Empreendedor na era digital: empreendedorismo e inovaçÃO



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EMPREENDEDOR NA ERA DIGITAL: EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO




Emanuel F Lemanueleite@uol.com.br

Universidade Católica de Pernambuco

Rua Sansão Ribeiro, 120/502 – Boa Viagem

51030820 - Recife – PE


Resumo: Podemos afirmar que, até pouco tempo, empreendedor era uma palavra que pouco significava para a maioria das pessoas. Todavia, hoje a figura do empreendedor já é bastante conhecida. Talvez não fosse tanto o alvo das atenções da opinião pública, como é na atualidade, pois seu papel é de grande importância no desenvolvimento econômico e social como gerador de empregos e renda. De fato, o empreendedor é uma das personagens de maior relevância na história recente da humanidade, sendo o maestro de uma das instituições mais importantes da sociedade moderna: a empresa.



Palavras – chave: Empreendedor, Empreendedorismo, Inovação

1 INTRODUÇÃO
A literatura tradicionalmente destaca que o empreendedor identifica e avalia as oportunidades. Entretanto, o empreendedor da Era Digital vai muito além da simples identificação das oportunidades, ele cria as oportunidades através de uma percepção aguçada da envolvente ambiental. O empreendedor converte idéias em oportunidade de negócios, isto é, a idéia tem que ter mercado (clientes). Em inglês se utiliza o vocábulo francês "entrepreneur" para denominar os empreendedores, as pessoas que se estabelecem por conta própria. Trata-se de indivíduos que por sua conta e risco criam uma nova empresa, normalmente uma pequena, para fabricar um produto ou oferecer um serviço, geralmente novo.

O empreendedor é o inovador que executa a mudança dentro dos mercados ao realizar combinações novas. Realizar novas combinações pode significar na percepção schumpeteriana: a) a introdução um novo produto / serviço; b) a introdução de um método novo da produção; c) a abertura de um mercado novo; d) a conquista de uma fonte nova de novos materiais ou de componentes; e e) organização de alguma nova indústria. A atividade empreendedora envolve criar oportunidades dentro do sistema econômico. O empreendedor percebe o que cliente necessita e, em seguida, diferencia o produto ou serviço para ele.

As idéias estão guindo a economia, as idéias enriquecendo as pessoas e, acima de tudo as idéias estão mudando o mundo. Logo, mesmo que o indivíduo não tenha a menor idéia de como organizar a produção de idéias, uma coisa está clara: se conseguir que as pessoas aceitem, adorem e cultivem suas idéias, o promotor das idéias será um vencedor. Ganhará reconhecimento, poder e mudará o mundo. Uma idéia parada não vale nada, mas uma idéia em movimento sim, porque cresce e contamina todos que entram em contato com ela.

Uma idéia contagiante começa com um manifesto de idéia, um ensaio lógico e poderoso, que reúne uma série de idéias existentes e as transformam em uma idéia nova e mais ampla, mais unificada e atraente. Ás vezes esse manifesto assume o formato de um ensaio escrito. Também pode ser uma imagem, uma canção, um produto ou um processo eficiente e eficaz.

O meio não importa o que importa é a mensagem. Se for capaz de utilizar seu manifesto para mudar a forma de pensar, falar e agir das pessoas, o empreendedor terá criado algo de valor. É preciso entender que o consumidor já não está interessado em comprar um produto/serviço. Na verdade, o produto/serviço não passa de um artefato em volta do qual acontecem experiências. Mais ainda: os clientes não mostram grande vontade de aceitar experiências engendradas pelas empresas. Querem, cada vez mais, dar forma às experiências.

Qualquer empresa sem estratégia simplesmente corre o risco de se transformar numa folha seca que se move ao capricho dos ventos da concorrência. A única forma de prosperar no longo prazo é perceber de que forma ela pode ser diferente das outras empresas. As capacidades gerenciais são diferentes das capacidades empreendedoras.

O empreendedor preenche as deficiências do mercado com a oferta de novos produtos e serviços. O empreendimento envolve as “atividades necessárias para criar ou continuar uma empresa onde os mercados ainda não estejam bem estabelecidos ou definidos claramente e/ou em que parte relevante da função de produção não está completamente conhecida ou estabelecida”.

