Era uma vez o Faz de Conta



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Encontro07.02.2018
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Era uma vez, o Faz de Conta
(O Ator entra com um livro nas mãos)
Ator: Era uma vez... De onde veio essas três palavrinhas? (Num outro tom) Era uma vez... Quem sabe daquela vovozinha que morava no campo, e fazia muito doce para os netinhos... (Imitando uma velha) Era uma vez... uma linda moça que tinha longas tranças, e morava em uma torre. Ou talvez os Irmãos Grimm... Era uma vez... uma jovem que tinha um sapatinho de cristal.

De onde veio não nos importa, mas o que importa, se alguém se importa, é a fantasia que acompanha essas três palavrinhas.

Podemos encontrar a Cinderela e sua fada-madrinha, a Branca de Neve e seus inseparáveis anões, sem contar nos maravilhosos mundos que só os contos de fadas pode nos oferecer.

O que seria das crianças sem esse tal de Era uma vez? Nem quero imaginar... falando em imaginar... O que seria do Era uma vez sem o famoso Faz-de-conta? Imagine uma colher ganhando vida. Imagine você se transformando em um príncipe encantado.

A criança é a única que não precisa se preocupar com as mortes do mundo, com as guerras, política e outras coisas que nos desgastam.

Eu não queria ser adulto!

Para que ser adulto? Para não ligar mais para a Chapeuzinho Vermelho? Para não querer ler, mas a Turma da Mônica? E o Faz o faz-de-conta? Quantos de nós “adultos” chegamos ao nosso ambiente de trabalho e exclamamos:

- Faz de conta que esse dia é muito divertido!

Quantas vezes empregamos Faz-de-conta em nosso vocabulário?

Deixamos a Alegria para trás? Lembrando de Maria Clara Machado, em uma grande frase que dizia assim: “Alegria, tristeza, choro e riso. Tudo se mistura nessa vida, e tudo acaba com a morte, sem sentido. É melhor rir então pois a tristeza já existe por natureza, e o riso mesmo sem sentido, dá mais alegria nessa vida.”

As crianças que estão certas... Pena que um dia elas também perderam essas relíquias que só a infância nos dá.

A relíquia do Era uma vez e do Faz-de-conta! Então... Hoje quero brincar de Faz-de-conta! Faz-de-conta que sou o Peter Pan. Pois ele não quer crescer. E eu também não! Quero ser criança para sempre. Quero poder me equilibrar pelo meio-fio. Quero pegar um lençol e fazer uma grande toca de índios no quintal, quero pegar um carrinho, e no meio do jardim, imaginar que estou em uma floresta perigosa.

E pensando nisso... convido todos para esquecer nossas preocupações, nossos problemas, nossas dores, nossas frustrações... e em companhia da Chapeuzinho Vermelho, da Bela Adormecida, do Barba Azul, da Cinderela, do Ali Babá, e muitos outros, pegar-mos um avião rumo aos mundos dos contos de fadas. Só assim poderemos ser um pouco mais felizes.

Mas se isso não nos importa, mas o que importa, se alguém se importa, é que sem fantasia não tem vida. E nossos sonhos, ficam perdidos, sem esperanças... E para que sonhos sem fantasia e esperança?

Vamos então para a Terra do Nunca, e lá, mesmo que por pouco tempo... Vamos voar com a Sininho, lutar contra o Capitão Gancho. Vamos ser tudo que não somos. Vamos ser atores de nossa própria história. No nosso próprio teatro. Onde como dizia Chaplin: A vida é uma peça teatral, onde o ensaio não é permitido! Espero que depois dessa história... Chegue então... o tão esperado final feliz.
FIM

14/05/08


Fábio Aiolfi.

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