomimético indireto com atividade agonista em receptores alfa e beta adrenérgicos.

 

MAZINDOL: Ef. Adversos comuns: estimulação exagerada do SNC, insônia, tremores noturnos, nervosismo, irritabilidade, euforia que pode ser seguida por fadiga e depressão, taquicardia, depressão, aumento ou diminuição da PA



Mec. da Ação: é um agente simpatomimético, agonista dos receptores alfa e beta adrenérgicos.

 

DIETILPROPION: Ef adversos e mec. de ação iguais aos do Mazindol

 

CLORFENTERMINA: Idem Mazindol

 

Formas de Tratamento

NÃO HÁ ANTÍDOTO ESPECÍFICO.

 

ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA SE NECESSÁRIO.



 

LAVAGEM GÁSTRICA, CARVÃO ATIVADO.

 

DIAZEPAM É A DROGA DE ESCOLHA NO CASO DE CONVULSÕES.



 

HIPERTERMIA É TRATADA COM MEDIDAS FÍSICAS(COMPRESSAS FRIAS, ENVOLTÓRIOS ÚMIDOS).

 

HIPERTENSÃO É TRATADA COM VASODILATOR VIA PARENTERAL.



 

TAQUIARRITMIAS COM PROPRANOLOL OU ESMOLOL.

 

COMO A ANFETAMINA É UMA BASE FRACA, A ACIDIFICAÇÃO DA URINA PODERIA TEORICAMENTE AUMENTAR A EXCREÇÃO E DIMINUIR A SUA MEIA VIDA, MAS O PROCEDIMENTO MOSTROU NA PRÁTICA RESULTADOS CONTROVERSOS E APRECIÁVEL POTENCIAL DE RISCO.



 

Cinética

A ABSORÇÃO POR VIA ORAL É RÁPIDA, OBSERVANDO-SE EFEITOS SOBRE O SISTEMA NERVOSO CENTRAL 30 MINUTOS APÓS ADMINISTRAÇÃO E DURAM ALGUMAS HORAS. MEIA VIDA DE 12 HORAS, PICO PLASMÁTICO DENTRO DE 1 A 2 HORAS

É NA SUA MAIOR PARTE METABOLIZADA NO FÍGADO EM DERIVADO INATIVO QUE É EXCRETADO PELA URINA SOB A FORMA GLICURO OU GLICINOCONJUGADO. PEQUENA PARTE É CONVERTIDA A NOREPINEFRINA E CERCA DE 30% É ELIMINADO PELOS RINS SEM ALTERAÇÕES.

A EXCREÇÃO URINÁRIA DAS ANFETAMINAS DEPENDE MUITO DO pH, SENDO MAIS INTENSA E RÁPIDA COM URINA ÁCIDA.

A ANFETAMINA RETARDA O ESVAZIAMENTO GASTRICO E DIMINUI A MOTILIDADE INTESTINAL.

LAVAGEM GÁSTRICA

 

 



Classe

Descontaminção Gastrointestinal

 

Usos



Indicações:

É um método de descontaminação gastrointestinal utilizado em pacientes que ingeriram dose ameaçadora à vida ou com significativa morbidade e que se apresentam até 1 ou 2h após a ingestão

No caso de drogas de absorção lenta, ingestão de grandes quantidades de drogas tóxicas e ausência de RHA no exame físico; a LG pode ser útil.

Estudos sugerem que a recuperação da droga quando a LG é feita em 4 a 6h após a ingestão é pequena.

Contra indicações

absolutas: pacientes com vias aéreas não protegidas (não entubado) e diminuição do nível de consciência.

relativas: ingestão de cáusticos, ingestão de materiais sólidos e com pontas, diátese hemorrágica significativa, varizes de esôfago, trombocitopenia, hidrocarbonetos com alto poder de aspiração.

 

 



Sinais e Sintomas

Efeitos adversos/complicações:

injúria mecânica pelo procedimento;

pneumonite aspirativa (a LG está associada c/ alta incidência de aspiração e admissão na UTI);

emese;

hemorragia gastrointestinal e/ou perfuração;

laringoespasmo;

hipóxia/hipercapnia;

distúrbio hidroeletrolítico.

OBS: 1)Estudos não têm confirmado o benefício da LG sozinha , mesmo quando realizada até 1h.

