Ensaio de bombas hidrráulicas



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SEN 4002-- LABORATÓRIO DE HDRÁULICA GERAL

DEPARTAMENTO DE ENERGIA - PROF. LUIZ ROBERTO CARROCCI


unesp

DEPARTAMENTO DE ENERGIA

LABORATÓRIO DE HIDRÁULICA GERAL

ENSAIO DE BOMBAS HIDRÁULICAS



  1. OBJETIVOS:




    1. Objetivo geral

Conhecer o comportamento das bombas através de sua curvas características.




    1. Objetivo específico

Montar as curvas características de uma bomba centrifuga.





  1. INTRODUÇÃO TEÓRICA


2.1. Máquinas de fluxo
São aquelas em que um fluido proporciona ou absorve a energia trocada pela máquina. As máquinas de fluxo podem ser classificadas como indicado na seguinte figura:

Figura 1. Classificação das máquinas de fluxo.
2.2. Máquinas térmicas
São aquelas em que a massa especifica do fluido varia apreciavelmente durante seu fluxo pelo interior da mesma. Exemplo: turbina a gás, turbina a vapor, compressor e outros.
2.3. Máquinas Hidráulicas
São aquelas em que é desprezível a variação da massa especifica do fluido durante seu fluxo pelo interior da mesma. Exemplo: ventiladores, bombas hidráulicas, turbinas hidráulicas, roda hidráulica, bombas alternativas, etc. As máquinas Hidráulicas podem se classificadas em: Turbomáquinas e Máquinas Volumétricas.

2.3.1. Turbomáquinas hidráulicas
São máquinas nas quais o movimento do fluido é executado por forças que se desenvolvem na massa fluida em conseqüência da rotação de uma peça interna (ou conjunto de peças) dotados de pás chamado rotor. As turbomáquinas podem ser classificadas em:
Motrizes: nelas o fluido cede trabalho às paredes sólidas. Exemplo: turbina hidráulica, roda hidráulica.
Operatrizes: nelas as paredes sólidas cedem trabalho ao fluido. Exemplo: bombas, ventiladores.
2.3.2. Volumétricas ou de deslocamento positivo
Nestas máquinas a transferência de energia é feita por variações de volume que ocorrem enquanto o fluido esta confinado completamente numa câmara ou passagem. As máquinas volumétricas podem ser classificadas em:
Motrizes: O fluido cede trabalho às paredes solidas. Exemplo: motor hidráulico.
Operatrizes: nestas máquinas as paredes sólidas cedem trabalho ao fluido. Exemplo: bombas de rolos, de palhetas, de engrenagens e outras.
2.4. Bombas
São máquinas hidráulicas operatrizes que fornecem energia ao liquido com a finalidade de transportá-lo de um ponto a outro. Normalmente recebem energia mecânica e a transformam em energia cinética e de pressão ou em ambos.
2.4.1. Classificação
Como as máquinas hidráulicas, as bombas também podem ser classificadas em dois grandes grupos:
Turbobombas: nestas o fluido é impulsionado pelas pás móveis de um rotor. Segundo a direção do fluxo elas podem ser: centrifugas, axiais e mistas.

Figura 2. Turbobomba

Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo: o fluido é impulsado pela diminuição do volume numa câmara ou passagem. As Bombas de deslocamento positivo podem ser subi classificadas em: em alternativas (de embolo) e rotativas, chamadas de rotoestáticas.


Figura 3. Bombas volumétricas

2.4.2. Grandezas características da bomba
A determinação do ponto de trabalho, isto é, vazão, carga, potência consumida e rendimento de uma bomba operando em um sistema, é função das características da bomba e do sistema. Assim torna-se necessário aprofundar nosso conhecimentos sobre as características da bomba e do sistema. Para as seguintes definições usaremos a Fig. 4.


Figura 4. Sistemas de bombeio

- Altura útil de elevação (H)
É a energia por unidade de peso que o líquido adquire em sua passagem pela bomba. Seu valor é calculado aplicando-se a equação de conservação de energia entre a entrada e saída da bomba.
(1)
H : Altura útil de elevação [m]

P1 : Pressão na entrada da bomba [Pa]

P2 : Pressão na saída da bomba [Pa]

V1 : Velocidade na entrada da bomba [m/s]

V2 : Velocidade na saída da bomba [m/s]


  • : Peso especifico do fluido [N/m3]

g : Aceleração da gravidade [m/s2]
Z2 –Z1 = 0, (energia potencial), normalmente nas bombas o termo da energia cinética também é desprezível. Então a Eq. (1) fica:
(2)
A altura útil é especificada nos catalogo dos fabricantes, em forma de curvas Q vs H.

Figura 5. Curva característica da bomba.



- Altura disponível de elevação (Hd)
É a variação final de energia por unidade de peso do liquido bombeado, ao passar este do reservatório de sucção para o de descarga. Seu valor é calculado aplicando-se a equação de conservação de energia entre os reservatórios de sucção e de descarga.
(3)
Hd : Altura disponível de elevação

Ps : Pressão na sucção do sistema [Pa]

Pd : Pressão na descarga do sistema [Pa]

Vs : Velocidade na sucção do sistema [m/s]

Vd : Velocidade na descarga do sistema [m/s]

Z : Diferença de níveis entre a descarga e a sucção [m]


Para cada sistema de bombeamento a altura disponível é representada em forma de curvas Q vs H. do sistema.

Figura 6. Curva característica do sistema de bombeamento.

O ponto de trabalho é o ponto onde se interceptam as curvas do sistema e da bomba.