O empreendedor reconhece e age em cima das oportunidades do mercado. É essencialmente um inovador, envolve-se com a criação de organizações novas e inovadoras. Empreendedorismo “é o processo de identificar, de desenvolver, e de trazer uma visão à vida. A visão pode ser uma idéia inovadora, uma oportunidade, ou simplesmente uma maneira melhor fazer algo. O resultado final deste processo é a criação de algo novo, correndo todos os riscos por esse ato novo, dado a forma sob circunstâncias do risco e da incerteza considerável."

Em um ambiente competitivo, um empreendedor é o desbravador das oportunidades. Para cada oportunidade há sempre um obstáculo a ser superado. Expande os mercados, mas aumenta a concorrência. Em resumo, o empreendedorismo é visto freqüentemente enquanto uma função que envolva a exploração das oportunidades que existem dentro de um mercado. Tal exploração é a mais geralmente associada com o sentido e/ou a combinação de novas formas de produção. Os empreendedores geralmente correm riscos ao perseguirem oportunidades, usualmente associados com as ações criativas e inovadoras para atingir os seus objetivos. Neste sentido a atividade empreendedora é fundamental para o desenvolvimento econômico de qualquer país. O empreendedor pode ser apresentado como um indivíduo cheio de energia em contraste com aqueles que não apresentam o mesmo comportamento empreendedor.

O empreendedor põe em marcha os processos revolucionários associados com a mudança. Para tanto tem necessidade de aprender, ter pendor para ação, gosto pela ambigüidade, antipatia por ofuscadores pomposos e inflexíveis, disposição para tiros certeiros, crença na curiosidade de todo o mundo, uma vontade de ser estranho. Quando uma empresa se adapta a mudança, ela está apenas fazendo o mínimo para sobreviver. Para ter sucesso, precisa se antecipar à transformação, ser mais rápida do que a transformação.

Podemos afirmar que tudo gira em torno da oportunidade; do empreendedor (sua equipe) e os recursos necessários para iniciar a empresa. Destes três componentes o empreendedor e sua equipe são considerados os mais importantes. O segundo componente é a oportunidade. As oportunidades existem devido as constantes mudanças, as incongruências, etc. O terceiro componente é o recurso. Saber quando estes três componentes combinam entre si e quando não, é a chave do êxito empresarial.

Os empreendedores são capazes de diferenciar rapidamente uma idéia de uma oportunidade. É fundamental no empreendedorismo a capacidade de identificar idéias que podem converter-se em oportunidades empresarias que surge da capacidade de ver o que outros não vêem – que um mais um é igual a três ou mais. Em outras palavras, oferta de produtos / serviços que atendam os desejos e necessidades dos clientes e não os que a empresa quer. Nenhum valor é criado ao menos que haja compradores para o produto / serviço colocado no mercado.

Se os empreendedores se concentrarem em fazer contribuições inovadoras numa área que os apaixone, que as façam melhor do que ninguém e que impulsione seu empreendimento de forma sustentável e econômica, o crescimento certamente virá baseado na ética, paixão pelo que faz, capacidade de execução com obstinação e perseverança.

As pessoas podem estar à procura de alguma coisa diferente do que o pode encontrar hoje no mercado. Vivemos novos tempos. Uma Era de mudanças, transformações onde florescem as oportunidades para empreendedores de visão mais alargada. É chegada a hora de arriscar, ser arrojado para desenvolver produtos/serviços de valor acrescentado para a empresa e que atenda os desejos e necessidades dos clientes. A coisa mais frustrante para um indivíduo de 20 e poucos anos com um bom diploma universitário é ter que ir trabalhar em uma grande empresa. Esse jovem dever ser orientado para ser um empreendedor, montar seu próprio negócio.

O mundo dos negócios é uma verdadeira selva. Uma selva em que as idéias novas não substituíram as anteriores, mudaram, fundiram-se e se “integraram” – em um enfoque sistêmico. Uma selva cuja evolução não se detém. Na selva dos negócios, vários empreendedores já perceberam que o mundo se transformou num ambiente político-econômico fluido e sem fronteiras.

Os negócios morrem aos milhares a todo instante porque as pessoas têm boas idéias,

mas acaba por não as colocar em ação. Empreendedores cometem grandes erros. Em tempos de mudanças descontínuas, erros não bastam. São necessários “grandes” erros. Atribui-se grande parte do sucesso dos empreendedores bem-sucedidos a uma cultura corporativa livre de culpas, que se distingue pelo empenho em avançar sem vacilações, apesar dos erros que se cometem no momento de inovar. O empreendedor se pergunta o que precisa ser feito e o que é melhor para a empresa; desenvolve planos de ação e os comunica; concentra-se mais nas oportunidades do que nos problemas; cuida para que as reuniões sejam produtivas; pensa e diz “nós” em lugar de “eu”.