2)A LG pode facilitar a propulsão do conteúdo gástrico para o duodeno, aumentando a absorção da droga.

CÁUSTICOS

 

Sinônimos



ÁLCALIS: amônia, hipoclorito de sódio, permanganato de potássio, baterias alcalinas, hidróxido de sódio (soda cáustica), limpa forno easy-off (contém soda cáustica)

ÁCIDOS: antiferrugens (ácido fluorídrico, fosfórico, bórico), baterias, usos industriais (ácido crômico, nítrico, acético, fórmico, oxálico), alvejantes (ácido muriático, sulfúrico);

GERMICIDAS: formaldeído, cresol;

AGROTÓXICOS: paraquat

Classe

CAUSTICOS

 

Sumário do produto



SUBSTÂNCIAS MUITO IRRITANTES, COM CAPACIDADE DE DESTRUIR TECIDO.

 

Usos



Diversos

 

Mecanismos de ação



ÁLCALIS:

NECROSE LIQUEFATIVA, com profunda penetração de tecidos, rapidamente progressiva, causando saponificação de gorduras e solubilização de proteínas.Reação persiste até neutralização ou redução da concentração. O calor da reação de neutralização contribui para a lesão(reação exotérmica). Danos graves ao esôfago são causados por agentes álcalis com pH em torno de 11,8. Agentes líquidos tem maior potencial de causar lesão que produtos em pó ou granulados (maior distribuição).

ÁCIDOS:

NECROSE DE COAGULAÇÃO, com formação de coágulo que limita a penetração do ácido. Estômago cheio pode proteger um pouco a lesão GÁSTRICA(principalmente do antro gástrico)

 

Apresentação



Pó, líquido ou granulados.

Fórmula

Vide agente específico.

Descrição

FASES DA LESÃO: ÁCIDOS E ÁLCALIS

Fase inflamatória aguda( primeiros 7 dias): trombose vascular e necrose celular atingem um máximo nas primeiras 24 a 48 horas, com destruição do epitélio colunar, submucosa e muscular. A mucosa necrótica desaparece no terceiro e quarto dia, formando uma úlcera.

Fase de granulação: fibroplasia benigna na metade da primeira semana e formação de tecido de granulação no final da primeira semana. Perfuração ocorre provavelmente durante esta fase até duas semanas após a lesão.

Fase cicatrização crônica: formação excessiva tecido cicatricial na submucosa e muscular produzindo contraturas.

Toxicidade

Depende de:

apresentação sólida ou líquida

pH

concentração

viscosidade

tempo de contato

volume ingerido

região afetada

conteúdo gástrico

relaxamento do esfincter pilórico

Sinais e Sintomas

SUGERE LESÃO:

DISFAGIA, ODINOFAGIA, ULCERAÇÃO DE OROFARINGE, VÔMITOS, DOR SUBESTERNAL E ABDOMINAL, HEMATÊMESE, MELENA, SIALORRÉIA

ESTRIDOR, ANGÚSTIA RESPIRATÓRIA, CHOQUE E DOR RETROESTERNAL

EMERGÊNCIA:

COMPROMETIMENTO DAS VAS (EDEMA, ROUQUIDÃO, ESTRIDOR, AFONIA, DISPNÉIA), PERFURAÇÒES ESOFÁGICAS, GÁSTRICAS E DUODENAIS

PELE E OLHOS:

LESÕES E PERDA DE FUNÇÃO

 

CUIDADO: SINTOMAS RESPIRATÓRIOS



Formas de Tratamento

1. MEDIDAS DE SUPORTE VITAL- ESTABILIZAÇÃO CARDIO-RESPIRATÓRIA:

VENTILAÇÃO (CONTRA-INDICADO INTUBAÇÃO NASOTRAQUEAL)

BALANÇO HIDROELETROLÍTICO

 

2. DESCONTAMINAÇÃO:



NÃO INDUZIR VÔMITOS

NÃO FAZER LAVAGEM GÁSTRICA

NÃO USAR CARVÃO ATIVADO

NÃO USAR DILUENTES/NEUTRALIZANTES

LAVAR PELE E MUCOSAS (OLHOS) ABUNDANTEMENTE POR PELO MENOS 15min

 

3. ANALGESIA:



DIPIRONA

DOLANTINA (DILUÍDA)

NÃO USAR DEPRESSORES DO SNC

 

4. ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA:



ENTRE 4 A 48 HORAS APÓS INGESTÃO, tardiamente o risco de perfurar é maior

INDICAÇÕES:

presença de lesões orais, dependendo do produto, mesmo sem lesões orais;

paciente sintomático;

paciente assintomático considerar: tempo passado da ingesta, tipo de corrosivo, extensão da exposição

CONTRA-INDICAÇÕES:

obstrução das vias aéreas

sinais e sintomas de perfuração

mais de 48 horas da exposição, contra-indicação relativa

comprometimento respiratório (dar prioridade para estabilização clínica respiratória)

ANTES DA EDA INSTITUIR:

Jejum

Hidratação EV

Não corticóide e/ou antibiótico

 

5. RADIOGRAFIA DE TÓRAX E ABDOME



TÓRAX: examinar o parênquima pulmonar observando sinais de aspiração - PNEUMONITE QUÍMICA

ABDOMINAL: procurar sinais de perfuração gástrica e esofágica: pneumoperitônio e enfisema mediastinal

 

6. EXAMES AUXILIARES:



Hemograma

Eletrólitos

Uréia e Creatinina

 

7. SUPORTE NUTRICIONAL:



NPT - lesão endoscópica grau 2

Gastrostomia - lesão endoscópica grau 3

 

8. BLOQUEADORES H2 E BOMBA DE PRÓTONS(procinéticos)

 

9. CORTICÓIDES

Podem ser efetivos em pacientes em casos de ingesta de caústicos que apresentem dispnéia, estridor e outras evidências do comprometimento respiratório.

Parece diminuir a necessidade de substituição esofágica e o número de dilatações necessárias para corrigir estenoses.

DEIXAR A CRITÉRIO DO MÉDICO O USO PROFILÁTICO OU NÃO.

Rotina do HIJG: Inicialmente hidrocortisona EV 5 mg/kg/dose de 6/6h. Quando aceita VO Prednisona 2 a 4 mg/kg/dia 12/12h, por 21 dias com retirada gradativa.

 

10. ANTIBIÓTICOS



Recomendado uso em casos de perfuração ou infecção secundária.

SEMPRE QUE USAR CORTICÓIDE DEVE-SE USAR ANTIBIÓTICO.

CEFAZOLINA EV ; CEFALEXINA VO pode ser usada quando o paciente aceitar via oral

11. LAPAROTOMIA

Sinais de perfuração

 

12. OLHOS



Requer avaliação oftalmológica (lesão de córnea).

 

OBS.: SE NÃO HOUVER DISPONIBILIDADE DE ENDOSCOPIA TRATAR COMO ESOFAGITE.

 

 

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DO HIJG - FLORIANÓPOLIS



 

1) JEJUM

2) HIDRATAÇÃO EV

3) ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA:

A) SEM LESÃO

Tratamento para estomatite:

- dieta líquido-pastosa, fria, sem ácido, sem sal

- Analgesia

- Higiene oral após alimentação

- Anestésico tópico antes da refeição

 

B) COM LESÃO



- Iniciar dieta por sonda ou parenteral dependendo do grau da lesão.

- Analgesia

- Higiene oral

- Anti-emético

- Antibiótico: cefazolina EV ; cefalexina VO pode ser usada quando o paciente aceitar via oral

- Corticóide: (uso a critério médico)

a) hidrocortisona 5mg/kg/dose de 6/6hs

b) predinisona 2-4mg/kg/dia de 12/12hs por 21 dias. Inicia a regressão.

- Serigrafia esôfagogastroduodenal (SEGD) de controle quando está aceitando via oral.

 

 



 

 

Cinética



CLASSIFICAÇÃO ENDOSCÓPICA DA LESÃO

1° GRAU: Hiperemia da mucosa, descamação do epitélio superficial, menbrana mucosa intacta. NÃO HAVERÁ CONSTRIÇÃO ESOFÁGICA

2° GRAU: Hiperemia da mucosa, bolhas e ulcerações superficiais, áreas de exsudatos membranosos na mucosa. RISCO DE ESTENOSE 15 A 30 %

3° GRAU: Hiperemia, perda total do epitélio esofágico. RISCO DE ESTENOSE PODE CHEGAR A 100%

- 3a: áreas distribuídas de necrose

- 3b: áreas extensas de necrose

 