Figura 7. Ponto de trabalho da bomba



- Potência útil P
(4)
P : Potência útil da bomba [W]

Q : Vazão volumétrica [m3/s]


- Potência motriz Pm
É a potência mecânica que a máquina motriz entrega á bomba. Geralmente a máquina motriz é um motor elétrico, a potência entregue por um motor de corrente continua é calculado como:
(5)
Pm : Potência motriz [W]

V : Tensão [V]

I : Corrente [A]

m : Eficiência do motor



- Rendimento da bomba 
É a relação entre a potência útil (potência fornecida pela bomba ao liquido) e a potência motriz (potência cedida à bomba pelo motor)
(6)


  • : Rendimento da bomba.


2.4.3. Curvas características da bomba
As curvas características da bomba são os gráficos: HxQ, PxQ, e xQ, estas curvas são plotadas num gráfico com eixos Q e H.
A curva da altura útil (HxQ) é obtida em forma direta. A curva da potência é construída indicando-se os valores de Q e H de diversos pontos com o mesmo rendimento, estes valores são plotados na curva HxQ, unindo estes pontos se obtém uma curva de potência constante, repetindo varias vezes este procedimento se obterá varias curvas de potência constante. A curva de rendimento (xQ) se construi da mesma forma que a curva de potência.

Figura 8. Curvas HxQ e xQ da bomba.

2.4.4. Medida da vazão com vertedores
Os vertedores são medidores que servem para medir vazão. Eles podem ter diferentes geometrias. Podem ser horizontais de largura plena, horizontais de largura parcial, e em V. Na presente experiência será utilizado um vertedor horizontal de largura plena como o apresentado na Fig. 9.
A vazão medida com um vertedor pode ser obtida com as seguintes fórmulas.
(7)
onde:

(8)
(9)
Cd : Coeficiente de descarga

L : Largura do vertedor [m]

he : Altura da lâmina d’água corrigida [m]

h : Altura da lâmina d’água [m]

p : Altura do vertedor [m]

Figura 9. Vertedor horizontal de largura plena



3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
3.1. Descrição dos equipamentos:

Os equipamentos usados na experiência são apresentados na Fig.10.


3.2. Descrição da experiência:
Para a realização da experiência, são fixadas faixas de rotação, alterando a corrente fornecida ao motor elétrico que movimenta bomba. Para cada faixa de rotação são variadas as alturas de elevação e as vazões, abrindo e fechando as válvulas instaladas na tubulação.
Para estabelecer uma faixa de rotação determinada se fixa um valor de corrente. Posteriormente se liga o motor com as válvulas registro fechadas (Q= 0) e se medem as pressões na entrada e na saída da bomba p1 e p2 (ponto de shut-off). Em seguida é aberta a válvula de gaveta e se medem: as pressões na entrada e na saída da bomba, a intensidade da corrente elétrica do motor e a altura da lamina de água. O processo de abrir a válvula e tirar as medições é repetido quatro vezes.
Para estabelecer uma nova faixa de rotação, se fixa um novo valor a corrente de alimentação ao motor e se repete tudo o procedimento anteriormente descrito. A experiência deve ser realizada com 4 faixas de rotação, isto quer dizer que a tensão da corrente elétrica será fixada 4 vezes.
As grandezas a serem requeridos são os correspondentes á vazão, altura útil de elevação, potência motriz, e rendimento da bomba. Estas serão calculadas com os valores medidos na experiência.

Figura 10. Equipamentos do experimento

3.3 Tabela de medidas


Ensaio

Rotação

[RPM]

Tensão

[V]

Intensidade de corrente

[A]

Pressão de sucção [mmHg]

Pressão de descarga [kgf/cm2]

Altura da lamina de água [mm]

1



















1



















1



















1



















1



















2



















2



















2



















2



















2



















3



















3



















3



















3



















3



















4



















4



















4



















4



















4




















3.3. Cálculos
Dados:
m = 0,90

p = 0,56


L = 0,39
A vazão pode ser calculada com as Eqs. (7), (8) e (9).
Calcular a altura útil de elevação com a Eq. (2)
A potência motriz pode ser calculada com a Eq. (5)
A potência útil pode ser calculada com a Eq. (4).
O rendimento da bomba é calculado com a Eq. (6).

4. Resultados
4.1. Tabela de resultados
Apresentar os resultados dos cálculos em tabelas.
4.2. Gráficos
Com os dados da tabela de resultados, e seguindo o procedimento para a construção das curvas características da bomba, descrito na seção 2.4.3, construir para as diferentes rotações os gráficos:


  • HxQ

  • PmxQ

  • xQ



5. Comentários e Conclusões
O aluno deve fazer os comentários e as conclusões correspondente à experiência.

6. Recomendações
Fazer as sugestões que creia conveniente para melhorar a experiência.
7. Referências bibliográficas
FOX, R. W. Introdução á Mecânica dos Fluidos. Rio de Janeiro: LTC, 2001. 504 p.
KSB, Manual de Treinamento: Seleção e Aplicação de Bombas Centrífugas.Centro de Treinamento da KSB, 2003. 229p.

MACINTYRE, A.J. Bombas e Instalações de Bombeamento. 2. Ed. Rio de Janeiro: LTC, 1997.782 p.


MATAIX, C. Mecánica de Fluidos y Maquinas Hidráulicas. México: Harla, 1970. 582 p.
MATTOS, E.E. Bombas Industriais. 2. Ed. Rio de Janeiro: Interciência, 1998.
TORREIRA, R.P. Bombas Válvulas e Acessórios. São Paulo: Torreira, 1996. 724p.



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