Caberá ao empreendedor da Era Digital, pessoa com responsabilidade social, ético, gerir um empreendimento baseado na inovação, quem estará destinado a criar os negócios baseados no conhecimento. O modelo que norteará o trabalho é fundamentado na inovação sistemática gerado nos star-ups que ofertam produtos/serviços no mercado propiciando a criação de riquezas para a sociedade como um todo. Inovar é um fenômeno sutil e complexo em análise contínua: ela é espontânea ou provocada? Como chega aos mercados de produtos e serviços? Como se converte em uma força criadora de valor econômico?

A inovação floresce em ambiente nos quais o empreendedor dissemina entre os seus colaboradores a reconhecer o poder das equipes pequenas, esquecer a presença de hierarquias e os títulos, adotar uma visão de longo prazo, achar tempo para a comunicação pessoal, ser um líder na prática (capacidade de iniciativa) e celebrar o fracasso. Ao lado das dificuldades iniciais enfrentadas por qualquer pessoa que decide explorar a oportunidade de um negócio próprio, há desafios que são fontes permanentes de preocupações para as novas empresas (star-ups).

Na economia baseada no conhecimento, a nova moeda é o aprendizado. Se o empreendedor quer montar uma empresa que possa sobreviver à sua primeira boa idéia tem que criar uma cultura que valorize o aprendizado. Manter a sede de conhecimento e (des) aprender continuamente. É certo que os empreendedores, embora não sendo os únicos, são os inovadores mais bem-sucedidos e raras vezes planejam como fazer. Simplesmente inovam. Tornam obsoletas tecnologias e modelos de negócios.

As principais barreiras encontradas no percurso do candidato a empreendedor são: a) onde encontrar a oportunidade de negócio?; b) carência de conhecimento da área de negócio escolhida; c) falta de formação empreendedora e gerencial; d) dificuldades de obter financiamento; e e) inexperiência em lidar com o componente risco.

A análise fundamenta-se em clarificar a principal atividade – o que a empresa faz? Mercado – Quem é o cliente? Que necessidades do cliente a empresa satisfaz? Quais são os fatores macroeconômicos que orientam a demanda? Concorrência – Quais são as oportunidades e os riscos principais? Operações - Como a empresa ganha dinheiro? O que cria valor para o cliente? Desempenho – Qual é o índice de crescimento da receita? Qual é à margem de contribuição ou a margem bruta? Qual é o retorno do investimento? Gestão – Empreendedores à altura da tarefa?

“Empreendedor é aquele que “move” recursos econômicos de baixa produtividade para uma área de maior produtividade e rendimento”. Em outras palavras, é quem domina os segredos dessa arte, até certo ponto mágica, criar valor econômico. Empreendedorismo cria algo diferente com valor para o cliente, investindo tempo e recursos, assumindo os riscos financeiros, psicológicos, etc. e recebendo a justa recompensa, que é materializado através do lucro, e satisfação pessoal por ter conseguido atender um desejo/necessidade da sociedade.

A inovação é a essência do empreendedorismo. A inovação é um componente essencial do empreendedorismo e um elemento chave na competitividade das empresas. Não podemos dissociar o empreendedorismo da inovação. “A inovação é o instrumento específico do empreendimento. O ato que dota recursos com uma capacidade nova criar riquezas”.

Então como gerar uma nova idéia revolucionária ou inventar um novo modelo de negócios? Não é algo que se pode fazer todos os dias nem depender de inspiração. O objetivo é descobrir o que os clientes gostariam que um produto ou serviço fizesse para eles. Depois do advento da Internet e das novas tecnologias do conhecimento e da informação, as complexidades interna e externa das organizações em seu entorno aumentaram. As novas tecnologias possibilitam mais utilidades aos usuários, mais benefícios e melhor performance.

“O empreendedor olha ao seu redor e pergunta-se – por quê? Porém sonha coisas que nunca viu antes e questiona-se – porque não?” É o momento de colocar em prática os 4 Is – inspiração, inovação, implementação e incubação. O organograma de toda empresa devia ter a forma de um átomo, e a palavra cliente escrita bem no meio. O empreendedor de sucesso precisa conscientizar os seus funcionários para resolver qualquer problema que o cliente tenha. Todos sabem que o lucro é fruto da criação, manutenção e fidelização dos clientes.