CARVÃO ATIVADO



Sinônimos

CARVÃO, carvao ativado, adsorvente, absorvente, (ca)

Classe

ANTIDOTOS

Usos

INTOXICAÇÕES AGUDAS, NA DESCONTAMINAÇÃO DO TRATO GASTRINTESTINAL



Mecanismos de ação

ABSORVE GRANDE VARIEDADE DE SUBSTÂNCIAS NO ESTÔMAGO E/OU INTESTINO. SUA EFICÁCIA ESTÁ RELACIONADA COM UMA SÉRIE DE FATORES: NATUREZA DO AGENTE TÓXICO INGERIDO, PROPORÇÃO ENTRE A QUANTIDADE DO AGENTE TÓXICO E CARVÃO ATIVADO, TEMPO DECORRIDO ENTRE A EXPOSIÇÃO E A ADMINISTRAÇÃO DE CARVÃO, pH GASTRICO E PRESENÇA DE ALIMENTO NO ESTÔMAGO.



Interações medicamentosas

Não evidenciadas interações. Pode diminuir a absorção de alguns antídotos que são administrados por via oral.



Apresentação

É vendido em pacotes de 1 kg (custo de cerca de R$ 4,50/Kg), podendo ser encontrado em Indústrias de Produtos Químicos.

Endereço de uma delas: QUIMIDROL - Comércio, Indústria e Importação Ltda., Joinville, SC - Telef. da Loja - (47) 433-0082.

A farmácia hospitalar é responsável pela compra e fracionamento do produto: - De preferência em pacotinhos de 25g e 50g.

Obs: Existe carvão ativado em cápsulas ou comprimidos, usados como antidiarreicos. Esta apresentação NÃO está indicada nas intoxicações.

Descrição

PÓ PRETO, FINO, SEM GOSTO OU ODOR. OBTIDO DO CARVÃO VEGETAL E TRATADO POR UM FLUXO DE GÁS OXIDANTE EM ALTAS TEMPERATURAS, O QUE FORMA UMA FINA REDE DE POROS EM SUA SUPERFICIE, AUMENTANDO A SUA SUPERFÍCIE DE CONTATO EM CERCA DE 400 VEZES.



Forma de Administração de Carvão Ativado

1) Dose do Carvão Ativado: 1g por Kg de peso corporal.

2) Dilua o carvão em água, soro fisiológico ou soro glicosado, na proporção de 1g para 8ml de líquido. As doses podem ser arredondadas.

Exemplos: Adultos de 50 Kg de peso corporal: usar 50g de carvão ativado diluído em 400ml.

Criança de 12 kg de peso corporal: usar 12g de carvão ativado diluído em 100 ml.

3) A administraçao é feita por via oral ou por sonda oro ou nasogástrica. A fim de facilitar a administração via oral pode ser usado suco na diluição.

4) O uso de doses repetidas deve ser feito a cada 4 horas em associação (na mesma mistura) a laxantes não oleosos em doses intercaladas (conforme o trânsito intestinal), a fim de evitar a constipação intestinal. Os critérios para a interrupção do uso são a melhora clínica e/ou redução do nível sérico do tóxico, não devendo ser usado por mais de 48horas, devido ao aumento do risco de complicações.

Indicações para o uso seriado: em formulações de liberação lenta ou de absorção lenta, ou para substâncias que têm circulação entero-hepática (antidepressivos tricíclicos, hormônio tireoidiano e carbamazepina). Outras substâncias: fenobarbital, aminofilina, fenitoína, salicilatos, digoxina, neurolépticos, dapsona, organofosforados e organoclorados.

Obs: Eficácia: é máxima se for administrada até cerca de uma hora da ingesta.

Substância em que o carvão ativado não está indicado por não trazer benefícios: ferro, lítio, cáusticos, derivados de petróleo, outros metais, etanol, metanol e acetona.

 

Complicações na Administração



Parece não existir toxicidade inerente ao carvão ativado. A inalação prolongada das partículas pode ocasionar pneumoconiose.

Podem surgir na administração exagerada de carvão ativado:

- Formação de concreções no intestino, levando à obstrução, e eventualmente, perfuração de alça em áreas de pressão e isquemia.

- Vômitos e distensão do estômago com risco potencial de aspiração pulmonar.

- Desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos, especialmente em crianças e idosos.

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