Ernesto Bozzano a crise da Morte



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Ernesto Bozzano
A Crise da Morte
Segundo o depoimento dos

Espíritos que se comunicam

Do original italiano

La crisi della morte

1924



Dante Alighieri

A morte Berenice

Conteúdo resumido
É certo que todo ser humano, em algum momento da vida, já se perguntou sobre a continuação da existência após a morte do corpo físico. Haverá quem não tenha pensado no instante final da nossa trajetória terrestre? A vida continua além do túmulo? Se cremos que sim, como será essa nova vida? Quais os fenômenos que se passam com aqueles que se desprendem dos liames carnais e dão entrada no outro mundo?

Em A Crise da Morte, Bozzano expõe e comenta os testemunhos vindos do mundo espiritual sobre as diversas situações por que passa o Espírito na ocasião do término de cada experiência no plano material, submetendo os casos citados ao processo científico da análise comparada, do que resultou um conjunto de revelações de irrecusável veracidade.

A leitura desta obra nos liberta das ilusões e dos temores criados pelas crenças religiosas tradicionais e nos mostra que as condições em que nos encontraremos após o término desta existência dependerão sempre do modo pelo qual nos conduzimos moralmente enquanto Espíritos encarnados.

Sumário


Prefácio 4

A crise da morte 7

Primeiro caso 14

Segundo caso 18

Terceiro caso 22

Quarto caso 28

Quinto caso 33

Sexto caso 38

Sétimo caso 49

Oitavo caso 59

Nono caso 73

Décimo caso 82

Décimo primeiro caso 87

Décimo segundo caso 94

Décimo terceiro caso 102

Décimo quarto caso 110

Décimo quinto caso 120

Décimo sexto caso 132

Décimo sétimo caso 140

Conclusões 145





Prefácio


Apresentando ao leitor, traduzido em português, graças, como os dois anteriores, à iniciativa da Federação Espírita Brasileira, um outro trabalho de Ernesto Bozzano, nada precisamos dizer do grande cientista italiano, a cuja pena fecunda o devemos, nem da sua operosidade quase fenomenal, nem ainda da natureza da missão que parece haver trazido para a sua atual existência, missão que, ao nosso ver, cada vez melhor se caracteriza no campo do Espiritismo e em cujo desempenho sempre mais um belo triunfo ele alcança, à publicação de cada nova obra. De tudo isso já disse Carlos Imbassahy, com a simplicidade e a clareza que lhe são peculiares ao estilo, no Prefácio que escreveu para a sua tradução do volume Fenômenos psíquicos no Momento da Morte, o primeiro dos trabalhos a que em começo aludimos.

Prefaciando agora, a nosso turno, este outro, a mais recente monografia que Bozzano deu à publicidade, tampouco trazemos em mente bosquejar qualquer apreciação crítica, com que lhe ponhamos em realce o valor, coisa que, além de despropositada, pela nossa incompetência, de todo em todo desnecessária seria, ante o nome que a firma.

Ao traçarmos as presentes linhas, outro propósito não temos senão o de transmitir, a quem compulsar este pequenino volume, a impressão forte que a sua leitura nos produziu, como um convite instante que lhe dirigimos, para que se não detenha na primeira página, para que lhe perlustre todas, com atenção e interesse, certo de que nelas grande cópia de esclarecimentos colherá, sobre um dos pontos mais palpitantes da Revelação Espírita, e rica fonte de ensinamentos, com que alimente e revigore as consoladoras esperanças que dessa Revelação tenha haurido.

Com efeito, em A Crise da Morte, as mensagens do Além, sobre que Bozzano assentou o seu estudo, elucidam uma das questões mais relevantes que aquela Revelação suscita e que, todavia, é das menos fartamente exploradas nas suas obras basilares: a do modo pelo qual se dá a entrada, no meio espiritual, dos Espíritos que desencarnam na Terra e de como lhes transcorre ali a existência durante os primeiros tempos após a desencarnação, problema cuja solução põe em destaque, como fator preponderante da constituição desse meio, para cada Espírito, sob a ação, que mais perceptível então se torna, da lei de afinidade, a força criadora, ou o poder criador do pensamento.

Tais mensagens, porém, dispersas como se encontram em publicações várias, só muito relativo valor teriam sempre, se o notável escritor italiano não as houvesse submetido ao processo científico da análise comparada, do que resultou ficarem formando, doravante, as descrições que elas encerram, um conjunto de revelações de irrecusável veracidade, por isso que, assinaladas, conforme ele deixou, as concordâncias positivas existentes nelas, quer quanto aos informes capitais, quer quanto aos secundários, demonstrado também deixou procederem as ditas mensagens, indubitavelmente, do mundo invisível e conterem o fruto das experiências individuais a que se viram sujeitas as entidades que as deram.

Isto basta para evidenciar a relevância do labor que Ernesto Bozzano levou a cabo e do qual se originou esta monografia, cuja extraordinária importância assim igualmente se patenteia, justificando a consideremos, ao menos de certa maneira, uma das obras que se podem incluir entre as complementares da Terceira Revelação e entre as mais valiosas de quantas a genialidade do seu autor nos tem proporcionado.

Aliás, por mostrar que nenhum exagero há no que dizemos e que, portanto, razão nos sobra para que insistentemente recomendemos a sua leitura aos estudiosos, de mais não necessitamos, além do que se lê nos períodos com que Bozzano encerrou as conclusões do seu trabalho, palavras que proclamam por si mesmas a importância deste, sem que, entretanto, é fora de dúvida, tenham sido escritas com semelhante escopo, pois claramente exprimem ou uma inspiração por ele recebida do Alto, ou o que a sua clarividência espiritual lhe permitiu divisar no futuro, por entre as sombras do presente.

Escreveu ele:

“Resulta daí que esta obra de análise comparada autoriza a preconizar a aurora não distante de um dia em que se chegará a apresentar à humanidade pensante, que atualmente caminha a tatear nas trevas, um quadro de conjunto, de caráter um tanto vago e simbólico, mas verdadeiro em substância e cientificamente legítimo, das modalidades da existência espiritual nas “esferas” mais próximas do nosso mundo, “esferas” onde todos os vivos terão que se achar, depois da crise da morte. Isto permitirá que a humanidade se oriente com segurança para a solução dos grandes problemas concernentes à verdadeira natureza da existência corpórea, dos fins da vida, das bases de moral e dos deveres do homem. Estes deveres, na crise do crescimento que a sociedade civilizada hoje atravessa, terão que decidir dos seus destinos futuros. Quer isto dizer que os povos civilizados, se os reconhecerem e cumprirem, se verão encaminhados para uma meta cada vez mais luminosa, de progresso social e espiritual; se os repelirem ou desprezarem, seguir-se-á necessariamente, para esses mesmos povos, a decadência, a fim de cederem o lugar a outras raças menos corrompidas do que a raça ora dominante.”

Encerremos, por nossa vez, este despretensioso e singelo prefácio, bendizendo de quem, tão abundantemente iluminado pela luz da Verdade, tanto já tem feito em prol do advento desse dia em que ela dissipará completamente as trevas dentro de cujo negror ainda tateia a Humanidade e formulando votos por que praza ao Senhor do mundo propiciar-lhe amplas energias, para prosseguir na execução do labor a que se consagrou com devotamento inexcedível e que o sagra, no plano terreno, um dos mais admiráveis paladinos da obra de salvação, que cabe ao Espiritismo realizar.

Rio de Janeiro, agosto de 1930.

Guillon Ribeiro




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