Cada vez mais se usa a inovação para explorar as oportunidades geradas pelas mudanças. Isto vem tornando-se cada vez mais evidente quando avançamos rumo à sociedade pós-capitalista baseada no conhecimento. Uma das dimensões-chave para a empresa desenvolver-se em direção a seu mais alto potencial é seu apetite por mudanças, que consiste na capacidade de se desapegar do passado e criar de forma proativa, novas formas de fazer as coisas que lhe trarão sucesso no futuro.

O segredo para alimentar a inovação está em criar autenticamente um espaço em que seja possível correr riscos. O comportamento de correr riscos deve fazer parte da cultura e emergir da maneira como as coisas são feitas ao seu redor. Então, a pergunta é:como se estimula uma cultura propensa a assumir riscos? A essência do empreendedorismo da Era Digital está em uma cultura do risco profundamente arraigada, por isso, há uma enorme diferença entre criar uma empresa em uma incubadora e fora dela.

O risco e a experimentação de idéias novas têm que ser encorajados, pois os retornos podem ser enormes. O empreendedor alavanca de ativos a capacidades para a criação de novos negócios. A economia digital oferece grande variedade de ferramentas gerenciais e práticas, como a incubação de empresas, que materializam as idéias em instalações de tijolo e cimento. Tais ferramentas e práticas podem ajudar empreendedores a desenvolver a capacidade de criar novas empresas por meio de incubadoras. É facilitar o crescimento mediante o acesso ao processo de incubação de empresas de base tecnológica fundamentadas em investigação e desenvolvimento.
O empreendedor cria valor ao desenvolver novos negócios por meio de incubação de start- ups (empresas iniciantes). Na realidade, deve transformar-se em agentes de mudança que toda empresa necessita. Como o ambiente se transforma numa selva virgem é preciso alguém que esteja disposto a liderar a empresa para atingir os objetivos. O empreendedor dever ser capaz de sintetizar todas as forças internas e externas harmônicas e desenhar o melhor cenário possível para empresa. Somente é possível que a inovação aconteça na vida organizacional quando a cultura realmente estimula que se corram riscos no que respeito à tecnologia. O ritmo vertiginoso de mudança tecnológica somente é superado pelo do conhecimento.

O segredo para vencer a corrida dos negócios pode não estar nas qualidades evidentes, mas na capacidade de inovar, de se adaptar sem perder a essência. Estamos diante de um novo conceito associado à idéia de mudança: “resiliência”. Tomado emprestado da engenharia, define-se como a capacidade de se adaptar constantemente diante de circunstâncias adversas, mantendo a essência da organização, mas com mudanças de processos e condutas. O empreendedor opera em um determinado contexto ambiental – junto a um conjunto de expectativas que são compartilhadas, estabelecidas, embutidas em uma organização, comunidade profissional, ou na sociedade como um todo.

Podemos argumentar que inovação e empreendedorismo estão cada vez mais intrinsecamente relacionados com a envolvente ambiental. É fundamental para a economia a transformação de inovadores em empreendedores criarem um ambiente econômico, social, político, etc. que favoreça a inovação e o insumo básico do empreendedorismo. Para muitos, tornar-se um empreendedor é uma maneira de “viver o próprio sonho”. A busca por novas oportunidades traz grandes incertezas para os empreendedores.

A tarefa crucial para o espírito empreendedor é administrar com eficiência e eficácia as incertezas inerentes à criação de novos empreendimentos. A mudança tem que estar incorporada a cultura da empresa desde a sua criação. Esse é o desafio no mundo das empresas iniciantes. As competências centrais de aprendizado para construir empresas sustentáveis são: desenvolver uma visão compartilhada, desvendar e testar modelos mentais, adotar e atualizar futuros emergentes, promover discussões estratégicas de larga escala e reformular forças que mantém o “status quo”.

A busca de oportunidades de negócios promete recompensas, mas está rodeada de incertezas. Ignorá-las, e seguir adiante foi o enfoque escolhido pela primeira geração de empreendedores ponto com, e as conseqüências disso já são amplamente conhecidas. Outra categoria de empreendedores procura evitar as incertezas e não se aventuram, esquecendo-se de que sem riscos não existem recompensas.

