Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo



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Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo
Perón, Bolívar, Dirceu, Aldo, Tevez etc.

Veja: Edição 1935 . 14 de dezembro de 2005

A Argentina teve em Carlos Menem um fiel seguidor da economia de mercado e, como dizia seu chanceler Di Tella, um aliado "carnal" dos Estados Unidos. Menem era peronista. Eduardo Duhalde foi menos entusiasta, tanto da economia de mercado quanto dos EUA. Era peronista, igualmente. Néstor Kirchner não gosta dos EUA e, com a nomeação da nova ministra da Economia, Felisa Miceli, prepara uma reação contra o império da globalização e da economia de mercado. Mais um peronista. Antes deles o país conheceu o movimento dos Montoneros, guerrilheiros de esquerda dos anos 70. Peronistas. E, durante o governo de Isabelita, a viúva de Perón, o mais influente ministro, José López Rega, dirigia nos bastidores a organização paramilitar Aliança Anticomunista Argentina (AAA). Em nome do peronismo, claro.

A explicação está na velha anedota que começa com o próprio Juan Domingo Perón explicando a um estrangeiro o quadro político argentino:

"Temos à direita desde golpistas até um civilizado movimento conservador. Importante setor é o dos liberais. Não esqueçamos os social-democratas, que juntam o desejo de eficácia com a preocupação social. Temos ainda um centro, uma democracia cristã, um forte núcleo nacional-desenvolvimentista... A esquerda divide-se entre os revolucionários e aqueles, mais moderados, que já se dispõem a integrar o jogo eleitoral e parlamentar. Nomes expressivos integram todos esses...". O interlocutor o interrompe: "Mas... e os peronistas?". "Como, os peronistas?!", surpreende-se o caudilho. "Peronistas son todos."

•••


Com o ingresso da Venezuela no Mercosul, sob o alto patrocínio da Argentina, ao peronismo junta-se o bolivarianismo. Agora vai.

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