Estamos na sociedade da pós-informação. Cada vez que uma nova onda surge, vivemos uma época de incertezas, Agora chegamos ao ponto em que a situação talvez nunca se estabilize: um estado contínuo de incerteza. As oportunidades estão em toda parte. Antes de tudo, o indivíduo deve analisar suas próprias capacidades e paixões. Se a pessoa não gosta do que faz, suas chances de sucesso são exíguas. O sucesso de um empreendimento depende de quatro condições: a) objetivo comum; b) reação ao ambiente; c) liderança capaz; e d) fluxo de informação eficiente e eficaz.

O desafio que se coloca diante dos empreendedores é equilibrar os objetivos internos e os externos. O empreendedor pode através de sua postura ética, caráter exemplar e dedicação ao empreendimento, comportamento empreendedor presente em todas as suas atitudes ser um exemplo para todos os seus colaboradores, visando criar e manter a harmonia em na empresa. Ser fiel a um conjunto princípios e valores, particularmente em uma época de mudanças nos negócios, porque nas empresas nascentes as pessoas esperam que o empreendedor faça parte de algo em que acreditam. É muito importante que valores fundamentais como a integridade e o respeito pelo indivíduo permaneçam em vigor quando o negócio se flexibiliza. Prestar atenção na empresa propriamente dita e na criação de um objetivo comum é o que chamamos de foco interno, mas os empreendedores também precisam estar atentos ao ambiente externo – foco externo.

O sucesso ou o fracasso de uma empresa depende muito da qualidade das decisões dos empreendedores, e por isso é essencial que elas sejam tomadas a partir de uma clara percepção do ambiente externo. Não existe uma receita para o sucesso, sobretudo num ambiente dinâmico, cujas condições estão em constante transformação. Os empreendedores devem ter a habilidade para inovar constantemente e conseguir tomar as decisões corretas em novas situações.

A inovação é cada vez mais crucial para o sucesso no mundo dos negócios. Ela é o sangue da empresa porque gera novos fluxos de receitas, mas deve estar orientada para o mercado. Não se trata de sonhar com novas idéias, mas sim, de reconhecer as oportunidades à medida que surgem devido às constantes mudanças de mercado. As mudanças que o empreendedorismo, a inovação, a incubação os star-ups estão disseminando movem-se literalmente à velocidade da luz. Até onde irá essa revolução? O debate não terminou. Na economia da informação não pode haver regras mais importantes do que as que regem o empreendedorismo. Numa economia ligada em rede, o sucesso chega para aqueles empreendedores que sabem lançar-se no mercado com o produto/serviço certo.

“A inovação não é um termo técnico. É um termo econômico e social, seu critério não é a ciência nem a tecnologia, mas uma mudança no cenário econômico ou social, uma mudança no comportamento das pessoas como consumidores ou produtores, como cidadãos, estudantes ou professores ou como seja lá o que”.

O empreendedor não é necessariamente um inventor, porém tem que ser um inovador. Empreendedores inovam. Para tanto precisam ter atitudes e motivação para buscar a inovação sistemática, desenvolver conhecimentos e habilidades no relacionamento humano, aliar intuição a experiência para transformar idéias em oportunidade de negócios. Empreender significa ter a habilidade de inovar, criar produtos/serviços, tornando os anteriores obsoletos. Esse é o verdadeiro empreendedor. Inovação cria uma nova riqueza e destrói a antiga. Quem cria à nova e destrói a antiga riqueza são os empreendedores. Simultaneamente destroem o antigo e constroem o novo. No âmago da inovação encontra-se a capacidade de criar novas estratégias. O desafio é descobrir de onde vêm essas estratégias, que criem novas riquezas, que gerem novos mercados, novos clientes.
2 VIVE-SE A ERA DO EMPREENDEDORISMO
Quando observamos pessoas em sociedade ou individualmente deixando empregos relativamente seguros partindo para a criação de seu próprio negócio percebemos que é estamos vivendo uma era de transição para o empreendedorismo em todas as vertentes da economia. A Idade do Empreendedorismo radia-se pelo setor público, privado e principalmente pelo terceiro setor. É função dos empreendedores perceberem o momento certo, o ritmo e a maneira de fazer com que algo novo se firme. O risco é uma das condições essenciais para a inovação, deve ser gerenciado – ou seja, alimentado e controlado. Além de encorajar as pessoas a correr riscos, preciso criar uma rede de segurança para elas. Os riscos devem ser administrados.

Podemos afirmar inovação mais empreendedorismo é igual à criação de riquezas, a prosperidade que tanto almeja toda a sociedade. Os empreendedores têm muito dos artistas que sonham com algo e procuram tentar colocar isso em prática, usando a imaginação. “A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação permeia o mundo”.Para ser bem-sucedido no empreendedorismo (como em quase tudo na vida) o empreendedor se depara com três situações que envolvem parte arte e parte ciência, parte objetiva e parte subjetiva, parte abstrata e parte concreta.

O espírito empreendedor é o responsável pela transformação da arte em uma oportunidade. Os empreendedores são frutos de seu processo de percepção, da realidade ambiental que os rodeiam e das solicitações que o ambiente mercadológico demanda. Nessa ótica existem várias formas de criar uma oportunidade de negócio, muitas maneiras de se iniciar um empreendimento e milhares de formas de ser bem-sucedido.

Todo ato empreendedor começa com uma visão de uma atrativa oportunidade de negócios. O conceito de visão nunca foi tão importante como nos dias de hoje. Uma visão clara é igualmente importante para empresas e pessoas que nelas trabalham a todos os níveis, Quando se cria uma visão “se está escrevendo uma Constituição, uma estrutura de referência para todos os membros da organização”.

Uma visão pode fornecer um mapa da direção futura e gerar entusiasmo por essa direção. Pode estabelecer ordem nos caos e ainda fornecer um critério para medição do êxito. Mas, para ser realmente eficaz, a visão deve ser bastante coerente para criar uma imagem identificável do futuro, ser bastante convincente para gerar comprometimento com o desempenho, enfatizar o que pode ser e esclarecer o que deve ser. Uma visão é, em parte, racional (produto da análise) e, em parte emocional (produto da imaginação, intuição e valores). Questionamentos básicos: a) Qual é o nosso objetivo? b) Qual a é a força que nos impulsiona? c) Quais são nossos valores básicos? d) O que fazemos melhor? e) O que desejamos realizar? e f) O que gostaríamos de mudar?

A visão deve ser relativamente atemporal. Talvez sejam necessárias alterações caso ocorram grande mudanças no ambiente, mas a visão deve ser estabelecida como se nunca fosse mudar. Por outro lado, as metas e os objetivos (meios) devem ser suficientemente flexíveis para possibilitar a realização da visão, tanto a visão (o fim) como as metas e os objetivos (os meios). A visão deve incluir todos os integrantes da organização. Para ser estabelecida, a eficácia da visão depende, em ultima análise, da participação total dos membros da organização, eles precisam ser donos da visão para que esta possa ser implantada.

Para o empreendedor, uma atrativa oportunidade é algo que tenha mercado ou potencial para ser criado que justifique o investimento em recursos humanos, financeiros, tempo necessário para aproveitar a oportunidade. Inovação é a ação de introduzir, ou produzir algo novo, alguma idéia, método, instrumento, modos de pensar em: negócios, serviços, de entrar no mercado, de produzir, de formar ou organizar, solucionar problemas, realizar adaptações e modificações de bens e serviços destinados a solucionar necessidades ou gerarem novas.

O empreendedorismo é um processo que envolve a identificação e a redução de quatro grandes tipos de riscos: recursos humanos, tecnologia, mercado e o financiamento do empreendimento. O empreendedorismo também precisa ser baseado em uma visão (isto é, valores e missão) e grandes estratégias (produtos/serviços e mercado) são necessárias, para tornar o empreendimento diferenciado dos demais existentes no mercado.

O Brasil tem a necessidade de fomentar a personalidade empreendedora como um meio para criar fontes de emprego e para enfrentar o grande problema que é o desemprego, gravíssimo problema, o qual pode ser combatido em grande parte mediante o fomento de criação de empresas, colaborando também desta forma na diminuição da economia informal e de forma indireta, nos índices de marginalidade. O governo brasileiro, o setor educacional e a iniciativa privada têm tomado consciência da importância e necessidade de fomentar a personalidade empreendedora nos estudantes de todos os níveis. Por tal razão tem criado programas cuja finalidade é despertar nos estudantes a consciência da importância de empreender.

As pessoas que sobressaem são as que se distinguem por ter uma postura firme ou desejos muito intensos, são pessoas que têm atitude e capacidade de criar e aproveitar as oportunidades. Estas são algumas características que temos identificado nas pessoas empreendedoras: trabalho árduo e tenaz, criatividade, inovação, valor, orientação ao êxito, concentração, independência, tolerância, senso de oportunidade, versatilidade, responsabilidade, liderança, tenacidade e planejamento.

Fomentar o espírito empreendedor nos indivíduos facilitará, em um futuro, criar fontes de emprego. Descobrir as razões pelas quais porque as pessoas têm dificuldades em empreender, permitirá ter um fator de realidade para se desenvolver a forma mais adequada para a disseminação do empreendedorismo. A criação de empresas não distingue sexo, cor, raça, religião ou local de residência. Recompensa o esforço, a criatividade e a inovação daqueles que têm capacidade de iniciativa. Nenhuma outra metodologia oferece com tanta intensidade a possibilidade de auto-suficiência, autodeterminação e melhoria econômica como a criação de empreendimentos.

Todo tipo de forças externas (sociais, econômicas, sindicais, trabalhistas, burocracia, etc.) atuam sobre o empreendedorismo e reforçam a necessidade para a compreensão do processo empreendedor. Por exemplo, os ciclos econômicos podem flutuar drasticamente, oscilando em período de estremo otimismo bem como uma profunda recessão. O empreendedor é o produtor de valores de mercado, que corre riscos, está em permanente alerta para criar as oportunidades para produtos/serviços que ainda não tenham sido descobertas e atua para aproveitá-las. A sua atuação beneficia toda a sociedade.

São indivíduos com visão empreendedora, que manifestam uma conduta e orientam seu comportamento ao desenvolvimento do espírito empreendedor, gerando e aproveitando idéias inovadoras, desenvolvidas como oportunidades de negócios rentáveis para o benefício do empreendimento e da sociedade da qual é parte integrante. É necessário afirmar que o empreendedor é uma pessoa que percebe a oportunidade que oferece o mercado e tem a motivação, a iniciativa e a habilidade de mobilizar recursos a fim de ir ao encontro da dita oportunidade. Deve ter confiança em sua idéia, ser capaz de mobilizar uma boa equipe de colaboradores, saber vender as idéias e sobre tudo ser eficiente e eficaz naquilo que faz.
3 O ESPÍRITO EMPREENDEDOR
Conceituar em que consiste o espírito empreendedor não é questão simples, visto que existem muitas características que tem umas pessoas e outras não, porém que de qualquer maneira os fazem vitoriosos; na atualidade o espírito empreendedor é sinônimo de inovação, mudança, criação de uma empresa, ou correr riscos.

O espírito empreendedor é importante para todos os indivíduos, porém é mais relevante quando se possui estudo de licenciatura que fornecem as ferramentas básicas para pensar na formação de um próprio negócio Não necessariamente se deve trabalhar para outras pessoas, também tem que aproveitar tantos anos dedicados aos estudos, para que ao concluir ou durante o transcurso da carreira, se comece a desenvolver a capacidade de ser crítico de tudo o que se vê, para reconhecer as coisas que se podem melhorar, ou as coisas novas que se podem criar, e que a sociedade a necessite, desta maneira não somente se estará pensando no seu próprio bem-star, da sociedade quando existe a possibilidade de dar outras pessoas trabalho e melhorar a economia do país. É importante reconhecer nosso espírito empreendedor, pois a confiança em si mesmo, é o primeiro passo rumo ao sucesso do empreendedor.


4 A PERSONALIDADE DO EMPREENDEDOR
O empreendedor é autônomo, visualiza, cria a oportunidade, cria algo do nada. É apaixonado pela sua idéia, corre riscos calculados. Em realidade quer fazer algo diferente, por que se sente diferente dos demais e deseja imprimir sua marca neste mundo. O que marca a diferença do empreendedor em relação ao indivíduo comum é sua personalidade. A personalidade é a forma de responder do individuo diante de distintas situações, a qual depende do rol que ocupa este e de como tenha assimilado, o que converte a personalidade não somente em produto concluído, se não também é um processo em que intervem aspectos culturais, sociais, psicológicos biológicos.

Trabalhar por um sonho pareceria uma questão ideal. Ser independente ou ser o próprio chefe, e como uma questão estranha na realidade muito pouca as pessoas que decidem lançar-se a aventurar com suas idéias, seus projetos ou seus próprios negócios. É evidente que o caminho é difícil, porém, por que as pessoas não se arriscam? A literatura sobre empreendedores apresenta casos de pessoas que a partir do zero, vão logrado construir e obter grandes realizações. Que características se encontram nos verdadeiros empreendedores? Parece existir certo consenso em que os grandes empreendedores apresentam as seguintes características: a)· necessidade de realização; b) persistência; c) auto-estima; d) liderança e controlar seu destino.

É preciso identificar com clareza o que o cliente deseja, que benefícios espera, que diferencia o produto/serviço deve apresentar. Para posicionar corretamente o produto/serviço faz necessário perceber a tecnologia adotada. É a Tríade de Valor que são elementos básicos de uma proposição de valor, que torna o produto/serviço diferenciado dos ofertados pelos demais empreendedores. No processo da Tríade de Valor temos três elementos inter-relacionados: produtos/serviços, cliente, aplicação. A interação dos três cria valor (o que o cliente compra. A perfeita combinação entre produto e aplicação cria valor para um determinado segmento de clientes.

É preciso enfrentar o paradigma das empresas de alta tecnologia que exigem uma estrutura organizacional flexível, uma liderança firme para enfrentar as radicais transformações do dia-a-dia, pessoas e cultura voltadas para mudanças, gestão descentralizada e apoio incondicional a disseminação do conhecimento e alianças estratégicas. Conseguir superar as demandas pessoais na hora de tomar decisões é uma tarefa do empreendedor. A função do empreendedor é unificar e motivar uma empresa em torno de um objetivo comum.

O exercício do empreendedorismo implica em::a) criar condições para o sucesso; b) abraçar o lema “um por todos e todos por um”; c) conquistar superioridade tática e estratégica; d) desenvolver e entrosar as pessoas; e) inspirar em busca do desempenho excepcional; g) construir uma cultura de sucesso; e f) exercer a liderança.

O que nunca vai deixar de existir em todos os empreendedores é o espírito empreendedor (empreendedorismo). A presença do empreendedor shumpeteriano é que nos explica porque surgem vários inovadores e poucos, muitos poucos, mesmo conseguem sucesso.. É o processo de ouvir, perceber o desejo / necessidade e inovar oferecendo ao mercado uma alternativa melhor, mais rápida e mais econômica do que as já existentes. Nesse contexto o surgimento da Internet tem se convertido em uma força propulsora do empreendedorismo sem precedentes na história da humanidade.

Promover a criação de empresas, o reconhecimento social dos empreendedores e a percepção de que existem oportunidades de negócio são medidas que fomentam o crescimento econômico de uma sociedade. As Instituições de nível superior desempenham um papel preponderante na determinação do futuro da sociedade, nelas se forja o capital humano, que determina a vantagem competitiva das nações. Este capital humano requer de ser formado com uma visão prospectiva, para desenvolver a capacidade empreendedora e compartilhar com outros seu conhecimento, seu esforço, transformado a cultura empresarial.

O novo milênio começa com a esperança de que os egressos assumam sua responsabilidade social e se atrevam a empreender, a criação de fontes de emprego ajuda a economia a crescer desenvolver-se. As estruturas de governo têm sido montadas para solucionar as demandas de emprego da sociedade, a alternativa se encontra em um esforço coordenado entre governo, instituições educativas e o setor privado. Presenciamos a lutar entre o passado e o futuro, entre a configuração atual das indústrias e as mudanças que as colocam em risco de desaparecerem como fumaça levada pelo vento forte.


BIBLIOGRAFIA
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SCHUMPETER, JOSEPH ALOIS. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. Tradução de Maria Sílvia Possas. São Paulo: Nova Cultura, 1988.

SCHUMPETER, JOSEPH ALOIS. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Tradução Carla Santos. Zahar Editores, Rio de janeiro, 1984. pp.98-211.



WEBER, MAX. The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism. Tradução de Tracott Parsons. Scribner, New York, 1930

ENTREPRENEUR IN THE DIGITAL AGE: ENTREPRENEURSHIP AND INNOVATION

Abstract: We can affirm that, until recently, entrepreneur was a word with small meaning for most people. However, nowadays the image of an entrepreneur is already something well known. Maybe it wasn’t the target of the public opinion, as it is nowadays, because he’s role has a big importance in the social and economical development as a job and income generator. In fact, the entrepreneur is one of the characters with more relevance in the recent human history, being the composer of one of the most important institutions in the modern society: the company. 

Key-words: Entrepreneur, Entrepreneurship, Innotion





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